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  • Ampliação da Doca de Recreio do Guadiana nas mãos do município

    Ampliação da Doca de Recreio do Guadiana nas mãos do município

    A ANG, em comunicado difundido aos OCS, revela que, em dezembro de 2021 solicitou à Câmara Municipal «uma clarificação da sua posição sobre o projeto, que pelo seu elevado custo inicialmente orçado em seis milhões de euros, e posteriormente inflacionado em cerca de 45% com a crise atual. Em consequência de tal realidade, passou-se a apresentar de difícil concretização, apesar de estar prevista a sua construção em várias fases».

    Fazendo um histórico do processo de ampliação, em 2009 a câmara municipal de VRSA, através da Sociedade Gestão Urbana, mandou elaborar a uma empresa da especialidade, o atual projeto de alargamento do Porto de Recreio, e em simultâneo o respetivo estudo económico, bem como o estudo de impacto Ambiental EIA.

    Depois, foi celebrado um protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal, a SGU e a ANG, na presença da Presidente do IPTM-Instituto Portuário e Transportes Marítimos para desenvolvimento dos projetos e sua concretização e em 2021, foram reunidos pela concedente DOCAPESA Portos e Lotas S.A., na qualidade de Autoridade Portuária, os pareceres positivos das várias entidades envolvidas, entre as quais a câmara municipal e posteriormente «foi lançada o período de consulta pública, publicada no Diário da Républica, e nas várias entidades oficiais, Capitania do Porto, Docapesca e Câmara Municipal».

    Durante esta consulta, não se registaram reclamações ou foram solicitados esclarecimentos e, do projeto inicial, a ANG, retirou as construções previstas na zona terreste e limitando-se a «propor somente duas pequenas áreas de apoio para instalação de sanitários de apoio aos utentes e WC públicos».

    A ANG diz ter reunido com várias entidades no sentido da auscultação e verificação da possibilidade de recurso a fundos estruturais, que permitissem o financiamento, conjuntamente com créditos bancários da parte não financiável, sempre com o diálogo e conhecimento do município.

    Na CCDR, ficou a nota comunicado de que os fundos disponíveis do PRR, não contemplavam investimentos em áreas concessionadas.

    Dia a Associação que, aquando da visita da ministra da Coesão Territorial na sua visita a VRSA, por ocasião do «Cruzeiro Inaugural do Caminho Marítimo de Santiago», o projeto de ampliação foi elogiado e mostrou publicamente disponibilidade «para ajudar no encontrar de soluções para a concretização do mesmo, o que voltou a abrir uma janela de esperança, mas mesmo assim seria sempre necessário o recurso a créditos bancários avalisados para a parte não financiável».

    Dando nota de dificuldades de financiamento, e agastada pela falta de clarificação do município e pelo facto, de desde 2021, a situação acarreta elevados custos trimestrais para a ANG que a mesma não pode manter por tempo indeterminado, os Órgãos Sociais da ANG reunidos a 23 de setembro e por proposta da direção decidiram solicitar á Autoridade Portuária – Docapesca Porto e Lotas, SA. a «suspensão da concessão para o alargamento do atual Porto de Recreio».

    Diz a ANG que tal decisão é tomada «após minuciosa reflexão». Contudo, a ANG manifesta convicta de que se «trata de uma iniciativa importante para a cidade, com visão de futuro, lançada em 2009 pelo Município e Sociedade de Gestão Urbana, que seria de fundamental importância para o desenvolvimento local, para a sua economia, e para a revitalização de toda a zona ribeirinha, salvaguardando o atual jardim. É, pois, inequívoco que se trata de uma oportunidade perdida para a nossa cidade, que o futuro confirmará».

    A ANG aponta depois, em favor dos seus argumentos os exemplos de transformação ribeirinha e desenvolvimento sustentado em cidades vizinhas, com a concretização de projetos idênticos como é o caso da cidade de Olhão, e outros de cidades da região que há décadas tentam sem êxito, conseguir desbloquear projetos idênticos.

  • Luz verde para o 1º Direito em VRSA

    Luz verde para o 1º Direito em VRSA

    Em cerimónia decorrida na Sala de Atos do município, foi assinado e de imediato homologado o Acordo de Colaboração no âmbito do Programa «1.º Direito» que contou com a presença da secretária de Estado da Habitação, Marina Gonçalves.

    Ao abrigo deste contrato, ente município de Vila Real de Santo António e o Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), este acordo de colaboração, no âmbito do Programa «1º Direito», representa o arranque da Estratégia Local de Habitação (ELH) do concelho e tem um investimento previsto de 101 milhões de euros.

    Presentes estiveram também a presidente do IHRU, Isabel Dias, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, José Apolinário, e o presidente da câmara Municipal de VRSA, Álvaro Araújo.

    As ações previstas em prol das famílias do concelho vão apoiar um total de 812 agregados e mais de 1.221 pessoas com carências habitacionais de vária ordem, com financiamento a 100% por parte do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

    A Estratégia Local de Habitação do Município de VRSA (EHL) é uma das mais providas de verbas do país e a maior do Algarve, apenas comparável aos rácios existentes dos municípios das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, segundo a autarquia. Prevê a construção de novas habitações, a recuperação do parque habitacional existente e a promoção do arrendamento acessível.

    O programa, já divulgado nas nossas páginas, destaca quatro eixos estratégicos: «resolução de situações indignas através da implementação de soluções habitacionais no âmbito do «1.º Direito»; reforço da resposta e da acessibilidade habitacional através do planeamento e gestão; incremento da oferta, da qualidade e da promoção do parque habitacional; promoção do território, da integração social e da atuação preventiva».

    Na cerimónia, o presidente da Câmara Municipal de VRSA, Álvaro Araújo, enfatizou o tempo recorde de menos de um ano em que este projeto se desenvolveu de raiz, sublinhando que vai ao encontro das prioridades das famílias e colocará um ponto final na precaridade habitacional.

