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Categoria: Guadiana

  • Festival Fronteiras na Eurocidade do Guadiana

    Festival Fronteiras na Eurocidade do Guadiana

    O filme vencedor do Prémio Lux de Cinema Europeu abrirá o V Festival Festival Internacional de Cinema de Fronteiras na Eurocidade do Guadiana.

    A película tem por nome «20.000 espécies de abelhas», e foi realizada pela espanhola Estíbaliz Urresola, vencendo o Lux European Film Award, e arrebatando o Urso de Prata, em Berlim, três Goya Awards e o Biznaga de Ouro de Melhor Filme no Festival de Málaga.

    Será projetado de forma simultânea nas duas margens da Eurocidade do Guadiana, e terá um interessante calendário de exibições entre 29 de Maio e 1 de Junho, que será complementado por outras actividades culturais como salas de formação, exposições e um .concerto de encerramento com a cantora Rocío Marquez y Bronquio.

    «20.000 Espécies de Abelhas» conta a história de Cocó, de oito anos, que não se encaixa nas expectativas dos demais e não entende o porquê.

    Todos ao seu redor insistem em chamá-lo de Aitor, mas ele não se reconhece nesse nome. Durante as férias de verão, numa casa intimamente ligada à apicultura, Cocó explora sua identidade de gênero ao lado das mulheres de sua família, que também refletem sobre sua própria feminilidade.

    O dia de abertura contará com a exibição deste filme tanto em Vila Real de Santo António como mais tarde em Ayamonte. As exibições continuarão quinta, sexta e sábado no Teatro Cardenio, enquanto a cerimônia de encerramento está programada para acontecer no auditório principal do Centro de Congressos de Ayamonte.

    O Prémio do Público LUX é uma iniciativa do Parlamento Europeu e da Academia Europeia de Cinema.

    É atribuído todos os anos como reconhecimento do cinema europeu e como forma de sensibilizar para as questões sociais, políticas e culturais actuais na Europa. O público e os eurodeputados poderão avaliar os filmes.

    O vencedor do Prémio é o filme que obteve a maior pontuação ao somar os votos do público e dos eurodeputados, com uma ponderação de 50%.

    Tercer cielo é o celebrado projeto da cantora de flamenco Rocío Márquez e do produtor de música urbana e eletrônica Bronquio.

    Um paraíso no limiar onde os artistas se permitiram explorar a partir de suas respectivas formações musicais em jornada que vai do conhecido ao desconhecido, da tradição à criação.

    O resultado é uma linguagem própria que transcende os compartimentos estanques dos gêneros musicais para continuar ampliando o flamenco do século 21.

  • 250 Anos da Primeira Pedra na Alfândega de VRSA

    250 Anos da Primeira Pedra na Alfândega de VRSA

    Em cerimónia realizada no Cantro Cultural António Aleixo, na presença de autoridades locais e regionais, civis, militares e relegiosas e convidados, incluindo representantes de Angola, decorreram homenagens e reconhecimentos, por serviços de relevo prestados ao município.

    Várias personalidades e entidades foram homenageadas por seus contributos à comunidade, abrangendo áreas como educação, saúde, cultura e desenvolvimento social e econômico local. Medalhas de Honra, Mérito Profissional e Mérito Cultural foram entregues, simbolizando reconhecimento público pelos serviços prestados.

    A encerrar as diversas comunicações e após ter saudados os presentes e autoridades concelhias, o Presidente da câmara municipal Álvaro Araújo dirigiu especiais cumprimentos ao Presidente da CCDR Algarve, José Apolinário, ao Governador da Província do Zaire, Adriano Mendes de Carvalho, ao representante do Ministério da Indústria e do Comércio, Diretora-Geral do Instituto de Desenvolvimento Industrial e Inovação Tecnológica de Angola, Maria Filomena Ramos de Oliveira, e a toda a comitiva que se deslocou de Angola, Província do Zaire, para firmar uma colaboração mútua em várias áreas de interesse de ambas as partes, nomeadamente a formação profissional, a agricultura, o turismo e a indústria.

    ccaa alvaro araujo

    Também, um cumprimento especial, para os dois administradores presentes da Província do Zaire, o administrador do município do Nezeto, Tuzay Copinda, e o administrador do município do Soio, José Mendes Belo, e ficam então os cumprimentos a toda a comitiva que veio desde Angola.

    Cumprimento também antigo Presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, António Maria Farinha Moura, que tinha sido objeto de homenagem na cerimónia e o seu presidente da Câmara, Castro Marim, Francisco Amaral.

    A cidade de Ayamonte fez-se representar pelo alcaide Alberto Fernandez e membros do executivo municipal.

    Álvaro Araújo abriu o discurso da celebração dos 248 anos da fundação dizendo que foi naquele que é o país mais a oeste da Europa, onde se refundou «uma nova vila na Foz do Guadiana, agora sob a designação de Vila Real de Santo António. Foi a 17 de Março de 1774 que, sob as ordens do Marquês de Pombal, foi lançada a primeira pedra da então denominada Nova Vila de Santo António de Arnilha, há exatamente 250 anos. Mas foi somente a 13 de Maio de 1776 que se inaugurou formalmente a já designada Vila Real de Santo António»,

    Salientou que, aquela foi a data «a partir da qual se deu início a uma jornada extraordinária de desenvolvimento e prosperidade. 248 anos. Não é todos os dias que se tem a honra de celebrar um aniversário desta magnitude. A nossa terra está de parabéns. E também os vilarealenses, os monte-de-gordinos e os castelenses merecem esta celebração».

    Recordou que Vila Real de Santo António fez parte integrante do plano de restauração do Reino do Algarve, concebido pelo ilustre Marquês de Pombal.

    «As nossas ruas, a nossa arquitetura de programa, fazem parte da história e da nossa identidade patrimonial. O traçado do edificado urbano da cidade foi concebido e concretizado com base nos ideais do iluminismo. Esta cidade surgiu também da necessidade estratégica inerente à afirmação política, económica e militar do Estado português face ao Estado espanhol na Foz do Guadiana».

    Disse que, desde então, as gentes de Vila Real de Santo António fizeram um caminho de afirmação de uma cidade e de um povo com características muito especiais.

    «A nossa cidade cresceu rapidamente, mas o espírito empreendedor e a resiliência dos vilarealenses, a sua identidade e o seu caráter mantiveram-se intactos. Por isso mesmo, hoje é também dia de homenagear alguns dos nossos que têm vindo a destacar e a representar da melhor forma Vila Real de Santo António. Com esta iniciativa, a Câmara Municipal pretendeu prestar o reconhecimento público a pessoas e entidades que deram o seu contributo para a comunidade que somos hoje».

