FOZ – Guadiana Digital

Categoria: Guadiana

  • Assinado Memorando para Criação de Geoparque Transfronteiriço Ibérico

    Assinado Memorando para Criação de Geoparque Transfronteiriço Ibérico

    A localidade de Mina de São Domingos foi palco, na passada quinta-feira, 26 de junho, da assinatura de um importante Memorando de Entendimento que une os municípios portugueses de Mértola, Serpa, Moura e Barrancos à Diputación de Huelva, em Espanha.

    Este acordo visa a criação de um Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) para a gestão transfronteiriça da candidatura do Geoparque Transfronteiriço Ibéria à UNESCO.

    O futuro AECT, entidade dotada de personalidade jurídica própria, será responsável por coordenar ações e projetos no território que engloba quatro municípios portugueses e trinta e cinco espanhóis, numa clara aposta na valorização do património natural e cultural partilhado.

    Este passo é considerado estratégico para o desenvolvimento do turismo sustentável, promovendo a coesão territorial e o desenvolvimento rural em ambos os lados da fronteira. A iniciativa insere-se no âmbito do projeto GEOTRANS, cofinanciado pelo programa Interreg POCTEP Espanha-Portugal 2021-2027.

  • Caminheiros nas margens do rio

    Caminheiros nas margens do rio

    Entre 7 e 9 de março, Alcoutim e Sanlúcar de Guadiana acolhem a 11ª edição do Festival de Caminhadas – CAMINHEIROS, um evento que convida à descoberta da natureza através dos sentidos, num território marcado pela tranquilidade, hospitalidade das suas gentes e equilíbrio a serra, o rio e a fronteira.

    Este festival, integrado no Algarve Walking Season destaca as potencialidades naturais da região, aliando-as ao património cultural, histórico gastronómico, promovendo um turismo sustentável e autêntico.

    O Caminheiros já se afirma como referência para quem procura experiências únicas, onde a paisagem, gastronom, passeios náuticos, tradições agro-pastoris, astronomia e história se cruzam.

    Aqui, o inverno já dá lugar aos primeiros sinais da primavera, tornando-se o cenário perfeito para momentos de contemplação e aventura.

    As inscrições já estão esta edição, oferece um programa diversificado de caminhadas e atividades complementares, proporcionando imersão na biodiversidade e na cultura local.

    Trilhos emblemáticos dos dois lados do rio Guadiana permitem revisitar histórias de fronteira, como o Contrabando, ou explorar a riqueza da flora local no trilho das Abelhas, destacando a destesinizadores no ecossistema.

    Além disso, o festival proporciona uma experiência única sob o céu estrelado decout que em breve contará com um observatório nos Moinhos da Pate, reforçando o território como um destino privilegiado para o astroturismo. Organizado pelo de Alcoutim e pelo Ayuntamiento de Sanlúcar de Guadiana, com o apoio de diversas entidades locais, o XI Festival de Caminhadas reafirma a identidade partilhada entre estas duas localidades e promove a valorização sustentável território.


  • Câmara de VRSA compra Trishaw

    Câmara de VRSA compra Trishaw

    A câmara municipal vai disponibilizar um novo transporte, o Trishaw para propporcionar, aos seniores e pessoas com mobilidade reduzida, a oportunidade de viver momentos únicos de liberdade, convívio e inclusão, segundo afirmou o presidente da autarquia, Álvaro Araújo.

    O editl mostra-se revê-se na ideia de ver «a alegria nos seus rostos, o entusiasmo com que percorrem as ruas da nossa terra e a emoção de quem revive memórias ao ar livre enche-nos de gratidão e reforça a importância desta iniciativa».

    Trata-se do projeto Pedalar Sem Idade que conta com o apoio da Algarve Golden Race. Vila Real de Santo António torna-se o primeiro município do Algarve a adquirir um Trishaw, «garantindo que esta experiência está acessível a todos, de forma gratuita e segura, com o apoio dedicado dos voluntários».

  • Ideia fascinante é como a I.A. vê o teleférico VRSA – Ayamonte

    Ideia fascinante é como a I.A. vê o teleférico VRSA – Ayamonte

    Existe em Vila Real de Santo António, um curioso movimento que propugna a construção de um teleférico turístico entre a cidade portuguesa e a vizinha cidade de Ayamonte.

    A construção da Ponte Internacional do Guadiana, no início dos anos 90 prporciona um acesso rodoviário com uma volta que muitos consideram demorada. Existe uma carreiracom embarcação marítimo-turistica.

    Uma vez que o teleférico teria de ser montado sobre o rio Guadiana procuramos, com auxílio da inteligência artificial, na sua atual fase de desenvolvimento consultar experiências semelhantes,mundo fora, sobre a viabilidade de tal projeto, quer do ponto de vista da segurança, quer da sua construção.

    Para a Copilot da Microsoft, «a ideia de um teleférico turístico entre Vila Real de Santo António e Ayamonte é fascinante e poderia trazer um charme único à região, além de oferecer uma alternativa prática e atrativa ao acesso rodoviário e ao ferry existente. Vamos analisar os dois pontos que mencionou: segurança e viabilidade de construção».

    Eis o resto da opinião:

    Segurança

    Teleféricos modernos são projetados com altos padrões de segurança, incluindo sistemas redundantes, manutenção rigorosa e monitoramento constante. Exemplos de teleféricos sobre rios, como o de Londres (Emirates Air Line) sobre o rio Tâmisa, mostram que é possível operar com segurança em condições semelhantes. No entanto, fatores como ventos fortes, corrosão devido à proximidade com a água salgada e impacto ambiental precisariam ser cuidadosamente avaliados no caso do Guadiana.

