FOZ – Guadiana Digital

Categoria: Destaque

  • União Europeia aponta para redução de 90% das emissões até 2040

    União Europeia aponta para redução de 90% das emissões até 2040

    Nova Proposta da Lei do Clima

    Bruxelas, Bélgica – A Comissão Europeia apresentou na passada quarta-feira uma proposta ambiciosa para alterar a Lei Europeia do Clima, estabelecendo um novo objetivo de redução de 90% nas emissões líquidas de gases com efeito de estufa (GEE) até 2040, em comparação com os níveis de 1990. Esta mudança estratégica visa acelerar a descarbonização da economia europeia e reforçar a liderança global da UE na ação climática.

    Porquê esta Alteração Estratégica? – A proposta de uma meta mais ambiciosa para 2040, que representa um salto significativo, baseia-se em várias considerações cruciais:

    • Necessidade Urgente de Ação Climática: Os impactos das alterações climáticas são cada vez mais sentidos pelos cidadãos europeus, gerando uma forte exigência por parte da opinião pública para que a Europa atue de forma mais decisiva.
    • Consistência com a Neutralidade Climática de 2050: A Lei Europeia do Clima já prevê a neutralidade climática até 2050, tornando a UE o primeiro continente a comprometer-se legalmente com este objetivo. A meta de 90% para 2040 é vista como um passo essencial e pragmaticamente exequível para garantir que a trajetória rumo à neutralidade é mantida e reforçada.
    • Previsibilidade para Investidores e Indústria: Ao definir um objetivo claro e vinculativo para 2040, a Comissão pretende proporcionar a previsibilidade e estabilidade de que os investidores e as empresas necessitam para planearem as suas transições para energias limpas e investirem em tecnologias e processos mais sustentáveis. Isto reforça a liderança industrial europeia e a segurança energética do continente.
    • Reforço da Competitividade da UE: A descarbonização é vista como uma oportunidade para modernizar a economia, tornando-a mais eficiente em termos de recursos e competitiva, alinhando-se com a “Bússola para a Competitividade da UE” e o “Pacto da Indústria Limpa”.
    • Progresso Atual e Confiança: A UE está no bom caminho para cumprir a meta de 55% de redução de GEE até 2030, demonstrando a capacidade de alcançar objetivos ambiciosos. Este sucesso incute confiança para se estabelecerem metas ainda mais elevadas.

    Abandono da Meta Antiga? – Não se trata de um abandono de metas antigas, mas sim de uma evolução e reforço dos objetivos climáticos da UE. A Lei Europeia do Clima, aprovada em 2021, já estabelecia o objetivo juridicamente vinculativo de reduzir as emissões líquidas de GEE em pelo menos 55% até 2030, em comparação com os níveis de 1990. Esta meta intermédia permanece em vigor e a UE está a trabalhar ativamente para a atingir.

    A nova proposta para 2040 não substitui a meta de 2030, mas sim a complementa, delineando uma trajetória a longo prazo para a descarbonização. A Lei do Clima previa, inclusive, que a Comissão propusesse uma meta climática para 2040 após a primeira revisão global (Global Stocktake) do Acordo de Paris.

    A proposta de 90% para 2040 reconhece a necessidade de acelerar os esforços para além dos objetivos já estabelecidos para 2030, para garantir que a Europa atinge a neutralidade climática até 2050 de forma eficaz e que se mantém na vanguarda da transição energética global. A proposta será agora objeto de discussão e aprovação pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho.

    Com GEM-DIGI

  • Cervejaria familiar do Algarve  Garante Prémio Dieta Mediterrânica

    Cervejaria familiar do Algarve Garante Prémio Dieta Mediterrânica

    Inova com Crackers de Resíduos de Cerveja e Garante Prémio Dieta Mediterrânica

    Loulé, Algarve – A cervejaria familiar Nova Vida Cerveja, sediada em Loulé, conquistou o segundo lugar na primeira edição do “Prémio Inovação – Dieta Mediterrânica” em 2024 com suas inovadoras Crackers de Dreche. O projeto, que utiliza resíduos de cereais do processo de fabricação da cerveja para criar um novo produto, demonstra o compromisso da empresa com a sustentabilidade e a criatividade no setor agroalimentar.

    O prêmio, promovido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve, I.P.) em conjunto com o Município de Tavira e outras entidades, visa incentivar a inovação alinhada com os princípios da Dieta Mediterrânica.

    As Crackers de Dreche, ainda em fase de desenvolvimento, representam um passo significativo para a Nova Vida Cerveja, que busca parcerias com produtores locais para expandir a linha de produtos e incorporar ingredientes regionais como ervas e queijos.

    “Queremos trazer algo inovador e saudável ao mercado”, afirmam os responsáveis pela Nova Vida Cerveja. “Este produto acompanha muito bem o que já produzimos, a cerveja artesanal.”

    A empresa reconhece o prémio como um importante apoio para o desenvolvimento do projeto, abrindo portas para potenciais parcerias e investimentos. A Nova Vida Cerveja projeta, produz, engarrafa e distribui todas as suas cervejas, e está orientada para a “reutilização de produtos, circuitos locais e valorização de produtos locais”. A empresa ambiciona efetivar a análise nutritiva das crackers e conseguir “uma cozinha industrial” para a sua produção.

