FOZ – Guadiana Digital

Categoria: Guadiana

  • Água do Alqueva não deve rumar a Espanha

    Água do Alqueva não deve rumar a Espanha

    O motivo da recusa desta eventual cedência de água do Alqueva a Espanha tem a ver com a e os prejuízos da agricultura no Alentejo, segundo agência Lusa.

    Trata-se de uma reacção à recomendação do parlamento regional da Andaluzia, em Espanha, solicitandoa utilização da água da barragem, gerida em Portugal pela EDIA.

  • A lenda da «Rapariga da Curva» é uma história invulgar

    A lenda da «Rapariga da Curva» é uma história invulgar

    Aracena esteve envolvida em um fenômeno inexplicável e assustador. Na estrada que liga esta localidade à autoestrada da Serra de Huelva, muitos condutores relataram o encontro com um fantasma que se enquadra na tipologia “Garota Curva”.

    A lenda da “Rapariga da Curva” tem sido muito transmitida em temas de mistério. Segundo a história popular, uma jovem perdeu a vida num trágico acidente de carro na curva mais perigosa da referida rodovia. Desde então, seu espírito inquieto aparece à noite para motoristas desavisados. Os testemunhos daqueles que tiveram o infeliz encontro com a aparição são chocantes.

    Uma das testemunhas, Antonio García, motorista experiente, contou seu encontro com a “Rapariga da Curva” com um misto de medo e espanto. “Era uma noite escura e chuvosa. Eu estava dirigindo pela rodovia Aracena quando, de repente, uma figura borrada apareceu na minha frente. O “A menina estava com um vestido branco e os cabelos molhados. Não consegui desviar o olhar, fiquei paralisado de medo. Depois de alguns segundos intermináveis, a figura desapareceu sem deixar vestígios. Ainda tenho pesadelos com aquele encontro.”

    Outra testemunha, María López, estudante universitária que visitava a família em Aracena, também teve um encontro aterrorizante com a aparição: “Estava voltando para casa tarde da noite depois de jantar com amigos. meu peito. Então, vi uma jovem parada na estrada. Sua aparência era pálida e desolada. Meu instinto me disse que algo estava errado. Acelerei o carro, mas a figura ainda estava lá, me perseguindo com seu olhar. Eu fechei os olhos, rezando para que desaparecesse… Depois de alguns segundos eternos, abri os olhos e a figura havia desaparecido. Fiquei aliviado, mas também perturbado pelo que acabara de testemunhar. Não consegui tirar a imagem. da minha mente por dias. Foi certamente uma experiência aterrorizante que nunca esquecerei.

    Esses depoimentos, junto com muitos outros semelhantes, criaram um clima de medo e fascínio na rodovia Aracena. Alguns moradores começaram a evitar dirigir naquela estrada à noite.

    Especialistas paranormais manifestaram interesse no caso e realizaram investigações preliminares para tentar compreender a origem da aparição. Alguns acreditam que a energia residual do trágico acidente deixou uma marca no local, o que explicaria os recorrentes avistamentos. No entanto, outros sugerem que poderia ser uma manifestação espiritual mais complexa.

    Segundo especialistas da área de psicologia, o medo e a sugestão podem desencadear alucinações e distorções visuais em situações estressantes. Esse fenômeno, conhecido como “percepção equivocada”, poderia explicar por que tantas pessoas relataram ter visto a “Rapariga da Curva” na rodovia Aracena.

    Independentemente das explicações científicas, a aparição deixou uma impressão profunda nas testemunhas. O medo e a intriga tomaram conta de algumas pessoas e muitos se perguntam se o fenômeno sobrenatural é real ou simplesmente um produto da imaginação coletiva.

    Seja qual for a verdade por trás desses avistamentos, a lenda da “Rapariga da Curva” na rodovia Aracena persiste e continua a assustar quem se aventura a dirigir no escuro da noite. É um lembrete assustador de que o mundo está cheio de mistérios inexplicáveis, capazes de desafiar a nossa compreensão racional e libertar os nossos medos mais profundos.

    Portanto, se algum dia você estiver em Aracena e decidir dirigir pela estrada em questão, leve em consideração os depoimentos e sentimentos de quem presenciou esse encontro arrepiante. Talvez, só talvez, você conheça a “Rapariga da Curva” e mergulhe no mistério sobrenatural desta zona da Serra de Huelva».