    Viabilidade de Construção

    1. Aspectos Técnicos: A construção sobre o rio Guadiana exigiria torres de suporte robustas e cabos de alta resistência. A profundidade e largura do rio, bem como as condições do solo nas margens, seriam determinantes para o projeto.
    2. Impacto Ambiental: O rio Guadiana é uma área sensível, e qualquer construção precisaria de estudos de impacto ambiental detalhados para proteger a fauna, flora e o ecossistema aquático.
    3. Custos e Financiamento: Projetos como este podem ser caros, mas o potencial turístico e a possibilidade de financiamento por fundos europeus ou parcerias público-privadas poderiam viabilizá-lo.
    4. Experiência Turística: Um teleférico poderia oferecer vistas panorâmicas incríveis, tornando-se uma atração por si só e aumentando o fluxo de visitantes para ambas as cidades.

    Um teleférico turístico bem-sucedido combina funcionalidade, inovação e experiência única. Aqui estão as principais características que o tornam marcante:

    1. Vistas Panorâmicas: Oferecer paisagens de tirar o fôlego, como montanhas, rios ou cidades icônicas, é essencial. O trajeto precisa proporcionar uma experiência visual inesquecível.
    2. Conforto e Acessibilidade: Cabines confortáveis, com capacidade para diferentes grupos (famílias, indivíduos, etc.), e acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida garantem uma experiência inclusiva.
    3. Segurança Avançada: Sistemas redundantes, manutenção regular e tecnologias de última geração transmitem confiança aos passageiros.
    4. Impacto Ambiental Reduzido: Projetos ambientalmente responsáveis são mais atraentes hoje em dia, especialmente em áreas de valor ecológico, como rios ou parques.
    5. Aspecto Cultural ou Temático: Incorporar a cultura local ou uma temática específica torna o teleférico um ícone turístico. Por exemplo, ele pode contar com design único ou oferecer informações históricas durante o trajeto.
    6. Acessibilidade Financeira: Tarifas razoáveis tornam a atração viável para um público amplo, sem excluir moradores locais ou visitantes de baixo orçamento.
    7. Conexão Estratégica: Ligação entre pontos importantes, como centros históricos, estações de transporte, ou outros pontos turísticos, aumenta a relevância do teleférico como meio prático e recreativo.
    8. Sustentabilidade Econômica: Além de atrair turistas, o teleférico precisa gerar receita suficiente para manutenção e potencial expansão, seja por bilheteria, parcerias público-privadas ou eventos especiais.

    Advertência ao leitor: A IA é apenas mais um intrumento de análise e pode enganar-se. Ela própria avisa desta limitação






























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  • Ciclismo dentro de portas

    Ciclismo dentro de portas

    O Pavilhão Municipal de Castro Marim já foi preparado para acolher uma nova atividade desportiva.

    Trata-se da modalidade de ciclismo indoors e as aulas de grupo vão decorrer às terças e quintas-feiras entre as 19h00 e as 20h00, a partir do dia 3 de março

    O ciclismo indoors é uma aula que acontece dentro de uma sala e consiste na utilização de bicicletas fixas que é acompanhada por música e por um instrutor.

    Os exercícios propostos «são baseados na resistência cardiorrespiratória e no trabalho muscular, com intensidades que variam para simular um percurso de bicicleta preciso, sem movimentos técnicos nem dificuldades motoras específicas, além de não causar impacto a nível osteoarticular e de ser acessível a pessoas com costas frágeis».

    Esta modalidade é considerada como muito eficaz para preparar uma caminhada, um passeio de bicicleta, ou também para perder peso rapidamente, segundo nos informa a câmara municipal.

    As aulas duram entre 30 a 60 minutos e consistem em pedalar em ritmo, com músicas estimulantes, várias posições e ritmos de trabalho que passam por várias fases como a de aceleração (sprint) e de recuperação ativa.

    A modalidade permite ainda recriar situações de ciclismo, exigindo apenas que os atletas tenham a resistência como uma ferramenta indispensável.

    O novo programa de aulas de grupo segue um plano de oito semanas e as inscrições podem ser feitas presencialmente no Pavilhão Municipal. Há também um telefone, 281 510 749, dirigido a residentes e a trabalhadores no concelho de Castro Marim.

  • Castro Marim acolheu o XI Capítulo da Confraria do Atum

    Castro Marim acolheu o XI Capítulo da Confraria do Atum

    A vila de Castro Marim foi palco, no dia 22 de fevereiro, do 11.º Capítulo da Confraria do Atum, evento que reuniu cerca de 300 participantes de várias confrarias gastronómicas nacionais e internacionais.

    A cerimónia de entronização ocorreu no auditório da Biblioteca Municipal, destacando-se a admissão de uma jovem italiana de 18 anos com Trissomia 21 e soou do hino da Confraria do Atum.

    Foram também recebidos como novos confrades Cilio Rollo, Luísa Travassos, José Carlota, Alicja Bochenek e Nuno Lourenço Correia. Já como confrades de honra, passaram a integrar a confraria as Terras de Sal, a Banda Musical Castromarinense, Neto Gomes e João Coelho.

    Na sessão de boas-vindas, o Município de Castro Marim destacou a importância das confrarias gastronómicas na preservação da identidade cultural, anunciando a criação da Confraria do Sal e lançando a proposta para que a Confraria do Atum passe a chamar-se Confraria do Atum das Terras do Guadiana, com âmbito da Eurocidade do Guadiana.

