FOZ – Guadiana Digital

Categoria: Destaque

  • Saberes Ancestrais e Mãos Entrelaçadas em Cana

    Saberes Ancestrais e Mãos Entrelaçadas em Cana

    No âmbito do projeto europeu CREA_digital, seniores do Baixo Guadiana redescobrem a arte da cestaria numa oficina criativa promovida pela Odiana – Associação para o Desenvolvimento do Baixo Guadiana.

    No passado dia 3 de julho, a Antiga Escola de Santa Rita, atual CIIP – Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela, acolheu uma oficina criativa de cestaria que uniu tradição, inclusão e identidade cultural. A atividade, promovida pela Odiana – Associação para o Desenvolvimento do Baixo Guadiana, decorreu no âmbito do projeto europeu CREA_Digital – Erasmus+ KA210-ADU, e teve como protagonista o artesão Diamantino Serafim Romeirinha, mestre na arte de trabalhar a cana.

    Durante uma tarde marcada pela partilha, 15 seniores da comunidade local assistiram, participaram e reviveram técnicas ancestrais de cestaria, desde a preparação dos materiais até à criação das peças. A sessão foi filmada pela RTP, para o programa “Europa à Porta”, e contou com a presença do Tesoureiro da Odiana e Presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, Álvaro Araújo.

    A atividade insere-se no Work Package 3 – Artesanato e Gastronomia: Oficinas Digitais e Criativas, que visa preservar ofícios tradicionais, estimular a partilha intergeracional de saberes e reforçar a autoestima dos adultos seniores, através de ações significativas e criativas.

    O Sr. Diamantino, mestre da sua arte, trouxe à oficina um momento de reflexão sobre a importância de preservar os saberes do passado – “Nunca é tarde para aprender, o saber não envelhece” – palavras que reforçaram o propósito do projeto e a sua preocupação com o desaparecimento destas tradições.

    Para além da componente prática, a oficina teve ainda um momento de convívio, com lanche incluído, onde se trocaram histórias, memórias e sorrisos. Um gesto simples, mas que veio reforçar o sentido de comunidade.

    O projeto CREA_Digital, cofinanciado pelo Programa Erasmus+ da União Europeia, atua em territórios rurais do Baixo Guadiana (Portugal) e de Els Ports (Valência – Espanha), promovendo a inclusão digital e cultural de seniores com menos oportunidades, ao mesmo tempo que resgata e reinventa tradições locais como a cestaria, a gastronomia e outros ofícios antigos.

    Com esta iniciativa, a Odiana reforça o seu compromisso com a salvaguarda do património imaterial e com a valorização do papel ativo dos seniores na construção de uma Europa mais coesa, participativa e culturalmente rica.

  • Algarve em Alerta Máximo para Incêndios Rurais

    Algarve em Alerta Máximo para Incêndios Rurais

    Faro, 14 jul 2025 – Os concelhos de Loulé, São Brás de Alportel e Tavira, no Algarve, encontram-se hoje sob perigo máximo de incêndio rural, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). A previsão é de agravamento do risco nos próximos dias, estendendo-se a outras regiões do país.

    O IPMA alerta para risco “muito elevado” de incêndio em dezenas de concelhos do interior Norte e Centro, bem como noutras áreas do Algarve. O Alentejo e a faixa costeira do Norte apresentam risco “elevado”.

    O instituto prevê um aumento gradual do perigo de incêndio a partir de terça-feira, impulsionado pela subida das temperaturas. Esta situação deverá persistir pelo menos até ao final da semana em diversos distritos.

    O perigo de incêndio rural é avaliado pelo IPMA numa escala de cinco níveis, de reduzido a máximo, considerando fatores como temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e precipitação das últimas 24 horas.

    Devido às altas temperaturas, os distritos de Bragança, Viseu, Évora, Guarda, Vila Real, Beja, Castelo Branco e Portalegre estarão sob aviso amarelo entre as 09h00 de terça-feira e as 18h00 de quarta-feira. A costa sul e as regiões montanhosas da Madeira também estão sob aviso amarelo pelo mesmo motivo, entre as 09h00 de terça-feira e as 21h00 de quarta-feira. O aviso amarelo indica “situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.”

    Para hoje, o IPMA prevê no continente céu pouco nublado ou limpo, vento mais intenso no litoral oeste e terras altas, possibilidade de neblina matinal e ligeira subida da temperatura, exceto da máxima no litoral da região Centro.

    As temperaturas mínimas devem variar entre os 12°C (Guarda) e os 18°C (Aveiro e Lisboa), enquanto as máximas deverão oscilar entre os 23°C (Viana do Castelo) e os 28°C (Santarém e Bragança).

    No arquipélago da Madeira, espera-se céu geralmente muito nublado, diminuindo gradualmente, com possibilidade de aguaceiros fracos nas terras altas e na vertente norte. As temperaturas no Funchal variarão entre os 21°C e os 27°C e no Porto Santo entre os 19°C e os 25°C.

  • Cuidadores informais o risco e a ansiedade

    Cuidadores informais o risco e a ansiedade

    A Ordem dos Psicólogos Portugueses lançou um alertou numa altura em que lança o documento Vamos Falar Sobre Autocuidado dos Cuidadores Informais e apela a melhores políticas públicas nesta área

    A publicação reconhece e valoriza o papel essencial de mais de 1,4 milhões de pessoas que prestam cuidados diretos, não remunerados, a familiares, amigos ou vizinhos em situação de dependência.

    «Cuidar de alguém pode ser profundamente gratificante, mas também emocional, física e socialmente exigente. Os Cuidadores informais têm risco 51% maior de depressão e até 38% maior de problemas de ansiedade. Mais de 86% dos cuidadores informais são mulheres, e 88,3% reportam já ter experienciado exaustão emocional». Lê-se no documento que aborda as consequências negativas que o cuidar pode ter, nomeadamente:

    O cansaço e fadiga, desconforto, lesões musculoesqueléticas como as contraturas, dores lombares e cervicais, fraturas ósseas e hérnias, entre outras, dificuldades em dormir e descansar, capacidade diminuída de autoavaliação do estado de saúde, sistema imunológico enfraquecido, maior risco de doenças crónicas e de mortalidade.

