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Categoria: Economia

  • Patos ajudam no controlo de pragas agrícolas

    Patos ajudam no controlo de pragas agrícolas

    Na Andaluzia revoluciona-se a agricultura sustentável com uma técnica ancestral milena que está a ganhar nova vida e a mostrar que a solução para alguns dos maiores desafios da agricultura moderna pode estar… nos patos.

    É o° projeto “Arroz y Pato”, inspirado em práticas asiáticas milenares, está a demonstrar como estas aves podem ser aliadas poderosas no controle de pragas, na fertilização natural do solo e na promoção de uma agricultura mais sustentável e resiliente.

    A Técnica: Patos como Guardiões dos Arrozais
    No sistema “Arroz y Pato”, os patos são introduzidos nos campos de arroz, onde desempenham um papel multifuncional:

    1. Controle de Pragas: Alimentam-se de insetos, larvas, caracóis e ervas daninhas, reduzindo a necessidade de pesticidas químicos.
    2. Fertilização Natural: Os seus dejetos são ricos em nutrientes, como nitrogênio e fósforo, que enriquecem o solo e promovem o crescimento saudável das plantas.
    3. Aeração do Solo: Ao movimentarem-se pela água, os patos ajudam a oxigenar o solo, melhorando a absorção de nutrientes pelas raízes do arroz.

    Esta abordagem não só aumenta a produtividade, mas também reduz custos com insumos agrícolas, tornando-a economicamente viável para os agricultores.

    Inspiração Asiática com um Toque Andaluz
    A técnica tem raízes profundas na Ásia, onde países como China, Japão e Indonésia utilizam patos em arrozais há séculos. Na Andaluzia, o projeto adaptou o método ao clima mediterrâneo e às condições locais, provando que a integração de patos na agricultura pode ser eficaz em diferentes contextos.

    Os resultados têm sido impressionantes:

    • Redução de Pesticidas: Menos químicos significam menor impacto ambiental e maior segurança para os consumidores.
    • Aumento da Biodiversidade: A presença dos patos atrai outras espécies benéficas, como sapos e pássaros, que contribuem para o equilíbrio ecológico.
    • Produtos de Qualidade Superior: O arroz cultivado neste sistema é mais saudável e tem maior valor agregado no mercado, especialmente entre consumidores que valorizam práticas sustentáveis.

    Benefícios para os Agricultores e o Planeta
    Para os agricultores andaluzes, os patos não são apenas controladores de pragas, mas também uma fonte adicional de renda. A venda de ovos, carne e até mesmo dos próprios patos complementa os lucros obtidos com o arroz. Além disso, a técnica está alinhada com as políticas da União Europeia para a redução do uso de agrotóxicos e a promoção da agricultura sustentável.

    Do ponto de vista ambiental, o sistema “Arroz y Pato” é um exemplo de como a agricultura pode coexistir harmoniosamente com a natureza. Ao eliminar a dependência de químicos, ele protege os ecossistemas locais, preserva a qualidade da água e contribui para a mitigação das mudanças climáticas.

    Desafios e Oportunidades
    Apesar dos benefícios, a adoção do sistema enfrenta alguns obstáculos:

    • Proteção contra Predadores: Os patos precisam de abrigos seguros para evitar ataques de animais selvagens.
    • Gestão Adequada: Requer planeamento para garantir que os patos tenham acesso a água limpa e alimentação suplementar quando necessário.
    • Adaptação Cultural: Muitos agricultores europeus ainda desconhecem a técnica ou hesitam em adotar métodos não convencionais.

    No entanto, iniciativas como o “Arroz y Pato” na Andaluzia estão a abrir caminho para uma maior aceitação e expansão desta prática. Com o apoio de políticas públicas, pesquisa científica e divulgação, o uso de patos na agricultura pode tornar-se uma solução viável e amplamente adotada em toda a Europa.

    Conclusão: Um Futuro Sustentável com Patos no Campo
    O projeto “Arroz y Pato” na Andaluzia é um exemplo inspirador de como técnicas tradicionais podem ser reinventadas para enfrentar os desafios da agricultura moderna. Ao integrar patos nos campos de arroz, os agricultores não só estão a aumentar a produtividade e a reduzir custos, mas também a contribuir para um planeta mais saudável e sustentável.

    Esta é uma prova de que, por vezes, as soluções mais eficazes são também as mais simples – e que, no caso da Andaluzia, elas vêm com penas e patas.

    Com Newsroom
  • FET 2025: Oportunidades únicas para impulsionar a carreira no Algarve

    FET 2025: Oportunidades únicas para impulsionar a carreira no Algarve

    A Feira de Emprego do Turismo, organizada pela Bolsa de Empregabilidade, regressa em 2025 com uma edição repleta de oportunidades para quem deseja avançar na carreira no setor do Turismo. O evento terá início no Algarve, no Centro de Congressos de Vilamoura, no dia 7 de fevereiro, e promete ser um marco para profissionais, estudantes e entusiastas do turismo.

    Com mais de 1500 vagas disponíveis, a feira reunirá mais de 75 empresas de renome, incluindo gigantes globais como Emirates, Burger King, Vila Galé, Zoomarine, Minor e Mystic Invest Holding, além de empresas regionais.

    As ofertas abrangem desde contratos de curta e longa duração até oportunidades de part-time, full-time, estágios e trabalho temporário. As áreas de destaque incluem Hotelaria, Restauração, Cozinha/Pastelaria, Operadores Turísticos, Cruzeiros, Agências de Viagem, Animação Turística, Housekeeping e Recursos Humanos.

