FOZ – Guadiana Digital

Categoria: Guadiana

  • Cooperação transfronteiriça no Guadiana interior

    Cooperação transfronteiriça no Guadiana interior

    No encontro foi feita a avaliação de projetos de cooperação transfronteiriça, de fortalecendo laços e do delinear de iniciativas conjuntas para o desenvolvimento sustentável da região.

    Os representantes das entidades envolvidas partilharam ideias, discutiram desafios comuns e exploraram oportunidades de colaboração.

    A sinergia entre Alcoutim, Mértola e a Mancomunidad Beturia demonstra o compromisso comum de promover o crescimento económico, social e cultural, numa perspetiva transfronteiriça.

  • Guadiana o Grande Rio do Sul

    Guadiana o Grande Rio do Sul

    O rio Guadiana é um rio da Península Ibérica que nasce a uma altitude de cerca de 1 700 m, nas lagoas de Ruidera, na província espanhola de Cidade Real, renasce nos Ojos del Guadiana e desagua no oceano Atlântico (mais precisamente no golfo de Cádis), entre a cidade portuguesa de Vila Real de Santo António e a espanhola de Ayamonte.

    Com um curso total de 829 km, é o quarto mais longo da Península Ibérica. A bacia hidrográfica tem uma área de 67 700 km², situada, em grande parte, em Espanha (cerca de 55 000 km²).

    Percorre a Meseta Sul na direção leste-oeste e, perto da cidade espanhola de Badajoz, toma o rumo sul até à foz. O Guadiana faz fronteira entre Portugal e Espanha, desde o rio Chança até à foz. No troço entre o rio Caia e a ribeira de Cuncos a fronteira não está demarcada devido ao litígio fronteiriço de Olivença, entre a ribeira de Olivença e a ribeira de Táliga.

    O Guadiana é navegável até Mértola numa distância de 68 km. No seu curso português foi construída a Barragem de Alqueva, na região do Alentejo, que criou o maior lago artificial da Europa.
    Os seus principais afluentes são, pela margem direita: Záncara, Ciguela, Bullaque, Degebe e a Ribeira do Vascão. Pela margem esquerda são afluentes principais o Guadiana Alto, Azuer, Jabalón, Zújar, Matachel, Ardila e o Chança.

    Créditos: Taberna do Liberato – Moura

  • Corredor Internacional Sines-Caia também terá passageiros

    Corredor Internacional Sines-Caia também terá passageiros

    A bordo de um veículo de inspeção da Infraestruturas de Portugal (IP) ao longo do troço Évora – Freixo, os técnicos responsáveis pela obra explicaram na presença do secretário de Estado das Infraestruturas, Frederico Francisco, do Presidente da IP, Miguel Cruz, autarcas da região e jornalistas, quais as caraterísticas mais importantes desta nova linha ferroviária, a primeira considerada de alta velocidade a ser construída em Portugal, cujo valor de investimento ronda os 500 milhões de euros.

    Na ocasião, o presidente da Câmara Municipal de Évora fez questão de salientar a importância da possibilidade de inclusão do transporte de passageiros. Obteve da parte do Secretário de Estado a garantia de que esta linha foi concebida também com esse objetivo.

    Frederico Francisco, respondeu a Carlos Pinto de Sá afirmando que, apesar de não estarem planeadas estações específicas para passageiros, o projeto foi concebido também com esse objetivo para todo o trajeto, e que este deverá ter paragens em Évora e Elvas.

    Quanto a prazos, o Secretário de Estado admitiu algum atraso, mas adiantou que a conclusão deverá acontecer no início de 2025.

  • Eurocidade leva Reis Magos a Vila Real de Santo António

    Eurocidade leva Reis Magos a Vila Real de Santo António

    Durante toda a manhã, os Reis Magos estiveram presentes na Vila Natal, onde receberam, com muita alegria, as crianças das escolas do concelho português e desfilando pelas ruas da cidade, com distribuição de doces e confeti, especialmente para as crianças, no recinto da Vila Natal​​​​, com os Reis Magos a cumprimentaram todos os transeuntes, e, ainda, com visita ao Presépio Gigante, instalado no Centro Cultural António Aleixo.

    Este evento, integrante das celebrações do Dia de Reis, é uma parte significativa das atividades da Eurocidade do Guadiana, colaboração transfronteiriça entre Ayamonte, Espanha, e os concelhos de Vila Real de Santo António e Castro Marim.