    Ver original

  • Almargem em desacordo com barragem na Foupana

    Almargem em desacordo com barragem na Foupana

    Para a Almargem, a Ribeira da Foupana constitui um dos poucos grandes cursos de água não represados do Algarve e uma das ribeiras mais bem preservadas da região.

    A associação reconhece que a área não tem qualquer estatuto de proteção, mas nota que a Ribeira da Foupana apresenta um interesse particular «por albergar em bom estado um conjunto significativo de habitats com interesse para a conservação, tipificados na diretiva 92/43/CEE do conselho de 21 de Maio de 1992, entre os quais: galerias ripícolas com salgueirais arbustivos de Salixsalviifolia susp. Australis (92D0); bosques baixos de loendro, Nerium oleander, tamujo, Fluggea tinctoria e tamargueira, Tamarix spp, associados ao leito de estiagem (92D0); e bosques de azinho e sobro e de matagais evoluídos de Juniperus spp. ao longo das vertentes (5210pt3).

    A Almargem nota que a construção de novas barragens constitui uma séria ameaça à conservação da biodiversidade, pois, «para além dos elevados impactes ao nível de alteração do regime hidrológico a jusante, com consequentes alterações dos ecossistemas, da diminuição de afluência de sedimentos, bem como do avanço da cunha salina (PROT, 2007), o represamento dos cursos de água tem efeitos muito substanciais nas comunidades biológicas. A este nível, os maiores impactes estão associados à transformação de habitats, à quebra de conectividade na rede hidrográfica, e à destruição das galerias ripícolas e dos habitats terrestres adjacentes».

    Recorda a atual existência de seis grandes barragens no Algarve, Odelouca, Arade, Funcho, Bravura, Beliche e Odeleite, tendo todas elas excesso de procura, acabando por ficar abaixo da sua capacidade de utilização nos últimos anos. «A construção de mais uma barragem não vai, pois, melhorar a gestão dos recursos hídricos na região, mas apenas aumentar a pressão na sua utilização, já que vai promover o incremento de atividades altamente consumidoras de água na sua periferia. Mesmo que, inicialmente, a prioridade seja o abastecimento doméstico, é sabido que haverá imensa pressão/lobbying para que esta nova estrutura venha alimentar mais área e consumo de água de culturas e atividades turísticas insustentáveis».

    Lembra também que inundação do vale fluvial resultante da construção da barragem da Foupana «causaria impactes muito substanciais nas comunidades vegetais, ao destruir as formações que se estabelecem ao longo das vertentes e afloramentos rochosos. Estas vertentes são normalmente áreas pouco intervencionadas, pelo que constituem refúgios únicos para algumas formações vegetais muito ameaçadas, que outrora ocupavam áreas maiores, como os zimbrais de Juniperusturbinata subsp. turbinata. e que, a este propósito, interessa salientar que esta área alberga nove habitats protegidos de acordo com a legislação comunitária e nacional»

    O impacte far-se-á igualmente sentir de forma gravosa ao nível da ictiofauna (espécies de peixes), na medida em que esta ribeira constitui, a par do Vascão, um dos locais onde se encontram as populações mais significativas do saramugo (Anaecyprishispanica), um peixe de água doce residente e endémico que apenas ocorre naturalmente na Península Ibérica e que se encontra classificado como «Criticamente em Perigo de Extinção», e cuja distribuição apenas ocorre na bacia hidrográfica do Guadiana (ICNF, 2008). Para além desta espécie, a fauna piscícola de água doce da Ribeira da Foupana inclui ainda outros endemismos de elevada prioridade de conservação exclusivos da bacia hidrográfica do Guadiana – como a cumba, Barbuscomizo e a boga-do-guadiana, Chondrostomawillkomii.

    Aduzindo razões económicas, a associação Almargem é da opinião que a construção de uma barragem na Ribeira da Foupana «apresenta uma relação custo-benefício claramente negativa, não só face aos elevados custos ambientais, mas também aos económico-financeiros», assinalando ainda a falta de eficácia desta solução, «devido à diminuição da pluviosidade, que torna diminuto o seu contributo para a disponibilidade hídrica da região».

    E é da opinião de que o potencial de poupança de água seria maior se a solução incidisse sobre os diversos usos (agrícola, doméstico e golfe), bem como sobre a indispensável redução de perdas em sistemas de distribuição, quer nas redes urbanas, quer nos perímetros de rega, e sobre a diversificação das origens, através da reutilização de águas residuais e aproveitamento de águas pluviais – esses, sim, recursos a mobilizar.

