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  • Benefícios fiscais em IRS e IMI no concelho de Alcoutim

    Benefícios fiscais em IRS e IMI no concelho de Alcoutim

    A redução da taxa de IMI para as famílias com filhos, procura ser, como afirma o presidente do executivo Osvaldo Gonãlve, «mais um fator de diferenciação positiva do município, potenciador de atração e fixação de residentes e incentivador do aumento da população no nosso concelho», sendo conjugada com o Programa de Incentivo à Natalidade, que apoia as famílias com cinco mil euros, por cada criança nascida no concelho,

    A Câmara Municipal de Alcoutim deliberou, prescindiu da coleta de 5% em sede de IRS sobre os rendimentos auferidos pelos contribuintes individuais com domicílio fiscal no município e fixou pela taxa mínima (0,3%) o IMI a cobrar no próximo ano, bem como aprovou a redução máxima prevista na lei da taxa do IMI de acordo com o número de dependentes.

    Quanto aos prédios urbanos arrendados destinados a habitação permanente, o Município deliberou ainda fixar a percentagem máxima prevista na lei, a redução de 20%, da taxa de IMI a aplicar.

    No que respeita à aplicação do coeficiente familiar, os benefícios fiscais traduzem-se numa redução da taxa de IMI a aplicar ao prédio urbano destinado à habitação própria e permanente do sujeito passivo de acordo com o número de elementos que compõem o agregado familiar, sendo de 20 euros para as famílias com um filho, 40 euros para as famílias com dois filhos e 70 euros para as famílias com três ou mais dependentes a cargo.

    Ainda segundo Osvaldo Gonçalves, as famílias com dependentes têm despesas acrescidas e devem ser destacadas, valorizadas e protegidas como pilar da nossa sociedade”, por facilitarem a vida às famílias que se vêm em dificuldades para fazer face aos seus compromissos financeiros em consequência da atual conjuntura económica.

  • Requalificado multiusos na zona dos Vales em Lagoa

    Requalificado multiusos na zona dos Vales em Lagoa

    A obra tinha um prazo de execução de 120 dias, mas decorreu apenas em 72 dias e o município de Lagoa repôs as condições necessárias para a prática desportiva informal no multiusos de Lagoa, naquele que é o multi desportivo mais procurado e utilizado do concelho.

    Este equipamento desportivo está preparado para a prática de várias modalidades, como o futsal, o andebol, o basquetebol e o ténis, sendo esta a terceira requalificação de multiusos ou de polidesportivos no concelho de Lagoa, depois do Município de Lagoa ter requalificado o Polidesportivo da Praia do Carvoeiro e do Multiusos da Bela Vista.

    Estas intervenções estão enquadradas na Estratégia de Desenvolvimento Desportivo Municipal, nomeadamente no I eixo estratégico – “Desporto para todos”, onde o município esta a promover a prática de exercício físico, hábitos de vida saudáveis e combate o sedentarismo em todas as faixas etárias.

    O polidesportivo dos Vales já se encontra aberto à população, pronto para ser utilizado de forma informal, sem necessidade de marcação prévia e de forma gratuita. O Município de Lagoa informa, também, que já se encontra a preparar a requalificação do polidesportivo da Quinta de S. Pedro, na Mexilhoeira da Carregação.

  • Bem estar animal em Faro

    Bem estar animal em Faro

    Os projeto de regulamento será submetido a audiência de interessados e consulta pública, através de publicação em Diário da República, e proposto à aprovação da Assembleia Municipal.


    Desde a abertura do Centro de Recolha Oficial de Animais de Faro (CROAF) em janeiro de 2023, o município tem procurado minimizar o número de animais errantes existentes no concelho. Há, porém colónias de gatos no espaço público, nomeadamente compostas por animais que não reúnem condições para ser recolhidos para o Centro de Recolha e/ ou adotados.

    As autoridades consideram que, desde que devidamente controladas e acompanhadas, a existência destas colónias, previstas e validadas pela lei «apresentam algumas vantagens para o meio em que se inserem, nomeadamente ao nível do combate a pragas. Assim e por razões de saúde pública, devem ser concretizados programas de captura, esterilização e devolução, CED, para gatos.

    Com o regulamento, a autarquia pretende identificar e reconhecer os cuidadores de colónias de felinos, podendo assim ajudar a regular a presença de colónias de felinos assilvestrados, bem como promover as condições necessárias e adequadas à sua manutenção, nomeadamente ao nível sanitário e de alimentação e bem-estar animal, promovendo a sua esterilização.

    Tal, executa-se. regulamentando a localização de colónias e as condições aceitáveis de alimentação, face aos requisitos de salubridade e saúde pública. Para tal, o Município, através do seu serviço veterinário municipal, pretende reconhecer a atividade dos cuidadores informais das colónias de gatos existentes no concelho, e reforçar o trabalho conjunto no acompanhamento e controlo das colónias de gatos, nomeadamente através do programa CED.