    Apresentação de dança folclórica em palco.
    ccaa arte ucraniana

    Homenagens a destacados cidadãos

    A António Maria Farinha Murta, figura de destaque com um vasto percurso profissional e político, foi atribuída a Medalha de Honra da Cidade.

    António Murta foi Presidente do Conselho Diretivo da Escola Secundária de Vila Real de Santo António, desempenhou vários cargos a nível desportivo e foi Presidente da Câmara Municipal do nosso município em quatro distintos mandatos. «Teve um papel fundamental na história do nosso Conselho e deixou uma marca significativa no panorama local e regional. Foi para mim uma grande honra poder ter e ter tido a anuência da Câmara e da Assembleia Municipal por unanimidade prestar esta homenagem merecida».

    A Medalha de Mérito Profissional foi atribuída a título póstumo, a Lourdino Marques, «um apaixonado pela educação, como foi dito, a sua jornada foi marcada por um profundo impacto na educação, na política local e no tecido social da sua comunidade. Desempenhou cargos políticos de grande importância, como por exemplo o Vereador da Câmara Municipal, Deputado Municipal e Presidente da Conselhia do Partido Socialista da nossa terra. Uma inspiração para várias gerações de vilarealenses.»

    A Medalha de Mérito Profissional foi atribuída a título póstumo, a Maria Fernanda Santos, «uma querida colega de trabalho também, construiu um legado que perdura na memória dos que tiveram o privilégio de a conhecer».

    Fernanda Santos destacou-se na esfera política, em representação da CDU e foi eleita Vereadora da Câmara Municipal e Deputada do nosso Conselho. «Foram duas décadas a contribuir para a educação, para a política e para o tecido social da nossa comunidade».

    A Medalha de Mérito Profissional, foi atribuída, também a título póstumo a Carlos André Gomes, com «quase 40 anos da sua vida dedicados ao Serviço Nacional de Saúde. Desempenhou vários papéis-chave na área da saúde pública, um legado notável de serviço e compromisso».

    A Medalha de Mérito Profissional foi também para Joaquim Gouveia, da cidade dio Fundão, ali presente, «uma figura notável ao serviço da educação, um legado marcante no campo pedagógico e no fortalecimento dos laços entre comunidades».

    O presidente da câmara municipal de Vila Real de Santo António destacou que Joaqauim Gouvei tem como «Uma das suas maiores marcas é o projeto educativo à descoberta das 4 cidades que ainda hoje nos acompanha».

    A Medalha de Mérito Cultural foi atribuída à Associação Naval do Guadiana, «uma entidade com mais de 40 anos de existência e um compromisso inabalável com o desenvolvimento local e a promoção das atividades náuticas. A prova viva de que com visão, trabalho árduo e compromisso comunitário é possível alcançar grandes feitos e deixar um legado duradouro para as gerações futuras.»

    Para finalizar as homenagens e dirigindo-se também às suas famílias ou representantes deixou «em nome da autarquia, o nosso muito obrigado pelo que deram de si por todos nós. Aceitem esta singela homenagem como um agradecimento sentido de toda a comunidade vilarelense. Se foram estes os ilustres que nos honraram, cabe-nos a nós continuar o seu caminho

    Dois homens seguram prémio em palco iluminado.
    ccaa artifice da 4 cidades

    O futuro do concelho

    Álvaro Araújo disse, depois de nomear os homenageados, que «Vila Real de Santo António enfrenta hoje uma série de desafios e, para os superar, precisamos de foco e de ter as nossas prioridades muito bem definidas. É por isso que privilegiamos o turismo enquanto motor do desenvolvimento da cidade e também da região Algarvia».

    Consinuou dizendio «É também por isso que dinamizamos o comércio de rua enquanto motor do desenvolvimento da economia local e da comodidade dos residentes no concelho. Apostamos igualmente na educação enquanto motor do desenvolvimento dos mais jovens, das gerações futuras e na nossa sociedade. Não descuramos a ação social ligada à educação».

    Disse que, no contexto tinha de «destacar a implementação de uma medida extraordinária por parte da Câmara Municipal. Falo-vos do alargamento da gratuidade de refeições escolares a todos os alunos que frequentam os estabelecimentos de ensino pré-escolar, básico e secundário da rede pública, sediados no nosso concelho durante o ano de 2024. Esta medida abrangerá sensivelmente 800 alunos e implica um investimento de cerca de 185 mil euros».

    Em termos de infraestruturas destacou também as obras de requalificação da Escola Dom José I, que já está em fase avançada, o seu projeto e a sua aprovação, um investimento de cerca de 6 milhões de euros com o apoio do PRR.

    O investimos na saúde e segurança enquanto motor do desenvolvimento do bem-estar da nossa população. «Exemplo disso é a recém-inaugurada Esquadra da Polícia de Segurança Pública».

    Afirmou que «Tem sido vários os projetos em que temos apostado sempre com o objetivo de dar mais qualidade de vida à nossa população. Fazemos-lo com uma especial atenção para com os mais frágeis e para com os idosos».

    O projeto ‘Cuidar de Quem Cuidou« é um bom exemplo disso mesmo, disse também. Trata-se de uma iniciativa, no domínio da saúde, do apoio social e da solidariedade intergeracional, vai apoiar muitos idosos do nosso concelho.

    Há trabalho «de forma muito intensa na requalificação de infraestruturas». que exemplificou.

    «Continuamos também a desenvolver a revisão do plano diretor municipal de Vila Real de Santo António».

    Classificou este instrumento de gestãso territorial como «um instrumento estratégico fundamental para uma boa gestão do nosso território e cabe a este executivo recuperar o tempo perdido no passado».

    Lembrou que o PDM atual, com mais de 30 anos, não consegue dar uma resposta a todas as necessidades e por isso a revisão do mesmo constitui uma prioridade deste executivo.

    Prometeu «Um plano mais eficiente, mais moderno e adequado ao nosso município e aos desafios que se colocam ao nosso território será concluído até final deste ano. Asegurar o alojamento digno de famílias em situação econômica ou social vulnerável é também essencial para nós».

    Destacou que, no âmbito da estratégia local de habitação de Vila Real de Santo António, o executivo municipal procedeu à candidatura a fundos comunitários no âmbito do PRR; a aquisição de 114 fogos a construir na freguesia de Vila Real de Santo António; A empreitada de reabilitação de 372 fogos pertencentes ao Parque Habitacional Social do município; e a construção a custos controlados de 96 fogos novos a concretizar em terrenos próprios do município junto à Estação de Caminhos de Ferro de Vila Real de Santo António; a aquisição de 13 fogos a concluir em edifício situado em Vila Nova de Cacela junto ao mercado municipal.

    Classificou a estratégia local de habitação como, seguramente, «o projeto mais relevante do nosso Conselho das últimas décadas. Com esta estratégia estamos a resolver um dos problemas mais graves que a nossa sociedade enfrenta atualmente, o da habitação».

