Hoje, sexta-feira, 20 de março de 2026, ocorre o equinócio de março, um marco astronómico global que assinala uma transição fundamental nas estações do ano e no equilíbrio de luz sobre o planeta.
É no momento exato em que o Sol cruza o equador celeste, movendo-se de sul para norte, ocorre às 14:46 UTC.
Em Portugal Continental e Madeira às 14:46, nos Açores às 13:46. Nesse instante, o eixo da Terra não está inclinado nem em direção ao Sol, nem no sentido oposto, resultando numa distribuição quase idêntica de luz solar entre os dois hemisférios.
Os equinócios funcionam como um “interruptor” climático.
No Hemisfério Norte: Marca o Equinócio de Primavera (Vernal) marca o início da primavera astronómica, com os dias a tornarem-se progressivamente mais longos do que as noites até ao solstício de junho.
No Hemisfério Sul: Marca o Equinócio de Outono. Assinala a chegada do outono, com a redução gradual das horas de luz e a descida das temperaturas médias.
O termo deriva do latim aequus (igual) e nox (noite). Embora se diga que o dia e a noite têm a mesma duração, devido à refração atmosférica, o dia é habitualmente uns minutos mais longo do que a noite na data exata do equinócio.
Hoje é um dos dois únicos dias do ano em que o Sol nasce exatamente no Este e se põe exatamente no Oeste, independentemente de onde se encontre no globo.
Para além da astronomia, este momento marca a entrada do Sol no signo de Carneiro (Aries), considerado por muitas culturas e tradições esotéricas como o “Ano Novo Astrológico”, um período de renovação e novos começos.
Vila Real de Santo António e Ayamonte partilham o mesmo estuário, mas vivem realidades marítimas opostas. Enquanto o Plano de Navegabilidade do Guadiana aponta para o interior, a entrada do rio continua a ser um muro invisível que dita a sorte das duas margens.
Por: F. Pesquisa/jestevaocruz
O Rio Guadiana, que deveria ser a grande autoestrada líquida do Sotavento, enfrenta hoje um diagnóstico contraditório. De um lado, multiplicam-se os planos de navegabilidade e as intenções de levar o turismo fluvial até Alcoutim e Mértola. Do outro, a realidade física da barra impõe-se com uma crueza que os mapas de gabinete parecem ignorar: bancos de areia que, em maré baixa, reduzem a profundidade a pouco mais de dois metros, tornando a entrada num jogo de roleta russa para embarcações de maior calado.
Esta barreira de inertes não é apenas um problema ambiental; é o fiel da balança de uma profunda assimetria económica. A frota de Ayamonte, robusta e composta por mais de 120 embarcações — muitas delas de arrasto e cerco —, domina as águas do estuário, beneficiando de um porto que historicamente recebeu o investimento necessário para manter a sua operacionalidade. Do lado português, o cenário é o de um espelho invertido.
A Lota que Olha para a Estrada
O dado mais revelador desta disfunção encontra-se na Lota de Vila Real de Santo António. Num fenómeno que os especialistas locais classificam como “Lota Seca”, estima-se que entre 70% a 80% do pescado ali transacionado não chegue por via marítima. Em vez de redes e mastros, o que alimenta o leilão diário são os camiões. O peixe chega por estrada, vindo de outros portos ou da vizinha Andaluzia, transformando a lota num centro logístico terrestre em vez de um entreposto marítimo vibrante.
Esta dependência do asfalto encarece a operação e sublinha a fragilidade da frota local, composta maioritariamente por pequenas unidades de pesca artesanal que sobrevivem nas margens da pujança espanhola. Sem o desassoreamento da barra, a frota de VRSA está condenada à pequena escala, incapaz de crescer para unidades que exijam a segurança de um canal de entrada profundo e constante.
Navegabilidade: O Elo Perdido
O atual Plano de Navegabilidade do Guadiana, embora ambicioso no seu desenho para o interior, arrisca tornar-se um investimento manco. De nada serve balizar e dragar o canal até Alcoutim se a “porta de entrada” continua obstruída. Para que o iatismo de cruzeiro e os navios de recreio — que necessitam de margens de segurança de pelo menos quatro metros — possam de facto dinamizar a economia transfronteiriça, o desassoreamento da barra tem de deixar de ser uma promessa cíclica para se tornar uma prioridade estrutural.
Atualmente, a Foz do Guadiana perde competitividade a cada maré. Enquanto o turismo náutico no Algarve cresce a um ritmo de 5% ao ano, este canto do território vê o valor económico do rio passar ao largo ou ficar retido em Ayamonte, onde o volume de negócios chega a ser cinco vezes superior ao registado na margem portuguesa.
A conclusão é inevitável para quem analisa os números e a geografia: o futuro do Baixo Guadiana não se decide apenas nas capitais ou nos gabinetes da Eurocidade, mas sim nos sedimentos que a corrente deposita na foz. Sem abrir a porta do rio, os planos de navegabilidade serão pouco mais do que cartas de intenções guardadas numa gaveta que a areia teima em soterrar.
