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Categoria: Guadiana

  • Água a correr para o mar

    Água a correr para o mar

    Reportagem: A gestão das águas e as consequências de represar ribeiras e rios nas populações ribeirinhas e na vida aquática

    As populações que vivem junto a ribeiras e rios de Portugal frequentemente apontam o dedo à gestão hídrica, especialmente nos períodos de seca, quando a água corre para o mar, aparentemente sem qualquer controlo.

    Esse cenário levanta questões relevantes sobre o impacto da construção de barragens e a necessidade de represar as águas.

    Esta abordagem, que visa prevenir cheias e armazenar água para usos futuros, tem repercussões significativas tanto para as atividades econômicas, como a pesca, quanto para o equilíbrio ecológico das regiões afetadas.

    Consequências da Repressão das Ribeiras e Rios

    A construção de barragens é uma medida amplamente adotada em muitas partes do mundo para gerir os recursos hídricos, evitando cheias e garantindo o fornecimento de água em períodos de seca.

    Contudo, represar ribeiras e rios altera profundamente os ecossistemas. A água, ao ser acumulada em grandes reservatórios, deixa de correr livremente em direção ao mar, reduzindo o volume dos caudais nos períodos de maior necessidade.

    Esta diminuição de caudais afeta diretamente o que é conhecido como «caudal ecológico», isto é, o fluxo mínimo de água necessário para manter a vida e os processos ecológicos dos rios e suas áreas circundantes.

    A falta de um caudal adequado compromete a qualidade da água, que perde capacidade de autorrenovação, e limita os nutrientes que chegam às zonas de estuário, impactando diretamente as cadeias alimentares.

    Impacto na Atividade da Pesca e na Fauna Piscícola

    Para as comunidades piscatórias, a redução do volume de água doce que chega ao mar tem consequências econômicas e ambientais.

    A água doce que flui das ribeiras e rios carrega consigo nutrientes essenciais que fertilizam as zonas de estuário e zonas costeiras, servindo de alimento para a fauna marinha e apoiando as populações de peixes que são a base da pesca.

    Com caudais reduzidos, estes nutrientes não chegam às zonas costeiras em quantidades suficientes, resultando na perda de produtividade das águas.

    O ciclo de vida de várias espécies de peixes que habitam o mar e utilizam as águas costeiras para desova é interrompido.

    Estas espécies, ao encontrarem condições menos favoráveis para o desenvolvimento, enfrentam uma taxa de sobrevivência mais baixa, afetando a disponibilidade de pescado nas zonas ribeirinhas e pressionando ainda mais a atividade pesqueira.

    Desafios de Conciliar Armazenamento e Caudal Ecológico

    A solução para garantir que haja um equilíbrio entre o armazenamento de água e o respeito pelo caudal ecológico passa por uma gestão criteriosa dos reservatórios.

    É crucial que as barragens mantenham descargas controladas que assegurem a saúde dos rios e a chegada de água aos estuários, especialmente em períodos críticos.

    Este equilíbrio exige políticas de gestão hídrica ajustadas às realidades climáticas, com monitorização constante e ajustes nas quantidades de água liberadas em função das condições naturais de cada período.

    Além disso, projetos de requalificação de margens e zonas de inundação natural podem ajudar a recuperar parte dos habitats aquáticos perdidos e a criar condições mais favoráveis para a preservação de espécies, contribuindo para a resiliência ecológica e para a sustentabilidade das atividades económicas que delas dependem.

    Considerações Finais

    A solução para as queixas das populações ribeirinhas e para a sustentabilidade da pesca passa por repensar o papel das barragens na gestão dos recursos hídricos.

    É preciso, portanto, que o foco não esteja apenas em armazenar água, mas em garantir a continuidade dos ciclos naturais que beneficiam tanto os ecossistemas quanto as economias locais.

  • Algarve Trail Running termina no Cais de Alcoutim

    Algarve Trail Running termina no Cais de Alcoutim

    Considerada a prova de corrida contínua mais longa e desafiante de Portugal, a ALUT percorre o interior algarvio de poente para nascente, utilizando a Grande Rota 13 da Via Algarviana.

