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  • Eurocidade do Guadiana promove hábitos desportivos transfronteiriços

    Eurocidade do Guadiana promove hábitos desportivos transfronteiriços

    Eurociudade do Guadiana em Movimento é uma proposta em que os serviços desportivos dos concelhos de Ayamonte, em Espanha, em conjunto com os de Vila Real de Santo António e Castro Marim, em Portugal, propõem aos seus cidadãos diversos desafios e competições com os quais melhoram a saúde e o estilo de vida.

    A promoção da atividade física em espaços exteriores para toda a população é um dos objetivos do projeto EuroGuadiana 2020, através de uma estratégia de desafios em que se estabelecem competições virtuais entre grupos e populações que integram a Eurocidade.

    A atividade, assente numa plataforma virtual inovadora e num APP que avalia a atividade física de cada um dos inscritos, visa o regresso dos cidadãos a hábitos saudáveis ​​e à prática desportiva após as férias e as mudanças de hábitos que a pandemia tem acarretado. .

    Durante o mês de maio, foi desenvolvida uma liga entre os embaixadores do projeto, que agora serão as pessoas que, em cada um dos três municípios, vão servir de mentores a todos aqueles que queiram começar a participar nos desafios e competições. Os mais ativos de cada semana, de cada mês ou das competições propostas, receberão brindes e menções, além dos benefícios que obtêm com a atividade física realizada.

    O programa ‘Eurocidade em movimento’ vai decorrer até ao final do ano em curso, procurando promover hábitos saudáveis na população transfronteiriça, fáceis de aplicar e, acima de tudo, que sejam divertidos e fomentem o espírito de eurocidadania entre todos os participantes.

    Integrar a prática desportiva na vida das pessoas é um dos principais desafios à saúde que enfrentamos hoje. Este programa visa, fundamentalmente, evitar o sedentarismo e promover a atividade mais fácil: a caminhada.

    A Eurociudad en Movimiento tem um mascote, Lito, que hoje viaja por quase todos os cantos dos três municípios em busca de eurocidadãos que queiram começar a praticar alguma atividade física: “Tudo começa com um primeiro passo …”

  • Jornal de língua inglesa no Algarve faz campanha por Portugal no «Corredor Verde»

    Jornal de língua inglesa no Algarve faz campanha por Portugal no «Corredor Verde»

    A publicação, que apoia os negócios em Portugal e a indústria do turismo, está a agir junto dos seus leitores do Reino Unido, os cidadãos britânicos radicados no Algarve, os cidadãos britânicos e cidadãos de outras nacionalidades, empregados na indústria do turismo e os cidadãos britânicos que gostam de visitar o Algarve todos os anos, para ajudar a corrigir esta situação atual, fazendo regressar o nosso país ao Corredor Verde.

    A campanha destina-se a aumentar a sensibilização para a situação única portuguesa e propor razões lógicas para que o governo do Reino Unido mude de ideias.

    Pede aos nossos leitores e aos que apoiam a alteração da decisão de retirar Portugal da Lista Verde que enviem uma carta de lobby ao deputado local. «Além de vós, nossos leitores, apoiando a campanha, nós do The Portugal News também estaremos a trabalhar para destacar a campanha através de cartas a Boris Johnson e outros membros-chave do governo britânico, contatando com as autoridades portuguesas e compartilhando a campanha em nosso plataformas de mídia social com mais de 75.000 seguidores»., afirma o jornal na sua edição de hoje, 11 de Junho.

    Afirma também que publicará atualizações regulares no jornal impresso, que atinge 60.000 pessoas por semana e 600.000 visitantes únicos no site, a cada mês. O The Portugal News afirma-se empenhado em trabalhar com a comunidade e empresas locais para que Portugal continue a ser reconhecido como o destino seguro que sempre foi e continua a ser.

    «Se discordar da decisão do Governo do Reino Unido de continuar a deixar Portugal fora da lista verde, visite -portugal-on-the-green-list / 60281 para descobrir como fazer lobby com os ministros do Reino Unido». conclui.

  • Lugares – O Algarve espanhol

    Lugares – O Algarve espanhol

    Por estar integrado numa Reserva Natural, o que lhe empresta uma peculiar idiossincrasia e confere um efeito de cariz libertador e relaxante, diferente dos restantes campos de golfe das redondezas.

    O Valle Guadiana Links é um campo de campo ribeirinho do Rio Guadiana com uma sensação autênticas ligações, pois encontra-se apenas a dois km da rodovia que liga diretamente a Sevilha e Portugal (A-49). Está inserido na Urbanização Costa Esuri, a norte da cidade de Ayamonte, naquele que os nossos vizinhos promovem como coração do Algarve espanhol, aproveitando o prestígio da nossa Região.

  • Mestre Calvino e a Nau Vitória

    Mestre Calvino e a Nau Vitória

    Há um mestre da construção naval, nascido e criado em Vila Real de Santo António, José Calvinho, que teve uma importante participação na réplica na Nau Vitória que, em 2019, 500 anos depois da original ter dado a volta ao Mundo e provado o conceito de que a terra é redonda, zarpou de San Lucar de Barrameda, Andaluzia, a cumprir o mesmo desígnio.

    Atendendo certamente à sua acção no desenvolvimento daquele trabalho, foi depois contratado pela mesma Fundação da Nau Vitória, como Mestre Principal, para orientar, em Punta de Umbria, os trabalhos de um empreendimento maior, um galeão semelhante aos que, à época, transportavam os produtos trazidos das colónias americanas para Espanha.