Vila Real de Santo António prepara-se para acolher, na próxima quinta-feira, a terceira edição da Feira Transfronteiriça da Oferta Formativa e das Práticas Laborais.
O evento poderá integrar centenas de estudantes provenientes de Portugal e Espanha. A iniciativa é parte integrante do projeto Eures Transfronteiriço Andaluzia Algarve e pretende facilitar a ligação entre a formação académica e as oportunidades de emprego para jovens de ambos os lados da fronteira.
Este ano, a feira assume um cariz temático particularmente relevante, centrando-se na formação em atividades relacionadas com o Desporto e o Turismo de Natureza.
A escolha do tema surge em consonância com a recente atribuição à Eurocidade do Guadiana do título de Comunidade Europeia do Desporto 2026, um reconhecimento destinado a impulsiona a região como um polo de excelência na área desportiva.
O evento representa uma oportunidade única para os estudantes explorarem as diversas ofertas formativas disponíveis, tanto em Portugal como em Espanha, e para estabelecerem contactos com potenciais empregadores.
A feira contará com a presença de instituições de ensino, empresas e entidades públicas, que apresentarão programas de formação, oportunidades de estágio e ofertas de emprego nas áreas do desporto, turismo ativo e desenvolvimento sustentável.
A organização da feira é coordenada pelo projeto Eures Transfronteiriço Andaluzia Algarve (#EuresTAA), com o apoio da ACES Europa (#ACESeuropa) e da Eurocidade do Guadiana (#EurociudadGuadiana #EurocidadeGuadiana), uma parceria transfronteiriça que engloba os municípios de Ayamonte, Castro Marim e Vila Real de Santo António (#Ayamonte #CastroMarim #VRSA #EuroGuadiana).
Com a crescente procura por profissionais qualificados no setor do desporto e turismo de natureza, a Feira Transfronteiriça da Oferta Formativa e das Práticas Laborais posiciona-se como um evento crucial para o desenvolvimento económico e social da região EuroGuadiana, promovendo a mobilidade laboral e o intercâmbio de conhecimentos entre Portugal e Espanha.
A recente subida do nível do rio Guadiana, na sequência de intensas chuvas a montante em território espanhol, provocou uma situação de emergência no concelho de Mértola.
Um abrigo de animais, localizado numa área ribeirinha, foi inundado, deixando 22 gatos isolados e em risco. O abrigo, gerido informalmente por voluntários dedicados à proteção animal, acolhia animais abandonados e à espera de adoção.
A rápida elevação das águas apanhou os responsáveis de surpresa, impossibilitando a remoção atempada dos animais para um local seguro. O nível da água subiu de forma alarmante em poucas horas e, infelizmente, não tiveram tempo suficiente para retirar todos os gatos do abrigo e ficaram desesperados para os trazer de volta em segurança
Nota: A imagem estiliza uma hipotética situação e foi obtida com recurso a IA.
A atenção das autoridades e da comunidade local esteve, nos últimos dias, centrada no Rio Guadiana, na zona fronteiriça de La Laja. A confirmação do desfecho das intensas operações de busca encerra o dramático episódio da queda de um cidadão de nacionalidade francesa nas águas do rio internacional.
O alerta foi dado após o desaparecimento do indivíduo, que terá caído ou sido arrastado pela corrente na região perto de La Laja, um ponto sensível do caudal do Guadiana.
A resposta das forças de segurança e salvamento foi imediata e coordenada, envolvendo uma mobilização transfronteiriça de recursos, dada a natureza do incidente num rio que serve de fronteira natural entre Portugal e Espanha.
Em Portugal, elementos da Guarda Nacional Republicana (GNR), em articulação com a Polícia Marítima, os Bombeiros e equipas de Proteção Civil, empenharam vastos meios aquáticos e terrestres.
A complexidade do terreno e a forte corrente do rio exigiram a utilização de embarcações especializadas e o envolvimento de equipas de mergulho para varrer as áreas mais profundas e de difícil acesso.
Após um esforço incessante que se prolongou por vários dias, e que manteve a comunidade em sobressalto, as autoridades conseguiram finalmente localizar o corpo do cidadão francês desaparecido.
Este trágico achado permite agora o encerramento formal das operações de busca. As circunstâncias exatas da queda continuam a ser investigadas, mas tudo aponta para um acidente fatal nas margens do rio.
O dia de ontem ficou marcado por um quadro hidrológico exigente em toda a bacia do Guadiana. Depois de vários dias de precipitação intensa no interior e no sul da Península Ibérica, as descargas controladas das barragens de Alqueva e do Chança fizeram-se sentir ao longo de todo o curso do rio, com impacto particular nas localidades ribeirinhas do Baixo Guadiana.
O dia de hoje trouxe uma pausa relativa, mas o cenário mantém-se sob vigilância, perante a previsão de nova tempestade a atingir o Algarve.
As descargas do sistema de Alqueva, necessárias para garantir a segurança da infraestrutura, provocaram um aumento significativo dos caudais a jusante. Este acréscimo, conjugado com os contributos naturais dos afluentes, resultou na subida rápida do nível do Guadiana, levando à inundação de zonas ribeirinhas, campos agrícolas e acessos secundários.