    Salientou que o diagnóstico foi realizado, durante o último ano, «por equipas especializadas que foram para o terreno e identificaram, in loco, uma realidade mais grave do que era expectável».

    «Esta candidatura representa, por isso, uma viragem de paradigma e põe fim ao esquecimento recorrente no que se reporta à construção, reparação e manutenção de equipamentos habitacionais no concelho. Por outro lado, constitui uma aposta clara na correção dos níveis de especulação imobiliária, procurando uma solução habitacional acessível para que os jovens se fixem e possam viver em Vila Real de Santo António», disse Álvaro Araújo.

    «Esse investimento, quer pela sua dimensão, quer pelo elevado número de agregados familiares que apoia, constitui um marco histórico para o desenvolvimento da nossa terra e representa um compromisso deste executivo para com as famílias vila-realenses», rematou o autarca.

    cerimónia da elh vrsa
    cerimónia da elh vrsa

    Sobre o Programa «1.º Direito»

    A criação da ELH é um requisito obrigatório de acesso às linhas de financiamento do «Programa de Apoio ao Acesso à Habitação – 1.º Direito», que visa a promoção de soluções habitacionais para pessoas que vivam em condições indignas e sem capacidade financeira para suportar o custo do acesso a uma habitação adequada.

    Estima-se que a implementação da Estratégia Local de Habitação de VRSA, concretamente a resolução das situações indignas ao abrigo do programa «1º Direito», envolva um investimento global de cerca de 101 milhões de euros, financiado a 100% pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

  • Obras da Estação Biológica de Mértola

    Obras da Estação Biológica de Mértola

    A Comissária Europeia Elisa Ferreira e a ministra Ana Abrunhosa marcaram presença na cerimónia do arranque das obras da futura sede da Estação Biológica de Mértola

    “Este projeto é especial” e “cada vez mais precisamos de projetos destes para que a Europa seja uma Europa de todos e não uma Europa de alguns”. Foi com estas palavras que a Comissária Europeia Elisa Ferreira se dirigiu a todos os que se encontravam presentes no Salão Nobre dos Passos do Concelho, na cerimónia que assinalou o início das obras da futura Estação Biológica de Mértola – Centro de Valorização e Transferência de Tecnologia (EBM). Elisa Ferreira acrescentou ainda que, “este é um projeto simbólico e exemplar”, que pode “estimular e ser o motor para o desenvolvimento” de uma região com potencialidade, mas que “não tem conseguido gerar suficientes oportunidades de emprego e trabalho aos jovens”. Para a Comissária Europeia a Estação Biológica de Mértola é um projeto visionário, um grande exemplo de estratégia inteligente de coesão territorial, aliando atração de investidores, transmissão de conhecimentos, investimento, criação de emprego, preservação do património e envolvimento de todos e da sociedade em geral.

    Para Ana Abrunhosa, Ministra da Coesão Territorial, “este projeto mostra como estamos a investir bem os fundos de coesão” e “esperamos que seja inspiração para outros territórios”, Ana Abrunhosa reforçou ainda a ideia de “ser necessário multiplicar exemplos como a EBM em Portugal, assim como “não desistir” e “acreditar sempre que não há territórios condenados”.

    Para Isabel Ferreira, Secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, a Estação Biológica de Mértola é um projeto cientifico internacional que visa combater esse grave problema que a todos diz respeito, as alterações climáticas.

    Sendo igualmente um projeto que futuramente irá de igual modo criar empregos qualificados e deste modo promover o interior da nossa região e do País.

    Palavras aplaudidas e que fazem eco da opinião e esperança do Presidente da Câmara Municipal de Mértola, Mário Tomé, que na sua intervenção afirmou “Este é um projeto que irá ultrapassar fronteiras, não só as locais, mas as regionais e internacionais.” O autarca disse ainda “não ter dúvidas que este será um projeto de referência.”

    Tem como principal objetivo apoiar e promover a investigação científica e a transferência de tecnologia de suporte a estratégias de transição (agro)ecológica, com enfoque na regeneração dos ecossistemas, particularmente, os situados em contextos de baixa densidade, de clima semiárido e árido mediterrânico, vulneráveis aos fenómenos da desertificação e das alterações climáticas.

    O projeto, resultante de uma parceria entre o Município de Mértola e o CIBIO InBio – Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto, está integrado numa candidatura ao Portugal 2020 queprevê o apoio à reabilitação do edifício dos antigos Silos da EPAC em Mértola, edifícios que acolherão os laboratórios, áreas de co-working e as áreas sociais da Estação Biológica de Mértola.

    Numa estratégia de lançamento e organização de toda a atividade da EBM, foi criada em abril de 2022 a Associação sem fins lucrativos, Estação Biológica de Mértola que integra além do Município de Mértola e do CIBIO, a Universidade do Porto e a EDIA S.A. A EBM que já se encontra a funcionar em instalações provisórias cedidas pelo Município de Mértola, tem desenvolvido, deste então, um conjunto de projetos e colaborações com várias entidades do setor académico e empresarial.

  • Fim do estacionamento pago à ESSE

    Fim do estacionamento pago à ESSE

    Embora a Assembleia Municipal do concelho reúna no mesmo dia, será agendada, dias depois, uma nova reunião extraordinária onde se prevê que será tomada a decisão definitiva.

    Alega o município no seu comunicado que “Tal decisão é justificada pela reiterada falta de resposta da ESSE às sucessivas solicitações da Câmara Municipal para que a empresa disponibilizasse informação detalhada e credível sobre os valores (receitas) recebidos pela concessão em 2021 e nos meses de junho e julho de 2022”.

    Álvaro Araújo, presidente da autarquia local justifica a decisão proposta: «o padrão reiterado de oposição da empresa constitui uma violação grave das obrigações contratuais, facto que tem impedido a autarquia de exercer o poder de fiscalização e validação dos valores efetivamente cobrados e, consequentemente, a verificação do cumprimento do contrato de concessão».

