Hoje, sexta-feira, 20 de março de 2026, ocorre o equinócio de março, um marco astronómico global que assinala uma transição fundamental nas estações do ano e no equilíbrio de luz sobre o planeta.
É no momento exato em que o Sol cruza o equador celeste, movendo-se de sul para norte, ocorre às 14:46 UTC.
Em Portugal Continental e Madeira às 14:46, nos Açores às 13:46. Nesse instante, o eixo da Terra não está inclinado nem em direção ao Sol, nem no sentido oposto, resultando numa distribuição quase idêntica de luz solar entre os dois hemisférios.
Os equinócios funcionam como um “interruptor” climático.
No Hemisfério Norte: Marca o Equinócio de Primavera (Vernal) marca o início da primavera astronómica, com os dias a tornarem-se progressivamente mais longos do que as noites até ao solstício de junho.
No Hemisfério Sul: Marca o Equinócio de Outono. Assinala a chegada do outono, com a redução gradual das horas de luz e a descida das temperaturas médias.
O termo deriva do latim aequus (igual) e nox (noite). Embora se diga que o dia e a noite têm a mesma duração, devido à refração atmosférica, o dia é habitualmente uns minutos mais longo do que a noite na data exata do equinócio.
Hoje é um dos dois únicos dias do ano em que o Sol nasce exatamente no Este e se põe exatamente no Oeste, independentemente de onde se encontre no globo.
Para além da astronomia, este momento marca a entrada do Sol no signo de Carneiro (Aries), considerado por muitas culturas e tradições esotéricas como o “Ano Novo Astrológico”, um período de renovação e novos começos.
Ayamonte, Castro Marim e Vila Real de Santo António uniram-se para assinalar o arranque oficial da Eurocidade do Guadiana como Comunidade Europeia do Desporto 2026. A celebração, que decorreu em Ayamonte, serviu de palco para demonstrações culturais e desportivas, marcando o início de um ambicioso programa que visa impulsionar o desporto e a atividade física na região.
A cerimónia inaugural, realizada no sábado, antecedeu a tradicional Meia Maratona da Cidade de Ayamonte e reuniu representantes dos três municípios, bem como diversas associações e grupos locais. O evento teve como objetivo reconhecer o trabalho desenvolvido ao longo dos anos pelas entidades desportivas da região e celebrar a atribuição do título pela Associação Europeia de Cidades do Desporto.
A iniciativa contou com performances de grupos de dança clássica, urbana e folclórica, incluindo o grupo Danzarte Ayamonte e o Rancho Folklórico de Azinhal, bem como atuações da Academia de Dança Contemporânea de Vila Real de Santo António. A cerimónia protocolar incluiu a execução dos hinos nacionais e discursos dos presidentes de câmara dos municípios envolvidos.
A apresentação de um vídeo promocional destacou os objetivos da Eurocidade do Guadiana como Comunidade Europeia do Desporto, servindo de prelúdio para a 40ª edição da Meia Maratona de Ayamonte. Paralelamente, decorreram outras atividades desportivas, como uma corrida de 10 km e uma tentativa de recorde mundial do Guinness em BMX freestyle.
Ao longo de 2024, a Eurocidade do Guadiana acolherá mais de uma centena de eventos desportivos de diferentes modalidades. Estima-se que mais de 20.000 atletas participem em competições e estágios de treino na região. A iniciativa visa, sobretudo, fortalecer os programas de desporto para todos, promovendo a atividade física e um estilo de vida saudável entre a população. A organização espera que este projeto traga benefícios significativos para a região, fomentando o turismo, o desenvolvimento económico e o bem-estar dos seus habitantes.
A Fundação Três Culturas do Mediterrâneo lançou a terceira fase do projeto INTREPIDA pro, uma iniciativa focada no apoio e internacionalização de empresárias de Portugal e Espanha. O projeto, que já conta com seis anos de experiência, visa fortalecer a cooperação transfronteiriça e promover o desenvolvimento económico e a igualdade de género na região euroregional Alentejo-Algarve-Andaluzia.
Alinhado com os objetivos da União Europeia em matéria de igualdade, sustentabilidade e coesão territorial, o INTREPIDA pro oferece uma plataforma para empresárias expandirem os seus negócios e estabelecerem alianças estratégicas. A nova fase do projeto destaca-se pela integração de formação em Inteligência Artificial (IA) para potenciar a gestão empresarial e otimizar o dia-a-dia das empreendedoras.
Ao longo dos próximos anos, estão previstos quatro fóruns internacionais em Sevilha, Cádiz, Évora e Loulé, onde empresárias de diversos setores poderão partilhar experiências e explorar oportunidades de colaboração. O projeto continuará também a expandir o seu guia digital de empresárias da região, aumentando a sua visibilidade e facilitando o contacto com potenciais clientes.
«Eu ficaria muito feliz se o INTREPIDA voltasse, pois gosto muito do programa, sempre gostei de participar e do INTREPIDA surgiram para mim e para o meu trabalho excelentes oportunidades que nunca mais vou esquecer», afirma Silvia Rodrigues, empresária algarvia da empresa SIGUES, ilustrando o impacto positivo do projeto.
A esta nova fase juntam-se dois novos parceiros: a Fundação Bahía de Cádiz para o Desenvolvimento Económico e a Associação Empresarial da Região do Algarve, NERA, que se unem à Mancomunidade de Desenvolvimento Condado de Huelva e ao Núcleo Empresarial da Região de Évora, NERE. A coordenação do projeto permanece a cargo da Fundação Três Culturas do Mediterrâneo.
O INTREPIDA pro, inserido no programa Interreg Espanha-Portugal (POCTEP) 2021-2027, conta com um orçamento total de 684.419 euros, financiado em 75% por fundos europeus. O projeto contribui para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, nomeadamente a Igualdade de Género, o Trabalho Decente e Crescimento Económico e a Redução das Desigualdades.