    Também maior vulnerabilidade e necessidade de apoio social e financeiro, oportunidades profissionais limitadas, isolamento social involuntário, menor participação em atividades comunitárias, aumento de despesas relacionadas com cuidados (e.g., medicação, consultas, tratamentos), diminuição da satisfação conjugal e agravamento de conflitos familiares.

    Há ainda a preocupação, medo, angústia, tristeza, culpa, irritabilidade e o fato de 88,3% dos cuidadores e cuidadoras informais terem referido já se ter sentido num estado de exaustão emocional.

    A publicação foca-se também em diferentes contextos de cuidado como para com crianças com cancro, marcado pelo medo e ansiedade, hiper vigilância e sentimentos de culpa; cuidar de uma criança com deficiência, com impacto na saúde mental dos pais/cuidadores, a dificuldade em aceitar a situação, eventual necessidade de se fazer o luto por uma criança que se imaginou e a preocupação com o futuro da criança.

    Também o cuidar de sobreviventes de AVC, exigindo conhecimento técnico e adaptação emocional a uma nova realidade ou de pessoas com demência, podendo sentir que cuidam de alguém que já não conhecem e que não os reconhece, sentindo exaustão devido às dificuldades de comunicação e frustração por não conseguir acalmar a pessoa.

    Perante este cenário, a OPP reforça o conceito de que o autocuidado não é egoísmo, é uma necessidade e, por isso mesmo cuidadores informais precisam de manter a sua própria saúde física e psicológica para conseguir prestar apoio continuado e de qualidade.

    O documento fornece sugestões práticas para autocuidado, designadamente atividades de lazer; entretenimento e cuidado pessoal; atividades de convívio, partilha e pertença; alimentação saudável, sono e exercício físico; participação em redes de apoio, ativismo e grupos de partilha; realizar exercícios de respiração num lugar tranquilo; ou escrever um diário (journaling), de forma livre, sobre o que pensa e sente.

    Nota a Associação que oito em cada dez cuidadores informais referem necessidade de apoio psicológico, mas apenas quatro em dez o procuraram. O documento explica como os psicólogos podem ajudar em cada fase do processo, desde a adaptação, à gestão emocional, até ao luto ou ao regresso à vida ativa após o término dos cuidados.

    Para quem conhece alguém em situação de cuidador informal, o apoio passa por ouvir, ajudar em tarefas concretas, conhecer a pessoa cuidada e reconhecer o valor do trabalho invisível que é cuidar.

    A Ordem dos Psicólogos lança ainda um Policy Brief, roteiro com propostas para os decisores políticos, que passam por estabelecer políticas laborais que garantam o direito à assistência da pessoa cuidada, estabelecer um período alargado de faltas justificadas, licenças de assistência sem quebra de remuneração no apoio urgente ou programado, por exemplo, um subsídio diário de assistência em situações de cuidados de curta ou média duração.

    A publicação pode ser consultada em ORDEM DOS PSICÓLOGOS e é acompanhada de recursos úteis, checklists de autocuidado e contactos de apoio, como a Linha de Apoio Psicológico do SNS24 (808 24 24 24) e a Linha Nacional de Apoio ao Cuidador (800 24 22 52).

  • Há melhorias na rede ferroviária do Algarve

    Há melhorias na rede ferroviária do Algarve

    A Linha do Algarve beneficiou significativamente da eletrificação concluída em 2024/2025, com redução de tempos de viagem, maior sustentabilidade e melhores condições nas estações.

    A ligação com Lisboa foi otimizada, com tempos de viagem abaixo de trēs horas via Alfa Pendular, e a extensão de serviços Intercidades até Vila Real de Santo António está em curso.

    No entanto, a linha enfrenta limitações devido à via única e à oferta insuficiente de horários. Propostas futuras, como a duplicação de via, ligação ao Aeroporto de Faro e integração com a Andaluzia, são promissoras, mas dependem de financiamento e priorização política.

    A LAV Porto-Lisboa e Lisboa-Madrid poderá beneficiar indiretamente o Algarve, mas a região ainda carece de investimentos específicos para atender à sua crescente procura turística e urbana.

    A Linha do Algarve é um troço ferroviário que liga as estações de Lagos a Vila Real de Santo António, percorrendo a costa sul da região, com estações principais em Lagos, Portimão, Albufeira, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António.

    A gestão da infraestrutura é responsabilidade da Infraestruturas de Portugal (IP), enquanto os serviços de passageiros e carga são operados principalmente pela Comboios de Portugal (CP), com algumas operações de carga pela Medway. A linha tem uma extensão de cerca de 140 km, predominantemente em via única, o que limita a frequência e a capacidade dos serviços.

    No seu estado atual tem a eletrificação concluída, uma aspiração de longa data dos algarvios. Ficou concluída em 2024, com a certificação do troço Faro-Vila Real de Santo António em meados de 2025, permitindo a operação de comboios com tração elétrica.

    Este avanço eliminou a necessidade de transbordo em Faro para serviços regionais e de longo curso, reduzindo o tempo de viagem entre Lagos e Vila Real de Santo António em cerca de 25 minutos ou seja de mais de 3 horas para aproximadamente 2h35 minutos.

    Em abril de 2025, a IP concluiu a elevação e uniformização das plataformas em 17 estações e apeadeiros, com um investimento de mais de 5 milhões de euros.

    Estas obras melhoraram o acesso para pessoas com mobilidade reduzida, reforçaram a segurança com novas vedações, renovaram a sinalética bilingue (português e inglês) e melhoraram o conforto com novos abrigos, mobiliário urbano e iluminação.

    Neste momento operam em toda a extensão da linha, conectando as principais cidades algarvias, o Intercidades e Alfa Pendular, a ligar Faro a Lisboa (Gare do Oriente), com tempos de viagem de cerca de 3 horas para comboios pendulares.

    Estes serviços estão limitados ao troço Tunes-Faro, mas a eletrificação permite agora a possibilidade de extensão até Vila Real de Santo António sem transbordo.