    Considera a decisão desprovida de suporte técnico-científico, «tendo por base um modelo de gestão dos recursos hídricos profundamente desequilibrado, pesando para o lado da procura, o qual parece ignorar a necessidade de implementação de outras medidas de adaptação complementares em vários sectores a montante, entre as quais: a reutilização de águas residuais, o aproveitamento de águas pluviais e a diminuição dos consumos ao nível dos setores agrícola, turístico e também doméstico».

    Diz que a opção se enquadrada num modelo do passado, «completamente desfasada dos cenários climáticos previstos a médio-prazo. Esta proposta representa, assim, um claro contrassenso face às projeções de disponibilidade hídrica na região do Algarve (veja-se o exemplo da Barragem de Odelouca), devido à menor precipitação esperada ao longo do século XXI, que será insuficiente no final do século para assegurar a sua eficiência (PIAC Algarve, 2019)».

    Concluindo, anota que à semelhança das outras barragens, esta servirá apenas «para suportar o crescimento económico assente numa gestão nada racional da água, que não tem em conta a limitação deste recurso, e que deveria, ao invés, promover prioritariamente a redução do seu uso, a melhoria da eficiência, a reutilização e por último o aumento das disponibilidades através de novas origens de água».

  • Pista de Atletismo de VRSA vai ser renovada

    Pista de Atletismo de VRSA vai ser renovada

    O prazo de execução é de três meses,sendo o financiado obtido a partir da Taxa Turística local. A nova pista contará com oito corredores, áreas técnicas de lançamento e de salto, certificação para provas internacionais e pode responder aos requisitos das competições de atletismo de alto nível.

    A esta operação, junta-se a requalificação da zona de lançamentos, anunciou a autarquia.

  • Universidade de Évora estuda o peixinho bordalo

    Universidade de Évora estuda o peixinho bordalo

    A história é contada por Inês Sequeira, na edição online da Wilder, de 24 de outubro, e refere o trabalho de um grupo de investigadores da Universidade de Évora que «descobriu um comportamento de limpeza entre bordalos, agora descrito pela primeira vez para a Península Ibérica e para peixes de água doce, na natureza».

    Os bordalos (Squalius alburnoides) são pequenos peixes que, em todo o mundo, se observam apenas em Portugal e Espanha, onde habitam algumas das principais bacias hidrográficas, incluindo a do Guadiana.

    Foi num afluente deste rio, a ribeira do Vascão, que cientistas ligados à Universidade de Évora filmaram um comportamento de limpeza entre peixes desta espécie ameaçada, que poderá ter importância para a sobrevivência futura dos bordalos.

    Veja o resto da reportagem em https://www.wilder.pt/historias/na-ribeira-do-vascao-no-alentejo-estes-pequenos-peixes-ajudam-se-uns-aos-outros

    Foto: Universidade de Évora

  • Huelva contrata para reparar danos da tempestade Bernard

    Huelva contrata para reparar danos da tempestade Bernard

    A operação é liderada por Pilar Miranda, segundo o Huelva Informatión, que conduz uma operação que inclui diversas medidas, aprovadas em sessão plenária, «para solicitar a declaração de zona catastrófica para a capital e processar as modificações e reservas orçamentais necessárias para activar um Plano de Contingência de quase um milhão de euros destinados a cobrir contratos e medidas urgentes para a recuperação da cidade».

    Assim, cerca de 100 pessoas, entre novos contratos e serviços extraordinários, reforçaram os quadros municipais para a realização de ações especiais que visam atenuar os efeitos da tempestade.

    Especificamente, no departamento de Limpeza, foram contratados 30 novos trabalhadores para integrar o quadro regular, reforçando os turnos da manhã e da tarde com 15 pessoas. Um reforço de pessoal que também é acompanhado de meios materiais como camiões de fiscalização e caixa aberta e grandes varredores rebocados.

