Recentemente, foi anunciado que 80% da quota de atum patudo já foi utilizada, o que acionou novas normas para a captura desta espécie no Oceano Atlântico.
Estas medidas são um reflexo do compromisso de Portugal com a pesca sustentável e a preservação dos recursos marinhos.
A DGRM, que é responsável pela execução das políticas de pesca e pela preservação dos recursos, alertou que pode ser necessário encerrar a pesca do atum patudo para evitar a sobre-exploração.
Este tipo de gestão é essencial para garantir que as gerações futuras também possam beneficiar destes recursos.
O evento, que encerrou o programa de ações de sensibilização para os direitos das crianças. no dia 15 de maio e viu a participação de crianças e adultos trajando azul, integrando-se na Campanha Laço Azul e no Mês de Prevenção dos Maus Tratos na Infância.
Além de sensibilizar a população sobre os maus-tratos infantis, a caminhada também arrecadou alimentos e produtos de higiene para crianças, que serão distribuídos às famílias necessitadas do município através da Loja Social dos Serviços Sociais de São Brás de Alportel.
No contexto da Campanha Laço Azul, as escolas locais promoveram atividades de sensibilização e a escultura Liberdade, na Avenida da Liberdade, foi novamente adornada com um laço azul para conscientizar a comunidade.
É relevante lembrar que a Campanha Laço Azul começou em 1989 na Virgínia, EUA, por Bonnie W. Finney, que amarrou uma fita azul na antena do seu carro para provocar questionamentos.
O azul foi escolhido por Bonnie para não esquecer os corpos machucados e com hematomas de seus netos, servindo como um lembrete constante de sua luta contra os maus tratos infantis.
A história de Bonnie Finney destaca o impacto que a preocupação de um cidadão pode ter no alerta ao público sobre os maus tratos em crianças.
No entanto, a associação ambientalista ZERO apontou que várias destas praias não alcançaram o objetivo de poluição zero. Esta discrepância levanta questões sobre os critérios utilizados para a atribuição destes galardões.
A Bandeira Azul é um eco-label internacional que é atribuído a praias e marinas que cumprem um conjunto rigoroso de critérios ambientais, educacionais, de segurança e de gestão.
Estes critérios estão divididos em quatro grupos principais: Informação e Educação Ambiental, Qualidade da Água, Gestão Ambiental e Equipamentos, e Segurança e Serviços.
Para receber a Bandeira Azul, as praias devem cumprir todos os critérios imperativos e a maioria dos critérios guia.
Por outro lado, a Qualidade de Ouro é um galardão atribuído pela Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, que se foca especificamente na qualidade da água balnear.
As praias que recebem este selo demonstram consistentemente uma água de excelente qualidade ao longo de cinco anos consecutivos.
A diferença entre os dois prémios reside, portanto, no âmbito dos critérios. Enquanto a Bandeira Azul abrange uma avaliação mais ampla e diversificada, incluindo educação ambiental, gestão e serviços, a Qualidade de Ouro centra-se exclusivamente na análise da qualidade da água.
É possível que uma praia cumpra os requisitos para a Qualidade de Ouro, mas não para a Bandeira Azul, se não atender a outros critérios como educação ambiental ou gestão de resíduos.
A situação apontada pela ZERO pode indicar que, apesar da excelência da qualidade da água, existem outros fatores ambientais que necessitam de atenção e melhoria.
Este é um lembrete importante de que a sustentabilidade ambiental é multifacetada e requer um compromisso contínuo com todos os aspetos do ecossistema.
Para os visitantes das praias algarvias, estas distinções são essenciais para entender o nível de compromisso das praias com a sustentabilidade e a proteção ambiental. Enquanto desfrutam das águas cristalinas e das areias douradas, também podem contribuir para a preservação destes espaços naturais, adotando práticas responsáveis e respeitando as diretrizes ambientais.
A discussão sobre os critérios de atribuição das bandeiras é uma oportunidade para aumentar a consciência ambiental e promover ações que garantam a saúde e a beleza das praias do Algarve para as gerações futuras.
É um convite à reflexão sobre o que cada um de nós pode fazer para ajudar a atingir o objetivo de poluição zero e assegurar que as praias continuem a ser um tesouro nacional.
Na cerimônia, Jorge Rebelo de Almeida, fundador e presidente do grupo hoteleiro, anunciou planos para abrir mais duas unidades na Espanha, especificamente em Sevilha e Madrid.
Em Portugal, o grupo tem cinco projetos em desenvolvimento, em Elvas, Ponte de Lima, Penacova, Quinta da Cardiga na Golegã, e Miranda do Douro, com início de construção previsto para setembro deste ano.
«A Vila Galé há muito tempo desejava expandir-se para Espanha, e após várias tentativas, esta foi a primeira a ter sucesso», declarou o presidente, adiantando na conferência de imprensa, que o objetivo na Espanha é o de «crescer e passar por Sevilha, uma cidade encantadora, e Madrid, por ser a capital»
O hotel está situado em um edifício com arquitetura e decoração inspiradas no estilo árabe, reminiscente de um palácio andaluz, dispõe de 300 quartos com varanda, cinco restaurantes e bares, piscina externa, Clube Nep com piscina e parque infantil, tratamentos de bem-estar que incluem spa, sauna, banho turco, piscina interna aquecida e jacuzzi, além de um ginásio e um salão de eventos para 450 pessoas.
