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Categoria: Destaque

  • Prémio Nova Dramaturgia procura a grande voz feminina

    Prémio Nova Dramaturgia procura a grande voz feminina

    Cepa Torta incentiva escrita por mulheres

    O panorama teatral em língua portuguesa tem uma nova janela de oportunidade.

    Estão oficialmente abertas as candidaturas para a 6.ª Edição do prestigiado Prémio Nova Dramaturgia de Autoria Feminina, uma iniciativa crucial para o reconhecimento e divulgação das criadoras contemporâneas. O prazo para submissão de peças termina a 31 de março.

    Promovido pela Companhia Cepa Torta, este prémio nasce da missão de incentivar, reconhecer e divulgar a dramaturgia escrita por mulheres. A iniciativa visa preencher lacunas no palco e fortalecer as vozes femininas na literatura dramática, garantindo que novas obras cheguem ao público e à crítica.

    A elegibilidade é clara e inclusiva. O concurso destina-se a pessoas singulares, maiores de idade, que se identifiquem com o género feminino — abrangendo escritoras cisgénero e transgénero. O requisito principal é a apresentação de uma obra dramatúrgica inédita e que nunca tenha sido representada publicamente.

    O reconhecimento da obra vencedora é multifacetado e altamente valorizado no meio. Além de um prémio pecuniário de 1.000 euros, a autora garante a edição em livro da sua peça, fruto de uma parceria com a editora Douda Correria. Mais importante, a peça será integrada na programação de 2026 do Festim Esta noite grita-se, assegurando a sua produção e estreia perante o público.

    Ao longo das suas cinco edições, o prémio já se estabeleceu como um marco, distinguindo talentos emergentes e consolidados. Entre as autoras laureadas encontram-se Sabrina Marthendal, vencedora da 5.ª edição com a peça ‘Pedral’, e Luz Ribeiro, distinguida pela obra ‘Lacuna’ na edição anterior. Nomes como Sofia Perpétua, Maria Giulia Pinheiro e Lara Mesquita também figuram na lista de vencedoras, atestando o impacto da iniciativa.

    A Companhia Cepa Torta convida todas as dramaturgas a apresentarem as suas criações. Os regulamentos completos da 6.ª edição, bem como um conjunto de Perguntas Frequentes (FAQ) que ajudam a esclarecer dúvidas, estão disponíveis para consulta. Em caso de necessidade de esclarecimentos adicionais, as interessadas podem contactar a organização através do email producao@cepatorta.org. Não perca a oportunidade de partilhar a sua escrita e fortalecer a dramaturgia feminina em Portugal.

  • Estabilização de bermas contra derrocadas em Castro Marim

    Estabilização de bermas contra derrocadas em Castro Marim

    Segurança Rodoviária Reforçada

    A segurança rodoviária voltou a ser uma prioridade máxima no Município de Castro Marim.

    A autarquia acaba de anunciar a conclusão de importantes trabalhos de estabilização e reposição de bermas em vários locais do território, com o objetivo claro de minimizar riscos e garantir a boa circulação.

    Os trabalhos concentraram-se em troços críticos, nomeadamente na área compreendida entre a estrada da Cortelha e o limite do concelho.

    Esta intervenção é considerada essencial para proporcionar «melhores condições de segurança aos residentes e visitantes, atuando diretamente em pontos vulneráveis».

    Os trabalhos de limpeza e reposição decorreram com recurso a uma combinação de meios mecânicos e apeados, mobilizando as equipas municipais que se encontram diariamente na rua.

    A estabilização das bermas é crucial, não só para reforçar a estrutura da via, mas também para aumentar significativamente a visibilidade dos condutores, um fator decisivo na prevenção de acidentes.

    Adicionalmente, esta ação preventiva é vital para os períodos de maior pluviosidade. Ao garantir a integridade das margens da estrada, a autarquia previne obstruções causadas por potenciais derrocadas e garante um melhor escoamento da água, assegurando que as condições de circulação se mantêm adequadas mesmo sob mau tempo.

    O Município reafirma, desta forma, o seu compromisso que considera inabalável com a manutenção contínua do espaço público e com o bem-estar da população.

    As equipas operacionais de Castro Marim são mantidas em alerta constante, prontas a responder prontamente às necessidades manifestadas pelas várias freguesias do concelho, garantindo que a rede viária se mantém sempre em ótimas condições de conservação e segurança.

  • Oceania Cruises adota modelo ‘Adults Only’ a partir de 2026

    Oceania Cruises adota modelo ‘Adults Only’ a partir de 2026

    O foco é no Relaxamento e Sofisticação

    A Oceania Cruises, reconhecida pelo seu posicionamento no segmento «upper premium» com ênfase na gastronomia e destinos culturais, anunciou uma alteração estrutural significativa no seu modelo operacional.

    A partir de 7 de janeiro de 2026, a companhia passará a ser estritamente “Adults Only”, aceitando apenas novas reservas para passageiros com 18 ou mais anos de idade.

    Esta decisão estratégica, divulgada em conjunto com o grupo Norwegian Cruise Line Holdings (NCLH), reflete uma profunda análise de mercado e a auscultação de clientes e parceiros comerciais.

    Segundo a empresa, a mudança visa alinhar-se com a preferência dos seus passageiros por ambientes mais tranquilos, focados no relaxamento, na sofisticação a bordo e na descoberta de destinos.

    Os nossos passageiros procuram, acima de tudo, calma e sofisticação a bordo”, refere a companhia, sublinhando a intenção de elevar a essência da experiência de cruzeiro.

    O Período de Transição

    É importante notar que a nova política se aplica exclusivamente a reservas efetuadas a partir da data definida (7 de janeiro de 2026). Todas as viagens já contratadas anteriormente, mesmo que incluam menores de 18 anos, serão integralmente respeitadas. Isto implicará um período de transição durante o qual poderão ainda viajar famílias em alguns itinerários.

    A Oceania Cruises estima que, à medida que os cruzeiros pré-vendidos se esgotam, praticamente 100% da sua frota estará a operar sob o conceito exclusivo para adultos no início da temporada de 2027.

    O marco desta transição será a entrada em operação do «Oceania Sonata», prevista também para 2027. Este navio será o primeiro da companhia a iniciar a sua atividade já totalmente enquadrado no novo modelo Adults Only.

    Nos navios atualmente em serviço, a implementação será gradual, sendo as classes Regatta e Insignia – tipicamente associadas a itinerários mais longos – as primeiras a refletir o novo conceito. Já os navios mais recentes, como o «Vista» e o «Allura», eliminarão progressivamente a presença de famílias, à medida que as reservas antigas forem sendo concluídas.

    Segmentação Estratégica no Grupo NCLH

    Com esta decisão, o Norwegian Cruise Line Holdings reforça a segmentação clara das suas três marcas. A Oceania Cruises passa a ocupar inequivocamente o nicho *upper premium* para adultos, direcionado a casais, viajantes individuais e grupos de amigos que valorizam a alta gastronomia, itinerários culturais e um ambiente mais reservado.

    Em contraste, a Norwegian Cruise Line (NCL) manterá o seu foco no segmento familiar e de lazer, com uma oferta sem restrições de idade e orientada para o entretenimento multigeracional.