  • Ponte Alcoutim – SanLúcar de Guadiana vence mais uma etapa

    Ponte Alcoutim – SanLúcar de Guadiana vence mais uma etapa

    ponte de alcourim 1

    Tendo financiamento assegurado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), este investimento público será concretizado pelo Município de Alcoutim, contando com a intermediação e colaboração técnica da CCDR Algarve, na ligação à Estrutura de Missão Recuperar Portugal e com as diversas autoridades espanholas e andaluzas, constituindo um projeto que mobiliza o Município de Alcoutim e o Ayuntamento de Sanlúcar de Guadiana.

    ponte de alcourim 3
  • António Cabrita apresentou «Na Bordinha D’Água»

    António Cabrita apresentou «Na Bordinha D’Água»

    Na mesa, estiveram presentes, para além do autor, Assunção Constantino, da Biblioteca Municipal Vicente Campinas que conduziu a cerimónia, Álvaro Araújo, presidente da câmara municipal de Vila Real de Santo António, Luís Filipe Rodrigues, presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova de Cacela e José Estêvão Cruz, nosso diretor, que fez a recensão da obra.

    Durante a leitura, verificou-se que a poesia de António Cabrita ganha outra dimensão quando lida em voz alta e tal foi notado não apenas numa única leitura, mas em todos os participantes dos «Poetas do Guadiana» que fizeram a leitura.

    na bordinha dagua cabrita 4

    Entre palavras, o violinista Ayamontino, Paco Barrera, tocou para a assistência trechos de música clássica.

    Leram poemas do livro «Na Bordinha DÁgua», António Machado, Áurea Nobe, Célia Segura, Clémen Esteban Lorenzo, Ema sequeira e José Carlos Barros,

    A análise ao livro

    Convidado pelo autor para fazer a apresentação do seu livro, José Estêvão Cruz disse:

    «Os poemas que compõem este livro de António Cabrita relatam as reflexões, inquietações, a rejeição, o apoio, as maneiras de que tem de ver e de ser e, ainda, as que a presença diária numa praia como a da Manta Rota, de areia fina e mar tranquilo, suscita em todos quantos conseguem ver para além dos grãos de areia e do marulhar das ondas, na imensidão do mar em frente, acrescentam reflexões, alegrias, angústias e criam a inquietação e a vontade de plasmar os sentimentos muito pessoais em forma de verso.

    na bordinha dagua cabrita 2 1
    Autógrafos

    Este livro é todo ele António Cabrita na sua autenticidade, na sua personalidade impactante, na maneira de ser controversa, direta, sem filtro, com algum calão à mistura, que em toda a sua vida expôs onde esteve, inclusivamente nos areópagos da política.

    A capa do livro, só por si, mostra um quadro para além da beira de água que lhe dá nome, onde é possível, no mesmo enquadramento, avistar a mata vetusta e as duas cidades irmãs, Vila real de Santo António e Ayamonte, banhadas pelo Guadiana, o grande rio do Sul, as quais fizeram nascer no António e noutros poetas locais. nos quais me integro, a vontade de constituir um grupo que desse expressão e divulgação à nossa veia poética, afirmando e formando os «Poetas do Guadiana».

    na bordinha d'Água cabrita 3
    Sala cheia

    No grupo dos «Poetas do Guadiana», António Cabrita é um destacado membro, pela capacidade de coordenação e organização e, mais do que estas competências, na atividade da sua presença e participação em dezenas de eventos já realizados, contando com respeito e o carinho não apenas do que estamos na margem direita do Guadiana, mas também nos poetas participante da vizinha Ayamonte, cuja da vida cultural, em várias artes, faz parte da respiração da cidade. Atividade que tem também prolongado por vários lugares da província de Huelva.

    Os poemas, de cunho muito pessoal e por vezes com arguta dureza para os que considera adversários, própria da sua inegável e controversa maneira de pensar e da forte personalidade; própria das reflexões sobre a vida e o lugar que cada um nela ocupa,  os poemas, sublinho, não se livram da outra paixão do autor, a gastronomia, atividade que abraçou e ocupa agora o lugar, durante o interregno autoproposto, da sua atividade autárquica, onde desempenhou um papel decisivo para as posições da força política que ali representou, no plano local.

    O grupo Coração da Cidade fez as honras do ligeiro lanche, no final.

  • Estudantes de línguas ibéricas em encontro transfronteiriço

    Estudantes de línguas ibéricas em encontro transfronteiriço

    A iniciativa, marcada para as 16:00 horas, ocorre no no âmbito do Dia Europeu das Línguas e no Ano Europeu das Competências, tendo por mote «As línguas ligam-nos».

    O encontro é organizado pela Europe Direct em conjunto com a UTL/Akivida, com a participação da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, da Câmara Municipal de Huelva, da Escola de Línguas de Huelva e outras entidades.

