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  • Futebol Virtual joga-se com o Algarve

    Futebol Virtual joga-se com o Algarve

    Está a ser preparado pela Associação de Futebol do Algarve (AFA) em parceria com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), o lançamento da 1.ª edição da Liga Algarve Futebol Virtual.

    Será iniciada no próximo mês de março com a participação limitada a maiores de 16 anos. A competição de clubes, filiados ou não, será disputada no jogo EA Sports FC 25, em modo H2H 95, na PlayStation 5.

    Segundo a AFA, os jogadores e os clubes interessados em participar devem contactar a através do e-mail futebolvirtual@afalgarve.pt

    A AFA foi pioneira, entre as vinte e duas associações distritais e regionais de futebol do país, quando organizou, em novembro de 2014, o Algarve Challenge, antes de vencer, no mesmo mês, o primeiro torneio interassociações da modalidade. Em breve, será disponibilizada mais informações sobre a Liga Algarve Futebol Virtual.

    O que é?

    O futebol virtual é uma modalidade de desportos eletrónicos relacionada com futebol, também conhecida como Football Esport.

    Dentro do futebol virtual, temos vários videojogos que podem ser utilizados, tais como FC, Football Manager, eFootball e Rocket League, e que são jogados em plataformas como a PlayStation, Xbox ou computador, online ou de forma presencial.

    futebol virtual
  • Chuvas de janeiro recuperam média

    Chuvas de janeiro recuperam média

    Com a devida vénia, publicamos este excelente trabalho informativo apresentado no Facebook sobre as chuvas que têm estado a contribuir para a normalização dos caudais de córregos e ribeiras na Bacia do Guadiana:

    Janeiro muito chuvoso no Algarve; Odeleite e Beliche recuperam para valores dentro da média

    O mês de Janeiro de 2025 teve uma precipitação acima da média em toda a região algarvia; contudo, o Sotavento voltou a ter, em termos gerais, acumulados superiores. Os valores médios para este mês rondam os 50/70 mm no litoral e superam os 100 mm na serra, mas este ano os acumulados situaram-se entre os 100 e os 200 mm na maior parte do distrito de Faro.

    Graças à precipitação acumulada durante o Outono e em Janeiro algumas estações meteorológicas do Sotavento já alcançaram ou ultrapassaram a média anual para o ano hidrológico; por exemplo, a média anual de Cacela ronda os 550 mm, contudo, a estação da vila tinha acumulado 607 mm a 31 de Janeiro. Por outro lado, no Barlavento, o acumulado total para o ano hidrológico continua abaixo da média.

    Alguns acumulados no mês de Janeiro

    Cacela: 159 mm
    Junqueira: 125 mm
    Luz de Tavira: 161 mm
    Tavira: 151 mm
    Maragota: 139 mm
    Patacão: 192 mm
    Alte: 192 mm
    São Bartolomeu de Messines: 158 mm
    Alcantarilha: 130 mm
    Silves: 136 mm
    Arronchela: 113 mm
    Lagoa: 107 mm
    Portimão: 112 mm
    Aljezur: 182 mm

    Alguns valores médios para Janeiro

    Faro (71-00): 62,7 mm
    VRSA (71-00): 70,0 mm
    Vila do Bispo (71-00): 79,7 mm
    Tunes (71-00): 65,9 mm
    Praia da Rocha (71-00): 55,6 mm

    Na vizinha Andaluzia Ocidental, a 10 de Fevereiro, a precipitação acumulada para o ano hidrológico encontrava-se ligeiramente acima da média.

    A elevada precipitação que ocorreu no Sotavento trouxe os níveis de armazenamento nas barragens de Odeleite e do Beliche para valores acima da média. Assim, a 31 de Janeiro, Odeleite contava com 98,05 hm3 armazenados, e estava a 75,42% da sua capacidade, enquanto que a barragem do Beliche armazenava 32,47 hm3, valor correspondente a 67,64% da sua capacidade. No Barlavento, a quantidade de água armazenada continua bem abaixo dos valores normais.

    veja o original em: https://www.facebook.com/share/p/19y8uBkJ4q

  • Balanço da Campanha «Zero ao Volante»

    Balanço da Campanha «Zero ao Volante»

    A campanha de segurança rodoviária “Taxa Zero ao Volante”, promovida pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), Guarda Nacional Republicana (GNR) e Polícia de Segurança Pública (PSP), decorreu entre 4 e 10 de fevereiro e teve como objetivo alertar para os riscos da condução sob o efeito do álcool.

    Principais números e ações:

    • 349 condutores e passageiros sensibilizados em cinco ações da ANSR em Viana do Castelo, Castelo Branco e Lisboa, além de ações nos Açores e Madeira.
    • 4,2 milhões de veículos fiscalizados, sendo:
    • 4,1 milhões em controlo de velocidade por radar (3,7 milhões pelo sistema SINCRO da ANSR);
    • 75,4 mil veículos fiscalizados presencialmente pela GNR e PSP.
    • 26 mil infrações registadas, incluindo:
    • 876 infrações por condução sob efeito do álcool (820 no Continente e 56 nas Regiões Autónomas).
    • Destas, 654 detetadas pela GNR e 222 pela PSP.

    Acidentes registados:

    • 2.477 acidentes, com:
    • 7 vítimas mortais (homens entre 14 e 69 anos).
    • 27 feridos graves e 684 feridos leves.
    • Em relação ao período homólogo de 2024:
    • Menos 231 acidentes;
    • Mesmo número de vítimas mortais;
    • Menos 9 feridos graves;
    • Menos 157 feridos leves.
    • Os acidentes mortais ocorreram nos distritos de Braga, Coimbra, Faro, Leiria, Santarém e Setúbal e envolveram colisões, despistes e um atropelamento.