Mais informações sobre o projeto e as suas atividades podem ser encontradas no site da Fundação Três Culturas do Mediterrâneo e nas suas redes sociais.
A Casa do Sal, em Castro Marim, prepara-se para receber no próximo sábado a segunda edição da Feira de Mulheres Empreendedoras da Eurocidade do Guadiana, um evento dedicado a impulsionar o empreendedorismo feminino na região transfronteiriça entre o Algarve e Huelva.
Com início marcado para as 10h00 e encerramento às 13h00, a feira pretende ser um ponto de encontro para empresárias e empreendedoras, oferecendo uma plataforma para a troca de ideias, experiências e a criação de novas oportunidades de negócio. O evento integra-se no projeto EURES Transfronteiriço Andaluzia-Algarve, que visa promover a mobilidade laboral e empresarial na zona da fronteira, fomentando a cooperação e a compreensão mútua entre as mulheres empreendedoras do território.
Para além da presença de diversas empresárias, a feira contará com a participação de organizações e instituições de apoio ao empreendedorismo feminino. Os visitantes terão a oportunidade de explorar uma variedade de projetos e empresas lideradas por mulheres, através de uma área de exposição com vários stands. Uma área dedicada a workshops complementará o programa, com diversas apresentações programadas.
«Iniciativas como esta visam revitalizar a região, fomentando o intercâmbio empresarial e a mobilidade transfronteiriça», referem os organizadores. A Eurocidade do Guadiana e o projeto EURES Transfronteiriço Andaluzia-Algarve têm desenvolvido ao longo dos últimos anos diversas ações para promover o empreendedorismo feminino, incluindo feiras comerciais e eventos de networking específicos para mulheres.
A iniciativa surge como uma oportunidade para impulsionar a economia local e regional, reforçando os laços entre o Algarve e a Andaluzia e valorizando o papel das mulheres no mundo empresarial.
Vila Real de Santo António e Ayamonte partilham o mesmo estuário, mas vivem realidades marítimas opostas. Enquanto o Plano de Navegabilidade do Guadiana aponta para o interior, a entrada do rio continua a ser um muro invisível que dita a sorte das duas margens.
Por: F. Pesquisa/jestevaocruz
O Rio Guadiana, que deveria ser a grande autoestrada líquida do Sotavento, enfrenta hoje um diagnóstico contraditório. De um lado, multiplicam-se os planos de navegabilidade e as intenções de levar o turismo fluvial até Alcoutim e Mértola. Do outro, a realidade física da barra impõe-se com uma crueza que os mapas de gabinete parecem ignorar: bancos de areia que, em maré baixa, reduzem a profundidade a pouco mais de dois metros, tornando a entrada num jogo de roleta russa para embarcações de maior calado.
Esta barreira de inertes não é apenas um problema ambiental; é o fiel da balança de uma profunda assimetria económica. A frota de Ayamonte, robusta e composta por mais de 120 embarcações — muitas delas de arrasto e cerco —, domina as águas do estuário, beneficiando de um porto que historicamente recebeu o investimento necessário para manter a sua operacionalidade. Do lado português, o cenário é o de um espelho invertido.
A Lota que Olha para a Estrada
O dado mais revelador desta disfunção encontra-se na Lota de Vila Real de Santo António. Num fenómeno que os especialistas locais classificam como “Lota Seca”, estima-se que entre 70% a 80% do pescado ali transacionado não chegue por via marítima. Em vez de redes e mastros, o que alimenta o leilão diário são os camiões. O peixe chega por estrada, vindo de outros portos ou da vizinha Andaluzia, transformando a lota num centro logístico terrestre em vez de um entreposto marítimo vibrante.
Esta dependência do asfalto encarece a operação e sublinha a fragilidade da frota local, composta maioritariamente por pequenas unidades de pesca artesanal que sobrevivem nas margens da pujança espanhola. Sem o desassoreamento da barra, a frota de VRSA está condenada à pequena escala, incapaz de crescer para unidades que exijam a segurança de um canal de entrada profundo e constante.
Navegabilidade: O Elo Perdido
O atual Plano de Navegabilidade do Guadiana, embora ambicioso no seu desenho para o interior, arrisca tornar-se um investimento manco. De nada serve balizar e dragar o canal até Alcoutim se a “porta de entrada” continua obstruída. Para que o iatismo de cruzeiro e os navios de recreio — que necessitam de margens de segurança de pelo menos quatro metros — possam de facto dinamizar a economia transfronteiriça, o desassoreamento da barra tem de deixar de ser uma promessa cíclica para se tornar uma prioridade estrutural.
Atualmente, a Foz do Guadiana perde competitividade a cada maré. Enquanto o turismo náutico no Algarve cresce a um ritmo de 5% ao ano, este canto do território vê o valor económico do rio passar ao largo ou ficar retido em Ayamonte, onde o volume de negócios chega a ser cinco vezes superior ao registado na margem portuguesa.
A conclusão é inevitável para quem analisa os números e a geografia: o futuro do Baixo Guadiana não se decide apenas nas capitais ou nos gabinetes da Eurocidade, mas sim nos sedimentos que a corrente deposita na foz. Sem abrir a porta do rio, os planos de navegabilidade serão pouco mais do que cartas de intenções guardadas numa gaveta que a areia teima em soterrar.
Vila Real de Santo António prepara-se para acolher, na próxima quinta-feira, a terceira edição da Feira Transfronteiriça da Oferta Formativa e das Práticas Laborais.
O evento poderá integrar centenas de estudantes provenientes de Portugal e Espanha. A iniciativa é parte integrante do projeto Eures Transfronteiriço Andaluzia Algarve e pretende facilitar a ligação entre a formação académica e as oportunidades de emprego para jovens de ambos os lados da fronteira.
