As bandeiras Azul e Acessível foram esta manhã hasteadas nas praias de Santo António, Monte Gordo, Lota e Manta Rota pertencentes ao concelho de VRSA, em cerimónia onde esteve presente a presidente da câmara municipal, Conceição Cabrita e diversas autoridades civis e militares.
Estas praias obtiveram o certificado atribuído pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), que reconhece o mérito turístico e a de ‘Praia Acessível’, deve-se ao facto de todas estas zonas balneares estarem acessíveis a pessoas com mobilidade reduzida ou condicionada.
As fotos da cerimónia documentam bem os estanhos tempos em que estamos todos a viver, pois que até ao ao livre, problemas provocados pela distanciação obrigam ao uso da máscara.
Enquanto Portugal aguarda notícias sobre se o país receberá ou não uma ponte aérea com o Reino Unido, foi lançada uma nova petição online para pressionar o governo inglês a agir.
No momento da publicação, da edição do Portugal News, que aborda hoje esta questão, ainda não havia uma decisão sobre se o governo do Reino Unido abriria uma ponte aérea entre o país e Portugal, o que permitiria que os visitantes não tivessem que ficar em quarentena no Reino Unido por 14 dias depois de voltarem do país, após uma viagem a Portugal.
A petição on-line, que pode ser encontrada em www.change.org/PortugalAirBridge, recebeu mais de 5.000 assinaturas. A petição foi apresentada por Charles Barrett, que tem sido um visitante regular de Portugal nos últimos seis anos com sua esposa e meninas gêmeas de 12 anos. Charles Barrett, que mora em Dunlop, na Escócia.
A câmara municipal de Mértola anunciou que encerrou ao público as piscinas municipais descobertas tendo em consideração «o momento de pandemia que vivemos», depois de ter ponderado os fatores de risco associados ao funcionamento do equipamento e adotando uma posição preventiva,.
A autarquia aproveitou para solicitar a compreensão do público e apelar ao cumprimento das regras de higiene e segurança amplamente divulgadas pela DGS. A nota é de ontem.
Uma nova imagem do Museu Municipal, a criação do logotipo e de um sítio WEB, a renovação da exposição de jogos islâmicos “Jogos Intemporais”, a edição de catálogo, e em colaboração com diversos museus algarvios a participação no projeto “Backwards Archaeology” de Charlie Holt ) e no projeto O MAR da Rede de Museus do Algarve, com a produção da exposição de exterior e itinerante «A Colónia Balnear Infantil de Alcoutim (1959-1962)».
No núcleo sede do Museu Municipal, o Museu do Rio, irão ser desenvolvidas diversas ações associadas à manutenção do edifício e das suas coleções, assim como a criação de um projeto artístico, em colaboração com a Associação Artística Satori, para celebrar os 25 anos do Museu.
O Museu Municipal de Alcoutim é uma estrutura com vários espaços museológicos interligados, representativos e interpretativos das distintas realidades culturais e ambientais do território e das suas comunidades; Museu do Rio, Núcleo Museológico de Arte Sacra, Núcleo Museológico de Arqueologia, A Escola Primária, Casa do Ferreiro, Núcleo Museológico Dr. João Dias, Menires do Lavajo, Ruínas do Montinho das Laranjeiras, Castelo Velho de Alcoutim e Núcleo Histórico de Alcoutim. Exibe, atualmente 6 exposições de longa duração dedicadas à etnografia, arqueologia, arte antiga e ciência, com conjuntos de peças resultantes de doações, escavações arqueológicas e recolhas etnográficas, provenientes de diversos locais do concelho e do baixo Guadiana.
Repensar o museu e as suas ações na comunidade é o mote para as comemorações, segundo a autarquia, numa época em que mudanças sociais, culturais, políticas e, consequentemente, pessoais são impostas pelo “COVID-19”, invisível, dissimulado e desconhecido que veio alterar formas de sentir, ver, pensar, agir e viver em sociedade.
Numa competição na qual Portugal brilha há já três anos consecutivos, a “World Travel Awards” o Algarve está nomeado como melhor destino de praia, centro de congressos e conferências e outras, dentro do conceito de resort de luxo, entre as 71 categorias a concurso, mais cinco que em 2019.
Os prémios vão ser atribuídos na cidade de Moscovo no dia 27 do próximo mês de novembro. Os temas a concurso são hotéis e resorts, agências e operadores de viagem, eventos e convenções, aviação, atrações, aviação, geral, repartidos por 71 categorias.
Apesar de já poderem ser realizadas, as viagens entre Vila Real de Santo António e Ayamonte ainda se encontram suspensas.
