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  • Limitadas no Algarve as embarcações de observação de cetáceos

    Limitadas no Algarve as embarcações de observação de cetáceos

    A medida foi tomada, segundo aquele Instituto devido a um um aumento considerado exponencial do número de empresas registadas para atividades de observação de cetáceos na costa algarvia nos anos mais recentes. Os números subiram em catorze anos, de 2008 a 2022 de 13 para 124, estando neste momento ativas na atividade de observação 53 empresas.

    Para o ICNF o incremento da «pressão turística no Algarve, e em especial sobre as populações de cetáceos que usam esta zona costeira, coloca preocupações acrescidas de gestão, tanto do espaço como das próprias populações, face às atividades de observação turística e recreativa de cetáceos».

    Por este motivo, não serão licenciadas novas embarcações para a atividade de observação de cetáceos nesta área, até à implementação de um sistema de atribuição de licenças de observação turística por concurso público, esclarece aquele organismo de proteção da Natureza.

    Existem identificadas 22 espécies de cetáceos na costa algarvia que vão do boto (Phocoena phocoena), a espécie de cetáceo mais pequeno presente na costa portuguesa, à baleia-comum (Balaenoptera physalus) que pode atingir cerca de 25 m de comprimento no estado adulto”.

    PAN

    Em Olhão, Faro e Loulé, os representantes municipais do PAN (Partido Pessoas-Animais-Natureza) consideram a medida como um «passo importante na boa direção na proteção e preservação da vida marinha e dos seus ecossistemas».

    Os representantes do PAN afirmam que, ao longo dos seus mandatos, vão continuar a promover medidas de promoção da conservação e regeneração do Parque Natural da Ria Formosa.

  • Aviso de candidaturas para infraestruturas escolares


    A Autoridade de Gestão do Programa Regional do Algarve apresenta esta quinta-feira, dia 29 de dezembro, nas instalações da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) da Região do Algarve, o primeiro aviso para candidaturas no âmbito do Acordo de Parceria PORTUGAL 2030, que visa financiar infraestruturas escolares.

    Este aviso é publicado ao abrigo do Mecanismo Extraordinário de Antecipação do PORTUGAL 2030, especialmente dedicado a candidaturas para medidas de política com impacte relevante na melhoria da coesão social e territorial e da competitividade, nos termos do regime normativo em vigor constante do Portugal 2020, para posterior integração nos Programas do PORTUGAL 2030.

    Por outro lado, no quadro da transferência de competências da Administração Central para as Autarquias Locais e para as Entidades Intermunicipais, o Governo assumiu o compromisso de realizar investimentos de requalificação ou reabilitação de um conjunto de escolas cuja propriedade foi transferida para os Municípios, criando para o efeito o programa apropriado, no âmbito do acordo setorial estabelecido com a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), celebrado em 22 de julho de 2022.

    A CCDR – Algarve recomendou a consulta dos avisos abertos no âmbito do Programa Regional do Algarve – CRESC ALGARVE 2020, com o apoio dos fundos da União Europeia.

  • Ginásio de Tavira e Farense juntos com hotelaria em projeto internacional

    Ginásio de Tavira e Farense juntos com hotelaria em projeto internacional

    Em entrevista à Rádio Gilão, Marcelino Teixeira presidente do clube tavirense salientou a importância deste acordo, para alcançar conseguir notoriedade a nível nacional e até internacional.

    Marcelino Teixeira escalreceu que «o clube muda de denominação para AP Hotéis Resort Tavira CS Farense, que é maO Farense e o Clube de ciclismo, de Tavira, a equipa de ciclismo profissional mais antiga do mundo, e o Farense, principal clube de futebolda capital algarvia assinaram um acordo de parceria válido por três anos anos, sob a égide de uma empresa hoteleira.is que uma parceria, pois são dois clubes de uma região como o Algarve, onde o Farense ostenta muitas vitórias e o Ginásio Clube de Tavira tem vitórias em quatro Continentes, tem cinco vitórias na Volta a Portugal, mais três pódios».

    Revelou que, nos meses de Janeiro e de Fevereiro têm a exposição na EuroSport para 150 países. «Daqui para a frente, tanto o Clube de Ciclismo de Tavira como o Farense comungam da ideia bastante importante sobrfe a formação, pelo que é uma mais valia para a toda a região do Algarve».

    O contrato começa já para o próximo ano e dura até 2025.