  • Trânsito lento até Dezembro no acesso Oeste de Huelva

    Trânsito lento até Dezembro no acesso Oeste de Huelva

    Começaram ontem as obras de melhoria da iluminação da Ponte Odiel, na entrada Oeste da cidade de Huelva, registando-se filas que chegaram a atingir os quatro quilómetros e engarrafamentos, com atrasos acima da meia hora.

    Muitos automobilistas protestaram e queixaram-se de ausência das autoridades policiais. O engarrafamento mais notável, segundo o Huelva Información, ocorreu na rotunda de Corrales que dá acesso à Ponte Sifão.

    As ações previstas de melhoria da iluminação da ponte Odiel são suscetíveis de provocar vários cortes de trânsito até ao mês de dezembro, e abrandamento na circulação de veículos. Como fato positivo é o de não serem permanentes os bloqueamentos ao trânsito, tendo tendência para serem registados em horas de ponta.

    Ontem, o início a primeira fase das obras consistiu no corte das faixas de entrada no sentido Huelva da ponte de Odiel, deixando apenas uma faixa em cada sentido e reduzindo o limite de velocidade para 60 km/h. Há uma alternativa para automóveis de passageiros que é a de utilizar a ponte Sifón ,que tem uma faixa em cada sentido e equalizou o seu limite de velocidade com a ponte Odiel.

    Após a conclusão da primeira fase, a mesma operação será realizada com o encerramento de vias no sentido Punta Umbría, durante seis semanas, desviando o trânsito para uma via de entrada a Huelva.

    Nas últimas quatro semanas, ambas as vias centrais, uma no sentido de Huelva e outra no sentido de Punta Umbría, serão cortadas, deixando o trânsito no exterior da estrutura.

    Para amenizar a situação, os veículos ligeiros provenientes do centro de Corrales (Aljaraque) só poderão aceder à Ponte Sifão de Santa Eulália, que aumenta a sua velocidade para 60 quilómetros por hora. Enquanto isso, recomenda-se que os motoristas que viajam pela rodovia de Punta Umbría utilizem a ponte Odiel. Caminhões e autocarros também passam por esse viaduto .

    foto: Josué Correa /huelvainformacion.es
  • Supertaça do Algarve para o Futsal dos Sonâmbulos

    Supertaça do Algarve para o Futsal dos Sonâmbulos

    Pedro Encarnação (2), Hugo Revés e Nelson Nunes (2) marcaram para o Sonâmbulos FLA, enquanto Davide Bandeira, Hugo Pereira, Anderson Ribeiro e Ricardo Lopes fizeram os golos da equipa de Albufeira..

    Edgar Joaquim, Treinador do Sonâmbulos FLA, está convicto que o mérito foi acreditar, muita dedicação, esforço e entrega para dar volta ao resultado”. Rui Oliveira, capitão do Albufeira FC, reconheu no Sonâmbulos um justo vencedor e deu -lhes os parabéns

    Por sua vez, Rosa Coutinho, treinador do Albufeira FC, disse que o Sonâmbulos foi superior ao Albufeira FC e ganhou justamente, atribuído ao cansaço a quebra da sua equipa.

  • Fernando Pessanha doutorado pela Universidade de Huelva

    Fernando Pessanha doutorado pela Universidade de Huelva

    Com o título «Nuno Fernandes de Ataíde, o “nunca esta quieto” – A acção do capitão de Safim no apogeu da presença militar portuguesa em Marrocos», esta tese orientada por António Sánchez González, da Universidade de Huelva, y Vítor Gaspar Rodrigues, da Universidade de Lisboa, aborda ação militar do alcaide-mor de Alvor e capitão de Safí, nos Algarves e além-mar, em Marruecos.

    Conhecido pelos seus contemporâneos como o «nunca parado», Nuno Fernandes foi um dos capitães da Expansão Portuguesa no Norte de África. Através da sua ação militar, este comandante liderou uma série de campanhas vitoriosas que chegaram às portas de Marraquexe e do Grande Atlas. Foi o precursor do primeiro protetorado europeu em Marrocos, 400 anos antes da instituição dos protetorados contemporâneos espanhol e francês.

    Segundo o historiador português, apesar de Nuno Fernandes de Ataíde ter sido o grande paladino do projecto imperial do rei D. Manuel de Portugal, no Norte de África, (com uma operação militar que só se compara à ação de Afonso de Albuquerque no Oriente), ainda não existia nenhuma tese académica dedicada à sua ação estratégica e militar. Esta tese permite-nos finalmente colmatar esta lacuna na historiografia da Expansão Ibérica no início do século XX. XVI.

    O tribunal, integrado por David González Cruz, professor de História Moderna da Universidade de Huelva; María Augusta Lima Cruz, professora da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade do Minho; e Manuel Fernández Chaves, professor da Universidade de Sevilha, decidiram atribuir a classificação «excelente por unanimidade» à investigação do agora Doutor Fernando Pessanha.