Na mesma ocasião, Jorge Rebelo de Almeida revelou que o grupo vai investir no segmento de golfe, visando diminuir a sazonalidade e assegurar que, no futuro, a unidade feche apenas em Dezembro e Janeiro.
Apesar de ter sido considerado criticamente ameaçado no início do século, com apenas uma centena de exemplares restantes, os esforços de conservação têm dado frutos impressionantes.
Em 2023, a população de lince ibérico atingiu os 2.021 exemplares na Península Ibérica, um aumento significativo em relação ao ano anterior, que contava com 1.668 indivíduos. Este crescimento é resultado do trabalho árduo de projetos como o LynxConnect, coordenado pela Junta da Andaluzia, que reúne várias comunidades autónomas e Portugal.
Portugal tem desempenhado um papel vital neste processo, com um total de 291 linces, incluindo 53 fêmeas reprodutoras e 100 filhotes no Vale do Guadiana.
Espanha, por sua vez, viu um aumento em várias de suas populações, com destaque para a região de Andújar Cardeña, que subiu de 268 para 271 linces, e Guarrizas, de 167 para 201 linces.
Estes números são um testemunho do sucesso das iniciativas de conservação, que incluem a reprodução em cativeiro, a reintrodução na natureza e a melhoria dos habitats naturais.
A taxa de crescimento da população de linces em Portugal é particularmente encorajadora, com uma taxa de 1,88 crias por fêmea reprodutora, superior à média geral de Espanha, que é de 1,76.
A tendência ascendente da população de linces ibéricos é um sinal positivo, indicando que, com esforços contínuos e colaboração transfronteiriça, é possível reverter o declínio de espécies ameaçadas.
Este progresso não só beneficia o lince ibérico, mas também toda a biodiversidade da região, pois a presença do lince ajuda a manter o equilíbrio dos ecossistemas.
A história do lince ibérico é uma inspiração para a conservação da natureza em todo o mundo, mostrando que a dedicação e o compromisso podem levar a resultados extraordinários.
Continuaremos a acompanhar o desenvolvimento desta espécie emblemática e a apoiar as medidas que garantem a sua sobrevivência e prosperidade futura.
Esteve também presente a Associação de Nadadores Salvadores de Albufeira (ANSA), a Autoridade Marítima, a GNR e os Bombeiros Voluntários de Albufeira.
A cerimônia, realizada na Praia dos Pescadores, contou com a presença dos membros do executivo da Câmara Municipal e de várias entidades responsáveis pela zona costeira, que apresentaram os recursos e equipamentos usados nas operações de limpeza, resgate e segurança.
O evento foi marcado por um exercício de simulação de afogamento, seguido de um resgate, e também por uma mostra dos veículos empregados na manutenção das praias locais. Além disso, houve a participação de três turmas de estudantes das escolas de Albufeira.
Durante o seu discurso, José Carlos Rolo declarou que «como é tradição, o Município adianta a abertura da temporada balnear, disponibilizando todos os meios e pessoal necessários para o uso das praias de Albufeira».
O presidente da Câmara Municipal salientou que «apesar das discussões sobre a diversificação do turismo em Albufeira, como tem sido promovido durante o mandato, por meio de competições e eventos desportivos de grande porte, da candidatura do Geoparque Algarvensis a patrimônio da UNESCO ou da exposição subaquática de Vhils na Praia de Santa Eulália, o turismo de ‘Sol e Praia’ é definitivamente o chamariz de Albufeira».
Estiveram presentes também três turmas de alunos das escolas de Albufeira, especificamente da E.B. 1, 2, 3 da Guia, da E.B. 2, 3 D. Martim Fernandes e da Escola Secundária de Albufeira, que tiveram a chance de participar nas atividades educativas.
O Festival Histórico Setecentista abriu com um colóquio que celebrou os 148 anos da fundação de Vila Real de Santo António e marca o início das comemorações dos 250 anos do lançamento da primeira pedra da Casa da Câmara e Alfândega.
O evento destaca a importância da cidade e sua arquitetura setecentista, promovendo atividades que exploram seu potencial.
O presidente da câmara municipal, Álvaro Araújo afirmou que «Vila Real Santo de António tinha necessidade, na nossa ótica, de reforçar o mês de Maio com atividades que, de alguma forma, viessem compensar a baixa ocupação hoteleira».
Explicou, depois a necessidade de estabelecer um evento âncora para colmatar este problema da sazonalidade turística, «Um evento do ano. Neste e no mês de Novembro. Foi fácil, neste caso, encontrar a solução. Porque quisemos voltar a recriar o nosso cortejo histórico, que começou ainda no tempo do António Murta, que foi quando, pela primeira vez, fez um cortejo histórico».
Então, continuou dizendo,«pensámos em fazer, não só um dia, mas sim um fim de semana, em que pudéssemos ter atividades que mostrassem o potencial da nossa cidade, da nossa arquitetura. E, por isso, só o pudemos fazer, sendo um evento setecentista. Não é um evento medieval, nem nada que se pareça. O ano passado, diz quem sabe, tivemos ainda algumas marcas de medieval».
Disse, depois que ali estavam porque «é necessário também fazer um enquadramento histórico sobre aquilo que vai acontecer, sobre aquilo que aconteceu em 1774 e a partir daí».