  • Festa de Natal foi animada em Castro Marim

    Festa de Natal foi animada em Castro Marim

    A Festa de Natal Senior é uma iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Castro Marim, no âmbito das suas políticas sociais e estiveram presentes os representantes políticos das quatro freguesias do concelho, de todas as IPSS’s e da comunidade religiosa, bem como da câmara e assembleia municipal, instituições que acompanham de uma forma mais próxima o desenvolvimento e a eficácia das políticas sociais instituídas. Não faltou o baile depois do almoço, com danças até ao final do dia, animados por Luís Guilherme e pelo Duo Reflexo

    A autarquia quis propiciar aos idosos de Castro Marim, «que muito têm contribuído para a construção de um concelho mais evoluído e solidário, uma tarde de homenagem, de convívio e de partilha dos valores da amizade e da fraternidade de uma faixa muito significativa da população castromarinense».

    O presidente Francisco Amaral, realçou o objetivo da iniciativa que promove laços de comunidade, alheados de crenças, credos e convicções partidárias.

  • Bloco de partos de Beja e Portimão também encerrados no fim do ano

    Bloco de partos de Beja e Portimão também encerrados no fim do ano

    Os outros hospitais são o das Caldas da Rainha, o de Loures e o do Barreiro. A funcionar sem interrupção ficam 33 maternidades, sendo 13 no Norte, 7 no Centro, 10 em Lisboa e Vale do Tejo, 2 no Alentejo e 1 no Algarve.

    A Norte, ficam as maternidades de Bragança, Vila Real, Viana Castelo, Braga, Guimarães, Vila Nova de Famalicão, Póvoa de Varzim, Matosinhos, Penafiel, Porto (hospitais São João e Santo António), Vila Nova de Gaia e Santa Maria da Feira, No Centro, as maternidades de Aveiro, Coimbra, Viseu, Leiria, Guarda, Castelo Branco e Covilhã. No Sul, ficam as maternidades de Abrantes, Santarém, Vila Franca de Xira, Lisboa, com os hospitais de Santa Maria e São Francisco Xavier e Maternidade Alfredo da Costa, o Amadora-Sintra, e os de Cascais, Almada e Setúbal.

  • Casa de Inverno para sem-abrigo em Portimão

    Casa de Inverno para sem-abrigo em Portimão

    Uma casa temporária para albergar pessoas em situação de sem-abrigo foi disponibilizada no centro da cidade de Portimão pela câmara municipal.

    A disponibilidade do imóvel prolonga-se até 31 de março, para evitar que aqueles cidadãos passem o Inverno sem teto, tendo capacidade para quatro mulheres e oito homens. O horário de funcionamento é 20:00 e as 9:00 horas, e dispõe de acolhimento, copa de cozinha, dormida, balneário, apoio e encaminhamento psicossocial. Trata-se de uma resposta do Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem Abrigo de Portimão, que a autarquia pretende tornar permanente, aberto todo o ano.

    A autarquia assinou um protocolo de cedência de instalações com a Santa Casa da Misericórdia de Portimão, em que assumiu a concretização das obras para que o espaço tenha as condições necessárias, para que a resposta social se concretizasse no imediato.

    Para a gestão também foi estabelecido um acordo entre o município e as entidades que integram aquele Núcleo, como as Juntas de Freguesias de Portimão, Alvor e Mexilhoeira Grande, a unidade local do Centro Hospitalar Universitário do Algarve, a Associação para o Planeamento da Família, a delegação local da Cruz Vermelha Portuguesa, o Grupo de Apoio aos Toxicodependentes (GRATO), bem como as Misericórdias das três freguesias.

    O funcionamento está a cargo do Movimento de Apoio à Problemática da Sida que receberá uma comparticipação de quase 12 mil euros do município, para assegurar despesas com dois ajudantes noturnos, limpeza diária e refeições ligeiras, cabendo ainda às restantes instituições responder com os recursos de que dispõem, sempre que solicitadas.

    Segundo a autarquia a medida «reforça outras já existentes, que vão desde o alojamento e reinserção social, à alimentação, vestuário, saúde e higiene».
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  • Neetmaker capacita jovens

    Neetmaker capacita jovens

    Reduzir o desemprego entre os jovens e integrá-los no mercado de trabalho levou o IEFP a juntar-se ao projeto Neetmaker, programa de capacitação e estímulo à empregabilidade e inclusão social, para jovens entre os 20 e os 34 anos.

    O Neetmaker está a decorrer desde junho de 2020, no Fablab de Penela, e já capacitou 37 Jovens. Aborda temas como: SoftSkill’s, Empreendedorismo, Design Thinking, Impressão 3D, Desenvolvimento Web, Internet das Coisas, Corte Laser, Edição de Vídeo, Fabricação Digital e Literacia Digital.

