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  • 25 DE ABRIL vive no coração do povo

    25 DE ABRIL vive no coração do povo

    Naquela madrugada, tudo eram incertezas, menos para aqueles que se movimentavam já para as posições previamente combinadas, nos planos dos militares.

    Que se movimentavam para colocar ponto final na ditadura iniciada por Salazar, na sequência do golpe contra a Segunda República, o qual haveria de instituir um regime fascista de perseguições, prisões, morte , degredo, guerra e vida arrastada, exceto para a meia dúzia de privilegiados do regime.

    A história do 25 de Abril será hoje recontada por todo o país, em múltiplas iniciativas promovidas pelos partidos, autarquias locais e Assembleia da República, em apoio do regime democrático e constitucional e se opõem ao regresso das teorias que, em 1926, arrastaram Portugal para a cauda da Europa e o isolamento internacional.

    O 25 de Abril é, sem dúvida, de todos os democratas, partidos e cidadãos, mas ninguém se deve admirar pelo facto de o PCP, que apesar de ilegalizado por Salazar e Caetano, organizasse a luta clandestina no interior do País, tendo os seus militantes sido aqueles que mais perseguidos foram pelo regime que caiu em 25 de Abril e sinta muito mais a alegria da transição democrática.

    Na passada sexta-feira, no Arquivo Histórico Municipal, assistimos a uma conferência pelo professor Mário Sousa, onde deu nota da vida de resistência contra a ditadura dos algarvios que combateram o regime, apresentando nomes, participações em ações de luta e as motivações, algumas absurda e fruto de denúncias, expressas em fichas da extinta PVDE – PIDE – DGS.

    Celebremos pois Abril, já com o perfume que anda no ar das próximas comemorações dos 50 anos da Revolução de Abril de 1974, no próximo ano.

    José Estêvão Cruz
    Diretor
  • 500 milhas do ACP partiram de Faro

    500 milhas do ACP partiram de Faro

    As 500 Milhas ACP com clássicos elegantes na maior estrada da Europa. A prova do ACP Clássicos estendeu-se por 740 quilómetros e 16 horas, numa maratona de História e resistência. 

    Com partida de Faro, a Estrada Nacional 2 recebeu, no sábado, a 18.ª edição das 500 Milhas ACP, uma das maiores provas de regularidade histórica na Península Ibérica, que levou 65 equipas a percorrer a ligação entre Faro e Chaves.

    «Todos os anos, as 500 Milhas ACP são um desafio para largas dezenas de equipas, aos comandos de automóveis produzidos entre as décadas de 50 e 70 do século passado. Na edição deste ano estiveram em prova 65 exemplares clássicos, numa maratona que atravessou Portugal continental de sul para norte, entre Faro e Chaves, num percurso pela Estrada Nacional 2 que totalizou 740 quilómetros», anota o ACP sobre a prova.

    O apelo das 500 Milhas ACP voltou a atrair diferentes gerações, pois no pelotão abundaram os casos de pais e filhos, de avós e netos, unidos pelo gosto dos Clássicos e das provas de Regularidade. Exemplo disso, o caso de Ricardo Seara Cardoso, navegado pelo pai, Carlos Seara Cardoso, num belo Bond Equipe GT, exemplar construído em 1971 por um pequeno fabricante inglês. Além de vários modelos históricos da Porsche, Jaguar, Mercedes-Benz ou Alfa Romeo, as 500 Milhas ACP também tiveram três Alpine A110, um raro AC Aceca de 1960, um Fiat 600 Derivazione Abarth 750 (de 1959), ou um Austin Healey de 1954, o carro mais antigo em competição. 

    As equipas concentraram-se em Faro, na tarde de sexta-feira, para as verificações, com o primeiro concorrente a arrancar da cidade algarvia na manhã seguinte, logo pelas 06h01. Seguiu-se a travessia do território continental português, num périplo que passou por Ferreira do Alentejo, Mora, Abrantes, Sertã, Tondela, Lamego e Santa Marta de Penaguião. Pelo meio, a caravana fez uma paragem em Constância, no distrito de Santarém, onde máquinas e pilotos puderam recuperar energias para a segunda metade da maratona.

    Durante a tarde, a caravana parou na cénica Barragem da Aguieira, que antecedeu a última secção, com os 218 quilómetros finais, rumo a Chaves. A chegada à histórica cidade transmontana aconteceu já de noite, depois das 22h00, culminando uma competição com 19 classificativas de Regularidade, com as equipas divididas em três categorias (consoante o ano de fabrico dos automóveis). 

    Emoção até ao último quilómetro 

    E apesar de ser uma prova com mais de 700 quilómetros, a discussão pelos primeiros lugares em cada categoria foi muito renhida, o que atesta a qualidade e a preparação das equipas.

    Sancho Ramalho e António Caldeira venceram a Categoria G e foram também a formação que menos penalizou em todo o percurso, com um Alfa Romeo 2000 GTV. A escassos 3,5 pontos ficaram Ricardo e Carlos Seara Cardoso, no Bond Equipe GT, num duelo que gerou incerteza mesmo até à entrada em Chaves, até porque Miguel Ferraz de Menezes e Rui Rola Martins também ficaram a apenas 7,5 pontos do vencedor, num Alfa Romeo Junior Zagato. 

    Na Categoria F, Pedro Manso Pires e Luís Caetano (Austin Mini Cooper S) receberam em Chaves o troféu do primeiro lugar, mas Carlos Brízido e António Costa (Porsche 911 E) ficaram a apenas 5,2 pontos, com Pedro Black e Suzana Freire D’Andrade (Volvo 122-S) a completarem os lugares do pódio. 

    Já na Categoria E, reservada aos automóveis mais antigos, os Jaguar Mk2 monopolizaram as primeiras posições, com o triunfo de Pedro Carregosa e Ekta Sureschandre, na frente de Frederico Valsassina e Vasco Mendes, enquanto o Porsche 356 de Fernando Carpinteiro Albino e Xavier Albino ficou logo atrás.