    Dinâmicas que fazem a diferença

    Este ano, a feira traz novidades pensadas para aumentar as chances de contratação e desenvolvimento profissional dos participantes. Entre as atrações estão as Mentor Hours, sessões personalizadas de mentoria com profissionais experientes que orientarão os candidatos a dar os próximos passos nas suas carreiras. Outro destaque são as Speed Interviews, entrevistas rápidas entre candidatos pré-selecionados e empregadores, que prometem conexões diretas e oportunidades imediatas.

    Horários e inscrições

    O evento divide-se em dois blocos: o período da manhã (das 10h00 às 13h00) é dedicado a alunos do ensino secundário, profissional e universitário, enquanto a tarde (das 14h00 às 17h30) é aberta ao público em geral. A entrada é gratuita, mas requer inscrição prévia até o dia 6 de fevereiro. Para otimizar a participação, recomenda-se que os candidatos se registem na Plataforma de Recrutamento Online da Bolsa de Empregabilidade (disponível em https://bolsadeempregabilidade.pt/plataformaderecrutamento/). Lá, poderão criar um perfil, usar QR Codes nos stands das empresas e candidatar-se de forma rápida e eficiente. Alternativamente, os candidatos podem levar currículos impressos ou digitais.

    Presenças de destaque

    O evento contará com a presença de figuras importantes do setor, como Carlos Abade, Presidente do Turismo de Portugal, Vítor Aleixo, Presidente da Câmara Municipal de Loulé, André Gomes, Presidente do Turismo do Algarve, e Hugo Gonçalves, Diretor Geral do Tivoli Marina Vilamoura, entre outros convidados de renome. A iniciativa tem o apoio institucional do Turismo de Portugal, da ERT Algarve e da Câmara Municipal de Loulé.

    Por que participar?

    A Feira de Emprego do Turismo é uma oportunidade única para quem busca crescimento profissional no setor. Além da possibilidade de contratação em tempo real, os candidatos terão acesso a vagas exclusivas que não chegam às plataformas digitais. O contacto direto com recrutadores permite esclarecer dúvidas, obter feedback imediato e conhecer detalhes das funções oferecidas. Segundo testemunhos de participantes de edições anteriores, a feira é um espaço onde as candidaturas são mais rápidas e as oportunidades, mais claras.

    Se procura dar um salto na sua carreira no turismo, não perca a Feira de Emprego do Turismo 2025. Inscreva-se já e prepare-se para conquistar o seu lugar num dos setores mais dinâmicos e promissores da economia portuguesa.

    emprego
  • Agricultura é ativo estratégico do Algarve

    Agricultura é ativo estratégico do Algarve

    A CCDR) do Algarve, I.P. – Agricultura e Pescas, com o apoio da Rede Rural Nacional e em parceria com o setor agroalimentar algarvio, está a apresentar uma campanha de vídeos curtos que narram, na primeira pessoa, casos de sucesso de investimentos apoiados por fundos comunitários.

    O objetivo é divulgar e promover a transformação em curso na agricultura algarvia e que acompanha também a evolução deste setor estratégico para o desenvolvimento socioeconómico da Europa.

    A inovação e o conhecimento, diz-nos a CCDR do Algarve «permitem hoje a coexistência e o equilíbrio entre a produtividade e a biodiversidade. A agricultura está a mudar».


    As empresas apresentadas são de vários domínios produtivos e de diferentes pontos do Algarve, mas têm um traço em comum: «estão a mudar a Agricultura do Algarve, inovando e incorporando tecnologia, com a preocupação de assegurar uma gestão cada vez mais sustentável dos recursos naturais e a mitigação e adaptação às alterações climáticas e visando uma maior competitividade».

    É este fator que lhes pode permitir a contribuição para a «indispensável diversificação da base económica regional e para o desenvolvimento territorial equilibrado das economias e comunidades rurais, nomeadamente através da criação e manutenção de emprego em condições condignas».

    Os vídeos serão disponibilizados semanalmente nas redes sociais e plataformas digitais da CCDR Algarve, sendo o de hoje o caso de sucesso da SR Berry, marca fundada em 2013 e uma referência na agricultura sustentável na área da produção de pequenos frutos vermelhos em hidroponia.

    Ver o vídeo

  • Preços do azeite em baixa

    Preços do azeite em baixa

    Os agricultores espanhóis estão preocupados com a queda acentuada dos preços do azeite, que atribuem a movimentos especulativos no mercado.

    De acordo com os dados mais recentes, o preço do azeite virgem extra caiu 54,1% desde janeiro de 2024, passando de 8,95€ para 4,1€ por litro. O azeite virgem desceu 55%, de 8,5€ para 3,8€, e o azeite normal caiu 57,6%, de 8,5€ para 3,6€ por litro.

    As organizações agrícolas, como a «Coag Andalucía», pediram ao governo espanhol que investigue possíveis práticas anti concorrenciais no setor.

    Em Portugal, a produção de azeite tem mostrado um crescimento significativo. Em 2023, a produção de azeitona para azeite aumentou 25% em comparação ao ano anterior.

    Este aumento deve-se ao aumento da produtividade nos olivais tradicionais e à entrada em produção de novos olivais intensivos. Apesar do aumento da produção, os preços do azeite em Portugal seguem as referências internacionais e não sofreram grandes alterações.