    «É uma prova única que dá a conhecer a história, cultura, gastronomia e natureza do Algarve, decorrendo no designado período de época baixa do turismo, com o objetivo de combater a sazonalidade na região”, segundo disse à Lusa o diretor da prova.

    De acordo com Bruno Rodrigues, a ALUT tem conquistado cada vez mais adeptos, sendo esperadas este ano mais de 800 pessoas, entre atletas, equipas de apoio e elementos da organização. No ano passado tiveram um total de 600 participantes, número que este ano estimam superar, atendendo à dada a notoriedade da prova.

    Estão inscritos 124 atletas, 96 dos quais a solo e seis equipas de estafetas, sendo a prova limitada à participação de 100 atletas a solo, na qual cerca de metade são estrangeiros.

    “Este ano atingimos um número recorde de estrangeiros, com uma percentagem superior a 40% de atletas dos quatro cantos do mundo, com destaque para participantes de Espanha, França, Polónia e Reino Unido”, notou.

    Bruno Rodrigues revelou que a ALUT vai contar este ano “com a elite mundial feminina da modalidade, o que torna a competição algarvia das mais intensas disputadas até hoje”.

    Segundo o diretor da prova, o grau de dificuldade vai aumentar este ano, já que o percurso sofreu uma alteração para que possa passar pelos três pontos mais elevados do Algarve, que são a Madrinha, a Picota e a Fóia, no concelho de Monchique.

    “É uma pequena novidade para os atletas sentirem que estão a explorar ao máximo o território”, referiu.

    Bruno Rodrigues disse que a ALUT “pretende ser um evento lúdico, uma viagem para dar a conhecer o interior algarvio, num contacto com as populações locais”.

    Ao longo do percurso vão ser instaladas 10 bases de vida, locais que se destinam ao descanso e reabastecimento dos atletas, com alimentação variada e produtos típicos da região, e onde a população pode manter contacto com os participantes.

    A sétima edição da ALUT vai percorrer trilhos pelos concelhos de Alcoutim, Castro Marim, Tavira, São Brás de Alportel, Loulé, Silves, Monchique, Lagos e Vila do Bispo, com uma base logística e de secretariado instalada na cidade de Faro.

    Organizada pela Algarve Trail Running (ATR), a prova tem início às 14.30 horas do dia 28 de novembro junto ao Forte do Beliche, em Sagres (Vila do Bispo), e termina às 14.30 horas do dia 01 de dezembro, estando a meta instalada no cais de Castro Marim.

  • Água armazenada no Guadiana

    Água armazenada no Guadiana

    Segundo dados do último boletim semanal de albufeiras da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), entre 31 de outubro a 4 de novembro, a quantidade de água aumentou cerca de 2% na barragem de Odeleite e 1% na do Beliche.

    No lado espanhol e segundo dados da Confederação Hidrográfica do Guadiana, o conjunto de barragens das águas do Guadiana está a 40,64% da capacidade total.

    Alqueva está com uma cota de 148,46, perto da máxima de atingir de 152 metros. Já a barragem de Pedrogão, na Vidigueira, que funciona como contra-embalse da barragem do Alqueva, encontra-se com a cota de 83,48 metros, perto do máximo.

  • SIC veio ver o Vale do Guadiana

    SIC veio ver o Vale do Guadiana

    Percorreu as águas com o biólogo Paulo Célio que apresentou o canto dos pássaros, foi ver a vinha, esteve a almoçar na Casa Amarela e até espreitou um lince.

    A reserva mantém-se natural, como há milhares de anos, escapando a intervenção alusiva da atividade humana.

    Foi descobrir o rio e o casario de Mértola através da vidraça da Casa Amarela, considerada «uma boa sugestão para quem gosta de pratos tradicionais com um toque de inovação». Ali, o célebre gaspacho, apresenta-se com novidade de ser de melancia.

    Típico aqui do Alentejo, levou um toque pessoal com a melancia, no pão alentejano o recheado, que anda que é o melhor pão de
    Portugal, dizem eles.