    Sobre o Prémio Inovação – Dieta Mediterrânica

    O “Prémio Inovação – Dieta Mediterrânica” é uma iniciativa da CCDR Algarve, I.P., do Município de Tavira, da Associação IN-LOCO e da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Sotavento Algarvio. Tem como objetivo selecionar, divulgar e premiar projetos inovadores na área agroalimentar que promovam os princípios da Dieta Mediterrânica e cujos produtores estejam representados na Feira da Dieta Mediterrânica de Tavira.

    [Inserir imagem das Crackers de Dreche ou da Nova Vida Cerveja]

  • Novas Rotas Portugal–Cabo Verde podem vir a ser permanentes

    Novas Rotas Portugal–Cabo Verde podem vir a ser permanentes

    A easyJet anunciou a abertura de cinco ou seis, segundo algumas fontes, novas rotas entre Portugal Lisboa e Porto e várias ilhas de Cabo Verde (Sal, Boa Vista, Praia e São Vicente) já para o próximo inverno.

    Esta expansão representa um aumento de 225% na conetividade entre os dois países, com mais de 210 mil lugares disponíveis durante a época de inverno. O principal objetivo declarado pelas autoridades e pela companhia aérea é potenciar o turismo em Cabo Verde, que tem o inverno como estação alta, ao contrário de Portugal.

    As rotas também visam facilitar a ligação da vasta diáspora cabo-verdiana residente em Portugal e noutros países europeus, permitindo viagens mais frequentes e acessíveis. Além do turismo, as novas ligações beneficiam emigrantes, empresários, agentes culturais, estudantes e outros segmentos da população.

    A easyJet já confirmou que, após o sucesso das rotas inaugurais para o Sal, vai prolongar as operações para além do inverno, estendendo-as ao verão de 2025 e prevendo continuidade anual, caso a procura se mantenha elevada.

    O diretor-geral da easyJet em Portugal afirmou que a companhia faz avaliações regulares e, se a operação for bem-sucedida, a tendência é manter ou até aumentar a oferta nos anos seguintes.

    «Com mais de 210 mil lugares disponíveis este inverno para as ilhas de Cabo Verde, não estamos apenas a aumentar a ligação, mas também a criar oportunidades para as comunidades locais, o turismo e o reforço dos laços económicos com a região», declarou José Lopes, diretor-geral da easyJet em Portugal.

    «A adição de Cabo Verde à rede de rotas da EasyJet traduz um novo capítulo da conectividade do país com o mundo e, inevitavelmente, o início de uma nova etapa do turismo.», disse, por sua vez Carlos Santos, ministro do Turismo e Transportes de Cabo Verde.

    As novas rotas são uma aposta estratégica para o turismo e para a diáspora, não especificamente para trabalhadores da hotelaria. A operação tem potencial para se tornar permanente, dependendo da procura e dos resultados das primeiras temporadas. A mobilidade de trabalhadores pode ser beneficiada indiretamente, mas não é o foco central da iniciativa.

  • Algarve perde cinco presidentes de câmara devido ao limite de mandatos nas autárquicas

    Algarve perde cinco presidentes de câmara devido ao limite de mandatos nas autárquicas

    As próximas eleições autárquicas, marcadas para 12 de outubro, vão resultar na saída de cinco presidentes de câmara no Algarve devido à lei que limita os mandatos consecutivos. Rogério Bacalhau (PSD), de Faro, é um dos autarcas impossibilitados de se recandidatar.

    As autarquias algarvias do rio Guadiana, Alcoutim e Castro Marim podem conhecer outros presidentes eleitos, embora ali tenha já havido substituição de autarcas que não poder candidatar-se e ser mais difícil registarem-se alterações.

    Além de Bacalhau, também os presidentes socialistas de Loulé, São Brás de Alportel e Olhão, bem como a autarca da CDU em Silves, se despedem dos cargos. No total, quase 90 presidentes de câmara em todo o país estão na mesma situação.

    Estes são alguns dos 89 autarcas que atingiram o limite de três mandatos consecutivos à frente dos seus municípios. Outros 46 já deixaram as câmaras nos últimos dois anos para assumir outros cargos, incluindo lugares no Governo, na Assembleia da República e no Parlamento Europeu.

    A nível nacional, dos 89 presidentes de câmara em final de mandato, a maioria é do PS (49), seguido pelo PSD ou coligações lideradas pelo PSD (21) e pela CDU (12).

    Com Lusa

  • Ministra do Ambiente apela a municípios para aproveitarem fundos para o litoral

    Ministra do Ambiente apela a municípios para aproveitarem fundos para o litoral

    A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, apelou hoje aos municípios para aproveitarem os dois terços ainda disponíveis dos fundos para intervenções no litoral, ao abrigo do Programa Operacional “Sustentável 2030”.

    Em declarações aos jornalistas na praia de Faro, onde participou num almoço depois de ter estado numa reunião da comissão de acompanhamento da seca na região, na capital algarvia, Maria da Graça Carvalho destacou que há 167 milhões de euros disponíveis para intervir no litoral em projetos ao abrigo desse programa, que só tem intervenções aprovadas no valor de 50 milhões de euros.