    Texto de Adela M. Sevilla
  • Acolhimento aos novos estudantes da UALG  tem regras

    Acolhimento aos novos estudantes da UALG tem regras

    Nesse despacho encontra-se a chamada de atenção paras as normas legais que «versam sobre a proteção dos direitos individuais e inalienáveis consagrados na Constituição da República Portuguesa, tais como o direito à integridade contra quaisquer formas de discriminação moral e física, à integridade pessoal, à imagem, à palavra, à proteção legal contra quaisquer formas de discriminação».

    As normas Regulamento Disciplinar dos Estudantes da Universidade do Algarve, «fazem referência a que não é possível, do ponto de vista legal, “praticar qualquer ato de violência ou coação física ou psicológica sobre os membros da comunidade académica, nomeadamente sobre os estudantes recém-chegados no âmbito das praxes académicas», sendo tais praticas, quando se verifica a violação de tal dever, ser punidas com a «interdição da frequência da Universidade do Algarve e suas unidades de ensino, de investigação ou de prestação de serviços, até 5 anos letivos».

    O reitor apela, em geral, à direção da Associação Académica da Universidade do Algarve, e em especial, a todos os estudantes, para que em conjunto, de forma séria e responsável, seja promovida uma saudável integração dos novos estudantes na Academia.

    O DESPACHO RT.95/2023 pode ser consultado no site da UALG.

    Fonte/UALG
  • Imprimir plantas com a luz do Sol

    Imprimir plantas com a luz do Sol

    «A Cianotipia é uma técnica manual da fotografia para imprimir em negativo monocromático, com a utilização de uma emulsão que revela as imagens a partir da luz UV em diferentes tonalidades de azul», diz-nos o CIIP/Cacela.

    A oficina será orientada por Catarina Candeias, natural de Lagos, Portugal (1990), formada em Artes Visuais pela Universidade do Algarve (2011) e realiza-se na Antiga Escola Primária de Santa Rita.

    Os promotores apresentam Catarina como «uma apaixonada pela Natureza, arte e terapia. A natureza faz parte do seu processo criativo e levanta questões sobre o papel da arte, a relação do ser humano com a Natureza e a sociedade. Actualmente, trabalha como terapeuta, de forma a encontrar o equilíbrio do corpo, relembrando que nós também somos Natureza. Utiliza o desenho, a fotografia, a cerâmica, entre outros médiuns, recorrendo a materiais e ingredientes naturais, elementos que a inspiram, característicos do lugar onde trabalha e a região onde habita – o Algarve».

  • Rascunho automático

    Rascunho automático

    A luta, centra-se na defesa das reivindicações, apresentadas num abaixo assinado em 4 de Julho passado, e pelo aumento de 100 euros ainda em 2023.

  • António Horta Correia com sexto livro de «Memória & Documentos”

    António Horta Correia com sexto livro de «Memória & Documentos”

    O sexto volume, dado à estampa pela editora algarvia, Arandis tem por título «Notícias de Vila Real de Santo António», e recolhe informação sobre Vila Real de Santo António, nos anos de 1922 e 1923, aquando do despertar do turismo em Monte Gordo. O autor enriqueceu as notícias compiladas com notas próprias, em rodapé, onde biografa personalidades e contextualiza a notícia na realidade económica e social da época.

    O autor, António Horta Correia, nasceu em Vila Real de Santo António em 1932, é licenciado em Finanças e exerceu a sua atividade profissional em empresas do setor das conservas de peixe. Foi professor, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vila Real de Santo António, vereador e o presidente da Câmara Municipal. Tem dedicado os últimos anos à investigação histórica local e à genealogia, tendo produzido um vasto conjunto de obras, que já constituem bibliografia obrigatória para quem se dedica à história do concelho e de todo o Algarve.

    Publicado pelo Arandis Editora, a obra poderá ser adquirida aqui. Já está em fase de conclusão o VII volume da coleção.

  • Movimento Cívico nas Cabanas de Tavira responde à autarquia

    Movimento Cívico nas Cabanas de Tavira responde à autarquia

    Consideram, face à –falta de resposta às variadas exposições e pedidos de reunião solicitados por este movimento de cidadãos, em luta por um acesso pedonal–, ser o tempo do esclarecimento público, que lhes é devido.

    Quanto às afirmações de que o Movimento Cívico Por uma ponte pedonal para a ilha de Cabanas «tenha efetuado acusações sem qualquer fundamento» refutam e procuram, exercer o devido o direito de resposta, em outros meios.

    Elencam uma série de exposições, 6 de Abril de 2021 quando solicitaram uma reunião para a qual não obtiveram qualquer resposta, 20 de Dezembro 2021 com nova exposição, «desta vez a comentar o pedido de parecer que a Autarquia enviou com duas opções de travessia pedonal, voltamos a solicitar uma reunião e novamente sem resposta».