    Para Luís Cunha, secretário-geral do ACP Clássicos, a competitividade da prova e a resistência de máquinas e pilotos foram os grandes destaques desta 18.ª edição das 500 Milhas ACP: “Continuamos, felizmente, a ter uma parte significativa do nosso pelotão composto por automóveis dos anos 50 e 60, mas vemos também automóveis cada vez mais bem preparados e equipas com um grande nível desportivo. Foram registadas pouquíssimas falhas mecânicas, o que é de realçar num percurso de 740 quilómetros realizados num único dia. Atravessar a Estrada Nacional 2 é sempre um desafio especial, pela diversidade de paisagens e pelo apelo da condução”, afirmou Luís Cunha. 

    com MotorSports – ACP

  • Diogo Piçarra apresentou «Os Tvgas» em Castro Marim

    Diogo Piçarra apresentou «Os Tvgas» em Castro Marim

    O músico e cantor Diogo Piçarra apresentou o seu livro pedagógico “Os Tvgas”, um projeto de promoção da Língua e Literatura Portuguesa, na Biblioteca Municipal de Castro Marim, em iniciativa foi destinada aos alunos do 3.º ciclo do Agrupamento de Escolas de Castro Marim.

    O integra um projeto pedagógico da mais alargado – Coleção Reinventar por Diogo Piçarra, e, nele, o leitor ingressa numa viagem íntima do autor pela obra camoniana “Os Lusíadas”.

    Os cinco séculos que separam Piçarra de Camões foram o mote para o livro, numa odisseia por mares e continentes, desta feita, para descobrir, conhecer e dar a conhecer portugueses e portuguesas que partiram de Portugal.

    Os jovens assistiram à dramatização da obra e à performance musical dos temas, que o autor e músico compôs para o projeto, e para casa levaram o livro, editado pela Betweien e assinado pelo músico Diogo Piçarra.

    Durante a sessão foi lançado um novo repto a Diogo Piçarra, o de ser embaixador do projeto de investigação da Estrutura Residencial e Centro de Dia “José Cabrita” Alzheimer e Outras Demências, da St. Casa da Misericórdia de Castro Marim, recentemente inaugurada.

    Castro Marim considera Diogo Piçarra como «referência nacional e algarvio de grande notoriedade», e seria uma forma de para ali levar a debate as demências e conhecimento dos mais jovens e gerar a sensibilização necessária sobre a matéria. Mais do que uma residência, o equipamento social destina-se a ser também um «espaço de estudo e investigação».

    O CLDS-4G «Castro Marim (COM) Vida» é promovido pelo Município de Castro Marim, coordenado pela Associação Odiana, e cofinanciado pelo CRESC Algarve 2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do Fundo Social Europeu.

  • «Viagem ao Algarve» esteve exposta em Lepe

    «Viagem ao Algarve» esteve exposta em Lepe

    Inaugurada em novembro de 2022, por ocasião do lançamento da Rota Literária Saramago no Algarve, a exposição, que resulta de uma recolha fotográfica feita a partir dos locais visitados pelo Prémio Nobel da Literatura, português, aquando da sua visita ao Algarve, em resultado da sua obra Viagem a Portugal.

    Esteve patente ao público na Capilla de San Cristóbal, em Lepe (Espanha), até hoje, integrada no programa da XXIX Festa da Cultura e do Livro de Lepe.

    A inauguração da exposição, em Lepe, realizou-se no dia 11 de abril, em cerimónia presidida pelo alcaide de Lepe, Juan Manuel González, e contou com as intervenções de Adriana Freire Nogueira, Diretora Regional de Cultura do Algarve, de Carlos Afonso, presidente da Associação 1/4 Escuro, de Diego Mesa, autor da publicação Viagem ao Algarve e da “Rota Literária Saramago no Algarve”, e de José Luis Silva, diretor do Taller Municipal de Fotografía de Lepe.

    A “Rota Literária Saramago no Algarve”, escrita por Diego Mesa, a partir do seu livro Viagem ao Algarve, foi inspirada na Viagem a Portugal de José Saramago, e dá a conhecer um novo olhar sobre os locais que o Prémio Nobel da Literatura visitou em 1980. Os itinerários de Vila Real de Santo António e Castro Marim já estão disponíveis na página da DRCAlg,

    Saramago, aquando da sua visita a Portugal, entra no Algarve por Alcoutim. Enganado pela prespetiva não percebe que do outro lado da Margem do Rio é Sanlucar, dada as semelhanças na paisagem. A Raia, a linha de fronteira que separa geograficamente Portugal e Espanha, é um território de partilha de elementos históricos, linguísticos, culturais e económicos.

    Os projetos Rota Literária Saramago no Algarve e a exposição Viagem Fotográfica pretendem ser também elementos de ligação entre as Regiões EuroAAA (Alentejo, Algarve e Andaluzia). Estes projetos constituem uma oportunidade para dar a conhecer os territórios que inspiraram vários escritores, nomeadamente os lugares, os monumentos, as paisagens, os sabores, as tradições, os costumes e as gentes.

  • Festa da Gamba e do marisco em Punta Umbria

    Festa da Gamba e do marisco em Punta Umbria

    O certame é promovido pelo município de Punta Umbria e também terá pé-de-burrinho e biqueirões. Trata-se da 27ª edição do certame, começa amanhã e estende-se até ao dia 23, na praça 26 de Abril daquele município da costa onubense. A organização prevê a presença de cerca de 80.000 pessoas, segundo a presidente da câmara local, alcaldesa Aurora Águedo Borrego.

    O estacionamento foi ampliado e será gratuiro desde sexta a domingo, mesmo no poarque da zona portuária. Os pratos mantém os peços anteriores, de 6 a 7 euros e as bebidas subiram cinquenta cêntimos. Este ano os festejos coincidem com a celebração dos 60 anos de Punta Umbria como município independe, no dia 26 de Abril.

  • Maior comercializadora mundial de tunídeos abrirá em Ayamonte

    Maior comercializadora mundial de tunídeos abrirá em Ayamonte

    Os trabalhos para a abertura do espaço estão a ser ultimados, calculando-se a exportação de mais de uma tonelada de atum por ano, em especial destinada ao mercado japonês. O investimento ascende a dezoito milhões de euros e proporcionará contratação direta de trabalhadores naquela cidade espanhola da foz do rio Guadiana.