    Este mês decorreu a Neetmaker Faire Digital Summit, encontro de jovens makers, digital workers, empreendedores e empresas.

    O IEFP esteve presente para reafirmar o compromisso com os jovens que participaram no programa e que poderão vir a beneficiar de medidas ativas de emprego para apoiarem o seu reingresso no mercado de trabalho: Estágios ATIVAR.PT, Medida Incentivo ATIVAR, Compromisso Emprego Sustentável, Medida Emprego Interior+ ou Medida Empreende XXI.

  • Projecto «TwoDogs» lança site e loja na Internet

    Projecto «TwoDogs» lança site e loja na Internet

    Segundo as QRER – Coop. para o Des. dos Territórios de Baixa Densidade que o divulga e convida à visita «Em Linha», «são peças únicas, confeccionadas em madeira reciclada, com criatividade, perícia e um prazer especial por atribuir uma nova vida a um material nobre já em desuso».

    Convidam para espreitar a Loja on-line e descobrir as suas propostas de peças decorativas e utensílios vários – “Peças únicas para pessoas especiais».

    A QRIAR – Incubadora Criativa do Algarve no âmbito do projecto Magallanes_ICC, é dinamizada pela QRER – Coop. para o Des. dos Territórios de Baixa Densidade, no âmbito do projecto Magallanes_icc, co-financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), do programa Interrreg V A España – Portugal ( POCTEP) 2014 – 2020, e pela Câmara Municipal de Loulé e Câmara Municipal de Alcoutim, com o apoio da União de Freguesias Querença, Tôr e Benafim, Escola Profissional Cândido Guerreiro – Alte.

  • 50 processos da ASAE contra economia Paralela

    50 processos da ASAE contra economia Paralela

    No balanço da ação apresentado, revela que foram fiscalizados 290 operadores económicos, tendo sido instaurados cinco processos crime por fraude sobre mercadorias, venda ou ocultação de produtos e contrafação e 51 processos de contraordenação, destacando-se como principais infrações a falta de mera comunicação prévia; a falta de requisitos gerais e específicos de higiene,
    o funcionamento de ginásio sem diretor técnico e sem seguro; a inexistência de processo ou processos baseados nos princípios do HACCP; a falta de livro de reclamações, entre outras.

    A autoridade se segurança alimentar apreende 433 unidades entre peças de vestuário, de calçado e máquinas de jogo, bem como cerca de 8 toneladas de géneros alimentícios de produtos cárneos, pescado e produtos lácteos, tudo num valor aproximado de 68.000,00 Euros.

    Foi ainda determinada a suspensão de atividade de cinco operadores económicos, dos quais 2 ginásios por funcionamento sem Diretor Técnico com título profissional válido e falta do seguro, um estabelecimento de comercialização de alimentos para animais e um estabelecimento de preparação e conservação de produtos da pesca frescos, ambos por falta de requisitos gerais e específicos de higiene.

    A ASAE vai continuar a desenvolver ações de fiscalização, no âmbito das suas competências, em todo o território nacional, em prol de uma sã e leal concorrência entre operadores económicos, na salvaguarda da segurança alimentar e saúde pública dos consumidores.

  • Solidariedade natalícia em VRSA

    Solidariedade natalícia em VRSA

    Por iniciativa do município foram entregues bens alimentares, no valor de 20 mil euros, às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do concelho de de Vila Real de Santo António.

    Foram beneficiárias a Santa Casa da Misericórdia , a delegação da Cruz Vermelha, a Refood e a Associação de Beneficência Mão Amiga, que se encarregarão de proceder à distribuição dos produtos às famílias do concelho que se encontrem em situação de vulnerabilidade.

    A medida, segundo a autarquia, tem como objetivo «reforçar o apoio alimentar no concelho e responde ao aumento dos pedidos de ajuda desencadeados pelo agravamento do cenário social e económico provocado pela pandemia de Covid-19 e, mais recentemente, pela situação de conflito na Europa, nomeadamente a guerra na Ucrânia».

    Os cabazes integram géneros alimentares como azeite, grão, feijão, arroz, farinha, cereais, leite, entre outros bens.