Lembrou que o evento também marca, este ano, «o início das comemorações dos 250 anos da Fundação, o lançamento da primeira pedra deste edifício, que está aqui ao nosso lado direito», referindo-se ao edifício da primeira Alfândega, com porta para a Avenida da República.
Coronel José Paulo Berger
O Coronel José Paulo Berger, engenheiro militar e especialista em história militar e fortificações, apresentou um panorama histórico da cartografia militar desde o século XVIII, destacando a evolução dos arquivos militares e a importância da documentação histórica para o estudo e compreensão do desenvolvimento da região.
Mencionou a criação do Real Arquivo Militar em 1792 e sua posterior divisão em diferentes organismos, culminando na criação do Gabinete de Estudos Arqueológicos da Engenharia Militar, responsável pela preservação e valorização do património edificado pelo Exército.
Berger também aborda a importância da cartografia para o planejamento territorial e para as campanhas militares, mencionando a criação da Sociedade Real Marítima Militar e Geográfica em 1798, que teve sua atuação interrompida pela Guerra das Laranjas.
Destacou a importância da obtenção do metro padrão para a medição de distâncias e volumes, e como Portugal participou desse processo.
O palestrante finalizou sua apresentação convidando o público a consultar a documentação histórica disponível no portal das Bibliotecas de Defesa e a entrar em contato com o Gabinete de Estudos Arqueológicos da Engenharia Militar para obter imagens de alta resolução da cartografia histórica da região.
Fernado Pessanha
Fernando Pessanha discorreu sobre a história de Vila Real de Santo António, focando na importância da cartografia para entender a história local e regional.
O orador discutiu a fundação e refundação da cidade, a importância da cartografia militar para a compreensão do século XVIII e a relação da cidade com eventos históricos e militares mais amplos, como a Guerra Fantástica e a Batalha do Guadiana.
Também mencionou a importância de preservar e estudar documentos históricos para futuras pesquisas e para promover o turismo cultural na região.
A autarquia decidiu, no ano passado, criar para esta data e datas futuras, este festival que faz o enquadramento histórico e, nos próximos três dias, a população e os visitantes podem tomar contato com os pormenores da inauguração de uma vila, hoje cidade, cuja primeira pedra foi colocada a 17 de Março de há 250 anos.
A festa, dias depois da Sessão Solene comemorativa, está no Centro Histórico Pombalino e espalhada pelo Centro Comercial a Céu Aberto, servida por numerosos palcos.
Recriações, cortejos, espetáculos interativos, animações e concertos são motivações que os organizadores esperam que venham atrair um grande número de visitantes e servir para animar, durante os próximos três dias, a população e o comércio local.
O galardão é atribuído todos pela Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação, reconhecendo o seu mérito turístico.
A Bandeira Azul é um símbolo de qualidade concedido às praias que cumpram um conjunto de critérios relacionados com quatro grupos fundamentais: informação e educação ambiental; qualidade da água; gestão ambiental e equipamentos; e segurança e serviços.
Em simultâneo, as cinco zonas balneares de Vila Real de Santo António – Fábrica-Mar, Manta Rota, Lota, Monte Gordo e Santo António – foram, em 2024, classificadas com «Qualidade de Ouro» pela Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza.
O galardão distingue anualmente a qualidade da água balnear das praias portuguesas, tendo exclusivamente em consideração as análises efetuadas nos laboratórios das diferentes Administrações Regionais Hidrográficas.
Esta iniciativa decorreu no âmbito do projeto «Contributing to Land Degradation Neutrality (LDN) Target Setting by Demonstrating the LDN Approach in the Upper Sakarya Basin for Scaling up at National Level GCP/TUR/065/GFF».
Neste fórum estiveram envolvidos diretores de vários departamentos do Ministério de Agricultura e Florestas da Turquia, elementos da Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO), especialistas nas áreas da desertificação e erosão dos solos, direção técnica do ICNF, e técnicos da ADPM, assim como o proprietário.
Tendo como referência o território contexto da região superior da bacia hidrográfica do rio Sacaria (Turquia), ‘foi feita a observação e discussão in situ dos resultados de práticas promovidas no contexto dos projetos Mais SOLO Mais VIDA e LIFE Desert-Adapt, em particular, sementeira-direta, proteção da regeneração natural e gestão adaptativa do pastoreio‘.
Esta oportunidade foi facilitada pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas no papel de ponto focal de Comissão de Combate à Desertificação das Nações Unidas (UNCCD), sublinham.
Recentemente, estas associações uniram forças numa ação de limpeza ambiental que resultou na recolha impressionante de cerca de sete toneladas de lixo. Este evento não só reflete a responsabilidade ambiental dos caçadores, mas também a sua dedicação em manter a beleza natural e a sustentabilidade da região.
A limpeza ocorreu em vários locais do concelho e foi mais do que uma simples ação de recolha de resíduos; representou um esforço coletivo para a gestão e vigilância dos territórios contra incêndios rurais. A iniciativa culminou com um almoço de convívio em Odeleite, simbolizando a união e o espírito comunitário que caracterizam as populações locais.
Os caçadores são reconhecidos como parceiros importantes no combate aos incêndios rurais, contribuindo significativamente para a vigilância e proteção do ambiente.
Além disso, a sua ação é um passo positivo na luta contra o despovoamento, o isolamento e a desertificação dos territórios do interior do concelho de Castro Marim.