  • Conferência em Mértola sobre sequeiro e a água

    Conferência em Mértola sobre sequeiro e a água

    Uma década de anos secos, a fazer com que os sistemas agrícolas extensivos do Sul do Baixo Alentejo, fundamentalmente os de sequeiro, enfrentem, no curto prazo, sérios problemas de viabilidade, podendo comprometer, num futuro relativamente próximo, a sua continuidade, é a motivação para o debate a realizar na vila alentejana, banhada pelo rio Guadiana, de curso cada vez mais minguado.

    Estará em avaliação, para o cálculo de medidas a tomar, «o potencial lesivo que esta situação encerra, não só para estes sistemas de agricultura, mas também para os territórios em que estão implantados, aconselha uma reflexão profunda acerca das principais dimensões do problema e das eventuais soluções, desde a agronómica e a hidrológica, passando pela social, económica e territorial, até – e com particular destaque – à política agrícola».

    A conferência pretende ser o primeiro passo de um processo de construção de soluções que permitam às explorações agrícolas destas regiões responder ao quadro climático atual, mantendo um tecido produtivo que, além da função económica, contribua para a estruturação social e territorial desta fatia significativa do território nacional, anunciam os promotores.

    cartaz da conferência
    image
  • Ministra espanhola coloca feriado da «Hispanidad» em risco

    Ministra espanhola coloca feriado da «Hispanidad» em risco

    Aparentemente a dar um tiro no pé do Governo espanhol e a criar mais um incidente, em época de difícil de negociações para a formação de um novo executivo em Espanha, a ministra em exercício dos Direitos Sociais e da Agenda 2030 e secretária-geral do partido Podemos, Ione Belarra, diz acreditar que a Espanha, que hoje celebra o Dia da Herança Hispânica, deveria considerar seriamente deixar de comemorar o seu dia nacional no aniversário de um «genocídio» contra o povo da América Latina.

    O dia 12 de outubro é para a economia do concelho de Vila Real de Santo António um dos mais altos na frequência de espanhóis, que aqui veem por ocasião da Feira da Praia, pelo que esta notícia, caso venha a passar de um desejo ou apenas da opinião de uma ministra, poderá colocar em causa um dos pilares do comércio local.

  • Odiana e município de Alcoutim retomam cestaria e tecelagem

    Odiana e município de Alcoutim retomam cestaria e tecelagem

    Esta iniciativa alia o artesanato e a criatividade à inclusão social e aborda várias temáticas, desde a cestaria à tecelagem, esperando que os resultados espelhem a criatividade e a mestria dos participantes no corte da cana, no manuseamento na elaboração de cestos, e na aprendizagem de técnicas no processo de tecelagem.

    «As atividades decorrem em coletivo e pretendem, de forma lúdica, instigar técnicas e a capacidade criativa dos formandos, tendo como ímpeto o combate ao isolamento e à solidão, com ênfase no grupo sénior. A meta é melhorar a vida da comunidade através da dinamização de atividades culturais e de artesanato que acrescentem valor e inovação ao desenvolvimento local e promovam a inclusão social», explica a Associação Odiana que implementa o projeto.

    O «VILAS EM MOVIMENTO» é um projeto financiado pela Fundação Galp e promove a inovação e o desenvolvimento local assim como a inclusão social, alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

    Este projeto, com início em 2022 e com duração até 2024, está em implementação no concelho de Alcoutim, através da ODIANA e a colaboração com a Câmara Municipal de Alcoutim, e a Odiana tem por objetivo estendê-lo aos concelhos de Castro Marim e Vila Real de Santo António.

  • Quintos organiza percurso na margem do Guadiana

    Quintos organiza percurso na margem do Guadiana

    O trail longo estende-se por 27 quilómetros, com duração estimada de quatro horas, e a prova curta conta tem 14 quilómetros, com tempo mínimo de três horas. Há ainda a opção da caminhada de 10 quilómetros, sem vertente competitiva e sem tempo limite. A maior parcela dos trajetos acompanha o Guadiana, com passagens pelos antigos moinhos do rio.

    A prova tem por fim dar a conhecer a dinâmica da aldeia enquanto e permite usufruir de uma manhã repleta de aventura e convívio por caminhos rurais, moinhos e trilhos da nossa histórica aldeia.