    Para o presidente da autarquia de Vila Real de Santo António «ter uma casa digna desse nome é algo que não pode ser um milagre para muitos, uma miragem para muitos. Neste sentido, nós autarcas temos de ser capazes de utilizar os instrumentos ao nosso dispor para dar resposta a esta necessidade de muitas pessoas».

    As finanças municipais

    «Os últimos anos têm sido muito duros para a nossa cidade. Estamos a recuperar de uma situação financeira delicadíssima que hipotecou Vila Real de Santo António em vários aspectos».

    Álvaro Araújo destacou que a jornada «não tem sido fácil. Com estratégia, com honestidade e com transparência já conseguimos reduzir esta dívida pública em cerca de 16 milhões de euros em apenas dois anos. Este caminho é fundamental para que possamos trazer de volta a dignidade à nossa terra».

    Falou da dignidade «de assumir os compromissos assumidos e o pagamento do que devemos. A dignidade de podermos voltar a tomar decisões sobre a nossa vida sem qualquer interferência externa. A dignidade de nos afirmarmos como um município de contas certas. Reafirmo o compromisso do atual executivo autárquico de trabalhar incansavelmente por todos os vilarealenses. Continuaremos, como até aqui, a partilhar dois domínios».

    Disse que da recuperação económica e financeira da autarquia, diminuindo uma dívida astronómica que nos fere na nossa honra, e da realização de trabalho e obras em vários domínios que têm impacto direto na qualidade de vida de todos os que residem no nosso Conselho.

    Cantora e quarteto de cordas em concerto ao vivo.
    ccaa orquestra do comite olimpico – foto CM-VRSA

    A cerimónia no Centro Cultural António Aleizxo terminou com a atuação da Orquestra do Comitê Olímpico Português, com a interpretação dos temas Ária da Rainha da Noite, de Mozart, com a soprano Patrícia Modesto, no violino João Castro e José Nascimento, na viola d’arco Ana Teresa Alves e no violoncelo Ferreira.


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  • Eurocidade premeia «Poetas do Guadiana»

    Eurocidade premeia «Poetas do Guadiana»

    Este prémio foi concedido pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Eurocidade do Guadiana e tenta destacar que este grupo de poetas representa a essência da iluminação das fronteiras como barreiras.

    Representa a fusão de culturas e autores de ambos os países recitam problemas, publicam seus livros e organizam recitais nos dois lados do Rio, apoiando a criação e a difusão de obras de um número elevado de autores.

    Em maio de 2021 foi publicada a obra poética na Eurocidade de Guadiana, no âmbito do projeto Euroguadiana, livro apresentado no dia de Europa, ainda se faziam sentir as restrições da pandemia.

    Nas suas páginas mais de 20 autores demonstram a riqueza poética dos três municípios que constituem a Eurocidade.

    Em representação dos poetas, receberam o troféu relativo José Luís Rua Nascer e António Cipriano Cabrita.

    António Cabrita

    Em nome de todo o coletivo português, António Cabrita historiou o percurso dos Poetas do Guadiana:

    «Eu disse muitas vezes que este projeto dos poetas do Guadiana começou de uma forma simples. Fomos nós que começamos a construir a Eurocidade. Não me levem a mal esta pretensão, mas nós só começamos a ver a Eurocidade, porque começamos no dia 21 de enero de 2011, na Casa Grande, em Ayamonte

    «Na altura, com duas pessoas, um que não está a cá porque está longe e o outro porque já não está entre nós, fizemos um encontro de poetas. Um é o Pedro Tavares, que está em Timor por questões profissionais. O outro António Miravente que não está já entre nós».

    Revelou, recorrendo àas suas atas que, na parte portuguesa, estavam também José Cruz, Pedro Tavares, e um amigo professor que foi acompanhar o Pedro Tavares, com música, António Caballé.

    Na parte espanhola estavam o Miravente, estava o José Luiz Rua, Carmen Herrera e a Aurora Canhada. Este era o elenco inicial. Depois fizeram um encontro na biblioteca de Vila Real de Santo António, onte se juntaram mais presenças.

    O terceiro encontro ocorreu no Monte Francisco mais conhecido pelo Montinho,
    de onde saiu a ideia, por sugestão de José Luís Rua, de se fazer uma primeira coletânea, que saiu «com os seus erros, mas foi um marco importante».

    «Aquela primeira coletânea saiu com a colaboração de uma série de pessoas.», disse António Cabrita. Ao longo dos anos, fizeram recitais em Ayamonte, em Castro Marim e em Vila Real de Santo António.

    Lembrou a Poesia na Rua, em Cacela Velha e «aqui deixo o recado que nós, Poetas do Guadiana, temos toda a interesse em agarrar-nos e continuar, que era um evento que se fazia no fim do Verão e que já foi um período muito bonito para a localidade».

    «Em Ayamonte era o Molino Pintado, outro sítio fundamental que nos permitia,
    quase todos os fins de semana, ter uma atividade poética, e foi o cunho que demos ao primeiro Passeio por Ayamonte
    ».

    Agradeceu o prémio e ao público «que é o que, no fim de contas, nos foi comprando livros, de vez em quando, e nos a permitiu seguir

    Em nome dos poetas espanhóis tomou a palavra José Luiz Rua Náscer, incassável fotógrafo, divulgador, curador de coletâneas e elemento humano fundamental na atividade de divulgação da poesia dos «Poetas do Guadiana»

  • Álvaro Araújo preside a Eurocidade do Guadiana

    Álvaro Araújo preside a Eurocidade do Guadiana

    «Sabendo nós que cada vez mais somos solicitados e visitados por estrangeiros do Norte da Europa e de todos os cantos do mundo. E que apreciam não só as nossas praias, o nosso clima, a nossa gastronomia, o nosso golfe, a nossa oferta hoteleira, a nossa história, a nossa cultura, o nosso brio que nos une, a simpatia das nossas gentes e acima de tudo, a paz e a segurança que aqui se vive, neste mundo cada vez mais em guerra e cada vez mais inseguro».

    Continuou dizendo que «com estas características todas e de todo o nosso potencial temos tudo para gerar um turismo de qualidade, gerador de emprego de qualidade bem remunerado que promove uma maior qualidade de vida para as nossas gentes, para os ayamontimos, para os vilarealenses e para os castromarinenses, que no fundo é o que nos motiva».

    Francisco Amaral considerou que se estava por diante de umdesafio para o futuro, que também deve passar pelo estimular do sentimento de pertença à Eurocidade que deve ser sentido pela população dos três municípios.

    O presidente da câmara Municipal de Castro Marim, considera importante que os cidadãos se sintam que fazem parte integrante da comunidade e que tiram dela os seus porveitos.