    Houve uma nova exposição enviada a 12 de Maio de 2022, para diversas entidades, incluindo a autarquia e, perante as questões pertinentes colocadas, a resposta «foi invariavelmente o silêncio».

    No passado 20 de Agosto, relatam –várias centenas de pessoas, a maioria munícipes de Tavira e muitos turistas, que desde há décadas escolhem Cabanas para desfrutar das suas férias, uniram-se num «Cordão Humano» de apelo, por uma ponte pedonal para a praia a nascente de Cabanas–.

    A iniciativa é considerada «Uma manifestação muito salutar em democracia, para a qual a Senhora Presidente foi previamente convidada, ou no caso de não ter disponibilidade, fazer-se representar, pois entendemos que quem governa deve estar sempre disponível para ouvir quem os sufragou».

    E lamentam que «Mais uma vez, os cidadãos que há cerca de três anos se uniram pelo apelo a uma infraestrutura pública ecológica, segura, inclusiva, para uma praia pública, visitada anualmente por centenas de milhares de pessoas, tenham sido ignorados!».

    Dizem lamentar a ausência da presidente, considerando que «teria tido oportunidade de conhecer o sentimento que une milhares de pessoas, que assinaram a petição»-.

    Dizem não compreende que, passado quase um mês desse evento, que teve a cobertura mediática televisiva e de variados jornais, continuam «sem as respostas que se impõem às variadas questões que temos colocado e sem qualquer comentário ao apelo que os seus munícipes manifestaram de forma tão clara».

    Afirmam falar para que «a Senhora Presidente, entenda que, continuaremos a escrever, a publicar artigos na imprensa e voltaremos a realizar manifestações populares, no exercício de direitos democráticos. Enquanto Movimento de Cidadãos reiteramos a disponibilidade para o diálogo com a nossa Autarquia e a determinação de continuar a luta até à concretização do justo desejo da esmagadora maioria da população de Cabanas e dos seus visitantes. Um dia terá de nos ouvir e terá de responder aos seus munícipes e aos milhares de portugueses que assinaram a petição»-.

    Consideram inaceitável o «descartar de responsabilidade por parte da Câmara Municipal pela atribuição da exclusividade da travessia marítima, atribuindo-a à Docapesca e ao Tribunal. É inconcebível, para além de ilegal, que a Autarquia se recuse intervir em todo esse processo, aguardando passivamente que lhe sejam entregues os contratos já concluídos e assinados.»

    E ara melhor se perceber a estranheza desse posicionamento, apresentam o excerto de resposta a uma exposição que enviaram ao Ministério Público, sobre o caso em apreço.

    Apos varia argumentação de natureza jurídica que aparenta nao inviabilizar as pretensões dos responsáveis pelo movimento cívico, estes dizem registar com regozijo que a presidente « finalmente se assuma como defensora da travessia pedonal».

    E ficam a aguardar uma atitude politicamente responsável por parte da presidente CMT, com a recomendação de que «Agarre o dossiê relativo ao contrato da pretensa travessia marítima, para que o possa avaliar e ajustar às reais necessidades dos munícipes ou, preferencialmente anulá-lo em definitivo, por forma a apresentar uma solução integrada que inclua a acessibilidade pedonal.»

    Na opinião do Movimento Cívico Por uma ponte pedonal para a ilha de Cabanas , numa Zona Lagunar de Uso Restrito, -«não tem cabimento nenhuma travessia marítima massiva. Estamos convictos de que um necessário e desejável estudo de impacto ambiental o comprovará-».

    E reiteram que não é o querer de um grupo de pessoas, é o querer de centenas de cidadãos que no passado dia 20 de Agosto, encheram o passadiço da Marginal e gritaram bem alto aquilo por que lutam.

    A reivindicação da população de Cabanas é a que melhor serve os seus interesses, ignorá-lo será um pesado erro político.

    «Senhora Presidente, assuma para a Autarquia a responsabilidade da acessibilidade pública para a ilha de Cabanas, em conformidade com a Transferência de Competências recentemente concretizada por força do artigo 14º do Decreto-Lei nº 72/2019, de 28 de Maio e do Memorandum assinado em 29 de Maio de 2023, entre a Câmara Municipal de Tavira, representada pela sua Presidente, e a Doca Pesca – Portos e Lotas, SA».

    E, já que se afirma favorável à travessia pedonal, não se fique pelas palavras, faça acontecer.

  • Novo livro de poemas de Marinel Oxiela

    Novo livro de poemas de Marinel Oxiela

    Os títulos dos seus livros têm em comum terminarem com reticências, curiosidade que se assinala. A autora declamou alguns dos seus poemas, com uma voz suave e apelativa, própria da poesia simples e lírica, onde abundam os temas mais profundos da vida humana e uma grande preocupação pelos mais frágeis, sob o silêncio atento do público presente, maioritariamente feminino.