    As instalações da Ricardo Fuente Hijos (RFeH) contam com 60.000 m3 de frigoríficos para tunídeos,

    atum vermelho
    atum vermelho
  • Adotar um golfinho

    Adotar um golfinho

    «Os golfinhos dormem usando um lado do cérebro de cada vez, permitindo que subam à superfície para respirar quando precisam e que fiquem alerta para possíveis riscos?!», dizem-nos os defensores desta espécie. Os golfinhos podem ser encontrados em todos os oceanos da Terra e até mesmo em alguns dos maiores rios da Ásia e da América do Sul, dos polos aos trópicos,

    «Como espécie-chave, os golfinhos desempenham um papel importante no equilíbrio geral dos ambientes marinhos», mas os golfinhos em todo o mundo estão a enfrentar ameaças crescentes, tais como o emaranhamento em artes de pesca, as alterações climáticas, a poluição sonora subaquática, a repressão de rios ou a poluição plástica

    Para os seus defensores e organizações «O emaranhamento em equipamentos de pesca é uma das maiores ameaças enfrentadas pelos golfinhos. A WWF está a trabalhar com os governos para se juntar à Global Ghost Gear Initiative (GGGI) para ajudar a construir a capacidade global para resolver este problema».

    Há um programa pioneiro em Portugal: Observatório Golfinhos no Tejo, de monitorização a partir de terra sobre a ocorrência de cetáceos no Estuário do Tejo, temos por objetivo perceber padrões espaciais, sazonais e de comportamento de utilização do estuário por parte destes «animais lindos»!

    Este projeto, resulta de uma parceria entre a ANP|WWF e o MARE – ISPA (Centro de Ciências do Mar e do Ambiente do Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida). E eles lançam o desafio de poder adotar simbolicamente um golfinho e, com esse ato, ajudar todo o trabalho da organização e ainda receber um certificado de adoção pela «bonita ação».

  • Repercussões do caso de uma jovem resgatada do mar

    Repercussões do caso de uma jovem resgatada do mar

    Está a recuperar bem dos traumatismos provocados pela exposição ao vento, mar e sol e dos possíveis traumas psicológicos da aventura, na companhia dos pais.

    O caso emocionou e fez chegar às lágrimas as comunidades locais, quando foi anunciado o seu salvamento. depois de ter enfrentado condições adversas, uma noite inteira no mar e a soalheira de um dia inteiro, 20 horas ao todo, enfrentando sob o espetro da morte, se não fosse resgatada.

    A aventura desta jovem, que era escuteira, o que proporciona uma diferente resistência psicológica a condições de isolamento, e que aparenta grande robustez física, fica indelevelmente marcada nas praias do concelho de Vila de Santo António, onde contou com uma vigilância e um alerta sempre com a expetativa de um desfecho feliz, que viria a suceder e a ter semelhanças com o final das películas cinematográficas.

    a jovem salva
    a jovem salva
    A aventura no mar

    Segundo a Autoridade Marítima Nacional, a jovem encontrava-se desaparecida no mar desde a noite de 14 de abril, quando entrara nas águas da Baía de Monte Gordo, com com uma prancha de stand-up paddle, não conseguindo remar para terra, na praia do Coelho, no concelho de Vila Real de Santo António. devido às condições do vento.

    Foi um navio mercante, da MSC, que se apressou a informar que tinham encontrado a jovem que se encontrava desaparecida, a 25 milhas náuticas, aproximadamente 46 quilómetros, a sul de Vila Real de Santo António, tendo sido deslocada de imediato para o local uma embarcação do Comando-local da Polícia Marítima de Vila Real de Santo António e o navio NRP Oríon, da Marinha Portuguesa.

    Relatam as autoridade que «à chegada ao local, constatou-se que a jovem se encontrava com sinais severos de hipotermia, tendo sido solicitado o apoio da aeronave da Força Aérea Portuguesa. Os elementos da Força Aérea procederam ao resgate da vítima, tendo transportado a mesma para o aeroporto de Faro, onde aguardava uma ambulância do INEM, que a transportou para uma unidade hospitalar».

    Nas operações de busca, coordenadas pelo Capitão do Porto e Comandante-local da Polícia Marítima de Vila Real de Santo António, foi ainda relatado, estiveram empenhadas uma embarcação do Comando-local da Polícia Marítima de Vila Real de Santo António, duas embarcações das Estações Salva-vidas de Vila Real de Santo António e Tavira, o navio NRP Oríon, da Marinha Portuguesa, uma embarcação da Sociedade de Salvamento e Segurança Marítima (SASEMAR), uma embarcação da Unidade de Controlo Costeiro (UCC) da GNR, bem como uma mota 4×4 da Vigilância Motorizada da Autoridade Marítima Nacional, uma viatura do Comando-local da Polícia Marítima de Vila Real de Santo António, uma viatura todo-o-terreno do Serviço Municipal de Proteção Civil de Vila Real de Santo António e uma aeronave da Força Aérea Portuguesa.

    Helcópeto «Melin» recuperou a jovem no mar do Algarve

    Helicóptero EH-101 «Merlin» da Esquadra 751 Pumas da Força Aérea Portuguesa (FAP), no Mar do Algarve, a 56 km de Faro, ao final da tarde de 16 de Abril de 2023, recupera uma jovem portuguesa, recolhida pelo navio porta-contentores MSC Reef». IMO 9754965, após ter estado desaparecida durante 20 horas no Mar do Algarve,

    O MSC Reef é um porta-contentores construído em 2016, desloca 200 000 toneladas, com 398,4 metros de comprimento e 59,08 metros de boca, sendo actualmente operado, sob pavilhão da Libéria, pela empresa multinacional suíça Mediterranean Shipping Company (MSC) S.A. . Este navio mercante, proveniente de Antuérpia (BEANR, Bélgica), cruzava o Mar do Algarve rumo a Tanger (MAPTM, Marrocos).