    A título de exemplo, recorda que o município, nos termos da concessão, tem direito a receber uma renda mensal de 25 por cento da receita global obtida nos meses de época alta.

    No entanto, e face à ausência de informações detalhadas da ESSE, nomeadamente o fornecimento de documentação de suporte, não foi possível observar o cumprimento desta obrigação, tendo ainda sido detetadas incongruências e omissões no que se reporta às verbas transferidas.

    Assim a autarquia rescindirá o contrato «Face a todos estes incumprimentos, entendemos que o fim da concessão do estacionamento tarifado que tem vindo a ser cobrado, de forma desenfreada, nas freguesias de Vila Real de Santo António e Monte Gordo, é a única solução justa e viável para defender os interesses da autarquia e de todos os munícipes», conclui Álvaro Araújo.

  • Sardinha tem agora confraria em Portimão

    Sardinha tem agora confraria em Portimão

    A cerimónia contou com a presença e intervenções de autoridades locais e regionais, designadamente José Apolinário, presidente da CCDR Algarve, do Diretor Regional de Agricultura e Pescas do Algarve, Pedro Valadas Monteiro, da vereadora da Câmara Municipal de Portimão, Teresa Mendes e da presidente da Assembleia Municipal de Portimão, Isabel Guerreiro e a presença de diversas outras confrarias.

    Esta confraria, nascida no passado dia 17 de setembro, quer ser muito mais que uma associação de comes e bebes. A madrinha foi a Confraria do Atum de Vila Real de Santo António, representada por vários confrades e por António Cabrita, que também representou a Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas.

    O logótipo, da Confraria Gastronómica da Sardinha de Portimão foi concebido pelo artista plástico João Sena, tendo a conceção do traje o traço da estilista portimonense Sandra Gonçalves e que marca uma herança histórica e uma tradição fortemente enraizadas na cultura da cidade de Portimão.

    É composto por: Boné, de cor azul-marinho, inspirado no modelo usado nesta zona litoral. Capa de cor azul-marinho, com sobrecapa na mesma cor, ambos forrados com tecido no tom prata, que remetem ao mar e à cor da sardinha. Contém também uma rede de malha de pesca na sobrecapa alusiva a esta atividade.

  • Os almocreves e as vias de comunicação no Algarve

    Os almocreves e as vias de comunicação no Algarve


    O CiiP de Vila Nova de Cacela continua a desenvolver a atividade de divulgação do património cultural, abordando, desta vez a utilização das vias de comunicação por parte dos almocreves no passado do Algarve

    Salientam que, na região, são referidos em fontes históricas pelo menos desde o séc. XVI e que o estado das vias de comunicação na região é fundamental para se compreender a relevância da profissão.

    Ainda no séc. XIX, citando Vilhena de Mesquita, 2005 lembram que:

    Faltavam no Algarve as vias de comunicação terrestre, amplas, acessíveis e seguras. O que existia era uma desgastada e ancestral via longitudinal, designada por ‘estrada real’ «que marginava, próxima e paralela, à linha costeira (em certos locais coincidente com a actual estrada 125), com poucas ramificações para o interior alentejano, com vários acidentes naturais (rios, desfiladeiros e penhascos) intransponíveis por falta de pontes e de outras obras para a facilitação do trânsito.”)

    E anotam que, segundo Romero Magalhães, 2018. no séc. XVI, não podemos sequer falar de verdadeiras estradas, de vias pavimentadas, mas sim de caminhos maus em terrenos acidentados, onde transitavam apenas cavalos e sobretudo muares, transportando mercadorias. Estradas carroçáveis não as havia. Os principais agentes deste tráfego, eram os almocreves que circulavam por veredas e passagens difíceis com as suas bestas muares carregadas, cruzando a serra, pelo menos mensalmente.

    Para além do desconforto provocado pelas estradas impraticáveis, dificuldade na transposição das linhas de água, relevo acidentado, exposição ao sol intenso ou ao frio e chuva, a almocrevaria não era também uma profissão isenta de perigos. O mais comum, para atravessar a serra algarvia e penetrar na peneplanície alentejana, eram os almocreves circularem em caravanas, protegendo-se em conjunto dos salteadores de estradas. Na serra, especialmente, escondiam-se malfeitores e bandoleiros que assaltavam os passantes. Muitos dos assaltos eram perpetrados por homens ao serviço de proprietários das terras por onde passavam.

    Leia os trabalhos de Ciip de Cacela

  • Só o Algarve não cresceu em dormidas no mês de Julho

    Só o Algarve não cresceu em dormidas no mês de Julho

    Comparando com julho de 2019, apenas o Algarve registou um decréscimo (-4,5%). Os aumentos mais expressivos ocorreram na RA Madeira (+21,0%), Norte (+14,9%) e Centro (+10,6%).

    Segundo o Instituto Nacional de Estatística, o setor do alojamento turístico registou 3,0 milhões de hóspedes e 8,6 milhões de dormidas em julho de 2022, correspondendo a aumentos de 6,3% e 4,8%, respetivamente, face a julho de 2019, ano antes da pandemia.

    Os proveitos totais aumentaram 131,9% para 682,1 milhões de euros e os proveitos de aposento atingiram 535,0 milhões de euros, refletindo um crescimento de 27,6% em ambos os indicadores comparativamente a julho de 2019.

    O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 86,1 euros em julho e o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 127,2 euros. Em relação a julho de 2019, o RevPAR aumentou 23,0% e o ADR cresceu 19,0%.

    Em julho, o mercado interno contribuiu com 2,9 milhões de dormida e os mercados externos totalizaram 5,7 milhões. Face a julho de 2019, o mercado interno cresceu 15,8% e os mercados externos atingiram o mesmo nível de 2019.