O Município de Castro Marim tem-se esforçado por manter a limpeza dos espaços públicos e privados, melhorando a salubridade e estética da região e, consequentemente, contribuindo para um ambiente mais saudável e agradável para todos.
Esta ação de limpeza ambiental é um exemplo inspirador de como a colaboração entre diferentes entidades e a comunidade pode levar a resultados significativos e positivos para o meio ambiente. É um lembrete de que todos têm um papel a desempenhar na proteção da nossa terra e na promoção de um futuro mais verde e sustentável.
O novo presidente do município pretende dar continuidade ao trabalho de desenvolvimento do concelho operado nos últimos anos, assumindo o compromisso de «pugnar pela melhoria constante da qualidade de vida de todos os Alcoutenejos, dando continuidade ao trabalho que se encontra em desenvolvimento e cumprindo assim o programa eleitoral do PS sufragado nas últimas eleições autárquicas».
Dirigindo-se aos órgãos autárquicos, do município e das freguesias, e aos parceiros institucionais nas mais diversas áreas, sublinhou que «podem contar com este executivo no sentido de dar continuidade a uma postura de diálogo de modo a manter uma relação de ampla colaboração e proximidade».
Paulo Paulino espera contar com o empenho de todos os funcionários que, por sua vez, afirmou, «poderão contar sempre com a sua disponibilidade».
Na mesma reunião, tomaram posse como vereador José Galrito e a vereadora Rosa Palma. Esta assumiu a vice-presidência.
O novo posto de turismo, situado na Rua Conselheiro Frederico Ramirez, no coração do centro histórico, é fruto de uma colaboração entre a Região de Turismo do Algarve (RTA) e o Município de Vila Real de Santo António.
Após sete anos sem um posto de turismo devido ao encerramento do anterior em Monte Gordo, a cidade celebra agora o preenchimento dessa lacuna com uma instalação moderna e bem equipada.
O posto operará sob uma gestão partilhada, oferecendo informações turísticas abrangentes e atuando como ponto de venda para produtos locais e centro de promoção turística do município e da região.
A RTA, que no último ano realizou perto de 400 mil atendimentos nos seus 20 postos distribuídos pela região, vê a inauguração do 21º ponto de atendimento como uma expansão valiosa da sua rede.
O filme vencedor do Prémio Lux de Cinema Europeu abrirá o V Festival Festival Internacional de Cinema de Fronteiras na Eurocidade do Guadiana.
A película tem por nome «20.000 espécies de abelhas», e foi realizada pela espanhola Estíbaliz Urresola, vencendo o Lux European Film Award, e arrebatando o Urso de Prata, em Berlim, três Goya Awards e o Biznaga de Ouro de Melhor Filme no Festival de Málaga.
Será projetado de forma simultânea nas duas margens da Eurocidade do Guadiana, e terá um interessante calendário de exibições entre 29 de Maio e 1 de Junho, que será complementado por outras actividades culturais como salas de formação, exposições e um .concerto de encerramento com a cantora Rocío Marquez y Bronquio.
«20.000 Espécies de Abelhas» conta a história de Cocó, de oito anos, que não se encaixa nas expectativas dos demais e não entende o porquê.
Todos ao seu redor insistem em chamá-lo de Aitor, mas ele não se reconhece nesse nome. Durante as férias de verão, numa casa intimamente ligada à apicultura, Cocó explora sua identidade de gênero ao lado das mulheres de sua família, que também refletem sobre sua própria feminilidade.
O dia de abertura contará com a exibição deste filme tanto em Vila Real de Santo António como mais tarde em Ayamonte. As exibições continuarão quinta, sexta e sábado no Teatro Cardenio, enquanto a cerimônia de encerramento está programada para acontecer no auditório principal do Centro de Congressos de Ayamonte.
O Prémio do Público LUX é uma iniciativa do Parlamento Europeu e da Academia Europeia de Cinema.
É atribuído todos os anos como reconhecimento do cinema europeu e como forma de sensibilizar para as questões sociais, políticas e culturais actuais na Europa. O público e os eurodeputados poderão avaliar os filmes.
O vencedor do Prémio é o filme que obteve a maior pontuação ao somar os votos do público e dos eurodeputados, com uma ponderação de 50%.
Tercer cielo é o celebrado projeto da cantora de flamenco Rocío Márquez e do produtor de música urbana e eletrônica Bronquio.
Um paraíso no limiar onde os artistas se permitiram explorar a partir de suas respectivas formações musicais em jornada que vai do conhecido ao desconhecido, da tradição à criação.
O resultado é uma linguagem própria que transcende os compartimentos estanques dos gêneros musicais para continuar ampliando o flamenco do século 21.
Foi uma campanha de Segurança Rodoviária da responsabilidade da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Polícia de Segurança Pública (PSP), e decorreu entre os dias 7 e 13 de maio.
Teve por objetivo alertar os condutores para as consequências negativas e mesmo fatais do uso indevido do telemóvel durante a condução.
Inserida no Plano Nacional de Fiscalização (PNF) de 2024, a campanha foi divulgada nos meios digitais e através de cinco ações de sensibilização da ANSR, realizadas em simultâneo com as operações de fiscalização levadas a cabo pela GNR e pela PSP, em Alenquer, Almodôvar, Évora, Portalegre e Portimão.
Idênticas ações ocorreram nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira.
Esta campanha contou, uma vez mais, com a participação dos serviços das administrações regionais dos Açores e da Madeira na realização de ações de sensibilização, complementando o trabalho de fiscalização que tem sido realizado pelos comandos Regionais da PSP.
