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  • «Taludes invisíveis» coletânea de José Carlos Barros

    «Taludes invisíveis» coletânea de José Carlos Barros

    José Carlos Barros, poeta e escritor, primeiro prémio Leya, apresentou na Biblioteca Municipal Vicente Campianas, na passada sexta-feira, a sua mais recente obra literária intitulada «Taludes Instáveis» onde a obra do poeta foi dissecada por Miguel Godinho, em sessão dirigida por Assunção Constantino e que contou com a presença do vereador de pelouro Fernando Horta.

    José Carlos Barros, natural de Boticas, 1963, e vive em Vila Nova de Cacela. É lá que tem produzido as suas mais recentes obras literárias, ao mesmo tempo que prepara a obra artística no campo da pintura, tendo já realizado algumas exposições dos seus quadros.

    Grupo reunido em apresentação de livro.

    Taludes Instáveis , livro que tem na capa uma pintura do neto, é uma coletânea dos seus livros de poemas, publicados até hoje, Pequenas Depressões, 1984, em colaboração com Otília Monteiro Fernandes, Uma Abstração Inútil, 1991, Todos os Náufragos, 1995, Teoria do Esquecimento, 1996, As Leis do Povoamento, 1996, As Moradas Inúteis, 1997, Rumor, 2011, O Uso dos Venenos, 2014, A Educação das Crianças, 2020, Penélope Escreve a Ulisses, 2021, Estação, os poemas do DN Jovem.

    José Carlos Barros é atualmente vereador na câmara municipal de Vila Real de Santo António, onde já desempenhou o cargo de vice-presidente, e foi deputado na Assembleia da República e Diretor da Reserva da Ria Formosa.

    A poesia de José Carlos Barros

    Miguel Godinho apresentou a obra ao público que acorreu à Biblioteca Municipal de Vila Real de Santo António e destacou que a importância da presença da natureza e do mundo natural na obra de Barros não pode ser subestimada.

    Através de suas palavras, somos transportados para paisagens exuberantes, onde o pulsar da vida se entrelaça com a poesia. A escrita é permeada por uma sensibilidade única, capturando a essência das paisagens rurais e a complexidade das interações humanas com o ambiente natural.

    Taludes Instáveis não é apenas uma coleção de poemas; é uma jornada pela vida e pela mente do autor. A organização dos poemas reflete não apenas a cronologia de sua vida, mas também a evolução de suas ideias e emoções ao longo do tempo. Desde os primeiros versos da juventude até as reflexões mais maduras e profundas da idade adulta, Barros nos presenteia com uma visão panorâmica de sua experiência humana.

    A influência de outros poetas contemporâneos é evidente em sua escrita, mas Barros tem o mérito de transcender influências para criar um estilo único e inconfundível. A obra ecoa as vozes de poetas passados e presentes, mas nunca perde sua singularidade, oferecendo uma contribuição distinta e valiosa para o cânone literário.

    Com Taludes Instáveis , José Carlos Barros reafirma seu lugar como um dos principais escritores da atualidade. O estilo minimalista e suas temáticas profundas cativam os leitores, enquanto a habilidade em evocar emoções e memórias perdura muito além das páginas do livro.

    Com a publicação em editoras de renome, como a D.Quixote, Taludes Instáveis está a ser bem acolhida por críticos e leitores, consolidando ainda mais o talento de José Carlos Barros.

    Pontos principais:

    Na relação entre poesia e realidade, o poeta questiona a ideia de que a poesia não serve para nada, defendendo que ela pode ser usada para descrever o mundo de forma profunda e significativa e compara a poesia a um barco que pode navegar pelos rios da vida, levando-nos a lugares inesperados.

    José Carlos Barros acredita que a poesia deve olhar para o passado, não com nostalgia, mas sim para buscar sabedoria e ensinamentos que possam ser aplicados ao presente.

    Destaca a importância da memória para lembrarmos das coisas boas e ruins do passado, e para nos ajudar a tomar melhores decisões no futuro.

    Na relação entre a vida rural e a sabedoria das comunidades antigas, celebra a vida rural e a sabedoria dos que viviam em harmonia com a natureza. Critica a sociedade moderna, que se afastou da natureza e perdeu a capacidade de viver de forma simples e sustentável.

    Falando sobre a beleza e a ética, o autor entende que a beleza e a ética estão intimamente ligadas e acredita que a arte deve ser usada para promover valores como a justiça, a igualdade e a compaixão.

    A poesia desvenda os mistérios da vida, sendo que a linguagem poética é poderosa e pode ser usada para expressar sentimentos e ideias complexas. É uma forma de arte que nos conecta com o mundo natural e com a nossa própria humanidade. É importante ler e apreciar a poesia, pois ela pode nos enriquecer como pessoas.

    Uma leitura da obra confirmará estas apreciações.

    Mãos segurando livro de poesia de José Carlos Barros.

    Fotos do evento por José Luís Rua Nascer

  • Pescadores em Quarteira receiam dessalinizadora

    Pescadores em Quarteira receiam dessalinizadora

    Os pescadores locais, que dependem das águas costeiras para o seu sustento, expressaram preocupações de que o processo de dessalinização possa levar à poluição marinha, afetando negativamente a vida marinha e a qualidade do pescado.

    “O mar é a nossa casa e a fonte do nosso trabalho,” disse João Silva, um pescador veterano de Quarteira. “Qualquer ameaça à pureza das nossas águas é uma ameaça direta à nossa comunidade.”