    «No fundo, fazendo juro a uma história recente de partilha e de contacto permanente com intercâmbios comerciais, económicos, sociais e até familiares.
    No fundo, com o sentido de ter feito o melhor que posso e sei, com os meus colegas Alberto e Alvaro Araújo, no fundo fomos uma equipa motivada, de mangas arreegaçadas, com a Silvia Madeira, com o Fran e outros técnicos, pois para mim foi um orgulho ter presidido a Eurocidade do Guadiana
    », rematou Francisco Amaral.

    Acredita que certamente irá manter e reforçar o seu sonho com o Alvaro Araújo a presidir aos seus destinos e, após agradecer a todos quantos o ajudaram «nesta nobre e honrosa tarefa de presidir», desejou bons ventos para a Eurocidade do Guadiana.

    O discurso da tenente de Alcalde

    Paloma Oganes, justificou a ausência do alcaide de Ayamonte com uma inadiável deslocação a Madrid e considerou ser dia de celebração pela mudança de presidência da Eurocidade, de dois em dois anos «que permite um equilíbrio na representação dos ciudadanos e das administrações dos três municípios».

    Considerou que se tratava d uma demonstração da mais boa sintonia ou mesmo evidência devque o trabalho em equipa é mais enriquecedor e «nos faz chegar mais
    longe, é mais grato, amplia opcções e campos de actuacão, é mais conciliador
    ».

    Lembrou que tinham passado onze anos da criação da Eurocidae do Guadiana, que foram anos difíceis, mas que, agora, já começam a navegar e «já podemos dizer que a nossa frontera líquida se vai diluindo».

    Comprimentos por vídeo conferência

    Alberto, teve presença virtual através de um vídeo especialmente gravado para o evento, no qual como alcalde de Aliamonte, se declarou satifeito por dizer algumas palavras no acto de troca de presidência da Eurocidade.

    Sai o presidente da câmara Francisco Amaral, um presidente que é um amigo, um presidente que é um referente da política municipal em todo o vosso país português.

    Afirmou que Francisco Amaral, com a sua experiência, contribuiu para, durante uma transição complicada, ter prestado um excelente auxílio na definição do rumo da Eurocidade e com muito acerto, «num tempo em que não sabiamos onde ir».

    A falaar sobre o novo presidene, Álvaro Araújo, considerou ser ele «um dos políticos mais proactivos que eu conheci em muito tempo, e eu gosto de trabalhar com ele.
    Ayamonte gosta de trabalhar assim, com a Vila Vial de Santo Antonio, porque o trabalho se faz com impulso e com ganas.

    «Com Álvaro Araújo, na Eurocidade do Guadiana, estamos em boas mão e iremos por um bom caminho».

    De seguida foi assinada a Ata da Assembleia Extraordinária de Eurocidade do Guadiana, lida pela secretária da Assembleia de Eurocidade do Guadiana, para conhecimento dos presentes.

    As palavras do presidente da câmara municipal de VRSA

    Álvaro Araújo, depois de empossado no cargo de presidente da Assembleia Geral, dirigiu palavras de apreço a Francisco Amaral, presidente cessante e a Alberto Fernandez, alcaide de Ayamonte.

    «Hoje é um dia muito especial, o dia em que o município de Vila Real de Santo António assume a presidência da mesa da Assembleia da Eurocidade do Guadiana» começou por dizer Álvaro Araújo, para depois lembrar que se estava, no Dia da Europa, a festejar a Eurocidade, e a comemorar o 11º aniversário da instituição.

    «Nos próximos dois anos, juntamente com Castro Marim e Ayamonte, ambicionamos continuar a elevar tudo que foi feito na Eurocidade de Guadiana para a comunidade local e na projeção exterior do nosso destino comum, uma fronteira líquida que nos une por meio do Rio Guadiana. Que esta nossa missão flua como este Rio Guadiana, contornando obstáculos, sem perder a sua essência.», continuou

    Prometeu espírito da missão e serviço, no modelo de governança partilhada. «Queremos que a Eurocidade de Guadiana seja uma realidade consolidada atrativa, desejada e reconhecida. Tudo isto em prol do desenvolvimento do nosso território,
    no marco dos valores europeus e dos agrupamentos da cooperação territorial
    .», afirmou.

    Depois disse que cooperação transfronteiriça é essencial na cultura, na educação, no turismo. «Há vários anos que é um sucesso e queremos que continue a ser como cooperação, como referido, mas também como aposta no reforço do acesso aos fundos europeus que nos permitam alavancar os projetos e ações que são ambicionados, e trabalhados nos distintos documentos estratégicos devolvidos no seio do Projeto Euroguadiana 2020».

    «Queremos que a Eurocidade do Guadiana formada por estes três municípios seja um território de excelência turística acessível como modelo de gestão entre dois países que se unem para dar o melhor para os seus cidadãos. Queremos soluções eficientes, neste espaço fronteiro, soluções e ações que permitam uma melhor qualidade de vida que potenciem um espaço atrativo de visitar e estar. Queremos bem estar. Somos o agrupamento europeu mais a sul de Europa

    É de opinião que a cooperação transfronteiriça, entre dois países e três municípios, traz um valor acrescentado no desenvolvimento do território, «como um todo que é indiscutível e nos permites pensar e atuar no território com sentido de escala maior dimensão, aos diferentes níveis da atuação supera municipal».

    Terminou apelando à união, a contar com todos, comunidade local, empresas, entidades regionais, associações, coletivos dos três municípios para que participem nas ações da Eurocidade, vivam na Eurocidade, disfrutem do que ela tem de melhor e sejam parte desta realidade.

    A CCDR do Algarve fez-se representar pela doutora Maria Loudes de Carvalho.

  • Cabra de Raça Algarvia tem feira no Azinhal

    Cabra de Raça Algarvia tem feira no Azinhal

    A Feira da Cabra retorna com conhecimentos e sabores ligados à raça algarvia, apresentando um programa que engloba concertos, artesanato, produtos tradicionais, tasquinhas de gastronomia regional, exposições de animais, queijaria, showcookings, folclore e entretenimento infantil.

    Os destaques do cartaz deste ano são os concertos de Micaela (24 de maio), Buba Espinho (25 de maio) e José Malhoa (26 de maio), que prometem encerrar o evento em alto estilo, com ênfase na música portuguesa.

    O Azinhal, uma das aldeias mais tradicionais do município, torna-se novamente o foco de atenção durante o fim de semana, em uma iniciativa da Câmara Municipal de Castro Marim e da Junta de Freguesia do Azinhal.

  • Em busca da Alcaria Moçarabe em Mesquita

    Em busca da Alcaria Moçarabe em Mesquita

    Já foram apresentados os resultados da IACAM- Mesquita, na Faculdade de Filosofia e Letras, em Granada sobre minorias, identidade e materialidade dos Moçárabes.