    Crianças assistindo evento cultural ao ar livre.
    reis magos 1 vrsa

    O encontro cultural destaca-se pela recriação da tradição espanhola da «Cabalgata de Reyes», um cortejo que habitualmente atrai centenas de pessoas nas cidades e vilas espanholas.

    Este evento reflete a rica interação cultural entre Portugal e Espanha e é uma demonstração vibrante das tradições partilhadas e do espírito comunitário na região da Eurocidade do Guadiana.

    A iniciativa faz parte das atividades da Eurocidade do Guadiana e das celebrações de Natal em VRSA e recria a tradição da «Cabalgata de Reyes», cortejo que atrai centenas de pessoas até às ruas das cidades e vilas espanholas, e terá lugar no dia 5 de janeiro de 2024, a partir das 16:00 horas, hora espanhola, em Ayamonte.

  • Barquinhos de papel com poemas às musas do Guadiana

    Barquinhos de papel com poemas às musas do Guadiana

    A seguir, com poemas escritos em folhas de A4 ou em guardanapos de papel, fizeram-se barquinhos, os quias foram colocados nas águas mansas do esteio que desagua no rio Guadiana, precisamente quando a maré deslizava já para a barra, levando-os para animar as ninfas do rio, no final de mais um ano das nossas vidas, para agredecer às musas.

  • Exposição Imersiva permanente da Reserva do Sapal

    Exposição Imersiva permanente da Reserva do Sapal

    Com esta exposição, a reserva pretende proporcionar aos visitantes uma compreensão profunda da dinâmica do seu ecossistema e da forma de organização do espaço natural, cultural e patrimonial do território.

    A ação integra um conjunto de iniciativas financiadas pelo Fundo Ambiental, no âmbito do Plano de Recuperação de Resiliência (PRR). Passam a existir duas novas portas de entrada nos postos de turismo de Castro Marim e de Vila Real de Santo António;

    O projeto tem como principais públicos-alvo, não apenas os turistas que visitam a região, como a comunidade escolar dos concelhos da Reserva e dos concelhos limítrofes, com grande ênfase na educação ambiental e na sensibilização da população local para o património natural.

    A Comissão de Cogestão da RNSCMVRSA é composta pelo ICNF, pela Associação Odiana, e pelos Municípios de Castro Marim e Vila Real de Santo António.

    O Programa inicia-se às 15:30 horas com uma sessão solene no no auditório da sede da Reserva Natural, onde as boas vindas serão dadas diretor Regional da Conservação da Natureza e Florestas do Algarve, Castelão Rodrigues, seguindo-se umas palestra pelo presidente da Comissão de Cogestão, Francisco Amaral, sob a Reserva e outra «Contributo da Cogestão na Valorização das Áreas Protegidas», pelo secretário de Estado da Conservação da Natureza e das Florestas, João Paulo Catarino.

    Segue-se a inauguração da Exposição do Centro de Interpretação da Reserva Natural, com visita guiada/acompanhada por Rosa Madeira à exposição.

  • Bolo rei gigante em Vila Real de Santo António

    Bolo rei gigante em Vila Real de Santo António

    Durante três dias e à frente de uma equipa de oito pasteleiros, o Chefe Filipe Martins, com o estabelecimento «A Padaria» repetiu, em Vila Real de Santo António, um feito semelhante ao de Olhão.

    Multidão reunida em evento ao ar livre.

    Em dia de sol perene algarvio, esplendoroso e forte, neste final de Outono, prestes a despedir-se, numeroso público saiu de casa para assistir ao evento pouco comum e a provar uma fatia da iguaria própria da época.

    O presidente da câmara municipal, acompanhado pelos seus vereadores e pelo presidente da Junta de Freguesia, esteve presente no momento do corte da primeira talhada, recebida com uma calorosa salva de palmas, ao som da Banda Filarmónica da Associação Cultural de Vila Real de Santo António.

    Banda musical natalícia atua na rua, Portugal.
    natal bolo rei gigante banda
    com Arenilha TV
  • Casal de Ayamonte decora casa e rua com Natal

    Casal de Ayamonte decora casa e rua com Natal

    A magia do Natal está também na rua «Cuna», em Ayamonte, construída e montada por Bella e António, amantes de filmes da quadra natalícia.

