A Câmara Municipal de Mértola anunciou a realização da XVI Feira da Caça, um evento de referência nacional para entusiastas da caça, natureza e biodiversidade. A feira terá lugar de 24 a 26 de outubro no Pavilhão Multiusos Expo Mértola.
A Feira da Caça, organizada anualmente pela Câmara Municipal, atrai caçadores, profissionais do setor, famílias e outros visitantes interessados na tradição, cultura e valorização dos recursos locais. A edição de 2025 espera receber milhares de pessoas.
O evento deste ano promete uma programação diversificada com atividades e atrações para todos os públicos. O programa oficial completo será divulgado brevemente, com o objetivo de consolidar a reputação de Mértola como um território de excelência para a prática da caça sustentável e a promoção da identidade local.
A XVI Feira da Caça de Mértola espera reafirmar a sua relevância regional e nacional, demonstrando o potencial da região e o seu compromisso com a prática cinegética responsável.
Sanlúcar de Guadiana, Espanha – 25 de Setembro de 2025 – O Festival do Contrabando, uma iniciativa conjunta dos municípios de Alcoutim, Portugal, e Sanlúcar de Guadiana, Espanha, foi agraciado com o Prémio de Inovação Turística 2025 pela Agência Destino Huelva.
A cerimónia de entrega do prémio teve lugar no histórico embarcadouro de Sanlúcar, marcando o reconhecimento do evento como um contributo significativo para o turismo inovador na região.
O prémio distingue o festival pelo seu conceito singular, criativo e transfronteiriço, que desde 2017 tem promovido a união entre a história e o futuro, reunindo pessoas e territórios. A programação cultural do festival é projetada para valorizar as raízes regionais, incorporando inovação e autenticidade na experiência turística.
Na cerimónia estiveram presentes figuras chave das administrações locais, incluindo Paulo Paulino, Presidente da Câmara Municipal de Alcoutim, José María Pérez Díaz, Presidente do Ayuntamiento de Sanlúcar de Guadiana, e Júlio Cardoso, Técnico de Turismo do Município de Alcoutim.
O Festival do Contrabando tem como objetivo oferecer uma experiência turística imersiva, incentivando os visitantes a “sentir” a cultura e a história da região, em vez de simplesmente “visitar”. A organização destaca que este prémio é um reconhecimento do trabalho das equipas envolvidas, da inspiração das comunidades locais e do envolvimento dos visitantes.
O evento é visto como um exemplo de turismo sustentável e com identidade, promovendo Alcoutim e Sanlúcar de Guadiana como destinos turísticos únicos.
A Eurocidade do Guadiana apresentou hoje os resultados do projeto piloto «Resilient Borders», financiado pela Direção-Geral de Política Regional e Urbana da União Europeia o qual visa desenvolver um documento de planeamento territorial abrangente para os municípios transfronteiriços de Ayamonte (Espanha), Castro Marim e Vila Real de Santo António (Portugal).
Este projeto piloto representa uma iniciativa pioneira na União Europeia, dada a sua ambição de coordenação e planeamento territorial a um nível transfronteiriço. A iniciativa «Resilient Borders» procurou identificar e abordar desafios comuns enfrentados pelos três municípios, com o objetivo de promover um desenvolvimento territorial mais sustentável e integrado.
O projeto envolveu uma colaboração extensiva entre as equipas municipais das três cidades, entidades regionais e nacionais com responsabilidades em ordenamento do território, e ainda uma vasta participação da comunidade local. Através desta participação ativa, foram definidas cinco áreas de foco estratégicas, que levaram à proposição de uma série de projetos e atividades concretas.
O projeto «Resilient Borders» procira representa um passo importante para o fortalecimento da cooperação transfronteiriça e o desenvolvimento sustentável na região do Guadiana. Espera-se que os resultados deste projeto piloto sirvam de modelo para iniciativas semelhantes em outras regiões fronteiriças da União Europeia.
Eurocidade do Guadiana – Um Projeto de Cooperação Transfronteiriça para o Futuro
A Eurocidade do Guadiana, uma iniciativa de cooperação entre os municípios de Ayamonte (Espanha), Castro Marim e Vila Real de Santo António (Portugal), está a avançar com o objetivo de criar uma região mais resiliente e coesa. O projeto, alinhado com a iniciativa europeia “Resilient Borders”, foca-se na planificação conjunta do território para o futuro.