    O principal terminal de mercadorias está em Loulé, com um segundo terminal em projeto em Faro pela Takargo (Mota-Engil).

    A linha é maioritariamente de via única, o que restringe a capacidade de aumentar a frequência de comboios e pode causar atrasos devido à necessidade de cruzamento de composições.

    Apesar da procura crescente, especialmente por turistas e estudantes, a oferta de horários é limitada, particularmente em períodos noturnos.

    A eletrificação, inicialmente prevista para 2023, sofreu atrasos devido a problemas logísticos, aumento de custos e falta de empresas interessadas em concursos públicos.

    Há dois utentes críticas de que o Algarve é frequentemente relegado nas prioridades de investimento ferroviário, com foco nacional em projetos como a Linha de Alta Velocidade Porto-Lisboa.

    Como beneficio, embora tardios, a eletrificação eliminou o uso de combustíveis fósseis nos comboios regionais, contribuindo para a descarbonização do transporte.

    A redução de tempos de viagem e a eliminação de transbordos melhoraram a conectividade entre as cidades algarvias, beneficiando o turismo e a mobilidade local.

    Assinalam-se as obras de supressão e requalificação de passagens de nível (ex.: Pk 313+914, 324+964, 330+572) reduziram o risco de acidentes e congestionamento.

    A construção de uma subestação de tração elétrica em Olhão e a ampliação da subestação em Tunes reforçaram a capacidade energética da linha, garantindo maior fiabilidade.

    Registam-se melhorias nas estações, como a Gare do Oriente, e a integração com a Ponte 25 de Abril desde 2003 facilitaram a conexão direta entre Lisboa e Faro.

    Embora ainda não exista uma ligação ferroviária direta ao Aeroporto Internacional de Faro, a Assembleia Municipal de Lagos tem defendido a sua inclusão em planos futuros, o que melhoraria a conectividade com Lisboa e outras regiões.

    Melhorias Planeadas ou Propostas:

    O projeto da LAV Porto-Lisboa, com a primeira fase (Porto-Oiã) prevista para 2030, reduzirá o tempo de viagem entre Porto e Lisboa para 1h15. Embora focado no eixo norte-sul, o projeto inclui integrações com a rede convencional, o que pode beneficiar indiretamente o Algarve, com melhores conexões via Lisboa.

    A LAV Lisboa-Madrid, com uma nova travessia sobre o Tejo (eixo Chelas-Barreiro), está planejada para melhorar a competitividade dos serviços de longo curso entre Lisboa e o sul, incluindo o Algarve, reduzindo o tempo de viagem entre Lisboa e Setúbal para cerca de 30 minutos, o que pode otimizar conexões para Faro.

    Duplicação de Via e Retificação do Traçado:

    Estudos de 2007 propuseram a duplicação de alguns troços da Linha do Algarve e a retificação do traçado para melhorar o acesso a centros urbanos, como entre Estômbar e Patã ou a norte de Faro. Estas alterações poderiam aumentar a capacidade e reduzir tempos de viagem, mas ainda não há datas confirmadas para implementação.

    A Assembleia Municipal de Lagos defende a duplicação da via e a modernização do traçado para atender à crescente procura urbana e suburbana, além de ligações à Andaluzia.

    Integração com o Aeroporto e Andaluzia:

    A ligação ferroviária ao Aeroporto de Faro é uma prioridade proposta para reforçar a integração do Algarve com Lisboa e destinos internacionais.

    A conexão com a Andaluzia, via Vila Real de Santo António, é outra proposta de longo prazo, aproveitando a eletrificação para facilitar ligações transfronteiriças com a rede espanhola.

    Aumento da Oferta e Horários:

    Há pedidos recorrentes para aumentar a frequência de comboios, incluindo serviços noturnos, para atender à procura turística e regional.

    A IP planeia reforçar as pontes no troço Faro-Vila Real de Santo António para suportar locomotivas mais pesadas dos comboios Intercidades, permitindo sua extensão regular até ao sotavento algarvio.

    Desafios e Críticas:

    Como mencionado em postagens no X, há frustração local com a perceção de que o Algarve é secundarizado em relação a projetos como a LAV Porto-Lisboa ou Lisboa-Madrid.

    Os Investimentos são limitados e, apesar dos avanços, a ausência de datas concretas para duplicação de via ou ligação ao aeroporto reflete restrições orçamentais e a priorização de outros eixos ferroviários.

    A modernização da Linha do Algarve foi parcialmente financiada pela UE (Portugal 2020/Compete 2020), mas projetos mais ambiciosos, como a LAV, dependem de fundos europeus adicionais, como o Connecting Europe Facility (CEF 2).

    Para mais informações, consulte:

    • Infraestruturas de Portugal: www.infraestruturasdeportugal.pt
    • The Portugal News: www.theportugalnews.com
    • Sul Informação: www.sulinformacao.pt
    • Jornal do Algarve: www.jornaldoalgarve.pt
    • GORK

  • Mértola despede-se de Miguel Bento

    Mértola despede-se de Miguel Bento

    O Município de Mértola acaba de manifestar o seu profundo pesar pelo falecimento de Miguel Bento, cidadão que dedicou grande parte da sua vida ao serviço público e à causa autárquica, sempre com um forte compromisso com a sua terra e com os valores democráticos.

    Miguel Bento desempenhou, ao longo de várias décadas, funções de grande relevância no seio do Município de Mértola, eleito sempre pela CDU, onde desempenhou os cargos de vice-Presidente da Câmara Municipal entre 1997 e 2001, vereador da oposição de 2001 a 2005, deputado da Assembleia Municipal nos períodos de 2009 a 2013, 2017 a 2021 e 2021 a 2025 vereador da oposição novamente entre 2013 e 2017.

    A sua participação ativa e continuada na vida política local deixou, no entender do município uma marca indelével na história recente do concelho de Mértola e foram, no momento de dor, endereçadas à família, amigos, camaradas e a todos os que com ele partilharam o percurso autárquico, as mais sentidas condolências da autarquia.

    Por despacho do Presidente foram determinados três dias de luto, com a bandeira do Municipio de Mértola a meia haste.