    No conjunto dos primeiros sete meses de 2022, as dormidas aumentaram 194,3% (+58,5% nos residentes e +406,2% nos não residentes).

    Comparando com o mesmo período de 2019, as dormidas decresceram 4,4%, consequência da diminuição das dormidas de não residentes (-9,4%), dado que as de residentes cresceram 7,8%.

    Os proveitos acumulados no período de janeiro a julho de 2022 cresceram 239,4% no total e 242,9% nos relativos a aposento (+10,0% e +11,0%, face a igual período de 2019, respetivamente).

    Relativamente às dormidas de residentes, registaram-se aumentos em todas as regiões, destacando-se a RA Madeira (+78,6%), Centro (+22,4%), Norte (+21,2%), AM Lisboa (+12,7%) e Alentejo (+12,6%). As dormidas de não residentes aumentaram no Norte (+11,3%), RA Madeira (+11,1%), AM Lisboa (+2,8%) e RA Açores (+0,2%), tendo-se observado as maiores diminuições no Algarve (-8,3%) e Alentejo (-7,4%).

  • Cultura de Fronteira e Património em Alcoutim e San Lúcar do Guadiana

    Cultura de Fronteira e Património em Alcoutim e San Lúcar do Guadiana

    A marcar o final de um projeto de investigação denominando «Projeto de I+D+I Património Cultural e Memórias Fronteiriças no Sul Ibérico», nos próximos dias 23 e 24 de setembro, as vilas de Alcoutim e Sanlúcar de Guadiana acolhem o Congresso Internacional de Cultura de Fronteira e Património, organizado pela Universidade Pablo de Olavide, de Sevilha.

    O congresso tem apoio das universidades de Évora, do Algarve, e dos municípios anfitriões do evento, na sequência de 2020, 2021 e 2022. Visa promover o estudo dos territórios fronteiriços através de um trabalho de cooperação e o envolvimento das diferentes experiências de investigação e intervenção em heranças transfronteiriças.

    Está prevista a apresentação de vários temas relacionados com a fronteira, definidos nos seus eixos estratégicos em Paisagens e Arquiteturas Transfronteiriças; Património da cultura de fronteira: contrabando, movimentos populacionais, comércio transfronteiriço, afinidade e amizade; Turismo fronteiriço e revitalização do património nas zonas despovoadas; e iniciativas e projetos de cooperação fronteiriça: dinamização cultural e despovoamento.

    O espetáculo musical «Coplas e Fado» que encerra o congresso é aberto à assistência das populações das duas vilas, com os cantores Mónica Severino e Sérgio Rodriguez acompanhados dos acordeonistas David Duarte e Rodrigo Maurício, às 19:00 horas de sábado dia 24, na Praça da República da Vila da Alcoutim.

  • Uma casa flutuante

    Uma casa flutuante

    As SeaPods são casas flutuantes inteligentes e uma proposta se para viver no mar. Trata-se de um projeto de habitação modular da empresa Ocean Builders, que, segundo a empresa, estará disponível em 2024.

    A empresa Ocean Builders está especializada em tecnologia marinha inovadora e acaba de lançar uma nova frota de casas modulares projetadas para viver no meio do oceano. As cápsulas foram batizadas como SeaPods e desenhadas pelo arquiteto Koen Olthuis.

    Trata-se de um projeto de casas futuristas com 77 metros quadrados de área de estar distribuídos em três níveis, incluindo um quarto principal com 21,5 m2 com vista panorâmica para o mar, uma sala de estar que pode ser configurada como um espaço para receber hóspedes ou como segundo quarto, cozinha, casa de banho que inclui jacuzzi com capacidade para quatro pessoas, terraço e opcionalmente um pátio que flutua 1,5 metros acima da água e que é o local perfeito para relaxar, meditar ou jantar.

    Os recursos inteligentes da casa permitem abrir a porta sem chave, apenas com recurso a um anel no dedo e para ter acesso à ao duche ou banheira na temperatura e pressão da preferência de cada pessoa, colocar a música, acender e apagar as luzes…

    Para não prejudicar o meio ambiente, o SeaPod não tem fundações. Flutua como um iceberg, usando tubos de aço cheios de ar., permitindo-lhe permanecer três metros acima da água, o que também significa que não é particularmente afetada pelas ondas, segundo os seus criadores, e mais segura do que uma casa na costa em caso de tsunami.

    Após vários anos de estudos e testes, estão cada vez mais próximos de se tornarem realidade: espera-se que em 2024 sejam instalados no oceano, a poucos metros da Linton Bay Marina, no Panamá – será possível reservá-los por uma noite como hóspedes, ou comprá-los. No futuro, espera-se que também possam ser instalados em outras partes do mundo.

    Visto em Idealista/News

  • Quiosques automáticos da VAMUS para evitar filas

    Quiosques automáticos da VAMUS para evitar filas

    O Aeroporto de Faro, junto à Paragem de Autocarros, os terminais rodoviários de Faro, Lagos, Albufeira e Tavira, foram os primeiros a receber esta estrutura onde é possível a compra antecipada de bilhetes, carregar o passe ou cartão pré-pago a qualquer momento do dia, todos os dias do ano.

    Os quiosques fornecem informação em português e inglês aceitando pagamentos com todos os cartões bancários.
    Os terminais rodoviários de Loulé, Quarteira e Portimão são os próximos.

    Por enquanto ainda não contam com a opção de adicionar a compra de títulos de transporte das redes urbanas nos quiosques, tais como: VAI e VEM em Portimão, A ONDA em Lagos ou o GIRO em Albufeira.

    Estas medidas estão a ser tomadas para complementr o uso da aplicação eletrónica, VAMUS Algarve, que apesar de contar com milhares de utilizadores, uma grande parte dos passageiros continua a privilegiar a utilização dos suportes físicos.

    O objetivo é eliminar filas e poupar tempo e dinheiro aos passageiros. O cartão pré-pago lançado pela VAMUS ALGARVE oferece descontos entre 10 a 50% na compra das viagens, sendo válido para todas as linhas da rede VAMUS ALGARVE.