    Decoraram a própria casa e a rua com a sua arte e paixão, transportando o que observavam nos filmes para a realidade do próprio Natal.

    Hoje, a magia do cinema encontra-se às portas deste casal encantador, que convida todo o mundo para visitar as suas criações, num belo partilhar de um talento que se descobre nas decorações de Natal.

    por Carmo Costa, Guadinforma.
  • José Estêvão Cruz apresenta «Bochorno e Calmaria»

    José Estêvão Cruz apresenta «Bochorno e Calmaria»

    No âmbito das tertula transfronteirça «Poetas do Guadiana», de que é membro fundador, José Estêvão Cruz, apresenta, no próximo dia 15 de Dezembro, às 18:00 horas, na Biblioteca Municipal Vicente Campinas, em Vila Real de Santo António, o livro de poesia BOCHORNO E CALMARIA.

    Trata-se do quarto livro de poemas do autor, que tem também editados três romances pela Editora Guadiana e outros três pela Viprensa – Jornal do Algarve.

    José Estevão Cruz nasceu a 20 de julho de 1947, em Vila Real de Santo António, estudou nas escolas secundária de Vila Real de Santo António e de Faro. Concluiu o Curso de Formação Bancária. Foi empregado bancário.

    Desde cedo se dedicou à escrita, mas apenas publicou o primeiro romance em 1996. Entretanto, foi jornalista, tendo sido premiado pela RTA e mérito pelo Governo.

    Foi também deputado pelo PCP na Assembleia da República e exerceu diversos cargos no município de Vila Real de Santo António, onde atualmente exerce o cargo de deputado municipal.

    É diretor deste diário FOZ – Guadiana Digital.

    OBRAS DO AUTOR:
    Livros de José Estêvão Cruz empilhados.
  • Odiana faz 25 anos de luta pelo interior algarvio

    Odiana faz 25 anos de luta pelo interior algarvio

    A Odiana, que atua nos territórios dos municípios de Alcoutim, Castro Marim e Vila Real de Santo António, foi fundada no ano de 1998 e consolidou-se como uma referência incontornável no desenvolvimento do Baixo Guadiana.

    Tem assumido um papel fundamental no desenvolvimento dos municípios e sua atuação, de caráter multidisciplinar no território, «visa ser um ponto de convergência estratégica para o desenvolvimento conjunto, baseado na utilização e potenciação dos recursos locais, património e comunidade, de forma sustentáve

    Ao entrar nos seus 25 anos, a Odiana afirma manter «um foco inabalável nos seus domínios de intervenção, incluindo Promoção Territorial, Desenvolvimento Local, Planeamento e Ordenamento, Formação Profissional, Desenvolvimento Social, Apoio ao Investimento e Assessoria técnica e intermunicipal».

    Para comemor o 25º aniversário, teve em considerando o atual contexto nacional e global, marcado por crises ambientais, políticas e financeiras, e optou por uma celebração modesta, a qual incluirá, a realização de dinâmicas relacionadas com a Associação e o Baixo Guadiana, destacando personalidades importantes que passaram pela Odiana, a partilha de produtos e gastronomia típica do território e curiosidades locais.

    Os responsáveis não veem no aniversário apenas uma celebração do passado, mas também uma reafirmação de um compromisso contínuo com a inovação, qualidade e respeito pelo Baixo Guadiana.

  • Alcoutim galardoado como amigo do desporto

    Alcoutim galardoado como amigo do desporto

    O Galardão de «Município Amigo do Desporto» é um reconhecimento público de excelência nas práticas adotadas pelo município na promoção do desporto e atividade física. Este sistema de reconhecimento destaca o compromisso de Alcoutim ao proporcionar oportunidades de atividade física e desportiva à sua comunidade, promovendo assim um estilo de vida ativo e saudável.

    Ali se entende que galardão «reforça a visão do município de Alcoutim em promover um ambiente de bem-estar e desenvolvimento sustentável para a sua comunidade» e que a a autarquia se orgulha de ser reconhecida como «uma entidade que trabalha incansavelmente em prol do progresso e do bem-estar de todos os seus habitantes».

  • Portugal e Espanha não cumprem a Convenção da Água das Nações Unidas

    Portugal e Espanha não cumprem a Convenção da Água das Nações Unidas

    Afiram que desde que os dois países assinaram a Convenção de Albufeira e a Convenção Internacional da Água da ONU, houve um «aumento significativo dos conflitos pela água, devido aos impactos das alterações climáticas e aos consumos crescentes, muitos deles evitáveis e supérfluos. Associado à retirada excessiva de água dos rios e do subsolo houve um declínio da biodiversidade, devido à poluição e à má gestão da água».