    O Mestre chegou a ter sob sua orientação mais de cem trabalhadores, para que o “ANDALUCIA”, de seu nome, fosse inaugurado no dia 19 de Fevereiro de 2013, e seguisse, rumo a Sevilha. Este galeão, com cerca de quarenta metros de comprimento, tem dois mastros também com quarenta metros de altura.

    Estas embarcações eram apetrechadas com canhões de bordo para fazer frente a outras, inimigas, que porventura ousassem cruzar-se em seu caminho com intenções de saqueio. Hoje, no galeão “ANDALUCIA”, as réplicas desses canhões são praticamente elementos decorativos. O seu equipamento, idêntico ao original, está agora reforçado com instrumentos da mais moderna tecnologia de forma a poder enfrentar os oceanos mais confiante, sem receio a transtornos de navegação.

    José Cavinho tem por norma levar uma vida discreta, tendo sido, durante muito tempo, difícil que se abrisse sobre a sua experiência, até que José Romão conseguiu o feito, não apenas de lhe ouvir as palavras, mas de, na sua companhia e amigos, se deslocarem à nau construída nos estaleiros de Isla Cristina, provícia de Huelva, Espanha.

    Nascido e criado em Vila Real de Santo António o Mestre José Calvinho é uma pessoa bem conhecida e respeitada no seu meio. Exerceu a sua profissão, sempre ligado à construção naval, onde soube granjear a admiração dos amigos, e dos seus clientes, pela sua competência e rigor de execução dos trabalhos. Homem de fino trato, observador atento, poupado em palavras, sem no entanto as regatear na animação de uma boa conversa, é hoje objecto da atenção por ter conseguido mais um assinalável êxito na sua já vasta carreira profissional.

    A galeria fotográfica que vos apresentamos, com a devida vénia ao José Romão (Zeca Romão), foi realizada no dia 27 de Março de 2017, e nas fotos aperecem os seus amigos Artur Estêvão, Ilídio Rodrigues e o próprio Zeca Romão que fez as fotos e nas quais se não vê.

    Resta dizer que os seus amigos esperam o merecido reconhecimento a este operário especializado, por parte do município de Vila Real de Santo António, pela qualidade do inegável valor deste meritório e honroso trabalho de outro português ao serviço de Espanha, tal como há mais de 500 anos Fernão de Magalhaes.

  • Algarve terá em MOMI um novo Festival de Teatro

    Algarve terá em MOMI um novo Festival de Teatro

    Trata-se de uma iniciativa que procura albergar espetáculos, performances, workshops, residências e encontros, com artistas e companhias nacionais e internacionais, esperados em diversos palcos e espaços da cidade.

    Os organizadores preparam o evento para a coexistência de fórmulas e linguagens estéticas distintas, de companhias consagradas e de projetos inovadores em ascensão, conectando público, artistas e cidade. O JAT, depois deste período conturbado para a cultura e para a sociedade portuguesa, assume-se consciente da sua responsabilidade enquanto agente cultural algarvio e pretende estimular,

    O MOMI será um evento inspirador e transformador, apresentando «uma oferta cultural de vanguarda, que combina linguagens inovadoras no panorama artístico contemporâneo e promove trabalhos e visões de fusão entre as artes performativas num ambiente único. Podermos abrir novos caminhos, redes, diálogos e intercâmbio entre artistas, entidades culturais e público, e proporcionar às gentes da nossa cidade e da nossa região a possibilidade de ver e apreciar o trabalho de muitos artistas e companhias de nível mundial, dar visibilidade às suas criações e aos seus trabalhos, bem como colocar Faro e o Algarve numa posição de relevo no panorama cultural internacional, é para nós um objetivo e um privilégio».

    OEstá aberta uma Open Call, que termina a 30 de Junho, para companhias nacionais e internacionais, que queiram apresentar-se no MOMI – Festival Internacional de Teatro Físico – Algarve, cujo formulário e regulamento podem ser consultados  através das redes sociais e da página web do JAT: http://www.colectivojat.com

    O MOMI conta com a direção artística da dupla Diana Bernedo e Miguel Martins Pessoa e terá lugar em vários espaços da cidade, como o Teatro das Figuras, o Teatro Lethes, a Casa das Virtudes, o Gimnásio Clube de Faro, a Universidade do Algarve, o IPDJ, entre outros, e conta com o apoio da Direção-Geral das Artes, Município de Faro, Iberescena, Direção Regional de Cultura do Algarve, Acción Cultural Española e Região de Turismo do Algarve.

    Sobre o JAT – Janela Aberta Teatro

    Sediado em Faro, Portugal, o JAT – Janela Aberta Teatro é uma companhia especializada em Teatro Físico dirigida por Diana Bernedo e Miguel Martins Pessoa, que assinam mais de uma dezena de produções teatrais e projetos audiovisuais no Algarve.

    Desenvolve também um projeto de Formação Teatral, onde se aprofundam disciplinas variadas do Teatro em geral, e do Teatro Físico em particular, formando novos atores e novos públicos, em Portugal e no estrangeiro.

    Os projetos de Teatro Comunitário são também uma das áreas de intervenção artística do JAT, com o Grupo de Teatro Comunitário – Quarteira Fora da Caixa, e com o Teatro de Vizinhos – Faro, que são espaços de diálogo, criação e participação comunitária, de jogo e expressão artística, onde a comunidade é a protagonista das suas histórias.

    O JAT colabora com estruturas e companhias nacionais e internacionais de países como Espanha, Inglaterra, Argentina, Brasil, Hungria, Grécia, França, Itália ou Indonésia.