Segundo informações prestadas pela Empresa de Transoportes do Rio Guadiana, concessionária das carreiras, o impedimento reside em questões burocráticas administrativas que a trancendem, estando a realizar todos os esforço para resolver de forma mais rápida possível a situação.
Eram precisamente 00.00 horas deste dia 1 de Julho de 2020 quando finalmente foi reaberta a fronteira entre a Andaluzia e o Algarve, ente a Auto Estrada dos Descobrimentos e a Via do Infante, ligadas pela Ponte Internacional do Guadiana.
Este momento foi várias vezes adiado ao longo do mês de Junho, devido ao ritmo diferente como Portugal e Espanha estão a desenvolver o combate à doença Covid-19, tendo até sido troca de galhardetes pouco elegantes entre os ministérios dos Estrangeiros dos dois países.
Espera-se agora uma normalização desta via fundamental para o comércio e o turismo de ambos os países. Publicamos um vídeo, com a devida autorização do autor, José Mendes, director da Rádio Guadiana, onde se observa uma linha da frente de auto.caravanas.
O PCP avisou, em nota de Imprensa, que a empresa que detém o Vilanova Resort, no concelho de Albufeira, «é um dos muitos exemplos do aproveitamento que alguns grupos económicos estão a fazer do actual surto epidémico»
Os trabalhadores (cerca de 40) da unidade hoteleira estão com os salários de Março, Abril e Maio por receber, não obstante a empresa ter recorrido ao regime do lay-off simplificado, «recebendo avultadas quantias do erário público», nos meses de Abril e Maio.
Aquele partido refere «tentativas de despedimento com cartas para que não se apresentem no local de trabalho», tal como contratos a termo que não estão a ser renovados, sem que tenha havido intervenção, nomeadamente da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).
PCP informou que, através do seu grupo parlamentar, irá exigir do Governo uma rápida intervenção. Tratando-se de um sector (Turismo) que nos últimos anos «atingiu lucros fabulosos na região do Algarve», acrescenta que é «inaceitável» que sejam os trabalhadores a pagar as consequências da epidemia.
O PCP têm vindo a exigir a proibição dos despedimentos e o pagamento dos salários a 100%, não apenas para assegurar a sobrevivência de milhares de trabalhadores, mas também com o objectivo de garantir a retoma da economia.
O condicionamento do trânsito na Ponte Internacinal do Guadiana deverá ser alargado até ao final de Janeiro do próximo ano, 2021, no âmbito das obras de requalificação da Ponte Internacional do Guadiana, segundo informou a Infraestruturas de Portugal (IP).
Neste sentido, a partir do próximo dia 29 de junho vai ser necessário alterar o condicionamento do tráfego existente. A circulação do trânsito passará a efetuar-se pelo lado norte da Ponte Internacional do Guadiana, no sentido Espanha – Portugal, apenas numa via.
Durante a travessia, a velocidade máxima permitida é de 50 km/h e a largura de cada via estará limitada a 2,90 metros, estando o local devidamente sinalizado.
Serão implementados os planos de contingência de mitigação da situação epidemiológica provocada pela Covid-19, definidos pela IP e pela empresa que irá executar os trabalhos. vai ser necessário alterar o condicionamento do tráfego existente. «Solicitamos a melhor compreensão pelos incómodos e inconvenientes que esta situação provoca, na certeza de estarmos a contribuir para a melhoria das condições de segurança da infraestrutura e fundamentalmente dos seus utilizadores”, finaliza a IP» pede empresa.
A Infraestruturas de Portugal (IP) rejeitou a existência de “dualidade de critérios”, na construção de rotundas na EN 125, no trajeto pela freguesia de Altura, Castro Marim, ao impedir a construção de uma rotunda na Estrada Nacional 125 e autorizar outra a centenas de metros, como a Câmara de Castro Marim alegou
A Câmara de Castro Marim tinha chamado a atenção para esta possível divergência nos critérios de autorização, acusando a Infraestruturas de Portugal «por ter impedido uma rotunda na Estrada Nacional 125 e autorizar outra a centena de metros».
De facto todos se recordam de, na sequência de vários acidentes no cruzamento da Praia Verde, o município de Castro Marim tentou que ali fosse construída uma rotunda que, em seu entender, poderia reduzir drasticamente a sinistralidade do local, não sendo a mesma considerada pela IP, Em vez disso existiu ali, a título precário, durante o período de Verão, várias alterações provisórias na configuração do cruzamento, tendo depois voltado à solução anterior.
Recentemente e, para perplexidade dos autarcas, foi construída uma nova rotunda entre os cruzamentos central e nascente de Altura, que interpretaram como dualidade de critérios.