    O evento contou com intervenções de diversas entidades e a atuação da cantora algarvia Susana Travassos. Durante a cerimónia, foram prestadas homenagens a confrades falecidos no último ano e a Confraria do Atum recebeu uma pintura da artista Manuela Leal Santos. A sessão incluiu ainda uma oração de sapiência proferida pelo escritor e jornalista Neto Gomes.

    Ao todo, participaram 60 confrarias de países como Portugal, Espanha, Itália e Bélgica. O evento culminou com um desfile até à Praça 1.º de Maio para a tradicional foto de família, seguido de um banquete na Quinta do Sobral.

  • Apoios aos pescadores de Monte Gordo

    Apoios aos pescadores de Monte Gordo

    A Câmara Municipal de Vila Real de Santo António está a levar a construir novos armazéns de aprestos destinado à utilização pelos pescadores de Monte Gordo, em reforço do apoio à comunidade piscatória.

    A obra está orçamentada em cerca de 317 mil euros e a autarquia tem por finalidade apoiar uma atividade que considera «fundamental para a economia local», pois dela dependem muitas famílias, para além de «contribuir para a requalificação do espaço público».

    A empreitada foi adjudicada à empresa Tosca – Equipamentos em Madeira, Lda. como um projeto de conceção/construção e incluiu a edificação de 34 armazéns pré-fabricados em madeira, bem como a criação de um telheiro para uma zona de lavagem social.

    Os novos equipamentos foram instalados ao longo do paredão sul da Avenida Infante D. Henrique, a norte da Associação de Pesca Artesanal de Monte Gordo.

    Com esta intervenção, a autarquia diz-se a reforçar o seu «compromisso com o setor das pescas, criando melhores condições para os profissionais da área e promovendo a valorização do património marítimo local».

    A iniciativa visa também organizar o espaço público, proporcionando «mais segurança e funcionalidade para os pescadores que diariamente utilizam a zona para armazenar os seus equipamentos e preparar as suas atividades».

    A aposta na requalificação das infraestruturas de apoio à pesca «faz parte de um conjunto de medidas que a Câmara Municipal tem vindo a implementar para apoiar os pescadores e impulsionar a economia local, reconhecendo a importância deste setor para a identidade e sustentabilidade do concelho».

  • «Rir até Cair» com Jorge Serafim

    «Rir até Cair» com Jorge Serafim

    O humorista Jorge Serafim vai subir ao palco do auditório da Biblioteca Municipal de Castro Marim no próximo 0dia 3 de março, pelas 21h00, prometendo um espetáculo de fazer «Rir até Cair».

    Esta será uma noite inesquecível e de pura comédia que irá criar gargalhadas entre os presentes, num espetáculo de stand comedy intitulado “Rir até Cair”, com sotaque alentejano.

    A entrada é livre mediante reserva presencial na Biblioteca Municipal de Castro Marim ou através do telefone 281 510 747. Os bilhetes devem ser levantados no local até ao dia 28 de fevereiro.

    Jorge Serafim, é natural de Beja e um humorista bem conhecido pelo seu estilo de comédia popular, misturando a tradição, a cultura e o quotidiano da população alentejana.

  • Inter-Vivos volta em Abril com o Passeio Turístico

    Inter-Vivos volta em Abril com o Passeio Turístico

    Depois do sucesso na edição anterior, a Associação Inter-Vivos, em Alcoutim, acaba de anunciar o regresso de mais um Passeio Turístico TT – “Trilhos Inter-Vivos 2025, em 12 e 13 de abril.

    O formato do passeio, em dois dias, vai manter-se e esta edição que «promete continuar a proporcionar momentos de aventura, descoberta e convívio, num percurso que atravessa as paisagens deslumbrantes do município de Alcoutim e suas freguesias».


    O Passeio Turístico TT «Trilhos Inter-Vivos 2025» ter-se-á consolidado como um dos eventos mais aguardados pelos amantes do todo-o-terreno e da natureza, com trilhos cuidadosamente selecionados,.

    Os participantes terão a oportunidade de explorar a riqueza natural e cultural do concelho de Alcoutim, passando por aldeias pitorescas e desfrutando da gastronomia e hospitalidade locais.

    São dois dias de emoção e aventura

    Os participantes, durante os dois dias de evento, terão a oportunidade de desafiar os emocionantes trilhos, atravessando corta-fogos, explorando terrenos sinuosos e enfrentando passagens por água, sempre rodeados pelas paisagens únicas do nosso concelho.

    Vai ser um momento de convívio e confraternização, com paragens estratégicas para degustação de elementos da gastronomia local. Haverá um acampamento, onde a animação musical e o espírito de partilha prometem tornar esta experiência ainda mais inesquecível.

    As inscrições para o XVIII Passeio Turístico TT – «Trilhos Inter-Vivos 2025» já estão abertas e os interessados devem garantir a sua participação atempadamente, uma vez que as vagas são limitadas.
    Para mais informações e inscrições, os participantes podem contactar a organização através dos contactos habituais ou seguir as atualizações nas redes sociais da Associação Inter-Vivos.

    O “Trilhos Inter-Vivos” é um passeio turístico todo-o-terreno anual realizado no concelho de Alcoutim, organizado pela Associação Inter-Vivos. O evento, que já conta com várias edições, oferece aos entusiastas do todo-o-terreno a oportunidade de explorar as paisagens naturais e culturais da região, promovendo momentos de aventura e convívio.

    Em edições anteriores, como a de 2025, o passeio decorreu ao longo de dois dias, permitindo aos participantes desafiar trilhos emocionantes que atravessam aldeias pitorescas e terrenos variados, incluindo corta-fogos e passagens por água.

    Além da componente desportiva, o evento destaca-se pelo ambiente de confraternização, com paragens estratégicas para degustar a gastronomia local e momentos de animação musical durante o acampamento noturno.