    Essa mesma característica é assinalada pelo conterrâneo Rui Domingos Mateus, no prefácio «creio ser de destacar, antes de mais, a grande simplicidade dos seus versos e a rara beleza que, deles, e face a essa mesma simplicidade, genuinamente decorre»

    O prefácio foi lido aos presentes por Assunção Constantino, a bibliotecária que apresentou a sessão, uma vez que a autora prescindiu de qualquer outro apresentador, habituada que está, como disse, a encarar a vida de frente com o seu esforço individual.

    Mrinel Oxinela é o pseudónimo de Maria Manuela Aleixo, a quem os portugueses já viram em vários programas televisivos. Nasceu em Vila Real de Santo António em 3 de Fevereiro de 1942 e, aos 8 anos, foi viver para Lisboa, que considera a sua terra de adoção.

    Licenciada em Ciências Matemáticas, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, foi professora de Matemática do Ensino Secundário Oficial, tendo leccionado no Liceu de Camões e na Escola Secundária de Camões, e aposentado no ano de 2003.

    A poesia rigorosamente ritmada de Marinel Oxinela, terá beneficiado da aptidão para o ordenamento numérico matemático.

    Deixamos o poema do Abraço, que bem identifica as caraterísticas da autora:

    O ABRAÇO

    [su_note]O abraço é como o beijo,
    Ele dá-se, não se vende,
    Seja qual for o ensejo,
    É um laço que nos prende.

    Dá-se para felicitar
    Ou para animar alguém,
    Ao partir e ao chegar
    E sempre que isso convém.

    Este gesto tão singelo,
    Mas pleno de emoções,
    É simples, mas é tão belo,
    Encosta dois corações.[/su_note]

  • Tavira Gran Plaza adquirido por fundo imobiliário

    Tavira Gran Plaza adquirido por fundo imobiliário

    A transmissão do único centro comercial da cidade, dotado de grande acessibilidade rodoviária, com 26.700 m2 e 110 lojas e 993 lugares de estacionamento cobertos, ocorreu no início de Setembro corrente.

    Segundo os novos proprietário o centro pretende assumir-se como força viva da cidade e da região. Vai ser submetido a um ciclo de reposicionamento, incluindo o estudo do tennant mix ajustado às ambições do seu mercado de proximidade.

    O tennant mix é definido como mix de locatários e refere-se à combinação de estabelecimentos comerciais que ocupam espaço num centro comercial para formar uma plataforma que produz vendas, alugueres, serviços à comunidade e capacidade de financiar o empreendimento. (McCollum, 1988).

    No Tavira Gran Plaza estão situadas a Loja do Cidadão de Tavira, a Clínica do Plaza e a Farmácia Central e lojas tradicionalmente âncoras nos centros comerciais como,  Continente, os Cinemas NOS, C&A, JYSK, Sport Zone, Worten e a estação de serviço Prio”.

  • Taça do Mundo de Corridas na Areia em Monte Gordo apresentada em Lisboa

    Taça do Mundo de Corridas na Areia em Monte Gordo apresentada em Lisboa

    «Quisemos criar um novo evento âncora que seja simultaneamente um polo de atração de pessoas ao concelho no mês de novembro, na época baixa, gerando um impacto significativo na economia local e promovendo o nosso território em dezenas de países, através desta competição mundial», apontou realçando o Plano de Valorização Ambiental criado para o evento. «Temos a melhor praia do mundo e vamos continuar a ter a melhor praia do mundo», garantiu, uma vez que existem críticas em relação à hipótese de danos ambientais.

    Carlos Barbosa, presidente do ACP destacou a aposta da autarquia local na equipa da organização que dirige, observando que «A Câmara (Municipal) de Vila Real de Santo António fez uma grande aposta ao criar este evento no mês de novembro e tenho a certeza de que teremos milhares de pessoas em Monte Gordo, inclusive espanhóis. O ACP não é só automóveis, temos capacidade para organizar estes eventos de motos e vamos garantir um grande final para a Taça do Mundo», comprometeu-se.

    A Prova

    O que está previsto, para os dias entre 17 e 19 de Novembro, é que o extenso areal da praia de Monte Gordo receba a Taça do Mundo FIM de Corridas em Areia.

    Trata-se de uma competição inédita em Portugal, onde esperam trazer centenas de pilotos de motos e quads ao Algarve, para correr um circuito com cerca de cinco quilómetros, integralmente em areia, destaque de um festival de desportos motorizados promovido pela Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e organizado pelo ACP.

    Monte Gordo Sand Experience é a etapa portuguesa da nova Taça do Mundo de Corridas em Areia, introduzida este ano pela Federação Internacional de Motociclismo (FIM) e procura aproveitar as condições naturais e as infraestruturas hoteleiras da Baía de Monte Gordo.