    «Temos, neste momento, cerca de 50 milhões de euros em obras a decorrer, que são financiadas 85% pelo Programa Operacional Sustentável e cofinanciadas a 15% pelo Fundo Ambiental, em todo o país. A maior de todas é na Figueira da Foz, que começou na segunda-feira» afirmou a governante, frisando que só este projeto representa 20 milhões de euros de investimento.

    A ministra salientou que estão também previstas intervenções para reposição de areias na Costa da Caparica, em Esposende, Furadouro (Ovar), em Espinho e no Algarve, como no caso da praia do Vau, em Portimão.

    «Vamos ter o contrato pronto ainda este mês para a maior de todas aqui no Algarve, que é no Garrão e Vale do Lobo. E na Fuseta saiu ontem [quinta-feira], em Diário da República, o concurso internacional», adiantou, sublinhando que na Fuseta, concelho de Olhão, já foi feita uma “obra de emergência”.

    Segundo explicou Maria da Graça Carvalho, em março “houve um completo arrastar da areia” que deixou a Fuseta “sem praia” e foi preciso fazer uma “obra de urgência” para garantir a sua abertura no início da época balnear, em junho.

    «Mas, agora vamos fazer uma obra mais completa, portanto de maior dimensão, para que fique uma extensão de 30 metros de largura de areia na praia da Fuseta», justificou a ministra, que durante a tarde visitou a ilha.

    Maria da Graça Carvalho insistiu que o Programa Operacional Sustentável “ainda tem bastante financiamento” disponível, só estando “em obra um terço do financiamento”, sendo que as intervenções têm de estar prontas em 2029 para os montantes serem aproveitados.

    «Já conseguimos ter projetos no valor de 50 milhões e agora, por isso, é que estamos a dizer que é preciso executar, é preciso avançar com os projetos para que não se perca o dinheiro e que se aproveite isso para recuperar todo o litoral», disse ainda a ministra, esclarecendo que os projetos podem abranger reposição de areias, intervenções em arribas ou melhorias da qualidade de água.

    Mas, apesar de que ainda existir “algum tempo”, é “importante chamar já a atenção, porque o projeto tem que ser preparado, tem que ser submetido, aprovado e depois a obra executada” pelos municípios, com o apoio da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), reforçou.

    ./ com Lusa

  • Onda negra arrasta banhistas em Mazagão

    Onda negra arrasta banhistas em Mazagão

    Na tarde de quarta-feira, por volta das 16h30, um grande navio metaneiro de mais de 60.000 toneladas, ao sair do porto de Huelva e realizar uma manobra de saída para o mar, gerou uma onda lateral com sedimentos que atingiu a praia do Vigía, em Mazagón.

    O fenómeno arrastou vários banhistas para as rochas, provocando pelo menos oito feridos, incluindo crianças e membros da mesma família. Uma mulher de 28 anos foi hospitalizada com cortes profundos, mas já teve alta. Outros feridos foram assistidos no local, incluindo crianças que ficaram abaladas e com escoriações.

    Testemunhas e autoridades confirmaram que o navio navegava dentro dos limites de velocidade autorizados (11,5 nós), acompanhado por dois práticos experientes.

    Contudo, a combinação de maré vazante, correntes e o tamanho do navio provocou um efeito inesperado, resultando numa “onda negra” que surpreendeu os banhistas e levou a temores de tsunami.

    Após o incidente, o Porto de Huelva e a Capitania Marítima decidiram reduzir a velocidade dos navios na zona e instalar sensores para monitorizar as condições do mar em tempo real, visando prevenir novos episódios semelhantes.

    Citações:
    Perplexity
    [1] Watch: Monster wave leaves eight injured in Spain’s Andalucia after … https://www.thespanisheye.com/2025/07/03/watch-monster-wave-leaves-eight-injured-in-spains-andalucia-after-sparking-tsunami-fears/
    [2] Puerto de Huelva y Capitanía Marítima toman medidas para evitar olas peligrosas tras el incidente de Mazagón https://cadenaser.com/andalucia/2025/07/04/puerto-de-huelva-y-capitania-maritima-toman-medidas-para-evitar-olas-peligrosas-tras-el-incidente-de-mazagon-radio-huelva/
  • Homem é preso em Vila Real de Santo António suspeito de onda de crimes

    Homem é preso em Vila Real de Santo António suspeito de onda de crimes

    A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve, na quarta-feira, um homem de 46 anos em Vila Real de Santo António, no Algarve, sob a suspeita de envolvimento em diversos roubos na via pública e furtos em estabelecimentos comerciais.

    A detenção ocorreu após um aumento atípico de crimes contra a propriedade na região, conforme informou a PSP em comunicado.

    A investigação, conduzida em colaboração com o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Faro, reuniu indícios que ligam o suspeito a pelo menos 10 crimes, incluindo roubos na via pública, furtos qualificados e simples, além de danos em estabelecimentos comerciais em Vila Real de Santo António e Castro Marim.

    O Ministério Público emitiu um mandado de detenção, culminando na prisão do suspeito. Apresentado a tribunal na quinta-feira, o homem teve como medida de coação a prisão preventiva.