    No Sul de AL-ANDALUS celebrou-se ontem em Granada a aul Garcia Lorca, atividade coordenada por Luca Mattei, no quadro do projeto «I+D Proyecto “DICRAN” Dimmies cristianos en el sur de al-Andalus: análisis arqueológico sobre su identidad y agencia campesina».

    Bilal Sarr (UGR) e Maria de Fátima Palma (CAM), de Mértols apresentaram a investigação arqueológica sobre «Mesquita, ¿una alquería mozárabe en el territorio de Mértola?»

    Enquadramento do projeto

    As escavações na aldeia de Mesquita, no concelho de Mértola, estão a ser realizadas em colaboração com a Universidade de Granada e são coordenadas por Maria de Fátima Palma (Campo Arqueológico de Mértola/Universidade de Granada) e Bilal Sarr (Universidade de Granada).

    Estas escavações fazem parte do projeto “Intervenção Arqueológica na Cerca das Alcarias da Aldeia de Mesquita”.

    A campanha de escavações mais recente terminou em setembro de 2023. A escavação reuniu arqueólogos, estudantes e voluntários de Portugal, Espanha e Colômbia.

    O projeto é importante para o conhecimento do antigo Garb al-Andalus e, particularmente, para a história do território de Mértola no período islâmico.

    Em 2021, a parceria entre o Campo Arqueológico de Mértola e a Universidade de Granada permitiu a identificação de estruturas habitacionais que possivelmente pertenciam a uma alcaria (aldeia) do século XI e XII do período islâmico.

    A segunda campanha de 2022 centrou-se no exterior da Ermida e previu que fossem definidas as estruturas do complexo exumado em 2021 e delimitada a área funerária vinculada com o mesmo.

    Até agora, foram escavadas sete sepulturas, sendo a maior curiosidade o facto de serem crianças. Ainda não há muitos dados, mas espera-se que em laboratório se consiga obter mais informações.

  • Mértola faz balanço do apoio europeu

    Mértola faz balanço do apoio europeu

    Observa que, nas últimas décadas, tem procurado «melhorar a eficiência e a qualidade dos serviços de abastecimento de água e de tratamento de águas residuais em várias localidades do concelho, promovendo igualmente a requalificação urbanística das mesmas».

    Desde 2016, a autarquia apresenta candidaturas ao Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos (POSEUR) 2014-2020, tendo conseguido obter a aprovação de 7 operações, num total de investimento elegível de 2.256.750,00 €, com financiamento aprovado pelo Fundo de Coesão de 1.988.886,00 €.

    Através de quatro empreitadas de obras públicas realizadas entre 2016 e 2021, foi feito um investimento total de 3.221.776,00 €. A Câmara Municipal de Mértola recebeu, até o momento, 1.764.199,00 € do Fundo de Coesão, representando 55% do investimento total em requalificação urbana e infraestruturas de abastecimento e saneamento nas localidades de Alcaria Longa, João Serra, Montes Altos e Picoitos.

    Cada projeto incluiu a criação de sistemas de abastecimento de água (dois autónomos e dois conectados ao sistema da AGDA) e sistemas autónomos de tratamento de águas residuais (quatro no total), além da requalificação viária das quatro localidades, visando melhorar a mobilidade e segurança dos residentes.

    Escavadora em obra de canalização rural.
    redes de saneamento e aguas 1 alcaria longa

    Esses investimentos são um avanço importante para a qualidade de vida dos habitantes e visitantes das localidades do concelho de Mértola, refletindo o compromisso da Câmara Municipal de Mértola e da União Europeia com a sustentabilidade e o bem-estar das comunidades locais.

    Em Alcaria Longa, os investimentos abrangeram o sistema de abastecimento de água, o tratamento de águas residuais e pluviais e a requalificação urbana, totalizando 950.044,06 €, com um financiamento aprovado pelo Fundo de Coesão de 546.046,34 €, o que corresponde a uma taxa de cobertura de 57% para uma população de 46 habitantes.
    POSEUR-03-2012-FC-000431 | Sistema de Abastecimento de Água de Alcaria Longa
    Custo total elegível: 380.985,94 €
    Apoio financeiro da União Europeia: Fundo de Coesão – 235.656,52 €

    POSEUR-03-2012-FC-000428 | Sistema de Saneamento de Águas Residuais de Alcaria Longa
    Custo total elegível: 395.128,09 €
    Apoio financeiro da União Europeia: Fundo de Coesão – 310.389,82 €

    Em João Serra, foram efetuados investimentos no sistema de abastecimento de água e no tratamento de águas residuais e pluviais, além da requalificação urbana, num valor de 642.175,28 €,

    Portão verde e edifício branco em paisagem montanhosa.
    etar picoitos

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  • Espanhóis insistem na água de Alqueva

    Espanhóis insistem na água de Alqueva

    Ainda segundo aquele jornal, a ministra Maria da Graça Carvalho, responsável pelo ambiente, nega ter recebido essa carta mas admite que os dois Ministérios se vão reunir em breve para discutir este tema.

    Com o problema da seca existente em várias regiões peninsulares, como é o caso do Algarve e da Extremadura, a água do Alqueva é vista como cada vez mais importante.

    As alterações climáticas são cada vez mais preocupantes. Portugal apresenta duas realidades hídricas bem diferentes, com as albufeiras a norte quase cheias e as do sul peninsular, como é o caso da Extremadura, com níveis preocupantes.

    «Há dez anos que o Alqueva, uma das maiores barragens da Europa, não enchia. Estamos a apenas um metro de ficar totalmente cheia. A cota máxima é de 152 metros. 4150 hm3: é metade do que Portugal consome todos os anos na agricultura e na indústria», observa El Trapezio..

    Segundo María José Rico, subdelegada do Governo em Huelva (na Andaluzia), «parece haver condições« para uma negociação. Os espanhóis pretendem captar esta água na confluência do rio Chança com o rio Guadiana, junto à linha de fronteira.

    Há um dado curioso nestas observações que é o de afirmar que a água do Guadiana tem sido utilizada em Boca Chança «nas últimas duas décadas, mas o Governo espanhol pretende oficializar esta retirada da água proveniente do Alqueva».

  • Os 100 anos da Banda Musical Castromarienense

    Os 100 anos da Banda Musical Castromarienense

    Intitulada «100 memórias – 100 anos da Sociedade Recreativa Popular – Banda Musical Castromarinense», acompanhou as celebrações que decorreram com muita alegria e uma programação cultural que incluía atuações musicais e bandas convidadas.

    Ao princípio do dia foram recebidas as bandas convidadas, a Filarmónica Artística Pombalense e Banda Filarmónica Artistas de Minerva, que percorreram as ruas da vila em arruada, cumprimentando entidades, sócios e população.