Em Mértola, o rio galgou margens em áreas historicamente vulneráveis. As zonas baixas junto ao cais e terrenos agrícolas adjacentes ficaram submersos, condicionando a atividade local.
Embora sem registo de vítimas ou danos estruturais graves, a população acompanhou com apreensão a evolução do caudal, num cenário que reavivou memórias de cheias passadas.
Mais a sul, na fronteira natural entre Portugal e Espanha, Sanlúcar de Guadiana e Alcoutim viveram horas de particular atenção. A subida do nível do rio afetou zonas ribeirinhas, passadiços e áreas de lazer junto à água, levando ao encerramento preventivo de acessos e à suspensão temporária de atividades turísticas e fluviais.
A cooperação transfronteiriça revelou-se essencial no acompanhamento da situação, com autoridades dos dois lados do rio em contacto permanente.
Já no troço final do Guadiana, o impacto fez-se sentir de forma mais alargada. Em Ayamonte, o aumento do caudal provocou a inundação de zonas baixas próximas da foz, afetando áreas agrícolas e alguns arruamentos junto ao rio.
Do lado português, Castro Marim registou cheias nos sapais e zonas envolventes ao estuário, com especial incidência nos acessos rurais e terrenos agrícolas.
Em Vila Real de Santo António, o Guadiana atingiu níveis elevados, condicionando a circulação em áreas ribeirinhas e obrigando à monitorização constante da frente urbana voltada para o rio.
Apesar do impacto visual impressionante, a proteção proporcionada pelo estuário e pelas infraestruturas existentes permitiu mitigar efeitos mais severos no núcleo urbano.
Situações semelhantes foram registadas em locais como Laranjeiras e Guerreiros do Rio, onde o Guadiana voltou a ocupar o seu leito de cheia, isolando temporariamente caminhos e afetando pequenas explorações agrícolas. Nestes territórios de menor densidade populacional, a resiliência das comunidades e o conhecimento do comportamento do rio foram determinantes para reduzir riscos.
O balanço do dia de ontem aponta para danos materiais limitados, mas evidencia a vulnerabilidade persistente das zonas ribeirinhas face a episódios meteorológicos extremos.
Com a previsão de agravamento do estado do tempo nas próximas horas, as autoridades mantêm os planos de contingência ativos, apelando à prudência, à não aproximação às margens do rio e ao acompanhamento das informações oficiais.
O Guadiana dá hoje um curto sinal de tréguas, mas permanece sob observação apertada, num inverno que volta a testar a capacidade de resposta das populações e das infraestruturas ao longo de um dos rios mais emblemáticos do sul da Península.
A platafirma Google Flood Hub Prevê Risco de Cheias para os Próximos Dias
A combinação de chuvas intensas e a gestão dos caudais da Barragem de Alqueva coloca a região do Baixo Guadiana sob vigilância. A plataforma Flood Hub, da Google, utiliza Inteligência Artificial para antecipar subidas do nível das águas, servindo como uma ferramenta crucial de utilidade pública. Vila Real de Santo António – A região do Baixo Guadiana enfrenta um cenário de vulnerabilidade meteorológica nos próximos dias. Com a passagem de sucessivas frentes de precipitação e a necessidade de descargas controladas na Barragem de Alqueva para modular os caudais afluentes, o risco de transbordo do rio em zonas críticas aumentou significativamente. De acordo com os dados mais recentes processados pela plataforma Flood Hub da Google, o modelo hidrológico aponta para uma subida gradual do nível das águas entre Mértola e a foz do Guadiana. A ferramenta, que cruza dados de satélite com previsões meteorológicas em tempo real, permite antecipar cenários de inundação com uma antecedência de até sete dias, oferecendo uma margem de manobra preciosa para as populações e autoridades locais. Tecnologia ao Serviço da Segurança O Flood Hub não é apenas um mapa de risco; é um sistema avançado de resposta a crises. Ao contrário dos métodos tradicionais, esta plataforma utiliza Inteligência Artificial (IA) para criar dois modelos distintos:
Modelo Hidrológico: Prevê a quantidade de água que corre no rio.
Modelo de Inundação: Identifica as áreas específicas que serão afetadas e a profundidade prevista da água no solo. Utilidade Pública: Como o Cidadão Pode Proteger-se Para os residentes de localidades como Alcoutim, Guerreiros do Rio ou Azinhal, o acesso a esta informação é gratuito e direto. Através do portal Flood Hub, qualquer utilizador pode:
Visualizar em tempo real as zonas com maior probabilidade de inundação.
Receber alertas diretamente no smartphone através do Google Maps ou Pesquisa Google.
Planear a proteção de bens e a evacuação de gado ou veículos em áreas ribeirinhas antes que o pico da cheia ocorra. Recomendações das Autoridades Embora a tecnologia da Google ofereça uma previsão de alta precisão (estimada em cerca de 80% de correspondência com a realidade no terreno), a Proteção Civil reforça que estas ferramentas devem complementar os avisos oficiais do IPMA e das autarquias. Perante a previsão de chuva forte e vento para esta semana, recomenda-se à população que evite atividades junto às margens, garanta a desobstrução de sistemas de escoamento e acompanhe a evolução dos mapas de risco online.