    Por sua vez, a Regent Seven Seas Cruises, no segmento de ultra-luxo, continuará a aceitar menores. Contudo, dado o seu posicionamento «all-inclusive» e os elevados padrões de serviço, o seu público-alvo permanece, maioritariamente, adulto.

  • Altri alcança Nível ‘A’ no rating CDP

    Altri alcança Nível ‘A’ no rating CDP

    Consolida liderança Global na luta contra as Alterações Climáticas

    A Altri, uma das principais referências europeias na bioeconomia, deu um passo significativo no panorama global da sustentabilidade ao atingir a classificação de nível ‘A’ no prestigiado rating do CDP (Carbon Disclosure Project) em 2025.

    Ou seja, nio abandono do uso do carbono. Este feito coloca a empresa portuguesa no restrito grupo de líderes mundiais em desempenho ESG (Ambiental, Social e Governança), reforçando o seu propósito de construir um futuro mais renovável.

    Este reconhecimento é particularmente relevante, uma vez que o nível ‘A’ obtido pela Altri no pilar das Alterações Climáticas a posiciona muito acima da média internacional do seu setor, que se situa em ‘B’.

    A avaliação minuciosa do CDP incidiu sobre três vetores ambientais cruciais, tendo a Altri demonstrado excelência em todos eles: Alterações Climáticas (A), Florestas (A-), e Água (A-).

    O desempenho de topo foi validado em diversas categorias essenciais. A Altri alcançou a classificação máxima ‘A’ tanto na sua estratégia de negócio ligada ao Clima e à Água, como na gestão de impactos, oportunidades e riscos ambientais.

    Igualmente destacadas foram as suas políticas de energia, as rigorosas iniciativas de redução de emissões de carbono e o elevado nível de verificação e reporte dessas emissões.

    José Soares de Pina, CEO da Altri, sublinha que este reconhecimento é uma validação independente e robusta da estratégia da empresa. «A atribuição da classificação A pelo CDP confirma a solidez da estratégia da Altri e a consistência do trabalho que temos vindo a desenvolver no âmbito do ESG e do combate às alterações climáticas», afirma o CEO.

    Este feito, diz «reforça o nosso propósito de contribuir ativamente para a construção de um mundo mais renovável e sustentável, materializado num Compromisso 2030 exigente, com objetivos claros e mensuráveis, cuja concretização temos assegurado de forma contínua

    A Importância da Avaliação CDP

    O CDP é uma organização internacional sem fins lucrativos e o maior sistema global de divulgação de informação ambiental. As suas pontuações são amplamente utilizadas pelo mercado financeiro e investidores para avaliar o risco e apoiar decisões de investimento, promovendo uma transição para uma economia sustentável, resiliente e com zero emissões de carbono. Ser classificado com o nível ‘A’ demonstra não apenas o compromisso, mas a implementação efetiva de medidas ambientais de alto impacto.

    O que faz a ALTRI?

    A Altri é uma empresa da bioeconomia e um produtor europeu de referência de fibras celulósicas (pasta de papel), obtidas exclusivamente a partir de florestas certificadas.

    O Grupo é responsável pela gestão de mais de 100 mil hectares de floresta em Portugal, integralmente certificada. Além da produção de fibras celulósicas, a sua estratégia assenta no aproveitamento integral dos recursos florestais, estando também presente no setor das energias renováveis de base florestal, garantindo uma operação alinhada com os princípios da sustentabilidade e economia circular.

  • Centro de Reprodução do Lince-ibérico em Silves

    Centro de Reprodução do Lince-ibérico em Silves

    Uma oportunidade única para ser voluntário

    O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) lançou um importante apelo à participação cívica, abrindo seis vagas para voluntariado no Centro Nacional de Reprodução de Lince-ibérico (CNRLI), localizado em Silves.

    Esta é uma oportunidade excecional para indivíduos motivados que desejam participar ativamente nos esforços cruciais para a recuperação e conservação de uma das espécies mais ameaçadas do planeta: o lince-ibérico.

    As vagas disponíveis dividem-se por dois períodos estratégicos que coincidem com a época de reprodução e o início do desenvolvimento das crias. Existem duas vagas abertas para o período compreendido entre fevereiro e abril e outras quatro vagas disponíveis para os meses de maio a julho de 2026.

    Os voluntários selecionados integrarão a equipa de Etologia e Videovigilância do CNRLI. O seu trabalho consistirá em acompanhar as equipas internas na observação minuciosa e no registo comportamental dos linces, um processo essencial para monitorizar o sucesso da reprodução e o bem-estar dos animais. Para garantir a qualidade do trabalho, todos os voluntários receberão formação especializada para o efeito.

    O CNRLI procura candidatos com elevada motivação e, preferencialmente, com formação académica em áreas como as ciências naturais, a etologia ou as ciências do comportamento.

    Em termos de apoio logístico, o Centro assegurará o alojamento gratuito nas suas instalações durante todo o período de voluntariado. Adicionalmente, será concedido um montante diário equivalente ao subsídio de refeição (€6) por dia de trabalho, e a cobertura por seguro de acidentes pessoais.

    O Centro Nacional de Reprodução de Lince-ibérico, coordenado pelo ICNF e em funcionamento desde 2009, desempenha um papel fundamental no Programa de Conservação Ex Situ. O seu objetivo primordial é criar e preparar exemplares em cativeiro para posterior reintrodução no seu habitat natural, reforçando assim as populações selvagens na Península Ibérica.

    Os resultados do Centro em Silves são notáveis e demonstram o sucesso do projeto. Desde a sua criação, nasceram 181 linces no CNRLI, sendo que 114 destes exemplares foram subsequentemente reintroduzidos na natureza em diversas regiões da Península Ibérica. Só durante o ano de 2025, o Centro celebrou o nascimento de 11 novas crias, sublinhando o impacto contínuo do seu trabalho.

    Os interessados em candidatar-se a esta missão de conservação devem enviar os seus currículos e cartas de motivação para o endereço de e-mail: cnrli.voluntarios@gmail.com. Esta é a sua oportunidade de fazer a diferença na recuperação desta espécie icónica.

  • O Jazz Brilha em Lagos

    O Jazz Brilha em Lagos

    Orquestra do Algarve Abre 2026 com Tributo a Ella Fitzgerald

    A Orquestra de Jazz do Algarve (OJA) prepara-se para iniciar o ano de 2026 em grande estilo, marcando o calendário cultural algarvio com um espetáculo imperdível.

    O concerto de abertura está agendado para o próximo dia 28 de janeiro, às 19h00, no Auditório do Centro Cultural de Lagos (CCL), inserido nas celebrações do aniversário da Elevação de Lagos a Cidade.

    Intitulado “Ella & More”, este espetáculo será uma sentida homenagem à “Primeira Dama da Canção”, Ella Fitzgerald, uma das figuras mais incontornáveis da história do jazz mundial.

    A escolha do tema é simbólica, uma vez que a carreira fulgurante de Fitzgerald começou precisamente em orquestras de jazz, e a sua colaboração com grandes formações, como as de Duke Ellington e Count Basie, cimentou o seu estatuto.