O plano de ação da Eurocidade está estruturado em cinco eixos principais:
Mobilidade e Conectividade: Melhorar a circulação de pessoas e bens entre as fronteiras.
Planeamento Integrado: Desenvolver um sistema territorial harmonizado.
Sustentabilidade: Promover a economia circular e azul e a preservação ambiental.
Turismo Sustentável: Fomentar um modelo de turismo que respeite o ambiente e as comunidades locais.
Governança e Inovação: Melhorar os serviços e a administração através de inovação social.
Cada um destes eixos inclui projetos piloto específicos, com o objetivo de transformar o território e gerar resultados mensuráveis. Para explorar os resultados e aprofundar o conhecimento sobre o projeto, foi desenvolvida uma ferramenta interativa chamada “geovisor”. A iniciativa conta com o apoio de parceiros e colaboradores como a União Europeia, reforçando o seu caráter de cooperação internacional.
Ayamonte – A Banda do Samouco, tradicionalmente presente nas celebrações locais, está a contribuir com a sua música para as «FiestasDeLasAngustias». A banda portuguesa, conhecida pelo seu repertório clássico e popular, tem animado a cidade com diversas apresentações.
A Banda do Samouco ofereceu dois concertos, um no Casino de España e outro na Plaza del Salvador, atraindo um público diversificado. A banda apresentou-se também no auditório do Centro Cultural Casa Grande, continuando a levar a música às celebrações.
A presença da Banda do Samouco é uma longa tradição consolidada nas festividades de Ayamonte, e a sua participação este ano reforça os laços culturais entre Portugal e Espanha.
Ayamonte, Espanha/Vila Real de Santo António, Portugal – A Eurocidade do Guadiana está a desenvolver um projeto piloto ambicioso, financiado pela União Europeia, para ampliar o uso da sua ponte internacional com a construção de uma passarela dedicada a ciclistas e pedestres.
A iniciativa faz parte do plano estratégico da Eurocidade no âmbito da iniciativa europeia «Resilient Borders», com o objetivo de criar uma visão comum para o território e definir projetos estratégicos até 2030.
O projeto, que visa melhorar a conectividade transfronteiriça e incentivar modos de transporte mais sustentáveis, conta com o apoio da Associação de Regiões Fronteiriças da Europa (ARFE) e da Mission Opérationnelle Transfrontalière (MOT).
A iniciativa «Resilient Borders» procura identificar e implementar soluções inovadoras para desafios comuns enfrentados pelas regiões fronteiriças, promovendo a cooperação e o desenvolvimento regional.
A construção da passarela representa um passo significativo para fortalecer os laços entre as comunidades de Ayamonte, em Espanha, e Vila Real de Santo António, em Portugal, facilitando a mobilidade e promovendo um maior intercâmbio cultural e económico.
O Centro Alqueva, um novo espaço educativo e interativo situado junto à barragem de Alqueva, recebeu hoje professores de diversos agrupamentos escolares e escolas profissionais da área de influência do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva.
A visita guiada teve como objetivo apresentar este centro, que integra ciência, território e sustentabilidade na interpretação do projeto de Alqueva.
O espaço oferece uma perspetiva educativa e interativa sobre a importância e o impacto do empreendimento na região.
Durante o evento, no auditório do Centro Alqueva, a EDIA (Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva, S.A.) apresentou a sua oferta educativa para o ano letivo 2025/2026, integrada no programa “Alqueva vai à Escola”.
A abertura do Centro Alqueva vem reforçar este programa, proporcionando novas oportunidades de aprendizagem e exploração para os alunos da região.
O Centro Alqueva pretende ser um ponto de referência para o conhecimento sobre o projeto Alqueva, promovendo a educação ambiental e a consciencialização sobre a importância da gestão sustentável dos recursos hídricos.
**Ayamonte, Espanha** – A cidade de Ayamonte deu as boas-vindas às Festas das Angústias com uma cerimónia que reafirma os laços históricos e culturais com Portugal. O evento, realizado como tradição anual, contou com a chegada de um navio pelo rio Guadiana, transportando autoridades de ambos os lados da fronteira, simbolizando a união entre os dois povos.