A IP disse à agência Lusa que a construção dessa uma rotunda na zona de acesso da Praia Verde está prevista no âmbito da subconcessão Rotas do Algarve Litoral e constitui uma obrigação contratual da empresa subconcessionária, a qual se encontra dependente de um contrato cujo visto foi recusado pelo Tribunal de Contas.
A IP também argumenta que a outra rotunda acora construída serve de acesso ao estabelecimento comercial e, por tal circunstância não constitui uma obrigação que esteja contratualizada com a subconcessionária, antes se insere nos acordos que podem ser estabelecidos entre particulares e a administração rodoviária.
O Diário de Huelva dá nota de um fenómeno natural que causou estupefacção nos banhistas que acudiran às praias de Huelva conhecido como o misterioso nome de ‘Fata Morgana’.
O efeito recebe o nome de Fata Morgana (fada Morgana) e deve-se a um fenómeno de inversão da temperatura. Trata-se de um fenómeno de espelhismo que simula acima do horizonte marítimo a presença de enormes blocos de cimento no hotizonte, parecidos a edifícios, como figuras imensas que parecem chegar dos confis do mar para se aproximarem da costa.
O fenómeno foi visível para os banhistas nas imediações de Punta Umbria, La Bota, El Rompido e Mazagon.
A direção regional do Algarve do PCP divulgou um vídeo onde, através de uma intervenção de Vasco Cardoso, defende que os salários dos trabalhadores colocados em situação de lay-off, devem ter a sua remuneração por inteiro.
No vídeo, divulgado no âmbito da campanha «Nem um direito a menos» e gravado à porta do Pine Cliffs, em Albufeira, no qual foram colocados 250 trabalhadores naquela situação que lhe reduz o salário mensal em um terço do rendimento, Vasco Cardoso recorda que estas empresas tiveram lucros avultados nos anos que antecederam a pandemia, devido ao crescimento espetacular do turismo algarvio, tendo «acumulado fortunas durante esse tempo”.
Em nota à comunicação social a Universidade de Évora anunciou o início da publicação de «obras originais de reconhecido mérito científico nas diferentes áreas do saber».
É este o objetivo da recém-criada Imprensa da Universidade de Évora/Évora University Press. Todos os livros publicados pela Imprensa da UÉ passam por um processo de dupla revisão cega, por pares externos à Universidade, editados em formato digital e disponibilizados em regime de Acesso Aberto.
O diretor da Imprensa da Universidade de Évora, António Sáez Delgado, sublinha na nota «a importância deste projeto para a afirmação da academia “na política de transferência do saber a nível nacional e internacional», desenvolvendo a sua atividade nas vertentes científica, didático pedagógica e cultural, através da publicação em formato digital de livros originais.
Cabe ao Conselho Editorial, órgão que integra um vasto número de professores da UÉ, estabelecer, entre outros, os critérios para a atribuição do ISBN (International Standard Book Number) da Universidade de Évora, passando estas obras a figurar nos registos bibliográficos como parte do catálogo editorial correspondente, encarado por aquele diretor como «um selo de qualidade». Aos restantes documentos será atribuído Depósito Legal, garantindo por essa via ´«acesso à informação e à preservação da memória coletiva».
Privilegiando a língua portuguesa, a utilização de outras línguas será analisada e considerada pelo Conselho Editorial da Imprensa da UÉ composta por cinco coleções, a saber: Claustro (Obras individuais ou até 3 autores); Aula Aberta (Manuais e livros de natureza pedagógica); Azulejo (Obras coletivas); Atas (Atas de congressos realizados na UE); Plural (Livros institucionais).
António Sáez Delgado destaca ainda que a Imprensa da Universidade de Évora ´«contribuirá para a valorização do conhecimento produzido na Universidade de Évora», encontrando-se já a receber propostas de edição através do endereço eletrónico https://imprensa.uevora.pt/uevora.
Há agora 1004 empresas do distrito de Beja no regime de lay-off, o dobro do registado em abril, quando a pandemia de covid-19 obrigou ao encerramento ou à redução de atividade de grande parte das empresas. Os trabalhadores perdem um terço do salário. O restante é pago a 70 por cento pela Segurança Social, que isenta ainda as empresas de algumas contribuições, assinala o «Diário do Alentejo», numa reportagem do jornalista Luís Miguel Ricardo.
De acordo com dados que recolheu junto de Maria da Fé Carvalho, coordenadora da União de Sindicatos do distrito de Beja (USDB), o número de empresas do distrito que aderiram ao regime de lay-off é agora de 1004, aproximadamente o dobro do registo em meados de abril, quando se começaram a sentir os efeitos da pandemia de covid-19 na atividade económica.