É reconhecido que os condutores que utilizam o telemóvel durante a condução são mais lentos a reconhecer e a reagir a perigos, uma vez que a distração ocorre quando duas tarefas mentais – conduzir e utilizar o telemóvel, são executadas ao mesmo tempo, o que provoca lapsos de atenção e erros de avaliação.
O uso de aparelhos eletrónicos durante a condução causa dificuldade na interpretação da sinalização e desrespeito pelas regras de cedência de passagem, designadamente em relação aos peões.
Durante as operações das Forças de Segurança no âmbito desta campanha, realizadas entre os dias 7 e 13 de maio, foram fiscalizados em controlo de velocidade por radar 4,6 milhões de veículos, 4,4 milhões dos quais pelo SINCRO – Sistema Nacional de Controlo de Velocidade, da responsabilidade da ANSR.
Em termos de fiscalização presencial, as Forças de Segurança procederam à fiscalização de 50,3 mil veículos.
Do total de 4,6 milhões de veículos fiscalizados durante a campanha, registaram-se 22,6 mil infrações.
O evento visa promover a sustentabilidade ambiental e destacar a importância da participação cívica, envolvendo pessoas de todas as idades e contribuindo para os objetivos da Agenda 2030.
Seu propósito é destacar projetos, ideias inovadoras e conhecimentos existentes, fomentando o uso sustentável dos recursos naturais e soluções inspiradas na natureza.
O EcológiTa proporcionará um espaço de reflexão para todos, ressaltando que políticas corretivas são essenciais para atingir a sustentabilidade e corrigir desigualdades geradas por sistemas vigentes.
Durante o evento, haverá diálogos, oficinas, concertos, exposições de produtos ecológicos e outras atividades interativas.
Diariamente, das 15h às 17h, acontecerão atividades náuticas, seguidas pela exposição de produtos e atividades a partir das 18h. Conversaremos com Catarina Barreiros, Tânia Graça, Tiago Lagoa, Sandra Cóias, entre outros, e teremos momentos musicais com Lena D’Água, Surma e o projeto de hip hop Anymal Racional.
Dia 7 de junho, Sexta-feira
15:00h – 17:00h Kayak e SUP
18:30h – 19:30h Vox Pop “Sem Filtros”
20:00h – 21:30h Oficina “10 Passos para uma vida mais sustentável” com Catarina Barreiros
22:00h – 00:00h Momento Musical I Lena D´Água
Dia 8 de junho, Sábado
15:00h – 17:00h Kayak e SUP Vela
18:00h – 19:00h Workshop Fotografia na Natureza
19:00h – 20:00h Oficina Desafio Vegetariano com Sandra Cóias
20:00h – 21:00h À conversa com…Elisa Nair, Noel Santos e Sandra Cóias I Alimentação: a importância de cada um de nós
21:00h – 22:00h Grupo de Teatro Comunitário de Faro – Os Vizinhes
22:00h – 00:00h Momento Musical I Surma
Dia 9 de junho, Domingo
15:00h – 18:30h Vela Gincana de Bicicletas
18:00h – 20:30h Oficina de Brinquedos com Domingos Vaz
18:00h – 19:00h Tertúlia: Eu participo, e tu?
19:30h – 20:30h À conversa com… Tiago Lagoa I Ambiente e Sustentabilidade: nós e as alterações climáticas
20:30h – 21:30h À conversa com…Tânia Graça I Cidadania Ativa: desmistificar para empoderar
22:00h – 00:00h Momento Musical I Anymal Racional
A EcológiTa é um eco-evento e, nesse espírito, são disponibilizadas soluções de mobilidade sustentável para que, gratuitamente, as pessoas se desloquem do centro da cidade para as Quatro-Águas e, para quem quiser comer no local, a par dos estabelecimentos já existem na zona, há food trucks.
Junte-se à EcologiTa para reforçar a importância do nosso planeta e de toda a bioesfera.
Em cerimónia realizada no Cantro Cultural António Aleixo, na presença de autoridades locais e regionais, civis, militares e relegiosas e convidados, incluindo representantes de Angola, decorreram homenagens e reconhecimentos, por serviços de relevo prestados ao município.
Várias personalidades e entidades foram homenageadas por seus contributos à comunidade, abrangendo áreas como educação, saúde, cultura e desenvolvimento social e econômico local. Medalhas de Honra, Mérito Profissional e Mérito Cultural foram entregues, simbolizando reconhecimento público pelos serviços prestados.
A encerrar as diversas comunicações e após ter saudados os presentes e autoridades concelhias, o Presidente da câmara municipal Álvaro Araújo dirigiu especiais cumprimentos ao Presidente da CCDR Algarve, José Apolinário, ao Governador da Província do Zaire, Adriano Mendes de Carvalho, ao representante do Ministério da Indústria e do Comércio, Diretora-Geral do Instituto de Desenvolvimento Industrial e Inovação Tecnológica de Angola, Maria Filomena Ramos de Oliveira, e a toda a comitiva que se deslocou de Angola, Província do Zaire, para firmar uma colaboração mútua em várias áreas de interesse de ambas as partes, nomeadamente a formação profissional, a agricultura, o turismo e a indústria.