    As inscrições no trail, organizado pela Secção de BTT da Casa do Povo de Salvada, com o apoio da Câmara Municipal de Beja e União de Freguesias de Salvada e Quintos, podem ser feitas até 10 de outubro através do site da Acorrer, os preços variam entre os 10€ e os 13€, conforme a distância. O valor inclui a oferta de uma T-shirt e do almoço composto por caldo verde e bifanas.

  • Requalificado o serviço de autocaravanas na Manta Rota

    Requalificado o serviço de autocaravanas na Manta Rota

    O município de Vila Real de Santo António requalificou a ASA da praia da Manta Rota e ampliou as condições de conforto, com melhoramento da e melhorado a sinalética e das informações prestadas aos utentes, tendo também renovado a imagem do equipamento e apresentado um novo logótipo, para uniformizar os espaços.

    A câmara municipal aplicou uma nova linha gráfica em estruturas de sinalética, em diversos idiomas, de forma a facilitar a informação e a comunicação com os utentes, que são maioritariamente de nacionalidade estrangeira. Novas formas de pagamento foram disponibilizadas, designadamente, por cartão bancário e MBWay, nas caixas automáticas.

    No início do mês de novembro a autarquia anunciou que executará a mesma operação de requalificação na Área de Serviço de Autocaravanas de Vila Real de Santo António, situada na zona da muralha , junto ao rio Guadiana.

    Esclareceu que «todos estes investimentos contribuem para a melhoria da oferta dos serviços turísticos prestados pelo município de VRSA, já que a região do Algarve é o destino mais procurado pelos auto caravanistas em Portugal, durante os meses de Inverno».

    A câmara municipal chamou a atenção para o facto de que, durante todo o seu período de funcionamento, a ASA/Parque de Autocaravanas da Manta Rota, regista níveis de ocupação máxima, «reflexo da sua localização privilegiada junto ao mar, da sua segurança e dos serviços prestados».

  • Raul Rodriguez no Espaço Guadiana em Alcoutim

    Raul Rodriguez no Espaço Guadiana em Alcoutim

    Raul Rodrigues é um músico e antropólogo, produtor, compositor, cantor e guitarrista e criador do «Três Flamencos», um novo instrumento desenhado e criado por si próprio, no qual fusiona a guitarra flamenca, espanhol flamenco e o três cubano, criando um novo som com influências de heranças latinas cruzadas, a qual permite interagir com músicos de outras culturas.

    O músico tem uma forte ligação ao Guadiana, a Sanlúcar de Guadiana e a Alcoutim, dado que na sua infância e parte de adolescência viveu em Sanlúcar de Guadiana, tendo aqui muitos dos seus amigos, e nutrindo pelo território um carinho especial que se sentiu este ano no lançamento do seu “De Vuelta a Casa”, com imagens gravadas nas duas vilas transfronteiriças.

    Licenciado em Geografia e Historia y Antropologia Cultural por la Universidade de Sevilha, a formação fortemente relacionada com o seu percurso e trabalho musical. Nele estabelece uma aliança entre a investigação AntropoMúsica criativa do cante de várias origens e as conexões profundadas entre a música flamenca e o entramado cultural das Caraíbas, a África e a Andaluzia.

    Desde 1992, trabalha como músico de apoio de grandes artistas espanhóis como Kiko Veneno, Martirio (sua mãe), Javier Ruibal e Juan Perro (Santiago Auserón), para além de grandes nomes da World Music Internacional, e desenvolve projetos seus como os grupos Caraoscura (1992- 95) e Son de la Frontera (2003-2008).

    Recentemente, no mês de março deste ano culminou a sua trilogia criativa de sons das Caríbas, África e Andaluzia, com a publicação do disco- livro “La Razón Elétcrica”, que completa o trabalho de investigação musical iniciado com “Razon de Son” de 2014 e continuado com a “Raiz Eléctrica” em 2017.

    Raul Rodriguez sobe ao palco em Alcoutim, com o grupo 3 Power Trio, acompanhado de Juanfe Pérez, no baixo e Jimmy Gonzalez, na Bateria.

    O espetáculo será antecedido pelo lançamento do novo vídeo promocional da Marca de Fronteira Alcoutim – Sanlúcar de Guadiana, trabalho realizado pela Produtora Viralata (empresa de Braga e do Brasil) nos passados meses de junho e julho, e que ficciona, com recurso à animação, um conto do Livro “Águas do Meu Contar”, de Carlos Brito, intitulado “O Manton de Manila”, que se trata de uma estória de contrabando no Guadiana em época de Natal.