  • Incêndio no antigo edifício da Frigarve

    Incêndio no antigo edifício da Frigarve

    O edifício está há muito devoluto, com presenças esporádicas de sem-abrigo. Não houve registo de feridos, mas o edifício ficou tomado pelas chamas, com fumo negro a sair pela torre, tendo ardido lixo que se encontrava no interior, principalmente pneus

    Na operação de combate às chamas estiveram presentes 31 operacionais, elementos da PSP, Polícia Marítima, Serviço Municipal de Proteção Civil de Vila Real de Santo António, e 12 viaturas, assinalando-se a presença do autotanque dos Bombeiros de Olhão, tendo sido observado por muitos populares que se deslocaram ao local.

    Segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro de Faro, o incêndio foi causado pelo lixo que se encontrava dentro do edifício. Após o fogo estar circunscrito, ainda ficou em combustão.

    Imagem cedida por ArenilhaTV
  • Rios a secarem por atuação espanhola

    Rios a secarem por atuação espanhola

    Associação ZERO avalia caudais a algumas semanas do final do ano hidrológico.


    A Associação ZERO, efetuou uma avaliação dos resultados relativos aos caudais dos três principais rios internacionais, Douro, Tejo e Guadiana, desde o início do ano hidrológico que se estende de 1 de outubro de 2021 a 30 de setembro de 2022 e está a apelar ao entendimento sobre caudais ecológicos tal como sugerido na Diretiva Quadro da Água.

    A avaliação foi efetuada «com base nas estações hidrométricas previstas ou equivalentes na Convenção sobre a Cooperação para a Proteção e o Aproveitamento Sustentável das Águas das Bacias Hidrográficas Luso-Espanholas». Os dados de caudais foram retirados do Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos tendo sido considerada a informação até 3 de setembro, inclusive.

    Anota que Espanha alegou exceções em todos os rios, mas deve ter de ir mais longe no Tejo. Descreve que, depois de seca que tem assolado a Península Ibérica, o rio Douro tem um terço do volume de água em falta, o Douro tem um terço do volume de água em falta o Guadiana está em regime de exceção, 20 dias sem atingir o caudal mínimo diário e 17% aquém do mínimo anual no início de setembro

    No caso do Guadiana, a Espanha alegou também uma situação de exceção, não tendo assim que cumprir os caudais em causa. «Efetivamente, no início de setembro, de acordo com os dados da estação hidrométrica do Monte da Vinha, Espanha estava cerca de 17% (51 hectómetros cúbicos) aquém do valor mínimo anual estabelecido na Convenção (300 hectómetros cúbicos), quando não existe regime de exceção

    «A Espanha tem de garantir um valor médio diário de 2 metros cúbicos por segundo», lembra a ZERO, e desde 1 de outubro de 2021 até 3 de setembro, houve 20 dias em que tal não aconteceu. Mais uma vez, apesar da enorme capacidade da albufeira de Alqueva, no longo prazo, uma expansão do regadio pode estar em risco com estas restrições associadas a situações de seca mais frequentes e extremas.

  • IV Universidade do Figo da Índia em Mértola

    IV Universidade do Figo da Índia em Mértola

    O evento, que ocorre pela primeira vez na Europa e em Portugal, de 15 a 18 de setembro, é organizado pela Confraria Gastronómica do Figo da Índia, em parceria com os municípios de Mértola e Almodôvar, com o apoio da Universidade de Évora e MED – Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento da Universidade de Évora.

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    Ao longo do mesmo, estão previstas visitas a empresas produtoras e encontros de carácter técnico e cientifico entre 26 oradores provenientes de 13 países e os maiores especialistas e produtores portugueses.

  • Alcoutim em festa

    Alcoutim em festa

    São, pois, três dias de intensa festa bem do agrado das populações locais, uma festa que começou com comissão instaladora, foi assumida pela Santa Casa da Misericórdia e hoje se realiza em conjunto com clubes, bombeiros IPSS, organizada e totalmente financiada pela autarquia.

    Trata-se de uma festa com grande participação popular, onde nunguém arreda pé durante três dias e noites que as autoridades locais asseguram têm assiduidade garantida e tem um cada vez maior número de visitantes que ficam pela terra durante a festa, embora também assinalem a existência de um défice de alojamento.

    As Festas de Alcoutim animam a economia local e dão uma ajuda no combate ao desemprego. Amanhã à noite há espetáculo com o “Deejay Telio”, antecedido pela atuação da Ganda Banda, que também animará o público, noite fora. Gastronomia local, artesanato, desporto, fogo-de-artifício no rio Guadiana e animação musical diversa, fazem também parte do programa de animação.

    A Festa de Alcoutim é organizada pelo Município de Alcoutim com o apoio da União de Freguesias Alcoutim e Pereiro, Bombeiros Voluntários de Alcoutim, Grupo Desportivo de Alcoutim, Associação Inter-Vivos, Guarda Nacional Republicana, Associação A Moira, Associação Odiana, Capitania do Porto de Vila Real de Santo António, Cruz Vermelha Portuguesa – Centro Humanitário de Tavira.

  • Festa das Angústias termina hoje em Ayamonte

    Festa das Angústias termina hoje em Ayamonte

    O evento anual, carregado de simbolismo religioso, contou com a presença de uma delegação de eleitos autárquicos vilarealenses, onde se encontrava Célia Paz, presidente da Assembleia Municipal de Vila Real de Santo António, cidade com a qual Ayamonte se encontra geminada. O presidente da câmara de Castro Marim, Francisco Amaral, que preside à Eurocidade do Guadiana esteve também presente.

    Os moradores de Ayamonte reuniram na paróquia para celebrar a Função Principal da Irmandade, que foi oficiada pelo padre Juan Manuel Pérez Núñez, e foi realizada na presença de centenas de devotos, entre os quais a presidente da câmara local, Natália Santos.