    As organizações signatárias são da opinião que a Convenção de Albufeira, na sua forma atual, é inadequada para enfrentar os problemas existentes. Nos últimos anos, organizações de ambiente e da sociedade civil têm trabalhado por melhorias na cooperação transfronteiriça entre as autoridades portuguesas e espanholas em matéria de gestão da água.

    Em dezembro de 2022, cinco destas organizações decidiram informar o Comité de Implementação da Convenção da Água da ONU sobre «as deficiências no planeamento pelos dois países, a falta de transparência e as dificuldades de envolvimento no processo de planeamento». Na opinião das organizações, Portugal e Espanha não cumprem os requisitos da Convenção da Água da ONU. Desde então, surgiu uma viva comunicação entre o Comité de Implementação da Convenção da Água da ONU e os dois países.

    Apesar de ter ficado claro que Portugal e Espanha estão em estreita comunicação para sincronizar as respostas ao Comité de Implementação, este ainda não está satisfeito com elas. Numa carta de 14 de março de 2023, o Comité de Implementação concluiu que não existe um plano integrado de gestão das bacias hidrográficas partilhadas, tal como estipulado pela Convenção de Albufeira.

    Consequentemente, o Comité coloca como questões as perguntas sobre a razão por que os planos nacionais de gestão de cada uma das bacias hidrográficas partilhadas não são baseados num planeamento integrado ao nível das bacias; porque não existe um secretariado permanente para a Convenção de Albufeira onde cidadãos e organizações possam colocar questões e obter informação; e porque não há uma definição clara sobre o papel e as responsabilidades do secretariado permanente da Convenção de Albufeira.

    O Comité conclui ainda que faltam opções para a participação pública no trabalho da Convenção de Albufeira. Os dois países enviaram as suas respostas a 23 de junho, Portugal e 13 de julho, Espanha, e reiteram novamente que existe coordenação.

    Porém, de facto, asseveram os ambientalistas «os planos de gestão das bacias hidrográficas não estão bem coordenados entre Portugal e Espanha e não está em funcionamento um secretariado conjunto para a Convenção de Albufeira, tal como aprovado pelos dois Governos há 15 anos, em 2008».

    A próxima reunião do Comité, onde será decidido o plano de ação, terá lugar nos dias 11 e 12 de dezembro de 2023.

    NOTA:

    Em 1998, os governos português e espanhol assinaram a Convenção sobre a Cooperação para a Proteção e o Aproveitamento Sustentável das águas das Bacias Hidrográficas Luso-Espanholas, habitualmente denominada por Convenção de Albufeira, na qual se comprometeram a cooperar na gestão dos rios Lima, Minho, Douro, Tejo e Guadiana. A Convenção foi revista em 2008. Além disso, os dois países assinaram a Convenção Internacional da Água da ONU, que também exige que os dois países cooperem nesses rios transfronteiriços.

  • Parque Natural do Vale do Guadiana tem 28 anos

    Parque Natural do Vale do Guadiana tem 28 anos

    São duas semanas em que vão ser desenvolvidas atividades como exposições, observação de aves, caminhadas, webinars e ações de educação ambiental. Amanhã decorre o Dia Aberto do Parque Natural do Vale do Guadiana, a 23 de novembro, é assinalado o Dia da Floresta Autóctone e a 26 de novembro o Dia da Oliveira.

    O Parque Natural do Vale do Guadiana, abrange os concelhos de Mértola e de Serpa, estendendo-se por uma área de 69.6 hectares.

    Iniciativas:

    programa pnvg pag 1 1
    programa pnvg pag 2
  • Trail «Entre os moinhos do Guadiana»

    Trail «Entre os moinhos do Guadiana»

    Segundo aquele jornal. o trail «Entre os moinhos do Guadiana», proporcionou uma excelente manhã de convívio e competição, mesmo com nevoeiro quando do início da preparação do evento, mas que veio a beneficiar da abertura do Sol, com o passar das horas, proporcionado o cenário ideal para correr ou caminhar.