    Há a visita a um empreendimento turístico, às vinhas e o refresco dos Gelados Nicolau.

    Veja aqui o vídeo

  • Pedro Serra e a água do Guadiana

    Pedro Serra e a água do Guadiana

    Do estado de entusiasmo ou infelicidade que uns e outros de manifestam, é a infelicidade, o que para Pedro Serra «evidencia o desconhecimento generalizado da situação que se vivia e dos termos do acordo alcançado!»

    Numa questão anterior a 1998, quando foi assinada a Convenção de Albufeira, mas que se arrasta desde 1985, quando, depois de concluída a construção da barragem do Chança, observa o que toda a gente sabia:

    «Os nossos amigos espanhóis não desativaram a estação elevatória de Bocachança que haviam sido autorizados em 1973 (!), pela Comissão dos Rios Internacionais, a instalar a jusante desta barragem, já na margem esquerda do Guadiana.

    Esta autorização antecipava «o transvase de águas desta bacia para a região de Huelva e para a rega na Andaluzia, bacias dos rios Piedras, Odiel e Tinto, três bacias puramente espanholas que ficam entaladas entre os rios Guadiana e Guadalquibir», transvase esse que o convénio de 1968 autorizava.

    Pedro Seera debruça-se depois sobre as questões técnicas do acordo e respetivas derivações para a preparação do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA) para viabilizar os apoios financeiros da UE ao projeto, como veio a acontecer.

    Lembra ter a Comissão Europeia interpelado o Governo Espanhol sobre se este se sentia confortável com a situação, tendo este respondeu afirmativamente e mesmo declarado que asseguraria os caudais vindos de montante necessários ao sucesso do empreendimento, «como está a suceder», anota o articulista.

    Agora a Espanha está autorizada a levar para o seu território um máximo de 60 hm3/ano de águas deste rio, entre Dezembro e Abril, época húmida, em anos de precipitação média, 30 hm3 em anos secos, e Portugal pode levar idênticos volumes (agora reduzidos a metade) para o Algarve.

    «Com isto a captação da Águas do Algarve no Pomarão fica viabilizada e a captação de Bocachança vê a sua situação regularizada do ponto de vista do direito», diz Pedro Serra.

    E anota que não são colocados em causa os caudais ecológicos definidos por Portugal em 2005, que passam a ter consagração convencional. «Esta solução coloca alguma pressão adicional sobre a exploração de Alqueva, mas tal seria sempre inevitável se queríamos fechar um acordo sobre o regime de caudais deste rio para aquela secção».

    Também se pronuncia positivamente sobre as vantagens para as duas Partes são evidentes, tais como o encerramento de uma disputa que se arrastava há demasiado tempo, regularização da situação da captação de Bocachança e o dar consistência ao projeto das Águas do Algarve.

    Releva o facto de adicionalmente ter ficado acordado que os agricultores (espanhóis) da margem esquerda do Guadiana que captam água da albufeira de Alqueva passam a pagar por essa água a tarifa que os da margem direita já pagam, o que suscitou alguma indignação da parte das associações que os representam, como se poderia esperar.

    Depois aborda os problemas relacionados com o rio Tejo e a EDP e outros de natureza técnica relacionados com o acordo.

    A dependência de Espanha

    Serra diz que «A questão que muitos esquecem é que não podemos ficar completamente dependentes da gestão que é feita em Espanha das águas destas bacias tão importantes (as suas afluências representam cerca de 50% do total das águas que correm em todos os rios da Península Ibérica), temos de fazer a nossa parte!»

    «A convenção de Albufeira é vista como mais vinculante do que os contratos de concessão celebrados com empresas privadas, é a conclusão a que temos de chegar!», remata Pedro Serra no seu artigo.

    Veja aqui a opinião completa de Pedro Serra

  • Paulo Paulino declara-se candidato à presidência em Alcoutim

    Paulo Paulino declara-se candidato à presidência em Alcoutim

    Em entrevista a Paulo Moreno do Região Sul, o atual presidente da câmara municipal de Alcoutim, pronunciou-se o seu futuro político, afirmando que, no momento se afirma a sua disponibilidade para ser o candidato pelo Partido Socialista para dar continuidade ao cargo que ocupa no momento.