    Ao cair da tarde, o santo padroeiro e prefeito perpétuo do município, saiu em procissão pelas ruas acompanhado por representações de diferentes grupos de Ayamonte, autoridades civis e militares e ao som do grupo musical Cristo de la Buena Muerte e da banda de música Sra. del Carmen de Villalba del Alcor.

    No percurso, puderam ser revividas cenas como a passagem pela câmara municipal, o convento da Irmã da Cruz, cantos e pétalas, os quais criaram momentos emocionantes na procissão.

    Enquanto a procissão desfilava pela Plaza de la Coronación, houve grande queima de fogos de artifício, ao mesmo tempo em que o bando de carregadores, liderados por Javier Pérez Duarte, percorria a emblemática Plaza de la Ribera. A Virgen de las Angustias, voltou a encontrar-se com seu povo devoto depois do hiato de dois anos, devido à pandemia da Covid-19.

  • A Lua do Equinócio, lua das colheitas

    A Lua do Equinócio, lua das colheitas

    É a lua cheia que mais se aproxima do equinócio de setembro. No hemisfério Norte e na cultura anglo-saxónica é conhecida por Harvest Moon ou Lua da Colheitas. Este ano acontece em setembro, embora lua cheia de outubro, desde que mais perto do equinócio também receba essa designação.

    A versão de 2022 da Lua das Colheitas chega excecionalmente cedo, tal como ocorreu em a 8 de setembro de 2014 e 7 de outubro, como em 1987, por exemplo

    O que diferencia a lua cheia de sábado das outras é que os agricultores no auge da safra atual podem trabalhar até tarde da noite à luz da Lua. Nasce na hora em que o sol se põe, mas mais importante, nesta época do ano, em vez de subir sua média normal 50 minutos depois a cada dia, a lua parece nascer quase à mesma hora todas as noites.

    Créditos a Joe Rao,  instrutor e palestrante convidado no Hayden Planetarium de Nova York em https://www.space.com/early-harvest-full-moon-sept-10-22
  • CCDR Algarve expõe Rosinda Vargues

    CCDR Algarve expõe Rosinda Vargues

    A inauguração decorreu na segunda-feira, dia 5 de setembro. «Diálogos Cromáticos» é o tema central da exposição de pintura, em acrílico sobre tela. A natureza e a sua preservação, bem como a sua visão sobre o mundo real, ligado às suas memórias, sentimentos e inquietações, são a fonte de inspiração da pintora.

    «A artista pretende sensibilizar a comunidade para um maior envolvimento e consciência em relação ao meio natural, como são exemplo as variações ambientais provocadas pelas Alterações Climáticas. O mar e a Ria Formosa ocupam um lugar de destaque na sua obra», anota a entidade promotora.

    Quem é Rosinda Vargues

    Artista plástica nascida em Olhão (Pechão) e residente em Faro há mais de duas décadas, Rosinda Vargues é licenciada em Artes Plásticas pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Seguiu a carreira profissional de Professora de Educação Visual em Lisboa, tendo regressado ao Algarve passados alguns anos. Exerceu em várias escolas e na Escola EB 2/3 Dr. Joaquim Magalhães, em Faro. Como artista plástica tem vindo a realizar várias exposições individuais e coletivas de pintura e de fotografia.

    A exposição «Diálogos Cromáticos» tem entrada livre e está aberta ao público na CCDR Algarve, na Praça da Liberdade, nº 2, todos os dias úteis entre as 10 e as 17 horas.

  • Aeroporto Gago Coutinho oficializado hoje

    Aeroporto Gago Coutinho oficializado hoje

    A cerimónia oficial de redenominação do aeroporto foi presidida pelo Primeiro-Ministro António Costa, numa celebração que contou com as presenças do Ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, dos Chefes de Estado Maior da Armada, Força Aérea e Exército, autarcas e titulares de cargos políticos da região e entidades nacionais da aviação civil e comercial. Esteve também presente o CEO da VINCI Concessions e Presidente da VINCI Airports, Nicolas Notebaert.

    Em ano de celebração dos 100 anos desse marco histórico da aviação, importa sublinhar que um dos fatores decisivos para o sucesso desta viagem foi a invenção, por Gago Coutinho, de um aparelho de navegação aérea – um novo tipo de sextante – que por se ter revelado eficaz na navegação entre o Rio Tejo e a Baía de Guanabara, acabou depois a ser utilizado nas décadas seguintes na indústria aeronáutica.

    A denominação oficial deste aeroporto foi aprovada pelo Governo em Conselho de Ministros no passado mês de junho, tendo a iniciativa surgido de um movimento de cidadãos.

    A travessia de hidroavião que se completou há 100 anos teve início no Rio tejo, em Lisboa, a 30 de março de 1922 e completou-se, na Baía de Guanabara, Rio de Janeiro, em 17 de junho. O Almirante Gago Coutinho foi o navegador dessa aventura de 4500 milhas náuticas (8300 quilómetros). A pilotar o hidroavião estava o comandante Sacadura Cabral.

    Para o presidente da VINCI Airports, Nicolas Notebaert, «esta é uma homenagem merecida, porque se trata de celebrar um homem da região que fez história na aviação mundial. Por isso, é justíssimo que o Aeroporto de Faro homenageie o almirante Gago Coutinho, tendo em conta que esta é uma infraestrutura muito relevante para a região e para o país, onde já investimos mais de 100 milhões de euros e continuamos a investir. Um dos mais recentes investimentos foi a construção de uma central fotovoltaica. É a primeira num aeroporto de Portugal, onde planeamos construir mais 6, colocando na próxima década os aeroportos portugueses na vanguarda da sustentabilidade ambiental. Desta forma, reafirmamos o nosso compromisso com o país e com todas as regiões onde temos aeroportos e deixamos, mais uma, vez a garantia que vamos continuar a trabalhar, em conjunto com as regiões, para estreitar distâncias e ligar pessoas e culturas

    Sobre o Aeroporto Gago Coutinho

    O Aeroporto Gago Coutinho em 2019 registou o recorde no número de passageiros, com um total de 9.1 milhões. Em Faro, neste verão operam 27 companhias regulares que viajam para 63 destinos, através da operação de 75 rotas. Inaugurado em 1965 este aeroporto é o principal aeroporto turístico em Portugal e desempenha um papel determinante no desenvolvimento económico do país ao servir os principais polos de turismo do Sul de Portugal e Espanha.