    A dessalinização, processo que remove o sal e outros minerais da água do mar para torná-la potável, tem sido promovida como uma solução para as crescentes necessidades hídricas da região. No entanto, os resíduos salinos e químicos resultantes do processo podem ser reintroduzidos no oceano, levantando questões ambientais.

    Os pescadores apelam às autoridades para considerarem alternativas e para realizarem estudos de impacto ambiental mais aprofundados. “Não somos contra o progresso,” afirmou Maria Costa, proprietária de uma pequena empresa de pesca. “Mas queremos garantias de que o progresso não virá à custa do nosso modo de vida.”

    A tensão entre o desenvolvimento sustentável e a preservação dos meios de subsistência tradicionais continua a ser um tema quente em Quarteira, com os pescadores determinados a fazer ouvir a sua voz.

    A Associação dos Pescadores Armadores de Quarteira, Quarpesca, classificou, na passada quinta-feira que a instalação de uma estação dessalinizadora na praia da Falésia, concelho de Albufeira será uma tragédia que pode impossibilitar o sustento a muitas famílias de pescadores.


  • Ponto de Situação da alta velocidade Faro – Huelva

    Ponto de Situação da alta velocidade Faro – Huelva

    A situação atual das reivindicações das autoridades da província de Huelva, juntamente com a CCDR do Algarve e a Câmara Municipal de Faro, reflete uma busca por atenção e ação em relação a um projeto de construção importante.

    As autoridades locais têm expressado a necessidade de avançar com o projeto, que parece ter sido adiado até 2050. Este adiamento tem causado preocupação entre os envolvidos, que esperam uma resposta mais rápida tanto da Comissão Europeia quanto do Governo de Espanha.

    A CCDR do Algarve, uma entidade pública que desempenha um papel crucial no desenvolvimento regional, tem sido uma voz ativa nesse processo, buscando estimular a competitividade e o desenvolvimento sustentável na região. A Câmara Municipal de Faro, representando os interesses locais, também tem participado ativamente nas discussões, enfatizando a importância do projeto para a comunidade local.

    O atraso na construção levanta questões sobre as prioridades e o compromisso das autoridades superiores com o desenvolvimento regional. A Comissão Europeia e o Governo de Espanha são atores-chave que podem influenciar o ritmo e a realização do projeto. A expectativa é que haja uma maior colaboração e um sentido de urgência para atender às demandas das autoridades locais e regionais.

    Este caso destaca a complexidade das relações intergovernamentais e a importância da comunicação eficaz e da ação conjunta para o progresso de projetos significativos que impactam diretamente as comunidades locais. A resolução dessa situação será um indicativo do compromisso com o desenvolvimento regional e a capacidade de resposta às necessidades locais.

    O projeto específico

    O projeto específico em questão, que tem sido alvo de reivindicação por parte das autoridades da província de Huelva, da CCDR do Algarve e da Câmara Municipal de Faro, refere-se ao avanço da linha ferroviária de alta velocidade entre Faro, Huelva e Sevilha.

    Esta infraestrutura é vista como um elemento crucial para o desenvolvimento regional, melhorando as conexões e a mobilidade entre as regiões do Algarve em Portugal e a Andaluzia na Espanha. A linha ferroviária de alta velocidade é esperada para fortalecer os laços históricos, comerciais e culturais, além de promover o turismo e a economia local.

    No entanto, apesar da importância atribuída ao projeto pelas autoridades locais e regionais, parece que tanto a Comissão Europeia quanto o Governo de Espanha não têm demonstrado a urgência esperada para a sua realização. O projeto foi adiado para 2050, o que gerou descontentamento e preocupação entre os defensores da iniciativa, que esperam uma aceleração no processo de planejamento e execução.

    A situação destaca a necessidade de uma maior colaboração e comprometimento entre as entidades governamentais em diferentes níveis para garantir que projetos de infraestrutura essenciais para o desenvolvimento regional sejam priorizados e concluídos em tempo hábil.

    A resolução dessa questão será um teste significativo para a capacidade de resposta das autoridades superiores às necessidades e expectativas das comunidades locais e regionais.

    Benefícios esperados

    Os benefícios esperados da linha ferroviária de alta velocidade entre Faro, Huelva e Sevilha são vastos e abrangentes, refletindo o potencial de transformação que uma infraestrutura moderna e eficiente pode trazer para as regiões envolvidas. Aqui estão alguns dos benefícios mais significativos:

    1. Desenvolvimento Econômico: A linha de alta velocidade é projetada para estimular o crescimento econômico, atraindo investimentos, melhorando o comércio e facilitando o turismo. As cidades e regiões conectadas pela linha podem esperar um aumento na atividade econômica, impulsionado pelo acesso mais fácil e rápido.
    2. Crescimento do Turismo: Com a redução significativa no tempo de viagem, espera-se que mais turistas sejam atraídos para a região, beneficiando-se da facilidade de deslocamento entre destinos culturais e turísticos de Portugal e Espanha.
    3. Coesão Social e Territorial: A linha ferroviária de alta velocidade promoverá uma maior integração entre as regiões do Algarve e da Andaluzia, fortalecendo os laços sociais e culturais e promovendo uma sensação de unidade entre as comunidades transfronteiriças.
    4. Melhoria da Infraestrutura de Transportes: A nova linha ferroviária oferecerá uma alternativa de transporte mais rápida e confortável, incentivando as pessoas a optarem pelo trem em vez de outros meios de transporte menos sustentáveis.
    5. Benefícios Ambientais: Ao proporcionar uma opção de transporte de baixo carbono, a linha de alta velocidade contribuirá para os esforços de descarbonização e para o combate às alterações climáticas, alinhando-se com as metas ambientais europeias.
    6. Desenvolvimento Logístico: A linha melhorará a logística de transporte de mercadorias, tornando o transporte mais eficiente e menos custoso, o que é vital para a competitividade das empresas locais.
    7. Acesso a Oportunidades de Emprego: Com a melhoria das conexões de transporte, os residentes terão acesso mais fácil a uma gama mais ampla de oportunidades de emprego, podendo viver em uma região e trabalhar em outra.
    8. Inclusão Digital e Tecnológica: A linha ferroviária também poderá ser um vetor para a inclusão digital, com a implementação de tecnologias avançadas para a gestão e operação dos serviços ferroviários.
    9. Estímulo à Inovação: A infraestrutura moderna pode estimular a inovação em setores como o turismo, tecnologia e serviços, incentivando a criação de novos negócios e startups.
    10. Melhoria da Qualidade de Vida: A redução do tempo de viagem e a melhoria da qualidade dos serviços de transporte têm um impacto direto na qualidade de vida dos cidadãos, proporcionando mais tempo para lazer e família.