A EDIA (Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva) anunciou que, devido aos elevados caudais afluentes ao Sistema Alqueva-Pedrógão, estão a ser realizadas e serão significativamente aumentadas as descargas na Barragem de Pedrógão.
A medida surge como resposta à necessidade de gerir o volume de água acumulado, que já excede o Nível de Pleno Armazenamento (NPA).
Neste momento, (ontem) a albufeira de Pedrógão encontra-se 1,43 metros acima do seu Nível de Pleno Armazenamento, uma situação que justifica a continuidade das operações de descarga. O objetivo é garantir a segurança estrutural do sistema e gerir o armazenamento face à persistência de afluências elevadas.
Esta operação é integrada com a central hidroelétrica de Alqueva, onde três grupos estão a funcionar em pleno. Esta turbinação está a libertar um caudal instantâneo total da ordem dos 600 m³/s, contribuindo para a gestão do armazenamento na albufeira de Alqueva antes que a água chegue a Pedrógão.
Contudo, face à pressão hídrica, prevê-se um aumento do descarregamento de caudais na Barragem de Pedrógão nas próximas horas. Este valor deverá atingir a ordem dos 1.500 m³/s, dependendo da evolução hidrológica verificada.
Como resultado direto destas descargas, é expectável uma subida notável dos níveis do rio Guadiana a jusante da barragem de Pedrógão. O impacto nas áreas ribeirinhas é inevitável, e a EDIA emitiu um apelo urgente à colaboração de entidades e populações.
É fundamental que sejam adotados comportamentos de precaução nas zonas potencialmente afetadas, visando a salvaguarda de pessoas e bens. A monitorização da situação é crucial.
Relativamente ao tempo de trânsito, os caudais descarregados por Pedrógão demoram cerca de 18 horas a atingir o Pulo do Lobo.
É importante notar que o aumento dos caudais na região de Mértola só deverá ocorrer após um período superior a 18 horas, dependendo das condições de escoamento do rio. A EDIA assegura que está a acompanhar permanentemente a evolução da situação, garantindo os ajustamentos operacionais necessários e a articulação com todas as entidades competentes.
A EDIA anunciou hoje a abertura dos descarregadores de meio fundo da barragem de Alqueva, com início marcado para as 16h00, para a realização de descargas controladas. Esta medida surge como resposta à persistência de caudais afluentes elevados no Sistema Alqueva-Pedrógão, que levaram o nível da albufeira a aproximar-se perigosamente do Nível de Pleno Armazenamento (NPA).
Até ao momento, a gestão do volume em Alqueva tem sido realizada sobretudo através do turbinamento das centrais hidroelétricas. Esta operação permitia não só a produção de energia, como também a regulação dos volumes, sendo complementada pelas descargas efetuadas na Barragem de Pedrógão, situada 23 quilómetros a jusante.
Contudo, face à continuidade das elevadas afluências, tornou-se imperativo complementar a gestão hídrica com descargas também em Alqueva. O objetivo principal é garantir a manutenção das margens de segurança operacionais da albufeira, assegurando a estabilidade e a integridade da estrutura.
A EDIA alerta que estas descargas irão inevitavelmente provocar uma subida significativa dos níveis e caudais do rio Guadiana, nomeadamente a jusante das barragens de Alqueva e Pedrógão. Esta situação está a ser monitorizada de forma permanente e em estreita articulação com todas as entidades competentes.
Perante este cenário, a empresa apela veementemente à colaboração das autoridades locais, dos agentes de proteção civil e, em particular, de toda a população que reside ou utiliza as zonas ribeirinhas.
É fundamental que sejam adotados comportamentos preventivos, prestando especial atenção às áreas potencialmente inundáveis. A salvaguarda de pessoas e bens é a prioridade máxima, sendo crucial o cumprimento das recomendações das autoridades para evitar situações de risco.
A EDIA reitera o seu compromisso de monitorizar a evolução hidrológica em permanência, garantindo os ajustamentos operacionais que se revelem necessários e fornecendo informação atualizada de acordo com o desenvolvimento da situação.
Por trás da gestão da água na vizinha Espanha, existe um sistema invisível de sensores e dados que trabalha 24 horas por dia. Conheça o SIRA, a rede integrada que antecipa cheias, combate a poluição e garante que cada gota do Guadiana é aproveitada com precisão cirúrgica.
O Rio Guadiana não é apenas uma linha no mapa ou uma fronteira natural; é um organismo vivo que pulsa de acordo com o ritmo das estações e as variações do clima.
Gerir uma bacia hidrográfica desta importância exige mais do que a simples observação ocular das margens. Atualmente, o comando das operações cabe ao SIRA, uma sigla que esconde uma complexa Rede Integrada de monitorização.
Este sistema funciona como o sistema nervoso central do rio, integrando sub-redes especializadas que vigiam desde os caudais e as barragens até à qualidade química da água e o estado de saúde dos aquíferos subterrâneos.