A população de Ayamonte reuniu-se em grande número no cais para receber a comitiva. A procissão, acompanhada pelas bandas do Samouco e da Santíssima do Rosário, seguiu em direção à Plaza de la Laguna, onde mais habitantes aguardavam. A música das bandas alternava-se, criando um ambiente de celebração e expectativa para o início oficial das festividades.
O evento destacou-se pela demonstração de identidade cultural e pela celebração de uma fronteira que, em vez de separar, serve como ponto de união. A cerimónia marcou o início das Festas das Angústias, um evento de grande importância para a comunidade de Ayamonte, onde se celebra os santos padroeiros, a história e a cultura local.
A celebração foi documentada pela Guadinforma, um canal dedicado à cultura ibérica, que partilhou momentos do evento, sublinhando a importância de preservar a memória e a identidade da região. A Guadinforma oferece reportagens, entrevistas, cobertura de festivais e explora as tradições e a poesia ibéricas, divulgando histórias de Portugal e Espanha.
As Festas das Angústias prometem uma série de eventos e atividades que celebram a cultura e a tradição de Ayamonte, acolhendo visitantes e residentes para partilhar a alegria e o espírito festivo da cidade.
A pitoresca vila de Sanlúcar de Guadiana, localizada na comarca do Andévalo, na província de Huelva, Espanha, tem vindo a ganhar destaque como destino turístico atraente, combinando paisagens marítimas, oportunidades de aventura e uma rica gastronomia.
A vila distingue-se pela sua localização única, com o rio Guadiana a servir de fronteira natural com Alcoutim, Portugal.
Historicamente, a região prosperou graças ao comércio transfronteiriço entre Sanlúcar de Guadiana e Alcoutim, separados apenas pelo rio Guadiana na sua foz.
Os habitantes locais colaboravam na produção artesanal de cestos de canas do rio, que eram essenciais para o transporte de mercadorias entre as duas localidades. Uma forma engenhosa de ligação entre as duas vilas era o uso de jangadas únicas, construídas a partir de troncos, para atravessar o rio Guadiana.
Atualmente, o turismo é a principal fonte de receita para Sanlúcar de Guadiana. Uma das principais atrações é uma tirolesa impressionante que permite aos visitantes “voar” sobre o rio, proporcionando uma travessia memorável entre Espanha e Portugal.
Esta informação foi compilada a partir de um excerto do programa “Andalucía Directo”, refletindo o crescente interesse e o potencial turístico da região. Sanlúcar de Guadiana oferece uma combinação única de história, beleza natural e atividades turísticas, tornando-a um destino interessante para visitantes à procura de uma experiência transfronteiriça singular.
Decorreu no passado dia 23 de agosto, a inauguração do Largo 25 de Abril na freguesia de Granja, uma obra com um custo de aproximadamente 90 mil euros, executada pelo Município de Mourão e com a participação a nível da fase do projeto da própria freguesia.
Este espaço, há muito desejado por todos os fregueses, que agora se encontra reabilitado e renovado, está atualmente dotado de melhores condições de comodidade e segurança para usufruto de todos, nomeadamente, zona verde, bancos, pavimentação, iluminação, entre outros.
A cerimónia de inauguração contou com diversas personalidades do concelho, nomeadamente o presidente da Câmara Municipal de Mourão, João Fortes e o presidente da Junta de Freguesia de Granja, Felizardo Aranha, que enalteceram a importância desta obra para a comunidade e para os visitantes.
No decorrer do evento, houve também espaço para os três grupos corais residentes, Grupo Coral da Granja, Granjarte e Flores de Abril entoarem o poema e canção de José Afonso, “Grândola, Vila Morena”.
O investimento estratégico de 10 milhões de euros da Seaculture, empresa pertencente ao Grupo Jerónimo Martins Agro-Alimentar, solidificou a posição de Vila Real de Santo António como líder no setor da aquacultura nacional.
A unidade de produção, localizada no concelho, foi visitada pelo executivo municipal, que se inteirou do projeto, considerado o maior de produção offshore em Portugal, o qual representa um importante polo de dinamização económica para a região.
