FOZ – Guadiana Digital

Categoria: Guadiana

  • Guadiana em estudo e obras de navegabilidade de Mértola à Foz

    Guadiana em estudo e obras de navegabilidade de Mértola à Foz

    Na assinatura do protocolo, estiveram os autarcas Osvaldo Gonçalves, Alcoutim; Álvaro Araújo, Vila Real de Santo António; Francisco Amaral, Castro Marim e Mário Tomé, Mértola com Sérgio Faias, presidente do conselho de administração da Docapesca e Teresa Coelho, secretária de Estado das Pescas. 

    O re estudo destina-se a que as entidades envolvidas caraterizem a situação socioeconómica das populações existentes na margem portuguesa do troço do Rio Guadiana que percorre os concelhos respetivos, identifiquem quais os agregados populacionais com potencial para um melhor aproveitamento da navegabilidade do rio, classifiquem o estado de conservação das infraestruturas fluviais existentes, identifiquem as novas infraestruturas fluviais e de interface com infraestruturas terrestres, além dos instrumentos de gestão do território em vigor, com vista a desenvolver um plano de investimentos, com identificação de três níveis distintos de prioridade e potenciais fontes de financiamento. 

    Osvaldo Gonçalves, presidente da camara municipal de Alcoutim afirmou que o estudo permitirá formalizar algumas melhorias necessárias nas infraestruturas de apoio, entre as quais, as infraestruturas fluviais, a ampliação e remodelação dos cais acostáveis, bem como a criação de outro tipo de infraestruturas para barcos de maior porte e veleiros, na expetativa de que quanto maior for o percurso navegável do rio, «mais atrativo se torna e mais barcos trará, quer aqui ao nosso concelho»,

    O presidente da Câmara de Mértola (Beja) considerou hoje que o estudo para identificar as infraestruturas fluviais necessárias para dinamizar a navegação no rio Guadiana até esta vila é muito importante” para o aproveitamento do projeto.
    Estudo sobre navegabilidade do Guadiana até Mértola “muito importante”, pela dinamização ainda maior do turismo.

    O projeto de navegabilidade do rio Guadiana entre Vila Real de Santo António e Mértola está a ser desenvolvido pela Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM). Os dois primeiros troços do projeto, entre Vila Real de Santo António e Alcoutim e de Alcoutim a Pomarão, já estão realizados. A concretização do terceiro troço, entre o Pomarão e Mértola, foi anunciada, em junho deste ano, pela DGRM.

    Representa um investimento na ordem dos três milhões de euros e contempla a regularização de fundos em toda a extensão do troço e a execução do assinalamento marítimo, através de balizagem diurna e noturna, do futuro canal de navegação.

    A empresa Docapesca vai realizar um estudo para identificar as infraestruturas de apoio necessárias à navegação no rio Guadiana, entre Vila Real de Santo António e a vila de Mértola.

    De acordo com o presidente da Docapesca, Sérgio Faias, o projeto servirá para que se possa colocar o rio ao serviço das populações e para que a atividade turística no Guadiana se possa desenvolver.

  • Livro sobre a Eurocidade do Guadiana foi apresentado no Mercado Local de Castro Marim

    Livro sobre a Eurocidade do Guadiana foi apresentado no Mercado Local de Castro Marim

    Presentes estiveram o autor e Professor Juan António Márquez Domínguez, a vice-presidente do Município de Castro Marim, Filomena Sintra, e o representante da Eurocidade do Guadiana, Francisco Muñoz. 

     De dois países e entre três cidades, Ayamonte, Vila Real de St. António e Castro Marim, desenvolveu-se a Eurocidade do Guadiana, um território que, para o autor, está repleto de potencialidades e de um futuro em construção, conforme retrata o livro.   

    Temos que olhar para estas três comunidades e pensar que juntos seremos mais fortes e que deixamos de ser periféricos, na Andaluzia e no Algarve, e começamos a ser a centralidade da Eurorregião” é a opinião da vice-presidente do Município de Castro Marim, sublinhando as futuras oportunidades de desenvolvimento dos quadros comunitários 2030. 

    A apresentação do livro contou com uma exposição complementar, composta por 20 painéis, que ficará patente até final do mês de Novembro.

    O Mercado Local de Castro Marim está aberto todos os dias, entre 9h00 e as 13h00 e as 14h30 e as 17h30. Este livro foi apoiado pela Consejeria de La Presidencia, Administracion Pública e Interior, Junta de Andalucia, Grupo de Investigación do Instituto de Desarrollo Local da Universidade de Huelva e Eurocidade do Guadiana

  • X Milhas do Guadiana cada um a correr por si

    X Milhas do Guadiana cada um a correr por si

    Para a apresentação do evento estiveram presentes no Pátio Nobre do Consistório Ayamontino, o vice-presidente da câmara desportiva da cidade de Ayamonte, Javier López, o vereador do Desporto da câmara municipal de Vila Real de Santo António, Álvaro Leal, o técnico da câmara Municipal de Castro Marim, Jorge Neves, e como representante da direção municipal de Desportos, Pilar Carro.