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Também, um cumprimento especial, para os dois administradores presentes da Província do Zaire, o administrador do município do Nezeto, Tuzay Copinda, e o administrador do município do Soio, José Mendes Belo, e ficam então os cumprimentos a toda a comitiva que veio desde Angola.
Cumprimento também antigo Presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, António Maria Farinha Moura, que tinha sido objeto de homenagem na cerimónia e o seu presidente da Câmara, Castro Marim, Francisco Amaral.
A cidade de Ayamonte fez-se representar pelo alcaide Alberto Fernandez e membros do executivo municipal.
Álvaro Araújo abriu o discurso da celebração dos 248 anos da fundação dizendo que foi naquele que é o país mais a oeste da Europa, onde se refundou «uma nova vila na Foz do Guadiana, agora sob a designação de Vila Real de Santo António. Foi a 17 de Março de 1774 que, sob as ordens do Marquês de Pombal, foi lançada a primeira pedra da então denominada Nova Vila de Santo António de Arnilha, há exatamente 250 anos. Mas foi somente a 13 de Maio de 1776 que se inaugurou formalmente a já designada Vila Real de Santo António»,
Salientou que, aquela foi a data «a partir da qual se deu início a uma jornada extraordinária de desenvolvimento e prosperidade. 248 anos. Não é todos os dias que se tem a honra de celebrar um aniversário desta magnitude. A nossa terra está de parabéns. E também os vilarealenses, os monte-de-gordinos e os castelenses merecem esta celebração».
Recordou que Vila Real de Santo António fez parte integrante do plano de restauração do Reino do Algarve, concebido pelo ilustre Marquês de Pombal.
«As nossas ruas, a nossa arquitetura de programa, fazem parte da história e da nossa identidade patrimonial. O traçado do edificado urbano da cidade foi concebido e concretizado com base nos ideais do iluminismo. Esta cidade surgiu também da necessidade estratégica inerente à afirmação política, económica e militar do Estado português face ao Estado espanhol na Foz do Guadiana».
Disse que, desde então, as gentes de Vila Real de Santo António fizeram um caminho de afirmação de uma cidade e de um povo com características muito especiais.
«A nossa cidade cresceu rapidamente, mas o espírito empreendedor e a resiliência dos vilarealenses, a sua identidade e o seu caráter mantiveram-se intactos. Por isso mesmo, hoje é também dia de homenagear alguns dos nossos que têm vindo a destacar e a representar da melhor forma Vila Real de Santo António. Com esta iniciativa, a Câmara Municipal pretendeu prestar o reconhecimento público a pessoas e entidades que deram o seu contributo para a comunidade que somos hoje».
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Homenagens a destacados cidadãos
A António Maria Farinha Murta, figura de destaque com um vasto percurso profissional e político, foi atribuída a Medalha de Honra da Cidade.
António Murta foi Presidente do Conselho Diretivo da Escola Secundária de Vila Real de Santo António, desempenhou vários cargos a nível desportivo e foi Presidente da Câmara Municipal do nosso município em quatro distintos mandatos. «Teve um papel fundamental na história do nosso Conselho e deixou uma marca significativa no panorama local e regional. Foi para mim uma grande honra poder ter e ter tido a anuência da Câmara e da Assembleia Municipal por unanimidade prestar esta homenagem merecida».
A Medalha de Mérito Profissional foi atribuída a título póstumo, a Lourdino Marques, «um apaixonado pela educação, como foi dito, a sua jornada foi marcada por um profundo impacto na educação, na política local e no tecido social da sua comunidade. Desempenhou cargos políticos de grande importância, como por exemplo o Vereador da Câmara Municipal, Deputado Municipal e Presidente da Conselhia do Partido Socialista da nossa terra. Uma inspiração para várias gerações de vilarealenses.»
A Medalha de Mérito Profissional foi atribuída a título póstumo, a Maria Fernanda Santos, «uma querida colega de trabalho também, construiu um legado que perdura na memória dos que tiveram o privilégio de a conhecer».
Fernanda Santos destacou-se na esfera política, em representação da CDU e foi eleita Vereadora da Câmara Municipal e Deputada do nosso Conselho. «Foram duas décadas a contribuir para a educação, para a política e para o tecido social da nossa comunidade».
A Medalha de Mérito Profissional, foi atribuída, também a título póstumo a Carlos André Gomes, com «quase 40 anos da sua vida dedicados ao Serviço Nacional de Saúde. Desempenhou vários papéis-chave na área da saúde pública, um legado notável de serviço e compromisso».
A Medalha de Mérito Profissional foi também para Joaquim Gouveia, da cidade dio Fundão, ali presente, «uma figura notável ao serviço da educação, um legado marcante no campo pedagógico e no fortalecimento dos laços entre comunidades».
O presidente da câmara municipal de Vila Real de Santo António destacou que Joaqauim Gouvei tem como «Uma das suas maiores marcas é o projeto educativo à descoberta das 4 cidades que ainda hoje nos acompanha».
A Medalha de Mérito Cultural foi atribuída à Associação Naval do Guadiana, «uma entidade com mais de 40 anos de existência e um compromisso inabalável com o desenvolvimento local e a promoção das atividades náuticas. A prova viva de que com visão, trabalho árduo e compromisso comunitário é possível alcançar grandes feitos e deixar um legado duradouro para as gerações futuras.»