  • Lagoa promove-se como Lagoa do Algarve

    Lagoa promove-se como Lagoa do Algarve

    A campanha centra-se no mercado nacional, considerado o fundamental para a retoma da atividade turística, embora estejam também previstas ações de promoção nos principais mercados emissores da Europa do destino.

    «Lagoa, Segura de Si» estará em divulgação durante o último semestre de 2021 em diferentes meios como mobiliário urbano, publicidade de exterior, imprensa escrita e meios digitais.

    Luis Encarnação, presidente da Câmara Municipal de Lagoa do Algarve, em relação à iniciativa diz que que “Lagoa do Algarve mantêm-se um destino ideal para as famílias que queiram usufruir de umas férias seguras, onde as nossas praias paradisíacas encimam a atração de um território que oferece excelentes infra-estruturas turísticas, e atrações impares».

    Enumera depois como os «spas, a gastronomia típica na restauração, um serviço de excelência na nossa hotelaria, campos de golfe, propriedades enoturísticas ou atividades marítimo-turísticas», que diz proporcionarem experiências onde o conforto, o bem-estar e a tranquilidade «são sentimentos transversais que se encontram fortalecidos no destino, após os desafios que nos foram colocados».

    A campanha conta ainda com o lançamento de um vídeo promocional que será apresentado nas próximas semanas e permitirá entender o que Lagoa do Algarve proporciona a quem visita este destino.

    Os recentes prémios atribuídos, destino mais seguro (European Safest Destination 2021) e praias mais seguras, Praia Nova e Praia Grande (European Safest Beaches 2021) suportam o mote da campanha que pretende posicionar o destino no top of mind dos destinos de férias preferidos dos portugueses e dos europeus.

    «Lagoa, Segura de Si», pretende transmitir a confiança que a oferta turística tem em receber quem escolha este destino turístico para as férias neste próximo semestre em que viajar é importante para todos nós vivermos emoções que fomos privados nos últimos tempos.

  • CPPME Lamenta Votação da Assembleia da República sobre o SAF-T

    CPPME Lamenta Votação da Assembleia da República sobre o SAF-T

    A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas manifestou em comunicado a sua «enorme estranheza», por ter visto ser chumbada na Assembleia da República a revogação da obrigação para efeitos de preenchimento da IES, referente ao Projeto Lei n.º 655/XIV, 2.ª, que alterava os procedimentos da entrega do ficheiro SAF-T (PT) relativo à contabilidade».

    A CPPME lembrou que foi um dos subscritores da petição dirigida à Assembleia da República e «lamenta profundamente esta Votação».

    A proposta teve apenas os votos favoráveis do PCP, PSD e CDS-PP. O voto contra do PS, e a abstenção do BE, impediram a aprovação das propostas de revogação.

    A CPPME contua a defender que «as bases de dados da contabilidade a entregar ao Estado/AT não podem incluir os registos contabilísticos. Somente devem ser entregues, para fins declarativos, elementos de reporte, ou seja, saldos. Mesmo esses têm de respeitar, entre outros aspetos, os direitos de privacidade das pessoas singulares, bem como, a AT não pode imiscuir-se na elaboração e apresentação pública das contas anuais das empresas e apenas tem que as receber sem interferir».

    E remata ter sido ser sempre este o seu entendimento e que a AT «não pode elaborar ou condicionar a forma como a contabilidade se executa. A CPPME reitera a sua posição de exigir a imediata suspensão da entrada em vigor do SAF-T, e tudo continuar a fazer para salvaguardar os interesse dos Micro, Pequenos e Médios empresários e os seus Contabilistas Certificados».

  • Mértola remove fibrocimento das escola da EB2,3 de São Sebastião

    Mértola remove fibrocimento das escola da EB2,3 de São Sebastião

    Respeitando as condições de segurança exigidas, a empreitada de remoção de coberturas em fibrocimento existente em três blocos na Escola EB 2,3 / ES de São Sebastião e a sua substituição por novas coberturas sem amianto, garantirá uma maior segurança para toda a comunidade educativa ao nível da saúde pública.

    A intervenção na Escola EB 2,3 / ES de São Sebastião, segundo a autarquia, estará concluída antes do inicio do próximo ano letivo, e será no mês de setembro de 2021 que estará cumprido um ano desde a aceitação da transferência de competências para o municipio no domínio da educação.

    Neste processo, a atarquia destaca, para além de todos os procedimentos conhecidos tais como a organização da rede de transportes escolares, a implementação da escola a tempo inteiro (CAF, AAAF e AEC), a oferta de cadernos de atividades desde o 1.º ciclo do Ensino Básico ao Ensino Secundário, a gestão dos espaços escolares, a aquisição e manutenção de equipamento e a atribuição de auxílios económicos, a autarquia assumiu toda a responsabilidade, no que respeita a planeamento e gestão dos estabelecimentos escolares, desde o pré-escolar ao ensino secundário; Ação Social Escolar; gestão do Pessoal não Docente; Gestão e implementação das Atividades de Enriquecimento Curricular; aquisição de bens e serviços relacionados com as atividades educativas; e gestão das refeições e do refeitório escolar, incluindo a criação de novas ementas implementadas com vista à promoção de uma alimentação mais saudável e nutricionalmente equilibrada.

  • Profissionais de saúde treinam com manequins

    Profissionais de saúde treinam com manequins

    O Centro de Simulação Clínica da Faculdade de Medicina e Ciências Biomédicas da Universidade do Algarve prepara-se para, a partir de setembro, abrir portas à formação contínua de equipas hospitalares com manequins eletrónicos capazes de ter sintomas e de reagir a tratamentos, anunciou a CCDRA.