    Esta edição será realizada virtualmente devido à pandemia Covid-19, o que dificultou a organização do teste, no formato utilizado até à data. Com a corrida virtual, será reativado um evento internacional de atletismo de estrada que foi suspenso por alguns anos devido às obras de manutenção da Ponte Internacional sobre o rio Guadiana, que é uma ligação entre ambos os países e através da qual o percurso passou.

    No entanto, uma vez que a zona ainda sofrem os efeitos da pandemia Covid 19 e as diferentes restrições de saúde existentes em ambos os países, o teste será realizado virtualmente, através de uma APP, na qual podem realizar formação preparatória e registar a sua concorrência.

    Esta edição é uma forma adaptada que «graças à tecnologia» permitirá partilhar uma experiência com quase mil pessoas de diferentes locais. Cada participante escolherá o dia, a hora, o local e o percurso adequados às suas necessidades, e através da app pode registar o número de formações que considerar adequado e terá um intervalo de 4 dias para registar o concurso, de forma segura e respeitadora das restrições de saúde estabelecidas em cada local de residência. Fora deste intervalo de dias, de 25 a 28 de novembro, não podem ser registados resultados no modo de competição.

    A prova só pode ser realizada em territórios de Espanha ou de Portugal, com uma distância de X Miles, 16.090 metros. Note-se também que o registo é gratuito. Esta ação insere-se no projeto EuroGuadiana 2020, cofinaeido pelo Programa Europeu de Cooperação Transfronteiriça Interreg VA Espanha-Portugal.

  • Ayamonte prepara os Jogos Náuticos de 2024

    Ayamonte prepara os Jogos Náuticos de 2024

    Trata-se de preparar a proposta para a candidatura a sede organizadora dos Jogos Náuticos Atlânticos de 2024, ambiciosa iniciativa que integra dois municípios do Baixo Guadiana, em Espanha: Ayamonte e Isla Cristina e os municípios portugueses de Vila Real de Santo António, Castro Marim e Alcoutim.

    Na cerimónia de abertura estiveram presentes entre outros a autarca de Ayamonte, Natalia Santos, Francisco Quiroga Martínez, presidente do Comité Internacional dos Jogos Náuticos do Atlântico, bem como um representante da Junta de Andalucía, nomeadamente o Delegado do Desenvolvimento, Infraestruturas , Planeamento e Cultura, e restantes Câmaras Municipais e Câmaras Municipais portuguesas envolvidas neste projecto.

    Natalia Santos, sublinhou que um dos pontos fortes desta candidatura é sem dúvida «a vasta experiência de cooperação transfronteiriça dos dois lados do Guadiana, que reúne todas as condições para poder acolher um evento de esta magnitude», e acrescentou uma importante afirmação turística que significaria a organização destes Jogos.

    É um evento desportivo para jovens europeus entre os 14 e os 20 anos, oriundos de cinco países do Arco Atlântico Europeu (Espanha, Portugal, França, Reino Unido e Irlanda), que durante uma semana, através de quase 60 modalidades desportivas, irão tornar-se embaixadores dos desportos aquáticos.

    Durante as diferentes conferências foram apresentadas comunicações e experiências organizacionais. Os conselhos organizadores e câmaras municipais vão também apresentar as suas experiências, infraestruturas e recursos para a organização dos Jogos Náuticos Atlânticos de 2024.

  • Reunião sobre a nova Ponte Internacional em Alcoutim

    Reunião sobre a nova Ponte Internacional em Alcoutim

    Os presidentes da câmara municipal de Alcoutim e da CCDR Algarve deslocam-se a Huelva no próximo dia 6 de Outubro para contatos bilaterais sobre a nova Ponte Internacional entre Alcoutim e San Lúcar del Guadiana, Espanha.

    Esta deslocação realiza-se a propósito do investimento denominado «Ligações Transfronteiriças – Subinvestimento – Ponte Alcoutim (PT) – Sanlúcar de Guadiana (ES)»,.

    Nestes encontros, que se efetuam com marcações às 11:00, 11:30 e 12:30 horas é esperada a presença dos presidente e vice-Presidente da CCDRda Região do Algarve, José Apolinário e José António Pacheco, do presidente da câmara municipal de Alcoutim, Osvaldo Gonçalves para reuniões com Maria Eugenia Limon Bayo, presidente da Diputación de Huelva, Bella Verano Domínguez, delegada da Junta de Andaluzia, em Huelva, e Manuela Parrala Marcos, subdelegada do Governo de Espanha em Huelva.