    Portugal é conhecido pela qualidade do seu azeite, com 98% da produção classificada como Virgem ou Virgem Extra. A produção de azeite virgem extra representa mais de 90% do total produzido no país. A região do Alentejo é a principal produtora de azeite em Portugal, responsável por 80% da produção nacional.

    Enquanto os agricultores espanhóis enfrentam uma queda acentuada nos preços do azeite, atribuída a possíveis movimentos especulativos, Portugal tem visto um aumento na produção e mantém a qualidade do seu azeite. A situação em Espanha pode ter impacto no mercado português, mas até agora, os preços em Portugal têm permanecido estáveis.

    Com Copilot
  • UE propõe hoje redução na pesca de arrasto no Mediterrâneo

    UE propõe hoje redução na pesca de arrasto no Mediterrâneo

    Esta medida, destinada a promover a recuperação dos recursos pesqueiros, é vista pelo setor como uma ameaça existencial. 

    Em resposta, as frotas pesqueiras de diversas regiões, incluindo as Ilhas Baleares, declararam greves nos dias hoje, 9 e amanhã, 10 de dezembro de 2024, mantendo as embarcações nos portos e organizando manifestações em frente às sedes das confrarias locais.

    Representantes do setor criticam a Comissão Europeia por não considerar os esforços de conservação já implementados e alertam para o impacto socioeconómico negativo nas comunidades costeiras. 

    O ministro espanhol da Agricultura e Pesca, Luis Planas, juntamente com os seus homólogos de França e Itália, está a preparar negociações com Bruxelas para encontrar soluções viáveis que equilibrem a sustentabilidade ambiental com a viabilidade económica do setor pesqueiro.

    As discussões no Conselho de Ministros da União Europeia, agendadas para 9 e 10 de dezembro, são consideradas cruciais para o futuro da pesca de arrasto no Mediterrâneo. 

    Especialistas e representantes do setor expressam preocupações de que a redução significativa da pesca de arrasto possa levar ao aumento das importações de pescado para satisfazer a procura interna, o que poderia afetar a segurança alimentar e a economia local. Estudos anteriores indicam que uma parte substancial do pescado consumido em países mediterrânicos já é importada, e novas restrições podem exacerbar esta tendência. 

    A pesca de arrasto tem sido associada a impactos ambientais significativos, incluindo a degradação de habitats marinhos e a sobre-exploração de recursos. No entanto, o setor argumenta que tem adotado medidas de gestão sustentável e que reduções tão drásticas podem comprometer a subsistência de milhares de famílias que dependem desta atividade. 

    As negociações em Bruxelas serão determinantes para definir o equilíbrio entre a conservação dos ecossistemas marinhos e a manutenção da atividade económica das comunidades pesqueiras no Mediterrâneo.

    Foto: Pescadores e armadores em Espanha estão a manifestar-se contra as propostas da Comissão Europeia que visam reduzir drasticamente os dias permitidos para a pesca de arrasto no Mediterrâneo, passando de 130 para apenas 27 dias por ano, uma diminuição de aproximadamente 79%. Esta medida, destinada a promover a recuperação dos recursos pesqueiros, é vista pelo setor como uma ameaça existencial. 

    El País

    Em resposta, as frotas pesqueiras de diversas regiões, incluindo as Ilhas Baleares, declararam greves nos dias 9 e 10 de dezembro de 2024, mantendo as embarcações nos portos e organizando manifestações em frente às sedes das confrarias locais. Representantes do setor criticam a Comissão Europeia por não considerar os esforços de conservação já implementados e alertam para o impacto socioeconómico negativo nas comunidades costeiras. 

    Cadena SER

    O ministro espanhol da Agricultura e Pesca, Luis Planas, juntamente com os seus homólogos de França e Itália, está a preparar negociações com Bruxelas para encontrar soluções viáveis que equilibrem a sustentabilidade ambiental com a viabilidade económica do setor pesqueiro. As discussões no Conselho de Ministros da União Europeia, agendadas para 9 e 10 de dezembro, são consideradas cruciais para o futuro da pesca de arrasto no Mediterrâneo. 

    El País

    Especialistas e representantes do setor expressam preocupações de que a redução significativa da pesca de arrasto possa levar ao aumento das importações de pescado para satisfazer a procura interna, o que poderia afetar a segurança alimentar e a economia local. Estudos anteriores indicam que uma parte substancial do pescado consumido em países mediterrânicos já é importada, e novas restrições podem exacerbar esta tendência. 

    Observador

    A pesca de arrasto tem sido associada a impactos ambientais significativos, incluindo a degradação de habitats marinhos e a sobre-exploração de recursos. No entanto, o setor argumenta que tem adotado medidas de gestão sustentável e que reduções tão drásticas podem comprometer a subsistência de milhares de famílias que dependem desta atividade. 

    Renováveis Verdes

    As negociações em Bruxelas serão determinantes para definir o equilíbrio entre a conservação dos ecossistemas marinhos e a manutenção da atividade económica das comunidades pesqueiras no Mediterrâneo.

  • Alterações nos Certificados de Aforro em perspetiva

    Alterações nos Certificados de Aforro em perspetiva

    O Governo anunciou alterações no funcionamento e remuneração dos Certificados de Aforro, algo que poderá impactar significativamente a carteira de muitos portugueses.

    Os Certificados de Aforro são produtos financeiros populares em Portugal, permitindo aos cidadãos poupar e obter uma remuneração sobre os seus investimentos.