    Esta é a sua intenção que terá de ser sufragada ainda pela comissão política concelhia, onde, em breve será apresentada a sua proposta.

    Destaque ainda para as declarações prestadas sobre a construção da nova ponte sobre o rio Guadiana, em Alcoutim, com garantia de acordo assinado pelos governos Ibéricos no decorrer da XXXV Cimeira Luso-Espanhola, realizada em Faro, no passado dia 23 de outubro

  • Alcoutim desce o Guadiana em Caiaque

    Alcoutim desce o Guadiana em Caiaque

    O evento «I Descida do rio Guadiana em Caiaque» realiza-se no dia 9 de novembro, a partir das 9h, no troço do rio entre o Cais do Pomarão e a cidade de Alcoutim.

    A descida servirá como evento piloto, pois será «a primeira de outras que serão organizadas nos próximos anos».

    Segundo a Organização, o objetivo é que, com o passar dos anos, cada vez mais haja a adesão de participantes”. Termina com um almoço de confraternização entre todos os participantes.

    Trata-se de uma coorganização da Associação de Veteranos Paraquedistas do Algarve (AVPA) e da Associação de Paraquedistas do Alentejo (APA).

    Foi assinado um protocolo entre as duas entidades em Faro, no passado mês de Fevereiro.

    A Descida conta com os apoios da câmara municipal de Alcoutim, dos Bombeiros de Vila Real de Santo António (VRSA) e Castro Marim, da Xplore Benagil e da Frimarc.

    Segundo a AVPA, o objetivo é dinamizar o associativismo de antigos militares, não só no Algarve, mas também no Alentejo, no que é secundada neste capítulo, pela APA.

    caiaque
  • 0s 26 anos da Odiana

    0s 26 anos da Odiana

    A Odiana – Associação para o Desenvolvimento do Baixo Guadiana, celebra em novembro de 2024 os seus 26 anos de atividade.

    A Odiana é hoje uma entidade de referência no apoio ao progresso e à sustentabilidade dos municípios de Alcoutim, Castro Marim e Vila Real de Santo António.

    É que. desde 1998, a Odiana tem atuado como motor de transformação para o território, promovendo o desenvolvimento local e o bem-estar das comunidades que serve.

    Na abordagem multidisciplinar e estratégica, a Odiana soma projetos que não apenas valorizam o património e os recursos endógenos da região, mas que também impulsionam o seu futuro.

    Tendo iniciativas em curso nas áreas de promoção territorial, desenvolvimento rural, turismo sustentável e inovação social, a Associação mantém-se focada em criar novas dinâmicas de apoio às populações e de valorização do Baixo Guadiana.

    Paulo Paulino, atual presidente da Odiana, afirma que «O compromisso com o Baixo Guadiana é inabalável» e o objetivo é «continuar a inovar e a criar soluções que façam a diferença», que é o que afirma terem feito desde a fundação.

    Sublinhou também a importância das parcerias que têm alimentado o sucesso da Associação e deixou palavras de agradecimento «a todas as entidades, empresas, associações, colaboradores e ex-colaboradores que, ao longo destes 26 anos, se têm juntado a nós nesta missão», reiterando que o percurso é, sem dúvida, «o resultado de um esforço coletivo e de apoio inestimável daqueles que acreditam no Baixo Guadiana

  • Entrega de prémios  na Columbofila do Guadiana

    Entrega de prémios na Columbofila do Guadiana

    A Câmara Municipal de Vila Real de Santo António marcou presença na cerimónia de entrega de Prémios do Grupo Columbófilo do Guadiana, que considera «uma celebração que destaca o empenho e a dedicação dos columbófilos da região».

    Para a autarquia, a iniciativa «reafirma o compromisso da comunidade com o desenvolvimento e a valorização da columbofilia, uma tradição que une gerações e promove o desporto».