A operação da Seaculture já gerou 64 postos de trabalho no concelho com a integração de tecnologia avançada com práticas sustentáveis, visando a «produção de pescado de alta qualidade».
Segundo informa a autarquia, este investimento «demonstra o compromisso do município no apoio a projetos estratégicos que impulsionam o desenvolvimento económico e a criação de emprego qualificado» e o investimento reforça a economia local ao criar emprego qualificado. Para o presidente da câmara municipal, Álvaro Araújo, «demonstra a aposta do concelho na valorização dos recursos marinhos».
A unidade de produção aponta como meta atingir uma produção de 1.500 toneladas de dourada e robalo em 2025, com planos de expansão para 3.500 toneladas anuais a partir de 2027.
A infraestrutura inclui, para além da produção em mar aberto, armazéns, escritórios e uma unidade de acondicionamento em terra, no espaço da Docapesca.
O sistema permite que o pescado capturado ao largo de Vila Real de Santo António seja distribuído para os supermercados da cadeia Jerónimo Martins em todo o país num prazo máximo de 24 horas, garantindo a sua frescura.
A Eurocidade do Guadiana, Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial, iniciou um processo de participação cidadã com o objetivo de recolher contributos e perspetivas dos habitantes de Ayamonte (Espanha), Castro Marim e Vila Real de Santo António (Portugal) sobre propostas de planeamento e melhorias para o território transfronteiriço que estes municípios partilham.
A iniciativa visa envolver ativamente a população no processo de desenvolvimento e planeamento territorial sustentável da região, com vista a transformar a fronteira numa oportunidade de crescimento.
Para facilitar esta participação, foram implementadas diversas ferramentas, incluindo:
* Uma plataforma digital interativa. * Questionários e inquéritos abertos. * Conteúdo informativo nas redes sociais. * Um “muro criativo” digital para expressão de ideias.
Estas ações serão complementadas nas próximas semanas com a realização de workshops presenciais e a participação de grupos específicos da comunidade.
O projeto-piloto, denominado “Eurocidade do Guadiana: Planeamento territorial sustentável 2030”, está inserido na iniciativa Resilient Borders, financiada pela União Europeia, com o apoio da Mission Opérationnelle Transfrontalière (MOT) e da Associação de Regiões Fronteiriças da Europa (ARFE). O objetivo principal é transformar a Eurocidade do Guadiana numa referência europeia em planeamento transfronteiriço, fortalecendo a cooperação entre os municípios e convertendo a fronteira numa oportunidade de desenvolvimento sustentável. Espera-se que este projeto abra novas vias para financiamento de infraestruturas e investimentos na região.
Durante mais de um ano, equipas de urbanismo, ordenamento do território e cooperação transfronteiriça dos três municípios têm trabalhado em conjunto com a equipa técnica da Eurocidade do Guadiana no desenvolvimento de planos conjuntos, alinhados com a visão europeia de resiliência, superação de crises e minimização das barreiras resultantes da localização fronteiriça.
Os projetos-piloto a serem avaliados pelos cidadãos abrangem áreas como mobilidade e conectividade transfronteiriça, economia azul, conservação ambiental, assistência social, logística e produtividade. A iniciativa também se concentra no planeamento territorial e no aprofundamento do conhecimento sobre a região.
A Eurocidade do Guadiana apela ativamente à participação dos cidadãos, enfatizando que a adequação das soluções propostas às necessidades locais depende da contribuição do maior número possível de pessoas. Convida os interessados a dedicarem tempo a conhecer as ideias apresentadas e a participarem nas ações, como o preenchimento de questionários online.
Um estudo colaborativo entre a Universidade de Sevilha, a Estação Biológica de Doñana e a Universidade Roma Tre detectou microplásticos na amêijoa Scrobicularia plana, conhecida como amêijoa da lama, nos estuários dos rios Guadiana e Guadalquivir.
A maioria dessas partículas eram fibras escuras, originárias da lavagem de roupas e da filtragem inadequada em estações de tratamento de água.
Esses micro plásticos são especialmente abundantes em ambientes aquáticos porque flutuam facilmente. Embora ambos os estuários compartilhem contaminantes como PET, celulose, PVC e acrílicos, o estuário do Guadiana tem uma presença maior de PET e celulose pigmentada, sugerindo diferenças nas fontes de contaminação.