    A prova será marcada pela presença de alguns dos melhores pilotos internacionais de enduro, rally-raid e motocross. O desafio é percorrer um circuito com cerca de cinco quilómetros de extensão, totalmente disputado no areal da praia de Monte Gordo, numa prova que vai consagrar o primeiro vencedor da Taça do Mundo de Corridas em Areia.

    Portugal recebe a terceira e última etapa do calendário, num evento destinado a pilotos de motos e quads, com duas corridas por dia durante os três dias do evento.

    A prova é promovida pela Câmara Municipal de Vila Real de Santo António conta com a organização do Automóvel Club de Portugal e a competição da FIM arrancou no emblemático Enduropale du Touquet, em fevereiro, onde mais de 2.000 concorrentes disputaram a famosa prova francesa.

    Três semanas depois, a Taça do Mundo atravessou o Atlântico Sul rumo à Argentina, para o Enduro del Verano, com a presença de algumas estrelas sul-americanas do Dakar.

    Agora, o título mundial da modalidade decide-se em Portugal, com a organização desportiva a cargo do Automóvel Club de Portugal, sob a égide da Federação Internacional de Motociclismo e da Federação de Motociclismo de Portugal.
    O britânico Tod Kellet é favorito ao título, Paulo Alberto está entre a elite.

    Alguns dos nomes mais famosos da modalidade já estão confirmados no Monte Gordo Sand Experience, como o atual líder da Taça do Mundo, Tod Kellet (Yamaha). O britânico venceu as duas provas da competição até ao momento, disputando o título mundial em Monte Gordo com o belga Yentel Martens (Honda), atual segundo classificado e filho do ex-campeão do Mundo de Motocross, Jacky Martens. Outra estrela das areias que estará em Portugal é o francês Milko Potisek (Yamaha), triplo vencedor do Enduropale du Toquet.

    Paulo Alberto (Yamaha) será uma das grandes atrações para o público português em Monte Gordo. O pluricampeão português e brasileiro de Motocross e Supercross vai interromper a sua época no Brasil para viajar até ao Algarve, onde vai competir com os melhores especialistas mundiais das corridas em areia. Espera-se um forte contingente nacional na estreia da Taça do Mundo em Portugal, embora as inscrições ainda estejam a decorrer.

    O Público terá vista privilegiada para a ação

    Com um circuito mais curto do que o das duas provas anteriores, a visibilidade para o público é um dos grandes atrativos do Monte Gordo Sand Experience. Estarão disponíveis três localizações com uma vista privilegiada para toda a área de competição: rooftops para uma visão mais elevada; um imenso passadiço na praia – que oferece uma posição sobrelevada em relação ao percurso; e uma área reservada no areal, onde um dos principais motivos de interesse é a proximidade com os pilotos.

    Ao longo da avenida marginal de Monte Gordo, serão dinamizadas várias atividades dedicadas ao público, que terá também à sua disposição um Fun Park para toda a família. Uma extensa zona de exposição dedicada às marcas e à venda de merchandising será ponto de paragem obrigatório para os amantes das duas rodas. A tudo isto, soma-se a vasta área de restauração da praia de Monte Gordo.

    Há um Plano de Valorização Ambiental para a sustentabilidade da prova

    Para evitar qualquer impacto ambiental, foi criada uma equipa técnica responsável pela elaboração, implementação e monitorização do Plano de Valorização Ambiental.

    Este plano agrega um conjunto de projetos e ações consideradas importantes na redução da pegada de carbono associada à realização do evento e no controlo dos eventuais impactos que as atividades possam gerar.

    Estão igualmente previstas ações como a plantação de pinheiros, a distribuição de informação relativa a boas práticas e o reforço dos equipamentos de recolha de resíduos indiferenciados e recicláveis. O circuito será também desenhado de forma a permitir que o público aceda com facilidade, utilizando os acessos existentes (passadiços) e não outros. A prova reúne também todos os pareceres necessários para a sua realização, emitidos pelas entidades competentes.

    De forma a monitorizar a qualidade do areal e da água serão realizadas, pela ARHAlg, análises aos parâmetros microbiológicos e aos hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (PHAs).

    A recolha das amostras da areia será efetuada em três momentos distintos, nomeadamente, antes da movimentação das areias, necessárias para a criação do circuito das provas, no dia útil imediatamente a seguir à realização do evento e após a regularização do areal. Todas as movimentações de areias a realizar serão as mínimas possíveis, sendo as mesmas repostas no local logo que termine a prova.

    Autarquia e ACP realçam parceria

  • Escavações de 2023 chegam ao fim na Aldeia da Mesquita

    Escavações de 2023 chegam ao fim na Aldeia da Mesquita

    O penúltimo dia de trabalhos foi dedicado a perfilar sondagens, documentar espaços e a realizar as primeiras medidas de consolidação e conservação das estruturas.