Este ano, a feira assume um cariz temático particularmente relevante, centrando-se na formação em atividades relacionadas com o Desporto e o Turismo de Natureza.
A escolha do tema surge em consonância com a recente atribuição à Eurocidade do Guadiana do título de Comunidade Europeia do Desporto 2026, um reconhecimento destinado a impulsiona a região como um polo de excelência na área desportiva.
O evento representa uma oportunidade única para os estudantes explorarem as diversas ofertas formativas disponíveis, tanto em Portugal como em Espanha, e para estabelecerem contactos com potenciais empregadores.
A feira contará com a presença de instituições de ensino, empresas e entidades públicas, que apresentarão programas de formação, oportunidades de estágio e ofertas de emprego nas áreas do desporto, turismo ativo e desenvolvimento sustentável.
A organização da feira é coordenada pelo projeto Eures Transfronteiriço Andaluzia Algarve (#EuresTAA), com o apoio da ACES Europa (#ACESeuropa) e da Eurocidade do Guadiana (#EurociudadGuadiana #EurocidadeGuadiana), uma parceria transfronteiriça que engloba os municípios de Ayamonte, Castro Marim e Vila Real de Santo António (#Ayamonte #CastroMarim #VRSA #EuroGuadiana).
Com a crescente procura por profissionais qualificados no setor do desporto e turismo de natureza, a Feira Transfronteiriça da Oferta Formativa e das Práticas Laborais posiciona-se como um evento crucial para o desenvolvimento económico e social da região EuroGuadiana, promovendo a mobilidade laboral e o intercâmbio de conhecimentos entre Portugal e Espanha.
A Eurocidade do Guadiana, a congregar os municípios de Vila Real de Santo António e Castro Marim, em Portugal, e Ayamonte, em Espanha deu um passo crucial na consolidação do seu estatuto de Comunidade Europeia do Desporto, ao apresentar, em Madrid, o ambicioso programa desportivo delineado para 2026.
A apresentação decorreu num encontro de destaque promovido pelo influente jornal desportivo MARCA e pela ACES Europe, a Associação das Capitais e Cidades Europeias do Desporto.
O território transfronteiriço foi representado por Álvaro Araújo, presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e líder da Assembleia Geral da Eurocidade.
O título de Comunidade Europeia do Desporto, atribuído anualmente pela ACES Europe, visa distinguir as melhores práticas na promoção da atividade física, na inclusão social e no desenvolvimento territorial.
A distinção serve de catalisador para a Eurocidade do Guadiana lançar um plano que combina competição de alto nível com a dinamização económica e o foco na formação.
O programa para 2026 é vasto e diversificado, totalizando 91 eventos desportivos. Destes, 16 terão um âmbito internacional, 5 serão de caráter nacional, 43 regionais e 27 eventos de cariz local. Esta matriz reflete o objetivo de projetar a região além-fronteiras, ao mesmo tempo que reforça o papel do desporto na coesão local.
Durante a sessão de apresentação, Álvaro Araújo fez questão de salientar que o título é já uma realidade no território, destacando que a região já é palco de eventos de grande projeção.
O autarca mencionou os Opens Internacionais de Ténis (ITF M25) e o Torneio Internacional de Desenvolvimento da UEFA Sub-16, que estão atualmente a decorrer no Complexo Desportivo de Vila Real de Santo António.
O presidente aproveitou ainda para reforçar a importância da região no panorama desportivo nacional, lembrando que a 18 de fevereiro o concelho será o ponto de partida para a primeira etapa da Volta ao Algarve, um evento que garante visibilidade internacional.
No encerramento da sua intervenção, Álvaro Araújo agradeceu à ACES Europe e ao Diario MARCA pela oportunidade de partilha do projeto e reafirmou o compromisso da Eurocidade em garantir que este reconhecimento se traduza num legado duradouro e benéfico para os três municípios.
Na Plaza de la Laguna, frente ao edifício do município espanhol de Ayamonte, foram assinalados os 40 anos de adesão à União Europeia, com a participação dos líderes locais e representantes da Comissão Europeia a debateram o futuro do território, apresentando projetos para a mobilidade sustentável, ordenamento comum e combate a incêndios.
A iniciativa destinou-se também a apresentar os novos planos estratégicos para a Eurocidade do Guadiana, o território único que une Ayamonte, Castro Marim e Vila Real de Santo António.
Durante a sua intervenção, Álvaro Araújo, Presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e da presidencia rotativa, destacou a visão da Eurocidade como um «território único» com mais de 50.000 habitantes e 500 quilómetros quadrados. Araújo sublinhou que a marca «Eurocidad Guadiana» é crucial para a visibilidade internacional e para combater a sazonalidade turística.
O autarca revelou que os novos fundos comunitários permitirão investir na mobilidade sustentável e partilhou o sonho de criar uma embarcação movida a energia solar para ligar os três municípios. Esta embarcação permitiria aos “eurocidadãos” circular facilmente entre as cidades, mesmo de madrugada, regressando, por exemplo, a Ayamonte às duas, três ou quatro da manhã.
No entanto, lançou um desafio direto aos representantes da Comissão Europeia presentes, apontando as «barreiras” burocráticas que ainda existem e deu como exemplo a dificuldade em trazer jovens portugueses a eventos em Ayamonte, como feiras de formação profissional, devido à burocracia excessiva.
O representante de Ayamonte, Juan Fran, recordou o sucesso de projectos europeus anteriores, como o EDUCI, que transformou a frente ribeirinha da cidade, e apresentou o novo projecto EDIL, de quase onze milhões de euros, destinado a transformar e interligar as praças do município. Castro Marim esteve representado pelo vereador João Pereira.