    Plano Nacional de Fiscalização (PNF)

    Esta foi a segunda das 11 campanhas planeadas para 2025. Estão previstas mais nove campanhas ao longo do ano, abrangendo temas como Velocidade, Álcool, Acessórios de Segurança, Telemóvel e veículos de duas rodas a motor, em conformidade com as recomendações europeias.

    Desde 2020, ANSR, GNR e PSP realizam campanhas anuais de sensibilização e fiscalização. Em 2025, 950 pessoas já foram sensibilizadas presencialmente, enquanto 146,3 mil condutores foram fiscalizados presencialmente e 8,9 milhões de veículos foram monitorizados por radar.

    🚗 Objetivo principal: Reforçar a segurança rodoviária e reduzir os acidentes causados pelo consumo de álcool ao volante.

  • VI Feira Transfronteiriça na Eurocidade do Guadiana

    VI Feira Transfronteiriça na Eurocidade do Guadiana

    Inaugurada a 7 de Fevereiro, quinta-feira passada, a VI Feira Transfronteiriça de Arte Contemporânea, na Casa do Sal em Castro Marim, afirmou-se como exposição do talento de artistas das duas margens do rio Guadiana com o espaço lotado pelos visitantes durante o fim de semana.

    Foi uma visita guiada pelo espaço e pelas obras expostas, com a participação dos artistas portugueses e espanhóis, correspondendo aos desígnios dos autarcas que, segundo a vice-presidente Filomena Sintra, tem «a responsabilidade de potenciar e de fazer crescer esta dimensão cultural do nosso espaço europeu».

    O que ali foi procurado fazer acresceu um pouco mais a que, todos que por aqui passaram, pudessem levar um bocadinho de Castro Marim e da Eurocidade do Guadiana.

    A dupla Voyage Project, composta por Vicky Veja e Mario Pousada, com o seu espetáculo «Lusitania Revisitada», encerrou a parte do espetáculo.

    Depois, até ao final do domingo, dia 9 de fevereiro, a Casa do Sal transformou-se no espaço de acolhimento de exposições de fotografia e pintura, além de concertos, visitas guiadas, mesas redondas, um rali fotográfico, apresentações de livros e poesia.

    Este evento decorreu simultaneamente em toda a Eurocidade do Guadiana, composta pelos Municípios de Castro Marim, Vila Real de Santo António e Ayamonte.

  • Fernando Cabrita apresentou em Tavira «A Língua Portuguesa»

    Fernando Cabrita apresentou em Tavira «A Língua Portuguesa»

    Considerado o maior poeta algarvio vivo, Fernando Cabrita apresentou ontem, em Tavira, na Casa Álvaro de Campos, o livro vencedor da terceira edição, ano de 2023 do Prémio Literário da Lusofonia Professor Adriano Moreira, atribuído em Bragança e editado na Labirinto, em 2024.

    Fernando Cabrita conta com 50 títulos e 50 anos de criação poética, ensaísta e crítico literário, contista, conferencista, por esse mundo afora, com traduções e colaborações em diversos países, como Espanha, França, Itália, Marrocos, Turquia ou Rússia.

    Tem sido dinamizador cultural e congregador de gentes e literaturas do mundo, organizador do Festival Poesia a Sul, em Olhão, durante 7 anos.

  • Opinião | O estacionamento no centro da cidade

    Opinião | O estacionamento no centro da cidade

    O estacionamento pago em Vila Real de Santo António é uma praga que prejudica o comércio na cidade Pombalina, afirma o comerciante e hoteleiro Luís Camarada.

    O estacionamento na cidade de Vila Real de Santo António foi já declarado como uma inutilidade por parte das autoridades municipais, mas a empresa concessionária apresentou uma providência cautelar que contesta a opinião do município.

    São conhecidos os meandros com que se regem os processos jurídicos e os tempos lentos para que os mesmos se concluam, em decisões concretas.

    Publicamos o texto do Facebook partilhado em VRSA + Espetacular:

    O estacionamento pago em Vila Real de Santo António tornou-se um dos maiores obstáculos para o comércio local. Numa cidade histórica e turística, onde o comércio de proximidade é vital para a economia, a imposição de taxas elevadas para estacionar tem afastado clientes, prejudicado os negócios e descaracterizado a experiência de quem visita ou vive na cidade.

    Impacto no Comércio Local
    Os comerciantes de Vila Real de Santo António têm sentido na pele os efeitos negativos desta medida. Muitos clientes evitam deslocar-se ao centro para fazer compras ou frequentar cafés e restaurantes devido aos custos do estacionamento. Em contrapartida, preferem dirigir-se a grandes superfícies comerciais nas redondezas, onde o estacionamento é gratuito e conveniente.

    A consequência direta é a quebra de receitas para os pequenos negócios, muitos dos quais já enfrentam dificuldades devido à sazonalidade turística e à concorrência das compras online. Para agravar a situação, o estacionamento pago também desmotiva a permanência prolongada dos visitantes, que acabam por limitar o tempo passado na cidade para evitar custos adicionais.

    Menos Visitantes, Mais Comércio Fechado
    Além dos clientes locais, os turistas, essenciais para a economia da cidade, também são afetados. Muitos chegam a Vila Real de Santo António de carro e, ao depararem-se com a falta de opções acessíveis de estacionamento, optam por visitar outras localidades da região, como Monte Gordo ou Ayamonte, onde a experiência é mais cómoda.

    O resultado? Um centro histórico menos movimentado, lojas fechadas e uma cidade que perde progressivamente a sua vitalidade comercial.