    Amplas paredes laterais de vidro espelhado e câmaras de vídeo de alta definição, instaladas do teto, dão a entender que os cerca de 30 metros quadrados pintados a branco serão, mais do que uma sala de emergência hospitalar, um teatro de operações escrutinado ao detalhe por muitos olhos e ouvidos.

    Do outro lado deste vidro estarão observadores, enquanto, por detrás deste outro, um instrutor vai comandando o episódio clínico e introduzindo as variáveis a que a equipa na sala vai ter de ser capaz de dar resposta”, é o que explica Guy Vieira, coordenador do Centro de Simulação Clínica, a ganhar forma na Faculdade de Medicina e Ciências Biomédicas da Universidade do Algarve.

    Quando o novo ano letivo arrancar, em setembro, já o espaço estará equipado tal e qual uma unidade hospitalar, mas com uma diferença primordial que fará dele o foco das atenções: na maca, em vez de um paciente de carne e osso, estará um manequim dotado de múltiplos sensores de alta-fidelidade capazes de recriar as funções básicas do corpo humano, anuncia ainda a CCDR – Algarve e «Será nele que se vai refletir a sintomatologia gerada por programas informáticos desenhados para recriar os casos clínicos que vão pôr à prova os profissionais de saúde da região».

    Vamos supor que estamos a simular um edema agudo do pulmão e que o instrutor decide gerar uma baixa significativa da oxigenação, que é um sintoma comum numa situação destas”, exemplifica o oncologista docente da faculdade. “Essa variação há de refletir-se no oxímetro dos monitores, a equipa há de aperceber-se e o chefe de equipa terá de adotar medidas em relação a isso, provavelmente ordenar administração de oxigénio. Estes simuladores são já de tal forma evoluídos que conseguem identificar o oxigénio administrado e em que quantidade e reagir de forma fisiológica, como o corpo humano reagiria”.

    Fonte: CCDR – Algarve

  • Hoje é o Dia Internacional dos Arquivos

    Hoje é o Dia Internacional dos Arquivos

    Está em curso a «Semana Internacional dos Arquivos» de 7 a 11 de junho. Tem como tema capacitar os arquivos e pretende sublinhar a relevância dos mesmos, bem como a importância do tratamento e da preservação dos registos da atividade das instituições, atividades essenciais para garantir a transparência e a democracia.

    Hoje é o dia que pretende alertar para o poder dos arquivos e para a importância de se investir nos mesmos. O objetivo pode ser potenciado ​através do estabelecimento de redes de colaboração entre todos, capazes de promoverem a diversidade e a inclusão de novos arquivos. 

    Neste âmbito, a ICA convida à participação nas atividades realizadas durante esta semana, e apela à inscrição das empresas ou organizações que queiram partilhar as suas experiências nesta matéria.

    ​O Dia Internacional dos Arquivos foi instituído pela Assembleia Geral do ICA – International Council of Archives, em novembro de 2007.  A data de hoje foi escolhida por ter sido a 9 de junho de 1948 que a UNESCO criou este Conselho.

  • O salto do lince ibérico

    O salto do lince ibérico

    Um dos turistas que esteve há dias hospedado no empreendimento “Mesquita Turismo na Aldeia”, concelho de Mértola, Vale do Guadiana, registou no seu percurso um momento espetacular da vida de um lince iberico.

    Quando se pensaria que a cerca alta ia constituir um obstáculo intransponível para o animal, eis que ele, demonstrando a invejável capacidade atlética da espécie, galgou de um fôlego o aramado, concluindo a travessia da estrada.

    Um momento que deixa felizes quantos empenham as suas vidas e carreiras na salvaguarda da biodiversidade.

  • As razões dos Ingleses no volta atrás das fronteiras

    As razões dos Ingleses no volta atrás das fronteiras

    A abertura a verde tinha gerado uma aura de esperança na economia da região e tudo parecia indicar o regresso a uma normalidade capaz de recuperar o Verão, quando recebeu a notícia do novo confinamento e do fecho do corredor.

    Embora nem tudo esteja perdido e estejamos dependentes de uma avaliação nos próximos dias, as restrições impostas aos turistas britânicos pelo número 10 têm a ver com a variante Delta da Covid-19 da mutação indiana.

    O governo inglês, pela voz do secretário de Transportes, Grant Shapps disse ao jornal Guardian “Nós simplesmente não sabemos sobre a mutação, ou queremos arriscar”.

    Tudo parece indicar que os ministros agiram para estreitar as fronteiras da Grã-Bretanha, conforme novos dados sugeriam que a variante Delta tinha muito mais probabilidade de causar doenças graves e estava a circular mais rapidamente nas escolas, salienta aquele jornal inglês.

    Ao ser retirado Portugal da lista verde de países e acrescentar mais sete à vermelha, o governo de Boris Johnson provocou também a fúria interna na indústria de viagens, deixando muitos turistas no limbo.

    Portugal, incluindo a Madeira e os Açores, era o único destino turístico convencional para o qual os britânicos podiam viajar sem terem de ficar em quarentena, isolados por 10 dias no regresso.

    Variante Delta

    Dados do dos serviços de saúde inglês, mostraram que a variante Delta, detectada pela primeira vez na Índia, é dominante no Reino Unido e responsável por 75% dos casos. 

    Esta variante pode vir a causar mais doenças graves do que a variante Alfa de Covid, que tem sido dominante em todo o Reino Unido desde que foi detectada pela primeira vez em Kent no outono. 