    ./com LUSA

  • Algarve investe 54 milhões de euros na gestão sustentável da água

    Algarve investe 54 milhões de euros na gestão sustentável da água

    O Programa Regional ALGARVE 2030 recebeu 14 candidaturas para projetos de gestão de água, totalizando um investimento superior a 54 milhões de euros. As propostas, apresentadas por municípios e pela empresa Águas do Algarve, visam melhorar a eficiência e a resiliência dos recursos hídricos da região.

    Com cofinanciamento de 60% do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), os projetos focam-se em:

    • Redução de perdas nas redes urbanas de água
    • Reabilitação de infraestruturas
    • Prevenção da intrusão salina
    • Reutilização de águas residuais tratadas
    • Expansão e modernização do saneamento

    As operações envolvem entidades como Águas do Algarve, EMARP e os municípios de Lagos, Lagoa, Castro Marim, Portimão, Silves, Olhão e Monchique. A aprovação das candidaturas está prevista para julho.

    O ALGARVE 2030 destinou cerca de 66 milhões de euros para projetos relacionados com a água, demonstrando a prioridade estratégica da região em face da escassez hídrica e das alterações climáticas. A gestão da água também está no centro das decisões de revisão dos programas do Portugal 2030.

    Candidaturas

  • Líderes Locais e Regionais Europeus Unem Forças com a Comissão Europeia para Reforçar a Resiliência Hídrica

    Líderes Locais e Regionais Europeus Unem Forças com a Comissão Europeia para Reforçar a Resiliência Hídrica

    Bruxelas, 03 de Julho – Dirigentes locais e regionais da União Europeia uniram-se à Comissária Europeia para o Ambiente, Resiliência Hídrica e Economia Circular Competitiva, Jessika Roswall, para impulsionar a resiliência hídrica em todo o continente.

    A iniciativa visa integrar a segurança da água em todas as políticas da UE, com o envolvimento ativo de municípios e regiões.

    O anúncio formal ocorreu durante a sessão plenária do Comité das Regiões Europeu (CR) em 2 de julho, que marcou o lançamento da resiliência hídrica como prioridade estratégica para o mandato 2025-2030.

    Em debate, líderes e especialistas europeus enfatizaram a necessidade urgente de enfrentar os desafios crescentes relacionados com a água, agravados pelas mudanças climáticas.

    Eventos climáticos extremos, como inundações e secas, representam uma ameaça para os ecossistemas, infraestruturas e para o tecido social das comunidades.

    Os líderes regionais defendem que, devido ao seu conhecimento das condições locais, têm um papel crucial no desenvolvimento de estratégias específicas para assegurar sistemas hídricos resilientes e proteger o bem-estar da população.

    A Comissária Roswall apresentou a Estratégia Europeia de Resiliência Hídrica e incentivou o envolvimento dos órgãos de poder local e regional na sua elaboração e implementação.

    Os participantes sublinharam a importância da cooperação em vários níveis e da participação precoce dos municípios e das regiões nos processos decisórios da UE, defendendo o apoio a estratégias integradas de gestão da água e a promoção de soluções inovadoras e baseadas na natureza.

    «A água já não é apenas uma questão de ambiente – é uma questão de segurança, coesão e sobrevivência”, afirmou Kata Tüttő, presidente do CR e correlatora do parecer sobre a Estratégia Europeia de Resiliência Hídrica. “Para construir uma verdadeira resiliência, precisamos de financiamento flexível, tomada de decisões inclusiva e responsabilização a todos os níveis

    A Comissária Roswall reforçou a importância da colaboração: «Não pode haver solução sem cooperação. Estamos a apoiar as regiões e cidades da UE para que se tornem mais resilientes à água, uma vez que muitas decisões sobre a gestão da água são tomadas a nível local e regional.», disse ela.

    Vitor Guerreiro, presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, salientou a urgência de medidas para fortalecer a resiliência hídrica através da gestão sustentável da água e implementação de ações locais.

    O CR convida os seus membros a partilharem iniciativas locais bem-sucedidas, com o objetivo de criar uma base de conhecimento partilhada e demonstrar a liderança dos municípios e regiões da UE neste domínio.

    Contexto:

    • Em 24 de junho, a Comissão ENVE designou Kata Tüttő, presidente do CR, e Juanma Moreno, primeiro vice-presidente, correlatores do Parecer – Estratégia europeia de resiliência hídrica.
    • A 15 de maio, o Comité das Regiões adotou as suas prioridades estratégicas para 2025-2030 para reforçar a coesão, a resiliência e a proximidade em toda a UE.
    • A Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos de 2025 realizou-se em Nice, França, de 7 a 13 de junho, coorganizada pela França e pela Costa Rica.

  • Futebolista Diogo Jota morreu em acidente de viação em Espanha

    Futebolista Diogo Jota morreu em acidente de viação em Espanha

    O futebolista português Diogo Jota, de 28 anos, e o irmão, de 26, morreram esta madrugada num acidente de viação na A52, em Cernadilla, Zamora, em Espanha, informa a Agência Lusa.

    Diogo Jota era jogador do Liverpool, emblema que representava há cinco épocas e no qual brilhou, especialmente na segunda época, ainda com o alemão Jürgen Kloop, com 55 jogos e 21 golos marcados.