A magia desta gestão acontece através de um fluxo de informação perfeitamente orquestrado, que começa muito antes de a água chegar às nossas torneiras ou aos campos de cultivo.
Tudo tem início no leito do rio e nas suas infraestruturas, onde uma vasta rede de sensores capta dados em tempo real sobre o estado do meio hídrico, incluindo o comportamento das águas superficiais e até das águas residuais tratadas.
Estes dados, transformados em sinais digitais, viajam instantaneamente para um centro de controlo onde são processados e analisados.
É este processamento que permite aos especialistas avaliar o estado do rio em cada minuto, apresentando relatórios detalhados que ajudam os responsáveis a desenhar as melhores estratégias de prevenção e atuação, otimizando o processo de tomada de decisão perante qualquer cenário.
Esta infraestrutura tecnológica foca-se em dois pilares fundamentais que afetam diretamente a vida das populações: a segurança e a eficiência. Por um lado, o SIRA é a ferramenta essencial para a previsão e atuação em caso de cheias, permitindo conhecer antecipadamente a evolução dos níveis e caudais.
Com esta informação, a Proteção Civil pode ser avisada com a antecedência necessária para minimizar danos e proteger vidas. Por outro lado, o sistema garante uma vigilância rigorosa da qualidade da água, detetando prontamente parâmetros anómalos que possam indicar descargas poluentes não autorizadas, protegendo assim o ecossistema e a saúde pública.
Mas o impacto do SIRA vai muito além da gestão de crises. No dia a dia, esta rede permite uma gestão inteligente das reservas de água.
Ao controlar ao pormenor a operação de barragens, canais e conduções, é possível garantir que a água disponível é distribuída da forma mais eficaz possível pelos seus diversos usos — seja para o abastecimento doméstico, para o regadio agrícola, para a produção de energia hidroelétrica ou para a manutenção dos caudais ecológicos mínimos que o ambiente exige.
Além disso, ao manter um arquivo histórico de dados fiáveis e continuados, o SIRA não está apenas a resolver os problemas de hoje; está a construir o conhecimento necessário para que as futuras gerações saibam como cuidar de um dos recursos mais preciosos da Península Ibérica.
Para quem quer ir mais fundo: O “Dicionário” do SIRA
Se ficou curioso sobre a tecnologia por trás desta vigilância, o SIRA é, na verdade, a união de quatro redes especializadas que funcionam em conjunto:
SAIH (Sistema Automático de Informação Hidrológica): É o braço direito da segurança. Mede níveis de rios e albufeiras em tempo real para prever cheias e gerir a abertura de comportas.
SAICA (Sistema Automático de Informação de Qualidade das Águas): Funciona como um laboratório permanente. Analisa a composição química da água para detetar poluição de forma imediata.
ROEA (Rede Oficial de Estações de Calibração/Aforo): Foca-se na quantidade. É a rede que mede com precisão o volume de água que passa num determinado ponto (caudal).
PIEZO (Rede de Piezometria): O olhar subterrâneo. Mede os níveis dos aquíferos (reservas de água debaixo do solo) para garantir que não estão a ser sobre-explorados.
Ayamonte está a afirmar-se como um dos grandes palcos de observação solar da Europa. Através do projeto ‘Atlantic Sunset’, a cidade fronteiriça, situada na província de Huelva, não só celebra a beleza natural dos seus crepúsculos, como utiliza a ciência para se posicionar como um destino turístico de eleição, especialmente durante os meses mais frios.
Esta iniciativa estratégica, financiada pelo programa Interreg Espaço Atlântico, baseia-se num achado singular.
Estudos científicos sustentam que, entre os meses de outubro e fevereiro, Ayamonte é o local onde se regista o último pôr do sol da Espanha peninsular. Este facto legitimou a criação e sinalização de novos pontos de observação estratégica, os quais foram formalmente apresentados num ato público realizado no Muelle de Portugal.
Durante a jornada divulgativa, promovida pela Deputação de Huelva, foi descoberto um painel informativo que indica os principais locais para contemplar o fenómeno.
O autarca de Ayamonte, Alberto Fernández, sublinhou que esta nova marca turística representa um incentivo ao desenvolvimento local.
«Os nossos crepúsculos constituem uma forma de turismo sustentável, que atraem cada vez mais visitantes, especialmente na época invernal, e que representam um chamariz adicional para a nossa cidade», afirmou o autarca.
Numa aposta clara na promoção global, foi também anunciado um avanço tecnológico significativo. Está prevista a instalação de uma câmara no antigo edifício das alfândegas, com sinal em direto 24 horas por dia.
Esta câmara permitirá transmitir, de forma permanente, a imagem do rio Guadiana com o pôr do sol em frente, para que o espetáculo natural possa ser visualizado via streaming em qualquer parte do mundo.
A aposta no projeto ‘Atlantic Sunset’ reforça o compromisso da Câmara Municipal de Ayamonte em valorizar o seu património natural e cultural, elevando o interesse turístico e cultural da região e colocando-a definitivamente no mapa internacional.