    Com 13 prémios Grammy e mais de 40 milhões de álbuns vendidos, o seu legado musical continua a ser uma referência intemporal.

    Para dar corpo e voz a este programa de puro swing, a OJA convidou Sara Miguel, uma voz já familiar ao público da orquestra.

    A cantora portuense tem vindo a consolidar a sua posição no panorama nacional com projetos originais, mantendo sempre uma forte ligação às raízes jazzísticas. Sara Miguel, atualmente residente na Ilha do Pico, nos Açores, regressa ao Continente em exclusivo para apresentar algumas das suas mais notáveis interpretações inspiradas na obra de Ella Fitzgerald.

    Este pontapé de saída para 2026 segue-se a um ano de 2025 notavelmente bem-sucedido para a Orquestra de Jazz do Algarve. As salas continuaram a encher e a OJA recebeu centenas de mensagens de reconhecimento que atestam a qualidade da sua programação intensa, diversificada e dos seus convidados de excelência.

    É um motivo de enorme orgulho para esta orquestra — formada e desenvolvida no Algarve e para o País — sentir o carinho e o apoio constante do público.

    O sucesso da OJA não seria possível sem o apoio estrutural de diversas entidades. A Orquestra conta com o suporte de 12 autarquias algarvias e com o apoio sustentado da DGArtes, renovado até 2030.

    Adicionalmente, a OJA é uma das poucas orquestras a beneficiar do patrocínio de marcas internacionais de referência, como a Denis Wick, a Eastman Winds e a Schilke, que fornecem diariamente equipamentos e instrumentos de excelência, garantindo a alta qualidade sonora das suas apresentações.

    Para 2026, a Orquestra ambiciona alargar o seu alcance a um número ainda maior de algarvios e consolidar o seu crescimento. Mas, por agora, o primeiro grande momento do ano está marcado: Lagos, 28 de janeiro, às 19h00.

    Os bilhetes para o concerto “Ella & More” estarão brevemente disponíveis através da bol.pt e poderão também ser adquiridos diretamente no Centro Cultural de Lagos. Para mais informações, o contacto telefónico é o 282 770 450. Não perca o encontro de jazz que promete aquecer o final de janeiro.

  • Opinião | A nova unidade hospitalar do Algarve

    Opinião | A nova unidade hospitalar do Algarve

    por José Estêvão Cruz

    O Governo decidiu criar uma nova unidade hospitar para o Algarve e ainda bem. CCDRA, por José Apolinário e AMAL, por António Pina, apresentaram as naturais saudações devidas à decisão de uma obra que tardava.

    Porém, tal unidade de saúde só estará concluída no ano de 2031. Ou seja, daqui a cinco anos num Mundo que acelera em termos de construção e tecnologia. Cinco anos é muito tempo no estágio de desenvolvimento atual da Humanidade e no espaço dos países desenvolvidos em que nos integramos.

    É natural que qualquer algarvio se encontre contente com esta decisão, pois é a primeira pedra legal para o arranque, mas sabemos todos os empecilhos que têm sido erguidos no caminho de qualquer obra e a lentidão dos procedimentos e obstruções. Ser PPP também não ajuda.

    Que pensa a sociedade algarvia que já se manifestou e que saúde poderá ser encontrada daqui a cinco anos com o número de residentes e visitantes a aumentar a taxas anormais, teremos de o averiguar.

    Foi, em contexto de parceria público‑privada, com um investimento previsto de cerca de 420 a 426,6 milhões de euros e um encargo total na ordem dos 1 100 milhões ao longo de cerca de 27 anos, que o Governo aprovou em Conselho de Ministros a construção do Hospital Central do Algarve, segundo a CNN Portugal.

    O Executivo estima que a unidade esteja operacional em 2031, depois de décadas de anúncios falhados e «oito primeiras pedras», o que é apresentado como correção tardia de uma injustiça para a região., salienta o Algarve Primeiro.

    Vemos que o novo Hospital Central do Algarve é apresentado como «dia histórico» e «sonho de décadas» por governantes e entidades regionais, mas a distância entre o anúncio e a entrada em funcionamento em 2031, alimenta a inquietação numa sociedade que já sente hoje o SNS no limite.

    Entretanto, vamos ter de lidar com o contraste entre o alívio político-institucional e a ansiedade de profissionais de saúde, autarcas, utentes e empresários perante mais cinco invernos e cinco verões de pressão sobre um sistema fragilizado.​

    O reforço para já das estruturas do SNS é muito mais importante que o anúncio de mais uma PPP.

    O Algarve bateu em 2024 o recorde de hóspedes, com 5,2 milhões de visitantes e cerca de 20,7 milhões de dormidas, mantendo‑se como principal destino turístico nacional e com o aeroporto de Faro a ultrapassar 9,8 milhões de passageiros.

    Esta dinâmica turística, somada ao crescimento de residentes, traduz‑se numa pressão sazonal extrema sobre urgências, internamentos e meios complementares de diagnóstico, num contexto em que os hospitais de Faro e Portimão acumulam queixas de sobrecarga e falta de profissionais.​

    É necessário reconhecer que, se muitos algarvios reconhecerão a importância simbólica e prática de finalmente haver uma decisão com calendário, a promessa tem 20 anos. Ou seja, a necessidade foi reconhecida nessa ocasião e vai ser apenas cumprida 25 anos depois, em 2031. Temos de convir que é um horizonte demasiado distante para as necessidades de hoje.

    E ainda falta saber se ter um novo hospital em 2031 nos trará os cuidados que consigam serviços que possam suprir as listas de espera, a falta de médicos de família e o recurso a privados, que já fazem parte do quotidiano.​

  • Água para o Interior: Transferência de Gestão Hídrica Reforça Agricultura em Alcoutim

    Água para o Interior: Transferência de Gestão Hídrica Reforça Agricultura em Alcoutim

    A gestão da água para a agricultura no interior do Sotavento Algarvio acaba de ser reforçada, numa medida crucial para a resiliência dos campos de Alcoutim.

    O Ministério da Agricultura e Mar, através do Ministro José Manuel Fernandes, aprovou a transferência da gestão de mais quatro aproveitamentos hidroagrícolas para a Associação de Beneficiários do Plano de Rega do Sotavento do Algarve (ABPRSA).

    Esta decisão, formalizada por despacho de 7 de janeiro, aprova a segunda adenda ao Contrato de Concessão para a Gestão do Aproveitamento Hidroagrícola do Sotavento Algarvio, dando seguimento a um modelo de gestão partilhada que visa maior eficiência e capacidade de resposta.

    Para o concelho de Alcoutim, esta é uma notícia de particular relevância, abrangendo duas infraestruturas críticas, que representam a maior área de intervenção desta nova tranche: o aproveitamento de Preguiças (24 ha), na freguesia de Vaqueiros, e o de Pessegueiro (68 ha), em Martim Longo. No seu conjunto, as quatro infraestruturas transferidas abrangem 126 hectares de área beneficiada e uma capacidade de armazenamento de 0,8 hectómetros cúbicos, essenciais para a produção agrícola da região.