    O presidente da câmara municipal, Álvaro Araújo, considera ter tido em consideração as competências do município no âmbito da ação social e que esta medida «permitirá mitigar as necessidades da população mais vulnerável e reforça o importante trabalho de proximidade, ajuda e cooperação que as diversas IPSS têm desenvolvido no concelho

  • Barragem de Alqueva atinge 146,5 metros de altura

    Barragem de Alqueva atinge 146,5 metros de altura

    A EDIA anunciou que Alqueva continua a subir, tendo registado hoje, dia 26 de dezembro, às 07:00, a cota 149,52 m, o que representa um volume armazenado de 3.521 hm3 e corresponde a 85% do armazenamento total da barragem.

    Desde dia 1 de dezembro, a albufeira de Alqueva subiu mais de 5 m e encaixou 924 hm3 de água. A empresa lembra que o Alqueva tem atualmente uma área de regadio direta de 130 mil hectares e garante ainda água aos regadios confinantes, bem como aos sistemas de abastecimento público e industrial.

    O armazenamento máximo da barragem de Alqueva é de 4.150 hm3, à cota máxima de 152 m.

  • BIO DIESEL de caroços de azeitona

    BIO DIESEL de caroços de azeitona

    Preveem que mais de 200 aviões voarão graças ao biocombustível da Cepsa feito de caroço de azeitona em La Rábida, depois de técnicos do parque energético La Rábida da distribuidora terem conseguido desenvolver o primeiro diesel totalmente sustentável.

    Trata-se do hidrobiodiesel (HBD), um combustível produzido pela hidrogenação de gorduras animais e óleos vegetais. As propriedades físicas do HBD tornam o produto ideal para ser usado como combustível para motores a diesel. A sua utilização em viaturas é imediata, pois responde sem problemas às especificações dos motores a gasóleo já em funcionamento e representa uma redução até 90% das emissões de CO2.

    O trabalho foi realizado em apenas 18 meses na fábrica de Palos de la Frontera. Para o efeito, os seus gestores tiveram que enfrentar a mudança de catalisador, metalurgia e segurança, digitalizando ainda mais do que era. Alberto Monje, natural de Encinasola, é o responsável pela obra. Junto com ele trabalharam Carmen, uma jovem engenheira da capital, e uma equipe de trabalho formada inteiramente por profissionais de Huelva de todos os cantos da província. O talento de Huelva volta a colocar Huelva e a sua fábrica Cepsa na vanguarda, diz o diário.

    Veja a Notícia em Huelva Información

  • Castro Marim desagrava o IMI

    Castro Marim desagrava o IMI

    Para o efeito, vão vigorar, no ano de 2023, isenções totais ou parciais, objetivas ou subjetivas, relativamente aos impostos próprios do município, designadamente o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e o Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) que facilitam as aquisições e a transmissão de propriedade.

    A taxa de IMI, de 0.40%, passa a ser de 0,35%, para residentes com habitação própria permanente, uma diferenciação de 0,15% em relação à vizinha Vila Real de Santo António. As famílias residentes com dependentes passam a ter um incentivo cumulativo, até ao dobro, previsto na lei geral, beneficiando de uma redução até 140 euros por família com três ou mais dependentes.

    Foi aprovada uma isenção das transações onerosas até ao 2º escalão sobre a aquisição de prédios para habitação própria e permanente. Esse benefício é concedido a requerimento do interessado. O arrendamento para habitação própria permanente, terá o mesmo benefício, se cumpridos os requisitos da lei e do regulamento em vigor.

  • Agrava-se a situação das empresas mais pequenas

    Agrava-se a situação das empresas mais pequenas

    A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME), concluiu que em 2022 se agravou a situação das suas representadas, atribuindo grande parte das responsabilidades a uma total ou parcial paralisação da actividade económica decretada pelo Governo nos dois anos de pandemia,

    Outro motivo foi a alegada a ausência de medidas adequadas aos problemas e à natureza das empresas.

    Outro fator do agravamento das dificuldades foi o aumento significativos da electricidade, do gás natural e dos combustíveis, salários, matérias-primas e taxas de juro a que somaram as consequências da intempérie das últimas semanas.

    Por Taís motivos, a Confederação está a reclamar a verbas de ajuda, a fundo perdido, para as micro, pequenas e médias empresas, incluindo o apoio à criação de um «Fundo de Tesouraria» e a mobilização  dos fundos previstos no PRR e no quadro comunitário, e a sua reafectação à sustentabilidade da economia real.

  • Captura tubarão viola muito raro e devolve ao mar

    Captura tubarão viola muito raro e devolve ao mar

    O pescador devolveu-o ao mar por se tratar de uma espécie em vias de extinção. A sua decisão foi amplamente aplaudida nas redes sociais. Os Guitarfish habitam mares e oceanos em todo o mundo, geralmente em águas rasas e em zonas de clima tropical ou temperado. Geralmente, esses parentes dos tubarões e raias são muito pouco conhecidos na sociedade.