40 Anos de Europa: De “Costas Voltadas” à Cooperação
Os representantes da Comissão Europeia, Nicolaos Isaris (Espanha) e Luis de Amorim (Portugal), refletiram sobre o impacto «radical» da adesão13. Isaris afirmou que a UE significou «progresso real» em infraestruturas mas, acima de tudo, «abriu a mente», como o demonstram programas como o Erasmus.
Luis de Amorim sublinhou um ponto considerado «irónico», o ter sido a adesão a uma entidade maior (a UE) que permitiu a Espanha e Portugal, que historicamente viviam “de costas voltadas“, melhorar substancialmente a sua cooperação bilateral. Amorim anunciou ainda o programa Discover EU, que oferece 40.000 passes de comboio gratuitos a jovens que celebrem 18 anos.
Os Projectos Estratégicos Transfronteiriços
A sessão serviu ainda para detalhar os projetos concretos que irão moldar o futuro da região, tais como o Planeamento Territorial Sustentável 2030. Silvia Madeira, diretora da Eurocidade, apresentou este plano de ordenamento comum.
A iniciativa tira partido da “feliz coincidência” de os três municípios estarem a rever os seus planos diretores municipais em simultâneo. A proposta central é o projeto «Pontes que nos unem», que inclui a ambiciosa adição de uma passagem ciclo-pedonal à Ponte Internacional do Guadiana e um sistema integrado de transportes entre as três cidades.
Quano ao de Combate a Incêndios, Alejandro García Hernández, Diretor-Geral de Emergências da Junta de Andaluzia, explicou um projeto focado na nova geração de incêndios florestais, que são agora emergências de proteção civil.
O projeto propõe uma mudança de paradigma que é deixar de apenas reagir ao fogo e passar a antecipar-se, através da gestão de «zonas estratégicas» ou «nós de propagação» (como os collados) para mitigar a propagação
Quanto ao Geoparque Transfronteiriço, Rocío Ester García, da Diputación de Huelva, apresentou o projeto Geotrans. Trata-se da criação do primeiro Geoparque transfronteiriço entre Espanha e Portugal, unindo Huelva a quatro municípios do Alentejo (Serpa, Moura, Mértola e Barrancos). O objetivo é usar a geologia singular do território como ferramenta de desenvolvimento sustentável e combate ao despovoamento.
No plano Agroalimentar (Esport Plus): Francisco Mandrique, do clúster agroalimentar Andaluz, detalhou um projeto de apoio à internacionalização de PMEs agroalimentares de Espanha e Portugal. O objectivo é levar os produtos locais aos mercados europeus, capacitando os trabalhadores e ajudando a fixar o emprego qualificado no território.
O desafio Futuro de ligar a «Macro» Europa ao «Micro» Cidadão deu-se no encerramento com um diálogo intergeracional. O nosso diretor e jornalista José Estevão Cruz recordou que a adesão à UE transformou uma «fronteira de guerra numa fronteira de paz.
O ativista social Viriato Vilas Boas deixou um aviso vincado. Segundo ele, a Europa foi bem-sucedida na construção da parte «macro? – As pontes, os edifícios e as instituições. No entanto, alertou que o grande desafio agora é ligar-se ao «micro», os cidadãos dos «bairros sociais» e «guetos», as minorias e os mais pobres, que «não fazem ideia de que isto existe» e se sentem desligados das instituições. Para o ativista, esta desconexão é o que alimenta os extremismos.
Luis de Amorim, da Comissão Europeia, concluiu que o futuro exige «ambição e participação» e que o próprio evento – um diálogo aberto e livre numa praça pública – era a perfeita ilustração do que «é o projeto europeu».
A Eurocidade do Guadiana consolida o seu papel como referência europeia na gestão transfronteiriça de recursos hídricos ao participar num encontro de alto nível na América do Sul.
A Vice-Presidente, Filomena Sintra, representou a Eurocidade no «Encontro Internacional de Bacias Hidrográficas Transfronteiriças pela Paz», realizado na complexa tríplice fronteira entre Barra do Quaraí (Brasil), Monte Caseros (Argentina) e Bella Unión (Uruguai).
O evento, visou promover a cooperação e partilha de experiências em governança hídrica e foi promovido pelo Comité para o Desenvolvimento da Bacia Hidrográfica do Uruguai (CCRU) em parceria com a Rede Euro-Latino-Americana para a Governação das Bacias Hidrográficas Transfronteiriças.
Sob o mote inspirador «Sem paz não há cooperação nem desenvolvimento transfronteiriço possível», a iniciativa reuniu especialistas, autoridades, académicos, organizações multilaterais e representantes da sociedade civil de bacias partilhadas da Europa e da América Latina.
Coorganizado pelos Ministérios dos Transportes e Obras Públicas e do Ambiente do Uruguai, o encontro teve lugar na Sala de Relações Públicas da Delegação Uruguaia da Comissão Técnica Conjunta de Salto Grande.
A agenda de atividades incidiu sobre temas-chave para o desenvolvimento regional sustentável, incluindo: o papel das vias navegáveis e bacias transfronteiriças como motores de desenvolvimento; o património da biosfera como instrumento de paz; experiências europeias e latino-americanas na gestão de recursos hídricos partilhados; e a formação de alianças estratégicas entre atores institucionais, sociedade civil e o setor privado.
O ponto alto da reunião foi a assinatura da Declaração de Salto Grande pelos representantes das várias entidades presentes. O documento destaca a importância dos projetos de cooperação em curso na Europa e na América Latina. Propõe, ainda, que as ações estruturais realizadas nestes territórios sejam obrigatoriamente concertadas com os governos locais, regionais e, fundamentalmente, com a sociedade civil, garantindo uma abordagem inclusiva e transparente.