    Alternativas para uma Solução Justa
    Embora a gestão do estacionamento seja necessária para evitar congestionamentos e garantir a rotatividade de veículos, há soluções mais equilibradas que podem beneficiar tanto o comércio como os automobilistas. Algumas alternativas viáveis incluem:

    • Primeiros 30 a 60 minutos gratuitos: Permitiria que os clientes fizessem compras rápidas sem o peso adicional de taxas.
    • Tarifas reduzidas para residentes e comerciantes: Uma medida que beneficiaria quem vive e trabalha na cidade.
    • Zonas de estacionamento gratuito em áreas próximas do centro: Com transportes de ligação eficientes para facilitar o acesso ao comércio.
    • Revisão dos horários de pagamento: Reduzir ou eliminar a cobrança em horários de menor movimento, como ao final do dia e fins de semana.
    • Conclusão
    • O estacionamento pago em Vila Real de Santo António, tal como está implementado, representa uma ameaça ao comércio tradicional e à vida económica da cidade. Medidas alternativas poderiam garantir um equilíbrio entre a necessidade de gestão do espaço urbano e a preservação do comércio local.
    • Se esta situação continuar inalterada, corremos o risco de transformar uma cidade vibrante e histórica num local fantasma, onde o comércio de rua se torna apenas uma memória do passado. Está na hora de repensar esta estratégia antes que seja tarde demais.

    Luis Camarada

  • Debate em Silves sobre a produção da laranja

    Debate em Silves sobre a produção da laranja

    No próximo dia 15 de fevereiro, sábado, com início previsto para as 11:00 horas, durante a 9.ª Mostra Silves, Capital da Laranja, a Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME) e a Câmara Municipal de Silves, organizam um debate, no âmbito de uma parceria.

    O objetivo é facilitar o acesso a informação específica que permita encontrar as melhores soluções de apoio e financiamento para o desenvolvimento da atividade e divulgar aos empresários os incentivos e programas de apoio específicos disponíveis.

    Eis os Oradores:

    • Aquiles Marreiros, Vogal Executivo do PR Algarve2030, CCDR Algarve
    • Jorge Pisco, Presidente da Direção da CPPME
    • Nuno Gonçalves, Vice-Presidente do Conselho Directivo do IAPMEI
    • Cláudia Bento, Administradora Executiva da CCAM Terras do Arade
    • Carlos Albano, Vogal da Direção da Vicentina-Associação para o Desenvolvimento do Sudoeste
  • Abastecimento de água em Espírito Santo e Mesquita

    Abastecimento de água em Espírito Santo e Mesquita

    A empresa Águas do Algarve anunciou a adjudicação da prestação de serviços de elaboração do projeto de execução para abastecimento de água às aldeias de Mesquita e a Espírito Santo, no concelho de Mértola.
    No seu comunicado, a empresa revela que o projeto de abastecimento das duas localidades representa um investimento de 1,5 milhões de euros, decorrendo da solução da tomada do Pomarão para assegurar o fornecimento do Algarve.

    A Águas do Algarve acrescenta ainda estar ciente da importância da concretização desta medida e que , já iniciou os contactos com a Câmara de Mértola e a empresa Águas Públicas do Alentejo.

    Foi assinando, entre as entidades envolvidas, um protocolo tripartido de colaboração técnica, no passado dia 15 de dezembro, tendo o mesmo merecido a homologação da ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho.

    Uma outra novidade é a reabertura a partir do mês de Abril do empreendimento de turístico «Turismo de Aldeia», recentemente anunciado.

  • O que foram as Amendoeiras en flor

    O que foram as Amendoeiras en flor


    Durante três dias a aldeia de Alta Mora, no interior do concelho de Castro Marim, acolheu milhares de visitantes de várias partes do mundo, na edição do Festival das Amendoeiras em Flor do Algarve, que decorreu entre 31 de janeiro e 2 de fevereiro.

    Este evento está considerado como um dos maiores eventos de época baixa da região algarvia e apresenta-se como forte contributo para o desenvolvimento do interior algarvio.

    É uma iniciativa com mais de duas décadas, onde são percorridos percursos terrestres com a exploração turística e que foi pioneira no Algarve.

    Este ano os percursos pedestres ficaram em destaque, com lotação esgotada e os participantes assistiram à apresentação de uma Torta de Amêndoa Gigante, com 43 metros, e à valorização de artistas, artesãos e produtores locais que demonstraram as suas artes e tradições ao vivo.

    O recinto foi ainda preenchido com um mercado de produtos da região como o mel, frutos secos, doçaria, artesanato e cestaria, não faltando também workshops e recriações ao vivo.

    A programação deste ano incluíu pinturas faciais, o desfile das amendoeiras, a fazenda dos animais, demonstrações gastronómicas, jogos tradicionais e a atuação de grupos de dança e música como as ARUTLA, o Grupo Etnográfico Amendoeiras em Flor, Pardais à Solta ou o Rancho Folclórico do Azinhal.

    «Um orgulhoso montanheiro do nordeste do Algarve que considera que a serra algarvia, apesar de todos os estrangulamentos criados, cada vez vale mais ouro», foi como se afirmou Francisco Amaral que preside à câmara municipal de Castro Marim, concelho a que Alta Mora pertence.

    Para Francisco Amaral o evento é organizado genuinamente pelos habitantes locais, do mais novo ao mais velho, com muito amor à camisola e «uma mostra natural da vivência destas gentes, orgulhosas do seu passado, e que teimam em viver o presente com alegria de quem saboreia os dias e as horas que restam de vida».

    Para Filomena, é necessário que «as entidades que decidem e gerem acreditem no território. Não só no investimento nestas iniciativas, mas que tenham uma sensibilidade na área do ordenamento, porque precisamos de gente neste território».

    O Festival das Amendoeiras em Flor do Algarve foi organizado pela Associação Recreativa, Cultural e Desportiva dos Amigos da Alta Mora, em parceria com o Município de Castro Marim e a Junta de Freguesia de Odeleite e a participação de muitos voluntários e residentes com espírito de equipa e de missão pelo combate ao despovoamento, isolamento e desertificação.

    foto: gc CM Castro Marim
  • Arrow autorizada a comprar  Monterrey

    Arrow autorizada a comprar Monterrey

    A empresa luxemburguesa ACO II, parte do grupo Arrow, notificou a Autoridade da Concorrência (AdC) sobre a intenção de comprar o resort turístico Monte Rei Golf & Country Club, no Algarve.