  • “Prémio Inovação – Dieta Mediterrânica”

    “Prémio Inovação – Dieta Mediterrânica”

    O projeto Host LAB conquistou o 1.º lugar da edição de 2024 do Prémio Inovação – Dieta Mediterrânica, uma iniciativa que nasceu com o objetivo de promover a inovação no setor agroalimentar, no âmbito da Feira da Dieta Mediterrânica de Tavira.

    Foram ouvidos os premiados para perceber o que representou a distinção para cada um deles e para a sua área de negócio e para inspirar novos candidatos e mostrar exemplos de sucesso que contribuem para enriquecer e preservar os valores da Dieta Mediterrânica.

    O Host LAB é um laboratório de pesquisa da Escola Superior de Gestão Hoteleira e Turismo (ESGHT) da Universidade do Algarve, «que se estabelece como inovador e que une o turismo culinário às experiências eno-gastronómicas, com o objetivo de criar produtos e serviços que evidenciem a diversidade da Dieta Mediterrânica, promovendo simultaneamente a sustentabilidade e o património local», como refere a diretora e professora da ESGHT, Alexandra Gonçalves.

    No Prémio Inovação, distinguiram-se pela apresentação de produtos com base em ingredientes endógenos da região, combinando tradição e inovação: azeite para barrar, produzido a partir de queijo fresco de leite de cabra da raça algarvia, e uma sobremesa semifria que utiliza queijo creme e farinha de alfarroba.

    A diretora da ESGHT, e representante do Host LAB, considera que o Prémio veio reforçar a credibilidade do projeto e destaca sobretudo o seu compromisso com a inovação e valorização dos recursos locais associados à Dieta Mediterrânica, referindo que estão «a cumprir com uma missão fundamental da investigação aplicada no seio do mundo académico, e procurando inovar e criar valor para a nossa região», reforça.

    O valor do prémio foi utilizado para reforçar a imagem do espaço, com os elementos visuais personalizados que se associam aos elementos e cores da Dieta Mediterrânica.

    Sobre os próximos produtos/ideias de diferenciação, dizem-nos que mantêm uma abordagem contínua de inovação, focando-se na criação de novos produtos e experiências que celebrem a Dieta Mediterrânica e os ingredientes locais.

    «O laboratório está a criar espaço para colaborar estreitamente com produtores e distribuidores regionais, assim como investigadores de outras áreas, para desenvolver ofertas que enriqueçam a experiência turística e gastronómica do Algarve», realça Alexandra Gonçalves.

    No panorama atual do setor agroalimentar da região, Alexandra Gonçalves realça que «para fortalecer o desenvolvimento e a competitividade do setor agroalimentar no Algarve, é essencial investir em tecnologia, sustentabilidade e na promoção de práticas agrícolas digitais», apontando a colaboração entre produtores locais, instituições de pesquisa e o setor turístico para a criação de «produtos diferenciados que valorizem os recursos endógenos e atendam às expectativas dos consumidores modernos».

    O Economic Sustainability Label e o UAlg Tech Med são já exemplos concretos destas parcerias entre vários agentes e investigadores.

    O Prémio de Inovação da Dieta Mediterrânica é uma iniciativa da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, I.P. (CCDR Algarve, I.P.) em conjunto com o Município de Tavira enquanto comunidade representativa em Portugal da Dieta Mediterrânica – Património Cultural Imaterial da UNESCO, a Associação IN-LOCO enquanto entidade que articula com os produtores representados na Feira da Dieta Mediterrânica e a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Sotavento Algarvio enquanto entidade que atribui os três prémios monetários.

    ./com CCDR Algarve
  • A Universidade Sénior de Alcoutim encerrou o ano letivo

    A Universidade Sénior de Alcoutim encerrou o ano letivo

    A Universidade Sénior de Alcoutim celebrou o final do ano letivo com um encontro que juntou criatividade, partilha e música. Mais de uma centena de participantes, entre alunos, formadores e parceiros — marcaram presença num momento pensado para reconhecer tudo o que foi vivido ao longo dos últimos meses.

    A celebração inicou com uma visita à Biblioteca Municipal Carlos Brito, onde estava patente uma exposição de trabalhos produzidos ao longo do ano.

    Pintura, macramé, arraiolos, bordados e outras expressões manuais estiveram em destaque, revelando o talento, a dedicação e a vontade de aprender que marcaram o percurso dos participantes. Para muitos, foi uma oportunidade de mostrar o que redescobriram ou aprenderam pela primeira vez.

    UTL Alcoutim - 003

    Seguiu-se o jantar de convívio no Espaço Guadiana, preparado pelo restaurante Casa Mirela, onde se partilharam sabores, histórias e gargalhadas. O ambiente foi descontraído e caloroso, como se espera de num encontro entre quem, ao longo do ano, se foi tornando mais do que apenas colegas de atividades.

    Para encerrar, a atuação da Versus Tuna — Tuna Académica da Universidade do Algarve — trouxe música, humor e espírito académico. A atuação foi recebida com entusiasmo e marcou simbolicamente a ligação entre gerações.

    O encontro marcou o fim de mais um ano letivo promovido pela Universidade Sénior de Alcoutim, um projeto desenvolvido em parceria com a Odiana, o Município de Alcoutim e a Alcance.

    Mais do que um espaço de aprendizagem, a universidade sénior está a afirmar-se como um ponto de encontro para a partilha de saberes, o convívio e o envelhecimento ativo.

  • Prevenção e mitigação de inundações

    Prevenção e mitigação de inundações

    Município de Castro Marim avança com obras

    Declarando-se atenta à importância de planeamento, prevenção e mitigação dos ciclos de chuva, no que se refere à aprovação de projetos públicos e privados na frente-mar de Altura e margens da Ribeira do Álamo, a Câmara Municipal de Castro Marim promoveu estudos e cruzamento de dados com o objetivo de trazer soluções para as inundações que têm ocorrido em alguns locais ao longo dos últimos anos.

    Entre os objetivos principais, segundo anunciou, está «a correção e minimização dos efeitos de um urbanismo sem cautela dos anos 70, 80 e 90, que se traduziram em impermeabilização de solos, e a construção de barreiras ao escoamento natural da água, que têm causado inundações ao longo dos anos».