    A implementação da linha ferroviária de alta velocidade é, portanto, uma peça chave para o desenvolvimento sustentável e integrado das regiões do Algarve em Portugal e da Andaluzia na Espanha, representando um passo significativo para o futuro da mobilidade na Europa.

    A investigação do Huelva Información

    La Línea de Alta Velocidad Sevilla-Huelva ya estaba prevista en el Plan Estratégico de Infraestructuras y Transportes 2005-2020 (PEIT), si los distintos ejecutivos que han pasado por el Gobierno de España hubieran cumplido sus propios planes, la alta velocidad ya sería una realidad para los onubenses desde hace años.

    Hace unos años hubiera sido más barato, pero las últimas estimaciones sitúan la construcción de un nuevo trazado en 1.500 millones de euros. Se tardaría en construir tres años. El problema, es que ahora, tras las últimas revisiones, la proyección es para el año 2050.

    Huelva estaba en ese plan inicial de 2005-2020. Luego colocaron a la provincia en el horizonte 2012-2024, planteándose un nuevo marco de referencia al haberse tenido en cuenta, los cambios significativos acaecidos en el entorno socioeconómico en los últimos años y la nueva definición de la Red Transeuropea de Transporte de diciembre 2013. Tras la última previsión que nos sitúa como la última provincia de España con litoral que tendría la alta velocidad, el Gobierno anunciaba el pasado mes de enero que se continuaba con la tramitación del estudio informativo y la Declaración de Impacto Ambiental (DIA).

    Pese a que ésta es la realidad, el Consejo Económico y Social de la provincia de Huelva (CESpH) sigue sin renunciar a esta infraestructura y la cataloga como una de las seis inversiones que podrían cambiar la realidad socioeconómica de la provincia de Huelva.

    Las ventajas que supondría el AVE Huelva-Sevilla, responsabilidad de la Entidad Pública Empresarial Administrador de Infraestructuras Ferroviarias (ADIF) del Gobierno de España, son evidentes. Reducción del tiempo de viaje, desarrollo económico y social, vertebración territorial, reducción de la siniestralidad… y con la misma viabilidad o mayor que el resto de las provincias de España que ya lo tienen.

    Todo está ya estudiado para iniciar la construcción del AVE, falta la voluntad de invertir. Sería una nueva línea ferroviaria de alta velocidad de doble vía, electrificada con ancho internacional entre Sevilla y Huelva que daría continuidad al actual servicio existente entre Madrid y Sevilla. La velocidad de diseño sería de 350 km/h. No se consideran paradas intermedias salvo para las alternativas que pasan por La Palma del Condado y habría una ausencia de cruces a nivel con otras infraestructuras.

    Se estima que las obras del ave generarían alrededor de 4.500 empleos entre directo e indirectos. A esta cantidad habría que sumarle el incremento en el personal ferroviario, tanto a bordo de los trenes como en el personal dedicado al mantenimiento y explotación de las infraestructuras.

    En sentido contrario, la no ejecución del proyecto convierte al Levante y a la Costa del Sol en zonas más accesible desde la capital de España, con la consiguiente escapada del turismo a estas zonas. No actuar supondría mantener los niveles de eficiencia actuales y no optimizar los costes/tiempo de transporte en la red ferroviaria. Tampoco supone ninguna ventaja ambiental desde el punto de vista de la mejora de las variables de sostenibilidad aplicadas a este medio de transporte.

    De acordo com o Livro Branco do CESpH, «o principal obstáculo é a vontade política. Diferentes governos, tanto PP quanto PSOE, manifestaram a intenção de construir a linha de alta velocidade, mas nenhum incluiu essa infraestrutura dentro da PGE. Foram aprovadas rubricas orçamentais apenas para a realização de estudos, para a apresentação de projectos e para a elaboração da declaração de impacto ambiental. O atual governo também não fez isso.»

    ./Com Huelva Información e Copilot.
  • Albufeira candidata a Cidade Europeia do Desporto 2026

    Na última sexta-feira, o Município de Albufeira formalizou a sua candidatura a Cidade Europeia do Desporto para o ano de 2026.

    O presidente José Carlos Rolo, acolheu Pedro Nuno Santos, presidente da Associação das Cidades Europeias do Desporto, no seu gabinete, entregando-lhe o dossier da primeira etapa da candidatura.