    São considerados uma opção segura e acessível, especialmente em tempos de incerteza económica.

    Alterações Anunciadas pelo Governo

    As modificações na remuneração dos certificados de aforro incluem ajustes nas taxas de juro e nas condições de acesso.

    Estas alterações visam incentivar a poupança, mas também podem acomodar o aumento das taxas de juros no mercado.

    É essencial que os detentores de certificados estejam atentos a estas mudanças, pois elas podem afetar a rentabilidade dos seus investimentos ao longo do tempo.

    Impacto na Carteira dos Portugueses

    Com as novas regras, muitos investidores podem sentir-se confusos ou preocupados com o impacto que estas alterações terão nas suas finanças pessoais.

    É fundamental que os portugueses avaliem como as mudanças nos certificados de aforro se integram nas suas estratégias de poupança e investimento.

    Revisar os objetivos financeiros e considerar alternativas pode ser uma boa prática para se ajustar a este novo panorama.

  • Governo toma medidas de apoio à Comunicação Social

    Governo toma medidas de apoio à Comunicação Social


    O governo português apresentou ontem um plano de ação ambicioso para a comunicação social, com o objetivo de revitalizar o setor e garantir seu futuro.

    O plano, que abrange desde a televisão pública até a imprensa regional, visa promover a sustentabilidade, o pluralismo e a independência do jornalismo.

    As principais medidas do plano são a eliminação gradual da publicidade na RTP que passará por uma transformação significativa com a eliminação gradual da publicidade comercial até 2027.

    O objetivo do Governo é fortalecer o serviço público e diferenciar a RTP dos canais privados, com foco em conteúdos culturais e educativos.

    També, o contrato de concessão da RTP será revisto, para modernizar a emissora e a adaptar aos desafios do mundo digital.

    Otimizará a estrutura da RTP implementado um plano de saídas voluntárias, com o objetivo de reduzir o número de funcionários e contratar profissionais com novas competências.

    Por outro lado aposta no fortalecimento da agência de notícias Lusa, a qual terá a sua estrutura acionista clarificada e um novo modelo de governança, com o objetivo de garantir sua independência e sustentabilidade.

    Nos apoios à imprensa regional pretende que seja fortalecida com medidas como a bonificação das assinaturas digitais e o apoio à distribuição de jornais e revistas em todo o país.

    São incluídas medidas para combater a desinformação e promover a literacia mediática, com o objetivo de formar cidadãos mais críticos e conscientes.

    O plano do Governo tem gerado debate e algumas críticas, principalmente em relação à eliminação da publicidade na RTP e ao plano de saídas voluntárias. Sindicatos e alguns partidos da oposição temem que as medidas possam enfraquecer a televisão pública e comprometer postos de trabalho.

    O governo, por sua vez, defende que as medidas são necessárias para garantir a sustentabilidade do setor e a qualidade do serviço público de comunicação social.

    O futuro dos média em Portugal dependerá da implementação eficaz destas medidas e da capacidade do governo em dialogar com os diferentes atores do setor, no entender do Governo.

    Pode, para já, ser retirada a conclusão de que o plano de ação para a comunicação social representa um passo importante para o futuro dos meios informativos em Portugal.

    As medidas propostas são ambiciosas e visam fortalecer o setor, promovendo a sustentabilidade, o pluralismo e a independência do jornalismo.

    No entanto, o sucesso do plano dependerá da sua implementação eficaz e da capacidade do governo em superar os desafios e responder às críticas.

    Comunicação Social
  • CPPME apresenta medidas para a Economia

    CPPME apresenta medidas para a Economia

    Afirma que o documento é resultante de uma reflexão estratégica sobre áreas diversas como sejam a economia, fiscalidade, comércio, restauração e serviços, desenvolvimento nacional e regional, formação e património. Medidas que consideramos serem da maior importância.

    «O tecido empresarial português necessita sobretudo da alteração profunda das políticas económicas, fiscais e de crédito», afirma a CPPME, alegando que quem tem sido beneficiado e privilegiado predominantemente «é uma minoria de grandes empresas em desfavor da esmagadora maioria de micro e pequenas empresas, que são, afinal, as que criam a maior parte dos postos de trabalho e da riqueza nacional».

    Para esta organização empresarial, «as medidas que os sucessivos Governos têm adotado, na prática, não têm sido suficientemente eficazes para fazer face ao impacto que estas crises causaram nas MPME».

    Por isso mesmo, consideram inevitável continuara exigir medidas de apoio às MPME e consideramos ser fundamental centrar as suas propostas em quatro eixos:

    Tributações Autónomas
    • Extinção gradual das Tributações Autónomas, com revisão imediata das taxas, eliminando algumas e reduzindo outras.
    • Extinção imediata do agravamento das Tributações Autónomas para empresas com resultados fiscais negativos nos últimos três anos consecutivos e para aquelas que apresentam contas fora de prazo.
    IRC
    • Aplicação de uma taxa reduzida de 12,5% de IRC para a maioria das micro e pequenas empresas (MPE), aumentando o limite de 50 mil para 100 mil euros para as empresas sediadas no interior.
    Custos de Contexto
    • Redução dos custos fixos e de contexto das MPE, como energia, comunicações, seguros, água, resíduos urbanos, portagens, etc., para se aproximarem da média europeia.
    • Aplicação do IVA intermédio às bebidas no setor da restauração.
    • Reversão do IVA do gás natural, GPL, gás butano, gás propano e eletricidade para a taxa reduzida, como era até 2011.
    • Direito à dedução do IVA na aquisição de carrinhas com caixa aberta de 6 ou 7 lugares, similar aos veículos comerciais e de mercadorias.
    Fundos Comunitários
    • Necessidade de fornecer informação clara e acessível às micro, pequenas e médias empresas (MPME) sobre os instrumentos financeiros do PT2030 e facilitar o acesso a esses fundos.
    • Criação de Gabinetes regionais para apoiar a divulgação de informações e a elaboração de candidaturas para este universo de empresas.