    Depois de um estudo hidráulico da Ribeira do Álamo e Zonas Baixas da localidade de Altura, levados a cabo para 2024 e 2025, para caudais de ponta relativos aos períodos de retorno de 100, 50, 20 e 10 anos, em cenários de preia-mar máxima, com o objetivo de avaliar as condições de segurança dos terrenos e estruturas, nas situações mais gravosas, avança-se agora, com orientações para planos e loteamentos, de projetos de execução da rede pluvial pública.

    A Câmara Municipal de Castro Marim vai assim desenvolver projetos e obras que permitam reduzir os impactos das inundações decorrentes na frente-mar de Altura, nas urbanizações mais antigas, cuja rede de infraestruturas não acautelou no passado o escoamento de águas pluviais.

    No âmbito Plano Municipal de Ação Climática, em curso e cujo processo já passou a participação pública, estão previstas estas e outras medidas de orientação e intervenção, a fim de mitigar os efeitos das intervenções já consolidadas, nomeadamente nas urbanizações dos anos 80, nas zonas mais baixa de Altura, e bastante anteriores, na vila de Castro Marim.

    Ao longo dos anos foram realizadas várias intervenções como a construção de um emissário submarino, exigido no âmbito do licenciamento do empreendimento da Verdelago, através do qual há uma conduta e uma rede de emissão para alto mar com fim de dar suporte ao escoamento das águas pluviais da zona sul de Altura.

    Foi também criada uma rede de águas pluviais com cerca de seis canais subterrâneos, paralelo à Avenida 24 de Junho, onde existia anteriormente uma vala aberta, além de ter sido feito um escoamento e encaminhamento de águas diretamente para a Ribeira do Álamo, das urbanizações mais a norte da localidade.

    Mesmo com uma manutenção e supervisão permanente, quer do sistema do emissário, condutas, redes pluviais e linhas de água, e ainda que mitigados alguns efeitos, outros adensam e persistem também por força das alterações climáticas.

    A Câmara Municipal de Castro Marim promove agora várias e importantes intervenções para aquela zona, ainda que uma seja de iniciativa particular, entre as quais a aplicação de um coletor em tubagem para correta definição da rede de drenagem pluvial, com o início dos trabalhos estimado ainda para 2025.

    Será também lançada a empreitada «Coletor de Recolha e Encaminhamento das Águas Pluviais da Bacia B4 na Zona Poente de Altura para a Ribeira do Álamo» e desenvolvido um projeto de uma lagoa de retenção dentro da área do Plano Pormenor da Verdelago, com o objetivo de duplicar a capacidade de encaixe e sequente emissão via emissário submarino, que foi construído artificialmente e hoje reveste-se de primordial importância por ser considerada uma estrutura de suporte à gestão das áreas inundáveis.

  • Governo quer assegurar acesso público às praias de Grândola

    Governo quer assegurar acesso público às praias de Grândola

    O Governo da República está a trabalhar com todas as 18 praias concessionadas do eixo Troia-Melides, no concelho de Grândola, distrito de Setúbal, para que seja assegurado o acesso público ao areal, anunciou ontem a ministra do Ambiente.

    «Garantir o acesso adequado às praias é uma obrigação que decorre da lei e que queremos ver salvaguardada. Nenhum novo empreendimento turístico junto às praias poderá será aprovado, em Portugal Continental, sem que seja previamente assegurado este direito», afirmou a ministra.

    Maria Graça Carvalho falava durante a apresentação dos resultados de fiscalização dos acessos às 22 praias entre Troia e Melides, na costa de Grândola, das quais 18 estão concessionadas.

    Esta ação foi enquadrada no programa da Orla Costeira Espichel-Odeceixe e foi desenvolvida em articulação com a Autoridade Marítima Nacional e entidades locais, como foi o caso da Câmara Municipal de Grândola.

    Segundo a governante, na maioria das 18 praias concessionadas daquela região «a lei está a ser cumprida».

    Segundo a agência Lusa, no âmbito dessa fiscalização às 22 praias, as autoridades encontraram oito com acesso sem restrições, duas com acesso controlado, oito com acesso condicionado e uma com acesso interdito.

    As restantes três praias não têm condições para ter infraestruturas, explicou fonte da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

    Relativamente ao acesso controlado, o Governo referiu que se trata de um acesso viário condicionado por passagens por propriedades privadas, geralmente no interior de empreendimentos turísticos, e estacionamento público disponível em número limitado.

    Nessas praias, a tutela pretende que os operadores coloquem placas a informar a existência de acesso pedonal e colaborem na concretização de projetos para a disponibilização de estacionamento e acessos livres de condicionalismos. São exemplos dessas praias a Troia-Galé e a Galé Fontainhas.

    No caso das praias de acesso condicionado, quer por questões territoriais ou pela ocupação turística, o objetivo passa pela construção de mais parques de estacionamento e de acessos pedonais públicos.
    Já a praia interdita, a da Raposa, não tem acesso público livre, localiza-se junto ao Estabelecimento Prisional de Pinheiro da Cruz e numa zona destinada a exercícios militares.

    Maria Graça Carvalho defendeu ainda que seja exigido às concessionárias das praias que cumpram um «verdadeiro serviço público», cabendo essa exigência aos municípios.

    «Há um conjunto de condições que as concessionárias devem assegurar. Segurança balnear, bons acessos, balneários e sanitários, um gabinete de primeiros socorros, a limpeza do areal e outros bens e serviços igualmente necessários que as próprias câmaras municipais, enquanto entidades emissoras das licenças, têm legitimidade para salvaguardar junto dos concessionários», afirmou.

    A governante adiantou que, no futuro, irão ser feitas operações de fiscalização em conjunto com a ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica), no sentido de fiscalizar o cumprimento dessas medidas, admitindo que os preços de alguns bens básicos estejam incluídos nessas ações.

    «São condições de serviço público que não contemplam o controlo de preços, mas sim de condições mínimas, como é a água. Vamos pedir às câmaras que exijam isso dos concessionários», apontou.