    O presidente da Câmara Municipal de Albufeira expressou grande contentamento, considerando este um momento simbólico para o município: «Hoje, Albufeira torna-se oficialmente candidata a Cidade Europeia do Desporto 2026. Estamos na fase inicial, e em outubro, apresentaremos o dossier completo e acolheremos a Comissão de Avaliação. Continuaremos a investir na melhoria das instalações, na atividade desportiva, e no bem-estar e saúde dos nossos cidadãos».

    Fora dos discursos oficiais, Cristiano Cabrita, vice-presidente encarregado do Desporto, enfatizou que «o Município está plenamente comprometido com os objetivos da candidatura de Albufeira a Cidade Europeia do Desporto, assegurando que possuímos todas as condições necessárias, tanto em termos de qualidade das instalações e atividades desportivas oferecidas pelo Município, quanto da capacidade de hospedar e gerir grandes eventos desportivos

  • 150 novas casas em Castro Marim

    150 novas casas em Castro Marim

    A câmara municipal de Castro Marim anunciou ter avançado com candidaturas para construir e reabilitar mais de 150 casas no concelho.

    Foi a crise habitacional que o país atravessa, em particular no Algarve e em Castro Marim, que motivou o Município para o desenvolvimento de um conjunto de atos que sustentasse as candidaturas para a construção de 84 fogos e reabilitação de outros 78 já existentes, e ainda também reabilitação de habitações dos próprios agregados, no âmbito do Programa 1.º Direito, do Plano de Recuperação e Resiliência.

    A autarquia especifica que «Serão criadas habitações condignas para 109 famílias e construídos apartamentos para habitação a custos controlados, além da conservação da habitação existente, para as famílias que, embora não fragilizadas, também não conseguem aceder à habitação, mediante a situação imobiliária nacional».

    No município, reconhece a câmara municipal «não temos habitação acessível para as famílias, nem disponível para a Câmara Municipal comprar e disponibilizar para arrendamento»,

    A autarquia salienta o esforço para chegar ao ponto em que «Se tudo for aprovado, teremos cerca de 100 famílias, daqui a três anos, com novas condições de habitabilidade, mais felizes e com outra motivação para a vida, onde a casa é condição básica».

    A preocupação foi enquadrar esta nova realidade dentro das malhas urbanas de Altura e Castro Marim, mas também em áreas mais rurais, como é o caso do conjunto habitacional que nos propõe em Odeleite.

    Por enquanto, e como se trata de uma candidatura, tudo são esperanças e a autarquia assinala que para já, não gostaría de criar expectativas infundadas «mas sentimos que já estamos no caminho de em 2027, poder acontecer”, considera a vice-presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Filomena Sintra.

    Trata-se de um investimento superior a 12 milhões de euros, inserido também na Estratégia Local de Habitação, que poderá dar a possibilidade ao Município de construir mais 62 fogos em Castro Marim, 15 em Altura e 7 em Odeleite, de várias tipologias, cujos processos já estão em curso.

    O Município de Castro Marim acredita que a criação de habitação e de infraestruturas é fundamental para aumentar a atratividade do concelho e lutar contra a desertificação, nomeadamente na aldeia de Odeleite.

    Dia ainda Filomena Sintra: «Não vejo a hora de poder ajudar a angústia das famílias que vivem em sobrelotação, ou em condições indignas, muitos deles trabalhadores com filhos, que não encontram no mercado casas para comprar ou arrendar. O nosso compromisso é continuar a trabalhar para que esta realidade possa acontecer. Também estamos muito focados para que famílias que têm casas a necessitar de reabilitação possam ter o apoio necessário para as obras e assim manterem as suas habitações. A par desta estratégia, teremos também um regulamento para venda e construção a custos controlados. Este é nosso foco e para esta matéria empenharemos a nossa equipa».

    A abertura de um período para inscrições dos interessados, com base num regulamento que será público, está prevista paras breve.

    A Estratégia Local de Habitação e o 1.º Direito – Programa de Apoio ao Acesso à Habitação é uma iniciativa governamental e têm como objetivo promover soluções habitacionais adequadas às pessoas ou famílias que vivam em más condições ou estejam em situação de carência financeira.

  • CPME apresentou ao Governo e Parlamento 40 medidas

    CPME apresentou ao Governo e Parlamento 40 medidas

    A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME) tem sido uma voz ativa na defesa e promoção dos interesses das empresas de menor dimensão em Portugal.

    Com a apresentação de um conjunto de 40 propostas ao Governo e aos Grupos Parlamentares, a CPPME busca influenciar a legislação e as políticas públicas para o desenvolvimento económico e social do país.

    As propostas da CPPME para a legislatura de 2024 a 2028 refletem uma ampla discussão com as Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME), bem como com suas associações e federações setoriais.

    Estas propostas abrangem dez áreas de atuação críticas, desde investimento e finanças até formação e segurança social, demonstrando a abordagem holística que a CPPME adota para enfrentar os desafios econômicos atuais.

    Uma das medidas imediatas propostas é o pagamento às MPME dos apoios em falta, referentes aos projetos do Portugal 2020, COVID e calamidades. Esta medida visa aliviar a pressão financeira imediata que muitas destas empresas enfrentam, permitindo-lhes continuar a operar e a contribuir para a economia nacional.

    A CPPME argumenta que as políticas económicas, fiscais e de crédito atuais favorecem desproporcionalmente as grandes empresas, em detrimento das MPME, que são a espinha dorsal da economia portuguesa, gerando a maioria dos empregos e contribuindo significativamente para o PIB nacional.

    A confederação apela a uma mudança nessas políticas para criar um ambiente mais equitativo e favorável ao crescimento das MPME.