    A autarquia de VRSA felicitou todos os premiados pelo seu trabalho e paixão e agradece ao Grupo Columbófilo do Guadiana pela organização deste evento.

  • Jacinto-de-água é praga no Guadiana em Espanha

    Jacinto-de-água é praga no Guadiana em Espanha

    De acordo com uma informação da EDIA, a existência de sete barreiras flutuantes de contenção, entre a fronteira do Caia e a Ponte da Ajuda, em Elvas, no distrito de Portalegre salva o rio Guadiana da proliferação do jacinto-de-água.

    Segundo a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva esta é uma das medidas implementadas do lado nacional do Guadiana, após a invasão massiva por esta espécie da zona de Badajoz, na Estremadura espanhola e junto à fronteira, em 2015.

    Porém, do outro lado do rio, a planta traz o Guadiana doente, constituindo um problema no troço espanhol. Nas últimas duas décadas, não proliferou no troço português,

    O jacinto de água, é uma espécie exótica invasora (EEI), originária da bacia do Amazonas e prolifera rapidamente, tapando a entrada de luz e impedindo a fotossíntese de outras plantas, obrigando a uma atenção e luta constante contra a sua proliferação.

  • PCP analisa a decisão sobre a Ponte do Guadiana em Alcoutim

    PCP analisa a decisão sobre a Ponte do Guadiana em Alcoutim

    O Secretariado da Direcção da Organização Regional do Algarve (DORAL) do PCP, considera que o Nordeste Algarvio enfrenta, há várias décadas, um processo acelerado de despovoamento e envelhecimento demográfico.

    O PCP considera que o processo de desertificação demográfica e económica se acentuou em resultado do abandono a que as regiões do interior algarvio têm sido votadas por sucessivos governos e de um modelo de desenvolvimento regional que «aposta quase exclusivamente no turismo de sol e praia, canalizando para o litoral algarvio a esmagadora maioria dos investimentos públicos».

    Observa que, no plano económico, a região, tem sofrido um acentuado declínio, com o gradual abandono das atividades económicas tradicionais e acrescenta que toda a política de ataque às funções sociais do Estado, se tem traduzido na insuficiência e mesmo no encerramento, de escolas, de centros de saúde e de diversos serviços públicos, como serviços postais, bancários ou transporte público.

    A DORAL do PCP enquadra o caso da construção de uma ponte internacional entre as localidades de Alcoutim e Sanlúcar do Guadiana (Espanha) neste processo em que considera que o investimento público tem sido escasso e muitos projetos adiados.

    Lembra que a obra da ponte tem sido uma reivindicação das populações de ambas as margens do rio Guadiana, desde finais dos anos 70 do século passado.

    Observa que é unanimemente reconhecido que «a construção desta ponte teria um impacto importantíssimo na dinamização da economia local e na atração e fixação de novos habitantes.» e atribui o atraso à inação de sucessivos governos do PS, PSD e CDS.

    Faz depois um historial a lembrar o lançamento de concursos públicos, a inclusão de verbas em quadros comunitários, a aprovação de resoluções e propostas na Assembleia da República, de várias discussões e decisões em sede de discussão bilateral com Espanha, das muitas manifestações políticas, de intenções, que, não tiveram consequência e o projeto foi sendo sucessivamente adiado.

    Desde há muito, diz a DORAL, o PCP defende este investimento público e, ao longo de décadas, tem desenvolvido inúmeras iniciativas em torno da exigência da construção da ponte.

    E recorda, que através do seu Grupo Parlamentar na Assembleia da República, com várias iniciativas, o seu Projecto de Resolução Nº 798/XII/2 em 2013 foi rejeitado com os votos contra do PSD e CDS e o Nº 943/XIII/2.ª em 2017 foi aprovado com a abstenção do PS,PSD, CDS.

    O PCP lembra as várias perguntas que fez aos governos, a diversas propostas para inclusão em sede de Orçamento de Estado, as intervenções e perguntas dos seus Deputados no Parlamento Europeu e as posições tomadas pelos seus eleitos nos órgãos do Poder Local.