Uma das descobertas mais significativas é que as amêijoas menores continham mais micro plásticos do que as maiores, o que aponta para possíveis mecanismos de expulsão ou filtragem mais eficientes em indivíduos adultos. A Scrobicularia plana vive enterrada em estuários e pântanos, filtrando partículas da água e do sedimento.
Portanto, além de ser um bioindicador de metais pesados, está emergindo como uma ferramenta fundamental para detectar microplásticos em diferentes camadas do ecossistema.
Ao contrário de outras espécies usadas em estudos semelhantes, esta amêijoa reflete melhor a poluição da água e do fundo do mar, tornando-se um indicador muito valioso para avaliar a poluição ambiental em diferentes escalas.
Embora os estuários do Guadalquivir e do Guadiana tenham diferentes níveis de pressão humana, os níveis de microplásticos encontrados nos bivalves foram semelhantes. Isso indica que fatores naturais como correntes e estações também influenciam sua distribuição.
O estudo de longo prazo do acúmulo de microplásticos em S. plana e outras espécies é fundamental, tanto por seu papel nos ecossistemas quanto para seu consumo humano. Esta espécie pode atuar como vetor de contaminantes em toda a cadeia alimentar, trazendo sérias implicações para a saúde ambiental e humana.
Uma delegação da Eurocidade do Guadiana, liderada pelos vice-presidentes Alberto Fernández e Filomena Sintra, reuniu-se recentemente na Eurorregião Nova Aquitânia-Euskadi-Navarra (NAEN) para aprofundar o conhecimento sobre projetos de desenvolvimento transfronteiriço.
A equipa técnica da NAEN, sob a direção de Leyre Azcona, apresentou exemplos de sucesso em áreas como mobilidade sustentável, observatórios territoriais, cidadania partilhada e coesão territorial.
Alberto Fernández e Filomena Sintra, participaram no intercâmbio de boas práticas transfronteiriças, partilhando experiências em áreas como a mobilidade transfronteiriça sustentável, observatórios territoriais, projetos de cidadania partilhada e coesão territorial. Foram ainda realizadas reuniões com empresas públicas e entidades envolvidas em projetos transfronteiriços.
O grupo de trabalho é composto pela equipa técnica do AECT da Eurocidade do Guadiana, bem como por geógrafos e arquitetos dos departamentos de Planeamento Urbano e Ordenamento do Território de Ayamonte, Castro Marim e Vila Real de Santo António.
No primeiro dia, foram recebidos em San Sebastián pelo Vice-Ministro das Infraestruturas e Mobilidade Sustentável do Governo Basco, Miguel Ángel Páez, que apresentou diversas iniciativas e ações de mobilidade transfronteiriça.
Posteriormente, a Diretora-Geral da Autoridade de Transportes de Guipúzcoa, Elusca Renedo, partilhou a experiência deste território histórico na coordenação de redes de transporte intermodais e transfronteiriças. No mesmo dia, visitaram “bacias de vida transfronteiriças” em Hendaye-Irún e Xareta, cidade que abrange municípios de Navarra e da região francesa dos Pirenéus Atlânticos, onde o Presidente da Câmara de Sare, Battit Laborde, foi o anfitrião.
A visita foi organizada em coordenação com a AECT Eurorregião Nova Aquitânia Euskadi Navarra e insere-se na iniciativa Resilient Borders, financiada pela Comissão Europeia, pela Associação das Regiões Fronteiriças Europeias e pela Missão Operacional Transfronteiriça (MOT). Esta iniciativa financia dez projetos únicos na Europa. Através desta iniciativa, a Eurocidade do Guadiana está a desenvolver um documento de planeamento territorial estratégico conjunto para todo o seu território.
Em julho, a pequena localidade de Canela, em Ayamonte, Huelva, Espanha, transforma-se num vibrante palco de fé e tradição para celebrar a sua padroeira, a Virgem do Carmo (Virgen del Carmen). Esta festividade, profundamente enraizada na cultura piscatória da região, culmina num dos momentos mais emocionantes e pitorescos: a procissão marítima da imagem da Virgem pelo rio Guadiana.