    Na sequência da assinatura no dia 8 de setembro dos contratos de financiamento entre a Estrutura de Missão Recuperar Portugal, a CCDR do Algarve e o Município de Alcoutim da Ponte Internacional entre Alcoutim e Sanlúcar de Guadiana, «estes contactos com as autoridades espanholas são mais um passo para a concretização deste projeto, definindo conjuntamente as bases do caderno de encargos no corredor definido para o mesmo», sublinha a CCDRA».


    Financiado em Portugal pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) com nove milhões de euros, este investimento público será concretizado pelo Município de Alcoutim, contando com a intermediação e colaboração técnica da CCDR Algarve, na ligação à Estrutura de Missão Recuperar Portugal e com as autoridades espanholas.

    A ponte entre Alcoutim e Sanlúcar de Guadiana pretende reforçar a cooperação entre as regiões do Algarve e da Andaluzia e dar um novo impulso ao trabalho desenvolvido no âmbito da Eurorregião Alentejo – Algarve – Andaluzia (EUROAAA), a qual ocupa 21% da superfície da Península Ibérica.

    Este projeto, no entender dos seus promotores, vai ajudar a desenvolver este território e a melhorar a qualidade de vida da sua população ao assegurar a ligação entre as redes rodoviárias portuguesa e espanhola e reduzir cerca de 70 km na ligação entre Alcoutim e Sanlúcar de Guadiana, atualmente separadas por uma curta viagem de barco.

    O primeiro marco prevê a conclusão da primeira avaliação das medidas de natureza ambiental no terceiro trimestre de 2022. No primeiro trimestre de 2022, deverá ser lançado o concurso para o projeto de execução, o qual deve estar concluído até ao quarto trimestre de 2023; a empreitada tem de estar contratada até ao terceiro trimestre de 2024 prevendo-se o início da obra, o mais tardar, até final do primeiro trimestre de 2025.

    A concretização deste projeto proporcionará, talvez em 2026, uma melhoria às ligações rodoviárias destes territórios, garantindo maior proximidade no território e nos custos de contexto para as empresas e residentes desta área do interior do Algarve e da Andaluzia.

    Ao mesmo tempo, impulsiona a dinâmica socioeconómica na zona de fronteira entre Portugal e Espanha, facilita a partilha de serviços e infraestruturas já existentes, concretizando também a Estratégia Comum de Desenvolvimento Transfronteiriço (ECDT) entre Portugal e Espanha.

  • Observar sapais, salinas, lagoas e aves no percurso de Venta Moinhos

    Observar sapais, salinas, lagoas e aves no percurso de Venta Moinhos

    O circuito interpretado desenvolve-se a sul do edifício permitindo observar, numa pequena caminhada, os diferentes biótopos existentes nesta zona húmida, nomeadamente sapais, salinas e lagoas permanentes e temporárias. O percurso é linear, tem uma extensão de 6 km´s, com valência pedestre e btt.

    O caminho separa os campos de sequeiro a norte (sobretudo alfarrobeiras e manchas esparsas de olival com centeio por subcoberto), da zona húmida, a sul, com os seus habitats de sapal, as salinas tradicionais e o esteiro largo que conduz a água da maré. 

    O Centro de Interpretação encontra-se enquadrado por pinhal e retamal, vegetação característica do litoral no sotavento algarvio. No Centro é possível ver exposições e obter informações ou publicações sobre a reserva. No interior do edifício existem bons locais de observação para os sapais.

    Subindo à Casa Abrigo imediatamente a sul do Centro, abre-se o horizonte sobre o complexo de salinas, a foz do Guadiana, e o ambiente de salgados. Normalmente é possível observar elevado número de aves aquáticas, sobretudo no inverno ou nas épocas de migração, das quais se destacam o pernilongo (símbolo da reserva) o colhereiro, o flamingo, a cegonha-branca, o alfaiate, ou a andorinha-do-mar-anã. Os registos apontam para a ocorrência regular anual de cerca de 170 espécies de aves.

    O caminho até à antiga casa da Guarda-fiscal, sobranceira ao rio que desenha a fronteira com Espanha, atravessa campos de pastagem de gado bovino e caprino e lagoas temporárias que se advinham entre os juncais e bunhais destes terrenos salobros. Junto à casa alcança-se a margem do rio; o estuário do Guadiana e o sapal de Castro Marim destacam-se enquanto locais de abrigo e reprodução para as aves aquáticas e para várias espécies de peixes, de moluscos e de crustáceos.

    O percurso pode ser percorrido todo o ano, segundo a Associação Odiana.