    A lembrar a recente decisão assumida na Cimeira Luso – Espanhola, dirige uma saudação às populações, ao concelho de Alcoutim e à região algarvia, «que após tantos anos de luta, vêm finalmente dado o passo para o arranque da construção da Ponte Internacional do Guadiana entre Alcoutim e Sanlúcar do Guadiana».

  • Projeto Agrosocial tem participação da Odiana

    Projeto Agrosocial tem participação da Odiana

    A Associação Odiana esteve presente na reunião de lançamento do Projeto Agrosocial, que ocorreu nos dias 21 e 22 de outubro no Palacio de la Merced, em Córdoba, Espanha.

    Este projeto é inovador e financiado pelo programa INTERREG Espanha-Portugal (POCTEP), tendo por objetivo enfrentar os desafios das regiões rurais transfronteiriças através da transformação digital das cooperativas agroalimentares e do fomento do empreendedorismo social.

    Com uma duração de três anos (2024-2026) e um orçamento total de 2.090.202,32€, o Agrosocial conta com a colaboração de 11 parceiros de ambos os países.

    A Odiana, faz parte desta iniciativa, com uma contribuição de cerca de 143.000,00€.

    O projeto visa criar um ecossistema de economia social no setor agroalimentar, melhorar a competitividade das cooperativas e empresas agroalimentares, e fomentar o empreendedorismo jovem, nas zonas rurais transfronteiriças de Espanha e Portugal.

    O Agrosocial será um catalisador para o desenvolvimento sustentável, não só melhorando a competitividade das empresas, como também criando novas oportunidades de negócio.

    Entre as iniciativas previstas, a Odiana destaca a criação do “Agrosocial Lab”, uma plataforma virtual para formação e experimentação, que facilitará a transição digital no setor agroalimentar e impulsionará a inovação e o emprego jovem.

    Com a participação a Odiana procura, neste projeto, reforçar o compromisso com o desenvolvimento sustentável das regiões rurais, promovendo a economia social e contribuindo para o combate ao despovoamento.

    O Agrosocial promete fortalecer a colaboração transfronteiriça e promover um futuro mais inclusivo e sustentável para as comunidades rurais e revitalizar o setor agroalimentar devido à grande aposta na transformação digital e inovação social.

    A colaboração transfronteiriça é considerada pela Odiana como fundamental para o sucesso do Projeto, promovendo um futuro mais inclusivo e sustentável para as nossas regiões rurais.

  • Alcoutim com novo posto de venda de jornais

    Alcoutim com novo posto de venda de jornais

    Alcoutim será um dos quatro concelhos que, a partir de novembro, voltarão a ter pontos de venda de jornais e revistas, de acordo com o ministro dos Assuntos Parlamentares.

    Pedro Duarte confirmou, na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, que além de Alcoutim, Vimioso, Freixo de Espada à Cinta e Marvão também verão o restabelecimento destes serviços.

    Esta medida faz parte do Plano de Ação para a Comunicação Social do Governo, que inclui 30 iniciativas de apoio aos media e foi alvo de debate após requerimentos de várias forças políticas, incluindo o Bloco de Esquerda, PCP, PS, Chega e Livre.

    A falta de acesso a publicações periódicas foi destacada como um problema grave pelo ministro, que considera perigosíssima tendência de expansão da ausência de pontos de venda para mais concelhos.

    Este cenário de desertificação mediática já afetava Alcoutim há quatro anos, e o Governo foi informado pela distribuidora de que mais concelhos poderiam em breve juntar-se à lista de localidades sem acesso a publicações periódicas.

    Contudo, o ministro anunciou que na terça-feira foi assinado o último protocolo para que todos os quatro concelhos possam, a partir de novembro, contar novamente com pontos de venda.

    O Plano de Ação para os media, que também prevê o fim da publicidade na RTP até 2027, visa combater a crise do setor e facilitar o acesso à informação em todo o país, principalmente em áreas rurais como Alcoutim, onde a distribuição de jornais tem enfrentado dificuldades há vários anos.