    O avançado, que fez parte do trio ofensivo com Mo Salah, em outras épocas também com Roberto Firmino e Sadio Mane, esteve na conquista de uma Liga inglesa, uma Taça de Inglaterra, duas Taças da Liga e uma Supertaça.

    Na carreira, o jogador, que fez a formação no Gondomar e no Paços de Ferreira, representou também por uma época o FC Porto, por empréstimo do Atlético de Madrid, e que o voltou a ceder ao Wolverhampton, no qual acabou por assinar e jogar durante três épocas.

    Na seleção, o futebolista, que tinha apetência para o golo, acabou também por ser referência, nem sempre a titular, mas com 49 internacionalizações e duas Ligas das Nações no currículo.
    Do acidente em Espanha resultou também a morte de André Silva, irmão de Diogo Jota, extremo que representava o Penafiel, da II Liga de futebol.
     
    ./com Lusa

  • Vinho “UCA Violinista” celebra a Ria de Alvor e viticultura sustentável no Algarve

    Vinho “UCA Violinista” celebra a Ria de Alvor e viticultura sustentável no Algarve

    ALVOR, PORTUGAL – Inspirado no caranguejo-violinista ( Uca tangeri), crustáceo símbolo da Ria de Alvor, o novo vinho “UCA Violinista” surge como uma homenagem à biodiversidade e à viticultura regenerativa na região algarvia. Produzido pela Sociedade Agrícola do Rio Arade, o vinho busca refletir a leveza, frescura e autenticidade do seu habitat natural.

    A marca, idealizada pelo empresário Pedro Garcia de Matos, da Sociedade Agrícola do Rio Arade, possui 27 hectares de vinha e adota práticas sustentáveis em todo o processo produtivo. Roseiras atraem polinizadores, cabras fertilizam o solo naturalmente no inverno e a rega é controlada, minimizando o impacto ambiental. O objetivo é criar um ecossistema equilibrado dentro da vinha, protegendo a envolvente da Ria de Alvor.

    Publireportagem
  • EURES Andaluzia-Algarve Premiará Projeto de Empreendedorismo Feminino Transfronteiriço

    EURES Andaluzia-Algarve Premiará Projeto de Empreendedorismo Feminino Transfronteiriço

    O projeto EURES Transfronteiriço Andaluzia-Algarve, em parceria com a Eurocidade do Guadiana, lançou um prêmio para reconhecer e premiar o melhor projeto de empreendedorismo feminino desenvolvido na região fronteiriça entre as duas regiões.

    A iniciativa visa valorizar o talento e a excelência de empreendedoras na faixa sul da fronteira ibérica. As interessadas devem apresentar uma descrição detalhada do projeto, incluindo informações sobre serviços, produtos, mercado, valor transfronteiriço e impacto na área de fronteira.

    Um comitê de avaliação, composto por membros da comunidade universitária e entidades ligadas ao empreendedorismo, analisará a inovação, o impacto territorial e a replicabilidade das ideias.

    O projeto vencedor receberá reconhecimento público da EURES CBP. Inscrições podem ser feitas através de questionário online. Mais informações estão disponíveis através da Eurocidade do Guadiana.

  • CCDR Algarve reduz em 42% consumo de energia após modernização

    CCDR Algarve reduz em 42% consumo de energia após modernização

    A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve reduziu em 42,3% o consumo de energia do seu edifício-sede, superando as metas de eficiência energética estabelecidas. A modernização, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e com apoio do Fundo Ambiental, elevou a classificação energética do edifício de B para A+.

    A principal intervenção foi a instalação de um sistema solar fotovoltaico com armazenamento para autoconsumo, complementado por baterias que otimizam o uso da energia renovável produzida no local e diminuem a dependência da rede elétrica.

    De acordo com a CCDR Algarve, o consumo anual de energia elétrica proveniente da rede diminuiu de 109.297 kWh para 63.061 kWh em 2024. Houve também uma redução significativa no consumo de energia primária, que passou de 273.424 kWhEP para 157.653 kWhEP. A iniciativa evitou a emissão de 15,97 toneladas de dióxido de carbono.

    Os resultados foram validados por uma avaliação energética, que confirmou a eficácia das medidas implementadas. A CCDR Algarve ultrapassou os objetivos do Plano ECO.AP 2030, que previa uma redução de 20% nos custos com energia e de 7% nas emissões de gases com efeito de estufa para o período 2022-2024.

    A CCDR Algarve planeja expandir as medidas de eficiência energética para o Centro de Experimentação Agrária de Tavira e os edifícios de São Francisco e Doglioni, em Faro. O projeto é cofinanciado pelo PRR através do Fundo Ambiental, com o apoio da União Europeia – NextGenerationEU.

  • Associação da Calçada Portuguesa promove roteiro pela arte em Lisboa

    Associação da Calçada Portuguesa promove roteiro pela arte em Lisboa

    A Associação da Calçada Portuguesa (ACP) promove, no dia 5 de julho, um roteiro a pé pela Avenida Almirante Reis e arredores da Igreja de São Brito, em Lisboa, com o objetivo de valorizar e divulgar a calçada portuguesa como património cultural.