    Paralelamente, em 2023, o concelho de Alcoutim acolheu a primeira edição do “Alcoutim Off Road”, um passeio todo-o-terreno destinado a jipes, organizado pelo Grupo Desportivo de Alcoutim. Este evento, realizado em maio de 2023, proporcionou um dia repleto de desafios e diversão, percorrendo trilhos espetaculares e promovendo o convívio entre os participantes.

    Ambos os eventos têm contribuído para a promoção turística de Alcoutim, atraindo amantes do todo-o-terreno e da natureza, e destacando as belezas naturais e a hospitalidade da região.

  • Concelhos da Bacia Hidrográfica do Rio Guadiana

    Concelhos da Bacia Hidrográfica do Rio Guadiana

    PORTUGAL – Concelhos Abrangidos

    A bacia hidrográfica do rio Guadiana abrange 32 concelhos em Portugal, dos quais 10 estão totalmente inseridos na região hidrográfica e 22 apenas parcialmente. Abaixo, apresento a percentagem da área de cada concelho que se encontra dentro desta bacia hidrográfica:

    Concelhos totalmente inseridos na bacia hidrográfica do Guadiana (100%):

    • Alandroal
    • Campo Maior
    • Mourão
    • Reguengos de Monsaraz
    • Vila Viçosa
    • Alcoutim

    Concelhos parcialmente inseridos na bacia hidrográfica do Guadiana:

    • Arraiolos: 4,8%
    • Borba: 61,8%
    • Estremoz: 10,3%
    • Évora: 52,5%
    • Portel: 71,9%
    • Redondo: 98,9%
    • Castro Marim: 97,2%
    • Loulé: 28,2%
    • São Brás de Alportel: 38,2%
    • Tavira: 42,9%
    • Vila Real de Santo António: 48,5%
    • Arronches: 97,0%
    • Elvas: 89,1%
    • Marvão: 0,1%
    • Monforte: 9,6%
    • Portalegre: 41,9%

    ESPANHA – Ayntamientos abrangidos

    Província de Badajoz (Estremadura):

    • Badajoz
    • Olivença
    • Alconchel
    • Cheles
    • Villanueva del Fresno

    Província de Huelva (Andaluzia):

    • Sanlúcar de Guadiana
    • San Silvestre de Guzmán
    • Ayamonte

    Estas informações foram extraídas do relatório da

    • Agência Portuguesa do Ambiente sobre a Região Hidrográfica do Guadiana
    • Newsroom Insigth.
  • Mértola não está disponível para campo de tiro

    Mértola não está disponível para campo de tiro

    Com base nas informações conhecidas até o momento, o Governo português decidiu transferir o Campo de Tiro de Alcochete para dar lugar à construção do novo aeroporto de Lisboa, que será localizado no terreno atualmente ocupado por essa infraestrutura militar.

    A escolha de Mértola, especificamente na região do Parque Natural do Vale do Guadiana, como destino provável para o novo campo de tiro, parece estar fundamentada em razões práticas e estratégicas, embora os detalhes oficiais ainda não tenham sido plenamente explicitados, dado que o processo está em fase preliminar.

    Por outro lado, as autarquias de Mértola e Serpa, juntamente com a Associação de Defesa do Património de Mértola (ADPM), manifestaram-se fortemente contra essa possibilidade, apresentando uma série de argumentos ambientais, económicos e sociais.

    Eis a polémica e os argumentos:

    Razões invocadas pelo Governo português para a transferência:

    1. Construção do novo aeroporto de Lisboa:
      A principal razão para a transferência do Campo de Tiro de Alcochete é a decisão de construir o novo Aeroporto Luís de Camões naquele local. O campo de tiro, que ocupa uma área de 7.560 hectares, é um dos maiores da Europa e está certificado para treinos militares, mas sua localização foi escolhida como a mais vantajosa para o novo aeroporto após estudos da Comissão Técnica Independente (CTI). A deslocalização é, portanto, uma consequência direta dessa opção estratégica.
    2. Baixa densidade populacional em Mértola:
      Desde pelo menos 2007, a Força Aérea Portuguesa considera a zona entre Mértola e Serpa, na região do Vale do Guadiana, como uma alternativa viável devido às suas características geográficas e demográficas. A baixa densidade populacional reduz os riscos e os conflitos com comunidades locais, sendo um fator favorável para a instalação de uma infraestrutura militar que envolve exercícios com armamento real, como os treinos ar-chão dos caças F-16.
    3. Requisitos operacionais da Força Aérea:
      O Campo de Tiro de Alcochete é o único em Portugal que permite treinos de bombardeamento aéreo com caças F-16, uma capacidade essencial para a operacionalidade militar. A transferência para Mértola seria uma forma de manter essa funcionalidade num local que, teoricamente, atende às necessidades técnicas, como espaço amplo e isolamento, conforme estudos realizados pela Força Aérea em 2008 e reavaliados ao longo dos anos.
    4. Custo assumido pelo Estado:
      O Governo, em conjunto com a ANA (concessionária dos aeroportos), determinou que os custos da deslocalização, incluindo a desminagem do terreno em Alcochete e a construção de novas infraestruturas em Mértola (estimados entre 200 e 250 milhões de euros), serão responsabilidade do Estado. Isso reflete a prioridade dada ao projeto do aeroporto e a necessidade de realocar as atividades militares sem depender de financiamento externo.