  • ANG campeã nacional em Aveiro

    ANG campeã nacional em Aveiro

    Na prova que terminou no domingo, dia 27 de Outubro, a última do Campeonato Nacional de Clubes de Pesca Desportiva de Bóia Mar em Aveiro, a Associação Naval do Guadiana, com a participação de Ricardo Sequeira, Ruben Duarte, Carlos Duarte, Herculano Pereira, Orlando Pereira, Sérgio Serra, Armindo Paulino e Miguel Vargas, sagrou-se Campeã Nacional.

    Para a ANG esta vitória demonstrando a consistência e o bom momento dos pescadores durante todo o campeonato.

    Faz lembrar que, na primeira prova realizada em setembro em Vila Real de Santo António, já esta Equipa era líder, «demonstrando que este é um título mais do que merecido, pois é fruto da aposta que a ANG tem feito nos últimos anos na pesca desportiva e do empenho dos pescadores».

  • 100 anos da Banda de Castro Marim com filme

    100 anos da Banda de Castro Marim com filme

    O Município de Castro Marim continua a assinalar o centenário da Sociedade Recreativa Popular – Banda Musical Castromarinense. Desta vez, com o lançamento de um pequeno filme que conta a história desta importante coletividade do concelho.

    Após o encerramento da exposição intitulada «100 memórias – 100 anos da Sociedade Recreativa Popular – Banda Musical Castromarinense», que esteve patente na Casa do Sal desde maio até ao início desta semana, o Município pretende eternizar a coletividade através da produção deste pequeno filme, disponível no Youtube. (carregar no destaque para ver o vídeo)

    Esta produção conta a história da Sociedade Recreativa Popular – Banda Musical Castromarinense, a recordar o passado e a retratar vários momentos importantes da coletividade ao longo do ano de 2024, como a celebração do centenário, o Dia do Município com os UHF ou a sua participação nos Dias Medievais em Castro Marim.

    O Município avançou também com um registo histórico de tudo o que existe e envolve a Sociedade Recreativa Popular – Banda Musical Castromarinense, com o objetivo de lançar em breve um catálogo.

    A Sociedade Recreativa Popular – Banda Musical Castromarinense é uma das instituições mais importantes do concelho onde é considerada como um orgulho para o Município.

    Foi fundada com um fim mais diverso do que a música, tendo ao longo da sua vida marcado presença em festas, cerimónias e celebrações, além de elevar o bom nome de Castro Marim.

    A participação desta sociedade na vida social, cultural e recreativa de Castro Marim teve um profundo impacto na comunidade durante várias décadas, tendo ganho dinâmica com a Revolução dos Cravos de 25 de abril de 1974, que celebrou este ano o seu 50.º aniversário.

  • Alcoutim premiado no ART&TUR

    Alcoutim premiado no ART&TUR

    O Município de Alcoutim foi premiado no Festival ART&TUR 2024, realizado na Lousã.

    O filme «Manton de Manilla», com base no conto de Carlos Brito, produzido pela produtora Viralata, que promove a marca de fronteira Alcoutim – Sanlúcar de Guadiana e a rica herança cultural da região, foi reconhecido pela sua excelência no audiovisual turístico com o segundo prémio na categoria de cultura e património.

    Esta é a terceira distinção que Alcoutim recebe em festivais de cinema de turismo, e a câmara municipal sublinha que reafirma o seu «compromisso em destacar as histórias e belezas do território, contribuindo para a promoção de um turismo sustentável e culturalmente enriquecedor».


  • Alcoutim satisfeito com resultado da 35ª Cimeira

    Alcoutim satisfeito com resultado da 35ª Cimeira

    O acordo foi assinado pelo ministro da Coesão Territorial de Portugal, Castro Almeida, e pelo seu homólogo espanhol.

    Paulo Paulino, presidente da câmara municipal considera tratar-se de «um importante passo para a construção de uma obra de enorme relevância estratégica para o futuro do concelho de Alcoutim e das regiões fronteiriças de Portugal e Espanha, não só pela sua importância para a mobilidade nestes territórios, mas também pelo impulso que trará à economia local.»