    No último domingo esteve ali presente Miguel Rego, técnico arqueólogo na Direcção Regional de Cultura do Alentejo, para, em primeira mão, conhecer os resultados da campanha, em visita oficial.

    Foi bem acolhida a visita do poeta mesquitense, António Afonso e a equipa de Al-Andalus tem um apreço especial por José Ribeiro, a quem consideram «o nosso voluntário mais fiel», dado que os tem acompanhado desde a primeira campanha, tanto em trabalhos de campo como na resolução de dúvidas e referências sobre a história contemporânea da Mesquita.

    Agradeceram a «sua amável e sempre desinteressada contribuição para o projeto IACAM. «Sabemos que o seu trabalho exemplar é para recuperar a memória da sua aldeia e, com ela, a do território de Mértola, Alentejo, Portugal e a Península Ibérica», observaram os participantes da equipa.

    Os resultados prolongam-se para além das escavações.

  • Pequenas e Médias Empresas marcam encontro em Serpa

    Pequenas e Médias Empresas marcam encontro em Serpa

    A iniciativs tem lugar às 15h00, no Centro Cultural Musibéria, em Serpa, e conta com o apoio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional, da Câmara Municipal de Serpa e da CCDR Alentejo.

    A CPPME considera fundamental a realização deste encontro, uma vez que já se encontra definida a Estratégia Comum de Desenvolvimento Transfronteiriço, «cujo modelo de governação requer a cooperação entre todos os níveis da administração, bem como o reforço da colaboração público-privada».

    O objetivo é reunir os diversos agentes locais, autarquias, associações, empresários, na procura de os sensibilizr para uma dinâmica conjunta de desenvolvimento económico e social transfronteiriço, esclarecer sobre os meios existentes e criar sinergias locais e regionais para a sua aplicação e desenvolvimento a médio e longo prazo.

    Estão previstas as participações de Isabel Ferreira, secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, João Efigénio Palma, presidente da Câmara Municipal de Serpa, António Ceia da Silva, presidente da CCDR Alentejo, João Bule, coordenador Nacional do POCTEC, Raquel Rocha, responsável pelo Núcleo da Coesão da CCDRA

  • Fundação GALP dá bolsas de estudo a alunos de Alcoutim

    Fundação GALP dá bolsas de estudo a alunos de Alcoutim

    As candidaturas estão abertas até 22 de setembro e permitem que concorram alunos de qualquer nacionalidade, desde que tenham completado com sucesso o ensino secundário em 2022/2023 e sejam residentes no concelho.

    Para a Fundação Galp, as qualificações dos jovens são um fator chave para acelerar a transição energética e ultrapassar os desafios da descarbonização, e volta a apostar na criação de condições que contribuam para o combate ao abandono escolar e promovam o sucesso dos alunos no ensino superior. As bolsas para licenciatura cobrem um período de três anos com um valor global de 2.700€ por aluno.

    São disponibilizadas 40 bolsas de mérito em todo o país para jovens residentes em concelhos estratégicos para o desenvolvimento do ecossistema da energia da Galp: Matosinhos, Sines, Santiago do Cacém, Setúbal, Alcoutim, Ourique e Odemira. Em Alcoutim situa-se o maior parque solar da Galp em Portugal.

    Entre 2019 e 2022, a Fundação Galp disponibilizou 193 bolsas sociais para todos os níveis de ensino para alunos em Portugal, Espanha, Moçambique e Eswatini,

  • Ronqueio público do atum em Isla Cristina

    Ronqueio público do atum em Isla Cristina

    A demonstração esteve integrada numa vasta programação do «Encontro de Capitães de Almadrava», que decorre até ao próximo dia 17 de Setembro, na localidade andaluza, dentro da «ProgramaçãoXXI», da associação «Amigos del Atun» .

    Almadrava é o nome dado pelos nossos vizinhos à ancestral armação de atum. Ronquear o atum significa, para o artesão que o faz, separar o corpo do animal em 18 partes. Na cabeça, mormo, rabinho, contra-mormo, galete, faceira, grelha e coração. No quadro negro, lombo, prato, espineta negra, descargado, sangacho, cola negra. No quadro branco, barriga, descarregamento, sangacho, tarantelo, espinheta brana, rabo branco, barbatana.

    A designação é atribuída ao ronco da lâmina do esquartejamento do peixe, ao passar nas vértebras do animal, mas um professor francês de Filologia da Universidade de Alicante, fala de uma faca chamada Ronco.

  • PSD não concorda com as motas na praia de Monte Gordo

    PSD não concorda com as motas na praia de Monte Gordo

    Qualificam a realização da prova como um «retrocesso na política de ambiente e na estratégia turística de VRSA, porque a mesma vai degradar a imagem ambiental e paisagística do turismo de VRSA, ao meter 250 motos nos areais da Praia de Monte Gordo», entendendo que «o ACP aufere e a Câmara paga cem mil euros».