    A iniciativa, gratuita e exclusiva para membros de uma associação (SSCGD), visa destacar a importância da calçada como elemento identitário e artístico da cidade e do país.

    O percurso de três horas, com início às 10:00 horas na Avenida Almirante Reis, apresentará exemplares notáveis da arte da calçada em locais como o Instituto Superior Técnico, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, a Rua António Patrício e o Mercado do Alvalade.

    Entre os destaques, estão os mosaicos com as figuras de desenhos animados Pato Donald, Pernalonga e Calimero, próximos à Sapataria Godiva, e o primeiro exemplo de calçada-mosaico a cores de Lisboa, perto da Escola Básica S. João de Brito.

    A ACP, que se define como entidade de referência na preservação da calçada portuguesa, busca através desta iniciativa fortalecer o reconhecimento deste património como «traço identitário, afetivo e artístico marcante” das cidades portuguesas».

    As inscrições, obrigatórias e limitadas, devem ser realizadas até às 12h do dia 3 de julho através de formulário online ou QR code (disponíveis no press release original). Desistências devem ser comunicadas até 1 de julho.

    Serviço:

    • Evento: Roteiro “Arte e Saber-Fazer da Calçada Portuguesa”
    • Data: 5 de julho (sábado)
    • Hora: 10h (duração de 3 horas)
    • Ponto de Encontro: Placa central da Alameda (Avenida Almirante Reis)
    • Preço: Gratuito (exclusivo para SSCGD)
    • Inscrições: Até 3 de julho, 12h (formulário online ou QR code)
    • Recomendações: Calçado e roupa confortáveis. Não recomendado para crianças menores de 6 anos ou pessoas com mobilidade reduzida.

  • Brasil acolhe Conferência da Década dos Oceanos

    Brasil acolhe Conferência da Década dos Oceanos

    A cidade brasileira do Rio de Janeiro foi escolhida hoje como sede da Conferência da Década dos Oceanos de 2027, evento organizado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) para promover a ciência oceânica e o desenvolvimento sustentável.

    A escolha foi anunciada num comunicado divulgado pela prefeitura de câmara do Rio de Janeiro, que explicou que a Década das Nações Unidas de Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, também conhecida como Década do Oceano, foi declarada pelas Nações Unidas em 2017 e compreende o período de 2020 a 2030.

    O objetivo da cimeira que será organizada no Brasil é consciencilizar a população em todo o mundo sobre a importância dos oceanos e mobilizar atores públicos, privados e da sociedade civil organizada em ações que favoreçam a saúde e a sustentabilidade dos mares.

    A escolha do Rio de Janeiro, feita em Paris durante reunião da Comissão Oceanográfica Intergovernamental, refletiu, segundo a UNESCO, a liderança do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à conservação marinha e à ciência oceânica.

    A conferência reunirá chefes de Estado, cientistas, sociedade civil e o setor privado para definir estratégias para reverter a degradação dos oceanos e promover sua sustentabilidade além de 2030.

    O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, comemorou a eleição, destacando o histórico da cidade mais emblemática do Brasil em mudanças climáticas, que remonta à cimeira da Terra de 1992.

    “É uma honra representar o Brasil mais uma vez, mostrando ao mundo não só a beleza da nossa cidade, mas também a nossa capacidade de organizar grandes eventos internacionais com excelência”, disse Paes no comunicado.

    O Brasil, com mais de 10.000 quilómetros de litoral é líder em diversas iniciativas de proteção dos oceanos, incluindo uma iniciativa para transformar o Atlântico Sul em um santuário para baleias.

    Apesar dos esforços para promover a conservação marinha, o Governo brasileiro atualmente apoia a exploração de petróleo em uma área marinha na foz do rio Amazonas.

    Na semana passada, o país promoveu um polémico leilão de áreas de petróleo no qual ofereceu concessões perto da foz do Amazonas a empresas interessadas em operar na região sensível e pressiona autoridades ambientais para que concedam a respetiva licença.

    ./Com LUSA e CYR // RBFSã
  • Maria Manuela Santos apresenta exposição de pintura “Florestas Azuis”

    Maria Manuela Santos apresenta exposição de pintura “Florestas Azuis”

    No próximo dia 3 de Julho, às 18:00 horas na Biblioteca Municipal de Vila Real de Santo António, a pintora Maria Manuela Santos, apresenta a exposição «Florestas Azuis» que ficará em exibição até dia 31 de Julho, na qual alerta para a Importância vital dos Ecossistemas Costeiros.

    Uma exposição da artista e arquiteta paisagista Maria Manuela Santos, intitulada “Florestas Azuis”, busca consciencializar sobre o papel crucial dos ecossistemas costeiros na mitigação das mudanças climáticas e na preservação da biodiversidade.

    A mostra, que apresenta obras em diversas técnicas como acrílico e aquarela, explora a beleza e a importância das chamadas Florestas Azuis, manguezais, pradarias marinhas e outros habitats costeiros na captura e armazenamento de carbono, bem como na proteção das zonas costeiras.

    A artista enfatiza a urgência de proteger esses ambientes, alertando para a rápida degradação que sofrem, com consequências graves para a vida marinha, terrestre e a segurança das comunidades costeiras.