    Argumentos das autarquias que discordam (Mértola e Serpa):

    1. Impactos ambientais irreversíveis:
      As autarquias e a ADPM destacam que a instalação de um campo de tiro no Parque Natural do Vale do Guadiana teria «efeitos profundos» em áreas de elevado valor ecológico, como o sítio Guadiana (ZPE Vale do Guadiana), a ZPE Castro Verde, e a Reserva da Biosfera de Castro Verde. Esta região é um dos principais ecossistemas de biodiversidade da Península Ibérica, abrigando espécies ameaçadas como o lince-ibérico, abutre-preto, cegonha-preta e abetarda. A poluição sonora e luminosa, bem como a contaminação dos solos por metais como chumbo e zinco (provenientes de munições), comprometeriam a fauna, a flora e os ecossistemas locais.
    2. Prejuízo ao desenvolvimento sustentável:
      Mértola e Serpa têm investido em projetos de sustentabilidade, como a certificação de Mértola como Destino Turístico Sustentável Biosphere e o «Dark Sky Alqueva», o primeiro destino starlight do mundo. A presença de um campo de tiro, com ruído de operações militares e poluição luminosa, inviabilizaria essas iniciativas, afetando o turismo, a agricultura, como a produção do queijo Serpa, e a cinegética, setores fundamentais para a economia local.
    3. Conflito com projetos turísticos e transfronteiriços:
      Está em curso a criação do primeiro Geoparque Transfronteiriço do Vale do Guadiana e Província de Huelva, um projeto com financiamento do POCTEP e que envolve a participação de municípios portugueses e espanhóis. As autarquias argumentam que um campo de tiro comprometeria anos de trabalho na construção de uma oferta turística sustentável, pondo em risco a cooperação transfronteiriça e o desenvolvimento económico da região.
    4. Falta de diálogo e informação:
      As câmaras de Mértola e Serpa criticam a ausência de envolvimento das autarquias no processo decisório. Apesar de o Governo ter afirmado, em 18 de fevereiro de 2025, que »não há decisão tomada» e que as autarquias serão consultadas na fase de consolidação, as entidades locais afirmam desconhecer os detalhes do projeto e exigem participar desde o início, considerando que o território e a população não podem ser ignorados.
    5. Impactos sociais e na qualidade de vida:
      A poluição sonora proveniente de exercícios militares afetaria os residentes e a produção pecuária, com prejuízos previsíveis na produtividade. Além disso, o ruído poderia interferir nas rotinas de nidificação e migração de aves, deslocando espécies para áreas menos adequadas e ameaçando a biodiversidade que sustenta a identidade cultural e económica da região.

    Considerações finais:

    Embora o Governo tenha destacado a necessidade de realocar o Campo de Tiro para viabilizar o novo aeroporto e manter a capacidade operacional da Força Aérea, os argumentos das autarquias refletem uma preocupação com a preservação do património ambiental, cultural e económico do Vale do Guadiana.

    Até agora, a decisão não está consolidada, e o Ministério da Defesa promete envolver as autarquias na próxima fase. Contudo, a oposição local é clara: caso o novo campo de tiro mantenha as mesmas características de Alcochete, Mértola e Serpa rejeitam «frontalmente» a transferência, defendendo que os impactos negativos superam os benefícios estratégicos apontados pelo Governo. Entretanto, a Câmara de Mértola emitiu um comunicado, onde esclarece que «não existe, até ao momento, qualquer decisão tomada relativamente à localização de um futuro Campo de Tiro e que, na fase de consolidação dessa decisão, as autarquias abrangidas serão contactadas».

    A posição é avançada, depois das recentes notícias sobre possibilidade da deslocação do Campo de Tiro de Alcochete para o concelho de Mértola, e depois da Câmara de Mértola ter recebido «finalmente uma comunicação oficial do Gabinete do Ministro da Defesa», com data de 18 de fevereiro.

    Perante a resposta oficial agora recebida, a Câmara Municipal de Mértola reafirma que não foi envolvida em qualquer discussão ou tomada de decisão sobre esta matéria e que desconhece os detalhes desta eventual mudança, frisando que as restantes entidades no território, nomeadamente a Câmara Municipal de Serpa, também não foram contactadas em relação a este assunto.

    A Câmara de Mértola fala ainda no «alto impacto negativo de tal projeto para diferentes setores da economia local como a agricultura, a cinegética, o turismo, a agropecuária e para toda a marca de sustentabilidade que tem vindo a ser trabalhada como fator diferenciador”, e exige ser “parte integrante deste processo desde o seu início».

    Mário Tomé, presidente da Câmara de Mértola, lamenta a «falta de envolvimento», neste processo.

  • Grande manifestação pela saúde em Huelva

    Grande manifestação pela saúde em Huelva

    Uma grande manifestação, como há muito não se via em Huelva, reunindo cerca de cinco mil e quinhentas pessoas, ocorreu a noite de ontem em Huelva, onde a população diz estar a viver uma situação muito mais grave do que as pessoas imaginam, segunfo as palavras do dr. Diego Mora, presidente da Onusap, citadas pelo jornal Huelva Información.

    A manifestação decorreu frente às portas da Delegação Territorial de Saúde e Consumo de Huelva e a palavra de olrdem mais ouvida foi «com a saúde não se brinca».

    Participaram enfermeiros, médicos, técnicos e doentes contra cortes orçamentais que estão à beira de ultrapassar a linha vermelha que coloca em risco os doentes e que os obriga a pagar um seguro privado e a «tirar dinheiro de onde não temos».

    Há cada vez menos serviços, menos funcionários e mais doentes à espera e, no geral «No geral, a situação é absolutamente miserável, segundo a Onusap.