    O terreno estava bem-sinalizado, os trilhos eram divertidos com alguns sobe e desce e com uma paisagem de «cortar a respiração», junto as margens do Rio Guadiana. Os participantes passaram por moinhos, com muita animação e música durante os percursos das três distâncias

    Cerca de 300 atletas repartidos pelo trail curto, Longo e caminhada conseguiram neste dia duplicar a própria população da aldeia de Quintos.

    veja mais em OPraticante
  • Mulheres transfronteiriças e empreendedoras

    Mulheres transfronteiriças e empreendedoras

    Também contribuir com ferramentas y ofocinas para promocionar o empreendedorismo e as iniciativas de trabalho, nas quais seja fomentada a presença feminina.

    Esta actividade é parte das acções do projeto Eures Transfronteiriço , e está inserida nas actividades do Ano Europeu das Competências, com o qual a União Europeia pretende impulsionar a apredizagem continua, oferecendo capacitação às pessoas e empresas que contribuam para a transição ecológica e digital, dando especial relevo o apoio à inovação e competitividade.

    A representação menor de mulheres em profissões e estudos relacionados com a tecnología e ciênia justificam que nestas acções se potencie a presença feminina, As inscrições podem ser realizadas em https://forms.gle/Uv1WtGvEKZn2crPs7

  • Plano de Eficiência Hídrica abordado na Feira da Perdiz

    Plano de Eficiência Hídrica abordado na Feira da Perdiz

    José Apolinário falava em Matinlongo, na abertura da Feira da Perdiz, uma iniciativa do Município de Alcoutim, defendendo o consenso regional em torno da disponibilidade de novas fontes de abastecimento de água, considerando «premente a execução das verbas dos projetos elencados no plano de eficiência hídrica do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), mas também preparar o pós PRR, com o início dos trabalhos de viabilidade económica e técnica de uma conduta de água nos 77 quilómetros entre as barragens de Alqueva e de Odeleite, bem como do projeto da Barragem de Foupana».

    O Presidente da CCDR Algarve destacou igualmente a importância no novo quadro comunitário 2021-2027, a continuidade do Plano de Ação de Desenvolvimento dos Recursos Endógenos (PADRE) no Programa Regional ALGARVE 2030 , incidindo nos territórios rurais e de baixa densidade, com a implementação de ações de valorização económica de recursos endógenos, com vista à diversificação económica, sublinhando e agradecendo o empenho do Município de Alcoutim na realização da Feira da Perdiz, e da promoção associada de produtos locais e do território do interior.

    Nesta 14.ª edição da Feira da Perdiz, voltaram a Martinlongo as empresas e associações ligadas aos setores da caça, pesca e desenvolvimento rural, disponibilizando várias atividades como exposições de espécies cinegéticas, artesanato, atividades equestres, atividades infantis, concurso canino, concurso de matilhas e concurso de mel, e da produção apícola.

  • Encontro Ibérico de Leitores de José Saramago – Ayamonte

    Encontro Ibérico de Leitores de José Saramago – Ayamonte

    maria jose medero

    Este encontro tem também em simultâneo uma exposição comemolrativa que pode ser visitada nos três municípios ao mesmo tempo, constituída por diversos painéis de Saramago. Em Ayamonte esteve presente uma exposição de fotografia, realizada pela associação «Um Quarto Escuro», com base na viagem ao Algarve, contida na obra Viagem a Portugal, de José Saramago, que permanecerá na Casa Grande durante o período em que ali estiverem os painéis.

    fernando horta

    A representar o município de Vila Real de Santo António esteve o vereador da cultura, Fernando Horta que qualificou a iniciativa como um eixo para o desenvolvimento e profundização da identidade dos três territórios municipais, Vila Real de Santo António, Castro Marim e Ayamonte, em algo mais que simplificque e amplie a vida das pessoas que neles vivem, trabalham e disfutam.

    Adriana Nogueira, diretora Regional de Cultura do Algarve, que salientou a importância para o conhecimento da obra do autor de se fazer o percurso da viagem no Algarve, a rota literária do autor na região.

    Carlos Afonso, da associação «Um Quarto Escuro» afirmou que todos os fotógrafor leram o livro de Saramago, Viagem a Portugal, distribuiram os locais que o escritor assinalou na sua obra, o percurso, em numero que rondou os quarenta participantes, durante seis meses de 2022, escolhendo apenas, de entre todos os fotógrafos, uma fotografia por concelho, as que se encontram expostas, com a carecterística de lhes ter sido aplicado um «toque» de preto e branco.