    O helicóptero Agusta-Westland EH-101 Merlin é um transporte médio, trimotor, que entrou ao serviço da Força Aérea Portuguesa (FAP) em 2004 – sendo o meio escolhido para substituir os Aérospatiale SA-330 Puma, nome do qual aliás deriva o cognome da esquadra a que estão afectos, a Esquadra 751 “Pumas”. Esta esquadra tem uma tripulação em alerta permanente na Base Aérea N.º 6, Montijo, uma tripulação e aeronave no Aeródromo de Manobra N.º 3, Porto Santo (Região Autónoma da Madeira), e duas tripulações e duas aeronaves na Base Aérea N.º 4, Lajes (Região Autónoma dos Açores).

    O EH-101 Merlin tem um comprimento de 19,30 metros, uma altura de 6,61 metros e uma envergadura de 18,60 metros. Propulsionado por 3 motores Rolls-Royce Turbomeca RTM 322-MK 250, consegue uma velocidade de cruzeiro de 278 kh/h com um raio de acção de 740 km e um tecto de altitude de 4 575 metros. Com uma tripulação de 3 a 5 elementos, pode transportar até 30 militares equipados, com um peso máximo à descolagem de 14,6 toneladas. Pode ainda, com guincho, suportar uma carga alternativa exterior de 5,5 toneladas.


    Visto em:
    https://www.facebook.com/EspadaEscudoPortugal?cft[0]=AZWRf3VLVgJHYYSAa-8kgAnH_AfT90NVyJcHY1JhyL-XS8Ywe8uUGP3bjAl6w_DG2NHge9FnQBEN9M3AARe1SJnUJ7XclbotFnlPbmyXwwSjNHX8su2LMzgTwIdsgKx_q_8cATXLAJUm5p0xedINteBGbHDO2QsD99x1Yk7qMtt7lY815xJ0vf_pcJstiSDj1mc&tn=-UC%2CP-y-R

    Regras para a Prática de Stand Up Paddle (SUP):

    a) A prática de SUP só é permitida durante o período diurno até uma hora antes do pôr do sol;
    b) Durante a época balnear, é proibida a prática de SUP nas zonas reservadas a banhistas;
    c) A prática de SUP não pode ser exercida mais de 300 metros da borda de água;
    d) A prática de SUP implica o uso obrigatório de colete salva-vidas e leash;
    e) O praticante deve dispor de comunicações móveis em condições de comunicar com o número nacional de emergência (112) em caso de acidente;
    f) Cumulativamente aos avisos de mau tempo promulgados, a prática de SUP não pode ser exercida com vento superior a F4 da escala de Beaufort (até 16 nós) e mar de Pequena Vaga (vaga até 1 metro de altura), atenção não confundir vaga com rebentação da onda na praia.

    Visto em João Horta – FIRESHELTER52

  • Busca dramática por jovem desaparecida em Monte Gordo

    Busca dramática por jovem desaparecida em Monte Gordo

    Segundo o Capitão do Porto de Vila Real de Santo António, João Martins, a rapariga terá entrado na água por volta das 20h00, de ontem, para praticar Stand Up Paddle e devido ao vento norte que se fazia sentir na altura terá perdido o controlo e levada em direção ao mar alto.

    Há 16 operacionais, auxiliados por cinco meios terrestres, marítimos e aéreos, entre eles um avião da Força Aérea Portuguesa e uma Lancha da Marinha Portuguesa. De referir que estão também nas buscas no terreno, desde a primeira hora, operacionais espanhóis., tendo as buscas sido alargadas até Olhão.

    A Autoridade Marítima Nacional, na sequência de um alerta recebido pelas 20h30 de ontem, 15 de abril, através do Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (MRCC Lisboa), a informar que uma jovem tinha entrado no mar com uma prancha de stand-up paddle, não conseguindo remar para terra, dá nota de terem sido «ativados para o local elementos do Comando-local da Polícia Marítima de Vila Real de Santo António, da Estação Salva-vidas de Vila Real de Santo António, da Estação Salva-vidas de Tavira, o navio NRP Cassiopeia, da Marinha Portuguesa, bem como elementos da Unidade de Controlo Costeiro (UCC), da GNR, e da Sociedade de Salvamento e Segurança Marítima (SASEMAR), de Espanha, para efetuar buscas por mar».

    Foram também ativados para o local militares da Marinha Portuguesa, com recurso à mota 4×4, da Vigilância Motorizada da Autoridade Marítima Nacional e elementos do Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC) de Vila Real de Santo António, com recurso a viaturas todo-o-terreno, para efetuarem buscas por terra, assim como uma aeronave da Força Aérea Portuguesa.

    Nas operações de busca, coordenadas pelo Capitão do Porto e Comandante-local da Polícia Marítima de Vila Real de Santo António, estão empenhadas uma embarcação do Comando-local da Polícia Marítima de Vila Real de Santo António, duas embarcações das Estações Salva-vidas de Vila Real de Santo António e Tavira, o navio NRP Oríon, da Marinha Portuguesa, uma embarcação da Sociedade de Salvamento e Segurança Marítima (SASEMAR), uma embarcação da Unidade de Controlo Costeiro (UCC) da GNR, bem como uma mota 4×4 da Vigilância Motorizada da Autoridade Marítima Nacional, uma viatura do Comando-local da Polícia Marítima de Vila Real de Santo António, uma viatura todo-o-terreno do Serviço Municipal de Proteção Civil de Vila Real de Santo António e uma aeronave da Força Aérea Portuguesa.

    O Gabinete de Psicologia da Polícia Marítima foi ativado e encontra-se a prestar apoio aos familiares da vítima.

    Com Arenilha TV.
  • Ligação ferroviária Algarve-Andaluzia fora das prioridades dos governos nacionais

    Ligação ferroviária Algarve-Andaluzia fora das prioridades dos governos nacionais

    Entretanto, nos Orçamentos Gerais do Estado espanhol, a linha de Alta Velocidade entre Huelva e Sevilha terá um milhão de euros, no próximo ano, verba que é considerada insuficiente. Na província fronteiriça ao Algarve, o governo espanhol preferiu beneficiar as para melhorias na linha entre Huelva e Zafra, e não o AVE.