Para finalizar as homenagens e dirigindo-se também às suas famílias ou representantes deixou «em nome da autarquia, o nosso muito obrigado pelo que deram de si por todos nós. Aceitem esta singela homenagem como um agradecimento sentido de toda a comunidade vilarelense. Se foram estes os ilustres que nos honraram, cabe-nos a nós continuar o seu caminho.»
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O futuro do concelho
Álvaro Araújo disse, depois de nomear os homenageados, que «Vila Real de Santo António enfrenta hoje uma série de desafios e, para os superar, precisamos de foco e de ter as nossas prioridades muito bem definidas. É por isso que privilegiamos o turismo enquanto motor do desenvolvimento da cidade e também da região Algarvia».
Consinuou dizendio «É também por isso que dinamizamos o comércio de rua enquanto motor do desenvolvimento da economia local e da comodidade dos residentes no concelho. Apostamos igualmente na educação enquanto motor do desenvolvimento dos mais jovens, das gerações futuras e na nossa sociedade. Não descuramos a ação social ligada à educação».
Disse que, no contexto tinha de «destacar a implementação de uma medida extraordinária por parte da Câmara Municipal. Falo-vos do alargamento da gratuidade de refeições escolares a todos os alunos que frequentam os estabelecimentos de ensino pré-escolar, básico e secundário da rede pública, sediados no nosso concelho durante o ano de 2024. Esta medida abrangerá sensivelmente 800 alunos e implica um investimento de cerca de 185 mil euros».
Em termos de infraestruturas destacou também as obras de requalificação da Escola Dom José I, que já está em fase avançada, o seu projeto e a sua aprovação, um investimento de cerca de 6 milhões de euros com o apoio do PRR.
O investimos na saúde e segurança enquanto motor do desenvolvimento do bem-estar da nossa população. «Exemplo disso é a recém-inaugurada Esquadra da Polícia de Segurança Pública».
Afirmou que «Tem sido vários os projetos em que temos apostado sempre com o objetivo de dar mais qualidade de vida à nossa população. Fazemos-lo com uma especial atenção para com os mais frágeis e para com os idosos».
O projeto ‘Cuidar de Quem Cuidou« é um bom exemplo disso mesmo, disse também. Trata-se de uma iniciativa, no domínio da saúde, do apoio social e da solidariedade intergeracional, vai apoiar muitos idosos do nosso concelho.
Há trabalho «de forma muito intensa na requalificação de infraestruturas». que exemplificou.
«Continuamos também a desenvolver a revisão do plano diretor municipal de Vila Real de Santo António».
Classificou este instrumento de gestãso territorial como «um instrumento estratégico fundamental para uma boa gestão do nosso território e cabe a este executivo recuperar o tempo perdido no passado».
Lembrou que o PDM atual, com mais de 30 anos, não consegue dar uma resposta a todas as necessidades e por isso a revisão do mesmo constitui uma prioridade deste executivo.
Prometeu «Um plano mais eficiente, mais moderno e adequado ao nosso município e aos desafios que se colocam ao nosso território será concluído até final deste ano. Asegurar o alojamento digno de famílias em situação econômica ou social vulnerável é também essencial para nós».
Destacou que, no âmbito da estratégia local de habitação de Vila Real de Santo António, o executivo municipal procedeu à candidatura a fundos comunitários no âmbito do PRR; a aquisição de 114 fogos a construir na freguesia de Vila Real de Santo António; A empreitada de reabilitação de 372 fogos pertencentes ao Parque Habitacional Social do município; e a construção a custos controlados de 96 fogos novos a concretizar em terrenos próprios do município junto à Estação de Caminhos de Ferro de Vila Real de Santo António; a aquisição de 13 fogos a concluir em edifício situado em Vila Nova de Cacela junto ao mercado municipal.
Classificou a estratégia local de habitação como, seguramente, «o projeto mais relevante do nosso Conselho das últimas décadas. Com esta estratégia estamos a resolver um dos problemas mais graves que a nossa sociedade enfrenta atualmente, o da habitação».
Para o presidente da autarquia de Vila Real de Santo António «ter uma casa digna desse nome é algo que não pode ser um milagre para muitos, uma miragem para muitos. Neste sentido, nós autarcas temos de ser capazes de utilizar os instrumentos ao nosso dispor para dar resposta a esta necessidade de muitas pessoas».
As finanças municipais
«Os últimos anos têm sido muito duros para a nossa cidade. Estamos a recuperar de uma situação financeira delicadíssima que hipotecou Vila Real de Santo António em vários aspectos».
Álvaro Araújo destacou que a jornada «não tem sido fácil. Com estratégia, com honestidade e com transparência já conseguimos reduzir esta dívida pública em cerca de 16 milhões de euros em apenas dois anos. Este caminho é fundamental para que possamos trazer de volta a dignidade à nossa terra».
Falou da dignidade «de assumir os compromissos assumidos e o pagamento do que devemos. A dignidade de podermos voltar a tomar decisões sobre a nossa vida sem qualquer interferência externa. A dignidade de nos afirmarmos como um município de contas certas. Reafirmo o compromisso do atual executivo autárquico de trabalhar incansavelmente por todos os vilarealenses. Continuaremos, como até aqui, a partilhar dois domínios».