    Maria Graça Fonseca admitiu ainda a realização de ações de fiscalização semelhantes à do concelho de Grândola em outras zonas do país, nomeadamente no Algarve, caso existam denúncias ou notificações.
    «O retorno que esperamos por este esforço é que as praias possam ser devidamente aproveitadas por todos, sem restrições e com condições adequadas», concluiu.

    ./Com Lusa

    Foto: https://pixabay.com/pt/users/sarahbernier3140-815740/

  • Vila Real de Santo António quer fixar profissionais de saúde com apoios

    Vila Real de Santo António quer fixar profissionais de saúde com apoios

    A Câmara de Vila Real de Santo António aprovou um conjunto de apoios para incentivar a fixação de profissionais de saúde no concelho, onde o custo da habitação está a dificultar o preenchimento de vagas, disse à Lusa o presidente Álvaro Araújo (PS).

    O edil apelou também ao Governo para que disponibilize uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) para o sotavento (este) algarvio, para juntar às três que estão colocadas no Algarve, mais nomeadamente em Portimão, Albufeira e Faro.

    Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara disse que o Regulamento Municipal de Apoio à Fixação de Médicos e Outros Profissionais de Saúde foi publicado em Diário da República em 30 de junho e cria «incentivos financeiros e logísticos» para ajudar à fixação de profissionais e reduzir o número pessoas sem médico de família.

    «A dificuldade em atrair e fixar médicos de família, enfermeiros e outros técnicos da área da saúde, aliada ao envelhecimento do quadro clínico e aos constrangimentos nas escalas de urgência, tem comprometido a capacidade de resposta das unidades de saúde locais», argumentou em nome do município.

    Os profissionais que optem pelos apoios devem exercer funções nas unidades de saúde do concelho, integradas na Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve, e a medida visa garantir «a qualidade dos cuidados de saúde primários» e do Serviço de Urgência Básica (SUB). local. Entre os benefícios aprovados estão subsídios ao alojamento, de deslocação ou a redução de tarifas e taxas.

    «Não podemos admitir que o nosso território tenha falta de médicos de família. E aquilo que nós fizemos foi, de alguma forma, arranjar motivos para que os médicos se queiram fixar aqui, os médicos e os profissionais de saúde, porque o regulamento é para apoiar não só médicos, mas também os restantes profissionais de saúde, que vivem num raio de 50 quilómetros do nosso concelho», afirmou Álvaro Araújo.

    O autarca, que se recusa a aceitar que haja munícipes sem acesso a médico de família, defendeu que todos os cidadãos devem ter «o mesmo acesso aos cuidados de saúde» e salientou que é cada vez mais difícil os profissionais fixarem-se no concelho e no Algarve.

    «Por isso, a única forma que tivemos foi a criação deste regulamento», justificou, apontando o elevado custo com a habitação como um dos principais fatores que dificultam a fixação de profissionais nos municípios do Algarve e do Baixo Guadiana, como Alcoutim ou Castro Marim, que também têm em vigor incentivos deste tipo.

    Álvaro Araújo afirmou que existe no Algarve e em Vila Real de Santo António uma «grande carência de habitação a custos normais», acrescentando que as casas têm preços a que a classe média não chega, nem mesmo os profissionais de saúde, e as rendas estão com «valores quase à volta dos mil euros e superior a isso», disse.

    Para o autarca, «esse é o grande problema de quaisquer profissões, dos nossos jovens, da nossa população em geral», tendo admitido a possibilidade de, no futuro, estes apoios serem estendidos a professores ou a elementos das forças de segurança. «Como o Estado Central não cria soluções, têm de ser, como sempre, os municípios a criar essas soluções», ressalvou.

    Sobre a colocação de uma VMER no sotavento do Algarve, Álvaro Araújo entende não pode haver portugueses de primeira e de segunda e que a população tem direito a um meio de socorro que salva vidas e vai cobrir um território entre Tavira, Castro Marim, Alcoutim e Vila Real [de Santo António], de 1.500 quilómetros quadrados.

    A VMER que está mais próxima está em Faro. Se houver um problema em Alcoutim, se houver um problema em Vila Real de Santo António e for precisa uma viatura destas, quando chegar [o socorro], a pessoa dificilmente sobrevive”, afirmou.

    ./Com Lusa
  • Joaquim Manuel Dias homenageado em São Brás de Alportel

    Joaquim Manuel Dias homenageado em São Brás de Alportel

    50 ANOS DE DEDICAÇÃO AO JORNALISMO

    O executivo municipal de São Brás de Alportel entregou um voto de louvor a Joaquim Manuel Dias, pelo seu contributo e dedicação ao jornalismo local ao longo dos últimos 50 anos, um percurso que classificou como «notável ao serviço da informação, da cidadania e da memória coletiva».

    Natural de São Brás de Alportel, Joaquim Manuel Dias iniciou a sua atividade jornalística em 1976, como correspondente do Jornal do Algarve e, desde então, tem sido uma presença constante e respeitada na imprensa regional.

    A sua dedicação à valorização da realidade local tem contribuído decisivamente para o reforço da identidade são-brasense e para a promoção de uma imprensa livre, independente e comprometida com a comunidade.

    Entre 1985 e 1996, a sua colaboração com o jornal O Sambrasense marcou uma etapa significativa do seu percurso, tendo sido o prelúdio da criação, em dezembro de 1996, do mensário Notícias de S. Braz, do qual é fundador, proprietário e diretor.

    Com mais de 27 anos de existência, esta publicação tornou-se uma referência regional, reunindo centenas de colaboradores e promovendo iniciativas culturais, cívicas e de valorização do património humano local.

    Joaquim Manuel Dias é igualmente autor de projetos editoriais de grande impacto cultural, como Poetas da Minha Terra e 100 anos, 100 biografias: Figuras do Passado São-Brasense, que «reforçam a sua missão de preservar e divulgar a memória coletiva do concelho».

    Para além da vertente jornalística, tem tido uma intervenção ativa no associativismo, sendo cofundador de organizações como a ARSOGAR – Associação dos Órgãos de Comunicação do Algarve –, a AIRA – Associação da Imprensa Regional e Algarvia – e membro ativo da Associação Nacional da Imprensa Regional, onde tem sido uma voz firme na defesa da imprensa local e regional, destaca ainda a câmara municipal.