    A AdC não se opôs ao negócio, afirmando que a operação não cria entraves significativos à concorrência no mercado nacional.

    O valor da transação ainda não é conhecido. A ACO II faz parte do Grupo Arrow, que integra o Grupo TDR. O Grupo Arrow atua em Portugal na gestão de créditos vencidos, investimentos imobiliários, exploração de empreendimentos turísticos e campos de golfe, e produção de pavimentos cerâmicos.

    O Grupo TDR também está presente em Portugal, explorando plataformas de veículos usados e atuando nos setores da educação e formação.

    A operação de concentração consiste na aquisição, pela ACO II, do controlo exclusivo sobre as empresas e ativos que compõem o Monte Rei Golf & Country Club.

    A aquisição faz parte da estratégia da Arrow de expandir o seu portefólio de ativos imobiliários de luxo em Portugal, visando o crescimento no setor turístico e imobiliário de alto padrão. Reconhece o potencial do mercado português e procura consolidar a sua presença através de investimentos em propriedades de prestígio.

  • METROBUS para o Algarve Central

    METROBUS para o Algarve Central

    A CCDR Algarve informou que se encontra em consulta pública o Programa Base Estudo e Viabilidade do Traçado do de Público em Canal DedicadoTPSP, do tipo Metro-Bus, que irá ligar as localidades de Olhão, Faro, Montenegro, Aero, Universidade do Algarve, Parque das Cidades e Loulé.

    Aconsulta está disponível por 30 dias úteis, até 13 de março 2025, no site da CCDR Algarve. Este projeto, abrange uma extensão de 37,6 km, no qual será implementado um sistema transporte público «sustentável, eficiente e integrado na região, na bacia de emprego desta área do território».

    O projeto está alinhado com o específico de «RSO2.8 – promover uma mobilidade urbana multimodal sustentável, um projeto estruturante a transição para uma com zero emissões líquidas de carbono» do Programa Regional ALGAR 2030, aprovado pela Comissão Europeia.

    A proposta em consulta prevê a criação de um corredor de público dedicado, operado por um sistema de MetroBus ou Bus Rapid Transit (BRT), apresentando como vantagens uma maior eficiência.

    O sistema MetroBus ou BRT é projetado para permitir uma melhor integração no tecido urbano, proporcionando uma resposta mais adaptada às necessidades dos cidadãos.

    O projeto visa também uma expansão da rede, com possibilidade de pós 2029, integrar outras localidades do Algarve, como Quarteira, Almancil e até Albufeira, contribuindo para a melhoria da conectividade regional.

    No plano da sustentabilidade, é um sistema elétrico, para promover a redução de emissões de carbono e incentivando o uso de modos de transporte mais ecológicos.

    Os promotores anatam a facilidade do sistema como «serviço complementar e interligado com o serviço oferecido pela rede ferroviária existente, permitindo serviço mais flexível integrado.O traçado proposto foi desenvolvido tendo em consideração as necessidades de mobilidade das popula de Faro, Olhão e Loulé».



    Foto: Traçado do corredor Olhão – Faro – Aeroporto – Universidade do Algarve – Parque das Cidade – Loulé através da solução TPSP – em Metrobus (Cenário 4)


  • São Brás de luto municipal por Orlando Sobral da Silva

    São Brás de luto municipal por Orlando Sobral da Silva


    Orlando Sobral da Silva, personalidade singular e exemplar na história da democracia são-brasense, faleceu no dia 30 de janeiro, aos 88 anos de idade,

    Por constituir uma «imensa perda para o Município e a comunidade são-brasense» e por não ter sido possível, em tempo útil, reunir extraordinariamente a Câmara Municipal, o presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel utilizou uma prorrogativa legal e decretou um dia de luto municipal, publicamente manifestado, através do erguer a bandeira do Município a meia haste, no dia 1 de fevereiro, no edifício dos Paços do Concelho.

    Reconhecido como são-brasense de coração, Orlando Silva foi desde sempre um cidadão ativo na vida da comunidade, a nível político, cultural e desportivo, sendo «uma figura singular e exemplar da nossa memória e história local».

    Defensor e leal aos seus ideais político, Orlando Silva foi membro da Assembleia Municipal de São Brás de Alportel eleito em quatro mandatos, nomeadamente: de 1983 a 1985 e de 1986 a 1989, enquanto eleito pela Aliança Povo Unido; de 1994 a 1997 e de 2002 a 2005 enquanto eleito pela Coligação Democrática Unitária.

    Cidadão exemplar na sua participação cívica, Homem de muitas paixões e interesses com especial foco no desenvolvimento da comunidade, foi um dos fundadores do Grupo de Música Popular Portuguesa «Veredas da Memória« e um «entusiástico defensor das tradições locais e da promoção da cultura. Também se destacou pelo seu envolvimento pioneiro na prática desportiva das marchas e caminhadas, mantendo sempre viva a sua paixão pela natureza», releva a autarquia.

    Em dezembro de 2024, tinha já recebido da câmara e ds Assembleia Municipal, um voto de louvor, numa «justa homenagem pelo seu envolvimento na vida democrática do concelho, numa iniciativa integrada nas comemorações do 50.º Aniversário da Revolução de 25 de Abril de 1974».

    O presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, Vitor Guerreiro, apresentou, em nome da Câmara Municipal, dos seus órgãos eleitos, de todos os seus trabalhadores e colaboradores, em representação da comunidade são-brasense, «os mais sentidos pêsames à sua família enlutada, bem como a todos os seus amigos num reconhecido tributo à sua Vida».

  • História e o Humor na Imprensa de Tavira

    História e o Humor na Imprensa de Tavira

    A apresentação do livro A História e o Humor na de Tavira, uma antologia de crónicas de jornais locais e regionais compiladas por Luís Horta e Ofir Chagas, destacou a importância da imprensa tavirense ao longo de mais de um século.