  • Digitalizar o comércio do Centro Histórico Pombalino

    Digitalizar o comércio do Centro Histórico Pombalino

    A iniciativa representa um investimento de 1,5 milhões de euros, dos quais 895 mil euros são financiados por fundos europeus do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), tendo sido a câmara municipal a promover esta candidatura.

    O bairro digital destina-se a alavancar a presença dos estabelecimentos comerciais em websites na Internet ou em plataformas de comércio tipo marketplace, em conjunto com uma ótica de promoção e divulgação assente nas redes sociais ou na agregação de circuitos turísticos que possam valorizar o comércio.

    O financiamento destina-se a melhorar a experiência de consumo através da integração de soluções digitais, da digitalização dos modelos de negócio, ou do aumento das competências digitais dos trabalhadores, estimulando o empreendedorismo nas áreas do comércio e dos serviços.

    Será desenvolvida em conjunto com os empresários locais, visando estruturar e defender a identidade do comércio vila-realense, tornando-o ainda mais atrativo e resiliente, e posicionando-o como uma clara alternativa às grandes superfícies comerciais.

    Outro objetivo é procurar o reforço da visibilidade no contexto da vizinha Andaluzia, contando com os visitantes espanhóis, um dos principais clientes do comércio da cidade.

  • AIP efectua estudos sobre mil PME portuguesas

    AIP efectua estudos sobre mil PME portuguesas

    Para este pbjetivo, prepara-se, no âmbito do Portugal 2030, para «levar para o terreno um programa que promete envolver 1.000 PME, num conjunto de iniciativas que visam reforçar as suas competências na utilização e acesso a soluções de financiamento inovadoras».

    A AIP, através do SIAC Qualificação, integrado no programa Compete 2030, vai avançar, numa primeira fase, com o desenvolvimento de um «estudo de base comparativa internacional em países que utilizam com experiência significativa instrumentos de dívida e capital mais estruturados».

    Vai ser efetuada a comparação das PME portuguesas com as empresas de países mais avançados em termos de soluções de financiamento, casos do Reino Unido, Suíça, Noruega, Países Baixos, Itália, França, Alemanha, Singapura, EUA e Canadá.

    Depois, vão ser estruturadas 34 ações de sensibilização e de capacitação junto de um total de 1.000 PME nacionais.

    «Há muito tempo que a AIP trabalha na conceção e dinamização de projetos na área do financiamento. É uma das áreas críticas na atividade das PME», refere José Eduardo Carvalho, Presidente da AIP.

    O dirigente salienta a oferta de soluções de financiamento existente, designadamente as que envolvem cofinanciamento público e/ou partilha pública de risco, casos de soluções de capital e quase capital assim como as soluções de crédito, incluindo obrigações e ações, através do mercado de capitais.

    Está prevista, anotam, a organização, ao longo dos próximos meses, de um total de 25 webinares em que serão divulgados os resultados do benchmarking, e da apresentação de propostas de melhoria de soluções existentes e/ou de novas soluções de financiamento.

    A AIP pretende realizar oito bootcamps nas três regiões de convergência (Norte, Centro e Alentejo).

    Aparentemente com o Algarve de fora, as iniciativas visam «a capacitação direta dos participantes (empresários e gestores de PME) nas diversas temáticas definidas, assim como a experimentação através de casos práticos sobre metodologias e instrumentos financeiros disponíveis, com utilização de ferramentas adequadas».

    No final, será ainda realizado um seminário de encerramento, em que serão apresentados e disseminados os principais resultados da operação realizada pela AIP junto das PME.

    Neste evento este em que serão evidenciadas as boas práticas nacionais e internacionais, com casos de uso inovadores ao nível do financiamento e capitalização, e especificadas melhorias a introduzir nas soluções de financiamento e fiscalidade ajustadas às necessidades efetivas das PME.

    A AIP, é a mais antiga e representativa associação empresarial de Portugal, tem como missão a defesa dos interesses das empresas portuguesas, a dinamização do tecido empresarial português, procurando contribuir para o fortalecimento do associativismo empresarial.

    Procura fornecer serviços de qualidade a empresas e associados para que estas possam crescer de forma mais sustentável, num quadro competitivo justo, que lhes permita prosperar e, assim, ajudar a dar o impulso necessário à economia nacional.

    empresas
  • Nova aquicultura no mar de VRSA

    Nova aquicultura no mar de VRSA

    A instalação proposta é uma plataforma semissubmersível, ancorada permanentemente ao fundo do mar. É uma estrutura estática, não possui motores, tem dimensões aproximadas de 55 por 55 metros e uma superfície operacional de cerca de 3.025 m².

    A MSP planeia produzir robalo e dourada, anualmente com produção estimada de 8.000 toneladas. O sistema de gaiolas para a produção dos peixes será instalado a uma distância de 40 metros em torno da plataforma principal, resultando em dimensões totais do sistema de cerca de 130m x 130m.