     

  • Cooperação transfronteiriça e cooperação bilateral com Espanha

    Cooperação transfronteiriça e cooperação bilateral com Espanha

    No domínio das infraestruturas, a comunidade de trabalho Alentejo, Algarve e Andaluzia (EuroAAA) pretende dar prioridade à realização da ligação transfronteiriça Alcoutim – Sanlúcar de Guadiana. Pretende também o reforço da fachada portuária e consolidação do Guadiana como uma via navegável até Mértola, concluir a primeira rota atlântica pertencente à rede EUROVELO (rede europeia de ciclovias), em desenvolvimento em Portugal, através da Ciclovia Litoral do Algarve que ligará de Sagres a Vila Real de Santo António e a Ayamonte.

    Foi debatida a ligação dos corredores transeuropeus do Atlântico e Mediterrânico de Andaluzia até ao Algarve, mediante a linha de alta velocidade desde o Aeroporto de Sevilha, Huelva até ao Aeroporto de Faro e, no futuro, Beja e Lisboa, através da realização de um Estudo de Viabilidade sobre o desenvolvimento dos transportes de mercadorias e a intermodalidade no eixo ferroviário do Sul.

    A CLECFT congratulou-se com o andamento dos trabalhos previstos na Estratégia Comum de Desenvolvimento Transfronteiriço (ECDT), e registou a importância do financiamento disponibilizado pelo Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça Espanha – Portugal (POCTEP), que «neste quadro já disponibilizou 484 Milhões de Euros para a execução de 238 projetos envolvendo 1620 beneficiários, em áreas de intervenção tão diversas como inovação, combate ás alterações climáticas, apoio a pequenas e médias empresas e capacitação das administrações públicas».

    Com base nas lições aprendidas com a pandemia, a CLECTF defendeu uma clarificação dos critérios para o fecho e abertura de fronteiras, envolvimento a comunidades locais, o reforço da promoção do bilinguismo, criação de instrumentos de favoreçam a recuperação das estruturas empresariais e a reativação da atividade económica e laboral, a necessidade de protocolos conjuntos para a gestão de emergências sanitárias e biológicas, proteção civil e fenómenos climáticos adversos, defendendo-se inclusivamente a criação de um 112 Transfronteiriço, bem como a unificação das normas para a utilização de drones e de transferências de chamadas relacionadas com emergências nos territórios transfronteiriços.

    Procura a harmonização e o reconhecimento das qualificações académicas e profissionais e o reforço do investimento nos domínios da Investigação e Inovação, em sintonia com as Estratégias de Especialização Inteligentes (RIS3) das regiões, designadamente na produção de energias limpas, na agricultura de alta precisão, na economia azul e na melhoria da gestão dos espaços florestais.

  • Pode cair chuva ácida na Península Ibérica

    Pode cair chuva ácida na Península Ibérica

    O mapa mostrado pela RTVE, televisão espanhola, apresenta Portugal na mancha praticamente a verde, como longe da ameaça. Já em a área do Baixo-Guadiana encontra-se muito próximo do perigo, em amarelo claro.

    O vulcão atingiu a sua fase mais explosiva a erupção pode durar, segundo as últimas estimativas dos vulcanólogos, entre 24 a 84 dias. A lava, que de início avancou a 700 quilómetros por hora, agora está a apenas 15 km/h, e novas previsões apontam para a chegada ao mar perto das 20:00 horas de hoje.

    Recoda-se que se trata de uma estimativa. Cada um dos braços de lava, que se elevam e acescorrem das nove bocas já abertas pelo vulcão, come, à passagem, árvores e casas da forma inexorável.

    Moradores das zonas por onde a lava escorreu estão a ser autorizados a passar 15 minutos nas suas casas, para recolher pertences que considerem indispensáveis ao prosseguimento da sua vida futura, nomeadamente documentação.

    A situração continua a gerar grandes dramas pessoais e o número de desalojados subiu a mais de 6.000.

  • Bivalves de água doce na Bacia do Guadiana

    Bivalves de água doce na Bacia do Guadiana

    Numa reunião de trabalho promovida pela Estação Biológica de Mértola, no âmbito de projetos de investigação em bivalves de água doce na bacia do Guadiana, foram apresentados e discutidos os trabalhos em curso, bem como a implementação de um plano de monitorização de biodiversidade aquática e qualidade da água, formas de divulgação da informação existente e a criação de um grupo de trabalho para o estabelecimento de um plano de gestão e conservação dos bivalves de água doce na bacia do Guadiana.

    A reunião, cujo conteúdo foi divulgado pela câmara municipal de Mértola, decorreu no dia 14 de setembro, no Pavilhão Multiusos de Mértola com a presença de investigadores da Universidades de Évora, Lisboa, Porto e Minho, do Instituto Politécnico de Bragança, e representantes do ICNF, da EDIA e da Somincor.