    O evento contou com a presença de diversas personalidades ligadas à cultura e à história da cidade, incluindo o vice-presidente da Câmara Municipal de Tavira, o professor Eurico Palma, e outros autores e colaboradores da imprensa local.

    O livro reúne crónicas de dez jornalistas que marcaram a imprensa tavirense entre 1901 e 2009, preservando a memória e o legado de figuras emblemáticas como António Rosa Mendes, Sebastião Leiria, Arnaldo Anica, Liberto Conceição, entre outros.

    A obra não apenas revisita a história da cidade e da região, mas também evidencia o papel do jornalismo local como veículo de crítica, reflexão e registo dos acontecimentos.

    Durante a apresentação, Ofir Chagas e Luís Horta explicaram que a motivação para esta compilação surgiu da necessidade de homenagear os antigos cronistas e perpetuar a sua influência no jornalismo e na identidade cultural de Tavira.

    Destacaram ainda a independência editorial e o compromisso com a verdade, valores que sempre caracterizaram a imprensa regional.

    O evento foi também uma oportunidade para recordar episódios históricos, como a relevância de Tavira na Primeira Invasão Francesa e a transformação do seu património ao longo dos séculos.

    Alguns excertos das crónicas foram lidos, incluindo textos de humor e de análise crítica sobre a sociedade e a política, sublinhando a riqueza e diversidade do jornalismo tavirense.

    O vice-presidente da Câmara Municipal encerrou a sessão reforçando a importância da obra para a preservação da memória local e agradecendo o contributo dos autores na valorização do património cultural da cidade.

    O livro foi apresentado como um registo essencial para compreender Tavira e a sua história através das palavras dos que a escreveram e testemunharam ao longo das décadas.

  • Célia Segura com «O melhor de mim» em Vila Real  Santo António

    Célia Segura com «O melhor de mim» em Vila Real Santo António

    A Biblioteca Municipal Vicente Campinas recebeu, ontem à tarde, 1 de Fevereiro, a apresentação do livro de poesia O Melhor de Mim, da autora Célia Segura. A sessão contou com a presença da professora Conceição Pires, responsável pelo prefácio da obra, e com diversos momentos artísticos que enriqueceram o evento, entre música, dança e leituras de poemas.

    Na abertura a cantora Nádia Catarro, acompanhada por Luís Horta, que interpretou No Teu Poema, de José Luís Tinoco, num momento que trouxe emoção à plateia. Seguiu-se uma apresentação de dança, executada antes da leitura dos poemas de Célia Segura, feita por vários amigos da escritora.

    Uma obra que esperou pelo momento certo

    Célia Segura revelou que O Melhor de Mim esteve guardado durante cerca de um ano e meio antes de ser publicado, explicando que a prioridade foi dedicar-se à causa «Vamos Ajudar o Rafael», um projeto de apoio a um menino com paralisia cerebral.

    «Havia alguém que necessitava mais de mim. A Guida sabia que o livro iria sair, era só uma questão de tempo. Mas o Rafael, que não está aqui hoje – está apenas a mãe e a irmã, a Laura –, teve prioridade. Ele precisava mais de mim naquele momento», explicou a autora, visivelmente emocionada.

    Segundo Célia Segura, a escrita é uma extensão da sua vivência e das suas relações pessoais. «Há muitos poemas neste livro que retratam toda uma parte da minha vida, da nossa vida. São situações que já passaram, mas que fazem parte da nossa história. É um registo que fica, são sentimentos que permanecem.»

    A autora admitiu que não escreve sobre tudo, mas apenas sobre aquilo que a toca profundamente. «Não consigo escrever sobre a natureza, não me diz nada. Mas sou capaz de escrever sobre o João, sobre a Leninha, sobre o meu pai que já não está fisicamente comigo, e sobre o Rafael, que muito me diz.»

    Célia também revelou que já está a trabalhar num segundo livro. «Vai sair proximamente, e já não vai levar muito tempo.»

    Poesia como partilha e conexão

    Entre os participantes no evento, o Dr. Fernando Horta, em reprsentação da Cultura da câmara municipal de Vila Real de Santo António, destacou a universalidade dos sentimentos expressos na obra de Célia Segura.

    «Há um poema muito especial que me tocou profundamente, pois fala do pai da autora. E, de certa forma, todos nós nos conseguimos rever um pouco nestas palavras, porque refletem experiências que fazem parte da vida de qualquer pessoa.»

    Sublinhou ainda a forma como Célia encara a escrita como um ato de partilha. «A Célia sente-se bem fazendo aquilo que faz, e gosta de partilhar porque isso lhe faz bem – não numa condição egoísta, mas numa generosa partilha. E isso, ao fim e ao cabo, é também cuidar. Cuidar dos outros.»

    Por sua vez, a professora Conceição Pires reforçou a importância da poesia na construção da identidade cultural e emocional de uma comunidade. «Este livro é um reflexo do que a Célia é: intensa, apaixonada e sempre disponível para dar o melhor de si aos outros.»

    A dança como expressão das emoções

    Um dos momentos marcantes do evento foi a reflexão sobre o papel da dança como forma de expressão emocional. Guida Montes, destacou a importância da arte na canalização de sentimentos e na promoção do bem-estar.

    «A arte é uma forma de nos expressarmos sem palavras. A dança permite-nos transformar emoções em movimento, tornando-as mais compreensíveis. Nos dias de hoje, as pessoas fogem das suas emoções, mas a arte permite-nos enfrentá-las.»

    A também o professor Lino Nunes acrescentou que a dança tem benefícios que vão além da expressão artística. «A dança é uma forma de terapia. A nível físico, melhora a condição cardiovascular, fortalece músculos e articulações e ajuda na prevenção da osteoporose. Mas o impacto emocional é igualmente relevante: reduz o stress, melhora a autoestima e ajuda a canalizar emoções reprimidas.»