    Significa que os dois governos não estão ainda disponíveis para considerar esta ligação transfronteiriça dentro das prioridades nacionais.

  • Lagoa investiu 3,381 milhões em educação

    Lagoa investiu 3,381 milhões em educação

    A autarquia sublinha que «tem vindo a apostar, cada vez mais, na área da educação, com aplicação de uma política de ‘Educação para Todos’, que contempla medidas e condições indispensáveis para o cumprimento de uma educação universal e uma educação com uma forte componente social, que, por um lado, disponibiliza mais e melhores condições às crianças e jovens e, por outro, apoia as famílias com os encargos e despesas com a educação dos filhos».

    A despesa com a educação ascenderá a cerca de 3,5 milhões de euros, se for considerado o gasto com «o pessoal não docente, programas de apoio aos alunos, oferta educativa diversificada, transportes escolares, refeições, prolongamento de horário e enriquecimento curricular, bem como na manutenção e apetrechamento das escolas do concelho».

    E esclarece que, da verba total investida no setor da educação, a contratação de pessoal não docente absorveu mais de 810 000.00 mil euros; o prolongamento de horário, na Componente de Apoio à Família e Atividades de animação e Apoio à Família, captou mais de 381 000,00 mil euros, enquanto o apoio para despesas gerais ultrapassou os 260 000.00 mil euros.

    O investimento nos transportes escolares atingiu os 116 000.00 mil euros, tendo o restante valor sido investido na ação social escolar, apetrechamento das escolas e em projetos de promoção de programas específicos, tais como o “Portal Bullying”, “Aprender+”, “Lagoa a Ler”, “EPIS”, e tem vindo a potenciar o enriquecimento curricular, social e pessoal das mesmas.

    À promoção destes programas juntam-se ainda os projetos nas áreas da psicomotricidade, da psicologia, neuropsicologia, terapia da fala, mediação escolar, prevenção da violência escolar, música no pré-escolar e 1º ciclo.

    A autarquia destaca ainda a sua politica de «estreita proximidade com os agentes educativos e com a comunidade escolar, numa verdadeira cooperação que permite realizar uma forte aposta na educação das novas gerações».

    «Hoje, mais do que nunca, Lagoa demonstra uma preocupação com a área da Educação tornando-a, cada vez mais, uma das suas maiores prioridades e um dos seus maiores investimentos. Os Agrupamentos de Escolas existentes no concelho (Agrupamento de Escolas Rio Arade e Agrupamento de Escolas ESPAMOL) tem hoje mais alunos, maior oferta formativa, são agrupamentos mais procurados por alunos não residentes no concelho, tem melhores condições e são um exemplo a seguir a nível regional e nacional», sublinha

    Quanto à mitivação, considera o presidente das câmara municipal que «Investir na educação, das nossas crianças, dos nossos jovens, dos nossos adultos e dos nossos seniores, é a nossa maior prioridade. Seja através das escolas, das IPSS´s, da Universidade Sénior ou do nosso Centro Qualifica. Lagoa é e será, cada vez mais, uma cidade educadora”.

  • Festival Islâmico com apresentação na Casa do Alentejo em Lisboa

    Festival Islâmico com apresentação na Casa do Alentejo em Lisboa

    Está prevista na cerimónia a presença do presidente da Câmara Municipal de Mértola, Mário Tomé e da vice-presidente Rosinda Pimenta, do presidente da Casa do Alentejo, em Lisboa, João Manuel Rato Proença e do presidente da Entidade Regional de Turismo, Vítor Silva.

    A apresentação do Festival Islâmico de Mértola na Casa do Alentejo (Rua Portas de Santo Antão, nº 58), é aberta ao público e vai incluir a atuação do grupo Cus Cus Flamenco para um pequeno concerto de antevisão à programação de concertos do Festival. Além deste apontamento musical, vai decorrer uma prova de doçaria tradicional alentejana e marroquina.

    O conjunto Cus Cus Flamenco , foi criado em Granada, Espanha, em 2016, pelo cantor de origem marroquina Hamid Ajbar, licenciado pela Conservatório de Rabat como especialista em música andalusí e oriental. A sua proposta musical é baseada no conceito «duas histórias, um caminho» que propõe um encontro entre a música e a dança de duas culturas que parecem convergir no tempo e no lugar.

    Cus Cus Flamenco proporciona um concerto de fusão onde a profundidade do canto flamenco se junta à estética dos poemas-cantigas da poética árabe-andalusí e à beleza e paixão da dança flamenca.

    O que é o Festival Islâmico

    De dois em dois anos, o Festival Islâmico de Mértola, que já vai na 12ª edição, transforma a vila de Mértola, para celebrar e dar a conhecer a cultura islâmica e os seus laços com Portugal.

    Durante os dias do Festival, que este ano decorre entre 18 e 21 de maio, Mértola acolhe uma vasta comunidade islâmica do norte de África, proveniente de países como Marrocos, Argélia, Tunísia, além de Espanha e do Egipto, entre outras geografias.

    O Festival Islâmico de Mértola é dos eventos mais relevantes do distrito, que tem como objetivos, além da divulgação do conhecimento sobre a história e o património de Mértola, em particular da época islâmica, promover o conhecimento, o diálogo, a tolerância e cidadania entre culturas; divulgar a cultura islâmica e produção contemporânea; fortalecer laços culturais, sociais e económicos com o Mediterrâneo e desenvolver a oferta turística muslim friendly.

    Com entrada livre, o Festival Islâmico de Mértola contou no ano passado com 50 mil visitantes ao longo dos 4 dias da sua duração, esperando, esta edição, receber este ano mais de 60 mil pessoas.

    Em 2023 o souk regressa às vilas «velha« e «nova» de Mértola para receber os mais variados produtos como artesanato, doçaria, produtos regionais alentejanos e tecidos, provenientes de Marrocos, Tunísia, Egipto, Espanha e Alentejo. Além do mercado e do tradicional ritual árabe de regatear bons preços, o festival também conta com música e arte que complementam o encanto do mercado de rua.