A 13.ª edição do evento de aventura “Nosso Dakar” teve o seu arranque hoje, sexta-feira, dia 9 de janeiro, no pitoresco local do Pomarão, concelho de Mértola. Organizado pela Longitude 009, este ano o rali celebra um marco duplo de grande relevância para a história dos desportos motorizados nacionais.
Para além de assinalar a sua 13.ª edição, o “Nosso Dakar” homenageia os 20 anos da partida do primeiro rali Lisboa–Dakar. Com o arranque dado em pleno Baixo Alentejo, este evento assume, assim, um simbolismo acrescido, ligando a atual aventura à memória do percurso histórico que colocou Portugal no mapa dos grandes ralis mundiais.
O evento, que junta pilotos e aventureiros de várias gerações, é encarado pela organização como muito mais do que um desafio motorizado. Trata-se de um ponto de encontro alicerçado nos valores da famosa prova africana.
Segundo a Longitude 009, o evento “é mais do que uma aventura, é um ponto de encontro de gerações de pilotos e aventureiros, unidos pela superação, pela amizade e pela liberdade que sempre definiram o Dakar”.
Os participantes iniciaram a sua jornada no Pomarão, para três dias intensos de navegação e grandes vistas, percorrendo paisagens vastas e desafiantes. A rota desenrola-se pelas serras e planícies que ligam o Alentejo ao Algarve, solidificando a região de Mértola como o ponto de partida ideal para a aventura no sul do país.
No Dia de Reis, enquanto muitos procuravam as tradicionais coroas dos bolos-reis, a EDIA e o Centro Alqueva decidiram destacar uma coroa bem diferente, forjada em betão e engenho.
Através das redes sociais, a entidade que gere a monumental Barragem de Alqueva lançou um desafio: desvendar o significado do “Coroamento” da barragem, um termo que, longe de ser meramente decorativo, representa o culminar de um dos maiores projetos de engenharia da Europa.
A escolha da data não foi casual, sendo o Dia de Reis considerado pela EDIA (Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva) como «carregado de simbolismo».
Numa publicação partilhada na página de Facebook do Centro Alqueva, lia-se a metáfora que associava a construção à realeza: «Aqui, a coroa não é de ouro nem de pedras preciosas, mas de engenharia e engenho.»
Mas o que significa, concretamente, o Coroamento numa infraestrutura da envergadura de Alqueva? O Coroamento é o acabamento superior da barragem. Trata-se da parte mais alta da estrutura, que remata e “coroa” todo o esforço de construção do maciço estrutural. É, essencialmente, a crista da barragem.
Tecnicamente, o Coroamento é uma secção vital. Esta parte final do projeto de construção confere não apenas o acabamento arquitetónico, mas também garante a estabilidade final da obra e, frequentemente, suporta a infraestrutura rodoviária que atravessa o topo da barragem. É através do coroamento que se controlam, em detalhe, os movimentos estruturais e se acede a equipamentos chave, sendo o ponto de observação crucial para fiscalizar a integridade da estrutura.
No caso da Barragem de Alqueva, uma obra monumental que se estende por 450 metros de comprimento e atinge uma altura de 96 metros acima da fundação, o Coroamento é a linha final que assegura a operacionalidade e segurança daquela que é a maior reserva estratégica de água do país. É a perspetiva única sobre uma obra onde, como sublinhado pelo Centro Alqueva, «cada detalhe conta».
Desta forma, a EDIA conseguiu transformar um conceito técnico de engenharia civil num símbolo de excelência e conclusão. O Coroamento da Barragem de Alqueva é mais do que um acabamento; é a marca visível do triunfo do planeamento e da execução que redefiniu a paisagem e a economia do Alentejo. Um impressionante exemplo do engenho humano que marca o bom ano novo desejado pelo Centro Alqueva.
Lena Valério é uma das cidadãs a quem se deve uum conjunto de reportagens e fotografias sobre o território mais eloquentes, que ajudam ao conhecimento da paisagem e à natureza das respetivas mutações geográficas.
O seu perfil no Facebook, cuja consulta recomendamos é um repositório interessantíssimo das paisagens do Baixo-Guadiana e das mutações sazonais.
Lena Valério anota o estado atual das descargas nas observações que hoje partilhamos.
A cooperação transfronteiriça no âmbito do turismo fluvial deu um passo decisivo em frente com a realização do I Encontro Ibérico de Turismo Fluvial Transfronteiriço da Rede CIFT. A Odiana – Associação para o Desenvolvimento do Baixo Guadiana marcou presença neste evento crucial, que culminou na formalização de um protocolo destinado a transformar os rios partilhados entre Portugal e Espanha em autênticos motores de desenvolvimento sustentável e inovador.
O encontro, que se estendeu por três dias, decorreu nos pitorescos municípios ribeirinhos do rio Minho e juntou parceiros institucionais de ambos os países. O objetivo central foi claro: valorizar o turismo fluvial sustentável e preservar o vasto património partilhado que une estas regiões.
Os participantes envolveram-se em sessões de trabalho produtivas e realizaram visitas técnicas, culminando na assinatura do protocolo que estabelece formalmente a constituição da Rede CIFT. Este é um marco fundamental para a cooperação ibérica, focada na dinamização da economia azul e na promoção de um turismo mais responsável e consciente.