    Uma celebração da arte e da partilha

    A apresentação de O Melhor de Mim não foi apenas um evento literário, mas uma celebração da arte e da generosidade, valores que marcam o percurso de Célia Segura. Entre poesia, música e dança, a sessão evidenciou a forma como a autora transforma as suas vivências em palavras, criando uma ligação direta com os leitores.

    Ao encerrar o evento, Célia deixou uma mensagem de gratidão e de compromisso com a sua escrita: «Tudo o que faço, tento fazer da melhor forma possível. Pode ser que nem sempre consiga, mas tento. Tento dar sempre o melhor de mim.»

    Com um novo livro já a caminho, a autora promete continuar a emocionar o público com a sua poesia, sempre fiel ao lema que dá título à sua obra.

    Nádia Catarro

    Nádia Cattarro

  • Castro Marim combate à pneumonia

    Castro Marim combate à pneumonia

    Por iniciativa da câmara municipal de Castro Marim, está a ser desenvolvida uma campanha de vacinação contra a pneumonia, considerada a segunda maior causa de morte em Portugal, colmatando lacunas no Serviço Nacional de Saúde.

    A iniciativa da campanha deve-se à sensibilidade um presidente que é médico, Francisco Amaral, que rasgou bairrismos funcionais, e estabeleceu redes de trabalho, com os serviços de proximidade, das instituições e juntas de freguesia.

    Esta iniciativa soma-se a outras da mesmo sensibilidade como o transporte diário para consultas médicas; a Unidade Móvel de Saúde qie existe já há muitos anos; o cartão Social Municipal, idosos e famílias carenciadas; a comparticipação de medicamentos a 100% para beneficiários do CSM: a comparticipação de próteses dentárias, consultas da especialidade, oftalmologia; a comparticipação de obras em habitação própria para agregados carenciados; o apoio à Natalidade (novo regulamento); o psrogramas de cessação tabágica e outras toxicodependências.

    Para o presidente Francisco Amaral, o custo da campanha de vacinação é o equivalente a um minuto de fogo de artifício.

  • Exposição em Tavira realça o Lince ibérico

    Exposição em Tavira realça o Lince ibérico

    A exposição «O Lince na Península — Conectar Territórios e Consolidar Populações», promovida pela CIMBAL — Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo, no âmbito do projeto LIFE LYNXCONNECT, está patente ao público, na Biblioteca Municipal Álvaro de Campo, em Tavira, até a 15 de fevereiro, com o apoio da Câmara Municipal.

    Associada a esta exposição foram promovidos dois momentos de sensibilização e comunicação sobre a importância da reintrodução do lince-ibérico com histórias e contos sobre a espécie partilhados pelo contador de histórias Jorge Serafim para a comunidade local,

    O objetivo da exposição é apresentar à sociedade portuguesa o trabalho realizado, em andamento e planeado para o futuro, no âmbito da conservação do lince-ibérico.

    A vertente de proximidade desta iniciativa vai decorrer nos 13 municípios integrantes da CIMBAL, além de três municípios do Algarve (Alcoutim, Tavira e Silves) e ainda em Lisboa.

    O projeto LIFE LYNXCONNECT tem como objetivo central o aumento da população de lince-ibérico e reforçar a conectividade entre as subpopulações de Portugal e Espanha. Este projeto, que agrega 22 parceiros ibéricos, tem como beneficiário coordenador a Consejería de Agricultura, Ganadería, Pesca y Desarroilo Sostenible da Junta de Andaluzia, e por parte de Portugal, para além da CIMBAL, participam como parceiros a lnfraestruturas de Portugal e o ICNF.

  • Lídia Jorge refletiu sobre a Literatura e o Tempo em  Vila Real de Santo António

    Lídia Jorge refletiu sobre a Literatura e o Tempo em Vila Real de Santo António

    A escritora Lídia Jorge esteve presente na Biblioteca Municipal Vicente Campinas, em Vila Real de Santo António, num encontro promovido pelo Clube de Leitura, onde refletiu sobre o papel da literatura na sociedade, a importância da memória e os desafios do presente.

    A sessão contou com a presença de leitores e admiradores da sua obra, que partilharam as suas impressões sobre os livros da autora, com especial destaque para o mais recente romance, Misericórdia.

    A Literatura como Espelho da Transformação Social

    Durante a conversa, Lídia Jorge definiu-se como cronista do seu tempo, abordando a forma como a sua escrita tem documentado a evolução da sociedade portuguesa nas últimas décadas. Desde o impacto da Revolução de Abril, retratado em O Dia dos Prodígios, à transição do mundo rural para o turismo no Algarve, tema central em O Cais das Merendas, a autora enfatizou que a literatura tem um papel fundamental na compreensão da identidade e na valorização da memória coletiva.

    «A minha escrita nasce da necessidade de dar voz ao que desaparece e de capturar o que muitas vezes passa despercebido”, afirmou, referindo-se à forma como retrata as mudanças socioculturais no país. Para Lídia Jorge, o sul de Portugal é um microcosmo das grandes transformações mundiais, refletindo não apenas a globalização, mas também as tensões entre modernidade e tradição».

    “Misericórdia”: Um Olhar sobre a Velhice e a Resistência

    O destaque da sessão foi a discussão sobre Misericórdia, romance que aborda o envelhecimento, os lares de idosos e a relação entre cuidadores e residentes. Inspirada em experiências pessoais, a obra retrata a luta de Dona Alberti, uma idosa que resiste à perda de autonomia e à dissolução da sua identidade num lar.

    Lídia Jorge sublinhou que este livro tem sido recebido com uma forte carga emocional pelos leitores, muitos dos quais se identificam com a realidade das personagens. «Este não é um livro sobre decadência, mas sim sobre resistência e o fulgor da vida», disse. A autora destacou a importância do afeto, das relações humanas e da memória na construção do sentido de vida, mesmo em contextos de vulnerabilidade.