A relevância global do evento foi sublinhada pela presença de figuras de peso internacional, como Sergio Abreu, Secretário-Geral da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), e Martín Guillermo, Secretário-Geral da Associação das Regiões Fronteiriças Europeias (AERF), juntamente com a representante do Programa Homem e Biosfera da UNESCO, María Rosa Cárdenas.
A participação da Eurocidade do Guadiana neste fórum reforça o seu estatuto internacional e demonstra o valor do modelo ibérico na construção de pontes de cooperação para a paz em regiões com desafios transfronteiriços complexos.
A Feira da Praia volta este fim de semana a transformar Vila Real de Santo António numa verdadeira festa. Tendo iniciado no passado dia 8 prolonga-se até 15 de outubro, reunindo milhares de visitantes portugueses e espanhóis no centro histórico da cidade.
Este evento multicentenário, com raízes que remontam a 1765, cresceu de uma feira junto ao areal de Monte Gordo para se tornar numa das maiores mostras comerciais do Baixo Guadiana.
Ao percorrer a Avenida da República e a Praça Marquês de Pombal, o ambiente é vibrante, com dezenas de expositores a oferecer desde roupas, calçado, artigos de casa e utensílios, a artesanato e brinquedos, sem esquecer as irresistíveis bancas de doçaria e produtos locais, como frutos secos, queijos, enchidos e legumes. A restauração também faz parte, com petiscos tradicionais e algumas novidades gastronómicas regionais ao dispor.
A edição destaca-se, como sempre, pela forte afluência de turistas espanhóis, acima de tudo no dia 12, feriado em Espanha, mantendo o caráter transfronteiriço do certame e reforçando os laços ibéricos da cidade. O espaço de diversão para crianças e famílias complementa a oferta, tornando a visita aprazível para todos.
Nas ruas, nota-se a envolvência das associações locais, a alegria contagiante dos comerciantes e animação musical e cultural a pautar os dias e noites do evento – seja com artistas de rua, pequenas bandas, ou demonstrações de artes manuais ao vivo. Para os habitantes, é tempo de reencontros, de revisitar tradições e de valorizar uma feira que continua a marcar a identidade de VRSA.
Se visitar, não deixe de experimentar os sabores regionais, conversar com os artesãos, e sentir a energia única da cidade nestes dias de festa partilhada entre Portugal e Espanha.
O governo de Espanha acaba de aprovar uma verba próxima dos nove milhões de euros destinada ao desenvolvimento de Ayamonte, inserindo-se num conjunto de investimentos focados na cooperação transfronteiriça e na coesão territorial junto à fronteira com Portugal.
Esta verba faz parte de programas de investimento que têm como objetivo fortalecer as infraestruturas, dinamizar a economia local e promover o planeamento urbano em colaboração com municípios vizinhos, como Vila Real de Santo António e Castro Marim.
Objetivos do Investimento
A aplicação deste financiamento contempla a modernização de infraestruturas urbanas e serviços públicos municipais; projetos conjuntos entre Ayamonte e concelhos portugueses para fomentar o desenvolvimento sustentável e incentivar o turismo regional; e apoio à recuperação económica e à transição ecológica, incluindo ações ambientais e promoção da mobilidade transfronteiriça.
Contexto e Parcerias
Este tipo de apoio insere-se no âmbito do Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça (POCTEP), que financia projetos entre Portugal e Espanha, sendo Ayamonte um ponto estratégico dessas iniciativas.
As decisões sobre a utilização dos fundos são feitas por comissões mistas, envolvendo autoridades locais e autonómicas, e frequentemente incluem planeamento articulado entre as cidades da raia, com o objetivo de criar um território mais competitivo e coeso.
Perspetivas Locais
Os projetos financiados com esta verba deverão contribuir para a valorização dos centros históricos, dinamização cultural, investimento na reabilitação urbana e criação de novas oportunidades de negócio e emprego em Ayamonte.
Caso sejam necessários detalhes específicos sobre projetos concretos aprovados, estes geralmente são divulgados pela câmara municipal de Ayamonte e pelas entidades espanholas de desenvolvimento regional, à medida que os financiamentos são executados.[
Os projetos específicos a financiar em Ayamonte com os cerca de nove milhões de euros ainda não foram totalmente detalhados publicamente porque grande parte desta verba está enquadrada na 8.ª convocatória do programa POCTEP, lançada em setembro de 2025.
Segundo as bases oficiais, os projetos elegíveis devem promover o desenvolvimento local integrado e a cooperação com municípios portugueses, abordando áreas como planeamento urbano, turismo sustentável, cultura, proteção ambiental, mobilidade e saúde.
Áreas de investimento confirmadas
Planeamento urbano e reabilitação dos espaços públicos, com ações previstas na margem do Guadiana e requalificação do centro histórico de Ayamonte;
Promoção turística integrada entre Ayamonte, Castro Marim e Vila Real de Santo António — incluindo projetos de valorização do rio Guadiana, criação de rotas culturais e eventos transfronteiriços;
Projetos de mobilidade e acessibilidade, como a melhoria das ligações rodoviárias e ciclovias que favorecem o intercâmbio luso-espanhol;
Iniciativas ambientais e qualidade de vida: ações para gestão sustentável dos recursos naturais e promoção de espaços verdes, enquadrados no objetivo de desenvolvimento integrado do território.
Processo de seleção de projetos
As candidaturas a estes fundos estão abertas até ao final de setembro de 2025 e a lista definitiva de projetos financiados será divulgada nos próximos meses, após avaliação das propostas submetidas pelos parceiros locais e regionais.
Os critérios de seleção favorecem projetos que explorem a cooperação transfronteiriça e apresentem impacto económico, social e ambiental relevante para Ayamonte e a região raiana.