    A necessidade desta consolidação surge devido à dificuldade sentida pelas anteriores entidades gestoras. As associações responsáveis pelos aproveitamentos de Pessegueiro, Mealha (Tavira) e Monte da Ladeira (Castro Marim) renunciaram voluntariamente à função, reconhecendo que a ABPRSA, por possuir maior capacidade e recursos humanos, estaria mais apta a prosseguir os fins de interesse público, garantir o cumprimento das obrigações legais e, fundamentalmente, responder aos desafios colocados pela emergência climática.

    No caso específico do aproveitamento das Preguiças, a sua gestão estava suspensa por despacho ministerial desde novembro de 2025, o que torna urgente esta nova atribuição de responsabilidade.

    A integração destes aproveitamentos insere-se numa estratégia ministerial mais vasta de consolidação da gestão dos pequenos aproveitamentos hidroagrícolas no Algarve. O objetivo é claro: garantir o cumprimento das exigências legais, promover a manutenção e valorização das infraestruturas e otimizar o uso e a gestão do recurso água, num contexto de crescente escassez hídrica.

    Para os agricultores de Alcoutim, a centralização da gestão na ABPRSA espera-se que represente uma garantia de maior estabilidade e eficiência operacional nas suas infraestruturas hídricas, assegurando que os aproveitamentos vitais para o interior têm o apoio necessário para enfrentar os períodos de seca e promover a sustentabilidade agrícola local.

  • Vila Real de Santo António: Obras de 50 Milhões de Euros do PRR podem reabilitar 372 Fogos de Habitação Social

    Vila Real de Santo António: Obras de 50 Milhões de Euros do PRR podem reabilitar 372 Fogos de Habitação Social

    O município de Vila Real de Santo António (VRSA) anunciou que acaba de assegurar o maior investimento estrutural da sua história no parque habitacional municipal.

    Um plano de requalificação de 50 milhões de euros, integralmente financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), irá reabilitar profundamente 372 fogos de habitação social, garantindo melhores condições de conforto e segurança a centenas de famílias que aguardavam por esta intervenção há décadas.

    O projeto anuncia-se como representando um passo decisivo para resolver as carências habitacionais do concelho, abrangendo a renovação integral de todos os bairros de habitação social.

    Financiadas a 100% pelo PRR e pelo Programa 1.º Direito, as obras arrancam já este mês de janeiro e estender-se-ão, em várias frentes e em simultâneo, por todas as freguesias, até ao primeiro semestre de 2026.

    O presidente da Câmara Municipal de VRSA, Álvaro Araújo, salientou que a iniciativa é «o culminar de uma estratégia rigorosa para devolver a dignidade e a qualidade de vida que os nossos munícipes aguardavam há décadas», tratando-se de um investimento tão ambicioso quanto necessário.

    Ao contrário de manutenções pontuais realizadas no passado, esta intervenção foca-se na reabilitação profunda e estrutural das frações. Os trabalhos são vastos, incidindo sobre o reforço estrutural, a envolvente térmica e acústica, isolamentos e impermeabilizações de coberturas, bem como a substituição integral das redes de distribuição de água, eletricidade, telecomunicações e saneamento.

    Estima-se que as obras permitam uma melhoria mínima de 10% no desempenho térmico de todas as habitações, promovendo uma eficiência energética fundamental para o bem-estar das famílias residentes.

    Consciente do impacto das obras nos agregados familiares, a autarquia implementou um cuidadoso plano logístico, que incluiu reuniões setoriais com os moradores para planeamento.

    Para garantir o bem-estar das famílias durante a intervenção, foi desenvolvida uma solução inovadora de alojamento temporário através de mobile homes, já visíveis.

    Estas estruturas permitirão que os agregados familiares permaneçam em condições de conforto, junto dos seus bairros, enquanto as suas casas são renovadas, minimizando o transtorno. Segundo Álvaro Araújo, este planeamento prova que a coragem política permite «colocar as pessoas no centro da governação», assegurando que nenhum residente será esquecido.

    O investimento global ascende a 50.274.304,71 euros e será distribuído pelos sete bairros e pelos fogos dispersos do concelho. O Bairro Santo António concentra a maior fatia da verba (mais de 20 milhões de euros para 143 fogos), seguido pelo Bairro da Barquinha (cerca de 8,9 milhões de euros para 73 fogos).

    Esta requalificação histórica supera as barreiras financeiras que, durante anos, impediram a melhoria do parque habitacional social de VRSA.

    Com este passo, o município não só investe na revitalização urbana, mas reafirma o seu compromisso com a justiça social, garantindo que as famílias arrendatárias terão finalmente o conforto, a segurança e a qualidade de vida merecidas.

  • Litoral sob Pressão: Obras de 14 Milhões Arrancam em Quarteira com APA em Mudança e Autarquias sem Recursos

    Litoral sob Pressão: Obras de 14 Milhões Arrancam em Quarteira com APA em Mudança e Autarquias sem Recursos

    Por Redação GEM-DIGI | 9 de Janeiro de 2026

    QUARTEIRA — É já na próxima segunda-feira, dia 12 de Janeiro, que se inicia a grande operação de reposição de areia no litoral de Loulé. A intervenção, aguardada com ansiedade num Algarve fustigado por sucessivos temporais, avança num momento de fragilidade institucional: as autarquias clamam por falta de meios e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), dona da obra, atravessa um período de incerteza na sua liderança.

    Uma Operação de Engenharia Global contra a Erosão

    O arranque dos trabalhos incidirá no troço costeiro entre a praia de Quarteira e a praia do Garrão. A empreitada, orçada em cerca de 14,3 milhões de euros, visa a alimentação artificial do sistema costeiro, repondo o perfil de segurança das praias que perderam milhares de metros cúbicos de areia nos últimos invernos.

    Para mitigar o ceticismo local quanto ao cumprimento de prazos, a investigação sobre a adjudicação revela dados concretos sobre a robustez da operação. A obra está a cargo da Dravo S.A., empresa sediada em Madrid que opera como o braço ibérico do Grupo Van Oord.

    Trata-se de uma garantia técnica relevante: a matriz holandesa é uma das líderes mundiais em engenharia marítima e dragagens, com um histórico de execução de obras complexas e elevada capacidade financeira. Este perfil empresarial afasta, à partida, os receios de insolvência ou incapacidade técnica que frequentemente paralisam obras públicas em Portugal, permitindo antever que o areal estará pronto antes do início da época balnear.

    Autarquias “De Mãos Atadas” e o Vazio Central

    Apesar do avanço das máquinas em Quarteira, o enquadramento nacional permanece crítico. O temporal que atingiu a costa algarvia expôs, uma vez mais, a vulnerabilidade de um modelo de gestão centralizado.

    As Câmaras Municipais debatem-se com um duplo constrangimento:

    1. Falta de Competência Legal: A intervenção direta no Domínio Público Marítimo é exclusiva da administração central.
    2. Incapacidade Financeira: Os orçamentos municipais não comportam obras de dezenas de milhões de euros para proteção costeira.