    A exposição gem estado patente sendo uma oportunidade de viajar no tempo e de reviver momentos marcantes, contando com um acervo da própria sociedade e de particulares, que cederam registos documentais e objetos.

    Recoda-se, desta forma, a história da Sociedade Recreativa Popular – Banda Musical Castromarinense, retratada através de objetos antigos como bandeiras, fardas, divisas, instrumentos e recortes de imprensa.

    O dia culminou com atuações da Banda Musical Castromarinense, da Filarmónica Artística Pombalense e da Banda Filarmónica Artistas de Minerva, que encheram a Casa do Sal

    Sociedade Recreativa Popular – Banda Musical Castromarinense

    É uma das instituições mais importantes do concelho, considerada como «um orgulho para o Município». Foi fundada com um fim mais diverso do que a música, tendo ao longo da sua vida marcado presença em festas, cerimónias e celebrações, além de elevar o bom nome de Castro Marim.

    Está previsto a mrlhoria da exposição com a realização de várias atividades, encontros e ensaios in loco, com este 100.º aniversário a continuar a ser assinalado ao longo de todo o ano, incluindo um concerto a 24 de junho, Dia do Município de Castro Marim, com a participação dos UHF, no Revelim de Santo António.

    A câmara municipal considera que a participação desta sociedade na vida social, cultural e recreativa de Castro Marim «teve um profundo impacto na comunidade durante várias décadas, tendo ganho dinâmica com a Revolução dos Cravos de 25 de abril de 1974, que celebra este ano o seu 50.º aniversário».

    A Sociedade Recreativa Popular – Banda Musical Castromarinense não é apenas um conjunto de músicos, é uma família que se reúne para ensaiar, compartilhar histórias e criar algo maior do que a soma das suas partes individuais.

    Este grupo cria crianças e jovens, arrasta famílias e amigos, constrói laços para a vida e transforma a essência humana de todos os que por lá passam, com o empenho e dedicação de todos os dirigentes, maestros, músicos, familiares e autarcas.

  • Ana Horta expõe a sua pintura

    Ana Horta expõe a sua pintura

    As obras expostas ilustram diversas temáticas e alguns dos quadros fazem-se acompanhar de poemas da autora, professora de primeiro ciclo aposentada, que fez da pintura e da poesia as formas terapêuticas de viver o quotidiano.

    Ana Horta é também uma das poetas participantes na antologia de poesia, dedicada aos 50 anos das Comemorações do 25 de Abril de 1974.

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    Grupo de idosos visitando exposição de arte.
    ana horta assistencia

    A exposição contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de VRSA, Álvaro Araújo.

    Os quadros estarão expostos de 2 a 29 de maio, na Biblioteca Municipal Vicente Campinas, em Vila Real de S. António.

  • «Margens Livres» apresentam-se

    «Margens Livres» apresentam-se

    A antologia conta com a participação de Ana Maria Horta, António Cabrita, Áurea Nobre, Clara Lourenço, João Pereira, João Viegas, José Carlos Barros, José Estêvão Cruz, Miguel Godinho, Paula Amaro e Pedro Tavares e comemora os 30 anos da Editora Guadiana e os 50 anos do 25 de Abril.

    Poetas da cidade de Ayamonte estiveram presentes na iniciativa, bem como público local.

    Em representação da Biblioteca Municipal Vicente Campinas, a bibliotecária Assunção Constantino esclareceu que a antologia surgiu do repto lançado pelo Helder, que é o responsável pela editora Guadiana a vários poetas.

    É uma antologia de poetas vilarealenses, frisou e esclareceu: « o que não quer dizer que sejam todos poetas nascidos e naturais, mas que, de alguma forma, tem a ligação a esta terra, decorrente da sua atividade profissional, e que aqui se fixaram».

    Chamou a atenção para a pintura exposta no hall da biblioteca, inspirada no território, da autoria de Ana Maria Horta, que tinha sido inaugurada na véspera da apresentação do livro

    A antologia que apresentamos hoje é uma antologia que reúne os poetas e eles estão aqui quase todos, destinada a assinalar os 50 anos do 25 de abril, da conquista da liberdade. Ela pretende também marcar os 30 anos de existência da editora Guadiana.

    Salientou o trabalho excepcional na terra do editor Helder Oliveira, a quem felicitou e louvou a iniciativa de ter lançado o repto aos poetas «Se não fosse a persistência dele, possivelmente, esta editora já tinha as portas fechadas».

    Houve palavras para dois ausentes, participantes no «Margens Livres», José Carlos Barros, prémio Leya que, à mesma hora, apresentava na Casa Álvaro de Campos em Tavira a sua coletânea de poesia «Taludes Instáveis» e Pedro Tavares, «que está a uns quantos quilómetros de distância daqui», ironizando sobre a presença em Timor, em cooperação.

    Helder Oliveira, editor de muitos dos trabalhos dos «Poetas do Guadiana» e outros escritores que não encontram acolhimento nas grandes editoras, que o livro «Margens Livres» foi uma iniciativa da Editora Guadiana, para comemorar o seu 30º aniversário e que se integrou, pela temática dos poemas nas comemorações oficiais do Município de Vila Real de Santo António, com o apoio da câmara municipal.

    Gostaria de agradecer aos autores que participaram num trabalho árduo, ao longo de três ou quatro meses, com um timing específico para ser, enfim, lançado nas comemorações do 25 de abril, e que, no fundo, conseguimos. Agradeceu o apoio ao executivo camarário e acessorias que ali se encontravam representado por Fernando Horta, vereador do pelouro do Património Imaterial, e, ainda, Vítor Junqueira, Miguel Godinho e Assunção Constantino.

    Helder Oliveira disse que o título do livro se inspirou no pensamento de Bertolt Brecht, que citou de cór, «do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento, mas ninguém chama violentas às margens do cumprimento».

    Para a Editora Guadiana os poemas plasmados no livro manifestam o que, de mais íntimo, possui o ser humano, o sentimento sobre os temas mais pertinentes da nossa sociedade, o que, em seu entender dá continuidade ao serviço público que a editora Guadiana tem vindo a fazer, na edição e produção da obra gráfica, sendo contributo para a cultura da nossa terra.
    Dentro do aspecto gráfico do livro, chamou a atenção para os flamingos que estão na contracapa, uma das áreas úmidas do Sotavento, e que vem da capa interior, atravessam o livro e saem como mensagem de liberdade.

    Fernando Horta fechou o ciclo de intervenções citando o trabalho de Pedro Teixeira, Assunção Constantino, Miguel Godinho e André Oliveira. Relevou, para valorizar o trabalho

    Palestra em auditório sobre literatura com projeção visual.

    desenvolvido na biblioteca Vicente Campinas, «esta casa de porta aberta».