Fonte: Mais de mil empresas do Baixo Alentejo em lay-off – Diário do Alentejo
Os «Anjos» são amanhã recebidos na Aldeia da Mesquita, local onde iniciam o percurso dos Caminhos de Santiago Alentejo e Ribatejo em resposta a um desafio da Entidade Regional de Turismo. São 1000 km em 10 dias. Na Aldeia da Mesquita, está já em atividade um projeto de de Turismo de Aldeia, do qual temos vindo a dar informação no nosso site. Os Caminhos de Santiago, são uma forma perfeita de conhecer o território português de forma segura e plena.
Conhecer os Caminhos de Santiago Alentejo e Ribatejo é, mais do que uma viagem, uma experiência que marca, que fica, que se guarda. E que se quer repetir.
«A vida é um caminho que temos de percorrer…com altos e baixos, com alegria e tristeza, com sucessos e insucessos, mas o importante mesmo é encarar o “Caminho”, caminhando com coragem, REconhecer a “nossa” missão e realizá-la sempre em equilíbrio, Repondo, Mantendo e Defendendo valores inalienáveis como a Verdade, Justiça, Lealdade e Caridade. Santiago de Compostela aí vamos nós.” – Nelson Rosado.
O Caminho Nascente que os «Anjos» vão percorrer
Percorrer os Caminhos de Santiago Alentejo e Ribatejo esconde a promessa de uma aventura, de descobertas inusitadas, do desvendar de uma história que a memória preservou, uma história que se desenrola a cada paragem. Percorrer os Caminhos é reviver essa história nas marcas que o passar do tempo não foi capaz de apagar, é transformar o viajante no espectador de uma narrativa que se conta no património material e imaterial, nas terras, vilas e curiosidades, na gastronomia, nas gentes e nos seus costumes, os que já foram e os que continuam a ser e, ao mesmo tempo, no participante da mesma, incapaz de resistir aos encantos que vai desvendado.
Mais do que caminhar, é conhecer uma terra de paisagens que, ainda que diferentes, partilham o facto de serem únicas, repetindo-se apenas nas recordações que delas ficam.
O Duo «OS ANJOS» é formado pelos irmão Nelson Rosado e Sérgio Rosado.
Sim, é mesmo essa a poeira que suja a ropa nas cordas e os automóveis, mas é fundamental para o ciclo das florestas do nosso planeta. Numa nota divulgada o IPMA prevê que as poeiras vão atravessar o Oceano Atlântico e chegar às Caraíbas, por força da influência dos ventos alísios e do anticiclone dos Açores. O fenómeno é natural e anual mas, este ano, o evento será “particularmente intenso”,.
Está prevista a elevada concentração de partículas no ar em Porto Rico, na República Dominicana e no Haiti, áreas do globo mais atingidas.
Embora seja um fenómeno irritante para os humanos, essas poeiras são ricas em minerais e nutrientes, depositam-se no oceano e em terra. Constituem um importante fertilizante natural”.
Associada à passagem das poeiras por Portugal e Espanha chega uma massa de calor oriunda do norte de África que vai afetar a Península Ibérica. Desde o passado sábado que, por iniciativa do IPMA, foi emitido um aviso amarelo para oito distritos do interior do país face à previsão de temperaturas elevadas.
Braga, Bragança, Vila Real, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja são os distritos visados pelo alerta para segunda e terça-feira. Em algumas localidades do Alentejo as temperaturas podem inclusivamente atingir os 40 graus.
O ciclo das poeiras
Todos os anos, cerca de 182 milhões de toneladas de poeira viajam com o vento desde o Saara até a Amazônia. Segundo a Nasa, a pesquisa mostrou que o pó traz ainda cerca de 22 mil toneladas de fósforo, presente na areia do deserto, que serve para “alimentar” o solo amazônico e tem grande importância para fortalecer a vida de plantas e árvores da Floresta Amazônica. Segundo o cientista Hongbin Yu, da Nasa e da Universidade de Maryland, a maior parte da poeira vem da parte do Chade do deserto.
A Nasa divulgou um vídeo, em inglês, para explicar a viagem da poeira do Saara até a Amazônia:
A Espanha abandona hoje o estado de alarme, num momento em que a taxa de incidência da Covid-19 continua a cair. Porém, as medidas de desconfinamento não são idênticas para as diversas regiões do país vizinho e a fronteira com Portugal continuará encerrada até 1 de Julho.
A considerada “nova normalidade” tmpõe restrições, como a de utilizar a máscara,manter a distância de segurança e só a descoberta de uma vacina ou tratamento poderá fazer regressar a vida normal em termos sanitários, já que diversos especialistas apontam para o facto de a Pandemia ter alterado significativamente as permissas de como a humanidade poderá viver no futuro.