A devoção à Virgem do Carmo, padroeira dos pescadores e homens do mar, é particularmente forte em Canela, uma aldeia de pescadores com uma ligação intrínseca ao oceano e ao rio. As festividades, que se estendem por vários dias, são marcadas por uma atmosfera de alegria e fervor religioso, com diversas atividades que antecedem o ponto alto da celebração.
A Procissão Fluvial: Um Espetáculo de Fé e Cor
O momento mais aguardado e espetacular é, sem dúvida, a procissão marítima. A imagem da Virgem do Carmo, cuidadosamente adornada, é retirada da igreja e levada em andor até às margens do rio Guadiana. Ali, aguarda-a uma frota de embarcações de pesca, engalanadas com fitas e flores para a ocasião. Os barcos, de todos os tamanhos, juntam-se num cortejo aquático que percorre as águas do rio, num espetáculo visual de cor e devoção.
Os pescadores, devotos e visitantes enchem os barcos, que navegam lentamente ao som de cânticos e orações, enquanto os sinos tocam e as buzinas das embarcações se fazem ouvir. Muitos atiram flores à água em homenagem à Virgem, num gesto simbólico de gratidão e súplica por proteção no mar. A paisagem ribeirinha, com Portugal de um lado e Espanha do outro, serve de cenário majestoso a esta procissão única, que estreita ainda mais os laços entre as comunidades fronteiriças.
Para Além da Procissão: Tradição e Convivialidade
Além da procissão fluvial, as festividades da Virgem do Carmo em Canela incluem uma série de eventos que celebram a cultura local. Há missas solenes, atuações musicais (muitas vezes com música flamenca e sevilhanas), bailes populares e, claro, muita gastronomia local, com destaque para os frutos do mar frescos. As ruas da aldeia enchem-se de gente, e a hospitalidade dos habitantes de Canela é uma marca registada da festa.
Esta celebração não é apenas um evento religioso; é um reflexo da identidade de Canela, da sua história ligada ao mar e da sua fé inabalável. É uma oportunidade para os canelenses, muitos deles descendentes de gerações de pescadores, honrarem a sua padroeira e reforçarem os seus laços comunitários, partilhando a sua cultura e devoção com todos os que os visitam.
O Sistema Agrosilvopastoril do Montado da Serra de Serpa foi oficialmente reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) como Sistema Importante do Património Agrícola Mundial (SIPAM).
No coração do Baixo Alentejo, onde a paisagem ondula entre sobreiros centenários, pastagens e culturas de sequeiro, um território moldado pela resiliência humana acaba de ser inscrito no mapa mundial dos sistemas agrícolas de exceção.
Este reconhecimento internacional, alcançado após um processo de candidatura de seis anos e meio promovido pela associação Rota do Guadiana, em parceria com a Câmara Municipal de Serpa e o INIAV, IP, destaca a importância de um sistema vivo, multifuncional e sustentável, que combina produção agrícola, silvícola e pastoril com um património cultural e natural de elevado valor.
«Este sistema acontece porque, desde há várias gerações, existem pessoas, mulheres e homens, que estão a trabalhar em condições climáticas adversas, fazendo agricultura numa relação de subsistência com a natureza, preservando-a e valorizando-a», afirma David Machado, presidente da Rota do Guadiana.
Com uma área de 621,5 quilómetros quadrados e uma população residente de cerca de 7 300 habitantes, o território do Montado da Serra de Serpa representa um exemplo da agricultura tradicional mediterrânica de sequeiro. A prática agrícola neste espaço tem sido marcada pela diversidade de atividades, entre as quais se destacam o pastoreio extensivo, o olival tradicional, os pomares de sequeiro e as hortas familiares.
A especificidade deste sistema reside na sua complexidade e na profunda ligação entre homem e território. «O Montado é um sistema único, praticamente reduzido à Península Ibérica. É icónico porque sintetiza todos os elementos: a cortiça, o porco alentejano montanheiro, as raças autóctones, o mel, a caça e ainda uma paisagem humanizada rica em biodiversidade», descreve o investigador Inocêncio Seita Coelho, autor de vasta obra sobre economia do montado.