  • Vila Real de Santo António com gabinete de atendimento a migrantes

    Vila Real de Santo António com gabinete de atendimento a migrantes

    .Situado no edifício dos Paços do Concelho, o gabinete tem como missão apoiar, em todo o processo de acolhimento e integração dos migrantes, articulando a sua atividade com as diversas estruturas locais e promovendo a interculturalidade a nível local. A cerimónia de inauguração contou com a presença da secretária de Estado para a Integração e as Migrações, Cláudia Pereira, do presidente da câmara municipal de VRSA, Luís Romão, e do vogal do Conselho Diretivo do Alto Comissariado para as Migrações, José Reis.

    O CLAIM é um serviço prestado pela Divisão de Desenvolvimento Social e Recursos Humanos do município e resulta de um protocolo assinado com o Alto Comissariado para as Migrações, IP. Irá prestar apoio e informação geral em áreas como a regularização, nacionalidade, reagrupamento familiar, habitação, retorno voluntário, trabalho, saúde, educação, entre outras questões.

    Para o presidente Luís Romão, este centro irá representar um papel importante na vida dos migrantes que trabalham em Vila Real de Santo António e já fazem parte da comunidade, constituindo um facilitador do seu processo de integração.

    Cláudia Pereira, afirmou que o CLAIM de Vila Real de Santo António é já 119º centro do país, passando agora a trabalhar em rede com o Centro Nacional de Apoio à Integração de Migrantes (CNAIM) do Algarve». A título de exemplo, referiu que os diversos CLAIM do país já realizaram, desde 2003, mais de um milhão de atendimentos, tendo como missão remover todos os obstáculos à plena integração dos migrantes.

    O Alto Comissariado para as Migrações (ACM, I.P.) é um instituto público que tem por missão colaborar na definição, execução e avaliação das políticas públicas, transversais e setoriais em matéria de migrações, relevantes para a atração dos migrantes nos contextos nacional, internacional e lusófono, para a integração dos imigrantes e grupos étnicos, em particular as comunidades ciganas, e para a gestão e valorização da diversidade entre culturas, etnias e religiões.

    O CLAIM de Vila Real de Santo António encontra-se a funcionar no edifício sede da Câmara Municipal, de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 15h00, junto à área de atendimento ao público.

  • Praias de Castro Marim renovadas

    Praias de Castro Marim renovadas

    São 11 apoios balneares, em praias distinguidas com o galardão Bandeira Azul, Praia Acessível e Qualidade de Ouro. Por isso mesmo, a câmara municipal decidiu veicular algumas informações considerada essenciais para esta época balnear, no que respeita às praias do concelho.

    O passadiço de acesso direto ao areal da Praia da Verdelago, comummente conhecida como Praia da Vala ou do Braço, ainda não classificada como água balnear, está ainda em fase de conclusão, no âmbito do novo passadiço da frente mar de Altura e a autarquia decidiu encerrar temporariamente o parque de estacionamento que a serve. Também calcula que a plena fruição do novo passadiço ocorra até meados do mês de junho e afirma garantidos os acessos principais a todas as praias classificadas.

    Alerta para o facto de que o acesso a viaturas policiais e de emergência, existente a poentem, deve estar livre e desimpedido e apela para que não se estacione no local.

    A UB1 Praia da Alagoa (zona poente, no limite do concelho) não tem ainda apoio balnear, sendo uma zona não vigiada. Existe sinalética própria a relembrar as medidas de segurança, que passam pelo uso da máscara nos acessos, circulação pelas zonas assinaladas e respeito pela lotação prevista para cada praia.

    Este ano foi lançado um repto para limitação de zonas de não fumadores a todos os concessionários, uma medida que se insere na política municipal de promoção da saúde e do bem-estar. A maioria dos títulos atribuídos recentemente, já tem prevista a disponibilização de equipamentos de apoio, cadeira anfíbia, a utentes de mobilidade reduzida, alargando a oferta deste serviço no concelho de Castro Marim – Concessões do Graccer/Eurotel (Praia da Alagoa/Altura – UB3 e UB4, Pezinhos na Areia (Praia Verde – UB 2) e Licia (Praia do Cabeço, UB 2 poente).

    Durante a época balnear, o Município de Castro Marim promoverá várias atividades de educação ambiental, a anunciar.

  • Conversa em Torno do Cante na «Futurama Oralidades»

    Conversa em Torno do Cante na «Futurama Oralidades»

    A iniciativa apelidada de «Constelações da Oralidade» é uma uma atividade mensal que junta práticas tradicionais do Baixo Alentejo com artistas contemporâneos.

    Durante o mês de maio juntou, além de Maria Reis, Conan Osiris e Filipe Ferreira Sambado a artistas e cantadores e cantadeiras locais de Beja, Serpa, Castro Verde e Mértola. Por Mértola, entre conversas, modas e cantigas de roda, ficou o compromisso da cantora Maria Reis se deslocar Tacões, Mértola, para cantar e tocar viola campaniça com o grupo de cante de São João dos Caldeireiros.

    A próxima Constelação a realizar em Mértola no final de Junho será dedicada à Fisicalidade vai contar com a presença da coreógrafa Olga Roriz.

  • Lugares – Foz de Odeleite – Guadiana

    Lugares – Foz de Odeleite – Guadiana

    Situada no concelho de Castro Marim, a Foz de Odeleite é uma povoação algarvia onde existem estruturas de apoio aos barcos que fazem a navegação turística no rio. Ali começa a bela estrada marginal que serpenteia até encontrar Alcoutim.

    Local de realização de piqueniques em várias ocasiões do ano. Do outro lado é margem esquerda, território da Espanha até à foz do Chança.