  • Mértola faz buscas ao período do Ferro no Guadiana

    Mértola faz buscas ao período do Ferro no Guadiana

    Esta intervenção, segundo informação da autarquia, enquadra-se num projeto de investigação financiado pela FCT, intitulado O Baixo e Médio Guadiana (séculos VIII a.C. – I d.C.).

    Percursos de uma fronteira, cujo principal objetivo é analisar o povoamento desta área durante o período assinalado. A escavação arqueológica faz parte de um projeto de Campo Escola, financiado pelo município de Mértola, no qual participam estudantes de licenciatura, mestrado e doutoramento da Universidade de Sevilha, sendo o projeto gerido por Francisco Correia e dirigido pelos arqueólogos Lúcia Miguel e Pedro Albuquerque.

    O objetivo desta campanha é ampliar as escavações a um dos setores da necrópole e, ao mesmo tempo, promover a divulgação do estado atual dos conhecimentos do povoamento de Mértola e do seu território entre a Idade do Ferro e os primeiros séculos da presença romana.

    A realização de quatro palestras nos dias nos dias de agosto, fez parte desse programa de divulgação, assim como de formação dos estudantes que participam nesta iniciativa.

    A ocasião permitiu dar a conhecer as principais questões que a existência de um espaço de enterramento destas características coloca, assim como a importância da valorização do património fronteiriço no contexto atual.

  • Eurocidade do Guadiana consolida cooperação

    Eurocidade do Guadiana consolida cooperação

    Marca turśtica conjunta será apresentada no próximo Outono

    Ayamonte, do lado espanhol, e Castro Marim e Vila Real de Santo António, do lado português, passaram a oferecer um destino turístico conjunto, multiplicando assim o potencial das suas infra-estruturas, recursos naturais e culturais.

    A Eurocidade do Guadiana anunciou estar ocupada «na concretização de uma marca turística capaz de representar a diversidade cultural, os recursos naturais e as características do seu território transfronteiriço».

    Em nota divulgada, os responsáveis afirmam ser «uma sorte ser constituída por três municípios que já separadamente possuem um importante património e parque hoteleiro, mas que não se compara à atratividade de comercialização dos três municípios no seu conjunto, no mercado turístico ibérico e internacional».

    A equipa técnica da Eurocidade, acompanhada pelo vereador de Turismo de Ayamonte Isaac Maestre, e pelo vereador para Cooperação Transfronteiriça Remedios Sanchez, reuniram-se com a empresa especializada em marketing turístico e sustentabilidade, Koan Consulting, para discutir os principais conceitos da marca e modelo de turismo que deseja atrair para o território.

    Segundo Isaac Maestre “os nossos municípios são verdadeiras joias para o visitante: natureza, cultura, desporto… se também conseguirmos reunir e oferecer esta oferta de forma coordenada através de uma marca turística sólida, teremos melhores resultados. Estamos interessados ​​em um turismo sustentável que respeite e proteja o meio ambiente, um turista que saiba valorizar o nosso território e que o desenvolvimento do turismo beneficie diretamente os nossos cidadãos. Queremos quebrar a sazonalidade, que se ofereça um trabalho de qualidade e se reverta em melhores serviços públicos ».

    Por seu lado, Remedios Sanchez acrescentou que “A Eurocidade do Guadiana continua a revelar-se um trampolim para o desenvolvimento dos seus municípios», acrescentando que tanto as empresas como os cidadãos transfronteiriços podem beneficiar muito mais do que viver na fronteira oferece e estamos. Afirma estar a trabalhar para o tornar cada dia mais tangível ”.

    A criação da marca será apresentada no próximo outono, insere-se no projeto Euroguadiana 2020, financiado através do Programa Europeu de Cooperação Transfronteiriça Interreg VA Espanha-Portugal. A marca reúne ainda outras atividades desenvolvidas no âmbito da Euroguadiana, como a Estratégia Conjunta de Turismo da Eurocidade, onde conta também com o apoio das universidades de Huelva e do Algarve, o Fórum de Turismo ou o apoio à criação de produtos turísticos como o Cruzeiro Eurocidade do Guadiana.

  • De cara lavada e iluminada a Ponte Internacional do Guadiana faz 30 anos no domingo

    De cara lavada e iluminada a Ponte Internacional do Guadiana faz 30 anos no domingo

    A empreitada de conservação da ponte rodoviária que liga Castro Marim, no Algarve, a Ayamonte, na região espanhola da Andaluzia, tinha sido iniciada em iniciada em meados de 2017, tendo sido pagos nove milhões de euros, valor repartido e suportado em partes iguais pelos dois países, segundo as IP.