    A exposição é um chamado à ação, incentivando uma mudança de atitude em relação à natureza e à valorização desses ecossistemas vitais.

    Maria Manuela Santos, portuguesa radicada no Algarve, combina a sua formação em arquitetura paisagista com uma paixão pelas artes.

    As suas obras são inspiradas nas memórias, experiências e preocupações com o meio ambiente, resultando em composições poéticas e coloridas.

    A artista tem participado em diversas exposições individuais e coletivas em Portugal, Espanha, Cabo Verde e Coreia do Sul, e é membro de associações de arte nacionais e internacionais.

  • Passadiço Praia Verde a Altura tem construtor

    Passadiço Praia Verde a Altura tem construtor

    A presidente da câmara municipal de Castro Marim deu a conhecer que vai ser construído entre a Praia Verde e Altura que já se encontra licenciado o passadiço, a ser construído por iniciativa de um particular.

    A construção está já licenciada e em breve vai ser iniciada. Terá o comprimento de três quilómetros de para ser um espaço de fruição, de desporto, de passeio, fruição da natureza e também de deslumbre das belas praias do concelho.

    Depois do Passadiço da Altura, por iniciativa do município de Castro Marim, foram ligadas por passadiços as praias da Altura, Praia Verde, Verde Lago e a Praia do Cabeço.

    A Praia Verde à Verde Lago já tem o passadiço construído, acesso público, com apoio de praia igualmente público, com os serviços necessários e essenciais de suporte à praia.

  • Quase 1,4 milhões dos alunos terão ficado sem aulas a pelo menos uma disciplina – Fenprof

    Quase 1,4 milhões dos alunos terão ficado sem aulas a pelo menos uma disciplina – Fenprof

    Quase 1,4 milhões dos alunos terão ficado sem aulas a pelo menos uma disciplina neste ano letivo por falta de professores, segundo estimativas hoje divulgadas pela Federação Nacional de Professores (Fenprof), que alerta para o agravamento do problema, apurou a Lusa,

    «O ano letivo de 2024/2025 chegou ao fim, mas deixa para trás um rasto preocupante: a crónica falta de professores nas escolas voltou a marcar negativamente a vida de muitos alunos. A promessa de garantir estabilidade no corpo docente e reduzir os períodos sem aulas não se concretizou. Pelo contrário, o problema agravou-se», lamenta a Fenprof em comunicado

    Os dados da federação estimam que, ao longo do ano, tenham sido registadas quase 1,4 milhões de ocorrências de alunos sem aulas a pelo menos uma disciplina.

    «Só no 1.º período, o número ascendeu a 826 mil; no 2.º foram 402 mil e, no 3.º, cerca de 150 mil. É certo que estes números incluem duplicações — alunos que ficaram sem vários professores ou em vários momentos —, mas o cenário que revelam é inequívoco: o sistema não está a responder às necessidades mínimas», salienta.

    A federação recorda que o Ministério da Educação chegou a definir “metas ambiciosas”, como a redução de 90% dos casos de alunos sem todos os professores até ao final do 1.º período. Sublinha que «a meta ficou longe de ser atingida» e «a própria divulgação de dados oficiais acabou por ser posta em causa, obrigando o ministro a encomendar uma auditoria externa à KPMG».

    Segundo a Fenprof, as conclusões deveriam ter sido conhecidas até abril, mas continuam por divulgar, «revelando uma preocupante falta de transparência e responsabilidade política». Refere ainda que, na tentativa de minimizar os efeitos da carência de docentes, recorreu-se a soluções improvisadas como professores a adiar a reforma, contratação de não profissionalizados, atribuição de disciplinas fora da área de formação, redistribuição de serviço, técnicos especializados a assegurar horários incompletos.
    “Em muitos casos, estas estratégias permitiram apenas adiar ou disfarçar o problema, sem o resolver”, lamenta.

    Ao mesmo tempo, os números de docentes disponíveis continuam aquém das necessidades, diz a federação, salientando que Lisboa, Setúbal e Faro continuam a ser as zonas mais atingidas. Contudo, sublinha, «nenhum distrito escapou à instabilidade” este ano.

    Para a Fenprof, o problema deverá agravar-se no próximo ano letivo, uma vez que o número de docentes não colocados no Concurso Externo de 2025 é pouco superior a 20 mil professores, sobretudo nos grupos curriculares da Educação Pré-Escolar, 1.º Ciclo do ensino básico, Educação Especial e Educação Física.

    «Neste caso, ainda que ligeiramente abaixo do valor do ano anterior, este número é revelador de um défice estrutural de recursos humanos e da ausência de uma política eficaz de atratividade e fixação na profissão», alerta.

    “Perante o estado das coisas, como pode agora o XXV Governo Constitucional e consigo o mesmo Ministro da Educação, volvido um ano de governação, afirmar que vai agora: «Identificar as necessidades de professores para a próxima década, por grupo disciplinar e região (…)», questiona.

    A Fenprof reitera que «é urgente passar das palavras aos atos» e valorizar a profissão docente, garantindo “condições de trabalho dignas e atrativas e assegurar estabilidade nas escolas”.

    No seu entender, estas medidas «não podem continuar a ser adiadas, sob pena de milhares de crianças e jovens continuarem a ser altamente prejudicadas».