Nos territórios que confinam com os portugueses, nas margens do rio Guadiana, sabe-se que a Andaluzia implantará já a partir deste domingo 400 medidas reunidas em decreto para uma nova realidade: a capacidade permitida no comércio e restauração será de 75% no interior e 100% nos terraços. A percentagem baixa para 50% nas piscinas dos hotéis e para 65% nos cinemas, museus, teatros e auditórios. Os concertos ao ar livre pode atingir a capacidade máxima de 1.500 pessoase os funerais vão até 60 participantes. Feiras, mercados e romarias estão fora das recomendações.
Quanto à Extremadura espanhola, ela regressará ao confinamento se houver novo surto e o conselho estabeleceu prazos para o regresso à normalidade. Na primeira fase, até 31 de julho, as limitações de capacidade variam entre 50% e 75%, diminuindo a seguir.
António Bandeira Cabrita nasceu em Vila Real de Santo António em 20 de Junho de 1910, no edifício da esquina sueste da Praça Marquês de Pombal.
Foi membro do Secretariado do Partido Comunista Português e um dos primeiros portugueses a alistar-se nas milícias populares. Foi promovido a tenente por atos de bravura. Morreu na frente de Talavera. O seu funeral constituiu uma homenagem a um herói de guerra.
O escritor António Vicente Campinas, nos alvores do regime democrático saído da Revolução de Abril de 1974, ainda exilado em França, escreveu para o Jornal do Algarve uma peça chamando a atenção para a necessidade de Vila Real de Santo António de homenagear de alguma forma «um dos seus mais destacados filhos antifascistas».
«Não é com o esquecimento que se pode fazer a história. Esquecimento de factos como de pessoas. História de povos e de nações. Mesmo de pequenas terras e seus naturais», dizia ele no texto publicado no Jornal do Algarve em 15 de Fevereiro de 1975. E, após uma cantata à liberdade reconquistada, chamava a atenção para «os que, pela posição corajosa e honrada de lutadores contra o terror e a opressão fascistas, merecem ser lembrados. Mesmo que não pertençam de há muito ao mundo dos vivos». E explicava porquê: «É o dever de quem conhece informar os que nunca souberam. E mesmo os que, por comodismo ou réstia de receio colada às necessidades das conveniências presentes possam ter-se esquecido»
António Bandeira Cabrita não foi esquecido por Vila Real de Santo António
António Bandeira Cabrita, tem o seu nome numa Praceta de Vila Real de Santo António, precisamente numa zoma residencial do operariado, embora a deliberação tivesse apontado a Rua Estreita. A deliberação ocorreu na reunião da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, realizada a 12 de junho de 1976, sob a presidência de Joaquim Correia, acolhendo a sugestão de Vicente Campinas, e a câmara municipal presidida por Luís Gomes, por proposta do vereador do PCP José Estêvão Cruz, ali afixou a placa toponímica atual.
Quando foi dado nome a esta praceta, a democracia portuguesa, na sequência da Revolução de Abril de 1974, dava os primeiros passos na construção do regime democrático em que hoje Portugal vive e é natural que a colocação das placas toponímias tivessem assumido um papel secundário, no dia-a-dia daqueles autarcas.
Para A. Vicente Campinas, António Bandeira Cabrita, ainda estudante, levou as suas ideias de liberdade para a terra onde nasceu, Vila Real de Santo António. Foi um lutador consequente, um organizador ativista «um homem que morreu na flor da idade, lutando de armas na mão contra o fascismo internacional. Contra o fascismo que, em Espanha, se enraizava, com a ativa e possante ajuda dos grandes interesses da reação mundial, que davam aos Hitlers e Mussolinis os meios de destruição mais desenfreados, para o combate contra a democracia».
Embora não o tenha citado, António Bandeira Cabrita lutava pela República na vizinha Espanha, contra a sublevação de Francisco Franco. O que Campinas pedia de Paris, como homenagem ao herói republicano seu conterrâneo municipal era muito simples: «que o seu nome fique a ornamentar o de uma praça, de uma avenida, ou de uma rua dessa vila sulina e fronteiriça».
«É que não será apenas uma justiça que Vila Real de Santo António prestará à memória de um grande democrata, mas também uma honra, para si e para os seus filhos, lembrar aos vindouros que, na longa e triste «noite da opressão e da vergonha fascista» de cerca de meio século, um jovem, filho dessa vila, com a coragem e a consciência dos democratas, lutou, sofreu e morreu pela Liberdade e pela Democracia», dizia António Vicente Campinas.
O pai de António Bandeira Cabrita era tesoureiro na câmara municipal de Vila Real de Santo António e tinha ao lado do local de trabalho um estabelecimento de comércio e artigos regionais e artísticos, dirigido pela esposa. Segundo Vicente Campinas, era um velho republicano, desde os primeiros alvores da República, respeitado e respeitador, «de uma modesta ímpar».