    As autarquias restam, assim, dependentes da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e do Ministério do Ambiente. Contudo, esta dependência agrava-se com a instabilidade na própria agência. Confirmam-se as movimentações para a substituição da atual liderança da APA, criando um cenário onde a entidade responsável por gerir a crise costeira se encontra, ela própria, em gestão de mudança.

    Num momento em que não foi apenas Quarteira a sofrer danos — com registos de destruição em várias frentes de mar da região — a resposta do Estado surge agora com esta obra de grande envergadura, mas deixa por responder às questões estruturais sobre a agilidade e a estabilidade dos organismos que tutelam o litoral português.

  • NVIDIA Lança Isaac Lab-Arena: A Nova Era da Avaliação Escalável de Robótica em Simulação

    NVIDIA Lança Isaac Lab-Arena: A Nova Era da Avaliação Escalável de Robótica em Simulação

    A avaliação de políticas robóticas generalistas – aquelas que devem funcionar eficazmente em diversas tarefas, ambientes e estruturas – tem sido um dos maiores entraves à aceleração da investigação em IA.

    A complexidade e a diversidade exigidas tornam a avaliação em grande escala um processo notoriamente manual, tedioso e que exige infraestruturas personalizadas de alto custo.

    A NVIDIA, em colaboração com a Lightwheel, apresenta agora uma solução promissora para este desafio: o NVIDIA Isaac Lab-Arena. Esta framework de código aberto é uma extensão do NVIDIA Isaac Lab, desenhada especificamente para permitir uma avaliação eficiente e escalável de políticas robóticas em ambientes simulados.

    O Fim da Infraestrutura Personalizada

    O Isaac Lab-Arena visa libertar os programadores da necessidade de construir sistemas complexos do zero, oferecendo APIs simplificadas para a curadoria, diversificação e avaliação paralela em larga escala de tarefas. Isto permite que os investigadores se concentrem no protótipo de benchmarks complexos, em vez de se perderem na sobrecarga da construção do sistema.

    O objetivo é claro: criar um ecossistema crescente de benchmarks prontos a usar e métodos de avaliação partilhados, ancorados num núcleo unificado. Atualmente em fase pre-alpha, a NVIDIA convida a comunidade a participar ativamente na definição do seu roteiro.

    Benefícios Chave do Isaac Lab-Arena

    A arquitetura modular e as funcionalidades avançadas do Lab-Arena prometem revolucionar a forma como as políticas robóticas são testadas:

    Curadoria Simplificada de Tarefas (De 0 a 1): O sistema abandona as descrições monolíticas em favor de uma arquitetura ‘Lego’, que compila ambientes de forma dinâmica a partir de blocos independentes (Objetos, Cenas, Estruturas e Tarefas). Esta modularidade, combinada com um sistema de ‘Interações Padronizadas’ (Affordance system), garante que as tarefas possam ser dimensionadas por diversos objetos.

    Diversificação Automatizada (De 1 a Muitos):Os programadores podem agora misturar e combinar componentes com facilidade. Por exemplo, podem aplicar uma única tarefa a diferentes robôs ou objetos – como mudar uma tarefa de manipulação de uma lata de refrigerante doméstica para um tubo industrial – sem reescrever o código. A equipa ambiciona, no futuro, utilizar modelos de fundação para automatizar ainda mais a geração de tarefas realistas e diversificadas.

    Benchmarking* em Larga Escala e Agnóstico à Política: O Lab-Arena permite que qualquer política robótica seja avaliada em milhares de ambientes paralelos simultaneamente. Este processamento acelerado por GPU garante uma elevada taxa de transferência, permitindo avaliações rápidas mesmo com variações de parâmetros.

    Integração Sem Falhas no Ciclo de Trabalho: Embora o foco principal seja a avaliação, o Lab-Arena integra-se de forma coesa com as estruturas de geração de dados e de treino da NVIDIA. Isto inclui ferramentas como Isaac Lab-Teleop, Isaac Lab-Mimic, e o treino e inferência dos modelos NVIDIA Isaac GR00T N, facilitando um fluxo de trabalho de ciclo fechado.

    Implementação Flexível e Acesso Comunitário: Os programadores podem implementar o Lab-Arena tanto em estações de trabalho locais como em ambientes *cloud-native* (como OSMO), facilitando a integração em pipelines de CI/CD, *leaderboards* e plataformas de distribuição como o LeRobot Environment Hub. A natureza de código aberto com licença comercial encoraja a utilização e contribuição da comunidade, garantindo um núcleo robusto e partilhado de métodos de avaliação.

  • Castro Marim: Novo Regulamento para transparência e Planeamento no Apoio às Instituições Sociais

    Castro Marim: Novo Regulamento para transparência e Planeamento no Apoio às Instituições Sociais

    O Município de Castro Marim acaba de dar um passo decisivo para formalizar e otimizar a sua política de apoio às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), publicando um novo Regulamento Municipal que visa assegurar maior transparência e rigor na gestão de dinheiros públicos.

    Esta medida surge num contexto de forte investimento social por parte da autarquia. Nos últimos anos, Castro Marim tem sido fundamental no apoio a grandes investimentos estruturantes, como a construção do Lar de Alzheimer, do Lar de Altura, da Unidade de Cuidados Continuados do Azinhal e da creche, também em curso, no Azinhal.

    Face a estes investimentos de vulto, tornou-se imperativo criar um quadro normativo que estabelecesse regras claras sobre a atribuição de apoios.

    Publicado em Diário da República, o “Regulamento Municipal de Atribuição de Apoios às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), Entidades Equiparadas e Outras Entidades de Reconhecido Interesse Público” estabelece um sistema estruturado para a cooperação e o financiamento de entidades que prestam trabalho social essencial no concelho.

    O principal objetivo é definir, de forma objetiva e equitativa, as regras de acesso aos apoios municipais. O novo documento abrange não só grandes projetos, mas também apoios cruciais a atividades quotidianas, como transportes, intervenções de manutenção e financiamento de ações específicas das instituições.

    Para tal, o regulamento detalha os procedimentos para a apresentação e análise dos pedidos, os critérios de avaliação, e, fundamentalmente, os mecanismos de acompanhamento, fiscalização e controlo.

    Esta regulamentação é vital para o planeamento futuro. No horizonte da Câmara Municipal estão já projetos ambiciosos, incluindo a construção de um novo lar em Castro Marim (com a atribuição de um lote urbano de grande dimensão), o reforço do apoio à Creche no Azinhal e o apoio financeiro para a edificação do novo Centro de Dia em Altura.

    Para as instituições interessadas em candidatar-se aos apoios, o regulamento estabelece um prazo essencial de planeamento. De acordo com o Artigo 6.º, os pedidos de apoio devem ser apresentados através de requerimento dirigido ao Presidente da Câmara Municipal de Castro Marim até ao dia 31 de julho do ano anterior ao da execução da iniciativa, projeto ou atividade.

    Esta antecedência permite que os apoios sejam devidamente previstos e integrados no Orçamento Municipal e nas Grandes Opções do Plano, garantindo maior previsibilidade para as IPSS. Com a entrada em vigor deste instrumento, o Município de Castro Marim consolida uma relação de maior cooperação e transparência com o tecido social local, promovendo um desenvolvimento mais justo, solidário e sustentável para toda a comunidade.