  • Compra do Monte Fino aprovada pela AM

    Compra do Monte Fino aprovada pela AM

    O prédio vai ser comprado pela câmara municipal pelo valor de 1,926 milhões de euros, cuja capacidade pode permitir alojar 29 agregados familiares. Tem 2.599 m2, uma área coberta de 1.517,56 m2 e descoberta de 1.081 m2, inserido no Aldeamento Turístico Monte Fino, abrangendo 42 prédios, fundado na zona norte de Monte Gordo, pelo investidor Joaquim Oliveira Palha, que na ocasião residiam em Matosinhos, registado em 5 de Fevereiro de 1982,.

    O aldeamento fundado por Joaquim Oliveira Palha

    O loteamento do Monte Fino foi aprovado por Decreto Lei em 11 de Fevereiro de 1992, ocasião em que uma alteração ao alvará de loteamento permitiu a constituição do lote em causa com terreno para a construção de um edifício de 4 pisos, 24 fogos, 1 piscina, 2 comércios, 1 estabelecimento de restauração e bebidas e garagem com 40 lugares. Em 21 de Abril de 2008 uma nova alteração ao alvará transformou o uso para simplesmente hotelaria.

    O prédio sofreu uma hipoteca de 850.00 euros oito anos depois, em 5 de Maio de 2016. Depois de uma segunda e terceira hipoteca, em 29 de Janeiro de 2019 caiu-lhe em cima uma penhora de 14.000 euros e, em 12 de Outubro de 2021, uma nova penhora, no valor de 1, 336 milhões. O último registo, de 18 de Abril de 2022 é uma penhora, tendo como sujeito passivo o Aldeamento Turístico Monte Fino, Limitada.

  • CCDR Algarve já tem programa 2030

    CCDR Algarve já tem programa 2030

    É o resultado de «prolongada e exigente negociação com a Comissão Europeia» e coexiste com os efeitos da pandemia e com a urgência das transições climática e digital, numa região que foi fortemente impactada em termos económicos e sociais, o que «obriga a uma abordagem mais seletiva, definindo áreas de atuação prioritárias e objetivos específicos, com base nas lições do passado, mas respondendo aos novos desafios do nosso tempo», afirma o organismo regional.

    A CCDR algarvia nota que «do contexto regional e do balanço do PO Algarve 2020, reforçam-se os elementos estruturantes da visão estratégica para a região, pela incorporação de conhecimento e inovação na valorização dos recursos endógenos diferenciadores; a preservação de elementos de identidade territorial, ora com novas ameaças e riscos; a qualificação de estruturas físicas e amenidades do território, enquanto instrumentos fulcrais para a atratividade de investimentos e residentes, e a capacitação multinível e intersectorial dos agentes de transformação do território, dos recursos humanos, das empresas e das instituições públicas e associativas, alavancando os ativos patrimoniais, culturais e turísticos

    Resultante da decisão na reunião extraordinária do Conselho Europeu de julho de 2020, 300 milhões de euros destinam-se a acelerar a diversificação da base económica, robustecendo os atores e ativos regionais, tornando-os mais resilientes e aptos para responder a choques externos, «com o intuito de minimizar os fortes impactos económicos e sociais, procurando desenvolver os setores de especialização regional (EREI), e potenciar a correção de desequilíbrios crónicos derivados do perfil assente nos serviços, em particular no turismo, muito afetado pela pandemia».

    Esperam os responsáveis que, em termos operacionais os objetivos de política e os objetivos específicos mobilizados contribuiam para concretizar a visão: de uma região «reconhecida internacionalmente pela qualidade de vida e identidade, dotada de atores capacitados para fazer face aos novos desafios, por via de escolhas sustentáveis, conducentes a um Algarve mais inteligente, mais conectado, mais verde e com menos carbono, mais social e inclusivo, mais coeso e próximo das pessoas.»

    Reconhecida a fragilidade da estrutura empresarial, «a mudança de perfil exige uma política robusta em matéria de atração de investimento e promoção de novos negócios».

    Desta forma, tendo em vista um Algarve mais competitivo, a aposta passa prioritariamente pela «consolidação do ecossistema de inovação como fator de competitividade e sustentabilidade, reforçando a colaboração entre produtores de conhecimento e o tecido empresarial, estimulando a digitalização da economia e os domínios da EREI (turismo, mar, saúde, recursos endógenos terrestres, indústrias culturais e criativas, digitalização e TIC, sustentabilidade ambiental) alinhados com os desafios societais.»

    Esperam que as comunidades de inovação, baseadas em processos de descoberta empreendedora, entre os centros de investigação e as empresas, deverá resultar o desenvolvimento de novos produtos, soluções e serviços, que com caráter inovador, promovam o desempenho económico regional, capitalizem emprego adequadamente remunerado e a desejável qualidade de vida.

    No Turismo, motor do crescimento regional nos anos pré-pandemia, a aposta passa pelo apoio à sua requalificação em moldes ambientalmente mais sustentáveis e que contribuam para a redução da sazonalidade e para o aumento do seu valor acrescentado.

    Dizem também que se vai procurar partir do reconhecimento internacional do destino Algarve para fomentar circuitos de comercialização e consumo de base local e para alavancar a visibilidade externa e a exportação de produtos de qualidade diferenciadores (citrinos, vinho, frutos secos, doçaria, flor do sal, mariscos, algas), cujas cadeias de valor são aposta para a diversificação.

    Face ao PR 2020, vão ser reforçadas as dotações de apoio à internacionalização e as relativas ao sistema de incentivos de base territorial (para melhor aderência às realidades e prioridades regionais), mas também para fomentar o aumento da copromoção empresas/academia nas áreas de especialização das infraestruturas tecnológicas existentes na Região. Complementarmente, procurar-se-á garantir a cobertura de conectividade de alta velocidade (5G), estando os apoios focados nas áreas de baixa densidade e interior.