O casal teve cinco filhos, quatro raparigas e o António. Desde muito novo denotou uma inteligência fora do comum, com espírito inventivo. Depressa se impôs como um excelente estudante liceal.
António Bandeira Cabrita voltava para Vila Real de António durante as férias e aqui prosseguia os estudos e experiências inventivas. Ainda segundo António Vicente Campinas, «para fazer compreender a seus jovens amigos os seus ideais de fraternidade, de socialismo, de camaradagem entre os homens, de compreensão entre os estudantes e os trabalhadores. Mas não limitava essa sua atividade a conversas isoladas ou a reuniões restritas com os seus amigos mais chegados. Expandiu-as através de um trabalho de organização dos trabalhadores vila-realenses, com a ajuda de alguns jovens que então começavam a compreender e a aceitar as suas ideias antifascistas.»
Já tinha então acontecido o golpe militar de 28 de Maio de 1926 que instaurou o regime do «Estado Novo».
António Bandeira Cabrita conseguiu que todos os sindicatos operários da sua terra se unissem num único, o Sindicato dos Trabalhadores de Terra e Mar de Vila Real de Santo António, porque entendia que «a força do operariado reside na sua unidade efetiva e duradoura», sindicato que foi uma trave mestra e a cuja direção pertenceu. António Vicente Campinas deu disso mesmo testemunha, poi foi seu camarada nessa direção, quando tinha 18 anos. A sede funcionou no edifício onde mais tarde abriu o famoso café Janelas Verdes.
Com a extinção dos sindicatos operários decretada pelo ditador Salazar, este sindicato deixou de existir e, tal como os outros em todo o País, viu as suas portas encerradas e os bens confiscados pelo poder fascista em ascensão.
António Bandeira Cabrita continuou na universidade. Foi preso várias vezes, ainda como estudante, mas retomava sempre o seu posto de luta.
Participou no golpe mal sucedido de 26 de Agosto de 1931, destinado a derrubar do poder António Oliveira Salazar. Em 2 de Setembro desse mesmo ano de 1931, o navio Pedro Gomes, com 358 deportados a bordo, faz-se ao mar a caminho de Timor. O dirigente comunista António Bandeira Cabrita é um dos deportados.
2-9-931 – Deportaram o meu António para Timor
Escreveu a irmã no seu bloco de notas
Vamos ainda recorrer ao poder descritivo de António Vicente Campinas para caracterizar a ação desenvolvida por António Bandeira Cabrita:
«As forças da reação e do crime, as potências imperialistas, faziam ensaios de novas armas, de novos métodos de destruição. A ambição de domínio mundial, de imposição dos seus terríveis métodos de opressão e de destruição massivas sobre outros povos menos preparados material e psicologicamente para uma confrontação bélica, lançou raízes, começando pela vizinha Espanha. A Espanha, que havia pouco tinha conseguido libertar-se, por meio de eleições, de uma monarquia obsoleta e reacionária, implantando, pela vontade da maioria do povo, a República, que atravessava, ainda, as dificuldades inerentes aos males deixados pelo regime anterior da monarquia manchada de sangue de numerosos lutadores assassinados e perseguidos, como Galán e outros, e ainda as novas dificuldades criadas pelos reacionários e privilegiados que tinham sido abatidos dos seus pedestais de senhores todo-poderosos.»
Vicente Campinas apontava como causa do colapso da República Espanhola, perante as tropas de Franco: «O povo tinha a alma e força de lutador, espírito republicano e democrata. Mas faltava-lhe a experiência e a organização, um comando que pudesse estar à altura da situação. E sobretudo faltava-lhe armas. Com a muralha de peitos e de vontades não se pode fazer face aos pelotões assassinos, armados até aos dentes. E foi assim que, pouco a pouco, a guerra civil foi pendendo a desfavor dos republicanos espanhóis, dos antifascistas de todo o mundo».
«António Bandeira Cabrita, logo que soube do desencadeamento da guerra civil em Espanha, mesmo nos confins do seu desterro de Timor, onde estava purgando anos de forçada detenção, decidiu ajudar na luta contra o fascismo. Democrata e antifascista consciente e corajoso, defensor da liberdade dos povos evadiu-se de Timor. E veio incorporar-se nas hostes republicanas. Atravessou mares e distâncias, dificuldades e ostracismos, para poder juntar-se aos camaradas que nunca conhecera, mas seus camaradas e irmãos de ideal, vindos de todos os recantos do mundo. Enfileirou então nas Brigadas Internacionais como posto de tenente».