  • Praia de Forte Novo em Quarteira exige reparações mediatas após erosão severa

    Praia de Forte Novo em Quarteira exige reparações mediatas após erosão severa

    A Praia de Forte Novo, em Quarteira, uma das joias da coroa do litoral algarvio, encontra-se num estado de degradação que tem suscitado preocupação generalizada, mobilizando a atenção tanto da imprensa regional como nacional. O impacto da recente agitação marítima e de fatores de erosão a longo prazo debilitou significativamente a orla costeira, forçando as autoridades a delinear um plano de intervenção urgente para garantir a segurança e a fruição da praia.

    O cenário atual em Forte Novo é visivelmente alarmante. Relatos e imagens que circulam nos meios de comunicação social mostram uma perda substancial do areal, expondo infraestruturas que normalmente estariam soterradas. O recuo da linha de costa ameaça apoios de praia e passadiços de acesso, essenciais para a mobilidade de veraneantes e residentes. Esta vulnerabilidade estrutural coloca um desafio imediato às entidades gestoras, obrigadas a agir rapidamente antes do início da época balnear.

    O que debilitou a Praia de Forte Novo é, sobretudo, a conjugação de fenómenos meteorológicos extremos – nomeadamente as fortes ondulações e as intempéries típicas do inverno – com a crónica erosão costeira que afeta grande parte da região do Algarve.

    A falta de proteção natural ou a insuficiência das barreiras existentes permitiram que a força do mar removesse toneladas de areia, alterando drasticamente o perfil da praia num curto espaço de tempo.

    Este é um problema que se agrava de ano para ano, exigindo soluções não só reativas, mas também preventivas e sustentáveis.

    Perante a gravidade da situação, as autoridades competentes – nomeadamente a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) em articulação com a Câmara Municipal de Loulé – já estão a planear as reparações mais imediatas. A prioridade máxima será a reposição do areal. Este processo de ‘engordamento’ da praia será feito através da dragagem e transporte de areias de zonas costeiras adjacentes ou de depósitos marinhos, garantindo a recuperação da largura mínima de praia necessária para a segurança e para a atividade turística.

    Adicionalmente, estão a ser consideradas intervenções de estabilização estrutural. Isto pode incluir a reparação ou reforço de muros de contenção e a realocação de barreiras de proteção para mitigar futuros impactos erosivos. O objetivo é assegurar que a Praia de Forte Novo esteja totalmente operacional e segura a tempo da chegada dos primeiros turistas de verão, minimizando o impacto negativo na economia local, altamente dependente do turismo de sol e mar.

    ./Redacção Gem-Digi

  • Algarve ‘foge’ ao frio intenso que atinge o resto do País

    Algarve ‘foge’ ao frio intenso que atinge o resto do País

    Enquanto o Portugal continental se prepara para enfrentar um brusco e rigoroso arrefecimento nas próximas 24 horas, o Algarve mantém-se à margem deste cenário mais severo. As previsões meteorológicas confirmam que a região sul será poupada aos picos mais extremos de frio que se farão sentir do Minho à Beira Interior.

    A restante parte do território nacional deve preparar-se para uma descida acentuada nas temperaturas. Esta frente fria, que se instala amanhã, traz consigo a probabilidade de formação de geadas e condições típicas de um inverno mais rigoroso, exigindo cuidados redobrados, especialmente nas zonas interiores e no Norte.

    Contudo, a situação na região algarvia apresenta um contraste notável. De acordo com os dados mais recentes, a gravidade e a intensidade do frio não atingirão os níveis observados noutras regiões do país. Embora as temperaturas possam registar uma ligeira descida em comparação com os dias anteriores, as mínimas manter-se-ão significativamente mais amenas.

    Este desvio nas condições meteorológicas reitera a particularidade climática do sul de Portugal. A região algarvia continuará a beneficiar de um clima moderado, oferecendo um refúgio para quem procura evitar o rigoroso inverno que se instala no resto do país. As autoridades, no entanto, mantêm o alerta para que os cidadãos de todo o território se protejam contra a sensação térmica mais baixa.

  • Portugal regista aumento chocante de vítimas mortais no Período Festivo

    Portugal regista aumento chocante de vítimas mortais no Período Festivo

    Os festejos de Natal e Ano Novo 2025/2026 foram marcados por um aumento dramático na sinistralidade fatal nas estradas portuguesas.

    Os dados divulgados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), GNR e PSP revelam que, apesar de uma redução no número total de acidentes, o saldo de vítimas mortais disparou, sinalizando a intensidade e gravidade dos sinistros ocorridos.

    Durante o período global da Operação (18 de dezembro de 2025 a 4 de janeiro de 2026), registaram-se 38 vítimas mortais, um aumento de 31% face ao período homólogo anterior.

    Esta tragédia ocorreu em 6083 acidentes, menos 4,4% do que no ano anterior. Esta estatística sublinha uma tendência preocupante: os acidentes que acontecem são significativamente mais graves e letais.

    No que diz respeito apenas ao Ano Novo (27 de dezembro a 4 de janeiro), o aumento foi ainda mais acentuado: 26 mortes em apenas nove dias, representando um crescimento de 86% de vítimas mortais face ao período de 2024/2025.

    A análise das causas aponta para comportamentos de risco recorrentes. Os despistes continuam a ser o flagelo principal, responsáveis por 53% das vítimas mortais no período festivo.

    Seguem-se as colisões (26%) e os atropelamentos (21%). A conjugação de excesso de velocidade, desatenção e cansaço em viagens de maior duração revela-se fatal.

    As 38 vidas perdidas tinham idades entre os 20 e os 88 anos. A esmagadora maioria das vítimas (32) era do sexo masculino. A distribuição geográfica das mortes mostra concentrações críticas nos distritos de Lisboa (7), Aveiro (7), Braga (5) e Porto (4). As estatísticas reforçam que a prudência é a única ferramenta eficaz na prevenção destes desfechos trágicos.

    Em resposta à elevada sinistralidade, as Forças de Segurança intensificaram a fiscalização rodoviária, numa escala impressionante. No total das operações de Natal e Ano Novo, foram controlados cerca de 13,8 milhões de veículos, recorrendo massivamente aos sistemas de radar (SINCRO).

    Deste esforço resultaram 52.114 infrações. Cerca de 60% destas contraordenações dizem respeito, precisamente, ao excesso de velocidade, confirmando que este é o principal motor de risco nas estradas nacionais. Outras infrações relevantes incluíram a ausência de inspeção periódica obrigatória (6,7%) e a utilização indevida do telemóvel ao volante.

    A vertente criminal também revela a persistência de condutas de alto risco. Foram registados 1749 crimes rodoviários, sendo a condução com taxa de álcool igual ou superior a 1,2 g/l (1102 casos) e a condução sem habilitação legal (502 casos) as categorias mais proeminentes. Estes números frios expõem a irresponsabilidade que ceifa vidas todos os anos.

    Paralelamente, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) manteve um dispositivo especial de prontidão, com o pré-posicionamento de 867 bombeiros e 256 veículos diariamente em 142 locais estratégicos de maior sinistralidade, garantindo a resposta rápida às emergências que infelizmente se materializaram.