Neste momento, recomenda-se acompanhar as publicações da Câmara Municipal de Ayamonte e dos sites oficiais do programa POCTEP para obter a lista dos projetos aprovados à medida que forem selecionados e comunicados pelas autoridades competentes.
A Eurocidade do Guadiana apresentou hoje os resultados do projeto piloto «Resilient Borders», financiado pela Direção-Geral de Política Regional e Urbana da União Europeia o qual visa desenvolver um documento de planeamento territorial abrangente para os municípios transfronteiriços de Ayamonte (Espanha), Castro Marim e Vila Real de Santo António (Portugal).
Este projeto piloto representa uma iniciativa pioneira na União Europeia, dada a sua ambição de coordenação e planeamento territorial a um nível transfronteiriço. A iniciativa «Resilient Borders» procurou identificar e abordar desafios comuns enfrentados pelos três municípios, com o objetivo de promover um desenvolvimento territorial mais sustentável e integrado.
O projeto envolveu uma colaboração extensiva entre as equipas municipais das três cidades, entidades regionais e nacionais com responsabilidades em ordenamento do território, e ainda uma vasta participação da comunidade local. Através desta participação ativa, foram definidas cinco áreas de foco estratégicas, que levaram à proposição de uma série de projetos e atividades concretas.
O projeto «Resilient Borders» procira representa um passo importante para o fortalecimento da cooperação transfronteiriça e o desenvolvimento sustentável na região do Guadiana. Espera-se que os resultados deste projeto piloto sirvam de modelo para iniciativas semelhantes em outras regiões fronteiriças da União Europeia.
Eurocidade do Guadiana – Um Projeto de Cooperação Transfronteiriça para o Futuro
A Eurocidade do Guadiana, uma iniciativa de cooperação entre os municípios de Ayamonte (Espanha), Castro Marim e Vila Real de Santo António (Portugal), está a avançar com o objetivo de criar uma região mais resiliente e coesa. O projeto, alinhado com a iniciativa europeia “Resilient Borders”, foca-se na planificação conjunta do território para o futuro.
O plano de ação da Eurocidade está estruturado em cinco eixos principais:
Mobilidade e Conectividade: Melhorar a circulação de pessoas e bens entre as fronteiras.
Planeamento Integrado: Desenvolver um sistema territorial harmonizado.
Sustentabilidade: Promover a economia circular e azul e a preservação ambiental.
Turismo Sustentável: Fomentar um modelo de turismo que respeite o ambiente e as comunidades locais.
Governança e Inovação: Melhorar os serviços e a administração através de inovação social.
Cada um destes eixos inclui projetos piloto específicos, com o objetivo de transformar o território e gerar resultados mensuráveis. Para explorar os resultados e aprofundar o conhecimento sobre o projeto, foi desenvolvida uma ferramenta interativa chamada “geovisor”. A iniciativa conta com o apoio de parceiros e colaboradores como a União Europeia, reforçando o seu caráter de cooperação internacional.
Ayamonte, Espanha/Vila Real de Santo António, Portugal – A Eurocidade do Guadiana está a desenvolver um projeto piloto ambicioso, financiado pela União Europeia, para ampliar o uso da sua ponte internacional com a construção de uma passarela dedicada a ciclistas e pedestres.
A iniciativa faz parte do plano estratégico da Eurocidade no âmbito da iniciativa europeia «Resilient Borders», com o objetivo de criar uma visão comum para o território e definir projetos estratégicos até 2030.
O projeto, que visa melhorar a conectividade transfronteiriça e incentivar modos de transporte mais sustentáveis, conta com o apoio da Associação de Regiões Fronteiriças da Europa (ARFE) e da Mission Opérationnelle Transfrontalière (MOT).
A iniciativa «Resilient Borders» procura identificar e implementar soluções inovadoras para desafios comuns enfrentados pelas regiões fronteiriças, promovendo a cooperação e o desenvolvimento regional.
A construção da passarela representa um passo significativo para fortalecer os laços entre as comunidades de Ayamonte, em Espanha, e Vila Real de Santo António, em Portugal, facilitando a mobilidade e promovendo um maior intercâmbio cultural e económico.
A Eurocidade do Guadiana, Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial, iniciou um processo de participação cidadã com o objetivo de recolher contributos e perspetivas dos habitantes de Ayamonte (Espanha), Castro Marim e Vila Real de Santo António (Portugal) sobre propostas de planeamento e melhorias para o território transfronteiriço que estes municípios partilham.
A iniciativa visa envolver ativamente a população no processo de desenvolvimento e planeamento territorial sustentável da região, com vista a transformar a fronteira numa oportunidade de crescimento.
Para facilitar esta participação, foram implementadas diversas ferramentas, incluindo:
* Uma plataforma digital interativa. * Questionários e inquéritos abertos. * Conteúdo informativo nas redes sociais. * Um “muro criativo” digital para expressão de ideias.
Estas ações serão complementadas nas próximas semanas com a realização de workshops presenciais e a participação de grupos específicos da comunidade.
O projeto-piloto, denominado “Eurocidade do Guadiana: Planeamento territorial sustentável 2030”, está inserido na iniciativa Resilient Borders, financiada pela União Europeia, com o apoio da Mission Opérationnelle Transfrontalière (MOT) e da Associação de Regiões Fronteiriças da Europa (ARFE). O objetivo principal é transformar a Eurocidade do Guadiana numa referência europeia em planeamento transfronteiriço, fortalecendo a cooperação entre os municípios e convertendo a fronteira numa oportunidade de desenvolvimento sustentável. Espera-se que este projeto abra novas vias para financiamento de infraestruturas e investimentos na região.