    «Celebrar os 50 anos do 25 de abril em liberdade, marcados com um com um livro, um livro de poesia, numa antologia de poetas da nossa terra, edificado por um editora da nossa terra que celebra tão corajosos 30 anos, é um insofismável registro da retoma ao apoio à produção cultural promovida pelos agentes da nossa terra», destacou, para continuar:

    Ao serviço do enriquecimento identitário e cultural da nossa comunidade, determinante para a defesa e usufruto da liberdade, nunca será demais agradecer aos nossos poetas.

    Fernando Horta terminou citando Garcia Lorca que entendia que a um mendigo deveria dar-se o pão e um livro, referência a que não é apenas a satisfação das necessidades materiais, mas também a cultura e educação que constroem a liberdade humana.

  • Destinos insustentáveis na oferta da água diz a Zero

    Destinos insustentáveis na oferta da água diz a Zero

    A associação ambientalista ZERO, referindo-se à captação no Pomarão, considera que o aumento da oferta de água não pode ter por destino consumos insustentáveis.

    Já chegou ao fim no dia 29 de abril, o período de consulta pública ao Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do projeto de Reforço do Abastecimento de Água ao Algarve a partir da Solução de Tomada de Água no Pomarão.

    Esta captação superficial na zona estuarina do rio Guadiana, fica localizada a montante do Pomarão.

    Terá uma conduta adutora até à albufeira de Odeleite, percorrendo os concelhos de Mértola, Alcoutim e Castro Marim, numa extensão total de condutas que varia entre 37 e 41 quilómetros, em função da alternativa de traçado.

    O contributo desta captação deverá ser, em média, de 16 a 21 hm3 de água, através de um regime de exploração da captação durante sete meses por ano, entre outubro e abril.

    O bombeamento pode parar nos meses excecionalmente secos e quando, em acumulado, desde o início do ano hidrológico, for atingido um total anual de 30 hm3 ou for atingida a capacidade de armazenamento útil do sistema Odeleite-Beliche (164 hm3).

    A captação de água no Pomarão é uma das medidas definidas no Plano Regional de Eficiência Hídrica do Algarve para a qual estão previstos 61,5 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) 2021-2026.

    A Zero considera o preconizado na Diretiva Quadro da Água relativamente à necessidade de implementação de estratégias capazes de tornar os usos e consumos de água mais sustentáveis.

    Afirma que se prossegue ‘numa lógica de aumento da captação e retenção de um recurso escasso para fazer face a consumos insustentáveis através de projetos que fomentam um aumento da procura por esse mesmo recurso‘.

    Analisando a natureza do projeto, a associação critica a ‘lógica de pensamento e de atuação ao intervir diretamente sobre as massas de água para captação de caudais adicionais destinados a aumentar a retenção e ou o armazenamento de água, não só com o objetivo de garantir que não falta água às populações’

    Porém, ao mesmo tempo, ‘pretende garantir que a agricultura praticada na região continua a dispor dos caudais necessários para manter ou, até mesmo aumentar, os seus níveis de consumo e desperdício’.

    Veja o comunicado na íntegra no site da Zero.

  • Fronteira dinamizará com o fim das portagens

    Fronteira dinamizará com o fim das portagens

    Desde Lagos até ao interior da Andaluzia, ninguém paga um euro, mas já o mesmo não se pode dizer no sentido inverso, em que se registam, como se testemunhará até ao final do ano, um autêntico gargalo de garrafa, no trânsito destinado ao Algarve. Também situações semelhantes se observam noutras zonas fronteiriças do País.

    Quando se fizerem as contas, lá para o final do ano de 2025, se poderá aferir se é ou não verdade que a economia das regiões que sofriam este desagradável interregno nas viagens a partir de Espanha terá ou não compensado os valores que custa colocar o fim nas concessões.

    As portagens, para além da algarvia Via do Infante, vão também terminar na A4 da Transmontana e o túnel do Marão, que faz a ligação com a província de Zamora; a A13 do Pinhal Interior; a A23 da Beira Interior, e a A24 do Interior Norte, que chega a Ourense;

    A foto documenta o tal gargalo de garrafa que se forma à saída da Ponte Internacional do Guadiana, no sentido Espanha – Portugal, para pagamento da portagem e que os comerciantes e unidades hoteleiras identificam como um fator negativo de acesso, em especial em dias de feriados e pontes de descanso.

  • Poetas do Guadiana escrevem Margens Livres

    Poetas do Guadiana escrevem Margens Livres

    Na obra, participam Ana Maria Horta, António Cabrita, Áurea Nobre, Clara Lourenço, João Pereira, João Viegas, José Carlos Barros, José Estêvão Cruz, Miguel Godinho, Paula Amaro e Pedro Tavares.

    Pretende comemorar os 30 anos da Editora Guadiana e os 50 anos do 25 de Abril e resulta de um convite da editora à participação dos escritores que participam na tertúlia transfronteiriça do «Poetas do Guadiana».

    Para a Editora Guadiana, os poemas do livro manifestam o que de mais íntimo possui o ser humano: «a oportunidade de patentear na escrita o sentimento sobre um dos temas mais pertinentes da nossa sociedade».

  • Ler o «Avante!» às escondidas na margem do Guadiana

    Ler o «Avante!» às escondidas na margem do Guadiana

    Um habitante da aldeia, situada frente ao Pomarão, bem conhecido dos locais, era tido como pessoa como muito especial, inteligente e informada, sem praticamente sair do monte, a não ser ter feito o serviço militar, onde ingressou a 2 de Março de 1938.

    A pessoa que conta a história, lembra que, nas décadas de 50 e 60, ainda havia muita gente na Mesquita e frequentavam a aldeia com frequência, porque o marido era caçador e por ali havia muita caça. Adoravam lá ir.

    Assim, tudo contribuiu para que tivesse conhecimento de uma história bem curiosa. O tio gostava muito de conversar e, bem como ela, passavam muito tempo na conversa.

    Um dia, ele fez-lhe uma confissão muito curiosa e perigosa. Contou que, muito ao fim da tarde e mais no princípio da noite, quando todos os homens do campo já tinham regressado ao monte, o homem citado punha uma saca às costas como se fosse em busca de um ninho.

    Ia até ao Serro da Fome, onde havia um cabanejo e um seu camarada, de longe, vinha esconder o jornal «Avante!». Ele, então, trazia o jornal na saca, deixava num outro esconderijo e, no dia seguinte, voltava lá, como se fosse à lenha, e lia o jornal.

    Ele dizia que nem contava à esposa com medo que ela não fosse capaz de guardar segredo.

  • Atravessar o Guadiana seguro por uma arame

    Atravessar o Guadiana seguro por uma arame

    A travessia está prevista para o próximo dia 11 de Maio e, na divulgação do evento a organização, refere que o percurso tem 720 metros, que atravessa o rio Guadiana, pode alcançar uma velocidade de 70 a 80 quilómetros por hora.