Campinas assinala também a morte de António Bandeira Cabrita na batalha de Talaveira de la Reina, mas, em termos de rigor histórico, parece mais consistente e estruturada, a versão de Domingos Abrantes, sobre a forma de participação na solidariedade internacionalista.
Vicente Campinas descreve António Bandeira Cabrita como «um idealista fraterno, um democrata consciente e ativo, um revolucionário e defensor da democracia.
O dia de todas as revoltas: 26 de Agosto de 1931
– Deportação para Timor
A ficha de António Bandeira Cabrita
Em 1931, António Bandeira Cabrita tem 21 anos. No dia 26 de Agosto estala uma revolta de contornos imprecisos contra a ditadura, da qual o regime se apercebeu com a devida antecedência, devido a contradições, deficiências na preparação e provavelmente a golpes de compromissos difíceis de esclarecer. O jornal Diário da Manhã, afeto à ditadura, sai com a notícia de que haviam sido presos numerosos indivíduos filiados no Partido Comunista e que lhes tinham sido apreendidos documentos comprometedores na própria madrugada desse mesmo dia.
«Ao cair da noite desse mesmo dia 26 de Agosto, o Governo detinha já o pleno controlo da situação em Lisboa, regressando-se ao «viver habitualmente» na manhã seguinte, excetuando-se um rasto de destruição e violência principalmente por ação do bombardeamento aéreo sobre áreas circundantes do forte de Almada, os 40 mortos, os cerca de 200 feridos e mais de 600 prisioneiros.Destes, 358 embarcarão uma semana depois, sem serem julgados nem autorizados a ver as famílias, para deportação em Timor, a bordo do navio Pedro Gomes». – Francisco Lopes Melo
Leia-se o que dizia o comunicado de «Um grupo de deportados de Timor à Nação Portuguesa:
Em 2 de Setembro de 1931 foram embarcados a horas mortas, por entre filas compactas de baionetas que se estendiam da Penitenciária até ao cais de Belém, uma centenas de cidadão portugueses. O barco que os esperava era o «PEDRO GOMES», da Companhia Nacional de Navegação. Seu destino, Timor. Em 28 de Julho já tinha partido, igualmente de Lisboa, o transporte de guerra «GIL EANES», conduzindo também umas dezenas de portugueses embarcados nas mesmas condições. Ambos os barcos aportaram a Dili, capital da Colónia.
Na expressão de um jornalista holandês de Java, onde quer um quer outro navio tocaram, conduziam a bordo «carga humana». Parte desta, a do «PEDRO GOMES» foi ainda por este paquete transportada a uma dependência da colónia, o ilhéu do Ataúro. A outra foi para longe, para um pequeno enclave que possuímos no território do Timor holandês, com o nome de Oe_Kussi_Ambeno.
Ataúro, dada a pequenez da sua superfície e a carência de meios de comunicação, é um campo de concentração natural. O mar substitui o arame farpado e a espingarda vigilante das sentinelas. No Oe Kussi havia um verdadeiro campo de concentração, com profundos e largos fossos cheios de água e, em volta, os postes de arame farpado. Metralhadoras em posição vigiavam o campo de um alto próximo. Um comandante, à frente de uma força indígena e empunhando um chicote, dava ordens.
Num e noutro ponto — os piores climas da Colónia — o termómetro marcava às oito horas da manhã 32 graus centígrados e as chuvas (era o mês de Outubro) começavam a encher os terrenos em volta. Por isso a doença entrou juntamente com os prisioneiros nos campos de concentração e a Morte logo abriu sobre estes, pairando invisível, as asas negras acolhedoras.
É assim que o Governo da Ditadura, sem processo nem julgamento, trata os portugueses que combatem pela República, implantada por livre vontade da Nação em 1910.
Judicialmente chama-se a isto degredo, com prisão no lugar de degredo, seguida de pena de morte sem guilhotina nem fuzilamento. A morte deve resultar, ignorada e distante, insidiosa e cobardemente provocada, das privações conjugadas com a natural depressão moral e a ação mortífera do clima.
António Bandeira Cabrita era um desses 358 deportados. Ali existiam dois campos de concentração. Um em Oekussi e outro em Atauro, um ilhéu inóspito. Ele ficou em Oekussi, pelo que se entende da descrição do livro de Grácio Ribeiro «Deportados».