    Não é apenas a verba prevista que desagrada ao PSD, mas o facto de «levar veículos motorizados aos areais da Praia de Monte Gordo, num tempo em que os destinos turísticos apostam cada vez mais na imagem da defesa do ambiente e da conservação da natureza, e em que as preocupações com as alterações climáticas estão cada vez mais na ordem do dia».

    Para o PSD esta prova não favorece a imagem do turismo concelhio perante os principais mercados emissores, «num concelho onde parecia consensual a necessidade de privilegiar o turismo desportivo e de saúde, a mobilidade ciclável, os percursos pedonais, as atividades ao ar livre, o aproveitamento das nossas especificidades naturais, paisagísticas e ambientais».

    E prosseguem, em defesa do seu ponto de vista considerando que «num concelho onde as nossas áreas naturais são uma imagem de marca e um dos pilares de qualquer estratégia de afirmação económica e territorial do município, numa perspectiva de médio e longo prazo, as praias com areais a perder de vista, a Reserva, o Parque Natural da Ria Formosa, a Mata Nacional e os seus percursos de manutenção e de descoberta da natureza».

    Justificam, ainda, o voto contra porque a prova, no entender do PSD, dá sinais errados aos agentes económicos, nomeadamente em termos da degradação da imagem turística do nosso concelho.

    Pronunciou-se também contra a desadequação do modelo de financiamento da prova. «De facto, nos termos do Protocolo celebrado com o Automóvel Clube de Portugal, o ACP terá direito às receitas auferidas com as inscrições dos participantes na prova desportiva», enquanto que o Município é responsável pelas «despesas necessárias à realização da prova», no valor «expectável e previamente cabimentado de 100.000 euros»”.

  • Uma importante descoberta arqueológica sobre Arenilha

    Uma importante descoberta arqueológica sobre Arenilha

    De facto, uma das grandes dúvidas da História do sotavento algarvio acaba de ser esclarecida: a localização das pedras nobres da Ermida de Santo António, edificada na vila de Santo António de Arenilha.

    Tal como podemos acompanhar nos vários estudos que temos vindo a publicar em várias revistas culturais/científicas/académicas, a vila de Arenilha foi fundada na foz do Guadiana, em 1513. Foi constituída como um couto de homiziados, sendo que no seu porto – onde eram contrabandeados escravos e mercadorias trazidas das praças portuguesas do Norte de África – era frequentemente atacado pelo corso e pela pirataria, principalmente a magrebina.

    Altar - Arenilha

    A partir de 1542, a alcaidaria-mor de Arenilha foi atribuída a António Leite, capitão das praças portuguesas de Mazagão, Azamor e do forte do Seinal, como compensação pela perda da capitania de Mazagão, onde se concentraram as forças portuguesas no sul de Marrocos depois da evacuação de Safim e Azamor.

    De facto, foi durante a evacuação de Alcácer Ceguer, em 1550, que o capitão António Leite transferiu para os edifícios religiosos de Santo António de Arenilha (Igreja da Trindade e Ermida de Santo António) as pedras nobres da capela existente no forte do Seinal, nomeadamente, as pias baptismais e de água benta, uma coluna com as armas de António Leite e até a pedra do altar-mor.

    Estas informações, avançadas por Hugo Cavaco, em 2010, e por nós desenvolvidas desde 2014, levantaram, no entanto, uma dúvida: o destino dado às pedras nobres de Arenilha quando a população da vila se dispersou pelo concelho, durante o séc. XVII que assistiu à Guerra da Restauração (1640-1668).

    A resposta a este enigma com quatro séculos foi agora desvendada pelo historiador de arte Marco Sousa Santos, que identificou, na Ermida de Santo António, em Castro Marim, um pedestal com o brasão de armas do capitão António Leite, alcaide-mor de Arenilha, assim como o tampo de uma mesa de altar onde figura a inscrição:

    “ESTE.(A)LTAR.E.IRMI/DA.MANDOV.FAZER.AMTO.LE.ESTÃNDO.POR.CAPITÃ.N/O.SE(INAL) (…)”.

    Esta descoberta destaca-se, desde logo, pela sua grande importância histórico-cultural, não só por se tratar de um património arqueológico dos Algarves de Aquém e de Além-mar, trazido para a foz do Guadiana no contexto da reformulação da estratégia norte-africana de D. João III, como também por se tratar dos únicos materiais (até agora conhecidos) que sobreviveram ao desaparecimento da sede de concelho de Santo António de Arenilha, reconstruída a partir de 1774 e cujo nome, em 1775, veio a ser alterado para Vila Real de Santo António, segundo deliberação do marquês de Pombal. Mais uma prova, agora física, de que a nossa terra é muito mais antiga do que, deliberadamente, nos quiseram convencer com o pretexto rebuscado da arquitectura pombalina. Contra factos não há argumentos.

    Fernando Pessanha
    Historiador