    A reabilitação da infraestrutura, cuja conclusão chegou a estar anunciada para 2018, incluiu a substituição integral dos tirantes, um sistema composto por 128 cordões constituídos por sete fios de aço galvanizado entrelaçados, que liga as torres – com cerca de 100 metros de altura – e o tabuleiro rodoviário.

    Veja também a história da ponte e da sua construção

    Além dos tirantes que ajudam a suportar a ponte sobre o rio Guadiana, a intervenção incluiu trabalhos de pavimentação do tabuleiro, arranjos dos passeios e guardas de segurança, reparação dos elementos de betão armado, entre outros.

    As obras, anunciadas em Junho de 2017 pela IP e por Pedro Marques, então ministro do Planeamento e Infraestruturas, tinham inicialmente um prazo de conclusão previsto de 525 dias.

    Meses mais tarde, a IP, confrontada com a incapacidade da empresa adjudicatária da intervenção, a Soares da Costa, SA, de cumprir o prazo delineado para a intervenção, procedendo a uma nova revisão contratual, realizada a 21 de dezembro de 2017.

    Foi também acrescentada uma nova tem agora nova iluminação ornamental, documentada por uma espetacular fotografia de um cidadão espanhol Luís Concepción, captada do lado espanhol, que se tornou viral nas redes sociais, tendo sido partilhada em plataformas como o Facebook ou WhatsApp. A instalação desta nova iluminação faz parte das obras de requalificação que a Ponte Internacional do Guadiana tem sido alvo desde 2019.

  • Uso fraudulento da água do Guadiana

    Uso fraudulento da água do Guadiana

    A Confederação Hidrográfica do Guadiana anunciou hoje que decidiu sensibilizar os utilizadores da água e chamar à responsabilidade pelo uso, ressaltando que existe um tipo de comportamento fraudulento em detrimento de todos e fundamentalmente da sustentabilidade e manutenção de massas de águas subterrâneas e superficiais, bem como dos ecossistemas associados aos mesmos.

    Estão a ser investigadas várias pessoas que podem ser os autores de um crime contra o meio ambiente e os recursos naturais. As sanções excederão, quando apropriado, os 50.000 euros e os factos podem ser causa de extinção do direito de uso.

    A Lei da Água, em Espanha, prevê que os titulares de concessões administrativas de águas subterrâneos e superficiais, e todos aqueles que por qualquer título têm direito de uso exclusivo das águas, sejam obrigados a instalar e manter sistemas de medição correspondentes que garantam informações precisas sobre os fluxos de água efetivamente consumidos ou usados ​​e, quando apropriado, devolvidos.

  • A pupia

    A pupia

    O BOLO

    Na nossa dieta andevalenha quase que não pode faltar, para o café da manhã e lanches o característico pãozinho de gordura ou manteiga, elaborado com a simplicidade de mãos artesanais que adquiriram o costume que deixassem os séculos como boa herança; pequena iguaria que nas mesas dos mineiros ou no campo é um elemento alimentício de valor capaz de suportar as longas intempéries de qualquer manhã de inverno.

    As crianças gostam de pãozinho e mastigam-no com prazer e devagar como querendo que não se lhes acabe; as mulheres acham primordial, guardam-no com excesso de cuidado na bolsa, oferecem-no com esmero e fazem-lhe o seu rito devocional de mães ou esposas; os mais velhos querem o toque da sua ternura e degustam-no molhado no café, simbolizando a necessidade de mais ternura e mais sabor.

    Faz-se com sabedoria, como se fazem as coisas que nos sustentam a vida e nos livram da fome e se come com paixão. O pãozinho é redondo como um pequeno universo e não tem fim.

    Ramon Llanes. 15 julho de 2021.
  • Espanha prepara planos contra inundações no Guadiana

    Espanha prepara planos contra inundações no Guadiana

    A Confederação Hidrográfica do Guadiana submeteu a informação pública, durante um período de três meses, a documentação correspondente à “Proposta de plano de gestão do risco de inundação”, no valor de 153 milhões de euros, entre 2022 e 2027.

    As inundações em Espanha constituem o risco natural que causa maiores danos, tanto em perda de vidas humanas e danos materiais que têm ocorrido ao longo do tempo e este organismo da vizinha Espanha que atua na bacia do Guadiana entende que o combate aos seus efeitos passa pela implementação de soluções estruturais e não centradas na prevenção, protecção e preparação. 

    Destaca os planos de Protecção Civil e a implementação de sistemas de alerta precoce ( 12,85 milhões de euros), bem como a recuperação de rios e margens (53,33 milhões de euros), e a melhoria da continuidade fluvial, transversal, longitudinal e sedimentar (59,33 milhões de euros).  