    O impacto das MPME no tecido económico nacional é inegável, e a CPPME destaca a necessidade de reconhecer e apoiar o seu papel vital. As propostas apresentadas são um passo importante para garantir que as MPME recebam o suporte necessário para prosperar, beneficiando assim toda a economia portuguesa.

    A iniciativa da CPPME é um exemplo de como as organizações podem colaborar com o governo para moldar políticas que promovam um desenvolvimento sustentável e dinâmico, essencial para o futuro económico de Portugal.

  • Verdelago anuncia prazos em obras

    Verdelago anuncia prazos em obras

    O resort de luxo Verdelago, no Algarve, abriu portas no verão de 2023. Mas ainda há mais de 100 casas para acabar e um hotel para construir, motivo pelo qual foram celebrados novos contratos de empreitada recentemente com três empresas de construção.

    O Verdelago Resort, situado entre a Praia Verde e Altura, já abriu portas, mas ainda não está totalmente concluído. Foi precisamente para avançar com as construções em falta que foram assinados três novos contratos de empreitada, lê-se em comunicado enviado às redações:

    acabamentos e instalações especiais de 56 apartamentos situados nos lotes 12, 32 e 47 vão ser levados a cabo pela Teixeira Duarte;
    acabamentos e instalações especiais de 54 novas townhouses/apartamentos, que compõem os lotes 21, 22, 23, 29 e 30 foram adjudicados à construtora San José;
    empreitada de movimento de terras, contenções, fundações e estrutura do Hotel do Verdelago foi entregue à empresa 3Jb Construções.
    Isto quer dizer que os próximos passos para a construção deste empreendimento de luxo e sustentável no Algarve passam por executar os acabamentos de mais de 100 casas e ainda por preparar o terreno onde vai ser construído o Hotel do Verdelago. A par deste está também prevista a construção de um “mini-resort” para acomodar trabalhadores, com um investimento de cerca de 9 milhões de euros, para fazer face à falta de habitação que complica a contratação de pessoas.

    O Verdelago Resort trata-se de um empreendimento turístico-residencial composto por apartamentos e townhouses de luxo e com o acesso direto à praia a partir de passadiços. Possui 86 hectares de terreno, dos quais apenas 8,7% são ocupados por edifícios desenhados pelo atelier Saraiva + Associados. Destes, 70 hectares são de vegetação e incluem um Parque Verde de Recreio e de Lazer com cerca de 42 hectares, uma reserva natural em frente do mar com 24 hectares, áreas de interpretação ambiental, conservação e promoção do habitat e um lago com 2 hectares.
  • União dos Sindicatos do Algarve celebra Abril

    União dos Sindicatos do Algarve celebra Abril

    Nesta iniciativa participam a Escola de Dança Urban Expression, a banda Cão Amarelo, dos alunos da Escola de Música Moderna do Sul, dos alunos da Associação Cultural Fusetense, com um projeto de tributo a Xutos e Pontapés e ainda com o projeto Arraial Lalá com a prsença do fadista José Manuel Ferreira.

    No dia 25 de abril, inicia-se pelas 16h00, uma manifestação pela Liberdade agendada para sair do Jardim Manuel Bívar em Faro, percorrendo algumas ruas da cidade de Faro e terminando no Largo de São Pedro.

    Para a União dos Sindicatos do Algarve, o 25 de Abril é celebrado como um dos momentos maiores da história contemporânea de Portugal, pelo que assinalar os seus 50 anos equivale comemorar a concretização coletiva que pôs fim a 48 anos de ditadura.

  • Rotas do Algarve para os EUA

    Rotas do Algarve para os EUA

    Em resposta às notícias de segunda-feira, 8, que circularam em diversos meios sobre o possível cancelamento da rota, André Gomes também mencionou que ainda não há uma confirmação oficial da companhia aérea sobre o adiamento da rota, prevista para começar em maio.

    «Em termos estratégicos, para nós, nada muda, pois considerando o potencial do mercado norte-americano, incluindo Estados Unidos e Canadá, nossas iniciativas promocionais permanecem inalteradas», declarou o presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), citado pela TNews.

    André Gomes explicou que a informação de que a rota direta Faro/Newark (Nova Iorque) tinha sido adiada por um ano, de maio de 2024 para maio de 2025, é a que tem sido veiculada pela imprensa especializada norte-americana e que avança com algumas razões para esse adiamento.

    A APAL – Agência de Promoção de Albufeira, que tem agendados dois workshops direcionados ao mercado norte-americano, comunicou que não serão cancelados por causa desta notícia, garantiu o presidente da associação, Desidério Silva, ao TNews.

    As ações promocionais estão previstas para as cidades de Boston, em14 de maio e Nova Iorque, 16 de maio, incluindo a apresentação do destino a várias dezenas de operadores, agências e imprensa.

    Em outubro de 2023, a companhia aérea norte-americana anunciou que a nova rota entre Faro e Newark, Nova Iorque, entrava em operação em 24 de maio, com uma frequência de quatro voos semanais.

    Quando a rota foi anunciada, em outubro passado, aquele responsável referiu que, em termos globais, no acumulado, até ao mês de agosto, o mercado turístico norte-americano tinha crescido 29,3% em relação a 2022 e 40% face a 2019.

    Dificuldades na entrega de aeronaves

    Entretando, sabe-se que a indústria da aviação enfrenta desafios significativos que afetam a entrega de novas aeronaves, um tema que tem sido amplamente discutido em várias fontes de informação.