  • Morreu o poeta farense Ferradeira de Brito

    Morreu o poeta farense Ferradeira de Brito

    Não existindo na cidade de Faro, capital do Algarve, qualquer órgão de informação local, têm sido as redes sociais, a colmatar essa brecha. Foi desse modo que tivemos conhecimento da morte do poeta Abílio Ferradeira de Brito, um cidadão quase anónimo, como são todos os que se escondem por detrás da sua natural humildade.

    Não nasceu pobre nem experimentou dificuldades, porém a sua educação pouco avançou para além dos bancos da escola elementar. Também não foi um iletrado, porque fez a sua instrução de forma livre, lendo e aprendendo como um autodidacta.

    As suas convicções de ordem social, advinham-lhe das ideias políticas que granjeou no convívio da leitura solitária. Não precisava, dizia ele, de saber filosofia para entender as razões que dividiam os homens ou de perceber os interesses que impediam a paz no mundo. Usava os sentidos e, sobretudo, aquilo a que chamava a «razão reflectida», para descobrir onde estava a verdade, a justiça e a lealdade.

    Tinha uma alma sensível e um coração emotivo, profundamente sentimental. Eram, aliás, essas as qualidades que transpareciam de forma cristalina na sua poesia, especialmente nos sonetos em que retratou a miséria humana escondida nos guetos da periferia, nas dependências das drogas que escravizam os jovens, na exploração dos emigrantes, na servidão dos camponeses, nos desempregados sem esperança nem futuro, nas crianças abandonadas na rua e nos velhos enjeitados nos lares.


    Poeta e sentimento na voz do povo
    Nunca considerei o Ferradeira de Brito como um poeta popular, mas, na sua ingénua simplicidade, era dessa maneira que ele próprio se sentia. Face às suas origens e parca instrução, sentia-se próximo do povo. E, por isso, dizia que a sua poesia era a expressão natural da voz povo, desse clamor que ninguém escuta e a que ninguém liga, por ser precisamente a expressão de quem sofre, de quem se desvaloriza e se despreza.

    Devo esclarecer que o Ferradeira de Brito, embora se sentisse um homem do povo, nunca foi pobre, nem passou por dificuldades económicas. Como casou jovem, cedo teve de angariar o sustento, montando o seu negócio no mercado público de Faro, onde granjeou prestígio pela dedicação ao trabalho e pela honestidade. Nessa altura, sentiu o rebate das novas ideias e depressa percebeu que a falta de liberdade era a origem de todas as carências e desigualdades. Com o advento do novo regime apoiou as ideias reformistas, e aderiu ao ideário socialista.

    Na sua maneira de entender, face à realidade e às circunstâncias do tempo, achou que o socialismo era uma proposta viável para alcançar a justiça social, pela qual tanto clamava na sua poesia e nas ideias que expendia entre os amigos. Até ao fim da vida não se desviou desses princípios, embora sentisse algumas desilusões, suscitadas pelos novos desafios europeus e pelas incongruências dos políticos.

    Apesar de possuir um enorme talento literário, com obra publicada, avaliada e respeitada pelos seus pares, nunca o meu amigo Ferradeira de Brito consentiu que o tratassem por poeta, contista ou dramaturgo, embora fosse assim designado por aqueles que lhe conheciam a obra. A sua postura serena e tranquila, o seu ar seráfico de sorriso esfíngico, evidenciavam a sua bonomia, franca e leal, a que se acrescentava uma aparente placidez espiritual, muito peculiar nos poetas.
    Mesmo no convívio, que ao longo dos anos foi mantendo no seio da «Tertúlia Hélice», não gostava de dar a sua opinião crítica sobre a obra alheia, nem de se erguer acima dos outros, porque a ninguém se achava superior. Era, em todos os aspectos, um humilde cidadão, que irradiava entre os amigos a serenidade própria de quem havia feito as pazes com a vida.

    Escorço biográfico do poeta
    Abílio Ferradeira de Brito, nasceu a 24 de Fevereiro de 1942, no lugar das Pontes de Marchil, então integrado na freguesia de S. Pedro, hoje pertencente à recém-criada freguesia do Montenegro, no concelho de Faro.

    Quando jovem sentia a timidez da sua escassa convivência social, razão pela qual se considerava um rapaz de poucas falas, ensimesmado nos seus pensamentos, reservado e pouco expressivo. Mas, sentia uma profunda sensibilidade interior para assimilar a realidade espiritual das coisas, deixando-se enlevar pela paixão da vida. Cedo amou e foi amado, experimentando na linguagem dos poetas a paixão que verdadeiramente sentia. O rebate da poesia estava-lhe na alma, a tal ponto que ainda nos bancos da escola começaria a compor versos e canções de amor. A sua estreia literária ocorreu em 1953, nas colunas de «O Pintassilgo», órgão das escolas de aplicação anexas ao Magistério Primário de Faro, cujos alunos asseguravam a redacção e edição daquele simpático jornal escolar, que se manteve em publicação até Junho de 1960.

    A partir de então, e a pesar da sua tenra idade, não mais parou de escrever. Fazia-o com a fervorosa paixão de um amante das letras, num incontrolável impulso criativo, sem critério nem objectivo. Escrevia, corrigia e rasgava, até aperfeiçoar a mão. Começou a guardar, sobretudo poemas e quadras, que foi arquivando com desvelo, na esperança de um dia os revelar à estampa.