    As autoridades costeiras competentes e as autoridades de proteção civil estabelecem objetivos de gestão de risco de inundação para cada Área de Risco Potencial de Inundação Significativa (ARPSI), concentrando sua atenção na redução das potenciais consequências adversas das inundações para a saúde humana, meio ambiente, patrimônio cultural, atividade econômica e infraestrutura.

    O ARPSI foi determinado durante a revisão e atualização da Avaliação Preliminar de Risco de Inundação (EPRI), aprovada em 12 de abril de 2019. Junto com os mapas de perigo e de risco de inundação, relatados pelo Comitê de Autoridades Autoridades Competentes do Distrito da Bacia Hidrográfica em 17 de março , 2020, constituem a informação fundamental em que se baseiam os PGRIs.  

  • Rota do Cruzeiro do Guadiana está inaugurada

    Rota do Cruzeiro do Guadiana está inaugurada

    A empresa de transportes fluviais que possui a concessão na margem portuguesa do rio Guadiana inaugurou a travessia fluvial que percorre o triângulo das águas dos três concelhos constituintes da Eurocidade do Guadiana, Castro Marim, Vila Real de Santo António.

    O cruzeiro tem a duração de hora e meia e sairá do molhe de Portugal em Ayamonte, todas as quartas-feiras de Julho e Agosto, às 18:30.

    Trata-se de um novo produto de natureza turística que permite apreciar o território ribeirinho dos três concelhos vizinhos, a foz, a passagem sob a Ponte Internacional do Guadiana.

    O preço é de 13 euros por pessoa e inclui lanche e bebidas e poderá ser acedido quer por visitantes que por residentes, com respeito pelas medidas de segurança relativas ao tempo de pandemia.

    No primeiro passeio participaram as autoridades locais representativas dos três municípios, representes da Câmara de Comércio de Ayamonte, de empresas turísticas e agentes culturais.

  • UE no apoio à navegabilidade do rio Guadiana

    UE no apoio à navegabilidade do rio Guadiana

    O desenvolvido com o apoio dos fundos europeus, no âmbito do Interreg Espanha Portugal V-A, do projeto “0228_GUAD20_5_E Guadiana: Património Natural Navegável” para restabelecer a navegabilidade em segurança, entre Alcoutim e o Pomarão (Mértola), é formalmente concluído hoje, dia 7 de julho, numa cerimónia a decorrer em Huelva.

    A Região do Algarve encontra-se representada pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, José Apolinário, e pelo presidente da câmara de Alcoutim e vice-presidente da AMAL, Osvaldo Gonçalves, pelo presidente da câmara municipal de Castro Marim, Francisco Amaral, e o presidente da câmara municipal de Vila Real Santo António, Luis Romão.

    A CCDA destaca que «a ocupação humana no vale do Guadiana foi durante milénios marcada pela navegabilidade do Guadiana entre a sua foz e Mértola» procurando com o GUAD20, devolver a navegabilidade ao rio, em segurança, e dotá-lo das infraestruturas para a sua «utilização sustentável na qual se inclui o desenvolvimento da atividade turística e recreativa em consonância com o desenvolvimento sustentável promovido pelo Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça España – Portugal (POCTEP)».

    Esta intervenção no rio Guadiana, afirma ainda aquele organismo regional, «permitiu aumentar o número de embarcações de recreio e de turismo que usam esta via navegável, melhorar os serviços prestados e beneficiando as zonas ribeirinhas dos concelhos de Vila Real de Santo António, Castro Marim, Alcoutim e Mértola».

    A Agência Pública de Portos da Andaluzia tem sido o «chefe de fila» deste projeto, que se iniciou em outubro de 2015, tendo como parceiros a Agência Pública de Portos da Andaluzia, o Instituto Hidrográfico (IH) e a Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM), apresentando um custo total elegível de 2,2 Milhões de Euros, o qual foi cofinanciado em 1,65 Milhões de Euros; através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER)

    A CCDR afirma que os resultados deste projeto são «a melhoria do equipamento de transporte marítimo de passageiros entre Ayamonte e Vila Real de Santo António, através das obras adaptação/melhoramento no molhe de Ayamonte para receber mais passageiros e em melhores condições, e das condições de navegabilidade junto ao “porto” de Sanlúcar de Guadiana e do número de postes de amarração e modernização do cais, bem como o levantamento hidrográfico do rio que permitiu atualizar a cartografia e melhorar a navegabilidade ao longo do rio».

    Paralelamente, estão redefinidos o canal de navegação entre Alcoutim e o Pomarão e a instalação das boias de sinalização e um canal navegável com 30 metros de largura e uma cota de fundo de -2.00 ZH, que permite a passagem de barcos até 70 metros de comprimento, com um calado de 1,80 metros.