    Há exemplares de tubarão-viola (Rhynochobatus diiddensis) no nosso país levado em 2010, no aquário Sea Life no Porto. A espécie, originária da Índia Oriental, viajou durante 26 horas para chegar a Portugal, onde vai andar em digressão.

    Com um ano e cinco meses de idade, 1,4 metros de comprimento e 30 quilos de peso, este tubarão-viola é um parente próximo das raias e, como todos os da sua espécie, é um animal solitário, que prefere nadar e atuar sozinho, lia-se no site Boas-Notícias.

  • Lago de Alqueva já recuperou do Guadiana a água fornecida em 2022

    Lago de Alqueva já recuperou do Guadiana a água fornecida em 2022

    As gerações que sempre lutaram e continuam a solicitar que se aproveitem as possibilidades de regularização dos caudais excessivos podem sentir-se compensadas com estas notícias, uma vez que as possibilidades de chuvas sobre a bacia do Guadiana distribuem-se de forma irregular ao longo das décadas, ora em anos de chuvas torrenciais ora em anos de aridez pronunciada.

    É natural que a situação ainda venha a apresentar mais melhorias neste Inverno, dado que a sabedoria antiga identifica como altamente chuvoso, sempre que Lua Nova coincide com as proximidades do equinócio de Setembro, o que foi o caso do ano em curso.

    A EDIA identificou, desde 1 de dezembro uma subida do nível da água na albufeira de perto de 3,5 metros, aproximando-se da cota 148 metros. A albufeira encaixou mais de 600 milhões de metros cúbicos e tem cerca de 3.180 milhões de metros cúbicos de água armazenados, correspondendo a 76,75% da sua capacidade máxima.

    Na sua capacidade total de armazenamento, de 4.150 milhões de m3, à cota de 152 metros, o Alqueva abrange uma área de 250 quilómetros quadrados e mais de 1.100 quilómetros de margens.

    As comporta da barragem do Alqueva fecharam em 08 de fevereiro de 2002 e atingiu o pleno armazenamento por quatro vezes, durante estes quase 23 anos, efetuando algumas vezes descargas controladas

  • Assembleia Intermunicipal do Algarve apreciou taxa turística

    Assembleia Intermunicipal do Algarve apreciou taxa turística

    A Assembleia Intermunicipal do Algarve reuniu de forma descentralizada em Loulé, no dia 19 de Dezembro, tendo aprovados os principais documentos de gestão da Comunidade Intermunicipal do Algarve, AMAL, Grandes Opções do Plano e o Orçamento para 2023, e discutidas moções dos Grupos Intermunicipais do PSD e PS.

    Estiveram presentes 47 dos 58 membros no Cineteatro Louletano, das várias forças políticas, eleitos nas 16 assembleias municipais da região. Esta forma descentralizada que ocorreu em Loulé, já aconteceu também em Vila Real de Santo António e Lagoa. A sede da Assembleia é na capital do Algarve, Faro.

    Foi apresentada a proposta para a aplicar na região a taxa turística na região no valor de dois euros, conhecida da reunião do Conselho Intermunicipal da AMAL, realizada em novembro e que se encontra sob análise e foi explicada pelo presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), João Fernandes, o presidente da Associação dos Industriais Hoteleiros e Similares do Algarve (AIHSA), Daniel do Adro, e do presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Hélder Martins.

    Prevê a aplicação da taxa em todos os concelhos da região e para todas as tipologias turísticas, assim como uma discriminação positiva para a época baixa , na qual será cobrado metade do valor a acordar. A proposta ainda prevê que uma parte das receitas venha a ser aplicada em cada município e a outra parte reverta para a criação de um fundo regional destinado à promoção e animação turística. O modelo a aplicar será decidido por uma Comissão formada por representantes da AMAL, RTA, ATA, AIHSA e AHETA.

      O PSD, viu aprovada a sua moção intitulada «Preço das portagens no Algarve viola a lei”», e a moção do PS as suas moções «Garantir água é garantir o nosso futuro» e «Hospital Central do Algarve é preciso avançar».

      Foram rejeitadas duas moções apresentadas pelo Grupo Intermunicipal da CDU, uma «Pelo direito à saúde. Atrair e fixar profissionais no Serviço Nacional de Saúde, Combater o assalto dos grupos privados de saúde» e uma outra «Pelo fim das portagens na Via do Infante».