    «A sua generosidade é também visível na doação de exemplares encadernados dos jornais O Sambrasense e Notícias de S. Braz à Biblioteca Municipal, assegurando o acesso das gerações futuras a este valioso legado documental», postula a autarquia.

    Cidadão comprometido com a vida associativa local, tem igualmente contribuído de forma relevante em entidades como a Sociedade Criativa 1.º de Janeiro e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de São Brás de Alportel.

    Diz ainda a autarquia, «Este Voto de Louvor agora atribuído e entregue reflete o profundo reconhecimento da autarquia e da comunidade pelo seu exemplo de dedicação, integridade e serviço público através do jornalismo, afirmando Joaquim Manuel Dias como uma figura incontornável da comunicação social do Algarve e um verdadeiro guardião da identidade são-brasense».

    Desde a Direção de «FOZ – Guadiana Digital», dirigimos as nossas congratulações ao homenageado, colega de imprensa e distinguido homem de Imprensa.

  • Milhares nas festas de Altura

    Milhares nas festas de Altura

    As Festas em Honra do Imaculado Coração de Maria, realizadas em Altura de 4 a 6 de julho, atraíram milhares de visitantes com uma programação diversificada que incluiu música, artesanato e atividades para a juventude, destacou o município de Castro Marim.

    O evento, que decorreu no Campo de Futebol, destacou-se pela sua Feira de Artesanato e pelo Festival da Juventude, com iniciativas desportivas e debates.

    O festival teve início com um dia dedicado aos jovens, incluindo workshops de padel-surf e torneios de futebol e voleibol de praia. Um dos pontos altos foi o podcast «Inovação, Algarve e Juventude», que contou com a participação de empreendedores e especialistas como Maria Magalhães (Flexgrow e BioVisão), Joana Jesus (Peanuts), Francisco Machado (Easy Harvest), Ricardo Pedro (Flow Productions) e Mariana Santos (Segredos da Infância).

    A programação musical do festival juvenil incluiu atuações de DJ Miax, Julinho KSD e Karetus. No sábado, o palco principal recebeu Acordeanima e um concerto de Matias Damásio, seguido pelo projeto Time Travel.

    No domingo, as celebrações religiosas, incluindo a procissão em Honra do Imaculado Coração de Maria, foram o ponto alto do dia, culminando num baile popular com Hugo Madeira e a atuação do grupo de dança ARUTLA. A noite encerrou com um tributo a Marco Paulo.

    As Festas em Honra do Imaculado Coração de Maria foram organizadas pelo Município de Castro Marim, em parceria com a Junta de Freguesia de Altura, Clube Recreativo Alturense, Paróquia de Altura, Young Link, Instituto Português do Desporto e Juventude, Algarve Evolution e a Divisão de Empreendedorismo e Transferência de Tecnologia da Universidade do Algarve.

  • Estremoz recebe exposição inédita de gravuras de Nelson Mandela na Howard’s Folly

    Estremoz recebe exposição inédita de gravuras de Nelson Mandela na Howard’s Folly

    A Howard’s Folly, em Estremoz, apresenta até 31 de julho de 2025 a exposição “Nelson Mandela: Arte e Liberdade”, uma rara oportunidade de apreciar na Europa um conjunto de gravuras assinadas pelo ícone sul-africano. A mostra reúne obras das séries “The Struggle” e “Robben Island”, juntamente com peças da coleção “The Symbol” e outras edições limitadas.

    A exposição, que coincide com o mês de aniversário de Nelson Mandela (18 de julho), apresenta um conjunto de obras onde Mandela expressa memórias e promove a esperança, segundo Howard Bilton, presidente da Howard’s Folly.

    Nelson Mandela_Freedom

    As vendas das gravuras terão um propósito social, financiando terapias criativas para jovens e a preservação da cultura africana, através da House of Mandela, fundação da família Mandela, e da The Sovereign Art Foundation (SAF). Esta última, conhecida pelo Sovereign Asian Art Prize, já destinou milhões de dólares a programas de arteterapia para crianças vulneráveis.

    As obras em exposição incluem esboços de 2002, feitos por Mandela durante seu retorno a Robben Island, local onde esteve preso por 18 anos. As imagens, inicialmente marcadas pela dor, foram transformadas em inspiração através de cores luminosas e traços simples.

    A exposição está aberta ao público diariamente das 12h às 19h, com entrada gratuita. A Galeria de Arte Howard’s Folly está localizada no andar superior do restaurante, na Rua General Norton de Matos, em Estremoz.

    Howard’s Folly

    A Howard’s Folly é uma adega urbana, restaurante e centro criativo em Estremoz, Alentejo. Fundada por Howard Bilton, promove eventos culturais que combinam vinho, gastronomia regional e arte contemporânea.

    The Sovereign Art Foundation

    Fundada em Hong Kong em 2003, a SAF organiza o Sovereign Art Prizes e financia programas comunitários de arte na Ásia e em outros lugares do mundo, promovendo o bem-estar de crianças por meio da expressão artística.

  • A respeito de gorjetas e hotelaria

    A respeito de gorjetas e hotelaria

    Têm-se levantado algumas interrogações sobre as gorjetas na hotelaria, um sistemas que abrangeu a relação entre hoteleiros e os seus colaboradores e que foi tornado obsoleto, ao ser substituído pela contratação coletiva. Com os conhecimentos que adquiridos, decidimos apresentar este trabalho de investigação e memória que colocamos â consideração dos nossos leitores.

    Antes da implementação da contratação coletiva na hotelaria portuguesa, vigorava um sistema conhecido como garantias. Este regime era uma prática comum para regular as relações laborais entre empregadores e trabalhadores do setor.

    As garantias eram um conjunto de condições mínimas estabelecidas unilateralmente pelos empregadores ou por acordos informais setoriais e a sua abrangência definia aspetos como salários mínimos, horários de trabalho, folgas, férias, subsídios e condições básicas de segurança e higiene.

    As garantias não tinham força de lei nem resultavam de negociação formal entre representantes dos trabalhadores e empregadores. Podiam variar significativamente entre empresas e regiões.