Durante mais de um ano, equipas de urbanismo, ordenamento do território e cooperação transfronteiriça dos três municípios têm trabalhado em conjunto com a equipa técnica da Eurocidade do Guadiana no desenvolvimento de planos conjuntos, alinhados com a visão europeia de resiliência, superação de crises e minimização das barreiras resultantes da localização fronteiriça.
Os projetos-piloto a serem avaliados pelos cidadãos abrangem áreas como mobilidade e conectividade transfronteiriça, economia azul, conservação ambiental, assistência social, logística e produtividade. A iniciativa também se concentra no planeamento territorial e no aprofundamento do conhecimento sobre a região.
A Eurocidade do Guadiana apela ativamente à participação dos cidadãos, enfatizando que a adequação das soluções propostas às necessidades locais depende da contribuição do maior número possível de pessoas. Convida os interessados a dedicarem tempo a conhecer as ideias apresentadas e a participarem nas ações, como o preenchimento de questionários online.
Em julho, a pequena localidade de Canela, em Ayamonte, Huelva, Espanha, transforma-se num vibrante palco de fé e tradição para celebrar a sua padroeira, a Virgem do Carmo (Virgen del Carmen). Esta festividade, profundamente enraizada na cultura piscatória da região, culmina num dos momentos mais emocionantes e pitorescos: a procissão marítima da imagem da Virgem pelo rio Guadiana.
A devoção à Virgem do Carmo, padroeira dos pescadores e homens do mar, é particularmente forte em Canela, uma aldeia de pescadores com uma ligação intrínseca ao oceano e ao rio. As festividades, que se estendem por vários dias, são marcadas por uma atmosfera de alegria e fervor religioso, com diversas atividades que antecedem o ponto alto da celebração.
A Procissão Fluvial: Um Espetáculo de Fé e Cor
O momento mais aguardado e espetacular é, sem dúvida, a procissão marítima. A imagem da Virgem do Carmo, cuidadosamente adornada, é retirada da igreja e levada em andor até às margens do rio Guadiana. Ali, aguarda-a uma frota de embarcações de pesca, engalanadas com fitas e flores para a ocasião. Os barcos, de todos os tamanhos, juntam-se num cortejo aquático que percorre as águas do rio, num espetáculo visual de cor e devoção.
Os pescadores, devotos e visitantes enchem os barcos, que navegam lentamente ao som de cânticos e orações, enquanto os sinos tocam e as buzinas das embarcações se fazem ouvir. Muitos atiram flores à água em homenagem à Virgem, num gesto simbólico de gratidão e súplica por proteção no mar. A paisagem ribeirinha, com Portugal de um lado e Espanha do outro, serve de cenário majestoso a esta procissão única, que estreita ainda mais os laços entre as comunidades fronteiriças.
Para Além da Procissão: Tradição e Convivialidade
Além da procissão fluvial, as festividades da Virgem do Carmo em Canela incluem uma série de eventos que celebram a cultura local. Há missas solenes, atuações musicais (muitas vezes com música flamenca e sevilhanas), bailes populares e, claro, muita gastronomia local, com destaque para os frutos do mar frescos. As ruas da aldeia enchem-se de gente, e a hospitalidade dos habitantes de Canela é uma marca registada da festa.
Esta celebração não é apenas um evento religioso; é um reflexo da identidade de Canela, da sua história ligada ao mar e da sua fé inabalável. É uma oportunidade para os canelenses, muitos deles descendentes de gerações de pescadores, honrarem a sua padroeira e reforçarem os seus laços comunitários, partilhando a sua cultura e devoção com todos os que os visitam.
O projeto EURES Transfronteiriço Andaluzia-Algarve, em parceria com a Eurocidade do Guadiana, lançou um prêmio para reconhecer e premiar o melhor projeto de empreendedorismo feminino desenvolvido na região fronteiriça entre as duas regiões.
A iniciativa visa valorizar o talento e a excelência de empreendedoras na faixa sul da fronteira ibérica. As interessadas devem apresentar uma descrição detalhada do projeto, incluindo informações sobre serviços, produtos, mercado, valor transfronteiriço e impacto na área de fronteira.
Um comitê de avaliação, composto por membros da comunidade universitária e entidades ligadas ao empreendedorismo, analisará a inovação, o impacto territorial e a replicabilidade das ideias.
O projeto vencedor receberá reconhecimento público da EURES CBP. Inscrições podem ser feitas através de questionário online. Mais informações estão disponíveis através da Eurocidade do Guadiana.
A Eurocidade do Guadiana está a liderar um projeto piloto na UE de un plano conjunto de ordenamento do território em âmbito transfronteiriço, financiado pela União Europeia.
Esta ação piloto decorre através da Direção-Geral da Política Regional e Urbana, da Associação de Regiões Fronteiriças da Europa e da Mission Opérationale Transfrontàlier.
Trata-se de um instrumento de planeamento territorial que abrange os municípios de Ayamonte, Castro Marim e Vila Real de Santo António, sendo uma ação piloto, pioneira na União Europeia.
Vem no seguimento do realizado no Observatório Transfronteiriço do Guadiana e através de um grupo de trabalho intermunicipal, onde foi apresentada a proposta às ações Resilient Borders, coordenadas pela Associação de Regiões Fronteiriças da Europa (ARFE) e pela Mission Opérationale Transfrontàlier (MOT).
Uma vez aprovado o projeto, a Eurocidade do Guadiana vai já elaborar um documento para articular o previsto nos planos de ordenamento urbanístico e territorial que afetam a os três municipios.
Deve também apresentar as opções necessárias para que os três municípios possam crescer «tendo complementariedade e as suas necessidades em prol de um crescimento harmonizado e sustentavel».
A Eurocidade do Guadiana consolida-se, desta forma como um «referente em matéria de cooperação transfronteiriça a nível europeu. Com uma visão partilhada de desenvolvimento e uma longa trajetória de trabalho conjunto, esta região demonstrou os benefícios de uma gestão coordenada do território».