    O balanço final das autoridades é claro: a tecnologia de fiscalização pode detetar infrações, mas a mudança só será sustentável se for impulsionada pela responsabilidade individual de cada condutor.

  • Faro imortaliza o legado de Artur Lara Ramos ao atribuir o seu nome à Pista de Atletismo

    Faro imortaliza o legado de Artur Lara Ramos ao atribuir o seu nome à Pista de Atletismo

    A cidade de Faro acaba de prestar uma merecida e histórica homenagem a uma das figuras mais proeminentes do atletismo nacional.

    A Câmara Municipal de Faro aprovou, por unanimidade, a atribuição do nome do Professor Artur Lara Ramos à Pista de Atletismo da cidade, uma decisão que visa eternizar o notável percurso de um técnico e dirigente que dedicou a sua vida à modalidade.

    A proposta, igualmente ratificada pela Assembleia Municipal, surge na sequência do recente falecimento do professor.

    A Autarquia pretende, assim, reconhecer uma carreira integralmente focada no desporto, nomeadamente na formação de atletas, treinadores e dirigentes, e na valorização do talento algarvio no panorama desportivo nacional e internacional.

    Embora natural do Porto, Artur Lara Ramos radicou-se no Algarve nas décadas de 70 e 80, deixando uma marca indelével na região. Lecionou em diversas escolas e assumiu a direção técnica da Associação de Atletismo do Algarve.

    Foi o grande motor de projetos de relevo, como o icónico Cross Internacional das Amendoeiras.

    Contudo, o ponto central desta homenagem reside no facto de o Professor Lara Ramos ter sido um dos principais impulsionadores da própria construção da Pista de Atletismo de Faro.

    O seu empenho foi tal que acompanhou de perto todo o projeto, desde a escolha do local até à sua materialização final. O seu percurso como treinador e dirigente é amplamente reconhecido, tendo orientado equipas e atletas de referência.

    O seu vasto currículo extravasa, aliás, as fronteiras regionais. O Professor Lara Ramos foi também selecionador nacional e diretor técnico da Federação Portuguesa de Atletismo, organizando importantes provas de escala nacional e internacional, demonstrando sempre uma paixão e competência inquestionáveis.

    Com esta iniciativa, o Município de Faro associa o nome de um homem de excecional dedicação a uma infraestrutura que ele próprio ajudou a erguer. A Pista de Atletismo de Faro torna-se, assim, um símbolo tangível do seu duradouro legado.

    A data e detalhes da cerimónia oficial de inauguração da nova toponímia serão comunicados pela Autarquia em momento oportuno.

    Pode ser uma imagem a preto e branco

  • Piscinas e Pavilhão multiusos alvo de candidatura de quatro mulhões

    Piscinas e Pavilhão multiusos alvo de candidatura de quatro mulhões

    Vila Real de Santo António (VRSA) colocou o seu futuro desportivo em cima da mesa. O município algarvio recebeu, no dia 15 de dezembro, o Secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, numa visita integrada na iniciativa governamental «Portugal Real».

    O objetivo principal deste encontro de alto nível foi demonstrar a necessidade urgente de financiamento para a requalificação das infraestruturas desportivas locais.

    A autarquia, liderada pelo Presidente Álvaro Araújo, acompanhado pela Vice-Presidente Patrícia Jerónimo e pelo Vereador Fernando Horta, apresentou uma proposta ambiciosa de financiamento ao Comité Olímpico de Portugal, cujo valor total ascende aos 4 milhões de euros.

    A mensagem à comitiva governamental, que incluiu Ricardo Pinto, diretor regional do Algarve do IPDJ, foi clara: garantir o financiamento é crucial para resolver o desgaste dos equipamentos e finalizar obras essenciais, preservando as condições de excelência que distinguem VRSA no panorama nacional.

    A agenda de trabalho focou-se nos equipamentos municipais para os quais as candidaturas são vitais, com as propostas a serem submetidas até ao final do presente ano.

    Um dos pontos críticos é a conclusão do Pavilhão Multiusos, uma obra inacabada que a autarquia considera fundamental para servir, finalmente, a comunidade e os clubes, aumentando significativamente a capacidade do concelho para acolher modalidades de pavilhão.

    As Piscinas Municipais também carecem de atenção imediata. São necessárias obras de manutenção e modernização estrutural para garantir o conforto e a segurança dos utentes, paralelamente à otimização da racionalização dos recursos energéticos.

    No Complexo Desportivo, foi sublinhada a urgência na substituição integral dos relvados, essenciais tanto para a formação de centenas de jovens atletas como para a prática desportiva diária e de alto rendimento.

    O périplo da comitiva incluiu ainda uma passagem pelo Padel Clube de VRSA e pelo Clube de Ténis de VRSA, confirmando o dinamismo do associativismo local. As candidaturas autónomas destes clubes ao Programa de Reabilitação de Instalações Desportivas (PRID) já foram submetidas com o apoio da Câmara Municipal.

    Para os responsáveis autárquicos, o investimento em causa não é apenas uma questão desportiva, mas sim um motor crucial para a economia regional. O estatuto de Vila Real de Santo António como destino de Alto Rendimento — que atrai atletas de elite mundial durante todo o ano — sustenta significativamente a hotelaria, restauração e comércio local.

    Com a submissão formal das candidaturas no horizonte, a Câmara Municipal de VRSA reafirma o seu papel proativo na busca de soluções de financiamento, trabalhando para valorizar o património público e oferecer melhores condições desportivas a toda a comunidade.

  • Descargas Preventivas nas Barragens de Odelouca, Beliche e Odeleite

    Descargas Preventivas nas Barragens de Odelouca, Beliche e Odeleite

    Alerta para o Aumento do Caudal no Algarve

    Os municípios de Silves e Castro Marim anunciaram o início de descargas controladas e preventivas em três barragens cruciais do Algarve, visando o controlo de caudais e a segurança hídrica da região. As operações têm início marcado já para o dia 2 de janeiro e obrigam a medidas de precaução imediatas por parte da população ribeirinha.

    Em Silves, as descargas preventivas terão lugar na Barragem de Odelouca, prevendo-se um impacto direto na ribeira de Odelouca. Paralelamente, no Sotavento, o município de Castro Marim informou sobre a descarga controlada nas barragens de Beliche e Odeleite.

    Este conjunto de ações deverá resultar no expectável aumento dos leitos das respetivas ribeiras e numa subida do nível do caudal do Rio Guadiana.

    Segundo as entidades gestoras envolvidas — nomeadamente a Águas do Algarve e a Associação de Regantes e Beneficiários de Silves, Lagoa e Portimão —, a finalidade destas manobras é o controlo rigoroso dos caudais.

    Embora as descargas sejam preventivas, provocarão um aumento temporário, mas significativo, do volume de água nas zonas adjacentes aos cursos de água.

    Face a este cenário, as autarquias emitiram um alerta veemente, apelando à adoção de precauções redobradas.

    É essencial evitar a circulação e, sobretudo, a permanência de pessoas, animais e bens em zonas historicamente inundáveis e nas margens dos cursos de água, minimizando assim o risco de acidentes ou prejuízos materiais.