«Transposto o fosso e a vedação de arame farpado, muitos dos deportados do 26 de Agosto, aguardam os novos camaradas. O Simões fica perplexo ao ver na sua frente, de braços abertos, o Cabrita, aquele mesmo Cabrita do secretariado do Partido que lhe transmitira ordens relativas ao 17 de Maio e que, mais tarde, juntamente com o Penamacor, injustamente o acusou de terrorista perante o Comité Central. Fora esse Cabrita um dos proponentes da sua irradicação do Partido em aquele mesmo a quem o Simões, na véspera do embarque para Lisboa, escrevera umas carta insultando-o e dizendo-lhe que lamentava não dispor deu uma só hora que fosse de liberdade para lhe cuspir na cara, esmurrá-lo e dizer-lhe, de viva voz, o que então lhe escrevera!O Cabrita ali estava na sua frente, com um riso franco a encher-lhe o rosto bonacheirão e os braços inequivocamente abertos para o abraçar!O Simões não era rancoroso e o Cabrita era, efetivamente, um admirável revolucionário.Estreitaram-se com efusão, com sincera alegria. Poderia qualquer ressentimento substituir tão longa distância, depois de tudo o que se passara? De resto, verificava-se que o veneno de todo aquele caso fora do sinistro Penamacor».
Prosseguido o relato do encontro, diz Grácio Ribeiro, no seu livro «Deportados»:
Este reencontro de dois camaradas e amigos irá fortalecer notavelmente a posição do Partido entre os deportados e isso era o mais importante. O Cabrita era dos elementos mais dinâmicos da organização e, quanto a princípios, por muitos era tido como um fanático. Na verdade, ele só vivia para a Revolução e, na sua mente ou no seu coração não havia lugar para outro amor, para qualquer outra paixão.Uma tal natureza não suscitava amizade, de modo que, entre os próprios camaradas, o Cabrita ere um solitário. Só o Simões o compreendia e apreciava devidamente, de maneira que não só olvidou o incidente de Lisboa, como se tornou no seu mais intimo amigo».
Grácio Ribeiro afirma depois que António Bandeira Cabrita (este Cabrita, é o que se lê no texto, mas o contexto permite afirmar de quem se trata) conseguiu uma licença parta se ir tratar de uma hipotética doença em Macau, donde depois fugiu para a China. Afirma que dali seguiu para Moscovo e depois para Espanha em missão internacional. «Bateu-se heroicamente contra as hostes fascistas de Franco e acabou por morrer em combate. A sua vida foi um dos mais belos exemplos de revolucionário português e o seu nome nunca poderá ser esquecido»
Foram ainda demarcados sentidos de circulação nas zonas e passadiços de acesso ao areal, definidas capacidades máximas nas áreas de estacionamento não ordenado e instalada sinalização, em cada concessão, relativa ao estado de ocupação da praia.
Todas as zonas balneares do concelho «obedecem agora ao estipulado nas novas regras determinadas pelo Governo da República Portuguesa, nomeadamente no que se refere à utilização do areal, afastamento de toldos e utilização de bares, restaurantes e apoios de praia», segundo verificaram Conceição Cabrita e o coordenador regional do combate à Covid-19, José Apolinário, que esteve de visita à praia de Monte Gordo.
O também secretário de Estado das Pescas foi acompanhada pelo comandante operacional distrital da Proteção Civil, Vítor Vaz Pinto, o tenente-coronel Bartolomeu, o capitão do porto de VRSA e Tavira, Rui Vasconcelos de Andrade, o presidente da ARH/APA Algarve, Pedro Coelho, e pelo vereador Rui Pires na presença de vários concessionários e elementos da direção da Associação de Comerciantes da Praia de Monte Gordo.
Conceição Cabrita, presidente da câmara municipal de VRSA, explicou que “estas medidas representam mais um esforço para minimizar o contágio por COVID-19 e permitem criar condições para apoiar a atividade turística e tornar o município de Vila Real de Santo António num destino seguro quer para residentes, quer para todos os que escolhem o destino para férias”.
Interrompido durante o período de confinamento exigido pelo combate ao Covid-19, foi agora retomado, porém com a observação de todas as medidas de segurança recomendadas pela Direção-Geral de Saúde, e com novas rotas e novos horários, ajustados a esta nova realidade.
Apesar da disponibilidade deste transporte, a autarquia continua a apelar aos munícipes para que, se puderem, fiquem em casa.
Mantém disponíveis os serviços de apoio social ao domicílio, como a entrega de compras e de medicamentos e a linha de apoio psicológico no número 281 510 750. Contando com a colaboração de dezenas de voluntários, a Câmara Municipal continua também a distribuir máscaras comunitárias por toda a população do concelho.
No “Castro Marim mais Perto” o uso de máscara é obrigatório, regra que deve ser observada porque «ajuda a salvaguardar um eventual contágio, bem como as regras de etiqueta respiratória, quando se espirra ou tosse deverá ser feito para o antebraço.
O “Castro Marim mais Perto” trabalha agora com uma lotação máxima de dois terços da sua capacidade, regra atual dos transportes públicos.