    Trata-se de uma plataforma com projeto piloto. A empresa antecipa a possibilidade de instalar estruturas semelhantes noutros pontos do globo. Atualmente, o projeto está em fase de Avaliação de Impacte Ambiental, e espera receber a aprovação oficial para o projeto até ao final do ano.

    Este desenvolvimento alinha com o compromisso de Portugal em se tornar “líder na economiaazul, e a Mariculture Systems está na vanguarda desta iniciativa com o seu projeto de aquicultura offshore”, sublinha a Direcção Geral de Recursos Marinhos.

    .A empresa espera que este projeto pioneiro abra o caminho para futuros desenvolvimentos na indústria de aquicultura em #Portugal.

    DGRM #Pescas #Aquicultura

  • ASAE apreeende alimentos com cannabis

    ASAE apreeende alimentos com cannabis

    A ação, que visava combater a fraude alimentar e verificar a comercialização de novos alimentos não autorizados, resultou na apreensão de produtos como gins, bolachas, lollipops, pastilhas elásticas, gomas, chocolates e chás, todos contendo canabidiol (CBD), uma substância não autorizada.

    Foi instaurado um processo-crime por falsificação de género alimentício anormal e adição de substância não autorizada.

    Foram também encontradas várias tipologias de “flor de cânhamo” com condições de utilização e finalidades omissas, bem como composições analíticas não especificadas.

    O valor total das apreensões é de 1.960,00 Euros. A ASAE enfatiza que os canabinoides como CBD, THC, CBG, CBN, assim como partes da planta e seus extratos, são considerados novos alimentos não autorizados pela União Europeia, mantendo-se a proibição da sua comercialização em alimentos, devido à falta de um histórico de consumo significativo e seguro.

  • Encerramento do comércio ao domingo

    Encerramento do comércio ao domingo

    Trata-se de uma «Iniciativa Legislativa dos Cidadãos» desencadeada por membros do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP).

    O objetivo é o promover o descanso dos trabalhadores e equilibrar o funcionamento do comércio, porque «a liberalização de horários tem desvantagens diretas na organização dos horários laborais dos trabalhadores do setor do comércio».

    A abertura do comércio aos domingos e feriados, assim como o alargamento dos períodos de funcionamento até às 24 horas, segundo os promotores, beneficia «apenas e unicamente as grandes empresas do comércio”.

    No entender dos signatários, os horários devem atender às necessidades dos consumidores, mas também que permitam a sobrevivência dos comércios mais pequenos e tradicionais.

    Para quem ali trabalha «é possível garantir um emprego de qualidade com direitos e horários humanizados de modo a equilibrar a vida profissional com a vida social e familiar».

  • PME discordam das medidas do Governo

    PME discordam das medidas do Governo

    O Governo adota a estratégia das 42 grandes empresas/grupos que compõem a ABRP, conhecida como Mesa Redonda dos Negócios, que veem o tamanho das empresas como o grande desafio da economia.

    Observa-se que, das 60 medidas, mais de 10 são, teoricamente, “vitaminas” para as MP Empresas, ignorando que a dimensão não é o principal problema das MPM Empresas Portuguesas!

    Repetidamente, anunciam-se medidas, a maioria delas faseadas no tempo, sem atender às necessidades urgentes das MPME, como o Fundo de Tesouraria, linhas de crédito, Segurança Social, arrendamento não habitacional próprio, entre outras.

    Este Governo, seguindo a linha do anterior, continua a discriminar setores de atividade. Persistem na promoção do turismo de praia e sol, sem revitalizar o mercado interno.

    Há uma menor carga fiscal para as grandes empresas e grupos econômicos, mas nenhuma redução nos custos de contexto e nas tributações autônomas que sufocam as MPME. As Micro, Pequenas e Médias Empresas são, de fato, o verdadeiro motor da economia portuguesa e as principais geradoras de receita fiscal para o orçamento do estado.

    As Micro, Pequenas e Médias Empresas necessitam de medidas credíveis e sustentáveis para seu desenvolvimento. Na ausência de diálogo e ações governamentais voltadas para as MPME, a CPPME reafirma seu conjunto de propostas para uma economia sustentável e dinâmica, essencial para o desenvolvimento econômico e social nacional.

  • Lei do restauro da Natureza

    Lei do restauro da Natureza

    Diversas ONG subscreveram um comunicado sobre o Conselho do Ambiente da União Europeia (UE) que fechou o acordo sobre a lei Lei de Restauro da Natureza, com voto positivo de Portugal.

    Os Estados-Membros cumpriram os seus compromissos e, com uma maioria de 20 países, representando 66,07% da população, a lei foi oficialmente aprovada, com a Ministra do Ambiente da Áustria, Leonore Gewessler a intervir no último minuto, alterando a anterior posição do país e salvaguardando a lei.

    Portugal «manteve-se do lado certo da história, com a Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, a votar a favor da Lei de Restauro da Natureza e mantendo a posição que Portugal já tinha, anteriormente, assumido», anotam as ONG.


    A votação, sublinhas, «é uma vitória maciça para a natureza da Europa e para os cidadãos que há muito apelam a uma ação imediata para combater o declínio alarmante da natureza».

    E esclarecem: «Depois de anos de intensa campanha e de muitos altos e baixos, estamos radiantes com o facto de esta lei ser agora uma realidade — este dia ficará na história como um ponto de viragem para a natureza e a sociedade».