    Esta operação de gestão hídrica surge num contexto regional particularmente positivo.

    As reservas de água acumuladas nas barragens algarvias foram recentemente avaliadas e há declarações otimistas que sugerem que o volume de água existente será suficiente para cobrir as necessidades de abastecimento da região nos próximos quatro anos, garantindo uma margem de segurança importante para o Algarve.

  • Fim de Ano no Baixo Guadiana

    Fim de Ano no Baixo Guadiana

    Em Alcoutim, Castro Marim, Mértola, Ayamonte e Vila Real de Santo António há principalmente festas de rua com concertos, fogo de artifício e animação gratuita, com destaque para Monte Gordo (Fernando Daniel) e os programas municipais de passagem de ano.avozdoalgarve+4​

    Alcoutim

    • Local: zona ribeirinha / cais de Alcoutim.cm-alcoutim+1​
    • Programa tipo “baile de fim de ano”:
      • 22h30: animação musical com a banda ARTE MÚSICA.cm-alcoutim
      • 00h00: fogo de artifício sobre o Guadiana.avozdoalgarve+1​
      • 00h20–02h00 (aprox.): continuação com ARTE MÚSICA e DJ Fábio Sousa.avozdoalgarve+1​

    Castro Marim

    • O município concentra o grosso da animação no período de Natal (concertos como “As Vozes do Natal” em Altura) e mercados de Natal.mychoice
    • Na agenda municipal online constam eventos culturais e recreativos de dezembro, sendo expectável um momento de animação noturna na viragem do ano, mas sem cartaz de grande concerto destacado ao nível dos concelhos vizinhos.cm-castromarim

    Mértola

    • Local: Pavilhão Multiusos Expo Mértola.cm-mertola
    • Programa de Passagem de Ano 2024/2025 (modelo que o município está a repetir como festa indoor com jantar e música):cm-mertola
      • 22h00: concerto da banda REMEMBER – Tributo aos anos 80 & 90.cm-mertola
      • 00h00: fogo de artifício sobre a vila.cm-mertola
      • 00h30 em diante: concerto dos RAYA, mantendo a animação madrugada dentro; existe ainda serviço de jantar buffet com preços diferenciados por idade.cm-mertola

    Ayamonte

    • Programa de “Navidad en Ayamonte 2025–2026” com animação contínua de 28 de novembro a 7 de janeiro (concertos, zambombas flamencas, animação infantil, apoio ao comércio local).instagram+1​
    • Na noite de 31 de dezembro, a autarquia integra a passagem de ano no contexto da programação de “Navidad musical y sus plazas”, com concertos em praças como Plaza de la Laguna, Plaza de la Lota e Baluarte de las Angustias, a que se soma a tradicional Cabalgata de Reyes já nos primeiros dias de janeiro.juntadeandalucia

    Vila Real de Santo António / Monte Gordo

    • Local principal: Praia de Monte Gordo (palco na baía).cm-vrsa+1​
    • Programa de passagem de ano:
      • 21h30: Duo Reflexo abre a noite com baile junto à praia.cm-vrsa
      • 22h30: Pagode do Algarve volta ao palco para aquecer o ambiente até à meia-noite.cm-vrsa
      • 00h00: grande fogo de artifício sobre a baía de Monte Gordo, assinalando a entrada em 2026.cm-vrsa
      • 00h15: concerto de Fernando Daniel com os principais êxitos do artista.avozdoalgarve+1​
      • 02h00 em diante: continuidade da festa com Gustavo Vera e DJ Johny V.cm-vrsa
    • Em Vila Real de Santo António (Praça Marquês de Pombal) há também baile de fim de ano com o grupo “Gerações” entre as 22h30 e as 01h30, acompanhado por fogo de artifício à meia-noite.cm-vrsa
    1. https://www.avozdoalgarve.pt/d/fim-de-ano-no-algarve-com-festas-para-todos-os-gostos-e-carteiras/91077
    2. https://cm-alcoutim.pt/agenda/passagem-de-ano
    3. https://www.cm-mertola.pt/site_content/item/7769-passagem-de-ano-em-mertola-2024-2025
    4. https://www.cm-vrsa.pt/pt/noticias/47523/monte-gordo-recebe-fernando-daniel-na-grande-noite-de-passagem-de-ano.aspx
    5. https://www.juntadeandalucia.es/cultura/agendaculturaldeandalucia/evento/navidad-en-ayamonte
    6. https://mychoice.pt/50-eventos-imperdiveis-para-viver-o-natal-e-a-passagem-de-ano-no-algarve-em-2025/
    7. https://cm-castromarim.pt/info/eventos
    8. https://www.instagram.com/reel/DRjZazCkuK5/
    9. https://guadianadigital.pt/wp-admin/
    10. https://www.facebook.com/61579296632136/posts/a-poucos-dias-do-r%C3%A9veillon-do-litoral-ao-interior-h%C3%A1-concertos-e-espet%C3%A1culos-mul/122137708616976554/
    11. https://jornaldoalgarve.pt/fim-de-ano-no-algarve-com-festas-para-todos-os-gostos-e-carteiras/
    12. https://www.turismodoalgarve.pt/pt/noticias/40362/algarve-apresenta-sugestoes-imperdiveis-de-reveillon.aspx
    13. https://eventos.visitalgarve.pt/pt/agenda?page=1&searchTerm=passagem+de+ano
    14. https://jornaldoalgarve.pt/alcoutim-recebe-2026-com-musica-e-fogo-de-artificio/
    15. https://correiodelagos.com/politica-ambiente/reis-magos-de-ayamonte-recriam-tradicao-em-vila-real-de-santo-antonio/
  • Formigas com asas após chuvas de Outono

    Formigas com asas após chuvas de Outono

    Nos últimos dias, é possível que tenha reparado na presença de grandes quantidades de formigas com asas. Este fenómeno é natural e ocorre especialmente após dias quentes e chuvosos.

    As formigas aladas não pertencem a uma espécie diferente, são machos e rainhas que desenvolvem asas durante o período de reprodução. Nesta fase, conhecida como “voo nupcial”, saem dos ninhos em grandes grupos para acasalar e dar início a novas colónias.

    Este comportamento é mais frequente após dias quentes e húmidos, especialmente no início do Verão ou no Outono. Não há motivo para preocupação: trata-se de um processo natural e temporário, que normalmente dura apenas três a quatro semanas e não requer qualquer intervenção humana.

    Nota científica:
    Em algumas regiões do Algarve e Baixo Alentejo, estas formigas aladas são conhecidas popularmente por “agúdeas”. O nome científico da espécie mais associada a esta designação é Messor barbarus, também chamada de formiga-do-pão.

    Esta espécie destaca-se pela recolha de sementes — atividade fundamental para o equilíbrio ecológico e para a dispersão de plantas. Durante o “voo nupcial”, as rainhas e machos alados de Messor barbarus emergem em grandes quantidades, aproveitando as condições de humidade e calor após as chuvas de outono.

    O ciclo da espécie contribui para a renovação das colónias e reforça a importância das formigas no ecossistema mediterrânico, através da manutenção do solo e reciclagem de matéria orgânica.