    Afirma ainda que o Município de Alcoutim está totalmente empenhado na concretização desta obra e irá em breve poder lançar o concurso público.

    A 35^Cimeira Ibérica que reúne regularmente os dois países para a resolução de questões bilaterais decorreu em Faro no dia 23 de Outubro corrente.

  • Cimeira Ibérica deixa tensões sobre a água e ferrovia

    Cimeira Ibérica deixa tensões sobre a água e ferrovia

    Este encontro realizado em Faro, como noticiámos, abordou soluções para as controvérsias que surgem em torno da transferência de água, especialmente considerando as diferentes perspetivas dos agricultores e das comunidades locais.

    Descontentamento dos Agricultores Alentejanos

    A transferência de água do Alentejo para o Algarve tem gerado descontentamento entre os agricultores alentejanos. Eles expressam preocupações sobre como isso poderia impactar suas colheitas e a sustentabilidade a longo prazo da agricultura na região. A gestão cuidadosa dos recursos hídricos é fundamental para garantir a produção agrícola e a segurança alimentar, algo que os agricultores desejam que seja considerado nas discussões.

    Reações na Província de Huelva

    O acordo estabelecido na cimeira apresenta três regimes de uso e volumes, permitindo que, em períodos secos, se possam utilizar por captura 30 hectómetros cúbicos por ano, em períodos intermédios 60; e, nos períodos chuvosos, o volume das bacias hidrográficas não é limitado, chegando até onde Huelva pode bombear.

    A Associação das Comunidades de Regante de Huelva, Huelva Riega, entende que o caudal representa, agora, um máximo de 42 hectómetros cúbicos por ano.

    Em declarações prestadas ao Huelva Información, dizem que «agrava a situação do sistema hídrico de Huelva por ser um volume total insuficiente para os utilizadores de água – consumo humano, agricultura, indústria e turismo – e não tem em conta o défice de 80 hectómetros cúbicos que a província tem».

    Porém permite que seja consolidada a utilização de Bocachanza, uma captação à saída da barragem do Chança, que bombeia água para Huelva e cuja utilização foi interdita no acordo de Albufeira.

    Por outro lado, o novo acordo permite – e, portanto, reconhece – a utilização do sistema de bombagem de Bocachança entre os meses de outubro e abril sem ter de estar em situação de necessidade, como tem vindo a acontecer até agora. A entidade considera ser “uma boa notícia”, «porque consolidamos a utilização de Bocachanza para o sistema de Huelva».

    O risco de se fazer um acordo que envolvesse esta captação sempre foi um cavalo de batalha das organizações ecologistas que velam pela saúde ecológica do rio.

    Quanto à ferrovia é notório o descontentamento pelo calendário de construção das ferrovias desejadas para unir Faro e Huelva.

  • Há que dizer ao Governo quantos peixes se apanham

    Há que dizer ao Governo quantos peixes se apanham

    Aas especificações técnicas da aplicação móvel encontram em discussão, a nível da União Europeia e foi criado um Grupo de Trabalho para a Pesca Recreativa, no qual participam técnicos da DGRM, da Inspeção Regional das Pescas e de Usos Marítimos dos Açores e da Direção Regional de Pescas/Inspeção Regional de Pescas da Madeira.

    O registo eletrónico das capturas abrangerá todas as modalidades da pesca lúdica, lazer, desportiva, marítimo-turística e submarina, a partir de terra, de embarcação e submersa.

    Vinte por cento do total nacional dos pescadores lúdicos estão no Algarve.

  • Níveis de água baixam na Bacia do Guadiana

    Níveis de água baixam na Bacia do Guadiana

    AS barragens espanholas diminuíram durante a passada semana em 10,32 h3 de água, para 3,691,38 hm3, mesmo tendo em conta toda a água que caiu, no país vizinho, sobre a Bacia do Guadiana.

    Segundo Sira Guadiana, o total armazenado representa 38,87% da capacidade das barragens espanholas, ainda 6,9 % menos que a média dos últimos dez anos.