A Eurocidade do Guadiana foi pioneira na elaboração de uma das primeiras agendas urbanas transfronteiriças da União Europeia.
Este ambicioso projeto, juntamente com planos de gestão conjuntos em áreas-chave como o turismo e o património, são as bases para uma cooperação mais estreita e eficaz.
O ordenamento do espaço transfronteiriço permite à Eurocidade do Guadiana criar um território coerente e coeso, onde as autoridades competentes coordenam ações de forma conjunta.
Esta sinergia deve facilitar a construção de infraestruturas necessárias, a criação de espaços públicos partilhados e a resposta coordenada a desafios comuns como as alterações climáticas ou a gestão de recursos naturais.
Os benefícios desta cooperação afiguram-se múltiplos e traduzem-se numa melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, num maior desenvolvimento económico e numa maior competitividade das empresas do território. Ao trabalharem de forma conjunta, os municípios da Eurocidade do Guadiana conseguirão otimizar recursos, potenciar as suas fortalezas e fazer face aos seus desafios de forma mais eficaz.
CCDR ALGARVE, Eurocidade do Guadiana e Região de Turismo do Algarve subscrevem memorando sobre cooperação cultural esta quarta-feira, 22 de janeiro, no sentido de incentivar a realização de eventos culturais na zona transfronteiriça do Algarve/Andaluzia, o qual será formalizado na FITUR – Feira internacional de Turismo de Madrid.
O memorando visa promover iniciativas culturais, com especial enfoque na área da música, no sentido de dar a conhecer os valores culturais destes territórios vizinhos, designadamente Orquestras, Bandas Filarmónicas, o Acordeão, a Guitarra e a música, dança algarvia e/ou andaluza e outros eventos de promoção da cultura.
Os parceiros comprometem-se a comemorar o Dia da Europa (celebrado a 9 de maio, que coincide com a data da criação da Eurocidade) e o Dia Europeu da Música (21 de junho), entre outros, os quais deverão ser concertados e divulgados entre as diversas entidades do Algarve e da Província de Huelva.
A Eurocidade do Guadiana é um agrupamento europeu de cooperação transfronteiriça (AECT) constituída pelo ayuntamiento de Ayamonte (Espanha) e pelos municípios Castro Marim e Vila Real de Santo António (Portugal).
No protocolo Eurocidade do Guadiana foram definidas as formas de cooperação e intercâmbio entre as três entidades, em várias áreas consideradas de interesse mútuo, com o objetivo de fortalecer os laços existentes entre os municípios para promover a convergência institucional, económica, social, cultural e ambiental.
É com base na cláusula quarta do Protocolo da Eurocidade, que está prevista a realização de acordos setoriais de colaboração que definam as condições de utilização em diferentes áreas de atuação, infraestruturas e equipamentos e em execução deste Protocolo.
Melhorar a produção de sal em Castro Marim e, ao mesmo tempo, capturar carbono da atmnosfera é uma partilha de conhecimento entre investigadores da Universidade do Algarve (UALG) e uma empresa espanhola produtora de sal marinho.
Uma equipa de investigadores do Instituto BlueZ C da Universidade do Algarve visitou as Salinas del Alemán em Huelva (Espanha) para partilhar o trabalho que está a ser desenvolvido no âmbito do projeto Sal
Este projeto destina-se a «uma melhor aplicação do conhecimento científico nos ambientes naturais das salinas tradicionais. Este trabalho permite melhorar a qualidade do sal e, ao mesmo tempo, transformar estas zonas em grandes sumidouros de carbono».
A investigação desta equipa da Universidade do Algarve, integrada no Instituto BlueZC e liderada por um dos maiores especialistas mundiais em ecologia de plantas marinhas, o Professor Rui Santos, permitiu a criação de uma incubadora para a produção de fanerogâmicas marinhas em sistema semi-natural e controlado nas salinas MadeInSea, no concelho português de Castro Marim.
As plantas fanerogâmicas marinhas, como as que estão a ser reintroduzidas neste projeto, têm uma capacidade de sequestro de carbono cem vezes superior à dos povoamentos florestais.
O principal objetivo do projetoé aumentar o número de plantas existentes nas salinas, de forma a compensar o facto de, nas últimas décadas, muitas destas operações terem caído em desuso.
O projeto Sal C destina-se também a são aumentar a cadeia de valor das actividades tradicionais de sal, integrando a produção de ervas marinhas que podem ser utilizadas para a restauração ecológica e compensar as emissões de CO2, melhorando simultaneamente a qualidade do produto final através da retenção de poluentes, incluindo microplásticos, nas ervas marinhas.
Este projeto, que pretende ser replicado noutras empresas portuguesas e espanholas, envolve a Eurocidade do Guadiana, como elo de ligação entre as duas comunidades ibéricas e com o objetivo de transferir a experiência para outros territórios, para que os benefícios ecológicos, económicos e sociais possam ser multiplicados.
As Salinas del Alemán são as únicas salinas da província de Huelva onde ainda se extrai sal por métodos tradicionais, com um reconhecimento considerável tanto pela produção de sal como pelos serviços associados no sector turístico.
As salinas estão situadas num ambiente natural e produzem, para além do sal marinho e da flor de sal, outro tipo de sal conhecido como flocos de sal, muito apreciado na alta cozinha.
Os gestores desta empresa familiar estavam muito interessados na investigação do projeto Sal C e nos benefícios que a transferência destes resultados poderia gerar.
O projeto Sal C é financiado pela Fundação La Caixa -BPI, através do seu programa Promove, que visa apoiar projectos que promovam e desenvolvam iniciativas científicas e tecnológicas no interior de Portugal onde é necessário lutar contra o despovoamento.