  • Acordo transfronteriço para um Geoparque

    Acordo transfronteriço para um Geoparque

    Na passada sexta-feira, realizou-se uma reunião entre o Município de Mértola e a Diputação de Huelva, onde foi apresentado e discutido o documento para a criação da Agrupação Europeia de Cooperação Territorial (AECT), que irá gerir o futuro Geoparque Transfronteiriço entre o Vale do Guadiana, a Serra de Aracena e os Picos de Aracena, informa a autarquia.

    O acordo visa ´«impulsionar a candidatura transnacional para a classificação do geoparque, envolvendo tanto os Municípios portugueses de Mértola, Serpa, Moura e Barrancos, como os Municípios espanhóis da província de Huelva».

    A iniciativa integra a estratégia de valorização do Vale do Guadiana e da Serra de Ficalho, com foco nas áreas turísticas, geológicas e identitárias da região.

    O projeto pretende transformar este território num polo de atração para o turismo sustentável, «promovendo um desenvolvimento equilibrado e uma gestão integrada da área, com impacto positivo no turismo transfronteiriço».

    Para a câmara municipal de Mértola, a criação da AECT «representa uma grande oportunidade para fortalecer os laços entre Portugal e Espanha, em iniciativas de valorização ambiental e promoção da cultura local. A aposta na geodiversidade, associada à identidade e história da região, tem como objetivo posicionar o Geoparque Transfronteiriço como uma referência europeia no contexto da sustentabilidade».

    O projeto alinha com as políticas europeias de cooperação territorial e promete ser «um modelo de desenvolvimento regional, promovendo a identidade transfronteiriça e a cooperação entre os dois países».

  • Festival do Contrabando com Tráfico de Artes

    Festival do Contrabando com Tráfico de Artes

    Nos dias 4, 5 e 6 de abril de 2025, as vilas raianas de Alcoutim (Portugal) e Sanlúcar de Guadiana (Espanha) voltam a unir-se para celebrar uma das experiências culturais mais autênticas e envolventes na Península Ibérica: o Festival do Contrabando – Tráfico de Artes no Guadiana.

    Desde a sua primeira edição em 2017, o festival tem crescido exponencialmente, tornando-se uma referência a nível regional, nacional e internacional, afirmando-se como um dos mais inovadores da Península Ibérica, atraindo milhares de visitantes a cada edição.

    O seu reconhecimento internacional tem vindo a destacar-se, posicionando-se como uma referência entre os grandes festivais de artes de rua.

    Este evento singular reinterpreta a história e a identidade fronteiriça através da arte e da cultura, transformando as margens do rio Guadiana num palco vivo de memórias, tradições e expressões artísticas. Inspirado na realidade do contrabando, que durante décadas foi um modo de sobrevivência para as populações locais, o festival recria essa atmosfera dos anos 30 e 40, onde a escassez e o engenho moldaram a vida de muitas famílias.

    Através de uma programação diversificada, o festival propõe uma viagem no tempo e nas emoções. O mercado de época, que ocupa as ruelas pitorescas das duas vilas, transporta-nos para um cenário autêntico onde se cruzam antigos ofícios, tabernas tradicionais e a interação com personagens de outros tempos, num verdadeiro mergulho na história.

    O festival vai além da recriação histórica e assume-se como uma plataforma de expressão cultural, destacando-se o teatro de rua, a música popular, os contadores de histórias, as exposições e as performances artísticas que dão voz à ruralidade, ao envelhecimento e às tradições da região.

    As artes circenses também marcam presença, com espetáculos de acrobacia, malabarismo e interação performativa, encantando públicos de todas as idades.

    Ao longo das edições, o Festival do Contrabando tem apresentado um vasto reportório de artistas regionais, nacionais e internacionais, tornando-se um verdadeiro polo diferenciador no cenário cultural. Com a participação de companhias de teatro, músicos, artistas performativos e artesãos, o evento eleva a cultura de fronteira a um patamar de grande relevância.

    A diversidade e qualidade dos espetáculos programados fazem deste festival um dos mais aguardados do Algarve e Andaluzia, atraindo críticos, investigadores e entusiastas da cultura e tradição.

    Um dos momentos mais aguardados do evento é a ponte flutuante que, por três dias, liga Portugal e Espanha num gesto simbólico de união e partilha. Com o lema “Os sonhos das comunidades locais podem ser alcançados”, esta travessia pedonal temporária permite que visitantes explorem as duas vilas como um só território, celebrando a identidade comum de ambos os povos.

    Com mais de 50 artistas de rua e uma oferta cultural rica e diferenciada, o Festival do Contrabando é um convite à descoberta e à participação num evento onde a arte, a história e a paisagem se fundem para criar experiências memoráveis.

    Seja através da gastronomia tradicional, do artesanato local ou da animação de rua, cada visitante tem a oportunidade de viver intensamente esta metamorfose territorial que revitaliza a região e promove um turismo cultural autêntico e sustentável.

    O programa completo será anunciado no próximo mês através das redes sociais da Câmara Municipal de Alcoutim e Festival do Contrabando.

  • Apoios desportivos em Alcoutim

    Apoios desportivos em Alcoutim

    A Câmara de Alcoutim destinou ao Grupo Desportivo de Alcoutim (GDA) cerca de 33 mil euros para ajudar a associação a promover das iniciativas que tem já planeadas para o ano em curso.

    Entre os eventos já previstos contam-se a 3ª edição do Alcoutim Off Road, o 8º Passeio de Ciclomotores Antigos, a 3ª edição da Taça Internacional do Guadiana e o VI Trail do Falcão Real.

    A Câmara de Alcoutim salienta «os excelentes resultados obtidos pelos atletas do GDA, em especial nas modalidades de canoagem e trail running, que têm colocado o nome do concelho no pódio a nível nacional».