  • Feira de Outono e do Cavalo de Huelva em Lepe

    Feira de Outono e do Cavalo de Huelva em Lepe

    A contar com o cartaz publicitário do designer gráfico de Almonte, Juan Antonio de la Torre , os certames foram apresentados na presença da presidente da autarquia de Huelva, Pilar Miranda e do presidente da Associação Huelva Ecuestre, José Manuel Sayago.

    O programa será apresentado nas próximas semanas e incluirá um dia de Homenagem à Mulher, passeios a cavalo e arreios, exposições das escolas equestres e vaqueiros. adestramento com uma programação de participantes considerados de grande qualidade e nível. Consolida-se o dia do Choquito Frito , reforçado este ano, a partir do meio-dia, com um Festival de Sevilhanas, protagonizado por grupos de Huelva, o qual que será organizado pela Câmara Municipal de Huelva.

    A Câmara Municipal de Huelva recordou que a Feira do Cavalo tem como objetivo destacar o setor equino de Huelva como gerador de uma importante atividade económica, desportiva, cultural e de criação de emprego, que também contribui para a manutenção da biodiversidade pecuária de forma sustentável e para a conservação do ambiente ambiental e social. 

    O designer gráfico Juan Antonio de la Torre, nascido em Almonte, é o autor do cartaz de uma edição que duplica os estandes, passando de 20 no ano passado para 40.

  • Um milhão para as escola do ensino básico em VRSA

    Um milhão para as escola do ensino básico em VRSA

    O objectivo é o de que «os docentes desenvolvam as atividades com os alunos, sem necessidade de recurso constante aos Encarregados de Educação». O material já está a ser entregue às escolas. Desta forma, o município preparou um conjunto abrangente de iniciativas e apoios destinados a garantir o sucesso escolar e o bem-estar da comunidade educativa.

    O município de anunciou ter sido iniciado o ano letivo com um «incremento significativo de Assistentes Operacionais em todas as escolas, cumprindo os rácios estabelecidos, ação que reforça o empenho contínuo na garantia das melhores condições de apoio, acompanhamento e vigilância dos alunos».

    Referindo-se à requalificação, manutenção e apetrechamento do parque escolar, a Câmara Municipal diz ter avançado com a modernização dos equipamentos informáticos, tendo adquirido computadores, projetores e monitores para as escolas do 1º ciclo.

    Ao nível das intervenções nos edifícios, foram efetuadas obras de remodelação do pavimento em oito salas da EB1 Caldeira Alexandre – edifício norte.

    Na EB1 / JI Santo António, a Câmara Municipal procedeu à substituição do piso do parque infantil. A obra permitiu a colocação de um novo piso com condições técnicas de maior durabilidade e resistência.

    Para ampliar os níveis de conforto térmico para alunos e docentes, foram instalados diversos aparelhos de ar condicionado em salas do 1º ciclo.

    Estás prevista uma verba para a ampliação e requalificação da Unidade de Ensino Estruturado da EB 1 Caldeira Alexandre, adequando-a às atuais necessidades e exigências da Educação Inclusiva.

    Esta obra tem em consideração o aumento de alunos utilizadores da Unidade de Ensino Estruturado e tem em vista «promover o desenvolvimento de terapias mais eficazes, nomeadamente a Abordagem Snoezelen».

    Considerando que muitos agregados do concelho de Vila Real de Santo António apresentam uma frágil condição económica e dificuldades em adquirir os livros de fichas complementares ao estudo, que são sugeridos pelos docentes para melhorar o desempenho dos alunos, a autarquia decidiu alargar a atribuição legalmente prevista no âmbito da ação social escolar e vai apoiar 775 alunos do 1.º ciclo do ensino básico da rede pública na aquisição dos livros de fichas.

    O município e as Juntas de Freguesia realizaram várias intervenções de melhoria nos diversos edifícios escolares do concelho, nomeadamente ao nível das pinturas, reparações elétricas, canalizações, entre outros.

    Além de todos os investimentos, a autarquia de VRSA afirma que «continua a garantir, da melhor forma, a concretização de todas as suas competências no domínio da educação. Disso são exemplo a gestão dos refeitórios escolares, a gestão dos transportes escolares, incluindo o transporte adaptado para alunos com necessidades específicas, o desenvolvimento das Atividades de Enriquecimento Curricular no 1º ciclo (investimento de 110 mil euros), a promoção das medidas de ação social escolar e a cobertura de todas as despesas inerentes ao funcionamento dos estabelecimentos de ensino do concelho».