    A complexidade na construção de aviões comerciais com zero emissões é um dos fatores que contribuem para os atrasos na entrega. A transição para tecnologias mais ecológicas, como motores elétricos e designs inovadores, exige um desenvolvimento extensivo e testes rigorosos para garantir a segurança e a eficiência.

    Além disso, a escassez de mão de obra qualificada é outro obstáculo significativo que a indústria enfrenta. A falta de trabalhadores especializados pode atrasar a produção e, consequentemente, a entrega de novos aviões.

    Este problema é exacerbado pela dificuldade em atrair novos talentos para o setor, muitas vezes devido às condições de trabalho que não são vistas como atraentes.

    Os atrasos nos licenciamentos também desempenham um papel nos adiamentos, juntamente com o aumento dos custos de construção, que foram influenciados pela inflação e pelo aumento dos preços dos materiais.

    Estes fatores, combinados com a procura crescente por aeronaves mais sustentáveis e eficientes, criam um cenário complexo que impacta diretamente os cronogramas de entrega.

    Portanto, os adiamentos na entrega de aviões podem ser atribuídos a uma combinação de desafios técnicos, de mão de obra e econômicos que a indústria da aviação está a tentar superar.

    É um equilíbrio delicado entre inovar para um futuro mais verde e atender às expectativas atuais de produção e entrega.

  • Cavalo marinho protegido


    Trata-se de uma resposta do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) ao alerta da ambientalista Cláudia Sil de que um conjunto de planos de gestão das Zonas Especiais de Conservação (ZEC) do Algarve, em consulta pública, conteriam erros graves, por não abordarem o cavalo-marinho, «Hippocampus» da Ria Formosa.

    Cláudia Sil representa as Organizações Não Governamentais (ONG) do Ambiente na Comissão de Cogestão do Parque Natural da Ria Formosa (PNRF) e no Conselho Regional da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, advertiu que os planos em consulta vão vigorar por 10 anos.

  • Dia Aberto na Reserva do Sapal

    Dia Aberto na Reserva do Sapal

    O programa estende-se entre 9:00 e as 17:30 horas sede e Centro de Interpretação da Reserva Natural, no Sapal de Venta Moinhos, concelho de Castro Marim. As atividades são gratuitas, com inscrição prévia, para algumas delas.

    Este Dia Aberto tem por fim proporcionar uma experiência completa e familiar com múltiplas atividades, tais como amarcha-passeio, o passeio de BTT, observação de aves, tiro com arco, zumba, mini passeios de cavalo, entre outras propostas.

    O programa inclui uma Feira de Produtos Tradicionais, com as melhores iguarias e artesanato da região, e num dia direcionado à sustentabilidade e prática de hábitos saudáveis. É ainda possível fazer rastreios gratuitos à glicemia e tensão arterial.

    O Dia Aberto será, também, dinamizado por grupos das escolas de dança ABC, ARUTLA e Conservatório Regional de Vila Real de Santo António (VRSA), bem como pelas muitas atividades do Grupo de Escoteiros n.º 60 e Agrupamento 1370 de VRSA. O dia termina em festa, com um concerto pelos SUGALAND-Band.

    A Observação de Aves, o passeio de BTT e a Marcha-Passeio, estão sugeitas a inscrição até ao próximo dia 11 de abril.

    A organização do evento é da Comissão de Cogestão da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António, da qual faz parte a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL).

    A Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António, prestes a celebrar 50 anos, foi criada em 1975 eestá localizada no Sudeste algarvio, junto à foz do Rio Guadiana, abrangendo uma área de 2.307,99 hectares.

    Engloba sapais salgados, corpos de água salobra, salinas e esteiros que se estendem pelos concelhos de Castro Marim e de Vila Real de Santo António, abrigando um elevado número de espécies faunísticas e florísticas.

    Esta zona húmida de importância internacional foi a primeira reserva natural a ser criada em Portugal, na sequência da Revolução de Abril, no ano de 1975, no governo do general Vasco Gonçalves.

  • Cal para todos em Odeleite

    Cal para todos em Odeleite

    Para beneficiarem da oferta, os interessados devem contactar a autarquia, que, com o seu gesto pretende manter a autenticidades dos lugares, a recuperação do seu uso é aportar um contributo para a educação ambiental.

    A cal tem propriedades bactericidas, evitando o bolor, nesta já «longa e comprovada tradição que vem do tempo da ocupação romana.

    Pintar paredes com cal é caiar, técnica ancestral que é mais económica e sustentável, salienta a Junta de Freguesia de Odeleite.

  • Prémio de Eco-Poesia Ponte do Guadiana

    Prémio de Eco-Poesia Ponte do Guadiana

    Presentes, estiveram Vitor Cardeira, em representação da Casa Álvaro de Campos, de Tavira, que participou no projeto, do lado português e falou sobre a sua experiência como membro do júri do prémio.

    Nuno García López, o autor, natural de Linhaceira, no concelho de Tomar, agradeceu o prémio e leu alguns poemas do seu livro.

    Santiago Abadé Landero, da Associação Santiago Abadé do Landero, promotora do concurso, falou sobre a importância da poesia e da cultura para unir os povos. O público presente fez perguntas ao autor.

    O prémio Deco-Poesia Ponte do Guadiana, foi publicado na Coleção de Poesia Lusófona, e destaca a importância da cultura para unir os povos. O livro “Corações de Musgo” é uma obra bilingue, em português e espanhol. É um prémio luso-espanhol de poesia, com que a Associação Santiago Abadé Landero, Em Huelva, Espanha, promove a cultura luso-espanhola.