    Realça que as duas modalidades desportivas “têm colaborado na ocupação dos tempos livres das camadas mais jovens da população, na promoção do desporto, promovendo a prática desportiva, a saúde e o bem-estar no território do concelho”.

  • Desassoreamento do Guadiana em Mértola

    Desassoreamento do Guadiana em Mértola

    A Câmara Municipal de Mértola está a trabalhar com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) na navegabilidade do Rio Guadiana.

    Há muito que o desassoreamento do rio faz parte do imaginário das populações locais e é uma antiga pretensão daquele município, uma vez que a navegabilidade permitiria, entre outros, o desenvolvimento turístico das várias localidades ribeirinhas.

    A melhoria das condições de navegabilidade do Guadiana até Mértola é um compromisso assumido, pelo Governo, no quadro do projeto de abastecimento de água ao Algarve a partir do Pomarão, pelo que o presidente da câmara municipal do concelho afirma que este foi um processo do município naquele âmbito.

  • Opinião | A joia da coroa de Vila Real de Santo António

    Opinião | A joia da coroa de Vila Real de Santo António


    Tudo o que já deveria ter sido feito!

    Na realidade Vila Real de Santo António tem uma das joias por lapidar mais importantes do concelho, no sentido de se fazer um projecto verde, verdadeiramente estruturante para a economia e turismo local.

    A zona do pontão de Vila Real de Santo António necessita, com urgência, de uma intervenção de qualidade ambiental que faça, definitivamente, a requalificação daquela zona da cidade de Vila Real de Santo António e seja um polo atrativo para visitantes e locais, com a manutenção da qualidade ambiental e características únicas daquela zona esquecida de Vila Real de Santo Antonio.

    A entrada necessita desde já um projecto interpretativo de Santo António de Arenilha. a aldeia piscatória que tinha igreja e casas onde se alojavam os pescadores e primeiros habitantes de Vila Real de Santo Antonio, verdadeiro embrião da nossa cidade, e como forma de perseverar a nossa identidade e a origem dos nossos antepassados.

    Relembrar que o sino da igreja de Santo António de Arenilha, encontra-se no museu do Castelo de Castro Marim.

    O pontão necessita urgentemente de obras de pavimentação e de implantação de condições de segurança, sinalização e adequação do espaço, para que haja uma circulação segura e para que não voltem a acontecer acidentes como o que tivemos recentemente com Carla Leal.

    A implementação de energias alternativas, numa zona bastante ensolarada, convida necessariamente o municipio a instalar uma rede de iluminação pública inovadora, completamente autónoma da EDP, sem os custos associados a ramais e a consumos de energia, desnecessários e bastantes onerosos, sabendo que existem verbas do fundo ambiental e do PRR.

    A pavimentação adequada, com alcatrão permeável ambiental, da estrada que leva até ao Caramelo com uma ciclovia, em TOPMIX PERMEABLE, nome dado a este revolucionário material que promete uma gestão eficiente de águas pluviais, gestão ambiental, custos reduzidos e facilidade na sua aplicação.

    Como a instalação de uma estrutura em madeira que permita, em toda a longitude da via, o estacionamento em espinha, o qual dará lugar ao quádruplo dos carros que estacionam atualmente no local.

    A requalificação dos passadiços de acesso à praia assim como a ligação dos mesmos ao passadiço de monte gordo como forma de aliviar a massificação da praia de monte gordo.

    Um dos grandes problemas atuais de Monte Gordo é a massificação desordenada do afluxo turístico entre julho e setembro, criando grandes constrangimentos da atividade que devia ser prazenteira e tornar-se, em muitos casos, um inferno estival, gerando muitas críticas e a desvalorização da oferta, quando, na realidade, deveríamos avançar para a certificação de Monte Gordo como um dos melhores destinos turísticos do Mundo.

    É necessária A criação de dezenas de marcos de incêndio, na longitude da praia de Santo Antonio até Monte Gordo, com furos a utilizar, água do subsolo como forma de precaução para futuros incêndios deveras previsíveis atendendo à galopante alteração climática.

    Também a instalação de pequenas bombas de rega com relógios, movidas a energia solar, como forma de arborizar a zona entre o pinhal e a estrada de acesso à praia, criando comodas zonas de lazer e de descanso para peões e atletas.

    Vila Real de Santo António necessita urgentemente desta intervenção. Lembramos que muitos visitantes preferem a cidade para passar ferias, ao invés de zonas turísticas descaraterizadas;preferem uma cidade com o centro comercial a céu aberto dinâmico e atraente, com comércio de qualidade com serviços com alma, com rio, com Espanha e com todo o levante incluindo os concelhos vizinhos de Alcoutim e Castro Marim, que com o nosso concelho também têm motivos vários de atracção cultural.

    Nota: Luis Camarada membro do Conselho Estratégico Municipal, tendo dado esta solução de investimento em várias reuniões do Conselho.

  • Poesia transfronteiriça

    Poesia transfronteiriça

    A compreensão vivida das duas linguagens faladas nos territórios fronteiriços e, no caso em apreço do rio Guadiana, proporciona incontáveis tertúlias poéticas bilingues, nestas paragens ibéricas.

    A Casa do Sal testemunhou, mais uma tertúlia de poesia no quadro da Feira Transfronteriça de Arte Contemporânea, onde participaram as vozes de Pedro Jubilot, Ana Sofia Brito, Sara Monteiro, Esther Garboni, Pablo Valdera e José Luís Rua, sob orientação de Maria Luisa Dominguez Borrallo.

    Fonte: Poesía en la frontera.