Disse que da recuperação económica e financeira da autarquia, diminuindo uma dívida astronómica que nos fere na nossa honra, e da realização de trabalho e obras em vários domínios que têm impacto direto na qualidade de vida de todos os que residem no nosso Conselho.
ccaa orquestra do comite olimpico – foto CM-VRSA
A cerimónia no Centro Cultural António Aleizxo terminou com a atuação da Orquestra do Comitê Olímpico Português, com a interpretação dos temas Ária da Rainha da Noite, de Mozart, com a soprano Patrícia Modesto, no violino João Castro e José Nascimento, na viola d’arco Ana Teresa Alves e no violoncelo Ferreira.
Os trabalhos de reparação, com um prazo estimado de conclusão de 30 dias, resultarão na interdição parcial de uma secção próxima à ria, que estará devidamente sinalizada.
Além disso, estão programadas intervenções pontuais ao longo de todo o passadiço para assegurar as melhores condições de uso pelos milhares de residentes e visitantes que o frequentam durante o ano.
O passadiço da Ria de Alvor, com uma extensão total de seis quilómetros, faz parte do percurso natural Ao Sabor da Maré.
É formado por vários passadiços de madeira e caminhos de terra, cruzando de maneira respeitosa os sapais, pequenas lagoas e parte dos cordões dunares, componentes deste valioso ecossistema.
Em junho de 2023, dizem, informaram sobre a apresentação de uma queixa, em colaboração com o BEUC e organizações de mais 19 países, à Comissão Europeia e à Rede de Cooperação para a Defesa do Consumidor, contra o greenwashing praticado por companhias aéreas, que acreditam estarem a enganar gravemente os consumidores.
Destacam que é inaceitável que as companhias aéreas façam alegações de «neutralidade de carbono», «redução da pegada ambiental», «voar de maneira mais sustentável» ou «compensação das emissões de carbono», em um setor altamente poluidor.
Além disso, observam ser inadmissível que os consumidores sejam levados a escolher suplementos que supostamente compensam as emissões ou tarifas denominadas «verdes».
Independentemente de os consumidores pagarem uma «tarifa verde» ou não, «o voo em que embarcam continuará a emitir gases prejudiciais ao clima, tornando a apresentação deste meio de transporte como sustentável um claro caso de greenwashing».
Recentementeconstataran que a Comissão e as autoridades nacionais de proteção ao consumidor anunciaram o início de uma ação contra 20 companhias aéreas por práticas enganosas, identificando diversos tipos de alegações problemáticas e instando as empresas a ajustarem suas práticas à legislação de proteção ao consumidor dentro de 30 dias
Agora, aguardam a apresentação e discussão de medidas que abordem as preocupações levantadas, que, se não forem implementadas, poderão resultar na aplicação de sanções pelas autoridades competentes.
A autarquia chamou a atenção para o fato de considerar o melhoramento da reda viária uma das prioridades do mandato, elencando as diversas obras já executadas e eclareceu que «no início do mandato foi elaborado, internamente, um relatório técnico sobre o estado de conservação da ER267 e da ER265, o qual foi entregue ao Ministério das Infraestruturas e às Infraestruturas de Portugal (IP)».
Afirma que realizou várias diligências junto destas entidades para alertar e exigir a requalificação destas duas vias com a máxima de urgência, e que, ainda em 2021, o novo executivo da Câmara Municipal de Mértola teve conhecimento que estva projetada uma intervenção na ER267 apenas no Concelho de Almodôvar, «algo que não poderia aceitar e que seria incompreensível e injusto para os utilizadores desta via de comunicação».
Esclarece que «desenvolveu todos os esforços possíveis. Inclusive, disponibilizou-se para assumir a propriedade da estrada e posteriormente realizar a intervenção nos restantes quilómetros, algo que não foi autorizado pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes».
Conseguiu que a intervenção, inicialmente projetada, sofresse alterações de forma a englobar a totalidade dos quilómetros pertencentes à ER267 e observa que tal «como se pode comprovar no comunicado tornado público pela IP, no passado dia 6 de maio, deu-se início à intervenção de ‘requalificação integral da ER267 entre os Concelhos de Almodôvar e Mértola«».
Assim, a empreitada que agora se inicia constitui a primeira fase do projeto de melhoria integral dos perto de 40 quilómetros que constituem a ligação rodoviária através da ER267 entre os Concelhos de Almodôvar e Mértola.
A segunda fase, a desenvolver posteriormente e que incidirá sobre o troço entre o Km 105,072 e o km 131,097, encontra-se atualmente em fase final de conclusão do projeto de execução.
«Apesar do Município de Mértola lamentar a forma discriminatória e inexplicável como este processo foi conduzido na fase inicial por todos os intervenientes envolvidos com responsabilidades regionais e nacionais, congratula-se pelo início da requalificação total da ligação Mértola – Almodôvar, mesmo que realizado em duas fases temporais distintas face aos factos enumerados anteriormente».
A autarquia não considera plausível que esta intervenção não seja realizada na sua plenitude face aos compromissos públicos já assumidos pelas instituições, acreditando o Município na boa-fé e palavra do Governo e IP, ainda assim, diz, não deixará de estar atento ao planeamento e execução dos trabalhos.
A câmara municipal ressalva que o Município de Mértola continua a exigir a requalificação da ER265 (Mértola – Serpa) com o máximo de urgência.
Manifesta-se disponível para «encontrar uma base de entendimento para a realização da obra, tendo assumido junto da IP que, se necessário, poderá realizar a intervenção na referida estrada, desde que esteja devidamente autorizado e mesmo que seja necessário comportar uma parte do financiamento da intervenção através do orçamento municipal».