Este especialista sublinha ainda o modo de vida das populações locais, que permanecem ligadas ao território através de um modelo de habitat disperso: «As pessoas vivem no meio, nos montes dispersos. Vivem ali, têm ali a sua vida, estão agarradas ao território».jo tourism
David Machado destaca que «o sistema possui agrobiodiversidade» e refere a importância de raças como a ovelha campaniça, a cabra serpentina, a vaca molenga e o porco alentejano. Acrescenta que o território está associado à dieta mediterrânica e ao cante alentejano, ambos reconhecidos como património imaterial da humanidade.
No plano material, o montado da Serra de Serpa revela-se ainda em construções tradicionais de taipa, infraestruturas de captação de água adaptadas à aridez do território e uma rede de produção artesanal que transforma os recursos locais no próprio território. «Ali, a transformação dos produtos é feita mesmo no território. É muito difícil encontrar isto noutro lado», frisa Seita Coelho.
O reconhecimento da FAO não implica apoio financeiro direto, mas confere visibilidade internacional e impulsiona medidas de valorização no âmbito da política agrícola comum. Para David Machado, o objetivo é garantir a continuidade deste modelo: «Estamos preocupados em que essa actividade turística também seja sustentável. O sistema tem resistido às alterações climáticas e continua a valorizar a biodiversidade. É essa sustentabilidade que queremos preservar».
O plano de ação que acompanha a candidatura prevê intervenções nas áreas da investigação científica, diversificação económica, apoio aos agricultores e promoção do território. A inclusão de medidas de discriminação positiva no novo quadro da PAC é uma ambição partilhada.
O percurso até este reconhecimento internacional foi longo. Já antes havia sido feita uma tentativa de candidatura à UNESCO, sem sucesso. Agora, com o selo da FAO, o montado da Serra de Serpa passa a integrar a lista dos cerca de 100 SIPAM existentes no mundo.
«Foi um momento de grande entusiasmo para o comité científico da FAO. Quando viram a candidatura, disseram: finalmente o montado!», recorda Inocêncio Seita Coelho.
Este reconhecimento é, em última instância, um tributo às comunidades que ali vivem e cuidam do território. «Esta é uma das provas de que os agricultores são os melhores amigos da natureza. A sua atividade de subsistência resultou num sistema válido, frutuoso e resiliente», sublinha David Machado.
Os entusiastas de desportos aquáticos e aqueles em busca de novas experiências ao ar livre terão uma excelente oportunidade no próximo dia 27 de julho de 2025. O Moinho da Amendoeira, localizado no Rio Guadiana, em Serpa, será o cenário para uma atividade de Stand Up Paddle.
Esta iniciativa, organizada pelo Município de Serpa e com o apoio do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e do Plano Nacional de Promoção da Saúde, disponibilizará duas sessões para os participantes, com horários distintos para uma melhor organização.
A primeira sessão terá a sua concentração às 08:30 horas junto ao Pavilhão Carlos Pinhão, em Serpa, seguida de uma aula prática de iniciação às 09:00 horas, o início do passeio às 10:00 horas e o final da atividade às 11:00 horas.
Para a segunda sessão, a concentração será às 10:30 horas no mesmo local, com a aula prática de iniciação às 11h00, o início do passeio às 12h00 e o término da atividade às 13h00.
O Festival Internacional do Caracol regressa ao Revelim de Santo António e amanhã termina tem uma programação diversificada que combina gastronomia inovadora e animação cultural. O evento, com entrada livre a partir das 18:00, visa promover a vila como destino gastronómico e impulsionar o comércio local.
Este ano, o festival aposta em novas receitas à base de caracol, como Xarém de Caracoletas, Empada de Caracol, Pizza de Caracol e Caracol à Brás, que se juntam aos pratos tradicionais já conhecidos, preparados por restaurantes e coletividades locais.
Além dos caracóis, o recinto oferecerá outras opções gastronómicas, incluindo iguarias espanholas, doçaria regional e cerveja artesanal local.
O cartaz musical inclui as atuações de Charanga Los del Ruedo, Domingos e Amigos e Fábia Rebordão (18 de julho), Pardais à Solta, Los Gurumelos e Luís Gomez (19 de julho), e Olho’s 4, Jorge & os “Queridos” e o espetáculo “Eis o Algarve” de Nelson Conceição (20 de julho).