    José Luis Silva, fotógrafo na Oficina Municipal de Lepe, classificou a viagem que realizaram como muito apaixonante e afirmou que era ter «a sorte de poder ler Saramago, viajar com ele, viver os espaços, no instante em que ele os descreveu». Poder disfrutar foi, para os fotógrafos da sua Oficina, muito gratificante e agradeceu aos organizadores do «atrativo evento».

    casa grande ayamonte

    Diego Mesa, o escritor Ayamontino que deu origem a estas iniciativas na região algarvias ao escrever a «Viagem ao Algarve», aproveitando os itinerários e percursos algarvios descritos na «Viagem a Portugal» de José Saramago e membro da organização do evento.

    Recordou que «Saramago, na sua Viagem a Portugal, dedica ao Algarve praticamente cem páginas do seu livro. «Parecendo-me que, vivendo aqui poderia fazer esse percurso. Já passaram muitos anos desde que ele ali esteve, pelo Algarve, Quando iniciei este trajeto, apercebi-me que teria sido impossível que este homem possa ter realizado a viagem em um dia e pudesse dizer que viu o que viu, é impossível, a dificuldade de encontrar uma ou outra igreja fechada ou não encontras a porta à qual tens de bater»

    Esclareceu ter realizado o trabalho com uma enorme ilusão, disfrutei muitíssimo e publiquei um livro em espanhol que se chama «Viaje al sur de Portugal», mas na tradução, decidimos mudar colocando o título em Português «Viagem ao Algarve».

    Diego Mesa, referindo-se ao encontro que estava a decorrer afirmou que a sua origem reside na frase de José Saramago, quando disse um dia que gostaria de se reunir com os seus leitores num único lugar, todos quanto ali possam caber e passar com eles um tempo. Relevou que era a primeira vez que participavam três bibliotecas

  • Obra de José Saramago presente em terras Eurocidade do Guadiana – Castro Marim

    Obra de José Saramago presente em terras Eurocidade do Guadiana – Castro Marim

    Os municípios de Vila Real de Santo António, Castro Marim e Ayamonte, concluiram este fim de semana a sua participação no VIII Encontro Ibérico José Saramango, iniciativa levada a efeito pela Eurocidade do Guadiana com nota cultural bastante positiva, contanto com a participação dos leitores diários de José Saramago.

    Nesta edição, participou também a Fundação José Saramago, com e a Direcção Regional da Cultura do Algarve. As sessões decorreram -na Biblioteca Municipal de Castro Marim, na sexta-feira, dia 10, com a presença da vice-presidente Filomena Sintra, do presidente da câmara Municipal Álvaro Araújo e da tenente-alcaide de Ayamonte, Paloma Ogáyar, terminando com uma palestra por

    tina costa

    Filomena Sintra, vice-presidente da câmara municipal de Castro Marim, depois de dar as boas-vindas aos presentes chamou a atenção de que o VIII Encontro se realizava na nova versão com a Eurocidade do Guadiana, também um dos legados de Saramago, com esta ligação a Espanha e o espaço sem fronteiras que é personificado nesta nova entidade jurídica na Península Ibérica.

    Álvaro Araújo, presidente da câmara municiopal de Vila Real de Santo António, salientou a unidade dos três municípios pela arte e com constantes eventos de grande envergadura, tal como o que decorria, e manifestou-se satisfeito pela pertença destes territórios à Eurocidade.

    Paloma Ogáyar, tenente-alcalde do Ayntamiento de Ayamonte, salientou as facilidades de comuinicação entre os três munícipios e as pessoas que neles vivem, bem como a salutr comunicação entre as autoridades dos três concelhos fronteiriços, deu uma nota das attividades culturais, mas também lembrou as atividades no plano empresarial e desportivo.

    Idália Tiago, da Fundação José Saramago, salientou o importante papel que as bibliotecas desempenharam e desempenham no conhecimento e divulgação da obra de José Saramago, mas também no fato do escritor se ter construído a si próprio pelo acesso aos livros que, nos primeiros anos da sua aprendizagem as bibliotecas lhe proporcionaram, em particular Galveias, aquela que mais gostava. Lembrou que os apelos que José Saramago fazia constantemente à indignação, ao pensamento e à reflexão, a usarmos muitas vezes a palavra não, Lembrou que estamos num ano em que se comemoram os 25 anos da atribuição do Prémio Nobel e também o ano em que se comemoram os 75 anos da assinatura da Declaração Universal dos Direitos do Homem. mas que ouvimos falar muito pouco sobre esta data e a sua celebração e deixou a sua inquietação por este fato, tanto mais que nos 50 anos do Documento, José Saramago o considerava como um instrumento fantástico para a Humanidade.