    Dizem que, a partir de agora é necesário que «todos ponham mãos à obra: os Estados-Membros devem aplicar corretamente e sem demora esta legislação nos seus países, em estreita colaboração com todas as partes interessadas.

    No fim de contas, a natureza pode recuperar, para bem do nosso clima, da biodiversidade e das pessoas!», afirma a coligação #RestoreNature, constituída pela BirdLife Europe, ClientEarth, EEB e WWF EU, cujos membros em Portugal juntaram esforços com outras organizações de defesa do ambiente nacionais para se baterem pela Lei de Restauro da Natureza.

    No fim de contas, a lei enfrentou um dos percursos mais tumultuosos da história da legislação da UE, dizem os signatários. «Depois de sobreviver a uma campanha de desinformação absurda e sem precedentes, com o objetivo de destruir a Lei de Restauro da Natureza no Parlamento Europeu, enfrentou o risco de ser rejeitada na última etapa no Conselho Europeu de Ministros do Ambiente. No final, porém, o apoio à lei acabou por prevalecer».


    Trata-se de um resultado oportuno para apresentar na próxima Conferência das Partes da Convenção da Diversidade Biológica (COP16), a realizar no final deste ano, mostrando que a Europa está disposta a assumir a liderança na resolução das crises climática e da biodiversidade, assumindo os seus compromissos globais.

    É também uma mensagem muito clara para o novo Parlamento e a nova Comissão da UE, para que não se esqueçam de manter a biodiversidade na primeira linha da sua agenda.


    Este resultado surgiu na sequência de uma mobilização pública maciça, dizem os signatários. Ao longo dos últimos anos, mais de um milhão de assinaturas e mensagens de cidadãos, apelos repetidos de mais de 6000 cientistas, mais de 100 empresas, organizações de juventude e da sociedade civil de vários sectores foram feitos para defender esta lei e a integridade do Pacto Ecológico Europeu.


    A lei não é apenas «uma grande mais-valia não só para a natureza, mas também para a agricultura sustentável, que deve ser mais apoiada através também da Política Agrícola Comum, e para o desenvolvimento das regiões desfavorecidas do interior do país, através da criação de novas atividades económicas de empregos verdes».

    As 31 organizações de ambiente e movimentos de cidadãos que apoiaram e acompanharam a campanha #RestoreNature em Portugal estão a congratular-se com este marco histórico, e estendem um agradecimento a «todos os que contribuíram para este resultado e o tornaram possível».

    Subscrevem este xomunicado as ONGA e os movimentos ADPM; AEPGA; Agrobio; ALAMBI; Aldeia; Almargem; ANP|WWF; A Rocha; Campo Aberto; CEENTAA; CPADA; Dunas Livres; FAPAS; GEC; GEOTA; Íris; Juntos pelo Sudoeste; LPN; MovRioDouro; OIKOS; OMA; Palombar; PolliNET; ProTejo; PTF; Quercus; Sciaena; SPEA; SPECO; TAGIS; ZERO


    Fonte: ANP|WWF



  • É bom o apoio mas verba insuficiente

    É bom o apoio mas verba insuficiente

    Com base nos possíveis investimentos elegíveis a financiar, o Sistema de Incentivos «apresenta-se como um programa adequado a apoiar investimentos de pequena dimensão para criação de micro e pequenas empresas e para a expansão ou modernização das suas atividades».

    Porém, o NERBE/AEBAL, observa que se apresenta como insuficiente tendo em conta as manifestações de interesse recolhidas pela nossa Associação durante o período em que não existiam avisos abertos, provocado pela transição do Portugal 2020 e o Portugal 2030.

    Também a restrição de atividades económicas elegíveis constante no referido aviso que acaba por deixar de fora atividades que se apresentam como importantes para o território, salientando que «apenas parte do setor industrial e do setor do turismo são considerados para apoio no âmbito do aviso».

    Realça o NERBE/AEBAL, que as diferenças explanadas no aviso entre as diversas NUT III do Alentejo, concretamente ao nível das dotações orçamentais e atividades elegíveis, «poderão ser um fator de não coesão territorial, pois estas diferenças são gritantes concretamente entre o Alto Alentejo e as restantes sub-regiões do Alentejo».

    Várias empresas ficam impossibilitadas de concorrer ao aviso e, uma vez que, as mesmas se encontravam há vários meses à espera da sua abertura, o NERBE/AEBAL solicita aos órgãos competentes, que o próximo aviso a ser criado, seja acessível a outras várias atividades, com uma dotação aceitável.

    Tal ´deve permitir, que as empresas, que têm estado a atrasar as suas decisões de investimento, o possam fazer retroativamente à data de abertura das candidaturas.

  • Aeroporto de Beja a crescer

    Aeroporto de Beja a crescer

    Verificámos outros fatores em relação às potencialidades desta importante infraestrutura nacional que, recentemente recebeu um impulso mediático com a presença da cantora Taylor Swift que o escolheu, pretetindo Lisboa.

    Porém, se este crescimento é significativo em termos da própria infraestrutura, qual a real importâncias destes números no contexto dos aeroportos de Portugal Continental?

    O Aeroporto de Beja, situado na tranquila região do Alentejo, tem sido objeto de discussão quanto ao seu papel no panorama aeroportuário de Portugal Continental.