      Durante a Assembleia foram ainda aprovados os principais documentos de gestão da Comunidade Intermunicipal do Algarve para o próximo ano, entre os quais as .

        O presidente da AMAL, António Pina, prestou igualmente alguns esclarecimentos sobre as áreas de trabalho mais relevantes para o próximo ano, nomeadamente a Mobilidade/Transportes, Eficiência Hídrica, Eficiência Energética, Ordenamento do Território e Ambiente/Alterações Climáticas.

        A Assembleia Intermunicipal da AMAL volta a reunir em Lagos em abril de 2023.

      • Algarve afirma-se como «Destino com Futuro»

        Algarve afirma-se como «Destino com Futuro»

        Uma campanha que pretende sensibilizar os profissionais do setor para a adoção de ações simples mas que possam contribuir para uma região ainda mais sustentável, designada como “Destino com Futuro – Algarve, é tempo de cuidar”, decorre até ao dia de amanhã, 23 de dezembro e pretende fazer face aos desafios colocados pelas alterações climáticas.

        A campanha pretende ligar a consciência ambiental à consciência empresarial e sugere aos profissionais do turismo a adoção de medidas que fazem a diferença na redução da pegada carbónica e na diminuição dos consumos energéticos.

        São exemplos o substituir a iluminação convencional por lâmpadas LED, optar por espécies endógenas nos jardins, criar menus sazonais e com produtos locais, investir em tecnologia que permita poupar água, plantar relva adequada ao clima da região ou fazer a separação dos resíduos produzidos entre os quase 50 conselhos práticos para quem trabalha na área do alojamento, do golfe, da restauração e da animação turística.

        A campanha assenta num site com dicas eco-friendly, na produção de spots vídeo relativos a alojamento, restauração, golfe e animação para as redes sociais e em inserções na imprensa especializada do setor.

        Esta é a segunda campanha desenvolvida pelo Turismo do Algarve integrada no projeto AwK – Adaptation with Knowledge, Climate Change, na sequência da primeira, lançada este verão, com o «A Natureza não tira férias», focada na sensibilização dos turistas. Desta vez, os destinatários são os profissionais do setor turístico algarvio.

        O presidente da Região de Turismo do Algarve está seguro que a procura é cada vez mais marcada pela exigência de turistas com consciência ambiental, que só irão comprar produtos ou serviços de empresas responsáveis.

        O financiamento é da EEA Grants, através do Programa Ambiente e o projeto tem como principal objetivo melhorar a resiliência e a capacidade de resposta do Algarve face às alterações climáticas, criando as bases de apoio necessárias à implementação do Plano Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas do Algarve (PIACC-AMAL). Tem uma forte componente de comunicação associada para consciencializar população, empresas e turistas e para motivar à ação, tanto a título individual como coletivo.

      • Acerca do habilidoso Tomás

        Acerca do habilidoso Tomás

        Crónicas do Largo da Bica

        Da malta toda, o que dava mais toquezinhos com a bola era o Tomás. No que diz respeito a toques na bola, ninguém na vila lhe fazia sombra. Nem na Bica, nem nas Hortas, nem no Bairro Operário, nem no Bairro da Caixa, nem tampouco no Bairro da Lata. Ele era um prodigioso malabarista com a borracha. Fosse com os pés, fosse com as mãos. Um fenómeno do outro mundo. Só vendo!

        Eu não era dos piores da Bica. Desenrascava-me mais ou menos com 343 toques de bola no pé direito, de seguidinha, sem a deixar cair no chão. Nunca mais consegui bater esse record pessoal. Tentei durante anos. Quando me aproximava desse incrível número, antes de lá chegar, não aguentava mais: a perna de apoio fraquejava-me. A cada toque que dava, a coxa doía-me cada vez mais e o pé respectivo agarrava-se teimosamente às pedras da calçada. Por fim, apesar da minha vontade, da minha resistência, faltavam-me as forças e a bola escapava-se-me. À socapa, antes de ela cair, tentava apoiar-me a uma parede com a pontinha dos dedos mas, os gajos estavam atentos. Diziam logo que assim era batota e que não valia!