    Aquela comissão regional afirma o propósito de criar condições para, no próximo Quadro Comunitário de Apoio, levar a navegabilidade até Mértola e melhorar os apoios náuticos ao longo das margens do rio, salvaguardando a biodiversidade, assegurando a presença dos valores naturais que caracterizam esta paisagem e o uso sustentável do Rio Guadiana.

  • Eurocidade do Guadiana visita Chaves – Verín

    Eurocidade do Guadiana visita Chaves – Verín

    A delegação visitante estava composta pelo diretor da Eurocidade do Guadiana, Luís Romão, que é atualmente o presidente da autarquia de Vila Real de Santo António, acompanhado por técnicos dos três municípios.

    Luís Romão destacou que, para além de conhecer as instalações, o funcionamento e o reforço das relações diplomáticas da instituição, a visita «serviu para saber em primeira mão como estão a resolver alguns dos desafios que temos em comum. A Eurocidade de Chávez-Verín iniciou seu processo de governança conjunta antes de nós, e a forma como os cidadãos e a comunidade empresarial se envolveram é um sucesso ».

    Foi constatado que Eurocidade de Chaves-Verín partilha muitos elementos comuns com a do Guadiana: ambas na fronteira luso-espanhola, o rios que servem como vias de ligação entre os municípios, vestígios da arquitetura defensiva, testemunhos da sua evolução enquanto populações que passaram do confronto à cooperação, conferindo-lhes também um carácter diferenciador e acrescido de atracão turística … mas, sobretudo, «ambos partilham que são os únicos em toda a raia ibérica que têm o estatuto de Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial – AECT».

    Este reconhecimento, que confere personalidade jurídica, abre também um leque de possibilidades de desenvolvimento que lhes permite participar em projetos europeus de maior envergadura.

    Para além do empenho político, da sociedade civil e do sector privado, Luís Romão observou como muito positivo o facto de o AECT Chaves-Verín possuir uma equipa de trabalho estável – independente de projetos, certa autonomia orçamental e uma oferta turística consolidada.

  • Eurocidade do Guadiana vai para a rua explicar a sua «app»

    Eurocidade do Guadiana vai para a rua explicar a sua «app»

    Inclui percursos ao ar livre, sessões online e também uma aplicação móvel «Eurocidade em Movimento – GameFit» destinada a promover hábitos saudáveis ​​na população transfronteiriça. O aplicativo móvel, que já está disponível para descarga no Google Play e na App Store, permite aos cidadãos contar seus passos, definir desafios pessoais saudáveis ​​e participar de competições entre moradores dos três municípios.

    Durante os próximos dias em Ayamonte, uma equipa da câmara municipal da área do Desporto vai estar na rua para ajudar todos os interessados ​​a instalarem a aplicação no seu telemóvel e explicar brevemente como o utilizar, como definir objetivos pessoais, participar em articulação, ligas, etc.

    Os interessados ​​em obter o aplicativo totalmente gratuito podem delocar-se das 19h às 21h na sexta-feira, hoje, à Plaza de la Laguna; na terça-feira, dia 22 de junho, na Puente de Canela; ou quinta-feira, 24 de junho, no Recinto de Feiras, na entrada do Molino del Pintado; nas manhãs será à sede da Diretoria Municipal de Esportes.

    Este programa é co-financiado através do Programa Interreg VA Espanha-Portugal (POCTEP), e a app insere-se no Ciclo de Actividades Desportivas da Eurocidade do Guadiana, que a organização classifica como «um programa inovador e ambicioso, que soube adaptar-se às necessidades da população – socializar e realizar atividade física – para a atual situação de pandemia». As atividades permitirão que as pessoas se liguem conecte ao ambiente natural, bem como se relacionem com as estratégias de disputa de jogos.

  • Jovem velejador da ANG em 2º lugar nacional

    Jovem velejador da ANG em 2º lugar nacional

    Na Taça de Portugal de Vela, classe Oprimist 2021, disputada em Viana do Castelo. Miguel Nunes, o jovem velejador da Associação Naval do Guadiana obteve um excelente segundo lugar, em infantis,

    Retomada toda a sua atividade desportiva, a Associação Naval do Guadiana, prossegue com toda a sua participação desportiva, de escolas, iniciação e competição. É o início de um ciclo de competições nas várias modalidades previstas para 2021, apesar das restrições e constrangimentos ocasionados pela pandemia.

    No próximo fim de semana os pescadores da ANG vão participar no Campeonato Nacional de Pesca-Boia, que se realiza em Vila Real de Santo António, no molhe da barra, de 21 a 23 deste mês os velejadores de Laser participam na Prova de Apuramento Nacional que realiza em Viana do Castelo. Em junho, nos dias 5 e 6, o Guadiana vai ser palco do Campeonato do algarve em Vela, numa organização da Associação Naval do Guadiana.