    Na década de setenta, desenvolveu o gosto pelo teatro, promovendo nesse âmbito várias iniciativas, como encenador e director artístico, daí resultando a fundação do Grupo Cénico do Montenegro, do Grupo de Teatro Experimental do Patacão, e do Grupo de Teatro de Mar-e-Guerra, todos a operar em Faro. Para manter essa actividade cultural chegou mesmo a escrever em verso a peça «O Auto dos Lobos», inspirada no teatro vicentino, que levou à cena por todo o país. O sucesso e originalidade da peça mereceu a aprovação oficial do governo, sendo publicada, em 1976, pelo então designado Ministério da Educação e Investigação Científica.
    Em face do seu prestável espírito de dedicação à causa pública, viria a ser escolhido para presidir à Comissão Administrativa da Junta de Freguesia de S. Pedro, de Faro, desempenhando essas funções de forma honesta, responsável e competente. No âmbito associativo, fez parte durante vários anos dos corpos directivos do Clube Desportivo do Montenegro.

    Curiosamente houve um tempo em que o Ferradeira de Brito, juntamente com o poeta Telmo Silva (Telmoro) e os músicos Alberto Carlos e Manuel Cardoso, cultivou o gosto pela música ligeira, tendo composto e até interpretado algumas canções, que seriam mais tarde editadas em CD, mas já na voz de outros intérpretes.

    A recordação de uma amizade
    Conheci já tarde o poeta Abílio Ferradeira de Brito. Estávamos nos finais de 1998. Mas depressa me apercebi da sua sensibilidade cultural, pela forma como vibrava e se empolgava na realização de iniciativas que pudessem contribuir para o engrandecimento da sua cidade natal. Mas, apercebi-me também do seu coração sofredor, macerado pelo desgosto de ter perdido um filho na flor da idade, sentindo-se a partir daí como um naufrago, solitário e triste, sem esperança de sobreviver incólume às tempestades da vida. Verifiquei depois que a poesia, emergente da dor que lhe corroía a alma, despontava-lhe espontânea, sincera, dolente e profunda, como uma âncora a que o naufrago de outrora se agarrava agora para escapar aos negrumes da tristeza que lhe devorava o espírito. Apoiado e incentivado pelo poeta Tito Olívio – a quem os mais próximos chamam Mestre, na mais fiel tradição humanista – acolheu-se ao convívio da Tertúlia Hélice, onde pontificou não só pela sua assiduidade, como também pela sua produtiva contribuição poética.

    Três figuras da cultura e da poesia algarvia – Tito Olívio, Quina Faleiro e Ferradeira de Brito – presentes numa exposição de pintura, realizada em Faro, nos primeiros anos deste milénio. O Ferradeira com a sua cabeleira de prata era uma presença inconfundível nos eventos culturais promovidos pela AJEA.

    Começou por escrever quadras, no mais genuíno sentimento popular, como uma espécie de humilde tentame de quem não se sente com a eloquência necessária para professar o culto de Orfeu. Mas fê-lo com tão surpreendente qualidade filosófica, talvez por inspiração aleixiana, que logo o “Mestre” o aconselhou a publicá-las em livro. Foi assim que no ano 2000 surgiu o seu primeiro livro, sugestivamente intitulado «Minha Voz… a voz do povo». Tive nessa altura, a honra de apresentar a obra na antiga Livraria Odisseia, fundada pelo saudoso Luís Guerreiro, perante um numeroso auditório.

    Importa dizer que este livro é uma abundante compilação de quadras, de apurado recorte filosófico que, em certo sentido, parecem inspirar-se no estilo aleixiano. Na verdade, a quadra é a expressão sentenciosa mais peculiar do nosso povo, sendo exemplo disso as quadras que nos Santos Populares adornam os vasos de manjerico, que os alfacinhas colocam na soleira das suas janelas. O imortal poeta Fernando Pessoa realçou o gesto, ao afirmar que “a quadra é o vaso de flores que o Povo põe à janela da sua alma”.
    Os escolhos da vida impediram Ferradeira de Brito de continuar a publicar, de uma forma mais constante, a sua vasta e relevante obra poética. Acompanhei esses anos a par e passo, comungando não só das ilusões como também dos frustrantes desapontamentos, suscitados pelo alheamento a que as instituições responsáveis pela cultura votavam os autores locais, dando todo o apoio, financeiro e logístico, aos que de Lisboa, com o ar superior da sua emproada soberba, nos vêm tratar como inferiores e provincianos. Quantas vezes lhe ouvi os queixumes de natural repúdio, contra essa espécie de colonialismo cultural a que temos estado sujeitos. Vivemos ainda hoje debaixo do centralismo, ditatorial e castrador, que caracterizou o regime anterior, cujos defeitos estranhamente continuamos a imitar. Tarda em surgir no horizonte político o verdadeiro libertador desta opressão alisbonada a que se tem submetido a cultura algarvia.

    Apesar de tudo isso, e remando sempre contra a maré, Ferradeira de Brito foi dando a público, nos órgãos regionais, algumas das suas produções líricas, principalmente no «Jornal Escrito» e no «Nó Vital», órgãos de informação e cultura, fundados pela AJEA – Associação dos Jornalistas e Escritores do Algarve, para dar espaço e repercussão aos escritores algarvios. As suas produções poéticas e os seus textos dramatúrgicos foram-se acumulando até que, em 2009, puderam ver a luz da estampa, numa torrente editorial de vinte títulos lançados ao público de uma só vez.
    Também nesse dia, verdadeiro jubileu da poesia e da prosa algarvia, tive a honra de estar presente, para fazer a apresentação do poeta e meu amigo pessoal, Abílio Ferradeira de Brito, que ontem, 1 de Junho de 2021, faleceu de forma tão repentina quanto inesperada, deixando em todos os seus familiares e amigos uma mágoa de eterna saudade. Morreu aos 79 anos de idade, legando-nos uma obra digna do maior respeito e veneração.