  • Benefícios fiscais em IRS e IMI no concelho de Alcoutim

    Benefícios fiscais em IRS e IMI no concelho de Alcoutim

    A redução da taxa de IMI para as famílias com filhos, procura ser, como afirma o presidente do executivo Osvaldo Gonãlve, «mais um fator de diferenciação positiva do município, potenciador de atração e fixação de residentes e incentivador do aumento da população no nosso concelho», sendo conjugada com o Programa de Incentivo à Natalidade, que apoia as famílias com cinco mil euros, por cada criança nascida no concelho,

    A Câmara Municipal de Alcoutim deliberou, prescindiu da coleta de 5% em sede de IRS sobre os rendimentos auferidos pelos contribuintes individuais com domicílio fiscal no município e fixou pela taxa mínima (0,3%) o IMI a cobrar no próximo ano, bem como aprovou a redução máxima prevista na lei da taxa do IMI de acordo com o número de dependentes.

    Quanto aos prédios urbanos arrendados destinados a habitação permanente, o Município deliberou ainda fixar a percentagem máxima prevista na lei, a redução de 20%, da taxa de IMI a aplicar.

    No que respeita à aplicação do coeficiente familiar, os benefícios fiscais traduzem-se numa redução da taxa de IMI a aplicar ao prédio urbano destinado à habitação própria e permanente do sujeito passivo de acordo com o número de elementos que compõem o agregado familiar, sendo de 20 euros para as famílias com um filho, 40 euros para as famílias com dois filhos e 70 euros para as famílias com três ou mais dependentes a cargo.

    Ainda segundo Osvaldo Gonçalves, as famílias com dependentes têm despesas acrescidas e devem ser destacadas, valorizadas e protegidas como pilar da nossa sociedade”, por facilitarem a vida às famílias que se vêm em dificuldades para fazer face aos seus compromissos financeiros em consequência da atual conjuntura económica.

  • Pequenas e Médias Empresas marcam encontro em Serpa

    Pequenas e Médias Empresas marcam encontro em Serpa

    A iniciativs tem lugar às 15h00, no Centro Cultural Musibéria, em Serpa, e conta com o apoio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional, da Câmara Municipal de Serpa e da CCDR Alentejo.

    A CPPME considera fundamental a realização deste encontro, uma vez que já se encontra definida a Estratégia Comum de Desenvolvimento Transfronteiriço, «cujo modelo de governação requer a cooperação entre todos os níveis da administração, bem como o reforço da colaboração público-privada».

    O objetivo é reunir os diversos agentes locais, autarquias, associações, empresários, na procura de os sensibilizr para uma dinâmica conjunta de desenvolvimento económico e social transfronteiriço, esclarecer sobre os meios existentes e criar sinergias locais e regionais para a sua aplicação e desenvolvimento a médio e longo prazo.

    Estão previstas as participações de Isabel Ferreira, secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, João Efigénio Palma, presidente da Câmara Municipal de Serpa, António Ceia da Silva, presidente da CCDR Alentejo, João Bule, coordenador Nacional do POCTEC, Raquel Rocha, responsável pelo Núcleo da Coesão da CCDRA

  • Ronqueio público do atum em Isla Cristina

    Ronqueio público do atum em Isla Cristina

    A demonstração esteve integrada numa vasta programação do «Encontro de Capitães de Almadrava», que decorre até ao próximo dia 17 de Setembro, na localidade andaluza, dentro da «ProgramaçãoXXI», da associação «Amigos del Atun» .

    Almadrava é o nome dado pelos nossos vizinhos à ancestral armação de atum. Ronquear o atum significa, para o artesão que o faz, separar o corpo do animal em 18 partes. Na cabeça, mormo, rabinho, contra-mormo, galete, faceira, grelha e coração. No quadro negro, lombo, prato, espineta negra, descargado, sangacho, cola negra. No quadro branco, barriga, descarregamento, sangacho, tarantelo, espinheta brana, rabo branco, barbatana.

    A designação é atribuída ao ronco da lâmina do esquartejamento do peixe, ao passar nas vértebras do animal, mas um professor francês de Filologia da Universidade de Alicante, fala de uma faca chamada Ronco.