    Dos 25 euros que custa o bilhete de participação, cinco revertem a favor da Associação de Alerta de Incêndios Florestais e dos bombeiros voluntários.

    Trata-se de uma ideia lançada pela britânica Jan Felton, administradora de dois grupos na rede social Facebook: Women of Loulé, mulheres de Loulé, e Algarve Womens Network , Rede de Mulheres do Algarve.

    A Associação de Alerta de Incêndios Florestais dedica-se a dar informação sobre a atividade dos bombeiros e a fazer publicações sobre o desenvolvimento de incêndios, de forma a “ajudar a comunidade e os serviços”.

    Foto: Limite Zero
  • Câmara de Monsaraz em desacordo com a EDIA

    Câmara de Monsaraz em desacordo com a EDIA

    «Infelizmente confirma-se o que temos vindo a afirmar, com bastante desilusão» diz a autarquia na sua nota, afirmando que «tudo fará para reverter o total desinvestimento que a anterior governação socialista e a sua tutela da Agricultura deixaram para a nossa terra e para o Bloco de Rega de Reguengos – o esquecimento e o abandono»

    Em abono da sua opinião aponta o atual Plano de Atividades e Orçamento de 2024 da Empresa de Desenvolvimento das Insfraestruturas de Alqueva (EDIA), na sua página 29 do quadro do Referencial Estratégico a Médio Prazo para a Promoção de Novas Áreas de Regadio.

    Lembra que o município de Reguengos de Monsaraz já havia anunciado, na sua Nota de Imprensa de 15 de março de 2024 que «… os 88 milhões de euros que constam na portaria do Governo já não vão chegar para a construção do bloco de rega de Reguengos, uma das empreitadas do projeto. …».

    Para a autarquia, nunca esteve candidato aos fundos europeus do Programa de Desenvolvimento Rural 2020, o PDR 2020, pelo governo liderado pelo Partido Socialista a que acusa de durante oito anos ter iludido, sistematicamente, os agricultores reguenguenses.

    A presidente, Marta Prates, com o apoio do restante executivo em funções, «tudo fará para reverter o estado de abandono a que os agricultores de Reguengos de Monsaraz foram deixados», sublinham.

    Porém não fecha as portas ao diálogo e afirma: «Tal como nós, também a Federação Nacional de Regantes de Portugal (FENAREG), parceiro do Município de Reguengos de Monsaraz nesta exigência, irá trabalhar com o atual Ministério para, em articulação com a autarquia, verificar e demonstrar a necessidade da concretização do financiamento para esta obra essencial para a sobrevivência e futuro do concelho de Reguengos de Monsaraz».

    Foto: créditos a odigital


  • Eurocidade premeia «Poetas do Guadiana»

    Eurocidade premeia «Poetas do Guadiana»

    A Eurocidade atribuiu o prémio de Cooperação Transfronteiriça aos «Poetas do Guadiana». O prémio será entregue no dia 9 de maio, Dia da Europa, pelo Grupo Europeu de Cooperação Territorial Eurocidade do Guadiana, que também celebra o seu décimo primeiro aniversário.

    Este prémio destaca que o coletivo simboliza a essência da superação de fronteiras como barreiras e, ao mesmo tempo, a fusão cultural.

    Grupo de pessoas sorrindo ao ar livre.
    Poetas do Guadiana em tempos primordiais – foto de José Luís Rua

    O prémio é de reconhecimento pelo trabalho de cooperação e integração os escritores das duas margens do rio. concedido pela Assembleia daquela entidade por sugestão da equipe técnica, e destaca que os poetas encarnam a essência da eliminação das fronteiras como obstáculos e como união de culturas.

    Os autores dos dois países recitam, publicam e organizam recitais nas duas margens do rio, promovendo a criação e divulgação da obra de numerosos escritores.

    Os Poetas do Guadiana, com mais de uma década de experiência, têm partilhado os seus versos não só nas três localidades da Eurocidade, mas também noutros pontos de Huelva e do Algarve, colaborando com alguns dos poetas mais destacados e afastando-se dos formalismos restritivos.

    Com mais de cinquenta publicações, coleções como «Los libros del Estraperlo» ou «Los Cuadernos de la Barranca», antologias e livros de autores emergentes e poetas consagrados, já são mais de cem escritores que publicaram com este grupo poético.

    No lado de Portugal é a Editora Guadiana quem tem assegurado algumas das edições dos poetas portuguese.

    José Luíz Rua e António Cabrita tem assegurado a coordenação informal deste movimento poético transfronteiriço.

    Em maio de 2021 foi lançada a «Poética na Eurocidade do Guadiana«, integrada no projeto EuroGuadiana e coordenada por José Luis Rúa. Este trabalho foi apresentado virtualmente, no Dia da Europa, devido às condições sociais e de saúde da época.

  • Liderança na AMAL – correcção

    Liderança na AMAL – correcção

    A notícia que demos estava incorreta, bem como as conclusões retiradas da mesma. Foi um erro de interpretação cometido pela nossa Redacção sobre as mudanças no próximo cargo de Osvaldo Gonçalves.

    Ele foi nomeado como representante dos municípios do Algarve na ALGAR e não para a AMAL, como a notícia refere. Ao visado, ao vice-presidente do município de Alcoutim, à AMAL e à ALGAR, e naturalmente aos nossos leitores, pedimos as nossas desculpas pelo erro cometido.

    O restante articulado fica sem efeito e foi por nós anulado. Reforçaremos a atenção para manter o rigor que nos caracteriza.

  • Nova barragem em Espanha afetará Portugal

    Nova barragem em Espanha afetará Portugal

    O projeto, atualmente aberto a consulta pública, é denominado «Aproveitamento Hidroelétrico de José Maria de Oriol II», foi detalhado pelas autoridades espanholas e está aberto a revisão no «portal Participe» durante 30 dias úteis, terminando a 28 de maio, conforme refere a APA.

    A APA manifestou a sua intenção de participar no processo de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), dado o potencial impacto ambiental significativo em Portugal, e comunicou-o a Espanha.

    De acordo com o «Protocolo de ação entre o Governo da República Portuguesa e o Governo do Reino de Espanha», a Espanha forneceu documentação sobre os potenciais impactos do projeto transfronteiriço.

    A central hidroelétrica reversível proposta deverá ser construída em Alcántara, Cáceres, utilizando as albufeiras existentes de Cedillo e Alcántara II.

    A Iberdrola, empresa espanhola que supervisiona o projeto, garantiu que a nova central não irá alterar a gestão da água libertada a jusante da albufeira de Cedillo.

    As avaliações de impacto ambiental indicam que se espera que o projeto tenha um impacto ambiental moderado, com efeitos minimizáveis na rede Natura 2000.