A Odiana diz assumir-se como um elemento ativo nesta rede transfronteiriça, alinhando-se com a visão de impulsionar o desenvolvimento económico e social das áreas envolventes, particularmente no Baixo Guadiana, através da aposta em produtos turísticos diferenciadores.
Para os promotores, o projeto Rede CIFT possui uma relevância estratégica inegável, visando reforçar a cooperação e diversificar a oferta turística, levando-a para além dos circuitos tradicionais. Esta diversificação é equilibrada com uma preocupação primordial pela preservação ambiental, garantindo que a dinamização turística não comprometa os ecossistemas fluviais.
Este ambicioso projeto é cofinanciado a 75% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), inserido no Programa INTERREG VI A ESPANHA-PORTUGAL (POCTEP) 2021-2027. O apoio financeiro europeu sublinha a importância da iniciativa na criação de um futuro onde o desenvolvimento regional e a sustentabilidade ambiental caminham lado a lado ao longo dos rios que definem a fronteira ibérica.
O Rio Guadiana prepara-se para acolher, em novembro, um mês recheado de desporto de cooperação, tradição e superação, destacando-se dois eventos transfronteiriços de grande relevância: a Taça Internacional de Canoagem e a 30.ª edição das X Milhas do Guadiana, que celebram a amizade luso-espanhola.
Canoagem com Selo de Excelência em Alcoutim
O calendário arranca no dia 2 de novembro com a 3.ª Taça Internacional do Guadiana em Canoagem. Organizado pela GD Alcoutim, o evento traz atletas portugueses e espanhóis num encontro que visa promover o espírito de superação e partilha.
Este ano, a taça eleva a fasquia ao contar com o campeão João Ribeiro como embaixador, garantindo um toque de excelência e reconhecimento internacional à prova.
Segundo a autarquia de Alcoutim, esta é uma oportunidade única para reforçar os laços de amizade através do desporto.
Os interessados em participar devem apressar-se, uma vez que as inscrições encerram a 24 de setembro. Para formalizar a sua presença, basta enviar um e-mail para internationalguadianacup@gmail.com.
X Milhas do Guadiana: Três Décadas de História a Unir Fronteiras
Uma semana depois, a 9 de novembro, as atenções viram-se para o atletismo com a realização da 30.ª edição das X Milhas do Guadiana. Esta corrida emblemática assinala três décadas de uma tradição que se tornou um símbolo de cooperação e amizade entre Portugal e Espanha.
Com um percurso único, a prova une, literalmente, três territórios-irmãos e duas nações: a partida dá-se em Ayamonte (Espanha), segue por Castro Marim (Portugal) e culmina com a chegada apoteótica à Praça Marquês de Pombal, em Vila Real de Santo António (Portugal).
O trajeto oferece ainda a todos os participantes vistas inigualáveis sobre o Rio Guadiana, o elo que historicamente liga os dois países.
Organizada em parceria pelas autarquias de Ayamonte, Castro Marim e Vila Real de Santo António, e apoiada pela Fundação do Desporto e pela Associação de Atletismo do Algarve, a iniciativa transcende o plano desportivo, afirmando-se como um marco cultural de cooperação transfronteiriça.
A edição comemorativa dos 30 anos celebra o desporto como uma «linguagem universal de amizade, superação e partilha», destacando o seu papel fundamental no desenvolvimento regional.
Foto: [[Category:Guadiana International Bridge]] – Creative Commons
Os resultados das eleições autárquicas de 2025 trouxeram novidades e confirmações em quatro concelhos do Baixo Guadiana. Mário Tomé continua a liderar em Mértola, enquanto Paulo Paulino mantém o comando em Alcoutim. Em Vila Real de Santo António, Álvaro Araújo permanece como presidente. Em Castro Marim, Filomena Sintra, que tinha assumido a presidência na reta final do mandato anterior após Francisco Amaral, conquista agora, pela primeira vez, a presidência da câmara em nome próprio.
Concelho
Presidente Eleito
Notas
Mértola
Mário Tomé
Mantém-se à frente do município
Alcoutim
Paulo Paulino
Reconduzido como presidente
Vila Real de S. António
Álvaro Araújo
Continua como presidente da câmara
Castro Marim
Filomena Sintra
Eleita pela 1.ª vez após sucessão de Francisco Amaral
Esta eleição reforça a continuidade em três autarquias e marca a estreia de Filomena Sintra como presidente eleita em Castro Marim.
A Feira do Cavalo integra o evento mais esperado do outono em Huelva, realizado no parque de Zafra e marcado pela tradicional cena do choquito, que serve como o arranque oficioso das festividades.
É um momento vibrante, com casetas decoradas, música, gastronomia típica,especialmente molusco frito, jamón (presunto) e queijo, danças ao som de artistas populares como Mora, Bad Bunny, Raphael, Amistades Peligrosas), e a presença de diversas gerações de famílias e amigos. huelvainformacion
Durante as noites de festa, a alegria é intensa e contagiante, com os mais jovens a envolverem-se nas tendências de TikTok e os mais tradicionais a pedirem músicas clássicas.