    Diego Mesa, de Ayamonte, autor da Viagem ao Algarve, inspirada na obra de José Saramago, Viagem a Portugal, lembrou que foi na Bbiblioteca Municipal de Castro Marim que começou a ler José Saramago em portugês, enquanto a filha tinha aulas na piscina de Castro Marim. Deu relevo ao encontro com Paula Santos, da Biblioteca de Beja, que se tinha deslocado para conhecer o homem que estava a falar de Saramago, començando aí a ideira da realização destes encontros ibéricos. Relevou que, sem ela, não poderia ter seguido adiante o trabalho de divulgação da obra e do pensamento de Saramago.

    Carlos Reis

    Carlos Reis, falando sobre «Outros Saramagos ou a Sobrevida do Escritor», lembrou que ele foi o autor de textosd ensaísticos, aqueles que dão vida a um pensamento literário e social e que é essencialmente um pensamento dinâmico e evolutivo, a não dissociar de um outro Saramago, o do cronista.

    Esse trabalho de cronista tem muito de análise incipiente de grandes temas que virão a amadurecer e a florescer, justamente no Saramgo ensaísta. Carlos Reis anotou que a dimensão ensaística não se encerra em textos formalmente identificáveis como ensaios dos Cadernos de Laçatote como diário.

    Carlos Reis, mostrou-se crítico das adaptações cinematográficas das obras de José Saramago, considerou que não ficarão certamente na história do Cinema, considerando diferente o caso da Ópera Blimunda que incutiu à personagem de Saramago e, por extensão ao relato em que ela se encontra «uma ressonância legitimada por uma arte cujo estatuto cultural difere consideravelmente do universo de existência do romance e, não foi por acaso que, justamente uma encenação do Memorial do Convento, Blimunda foi o episódio final do Centenário, durante o ano passado».

    Parceira com a Guadinforma – Recolha de imagem de Carmo Costa

  • Leitores de Saramago na Eurocidade do Guadiana

    Leitores de Saramago na Eurocidade do Guadiana

    O palco é tripartido entre Ayamonte, Castro Marim e Vila Real de Santo António e a iniciativa dá voz aos leitores de Saramago e divulga a sua obra, a vida e o pensamento do escritor, sendo a participação gratuita, e a inscrição obrigatória.

    A sessão inaugural, que decorrer no dia 10 de novembro, às 18:00 horas na Biblioteca Municipal de Castro Marim, com uma conferência proferida pelo Prof. Doutor Carlos Reis, intitulada «Os Outros Saramagos», terminando com a exibição do documentário «José y Pilar», de Miguel Gonçalves Mendes.

    No sábado, dia 11 de novembro, a organização conta com a participação ativa dos leitores de Saramago e, ao final da tarde, na Biblioteca Municipal Vicente Campinas, em VRSA, terá lugar a conferência de encerramento, conduzida por António José Borges, a partir da sua obra «Saramago – Da Cegueira à Lucidez». A programação do segundo dia encerra com a performance literária de Gisela Cañamero e Ricardo Madeira, a partir da obra «Todos os Nomes».

    No último dia da iniciativa, a 12 de novembro, é proposta uma visita guiada, no âmbito da Rota Literária Saramago no Algarve, aos concelhos de Vila Real de Santo António e Castro Marim.

    A exposição «Voltar aos Passos que Foram Dados», com seleção e composição de textos de Carlos Reis e Fernanda Costa e design de André Letria, integra também o programa do Encontro, podendo ser visitada nas três bibliotecas municipais que acolhem o evento.

    O VIII Encontro Ibérico de Leitores Saramago é organizado pelas Câmaras Municipais de Castro Marim e Vila Real de Santo António, em parceria com a Biblioteca Municipal de Beja – José Saramago e o promotor da Aula Saramago – Diego Mesa, com o apoio do Ayuntamiento de Ayamonte, da Eurocidade do Guadiana e da Fundação José Saramago.