    Outro tema relevante foi o papel dos imigrantes nos lares de idosos, uma realidade crescente em Portugal. A escritora observou que o encontro entre idosos e cuidadores estrangeiros, muitas vezes oriundos de contextos precários, gera novas dinâmicas sociais e afetivas, nem sempre isentas de tensões, mas também de solidariedade.

    O Algarve e a Perda da Identidade Cultural

    A sessão trouxe ainda à tona questões ligadas à identidade algarvia, especialmente a partir do livro O Cais das Merendas. Lídia Jorge refletiu sobre a forma como o Algarve se tornou uma região dominada pelo turismo, muitas vezes sem que a população local colha os benefícios desse crescimento. A autora partilhou episódios que ilustram a forma como, ao longo dos anos, a cultura local tem sido marginalizada em prol da adaptação às exigências do turismo de massas.

    «O Algarve foi colonizado economicamente, e muitas vezes, a sua população aceitou essa transformação sem resistência», afirmou. Para Lídia Jorge, a literatura pode ser uma ferramenta para refletir sobre essas mudanças e para preservar a identidade e a memória das comunidades.

    A Literatura como Ato de Resistência

    No encerramento do encontro, a escritora reforçou a importância da literatura como um espaço de resistência, capaz de questionar o presente e projetar o futuro. Referiu-se ao ato de escrever como uma forma de transformar a dor e as experiências em arte, tocando os leitores de forma profunda.

    A sessão terminou com um diálogo entre Lídia Jorge e os participantes, que partilharam as suas experiências de leitura e o impacto das suas obras nas suas vidas. No final, a escritora agradeceu a receção calorosa e elogiou a dedicação do Clube de Leitura e da Biblioteca Municipal Vicente Campinas na promoção do gosto pelos livros e pela cultura.

    Com esta sessão, Lídia Jorge reforçou o seu papel como uma das vozes mais marcantes da literatura portuguesa contemporânea, deixando aos leitores de Vila Real de Santo António uma reflexão sobre a memória, a identidade e o tempo.

    Vereador Fernando Horta apelou à Valorização do Algarve e da Cultura

    A sessão foi inicialmente presidida pelo presididente da câmara municipal Álvaro Araújo que, depois de apresentar os cumprimentos de boas vindas e agradecimento à escritora, se ausentou por outros compriomissos, tendo ficado em sua representação o vereador Fernando Horta.

    Este destacou a importância da cultura, da identidade algarvia e da necessidade urgente de valorizar o património da região. Inspirando-se numa célebre citação do poeta espanhol Federico García Lorca, que afirmava que se tivesse fome preferiria meio pão e um livro, o vereador sublinhou que a literatura é essencial para alimentar o espírito e fortalecer a identidade coletiva.

    «Entrei aqui com os meus simpáticos e responsivos 100 quilos e saio pelo menos com 200. E garanto que não comi nenhum pão», afirmou, numa intervenção marcada pelo tom bem-humorado, mas também pelo compromisso com a valorização do Algarve.

    O Papel da Biblioteca e a Luta da Escritora Lídia Jorge

    Antes de abordar o tema central da sua intervenção, Fernando Horta fez questão de agradecer à equipa da Biblioteca Municipal, destacando o trabalho que considerou meritório de dinamização da cultura e de envolvimento da comunidade em diversas atividades.

    Dirigindo-se a Lídia Jorge, enalteceu a sua relevância na literatura nacional e internacional, mas também a sua força em três dimensões que, segundo o vereador, representam desafios em Portugal: ser escritora, ser mulher e ser algarvia. «Nenhuma dessas condições é fácil, e a Lídia Jorge personifica todas elas com coragem e talento», afirmou.

    A Urgência de Reivindicar o Algarve

    O ponto alto da intervenção de Fernando Horta foi a sua reflexão sobre o Algarve e a sua identidade, um tema que também perpassou as discussões ao longo da sessão com a escritora. O vereador criticou a subalternização da região, alertando para o risco de se continuar a permitir que o Algarve seja apenas um destino turístico e não um território valorizado pela sua cultura, história e economia.

    «O Algarve é subliminizado, e isso acontece porque nós deixamos que aconteça», afirmou, defendendo a necessidade de inverter essa realidade através de um esforço coletivo. «Temos que reverter, sistematizar e operacionalizar esta mudança no terreno, envolvendo toda a comunidade», apelou.

    O vereador sublinhou ainda que a história de Portugal continua a ser contada a partir de Lisboa, ignorando muitas vezes a riqueza e especificidade do Algarve. Para mudar essa realidade, afirmou que é necessário unir esforços e iniciar de imediato um trabalho conjunto para fortalecer a presença e a voz da região no panorama nacional.

    A sua intervenção terminou com um compromisso firme: «Estamos juntos e vamos começar a trabalhar a partir de hoje.»

    Diretora do Jornal do Algarve Destaca a Colaboração de Lídia Jorge e a Urgência da Defesa da Comunicação Social na Região


    No Encontro com Lídia Jorge, realizado na Biblioteca Municipal Vicente Campinas, a diretora do Jornal do Algarve, Luísa Travassos, destacou a importância da recente colaboração da escritora com o jornal e sublinhou a necessidade urgente de defender a comunicação social na região.

    Lídia Jorge começou há duas semanas a publicar crónicas no Jornal do Algarve, tendo iniciado a sua participação com o artigo «Está aí alguém?», um apelo à união da comunidade cultural, empresarial e política em torno da preservação da comunicação social no Algarve.

    «É uma pedrada no charco», afirmou Luísa Travassos, salientando que o texto da escritora gerou uma forte reação, com muitas pessoas a questionarem sobre o futuro do jornal. «O Jornal do Algarve não vai acabar. Estamos todos a dar as mãos para fortalecer a comunicação social e mudar consciências e práticas», garantiu.