  • Patos ajudam no controlo de pragas agrícolas

    Patos ajudam no controlo de pragas agrícolas

    Na Andaluzia revoluciona-se a agricultura sustentável com uma técnica ancestral milena que está a ganhar nova vida e a mostrar que a solução para alguns dos maiores desafios da agricultura moderna pode estar… nos patos.

    É o° projeto “Arroz y Pato”, inspirado em práticas asiáticas milenares, está a demonstrar como estas aves podem ser aliadas poderosas no controle de pragas, na fertilização natural do solo e na promoção de uma agricultura mais sustentável e resiliente.

    A Técnica: Patos como Guardiões dos Arrozais
    No sistema “Arroz y Pato”, os patos são introduzidos nos campos de arroz, onde desempenham um papel multifuncional:

    1. Controle de Pragas: Alimentam-se de insetos, larvas, caracóis e ervas daninhas, reduzindo a necessidade de pesticidas químicos.
    2. Fertilização Natural: Os seus dejetos são ricos em nutrientes, como nitrogênio e fósforo, que enriquecem o solo e promovem o crescimento saudável das plantas.
    3. Aeração do Solo: Ao movimentarem-se pela água, os patos ajudam a oxigenar o solo, melhorando a absorção de nutrientes pelas raízes do arroz.

    Esta abordagem não só aumenta a produtividade, mas também reduz custos com insumos agrícolas, tornando-a economicamente viável para os agricultores.

    Inspiração Asiática com um Toque Andaluz
    A técnica tem raízes profundas na Ásia, onde países como China, Japão e Indonésia utilizam patos em arrozais há séculos. Na Andaluzia, o projeto adaptou o método ao clima mediterrâneo e às condições locais, provando que a integração de patos na agricultura pode ser eficaz em diferentes contextos.

    Os resultados têm sido impressionantes:

    • Redução de Pesticidas: Menos químicos significam menor impacto ambiental e maior segurança para os consumidores.
    • Aumento da Biodiversidade: A presença dos patos atrai outras espécies benéficas, como sapos e pássaros, que contribuem para o equilíbrio ecológico.
    • Produtos de Qualidade Superior: O arroz cultivado neste sistema é mais saudável e tem maior valor agregado no mercado, especialmente entre consumidores que valorizam práticas sustentáveis.

    Benefícios para os Agricultores e o Planeta
    Para os agricultores andaluzes, os patos não são apenas controladores de pragas, mas também uma fonte adicional de renda. A venda de ovos, carne e até mesmo dos próprios patos complementa os lucros obtidos com o arroz. Além disso, a técnica está alinhada com as políticas da União Europeia para a redução do uso de agrotóxicos e a promoção da agricultura sustentável.

    Do ponto de vista ambiental, o sistema “Arroz y Pato” é um exemplo de como a agricultura pode coexistir harmoniosamente com a natureza. Ao eliminar a dependência de químicos, ele protege os ecossistemas locais, preserva a qualidade da água e contribui para a mitigação das mudanças climáticas.

    Desafios e Oportunidades
    Apesar dos benefícios, a adoção do sistema enfrenta alguns obstáculos:

    • Proteção contra Predadores: Os patos precisam de abrigos seguros para evitar ataques de animais selvagens.
    • Gestão Adequada: Requer planeamento para garantir que os patos tenham acesso a água limpa e alimentação suplementar quando necessário.
    • Adaptação Cultural: Muitos agricultores europeus ainda desconhecem a técnica ou hesitam em adotar métodos não convencionais.

    No entanto, iniciativas como o “Arroz y Pato” na Andaluzia estão a abrir caminho para uma maior aceitação e expansão desta prática. Com o apoio de políticas públicas, pesquisa científica e divulgação, o uso de patos na agricultura pode tornar-se uma solução viável e amplamente adotada em toda a Europa.

    Conclusão: Um Futuro Sustentável com Patos no Campo
    O projeto “Arroz y Pato” na Andaluzia é um exemplo inspirador de como técnicas tradicionais podem ser reinventadas para enfrentar os desafios da agricultura moderna. Ao integrar patos nos campos de arroz, os agricultores não só estão a aumentar a produtividade e a reduzir custos, mas também a contribuir para um planeta mais saudável e sustentável.

    Esta é uma prova de que, por vezes, as soluções mais eficazes são também as mais simples – e que, no caso da Andaluzia, elas vêm com penas e patas.

    Com Newsroom
  • Ao encontro da Plataforma Água Sustentável Governo cancela projetos

    Ao encontro da Plataforma Água Sustentável Governo cancela projetos

    O governo anunciou o cancelamento do financiamento, através de verbas do PRR, de vários projetos, entre eles a ́Estação de Dessalinização de Água do Mar do Algarve e a Tomada de Água do Pomarão.

    A Plataforma Água Sustentável reforça assim a sua posição contra estes Projetos e manifesta satisfação com o anúncio do Governo relativo à proposta de exclusão dos projetos do financiamento através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

    Ela vai ao encontro das preocupações que a PAS tem vindo a manifestar relativamente aos impactos ambientais e à eficácia destas infraestruturas, mas ainda preocupa porque o Governo pretende procurar fontes alternativas de financiamento.

    Oposição aos projetos

    A PAS continua a entender que as propostas podem acarretar consequências negativas para os ecossistemas locais e criando novos problemas; considera que os projetos não abordam de forma eficaz o problema da escassez de água, podendo mesmo agravar problemas existentes.

    A PAS já anunciou que manterá a mesma atenção e nível de intervenção, enquanto as medidas que podem concorrer para a diminuição da escassez hídrica não forem implementadas e institucionalmente consideradas como prioritárias para uma gestão sustentável dos recursos hídricos.