    Para um Algarve mais verde e com menos carbono, em linha com o Pacto Ecológico Europeu e a Lei Europeia do Clima, a refletir no PNEC, as intervenções a apoiar serão direcionadas para minimizar as vulnerabilidades da região às alterações climáticas e à descarbonização. Será promovida a gestão adequada dos recursos hídricos (em linha com o Plano Regional de Eficiência Hídrica do Algarve) e dos resíduos; defesa, adaptação e valorização da biodiversidade e gestão e valorização das áreas protegidas; descarbonização nos diferentes setores da economia, incluindo os transportes; a eficiência energética, o combate da pobreza energética, a produção e utilização de energias renováveis, bem como a incorporação de processos de produção mais circulares.

    Face ao PR 2020, reforçam-se as dotações para valorizar e tornar resilientes os recursos e ativos territoriais, mitigando riscos e adaptando os territórios e as comunidades para os efeitos crescentes das alterações climáticas. Regista-se uma aposta na mobilidade urbana intermodal sustentável, com dimensões que vão da micrologística funcional à estruturação de oferta de transporte público descarbonizado, que sirva a maior bacia de emprego do sul do país.

    Para um Algarve mais social e inclusivo, em linha com o Pilar Europeu dos Direitos Sociais, o foco centrar-se-á no reforço da oferta de qualificações de nível superior, em áreas que permitam alimentar, com jovens qualificados, as apostas na diversificação da base económica regional, procurando estruturar-se redes de qualificação, públicas e privadas, de nível intermédio e superior, por forma a reforçar sinergias e complementaridades e suprir necessidades emergentes nos domínios EREI, bem como promover uma cultura de formação permanente ao longo da vida, que acelere as transformações digital e climática, e estimulem a requalificação e adaptabilidade de trabalhadores e empregadores, afirmando a região no quadro da sociedade do conhecimento.

    Por outro lado, e tido como garante de melhor inclusão social, vão promover atuações que inovem nas respostas e nos serviços de interesse geral para enfrentar os desafios demográficos, por forma a potenciar os fatores de fixação e atratividade de jovens e profissionais altamente qualificados, para reverter a perda demográfica em escalões etários jovens, atenuar o aumento do índice de envelhecimento e manter um crescimento populacional sustentável, pela melhoria dos fatores de competitividade regional e o investimento na qualidade do emprego. Daí que, em matéria de apoios ao emprego, de qualificações e competências, as prioridades terão em conta as necessidades específicas dos territórios de baixa densidade, designadamente em matéria de valorização dos recursos endógenos, de energias limpas e renováveis, de mobilidade e circularidade.

    Face ao PR 2020, consagra a programação uma reorientação significativa: «prioridade no acesso e criação de emprego com promoção das qualificações e do emprego qualificado, redução dos apoios de banda larga à criação de emprego e ao empreendedorismo, reforço significativo das verbas destinadas à qualificação de nível superior e à inserção de jovens no mercado de trabalho, à adaptação à mudança de trabalhadores, empresas e empresários, bem como o reforço das verbas para a inclusão social e saúde, em particular nos investimentos ao nível da medicina nuclear».

    Para fomentar um Algarve mais coeso e próximo dos cidadãos, as intervenções incidirão nas zonas urbanas e nas não urbanas, centradas em abordagens e instrumentos territoriais distintos, em função das caraterísticas territoriais, funcionais ou temáticas.

    Assim, nas áreas urbanas pretende-se consolidar a abordagem prevista no modelo territorial, explorando as complementaridades entre os polos urbanos, única via para promover a coesão territorial e a inserção competitiva da região em escalas macro (Ibérica e faixa atlântica). Para tal evidenciam-se os instrumentos alinhados com os centros regionais estruturantes, bem como numa abordagem intermunicipal para outros tipos de ação complementares.

    Nos restantes instrumentos, um dos objetivos prioritários é o reforço das redes e de Serviços de Interesse Geral, com vista à adequada provisão e acessibilidade por parte das populações: nas zonas urbanas, garantindo as necessárias complementaridades entre serviços já existentes ou a criar; nas zonas não-urbanas, garantindo um nível de cobertura mínima de serviços básicos, e de condições de base, sem as quais é impossível fixar e atrair população, investimento e emprego.

    Nas áreas não urbanas, evidencia-se a proposta de Investimento Territorial Integrado (ITI) temático do Algarve e Alentejo, associado aos temas da água e ecossistemas de paisagem, promovendo o combate aos desequilíbrios regionais e potenciando as capacidades e os recursos comuns. Acresce uma abordagem de continuidade na valorização dos recursos endógenos, envolvendo os atores do território, através do Plano de Ação de Desenvolvimento dos recursos Endógenos (PADRE).

    A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional tem como missão assegurar a coordenação e articulação das diversas políticas sectoriais de âmbito regional, aqui se incluindo as responsabilidades de gestão que lhe sejam confiadas no âmbito da política de coesão da união europeia.

    Resultado de prolongada e exigente negociação com a Comissão Europeia «a programação do Algarve 2030 coexiste com os efeitos da pandemia e com a urgência das transições climática e digital, numa região que foi fortemente impactada em termos económicos e sociais. Tal obriga a uma abordagem mais seletiva, definindo áreas de atuação prioritárias e objetivos específicos, com base nas lições do passado, mas respondendo aos novos desafios do nosso tempo».

  • Vila Viçosa em desacordo no RecolhaBio

    Vila Viçosa em desacordo no RecolhaBio

    Por unanimidade a câmara municipal de Vila Viçosa decidiu contestar a repartição orçamental do Programa RecolhaBio 2023, tendo deliberado «Manifestar o seu desagrado e discordância, relativamente à distribuição de montantes pelas CIM´s, proposta pelo Fundo Ambiental, para apoio à implementação de projetos de recolha seletiva de bio resíduos;

    Manifesta também desagrado pelo facto de a CIMAC passar de uma verba de 864.859,77€, em 2022, para 131.172,95€ em 2023, quando os 12 municípios da Gesamb pagaram de TGR, em 2022, 1.073.826,19€ e a meta que está prevista no PERSUS2030, para a região, é uma das mais altas do país.

    A autarquia exige uma fórmula de cálculo mais equitativa.