        A seguir vinha o Fausto com 424 toques. Um feito assinalável. Não é para todos. Quem jogou à bola quando era miúdo saberá reconhecer-lhe o mérito. Quando ele estabeleceu o seu fabuloso record, houve um invejoso que reclamou da sua validade. Isto porque ao toque 127, por uma insignificante fracção de segundo, a bola escapou-se-lhe do pé, batendo de raspão na parede da casa do Chico, irmão da Esmália e da Carminda da Rua Estreita. De facto, foi verdade que a bola bateu na parede mas, incrivelmente, esticando-se quase até rasgar a virilha, com a ponta do sapato, ele recuperou o controlo da bola que parecia mesmo ir cair ao chão. Apesar dessa miserável reclamação ciumenta o record foi registado e aceite.

        Mas, voltando ao Tomás, em toquezinhos, ele estava a um nível diferente. O record dele de 4.784 só não tinha outra expressão porque a malta, já cansada de tanto toque, ia-se embora para casa. Sem registo visual não havia reconhecimento. Era melhor ler um livrinho do Major Alvega ou um outro qualquer de cobóis do que estar ali a olhar para uma bola que parecia fazer parte integrante do pé.

        O segredo do Tomás era muito simples. Dava toques com os dois pés. Quando chegava aos quatrocentos, mudava de pé de apoio. Não se cansava nunca. Os toques não eram toques, eram toquezinhos. A bola mal subia, sendo mínimo o risco de perda do controlo da situação. Até parecia que estava atada ao pé com um elástico. Com domínio absoluto da técnica usada para os toques, entusiasmava-se e dificilmente parava. Dava para comer sandes de chouriço enquanto dava toques na bola.

        Uma tarde, já saturados, perguntámos-lhe em quantos ia. Ele mudou de pé de apoio, limpou o suor da testa com as costas da mão, e, sem se desconcentrar, respondeu: “vai em 2.345,6,7,8…”. Fomos para casa lanchar. Ao voltarmos, ainda ele dava toques.

        A rodar a bola na ponta dos dedos como fazem os jogadores de basquetebol, o Tomás também era o melhor. Começava no dedo indicador da mão direita. Quando a bola perdia velocidade, com a mão esquerda empurrava as orelhas da bola e, mudava de dedo. Ia para o polegar, voltava ao indicador, depois ao do meio, ao anelar, ao mindinho, a todos. Aquilo nunca mais acabava. Só mesmo o Tomás!

        Contudo, o que eu mais apreciava nele era o seu fino sentido de humor e a sua capacidade para inventar e contar estórias.

        Costumava dizer-nos que os dedos da mão eram os nossos ministros: o dedo polegar seria o ministro dos transportes por ser utilizado para pedir boleia; o dedo indicador seria o das obras públicas porque com ele se limpa o nariz; o dedo médio seria o da guerra porque quando se dá uma bofetada, ele vai à frente; o dedo anelar seria o das finanças por ser aquele onde se usam os anéis; o dedo mindinho seria o ministro do interior por ser com ele que se verifica se a galinha tem ovo.

        Se visse um carreiro de formigas pretas, dizia que elas iam para um funeral. A partir daí inventava uma qualquer estória em que falava da formiga. Coitada, morrera num terrível acidente, que alguém a pisara sem querer, que tinha sido muito trabalhadora, que tivera muitas amigas.

        Se as formigas transportassem algum alimento para o ninho, dizia que era uma procissão. A estória desenvolvia-se e ficávamos a saber que a formiga da frente era o padre, as outras carregavam os andores.

        Ao meu grande amigo Tomás Rita da Rua Estreita, portanto, do Largo da Bica com todos os direitos, um autêntico portento de imaginação e de habilidade com a bola!

        Henrique Bonança

        Altura – Fevereiro de 2018

      • Casas de fundo imobiliário devolvidas aos moradores em Vila Real de Santo António

        Casas de fundo imobiliário devolvidas aos moradores em Vila Real de Santo António

        Depois de uma luta intensa, como salientou José Vicente, representante dos moradores, a câmara municipal de Vila Real de Santo António, através de um programa de estratégia habitacional ao abrigo do programa governamental de 1º Direito, conseguiu resolver um problema que impede o despejo dos moradores e garante o arrendamento das habitações.

        Para selar essa garantia, estiveram ontem, dia 20 de Dezembro, na Praça Marquês de Pombal, com o presidente da câmara municipal Álvaro Araújo nada menos que o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, a secretária de Estado da Habitação, Marina Gonçalves e a presidente do IRHU, Isabel Dias e, ainda, o presidente da CCDR Algarve, José Apolinário, que reúnem todo o poder institucional na área.