  • Séniores de Castro Marim fazem cravos de Abril

    Séniores de Castro Marim fazem cravos de Abril

    O projeto tem vindo a assinalar uma diferença positiva na vida dos idosos e pretende combater o isolamento e a exclusão socio cultural.

    Construir cravos para decorar o edifício dos Paços do Concelho, é o empenhamento dos mais idosos, com a dinamização da educadora Fátima Valentim e das animadoras do lar.

    Os cravos são feitos à mão pelos idosos de Castro Marim e terão vários tamanhos, com o objetivo de decorar o local onde decorrerão maior parte das iniciativas das comemorações do próximo dia 25 de abril.

  • Mais habitação em V.R.S.António

    Mais habitação em V.R.S.António

    As candidaturas, segundo a câmara municipal local, «representam um investimento de cerca de 90 milhões de euros, financiado a cem por cento pelo PRR, dando assim resposta às metas e compromissos assumidos pela autarquia em matéria de habitação».

    Há ainda mais 10 milhões de euros já realizados que permitiram atribuir casa a mais de uma centena de famílias, ao longo dos últimos dois anos.

    O presidente da câmara municipal, Álvaro Araújo sublinhou que estão a «concretizar uma Estratégia Local de Habitação ambiciosa, que totaliza mais de 100 milhões de euros, e que permitirá pôr fim às situações precárias. O nosso objetivo é proporcionar um lar digno a cerca de 700 famílias do concelho».

    Em destaque nesta nova candidatura está a aquisição e futura atribuição de 114 novos fogos, na zona nascente de Vila Real de Santo António, cujo investimento irá superar os 27 milhões de euros, assim como a aquisição de 13 frações na freguesia de Vila Nova de Cacela.

    Merece também relevo a construção de 96 fogos, de várias tipologias, na zona norte de Vila Real de Santo António. O projeto está avaliado em 14 milhões de euros e permitirá atribuir um lar a cerca de uma centena de famílias.

    A requalificação do parque de habitação social municipal é outra das metas e envolve a recuperação de perto de 400 fogos, num valor que ultrapassa os 45 milhões de euros.

    Álvaro Araújo sublinha que todas estas medidas «quebram um ciclo de duas décadas de desinvestimento e de ausência de requalificação do parque habitacional. Estamos a desenvolver todos os esforços para atribuir, em tempo útil, uma habitação digna a quem mais precisa».

  • Prevenção em Alcoutim em apoio das crianças

    Prevenção em Alcoutim em apoio das crianças

    A iniciativa é uma colaboração entre o Município de Alcoutim e a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) e visa sensibilizar a comunidade local para a importância de proteger os mais jovens contra qualquer forma de abuso.

    A campanha deste ano comporta uma série de atividades e iniciativas que prometem envolver e educar a população, nesse sentido.

    Uma das ações mais visíveis é a iluminação em azul dos edifícios dos Paços do Concelho e da Junta de Freguesia de Martim Longo, simbolizando o compromisso do concelho com a causa.

    Esta iluminação não só embeleza Alcoutim como serve de lembrete constante, na luta contra os maus-tratos infantis.

    Para aumentar a conscientização, a CPCJ planeou a distribuição de materiais de comunicação em locais estratégicos, incluindo cartazes e informações disponíveis no site do município e nas escolas.

    Estas peças são fundamentais para informar e educar o público sobre como identificar e prevenir o abuso infantil.

    Um dos momentos mais emocionantes da campanha será no dia 19 de abril, quando crianças se vão reunir para formar um Laço Humano, um gesto simbólico de solidariedade e consciencialização.

    Este evento não só destaca a vulnerabilidade das crianças mas também reforça a necessidade de proteção e cuidado por parte de toda a comunidade.

    Além disso, a CPCJ de Alcoutim renovou a sua imagem com um novo logotipo, refletindo os valores de união e colaboração.

    O design foi inspirado por trabalhos de alunos locais, reforçando o envolvimento da comunidade educativa na promoção do bem-estar infantil.

    Juntamente com o novo logotipo, há um flyer informativo, criado para divulgar as competências e o local de funcionamento da CPCJ.

    Estas iniciativas de Alcoutim pretender ser exemplo inspirador de como uma comunidade pode se unir para promover a segurança e o bem-estar das crianças.

    Através da educação, conscientização e ação, Abril torna-se um mês onde cada cidadão é chamado a ser um defensor dos direitos das crianças, garantindo um futuro mais seguro e amoroso para as gerações futuras.

  • Lagoa remove embarcações encalhadas

    Lagoa remove embarcações encalhadas

    A operação foi conduzida pelo Município de Lagoa, com o apoio da Capitania do Porto de Portimão e a colaboração de um dos proprietários de uma das embarcações, com recurso a uma empresa privada.

    Dois dos três veleiros removidos tinham encalhado no final do ano de 2023 e um outro na semana passada, fruto das tempestades que se têm verificado nos últimos meses.

    O Município de Lagoa solicitou a uma empresa privada a remoção da embarcação Lady Stray de 7.90 metros e da embarcação Bitten, aparentemente de origem sueca, de 9 metros, cujo proprietário não foi possível identificar. A remoção da embarcação RAN de 11 metros, foi solicitada pelo proprietário, e executada na mesma operação.

    A operação obrigou a cuidados redobrados e foi acompanhada por uma equipa de mergulhadores profissionais, tendo uma Base de Assistência & Salvação Marítima junto ao Clube Naval de Portimão.