    A Solidão do Algarve na Defesa dos Seus Meios de Comunicação

    A diretora do jornal lamentou que, ao contrário do que acontece no Norte do país, onde empresários e comunidades locais se unem para salvar os seus jornais, no Algarve a situação seja diferente. «Aqui, está toda a gente de costas voltadas», alertou, frisando que a falta de apoio coloca em risco a sobrevivência da imprensa regional.

    Nesse sentido, destacou o contributo de Lídia Jorge como uma oportunidade para promover uma reflexão coletiva sobre o futuro do Algarve e da sua comunicação social. «A sua participação pode ser o ponto de partida para um debate mais profundo, para que as pessoas responsáveis nesta região comecem a pensar para onde vamos, que caminho queremos seguir, que futuro queremos para o Algarve», sublinhou.

    A Importância do Jornalismo e do Papel na Era Digital

    Luísa Travassos aproveitou a ocasião para reforçar a importância do jornalismo tradicional e a necessidade de preservar o formato em papel, mesmo num contexto de crescente digitalização da comunicação. «O papel tem um valor insubstituível. Não é a mesma coisa ler um livro num iPad ou num ecrã do que folhear um livro, voltar atrás, sentir o cheiro do papel, acompanhar as letras», afirmou.

    A diretora defendeu ainda que o jornal impresso tem um papel fundamental na circulação da informação dentro da comunidade, alcançando vários leitores numa única casa e promovendo o debate entre diferentes gerações.

    «Quando um jornal chega à casa de uma pessoa, não é lido só por um, mas por vários. Na biblioteca, nos cafés, em qualquer espaço público, os jornais passam de mão em mão e cumprem um papel essencial na difusão da informação e na defesa da democracia», explicou.

    O Perigo das Fake News e o Papel do Jornalismo na Democracia

    Na sua intervenção, Luísa Travassos também alertou para os riscos do crescimento das notícias falsas e do populismo, reforçando a necessidade de um jornalismo responsável, baseado na verificação dos factos. «Hoje, qualquer pessoa pode escrever no Facebook ou no Instagram sem qualquer escrutínio, mas isso não é jornalismo. Os jornais regionais são fundamentais para garantir informação credível e transparente», defendeu.

    Agradecimento a Lídia Jorge e Um Apelo à Ação

    Encerrando a sua participação, a diretora do Jornal do Algarve agradeceu publicamente a Lídia Jorge pela iniciativa de colaborar com o jornal e pela sua dedicação à defesa da cultura e da identidade algarvia. «Temos que aproveitar esta personalidade que é tão importante para a nossa região. Lídia Jorge é capaz de mover montanhas e fazer com que muitas pessoas comecem a agir», afirmou.

    Para Luísa Travassos, o artigo escrito por Lídia Jorge «Está aí alguém?» foi um primeiro passo para um debate essencial sobre o futuro do Algarve e da comunicação social na região. «Temos que começar a discutir e a agir. O Jornal do Algarve está à disposição para que isso aconteça», concluiu.

    jestevãocruz/NewsRoom

  • Nova dinâmica nos mercados de Castro Marim

    Nova dinâmica nos mercados de Castro Marim

    Aos mercados mensais de Castro Marim, Odeleite e Azinhal, organizados pelo município, foi atribuída para o ano de 2025 uma nova imagem gráfica que pretende criar uma nova dinâmica.

    O objetivo é uniformizar os três mercados do concelho de Castro Marim, juntando as tradições e os destaques de cada um com a modernidade e as novas tendências do design.

    O novo grafismo destina-se a atrair um novo público para os três mercados, que todos os meses «exploram e partilham as tradições da serra do concelho de Castro Marim através dos produtos, das gentes, dos costumes, da história e da música».

    O Mercadinho na Aldeia em Odeleite decorre no primeiro domingo de cada mês, enquanto em Castro Marim acontece no segundo sábado do mês, ao mesmo tempo que a Feira das Velharias, e no Azinhal há mercado no último domingo do mês.

    A autarquia lembra que está disponível uma rede de transportes do Município com quatro circuitos e com destino ao Mercado Mensal de Castro Marim.

  • Ampliação do cemitério de Cacela Velha

    Ampliação do cemitério de Cacela Velha

    A Câmara Municipal de Vila Real de Santo António deu início à empreitada de ampliação do Cemitério Paroquial de Cacela Velha, a qual contempla a construção de 72 jazigos e 48 ossários.

    O projeto é tido como de carácter fundamental para a localidade e, para tanto foi preparado um investimento na ordem dos 103 mil euros, acrescido de IVA.

    A execução da obra está a cargo da empresa BeiraCruz, Lda. e a autarquia justifica-a pelo facto de o cemitério estar próximo da sua capacidade máxima, assegurando resposta às necessidades da freguesia.

    O prazo de execução é de 120 dias, calculando-se que a intervenção possa estar concluída até ao final do primeiro trimestre de 2025.

    A nova área será integrada na estrutura já existente, permitindo «uma ligação harmoniosa entre as infraestruturas».

    A autarquia considera que esta ampliação reflete um dos compromissos assumidos pelo executivo municipal para a freguesia de Vila Nova de Cacela e foi planeada de forma a respeitar o enquadramento histórico e paisagístico de Cacela Velha.

  • Diagnóstico Social em Castro Marim

    Diagnóstico Social em Castro Marim

    No âmbito do projeto Radar Social, o Município de Castro Marim está a atualizar o Diagnóstico Social do Concelho e a solicitar a colaboração para o preenchimento de um questionário disponível em https://forms.cm-castromarim.pt.

    O objetivo é identificar os principais problemas e desafios da comunidade e a opinião considerada essencial para o planeamento de futuras intervenções sociais.

    A participação é pedida como voluntária, anónima e confidencial e estima que o preenchimento do questionário demore, em média, dois minutos, podendo ser realizado até dia 31 de janeiro de 2025.

    A câmara faz um apelo a que se seja «um agente ativo e contribua para o desenvolvimento da sua comunidade», dando como fundamental a participação pública.