    Recentemente, dados da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) e análises de fontes locais, como o site da Rádio Campanário, indicam um crescimento na utilização desta infraestrutura. Este crescimento, embora significativo para o próprio aeroporto, levanta questões sobre a sua relevância no contexto mais amplo dos aeroportos portugueses.

    A importância de um aeroporto não se mede apenas pelo seu tráfego aéreo ou pela sua capacidade de infraestrutura, mas também pelo seu impacto econômico e social na região em que se insere.

    O Aeroporto de Beja, por exemplo, tem visto um aumento na sua vertente industrial, com investimentos na manutenção e estacionamento de aeronaves. Este tipo de atividade contribui para a economia local, criando empregos e atraindo investimentos adicionais.

    No entanto, apesar desses desenvolvimentos positivos, o Aeroporto de Beja enfrenta desafios para se consolidar como um hub de tráfego de passageiros e carga.

    A falta de interesse dos operadores aéreos em utilizar o aeroporto como ponto de partida ou chegada para voos de passageiros é uma das principais barreiras.

    Isso é em parte devido à sua localização geográfica e à concorrência com outros aeroportos mais estabelecidos, como os de Lisboa, Porto e Faro, que juntos representam uma grande fatia do tráfego aéreo em Portugal Continental.

    Além disso, a relevância de um aeroporto também está ligada à sua capacidade de atrair turismo para a região. O Alentejo, apesar de ser uma área de crescente notoriedade turística, ainda não alcançou um estatuto que o torne um destino de grande procura internacional. Isso reflete diretamente na utilização do Aeroporto de Beja para o tráfego de passageiros.

    A longo prazo, o Aeroporto de Beja pode vir a desempenhar um papel mais central no sistema aeroportuário de Portugal, mas isso requer uma visão estratégica e colaboração entre diversos stakeholders.

    Dados: ANAC, Rádio Campanário, Copilot
  • A aula aberta na Secundária do senhor Governador

    A aula aberta na Secundária do senhor Governador

    A iniciativa procurou proporcionar aos estudantes uma experiência enriquecedora, numa ótica de partilha de experiências e de pontos de vista, em que tiveram a oportunidade de colocar perguntas ao Governador do Banco de Portugal, ele que estudou como aluno naquele estabelecimento de ensino,

    Nascido em Olhão, em 1966, Mário Centeno viveu em Vila Real de Santo António durante toda a infância e parte da adolescência, até aos 15 anos, mudado, depois, para Lisboa.

    Mário Centeno é, desde julho de 2020, Governador do Banco de Portugal, tendo-se doutorado em Economia pela Universidade de Harvard em 2000. Foi ministro das Finanças entre 2015 e 2020, nos governos de António Costa.

    Veja a aula em Guadinforma

  • Dejetos humanos fazem voar aviões

    Segundo apurou a TNews, a Firefly Green Fuels, empresa britânica de biocombustíveis, apoiada pela Wizz Air, desenvolveu um processo para converter resíduos humanos em combustível de aviação sustentável (SAF).

    A empresa tem como objetivo construir uma unidade de produção piloto em Harwich, Essex, até 2027, seguida de uma unidade à escala comercial até 2029, depois de garantir acordos com uma série de parceiros.

    A equipe de liderança da Firefly está a trabalhar intensamente para colocar este novo processo SAF em funcionamento no Reino Unido, antes de expandir para outros mercados globais, escreve a imprensa britânica.

    De acordo com um estudo da Cranfield University, o SAF da Firefly proporciona uma economia de carbono de 92% em comparação com o combustível de aviação convencional.

  • CPME apresentou ao Governo e Parlamento 40 medidas

    CPME apresentou ao Governo e Parlamento 40 medidas

    A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME) tem sido uma voz ativa na defesa e promoção dos interesses das empresas de menor dimensão em Portugal.

    Com a apresentação de um conjunto de 40 propostas ao Governo e aos Grupos Parlamentares, a CPPME busca influenciar a legislação e as políticas públicas para o desenvolvimento económico e social do país.

    As propostas da CPPME para a legislatura de 2024 a 2028 refletem uma ampla discussão com as Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME), bem como com suas associações e federações setoriais.

    Estas propostas abrangem dez áreas de atuação críticas, desde investimento e finanças até formação e segurança social, demonstrando a abordagem holística que a CPPME adota para enfrentar os desafios econômicos atuais.

    Uma das medidas imediatas propostas é o pagamento às MPME dos apoios em falta, referentes aos projetos do Portugal 2020, COVID e calamidades. Esta medida visa aliviar a pressão financeira imediata que muitas destas empresas enfrentam, permitindo-lhes continuar a operar e a contribuir para a economia nacional.

    A CPPME argumenta que as políticas económicas, fiscais e de crédito atuais favorecem desproporcionalmente as grandes empresas, em detrimento das MPME, que são a espinha dorsal da economia portuguesa, gerando a maioria dos empregos e contribuindo significativamente para o PIB nacional.

    A confederação apela a uma mudança nessas políticas para criar um ambiente mais equitativo e favorável ao crescimento das MPME.

    O impacto das MPME no tecido económico nacional é inegável, e a CPPME destaca a necessidade de reconhecer e apoiar o seu papel vital. As propostas apresentadas são um passo importante para garantir que as MPME recebam o suporte necessário para prosperar, beneficiando assim toda a economia portuguesa.

    A iniciativa da CPPME é um exemplo de como as organizações podem colaborar com o governo para moldar políticas que promovam um desenvolvimento sustentável e dinâmico, essencial para o futuro económico de Portugal.