    A remoção da quarta embarcação encalhada na Praia Grande, denominada “Thor”, está marcada para o próximo dia 07 de abril, dia em que a maré será mais favorável, naquela que será mais uma tentativa, por parte do armador, para retirar esta embarcação de maior porte. Terá o auxílio de um rebocador oriundo do Porto de Sines.

  • O eclipse total nos USA em 8 de abril e as crenças

    O eclipse total nos USA em 8 de abril e as crenças

    Um eclipse solar é fenómeno que sempre fascinou a humanidade. No dia 8 de abril, os Estados Unidos serão palco de um eclipse solar total, um evento astronómico que promete atrair a atenção de milhões de pessoas.

    Durante um eclipse, muitas crenças e superstições vêm à tona, especialmente relacionadas com a alimentação e o comportamento. Algumas culturas acreditam que comer durante um eclipse pode ser prejudicial à saúde, enquanto outras veem o evento como um momento de purificação e optam por jejum.

    No entanto, não há evidências científicas que sustentem essas crenças. As autoridades dos EUA, antecipando uma grande afluência de turistas, aconselharam os residentes a se prepararem com alimentos, água e combustível, não por causa de superstições, mas para evitar inconvenientes logísticos, devido ao grande número de visitantes.

    O eclipse de 8 de abril coincide com o máximo solar, um período de alta atividade magnética solar, o que significa que os espectadores poderão desfrutar de uma visão ainda mais enriquecida do Sol, com tonalidades rosadas e uma corona solar mais dinâmica e extensa. Em Portugal, o eclipse não será total, mas ainda assim será parcialmente visível, especialmente ao amanhecer.

    É importante lembrar que, para observar o eclipse, deve-se utilizar filtros solares especiais que cumpram com os requisitos da norma internacional ISO 12312-2, pois olhar diretamente para o Sol pode causar lesões permanentes nos olhos.

    Portanto, enquanto as crenças sobre a alimentação durante um eclipse são parte do folclore cultural, as recomendações práticas das autoridades visam garantir a segurança e o bem-estar de todos durante este espetacular evento celestial.

    com Copilot, Fotor.
  • Intrusão salina na água reutilizada no Algarve

    Intrusão salina na água reutilizada no Algarve

    Este fenômeno ocorre quando a água salgada do mar infiltra os sistemas de drenagem, afetando a qualidade da água que deveria ser reutilizada para fins agrícolas e de irrigação, como é o caso nos campos de golfe, em Castro Marim.

    A Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Vila Real de Santo António, é uma infraestrutura vital na gestão de recursos hídricos da região e encontra-se no centro desta problemática.

    A salinidade elevada nas águas residuais provenientes das redes dos municípios de Castro Marim e Vila Real de Santo António tem limitado a capacidade de reutilização da água a apenas 30% do inicialmente previsto. É um revés significativo nos esforços para combater a seca que assola o Algarve, uma região que depende fortemente da eficiência hídrica.

    Os trabalhos de diagnóstico estão em curso para identificar os pontos críticos onde ocorre a intrusão salina. Com o uso de tecnologia avançada e câmaras de vídeo, as entidades gestoras das redes de abastecimento buscam soluções para mitigar este problema. A situação é complexa, pois a salinidade não é removida no processo de tratamento de águas residuais, o que exige uma abordagem multifacetada para resolver a questão.

    A Águas do Algarve, responsável pela gestão dos recursos hídricos na região, reconhece a gravidade do problema e está a trabalhar em conjunto com as câmaras municipais e outras entidades para delinear intervenções corretivas. Estas ações são cruciais não só para os campos de golfe de Castro Marim, mas também para garantir a sustentabilidade hídrica a longo prazo na região.

    Além disso, a problemática da intrusão salina não é exclusiva de Vila Real de Santo António, afetando outras estações de tratamento no Algarve. Isso destaca a necessidade de uma estratégia integrada e de cooperação entre diferentes municípios e entidades para enfrentar os desafios impostos pela natureza e pelo uso humano dos recursos naturais.

    O caso de Vila Real de Santo António é um lembrete da importância de proteger e gerir de forma eficiente os recursos hídricos, especialmente em regiões propensas a secas e onde a água é um bem precioso e limitado.

    A resposta a este desafio será determinante para o futuro da região, tanto do ponto de vista ambiental quanto econômico, e poderá servir de exemplo para outras áreas que enfrentam problemas semelhantes.

  • Portimão recebe socialistas europeus

    Portimão recebe socialistas europeus

    A conferência “Habitação para todos: Cidades e regiões progressistas constroem o futuro da política de habitação” é um evento significativo que destaca a importância de políticas habitacionais inclusivas e acessíveis.

    Realizada no Museu de Portimão, esta conferência reúne especialistas, políticos e cidadãos para discutir e moldar o futuro da habitação na Europa.

    Com a presença de figuras proeminentes como Nicolas Schmit, Comissário Europeu para o Emprego e Direitos Sociais, e outros membros influentes do Partido Socialista Europeu, o evento promete ser um fórum dinâmico para troca de ideias e estratégias.

    A sessão de abertura, em particular, oferece uma oportunidade para os jovens europeus se envolverem e expressarem suas visões sobre o progresso europeu.

    A questão da habitação é uma preocupação crescente na Europa, onde muitos cidadãos gastam uma parte significativa de seus rendimentos em moradia. A conferência aborda essa questão crítica, buscando soluções para garantir que todos tenham acesso a habitação digna e a preços acessíveis, um direito fundamental para a qualidade de vida e bem-estar social.

    Este evento é um passo importante para enfrentar os desafios habitacionais e representa um compromisso coletivo para construir um futuro mais inclusivo e sustentável para as cidades e regiões da Europa.