    ./com Lusa

  • Fenómeno Raro no Litoral Português: Nuvens de Rolo Surpreendem na Costa

    Fenómeno Raro no Litoral Português: Nuvens de Rolo Surpreendem na Costa

    Um fenómeno meteorológico invulgar e visualmente impressionante, conhecido como “nuvem de rolo”, foi observado hoje, 29 de junho de 2025, em diversos pontos da costa portuguesa, causando surpresa e admiração a banhistas e residentes. Há registos da sua ocorrência em locais como a Póvoa de Varzim, Figueira da Foz e na Praia do Furadouro, em Ovar.

    O Que São Nuvens de Rolo?

    As nuvens de rolo, cientificamente designadas como Volutus, são formações nebulosas baixas, horizontais e com um formato tubular, que parecem rolar lentamente sobre o seu eixo horizontal. Pertencem ao grupo das nuvens do tipo Arcus, mas distinguem-se das mais comuns nuvens de prateleira (shelf clouds) por estarem completamente destacadas da base de qualquer outra nuvem.

    Essencialmente, uma nuvem de rolo é uma onda solitária, ou um soliton, que se propaga pela atmosfera. A sua formação está tipicamente associada ao avanço de uma frente fria ou de uma brisa marítima intensa sobre uma massa de ar mais quente e húmida. O ar frio, mais denso, força a subida do ar quente e húmido. Este, ao subir, arrefece e o vapor de água condensa, formando a nuvem. A interação entre as correntes de ar descendentes da frente fria e as ascendentes do ar quente cria a característica forma de rolo.

    Apesar da sua aparência por vezes imponente, as nuvens de rolo não são, por si só, perigosas e não indicam necessariamente a ocorrência de uma tempestade severa no local exato onde são observadas. No entanto, são um claro indicador de instabilidade atmosférica e da presença de fortes movimentos de ar.

    Ocorrências de Hoje na Costa Portuguesa

    As aparições de nuvens de rolo na costa portuguesa durante o dia de hoje foram potenciadas por uma combinação de fatores meteorológicos. Portugal continental encontra-se sob a influência de uma onda de calor, com temperaturas muito elevadas no interior. Esta situação gera um acentuado contraste térmico entre o ar quente sobre a terra e a massa de ar mais fresca sobre o oceano.

    Este diferencial de temperatura intensificou a brisa marítima ao longo da costa ocidental. A previsão do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) para hoje já apontava para “vento em geral fraco predominando do quadrante norte, soprando por vezes moderado (até 30 km/h) na faixa costeira ocidental”. Foi esta brisa marítima mais intensa, atuando como uma mini frente fria, que, ao encontrar o ar quente e húmido sobre a linha da costa, deu origem à formação das espetaculares nuvens de rolo observadas. O fenómeno foi acompanhado por um aumento temporário da intensidade do vento nos locais onde a nuvem passou.

    Probabilidade de Repetição

    A ocorrência de nuvens de rolo é considerada um fenómeno raro em Portugal. A sua formação depende de um equilíbrio muito específico de condições atmosféricas, nomeadamente a presença de uma massa de ar quente e húmida, e a chegada de uma frente de ar mais frio e seco com a intensidade certa para gerar a ondulação atmosférica necessária.

    As previsões meteorológicas para os próximos dias indicam a continuação do tempo quente em Portugal continental. O IPMA mantém avisos de tempo quente para vários distritos. Esta persistência de temperaturas elevadas manterá o forte contraste térmico entre o continente e o oceano, o que sugere que as brisas marítimas continuarão a ser um fenómeno relevante nos próximos dias.

    No entanto, a formação da nuvem de rolo requer um nível de instabilidade atmosférica e uma configuração de vento muito particulares, que não são garantidos apenas pela diferença de temperatura. A previsão para os próximos dias aponta para uma manutenção de um regime de vento de norte/noroeste, mas a intensidade e a interação com a massa de ar quente podem não ser idênticas às que se verificaram hoje.

    Concluindo, embora as condições de base (contraste térmico terra-mar) se mantenham, a probabilidade de se repetirem as condições exatas para a formação de novas nuvens de rolo nos próximos dias é baixa. Fenómenos como este são, pela sua natureza, esporádicos e de difícil previsão com grande antecedência. Ainda assim, não é de excluir a possibilidade de ocorrências localizadas, caso se verifique uma intensificação particular da brisa marítima em conjunto com a instabilidade atmosférica presente.

    ./com GEM-DIGI

  • Incêndio difícil em Villablanca

    Incêndio difícil em Villablanca

    Um amplo dispositivo com quatro meios aéreos assim como outros meios terrestres do “Consorcio Provincial de Huelva” e do “Plan Infoca” combatem um incêndio em Villablanca, “Finca La Gitana”, a 23 quilómetros de Vila Real de Santo António, informa a ArenilhaTv.

    O alerta foi dado, cerca das 12:51, hora portuguesa, nas imediações do KM5 da estrada A-499. Neste momento não se consegue determinar a área ardida, porque o incêndio continua ativo.

    Foram desalojadas cinco pessoas, de três residências, uma delas ferida com queimaduras. A estrada A-499 está cortada ao trânsito.