    Termino evocando a sua obra através da leitura de um dos seus humildes sonetos, singelamente intitulado “Tarde”, no qual o poeta alude à tristeza que lhe ensombrou a tarde da vida, numa árdua caminhada cujo desfecho todos desejamos retardar, o mais tarde que for possível:

    A tarde, que na tarde vai morrendo,
    nasce para morrer no mesmo dia;
    nos restos desta tarde vai finando
    o pouco que em mim resta de alegria.
    No definhar suave vou vivendo,
    mas sempre a cogitar a nostalgia
    que dentro do meu peito vai roendo
    amarguras de um rol que eu não queria.
    Vai a tarde no tempo a caminhar
    até que a noite chega e vai ficar
    esperando o nascer de outra alvorada.
    E nós com ela vamos mais além,
    o tempo é de todos, mas ninguém
    consegue retardar a caminhada.

  • Passeios pedestres de interpretação da paisagem

    Passeios pedestres de interpretação da paisagem

    Na 14ª edição de “Passos Contados”, seis passeios temáticos distribuídos entre Junho e Novembro, propõem novas experiências de interpretação e descodificação das paisagens culturais, seus valores naturais e elementos patrimoniais, no sotavento algarvio.

    Para a organização, o CIIP, trata-se de «uma forma diferente e estimulante de conhecer o nosso património, conversando com os orientadores dos percursos e numa relação próxima com a natureza».

    Este ano começam em Junho, com um percurso que propõe a exploração das margens da Ria Formosa, à procura dos animais da maré baixa com as biólogas Paula Moura e Ana Moura; em Julho, é a observação das estrelas e constelações num percurso noturno com o astrónomo Ricardo Freitas; em Agosto, é proposto um final de dia na safra do sal nas salinas da foz do Guadiana com os produtores de sal Jorge Filipe Raiado, Sandra Madeira e salineiros; em Setembro, é dado a conhecer e valorizar o pomar tradicional de sequeiro (o figo, a amêndoa e a alfarroba) no barrocal algarvio com a engenheira Ana Arsénio, o agricultor João Sol e o arquiteto paisagista José Carlos Barros; em Outubro, será explorado o ciclo do medronho: do fruto à aguardente com os engenheiros Ana Arsénio e David Santo e elementos da população local.

    «Passos Contados» encerram em Novembro com uma experiência de descoberta de Cacela Velha e Vila Real de Santo António a partir da poesia e da prosa com e poeta José Carlos Barros.

    A iniciativa realiza-se com cumprimento das normas de controlo e segurança definidas pela DGS no âmbito da pandemia de COVID 19. Uso de máscara obrigatório. A edição deste ano insere-se no Projeto «Bezaranha», enquadrado na Operação “ALG-04-2114-FEDER-00009 Algarve – Programação Cultural em Rede”, ao abrigo do Programa Operacional CRESC ALGARVE 2020, com organização da câmara municipal de Vila Real de Santo António e o Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela

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  • Altos e baixos da Covid-19 na fronteira do Guadiana

    Altos e baixos da Covid-19 na fronteira do Guadiana

    Situação estável e sem concelhos assinalados tranquiliza os habitantes da área de fronteira do Rio Guadiana. Catorze dos dezasseis concelhos do Algarve não registam níveis que impliquem medidas suplementares, num quadro em que começam a chegar à região milhares de turistas e de abertura da fronteira com elevada presença de espanhóis para compras.

    Do outro lado da fronteira registaram-se em 24 horas 150 novos contágios em Huelva capital, muito visitada pelos portugueses, subindo a taxa acumulada mais 10 pontos e situando-se agora em 318,4, embora as autoridades de saúde do país vizinho estejam a prever abrandamento na próxima semana.

    Esta semana, em Portugal não há nenhum concelho a recuar no confinamento, tendo em conta a matriz de risco com a «diferenciação» para os territórios com baixa densidade populacional. No Algarve, Tavira e Vila do Bispo saíram da situação de alerta, juntamente com Chamusca e Castelo de Paiva.

    Golegã e Odemira não avançam e mantém-se na terceira fase. Arganil e Montalegre avançam para o nível de 1 de Maio. Entram em alerta Braga, Cantanhede e Castelo de Paiva, onde se mantém Lisboa, Salvaterra de Magos e Vale Cambra

  • ICNF trata e liberta águia imperial Ibérica no Vale do Guadiana

    ICNF trata e liberta águia imperial Ibérica no Vale do Guadiana

    O imaturo foi batizado de Torto. Era uma das crias resgatadas pela equipa do ICNF com a colaboração da Liga para a Proteção da Natureza (LPN) e da empresa JJTomé. Em comunicado, o ICNF explica que a ave esteve em recuperação no Centro de Recuperação de Animais Silvestres da Câmara Municipal de Lisboa ao qual chegou com ferimentos num dos olhos, tendo sido alvo de tratamentos diversos que visaram a sua recuperação.

    Após a nota de alta, foi planeada a sua libertação. A Fundacion CBD-Hábitat, de Espanha, cedeu um emissor GPS/GSM, com o objetivo de monitorizar a sua adaptação ao meio natural.

    Desde 2004 que os Governos português e espanhol trabalham em colaboração conservar esta espécie. Até à atualidade têm vindo a ser desenvolvidos trabalhos de monitorização dos territórios em que a espécie ocorre em Portugal Continental.