        Estiveram presentes em cerimónia realizada ao ar livre, com temperatura amena, uns rasgos de sol e numa larga aberta num dia que prometia chuva, autoridades locais e regionais e os moradores das casas que vão ser beneficiados com a medida agora adotada. A assinaturas dos contratos tinha já acontecido na última sexta feira e, para lá da cerimónia com os governantes houve o descerrar de placas em cada um dos edifícios abrangidos pela medida, «Foz do Guadiana», «Bela Vista» e «Luz do Guadiana».

        «Hoje é um dia verdadeiramente especial para Vila Real de Santo António», começou por dizer Álvaro Araújo, depois dos cumprimentos aos presentes,. «Hoje é o dia que podemos acreditar que o Natal chegou ao nosso concelho. Assinala-se hoje o primeiro ato oficial para implementar a Estratégia Local de Habitação e apoiar diretamente as pessoas».

        Deu nota que o município, nesta primeira fase adquiriu 70 habitações com um financiamento a cem por cento por parte dos fundos do PRR. Álvaro Araújo agradeceu a Pedro Nuno Santos «por trazer a felicidade à nossa terra, por se preocupar com as famílias que precisam de apoio». Referindo-se à conterrânea Mariana Santos, secretária de Estado da Habitação, disse que, depois de eleito e do primeiro contato ter ficado com a certeza que resolveria o problema dos moradores, cuja solução, na terra, seria considerada um milagre.

        A luta dos moradores

        José Vicente, falou em nome dos moradores mas, antes, citou o nome dos outros que, com ele, dirigiram a luta, Pedro Santos, Ricardo Martins, Alfredo Azevedo, Carla Cruz, Patrícia Martins, Olga Martins, Nádia Cruz, Filomena Rosa. Contou a história.

        Em finais de Abril de 2021, os moradores começaram a receber propostas para todas as habitações, sendo informados da cessação dos contratos de aluguer. «O nosso senhorio, representado por um fundo imobiliário, agiu de má fé, assediando a todo o custo as famílias que ali residem. Fez de tudo para nos afastar das habitações, cometendo até algumas ilegalidades».

        José Vicente falou da angústia das famílias e do medo de ficaram na rua. «Às dezenas de famílias sujeitas a despejo, só lhe restava uma solução, o caminho da luta pelo direito à habitação. Uma vez que as casas tinham sido construídas em terrenos camarário, na vigência de um anterior executivo. Uniram-se, organizaram-se e iniciaram a luta, dispostos a tudo».

        Com os anteriores executivos, reunião após reunião, os assuntos não só marcavam passo como ouvíamos as vozes representativas dizer que só um milagre nos livraria. O representante dos moradores atribuiu o que diziam ser a falta de esperanças à falta de vontade política para resolver o problema. Reconheceu que receberam algum apoio judiciário, embora os problemas continuassem sem fim à vista. Acreditaram que um novo executivo traria uma solução. «Fez-se história onde existia fantasia».

        A opinião do ministro Pedro Nuno Santos

        O ministro relevou o papel dos moradores que em nenhum momento desistiram de lutar pela sua casa, pelo seu teto e, quando o estavam a fazer, estavam a fazê-lo por si, pelas suas famílias e mais que por estes, porque esta luta dos moradores é uma luta que deve servir de exemplo a todos os portugueses. «A vossa lutas e vitória é a de mostrar a todos que é possível, quando as pessoas se organizam e lutam pelos seus direitos, o conseguir ganhar».

        Pedro Nuno Santos associou a vitória dos moradores à do presidente da câmara municipal, porque o governo fez o seu programa, criou o 1º Direito, mas, «se os moradores não se tivessem mexido, se o senhor presidente da câmara não se tivesse mexido, o dinheiro estava aqui estava noutro sítio»

        O papel da autarquia

        Dentro da estratégia local para a habitação, nos moldes em que foi aprovada na Câmara Municipal e na Assembleia Municipal, ao executivo camarário em colaboração com o Governo, Secretaria de Estado da Habitação e Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana, adquiriu 27 fogos do Edifício «Luz do Guadiana», com um valor total de cerca de 3 milhões de euros, 15 fogos do Edifício «Foz do Guadiana», com um valor de cerca de 2 milhões de euros e 28 fogos do «Edifício Bela Vista», com um valor um pouco superior a 4 milhões de euros.

          A medida abre caminho para solucionar situações urgentes de carência habitacional de pessoas vulneráveis ou que se encontrem em precariedade por insolvência, de não renovação de contrato de arrendamento ou vítimas de violência doméstica. A estratégia vai abranger 2139 pessoas integradas em 824 agregados familiares, com um investimento de cerca de 107 milhões de euros.