Os festejos unem famílias e grupos distintos, e a programação oficial estende-se por todo o fim de semana, até domingo, prometendo energia e momentos únicos em torno do mundo equestre e das tradições regionais.
Foto significativa do evento anual
A edição de 2025 conta com várias imagens marcantes, sobretudo da primeira noite do evento, a famosa «noite do choquito frito» nas casetas da feira, que simboliza o verdadeiro início da celebração.
O governo de Espanha acaba de aprovar uma verba próxima dos nove milhões de euros destinada ao desenvolvimento de Ayamonte, inserindo-se num conjunto de investimentos focados na cooperação transfronteiriça e na coesão territorial junto à fronteira com Portugal.
Esta verba faz parte de programas de investimento que têm como objetivo fortalecer as infraestruturas, dinamizar a economia local e promover o planeamento urbano em colaboração com municípios vizinhos, como Vila Real de Santo António e Castro Marim.
Objetivos do Investimento
A aplicação deste financiamento contempla a modernização de infraestruturas urbanas e serviços públicos municipais; projetos conjuntos entre Ayamonte e concelhos portugueses para fomentar o desenvolvimento sustentável e incentivar o turismo regional; e apoio à recuperação económica e à transição ecológica, incluindo ações ambientais e promoção da mobilidade transfronteiriça.
Contexto e Parcerias
Este tipo de apoio insere-se no âmbito do Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça (POCTEP), que financia projetos entre Portugal e Espanha, sendo Ayamonte um ponto estratégico dessas iniciativas.
As decisões sobre a utilização dos fundos são feitas por comissões mistas, envolvendo autoridades locais e autonómicas, e frequentemente incluem planeamento articulado entre as cidades da raia, com o objetivo de criar um território mais competitivo e coeso.
Perspetivas Locais
Os projetos financiados com esta verba deverão contribuir para a valorização dos centros históricos, dinamização cultural, investimento na reabilitação urbana e criação de novas oportunidades de negócio e emprego em Ayamonte.
Caso sejam necessários detalhes específicos sobre projetos concretos aprovados, estes geralmente são divulgados pela câmara municipal de Ayamonte e pelas entidades espanholas de desenvolvimento regional, à medida que os financiamentos são executados.[
Os projetos específicos a financiar em Ayamonte com os cerca de nove milhões de euros ainda não foram totalmente detalhados publicamente porque grande parte desta verba está enquadrada na 8.ª convocatória do programa POCTEP, lançada em setembro de 2025.
Segundo as bases oficiais, os projetos elegíveis devem promover o desenvolvimento local integrado e a cooperação com municípios portugueses, abordando áreas como planeamento urbano, turismo sustentável, cultura, proteção ambiental, mobilidade e saúde.
Áreas de investimento confirmadas
Planeamento urbano e reabilitação dos espaços públicos, com ações previstas na margem do Guadiana e requalificação do centro histórico de Ayamonte;
Promoção turística integrada entre Ayamonte, Castro Marim e Vila Real de Santo António — incluindo projetos de valorização do rio Guadiana, criação de rotas culturais e eventos transfronteiriços;
Projetos de mobilidade e acessibilidade, como a melhoria das ligações rodoviárias e ciclovias que favorecem o intercâmbio luso-espanhol;
Iniciativas ambientais e qualidade de vida: ações para gestão sustentável dos recursos naturais e promoção de espaços verdes, enquadrados no objetivo de desenvolvimento integrado do território.
Processo de seleção de projetos
As candidaturas a estes fundos estão abertas até ao final de setembro de 2025 e a lista definitiva de projetos financiados será divulgada nos próximos meses, após avaliação das propostas submetidas pelos parceiros locais e regionais.
Os critérios de seleção favorecem projetos que explorem a cooperação transfronteiriça e apresentem impacto económico, social e ambiental relevante para Ayamonte e a região raiana.
Neste momento, recomenda-se acompanhar as publicações da Câmara Municipal de Ayamonte e dos sites oficiais do programa POCTEP para obter a lista dos projetos aprovados à medida que forem selecionados e comunicados pelas autoridades competentes.
Ayamonte, Espanha – Ayamonte está entre as oito cidades espanholas selecionadas para receber uma nova vara judicial especializada em violência de gênero. A iniciativa, que entra em vigor em outubro, é resultado dos esforços contínuos e solicitações apresentadas por juízes nas memórias do Conselho Geral do Poder Judiciário (CGPJ).
A nova vara judicial visa fornecer um atendimento mais ágil, eficiente e próximo às vítimas de violência de gênero, ampliando a proteção oferecida a elas e suas famílias.
A prefeitura de Ayamonte expressou satisfação com este avanço significativo na área da igualdade, reiterando o compromisso da cidade em construir uma comunidade mais segura e livre de violência.
Esta medida é vista como um passo importante para fortalecer a infraestrutura de apoio às vítimas de violência de gênero e garantir um sistema de justiça mais responsivo e eficaz.