    A ANA|VINCI Airports assume, através da aposta em energia verde no aeroporto de Faro, um papel de relevo na prossecução da descarbonização do setor da aviação, em alinhamento com a estratégia para a Neutralidade Carbónica em 2030 e os objetivos e metas estabelecidos para a promoção da sustentabilidade.

    A nova central fotovoltaica no Aeroporto de Faro faz parte de um plano de ação global da VINCI Airports em todos os seus aeroportos, com projetos semelhantes já implementados ou em desenvolvimento na República Dominicana, Brasil, Reino Unido, Sérvia, Suécia, França e agora em Portugal.

    Este projeto terá uma capacidade instalada de 2,9 MWp e irá permitir produzir 30% das necessidades energéticas do aeroporto, gerando uma poupança anual equivalente a mais de 1.500 toneladas de CO2.

    Este projeto – o primeiro em ambiente aeroportuário em Portugal –, insere-se no plano de ações ambientais para a região do Algarve e representa os objetivos no âmbito da sustentabilidade, que são uma prioridade para a empresa.

    Gago Coutinho, natural de São Brás de Alportel, juntamente com Sacadura Cabral realizaram a travessia do Atlântico Sul, Sacadura Cabral pilotava e Gago Coutinho seguia como navegador a bordo do hidroavião “Lusitânia” que descolou de Belém em Lisboa às 7h00 da manhã do dia 30 de março de 1922, chegaram ao Rio de Janeiro, no Brasil, a 17 de junho.

    No Dia de Faro

    Sessão solene no Teatro das Figura com comemorações incluem ainda inaugurações de Memorial de homenagem a pescadores que salvaram náufragos durante a II Guerra Mundial, de Centro de Alojamento de Emergência Social e de nova horta comunitária

    O Município de Faro celebra esta quarta-feira, dia 7 de setembro, os 482 anos da sua elevação a cidade com um conjunto alargado de comemorações que vão incluir um concerto de Cuca Roseta, inaugurações, descerramentos de placas toponímicas e a sessão solene que vai incluir a atribuição de distinções a quatro antigos presidentes da autarquia – José Vitorino, José Apolinário, José Macário Correia e Luís Coelho e ainda a outorga da Chave de Honra da Cidade de Faro ao Chefe do Estado-Maior da Armada e Autoridade Marítima Nacional, Almirante Henrique Gouveia e Melo.

    O programa oficial de comemorações do Dia do Município começou ontem dia 6 de setembro, às 19h30, com a inauguração da exposição de fotografia “Vozes fora da guerra”, da autoria de Serhiy Stakhnyk, fotógrafo de origem ucraniana a viver em Faro há 26 anos que retrata famílias de refugiados da Ucrânia. A exposição, organizada pela ALFA – Associação Livre de Fotógrafos do Algarve, vai ficar patente no Jardim Manuel Bivar durante três meses.

    Para terminar de assinalar o arranque das comemorações do Dia da Cidade, o Largo da Sé recebe, esteve a fadista Cuca Roseta.

    O Dia do Município começou às 08:45 horas com o tradicional hastear de bandeiras, junto aos Paços do Concelho, seguindo-se, na Igreja da Sé, uma missa de sufrágio pelos funcionários e servidores da câmara municipal de Faro.

    Foram ainda distinguidos com a atribuição de medalhas, ao abrigo do regulamento das distinções honoríficas do Município, Artur Nunes da Silva “chefe Artur”, Arquente – Associação Cultural; Hotel AP Eva Senses; João José Gago Horta (a título póstumo); João Luís Lopes Rio Seco Amaro; Maria Cabral e Ricardo Colaço.

    Depois da cerimónia teve lugar no Largo de São Francisco a inauguração do Memorial em homenagem aos pescadores de Faro que salvaram náufragos durante a II Guerra Mundial.

    Esta tarde, vão ter lugar os descerramentos de várias novas placas toponímicas: Praça José Marciano Nobre, às 15:00 horas; na Praça José Matos Junça, às 15:20 horas; na Praça Joaquim Carvalho Afonso, às 15:40 horas e na Praça Geleate Canau, às 16h:00 horas.

    A partir das 17:10 horas, é inauguração do novo Centro de Alojamento de Emergência Social (CAES) de Faro, projeto coordenado pelo Movimento de Apoio a Problemática Sociais (MAPS) que conta com apoio do Município. A inauguração destas novas instalações, no Patacão, vai contar com a presença de várias entidades, nomeadamente a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança, Ana Mendes Godinho.

    De seguida, a partir das 17:50 horas, será inaugurada a nova horta comunitária de Faro, no Patacão, um projeto do município que conta com a colaboração da Direção Regional de Agricultura do Algarve.

    As celebrações do Dia do Município terminam com a inauguração de dois projetos da primeira edição do Orçamento Participativo de Faro: o Futebol Lab, do Clube Desportivo de Montenegro, às 18h20, e dos polidesportivos reabilitados do São Pedro Futsal no Jardim da Alameda, a partir das 19h20.

  • RTA divulga iniciativas para Setembro

    RTA divulga iniciativas para Setembro

    O objetivo é dar a conhecer o destino turístico do país através da gastronomia, da cultura e da natureza. A Feira da Dieta Mediterrânica, uma fam trip para operadores turísticos e ações de charme na Embaixada de Portugal em Madrid são algumas das ações programadas para o mercado interno alargado.