  • Rede Tu e Eu = Menos Sós em Castro Marim

    Rede Tu e Eu = Menos Sós em Castro Marim

    O projeto tem em atenção que vivemos «numa época em que a solidão dos idosos tem-se revelado um dos grandes flagelos sociais», pelo que a ação visa precisamente minimizar os efeitos negativos.

    Para se ser voluntário é necessário ter mais de 16 anos; estar motivado; ter decisão livre, apoiada em motivações sociais e pessoais; reconhecer em si perfil para lidar com pessoas idosas ou dependentes; ter disponibilidade; assumir um compromisso de regularidade na prestação da colaboração e possuir sentido de responsabilidade.

    As inscrições podem ser realizadas durante o mês de abril.

  • Prémio Cinco Estrelas Regiões 2023 atribuído a Cacela Velha

    Prémio Cinco Estrelas Regiões 2023 atribuído a Cacela Velha

    Na breve resenha histórica publicada salienta que a povoação de depois de conquistada pelos cavaleiros de Santiago em 1249, esta pequena aldeia é um povoado de ruas estreitas, casas caiadas e uma pequena fortaleza que, ao fundo, vigia a costa.

    «A sua deslumbrante paisagem natural – em pleno Parque Natural da Ria Formosa», salientam porque «não deixa ninguém indiferente e é enriquecida com a importante herança cultural e vestígios arqueológicos deixados pelos povos que por lá passaram, século após século».

    As paisagens portuguesas sobressaíram na competição deste ano, em categorias como Praias, Serras e Montanhas, Reservas, Paisagens e Barragens e Aldeias e Vilas. Foram cerca de 40 vencedores, entre os quais está Cacela Velha, uma das mais belas zonas da região algarvia que continua a encantar quem por ali passa e oferece uma das mais belas panorâmicas do sotavento algarvio.

  • Robalos e Douradas em aquacultura perto da foz do rio Guadiana

    Robalos e Douradas em aquacultura perto da foz do rio Guadiana

    Na sessão de esclarecimento realizada no Centro Cultural António Aleixo, em Vila Real de Santo António, sede do concelho onde se localizará a estrutura, ficou a saber-se que o investimento total ascende aos dois milhões de euros e que o pedido de Título de Atividade Aquícola já foi solicitado à Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).

    Falta o Estudo de Impacto Ambiental, para que a plataforma flutuante, posicionada a 15 metros acima do nível do mar, com um tamanho de 55m x 55m, tenha luz verde para ser colocada, tendo, em redor, quatro áreas com jaulas que chegam até aos 30 metros de profundidade.

    A Secretária de Estado das Pescas, Teresa Coelho, esteve presente, e apresentou o novo projeto de aquacultura do grupo Mariculture Systems, que ficará localizado a 10 milhas do porto de VRSA, numa zona previamente identificada no Plano de Situação do Ordenamento do Espaço Marítimo (PSOEM).

    A apresentação, realizada na passada semana, contou também com a presença da subdiretora geral da Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM), Isabel Ventura, do presidente da Câmara Municipal de VRSA, Álvaro Araújo, e do presidente do Conselho de Administração da Docapesca – Portos e Lotas, S.A., Sérgio Faias.

    Foi dado a conhecer o projeto à comunidade local, regional, entidades públicas, associações setoriais e organizações de produtores, assim como os benefícios que se espera que o mesmo possa trazer para a região, embora existam preocupações com a pesca e com os pescadores que pretendem tomar em conta.

    Para a autarquia, a estrutura representa um investimento importante que permitirá diversificar a atividade económica do concelho, salvaguardando que «será importante garantir que não vai impactar no território, nem na atividade pesqueira tradicional».

    O gerente da empresa investidora, Peter Beringer, deu garantias de que a Mariculture Systems pretende «criar uma relação mutuamente vantajosa para a comunidade piscatória, a comunidade empresarial, as entidades públicas e a sociedade. Faremos o possível para contribuir para o crescimento económico e o desenvolvimento sustentado de Vila Real de Santo António».

  • Santa Rita quer Rotunda na EN 125

    Santa Rita quer Rotunda na EN 125

    A população desta aldeia tem-se manifestado no sentido de que seja construída uma rotunda naquele cruzamento, sendo que a câmara municipal do concelho de Vila Real de Santo António, a que pertence, também tem manifestado o entendimento de que essa é a melhor solução para o problema, dado o avolumar de acidentes de trânsito ali registados.

    No cruzamento, após manifestação popular, foram colocados blocos de cimento lembrando a necessidade de uma obra para resolver o problema de trânsito.

    A resistência dos responsáveis pela EN125, tutelada pelo Governo, a este tipo de soluções tem estado bem patente, na mesma estrada, onde o cruzamento da Praia Verde também se enquadra em idêntica problemática de trânsito.

  • Muita gente no Dia Aberto da Reserva Natural do Sapal

    Muita gente no Dia Aberto da Reserva Natural do Sapal

    O município Vila Real de Santo António entende que a iniciativa que ajudou a erguer reforçou os laços de empatia e as sinergias entre a população, os agentes económicos, sociais e institucionais e a Reserva.

    Álvaro Leal, vereador na autarquia vila-realense e presidente do Conselho Estratégico da Reserva , o diretor regional do ICNF Algarve, Joaquim Castelão Rodrigues e o presidente da Comissão de Cogestão da Reserva, Francisco Amaral, participaram no evento.

    celebracoes na reserva
    celebracoes na reserva

    Recorde-se que a Reserva do Sapal, banhada pelas águas do rio Guadiana, foi a primeira reserva natural criada em Portugal, em 1975, com o principal propósito de conservar a natureza através do equilíbrio dos ecossistemas, da melhoria de condições de vida das populações residentes, da valorização das atividades tradicionais e da proteção do património paisagístico.

    É uma das mais importantes zonas húmidas do concelho e do País, abrangendo 2.307,99 ha, e dela fazem parte um complexo sistema de áreas de sapal, canais, corpos de água salobra, salinas, espaços secos para uso agrícola, algumas áreas de mato e um pequeno espaço com montado de sobro.

    responsaveis da reserva natural do sapal
    Francisco Amaral, Joaquim Castelão, Álvaro Leal