A organização espera que o festival valorize os produtos tradicionais, a cozinha e a cultura mediterrânea, além de destacar o património edificado do Revelim de Santo António.
A Quinta do Sobral foi o palco para a época desportiva de 2024/2025 encerrar, na noite de domingo, dia 13 de julho, com a Festa do Futebol e Futsal do Algarve, pela primeira vez realizada em Castro Marim,
A iniciativa foi promovida pela Associação de Futebol do Algarve, com o apoio do Município de Castro Marim, tendo, nesta cerimónia, sido premiados os agentes desportivos e os clubes que mais se destacaram ao longo da última temporada.
Na festa, participaram mais de 300 pessoas que assistiram à entrega de uma centena de distinções. Entre os vencedores destacou-se a União Desportiva Castromarinense, que arrecadou os prémios de Jogadora Jovem do ano de Futsal para Valeria Zayats, Prémio Futebol Virtual e Prémio Maior Número de Jogadores de Futsal, encerrando a temporada com 131 inscrições, no topo da tabela.
Já nas menções honrosas, um dos galardões foi entregue a Diogo “diogo10fifa” Gonçalves, vencedor do 1.º Interassociações de Futebol Virtual pela União Desportiva Castromarinenses, e a Ana Rosália Nunes, treinadora natural do concelho.
A cerimónia contou com a participação de entidades e personalidades de relevo da região algarvia, com o objetivo de celebrar o futebol, futsal, futebol de praia, futebol virtual, walking football e arbitragem.
O Município de Alcoutim deliberou recentemente aprovar a renovação de um protocolo de colaboração com a organização Teach For Portugal com vista a continuar a implementar um programa de combate às desigualdades educativas no Agrupamento de Escolas do concelho. Esta parceria estratégica tem como objetivo promover a equidade no acesso à educação apoiando alunos em contextos mais vulneráveis e contribuindo para o seu sucesso escolar.
Refira-se que o Programa de Desenvolvimento de Liderança Teach for Portugal deu os primeiros passos no concelho no ano letivo 2021/2022 e que no ano letivo transato abrangeu 66 alunos de cinco turmas do 1.º e 3.º ciclos.
A Câmara Municipal de Mértola emitiu uma nota, na qual «informa e lamenta que, à data de hoje, continua sem receber qualquer novo esclarecimento ou informação adicional por parte do Governo da República relativamente à eventual instalação de um novo Campo de Tiro de instrução e treino militar no concelho de Mértola».
Explica, de seguida os passos que tem dado: «Tal como foi tornado público no esclarecimento enviado em 19 de fevereiro, este Município encetou várias diligências junto de diversas entidades governamentais, tendo recebido apenas uma resposta do Gabinete do Ministro da Defesa Nacional, datada de 18 de fevereiro, na qual se indica que não existe, até ao momento, qualquer decisão tomada relativamente à localização desta infraestrutura e que, numa fase posterior, as autarquias abrangidas seriam contactadas».
Volvidos quase cinco meses, essa auscultação à autarquia de Mértola não aconteceu, salienta a autarquia. «Este Município reafirma a total ausência de envolvimento e desconhecimento sobre qualquer processo de decisão e reitera a sua preocupação com os impactos sociais, ambientais e económicos que um projeto desta natureza poderá representar para o território».
O Município lamenta o silêncio das entidades competentes e considera inaceitável que se continue a falar de uma possível deslocação do Campo de Tiro de Alcochete para o interior do Alentejo sem o mínimo de diálogo institucional com as autarquias e populações potencialmente afetadas.
A Câmara Municipal de Mértola mantém a sua posição e continua frontalmente contra qualquer cenário que represente a transferência de atividades militares com elevado impacto para uma área de reconhecido valor ambiental e cultural.
Reafirmamos que qualquer decisão sobre o território deve ser precedida de um amplo debate público, envolvendo os municípios, a sociedade civil, as comunidades locais e as entidades ambientais e científicas. Só assim se poderá garantir que os princípios da sustentabilidade, da coesão territorial e do desenvolvimento equilibrado sejam respeitados.
A Câmara Municipal de Mértola continuará atenta, disponível para o diálogo e exigente na defesa dos interesses do concelho e da sua população.