  • Prospecção Mineira em debate pelas freguesias de Mértola

    Prospecção Mineira em debate pelas freguesias de Mértola

    O professor João Gonçalves, chefe de departamento da prospecção e Vera Palma, chefe do departamento do ambiente, da empresa Almina, estiveram presentes e apresentaram uma exibição de diapositivos com todos os passos com que se desenvolverá a prospecção(exploitation), que não se deve confundir com exploração (exploration).

    O professor esclareceu que, ao projeto de prospecção, foi atribuído o nome de Mértola, porque, usualmente, por tradição, costuma funcionar assim, com os nomes das concessões.

    O orador referiu-se ao enquadramento geral do projeto, a Lei 54 de 2015 e o Decreto-Lei 30 de 2020, passando para a parte da perspetiva.

    Autorização governamental

    A tutela da atividade é a Direção-Geral de energia e geologia, a quem a Almina tem de responder. 

    A  Almina é uma empresa de capitais nacionais. Neste momento, há cerca de 1000 pessoas a trabalhar no complexo mineiro, 700 pessoas do grupo Almina, que tem a Almina por si só, depois tem APDM. Também tem uma empresa do grupo com aproximadamente 300 e outras empresas a colaborar. Foi fundada em 1973 e, desde 2010, está com uma produção contínua de concentrados de cobre e zinco. 

    Foi apresentado um vídeo com a forma como funciona a mina, que nada tem a ver com o que vai ali ser feito, sendo notória a preocupação de destrinçar o trabalho de intervenção no terreno, que naquela freguesia abrangerá apenas um pouco da área norte.

    «A preferência da pesquisa daquilo que nós fazemos neste trabalho é tentar saber e conhecer aquilo que temos em termos da geologia. É uma sessão de etapas multidisciplinar e envolve vários meios humanos especializados, em geofísica, na geologia, na biologia, na arqueologia. Usamos o máximo de meios para reconhecer bem uma área e ver o seu potencial», revelou João Gonçalves.

    «Nós queremos reconhecer, queremos identificar e queremos detalhar todo o nosso recurso e ver se ele tem potencial. Isto, de alguma forma, é o que é prospecção em pesquisa.»continuou.

    O pedido de prospecção foi solicitado à Direção-Geral de Energia e Geologia, um ano atrás, e a consulta pública a 31/07/2023, tendo esta terminado a 11 de setembro. 

    Com o final desta consulta pública e não havendo empresas que manifestassem interesse sobre a área, esta foi reservada à Almina. E o passo seguinte à reserva do pedido são as sessões públicas em curso com as populações, para «explicar qual a nossa ideia, em termos de trabalhos enquadrados no local. Neste momento, estamos no início das sessões públicas, a decorrer até dia 9 de novembro», esclareceu.

    A expectativa é de, até ao final de 2023 haver assinatura do contrato com a Direção-Geral de Energia e Geologia. Os contratos, depois, são públicos e têm uma vigência de três anos, que é o que nós chamamos providencial, e podem ter uma prorrogação de dois anos. Por isso, estes projetos de prospecção, de pesquisa, enquadram-se em termos temporais, em cinco anos.

    O investimento mínimo proposto é de 850000 EUR para estes trabalhos. A área de prospecção abrange dois concelhos, sete freguesias, aproximadamente de 500 km quadrados da área. Grosso modo, a prospecção recai no concelho de Mértola, nas suas freguesias.

     O que vai ver a população

     «Muitas das vezes hão de ver a pickup, uma carrinha da Almina. No lado, elas estão todas identificadas. Uma equipa de, normalmente, duas pessoas, com umas pranchetas com os martelos, com umas bússolas, com um GPS, com umas tábuas, com mochila às costas, e andamos no terreno, a olhar para as rochas

    «Andaremos a ver a geologia, as zonas que possam ser mais e menos favoráveis, até podem pensar que são dois turistas que estão ali a passear, a olhar um pouco para as rochas. Mas, quando vejam alguém com um martelo  e com uma bússola, de certeza que é um geólogo que está lá, isso posso garantir. »

    «Vamos para o campo e fazemos os tais trabalhos de cartografia, reconhecimento geológico mapeando as várias unidades e as estruturas geológicas que vão aparecendo, algumas muito engraçadas, que até fazem dobras.  As pessoas podem não ter ideia, mas as rochas dobram».concluiu.