    O mês começa com a participação da RTA na Feira da Dieta Mediterrânica, a decorrer em Tavira, de 8 a 11 de setembro, após dois anos de interrupção devido à situação pandémica. A RTA vai marcar presença nesta feira com um stand institucional, durante os quatro dias do evento, com o objetivo de promover a gastronomia algarvia, uma das componentes que considera mais vivas da cultura da região.A edição deste ano conta com o apoio da RTA, entre outras entidades, e da Comissão Nacional da UNESCO, estando esta iniciativa inserida no Plano de Salvaguarda aprovado pela UNESCO, o qual resulta da inscrição da Dieta Mediterrânica na Lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade.

    Entre os dias 14 e 16 de setembro, a RTA, em parceria com a Fundación Andanatura para el Desarrollo Socioeconómico, está a organizar uma fam trip destinada a operadores turísticos de Portugal e Espanha mais vocacionados para o turismo de natureza. Durante estes três dias os participantes vão poder conhecer o Parque Natural da Ria Formosa e a oferta dos concelhos de Olhão e Faro.

    A ação surge no âmbito do projeto VALUETUR, que tem por fim fomentar uma atividade turística sustentável que valorize as áreas protegidas de elevado valor ecológico, paisagístico, histórico e cultural. Aprovado ao abrigo do Programa de Cooperação INTERREG V-A Espanha-Portugal 2014-2020 (POCTEP), o projeto é liderado pela Diputación Provincial de Huelva e inclui a Consejería de Medio Ambiente y Ordenación del Territorio da Junta de Andalucía, a Fundación Andanatura, a Mancomunidad Condado de Huelva e a RTA.

    Ainda durante o mês, a RTA vai apresentar ao mercado espanhol a diversidade turística da região numa ação promocional na Embaixada de Portugal em Madrid, marcada para 21 de setembro, no âmbito do projeto Algarve Craft&Food. Este evento procura promover o melhor do Algarve junto de jornalistas e influencers das áreas da gastronomia, turismo, artesanato/cultura, bem como de operadores turísticos e agentes de viagens espanhóis.

    A gastronomia algarvia vai ser apresentada aos convidados através de um showcooking e de degustações, numa experiência gastronómica baseada nas receitas tradicionais da região. O artesanato também vai marcar presença, através de uma exposição de artigos tradicionais e demonstrações ao vivo, permitindo aos convidados um contacto mais próximo com as artes e os artesãos da região.

    O Algarve Craft&Food é um projeto promovido pela RTA, em parceria com a Tertúlia Algarvia e a cooperativa QRER, e apoiado pelo programa operacional CRESC Algarve 2020. Este projeto visa estimular o desenvolvimento e a internacionalização das indústrias culturais e criativas baseadas no artesanato e nos produtos alimentares locais do Algarve.

    «O Algarve tem muito para oferecer além das maravilhosas praias tão visitadas na época alta. Com estas iniciativas pretendemos reforçar a proximidade do Algarve com os portugueses no fim do verão, mas também com Espanha, fazendo com que o contributo deste mercado emissor, que em junho cresceu 28,7% nas dormidas em comparação com 2021, seja cada vez mais relevante para o turismo do Algarve», opina o presidente da RTA, João Fernandes.


    A fechar o mês, terá ainda lugar uma ação de charme no Aaeroporto Gago Coutinho, Faro, para assinalar o Dia Mundial do Turismo, que se celebra a 27 de setembro. A RTA e a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve vão distribuir cerca de 200 quilos de laranjas algarvias aos turistas que chegarem ao aeroporto para umas férias no principal destino turístico nacional. A ação com os citrinos do Algarve, que são hoje um «cartão-de-visita» da região, conta ainda com o apoio da infraestrutura aeroportuária.

    As iniciativas preparadas para o mês de setembro surgem no âmbito da promoção do Algarve no mercado interno alargado (Portugal e Espanha), uma das principais competências da entidade regional de turismo, além da animação e da informação turística.

  • Lagoa da pré-História ao Islâmico

    Lagoa da pré-História ao Islâmico

    Sinopse: A identificação do sítio arqueológico da Quinta dos Poços 4 e 5 surgiu no âmbito da construção do Campo de Golfe Lagoa-Carvoeiro, mais concretamente na área correspondente à pista 1.

    A escavação de salvaguarda levada a cabo por uma equipa multidisciplinar da ERA-Arqueologia permitiu registar estruturas de formação antrópica e espólios inseríveis numa larga diacronia, da Pré-História ao período Islâmico.

    Neste arqueossítio, um dos maiores registados no concelho de Lagoa, foram identificadas mais de seis dezenas de estruturas negativas escavadas no geológico calcário, designadamente silos/ fossas e cavidades funerárias de ritual islâmico, bem como quatro sepulcros coletivos que em termos cronológicos podem ser enquadrados entre o Neolítico Médio e o Calcolítico, isto é, do 3.º ao 4.º milénio a.C.

    Os trabalhos desenvolvidos na Quinta dos Poços revelaram dados particularmente importantes, sobretudo nos contextos pré/ proto-históricos, sendo geradores de uma reflexão em torno da ocupação humana primitiva no litoral do Algarve, que por sua vez poderá motivar a revisão das teorias sobre os contextos funerários da parte ocidental da região. Os resultados serão alvo de uma apresentação pública a cargo dos Arqueólogos Francisco Correia e Catarina Furtado e da Antropóloga Biológica Lucy Evangelista, que aludirão às estruturas e conjuntos artefactuais dos distintos contextos de ocupação e ao estudo bioantropológico preliminar dos restos humanos exumados.

    A conferência, que decorre a 23 de setembro no Centro Cultural Convento de S. José, em Lagoa, tem início marcado para as 18:30 horas e é de entrada livre.