    A atualização dos valores das garantias dependia da vontade dos empregadores ou de pressões pontuais dos trabalhadores, sem mecanismos obrigatórios de revisão periódica.

    Analisando os aspetos positivos, eram rápidas na implantação do sistema, para permitir aos empregadores definir rapidamente as condições de trabalho, sem necessidade de longos processos negociais.

    Asseguravam flexibilidade às empresas, que podiam ajustar as condições de acordo com as suas necessidades operacionais e conjuntura económica, bem como lhes assegurava custos administrativos reduzidos: A ausência de negociações coletivas e de protocolos legais simplificava a gestão de recursos humanos.

    Não asseguravam, porém proteção para os trabalhadores que tinham pouca ou nenhuma influência sobre as condições impostas, ficando vulneráveis a decisões unilaterais dos empregadores.

    As condições podiam variar muito entre empresas, levando a situações de desigualdade salarial e de direitos dentro do mesmo setor e uma ausência de estabilidade: Não havia garantias de manutenção de benefícios ou de atualização de salários, o que criava insegurança laboral.

    A inexistência de mecanismos formais de resolução de conflitos aumentava a probabilidade de tensões e greves e o sistema não acompanhava necessariamente as mudanças sociais e económicas, podendo perpetuar práticas desatualizadas ou injustas.

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    Transição para a Contratação Coletiva

    A contratação coletiva veio substituir o sistema de garantias, trazendo maior equilíbrio às relações laborais ao introduzir a negociação formal e o estabelecimento de acordos entre sindicatos e associações patronais.

    Foram uniformizadas regras mais homogéneas e transparentes para todo o setor e introduzidos mecanismos de revisão que determinaram processos regulares para atualização de condições de trabalho e resolução de conflitos.

    Em resumo, o sistema de garantias proporcionava flexibilidade e simplicidade para os empregadores, mas criava um ambiente de instabilidade e desigualdade para os trabalhadores, o que justificou a transição para o regime de contratação coletiva em Portugal.

    Funcionamento do Sistema de Garantias

    Durante o período anterior à contratação coletiva na hotelaria em Portugal, o sistema de garantias funcionava, em muitos casos, em articulação com o sistema de gorjetas. Este modelo tinha particularidades relevantes para a remuneração dos trabalhadores e para a gestão dos custos laborais pelos empregadores.

    Para cada cargo e especialidade, eram estabelecidos valores mínimos de remuneração, conhecidos como garantias e o montante das gorjetas recebidas pelos trabalhadores era contabilizado como parte do rendimento necessário para atingir o valor da garantia.

    Se, num determinado período, as gorjetas não atingissem o valor mínimo estipulado para a função, o empregador tinha de complementar a diferença com recursos próprios, até perfazer a garantia acordada.

    Desta forma, os estabelecimentos só desembolsavam verbas próprias para salários quando as gorjetas não eram suficientes para cobrir as garantias.

    Este sistema assegurava grandes vantagens ao empregador que via reduzidos os encargos com custos salariais diretos, transferindo parte da remuneração para o sistema de gorjetas.

    Persiste a alegação de que constituíam um estímulo à Qualidade do Serviço e um incentivo aos trabalhadores a prestar um serviço de excelência, pois o seu rendimento dependia em grande parte da satisfação dos clientes.

    Era introduzida uma maior flexibilidade financeira, pois oss custos com pessoal tornavam-se mais variáveis, acompanhando a sazonalidade e o volume de negócio do estabelecimento.

    Porém, para os trabalhadores o sistema de gorjetas significava acima de tudo instabilidade remuneratória e insegurança, pois a sua remuneração podia variar significativamente de acordo com o fluxo de clientes e a generosidade das gorjetas, gerando instabilidade financeira.

    Acentuava a desigualdade entre funções, uma vez que certos cargos, com menos contacto com o público, tinham menor acesso às gorjetas, podendo ficar mais dependentes do complemento do empregador.

    Introduzia a talta de transparência, pois o controlo e a distribuição das gorjetas nem sempre eram claros ou justos e davam origem a conflitos internos.

    Além do mais, havia a dificuldade de fiscalização, uma vez que era difícil garantir que todos os trabalhadores recebessem efetivamente o valor mínimo das garantias, sobretudo em contextos informais ou sem registo rigoroso das receitas de gorjetas.

    Considerações Finais

    O sistema de garantias alimentado pelas gorjetas representava uma solução pragmática para a hotelaria em contextos de baixa regulamentação laboral. Contudo, a sua dependência de receitas variáveis e a falta de mecanismos de proteção robustos para os trabalhadores justificaram, ao longo do tempo, a transição para modelos mais estáveis e uniformes, como a contratação coletiva, que passou a garantir remunerações mínimas fixas e direitos mais claros para todos os profissionais do setor.

    ./José Estêvão Cruz com Perplexity

    Se quiser aprofundas estas opiniões, pode consultar:

    1. https://www.jornaldenegocios.pt/opiniao/colunistas/detalhe/as_gorjetas_na_hotelaria_e_restauracao
    2. https://ahresp.com/app/uploads/2025/01/AHRESP_-Informac%CC%A7a%CC%83o-Gorjetas_08.01.2025.pdf
    3. https://contarea.com/gorjetas-e-impostos-tudo-o-que-precisa-de-saber/
    4. https://www.deco.proteste.pt/familia-consumo/ferias-lazer/dicas/como-funcionam-gorjetas-em-portugal
    5. https://www.pearlsofportugal.com/pt-pt/viver-em-portugal/gorjetas-em-portugal/
    6. https://monouso.pt/blog/gorjeta-em-restaurantes/
    7. https://www.revfine.com/pt/gorjetas-para-a-limpeza-do-hotel/
    8. https://www.cgd.pt/Site/Saldo-Positivo/casa-e-familia/Pages/dar-gorjeta.aspx
    9. https://www.noticiasaominuto.com/economia/2811061/cada-vez-mais-comum-em-portugal-quais-sao-as-regras-das-gorjetas
    10. http://theportugalnews.com/br/noticias/2025-06-28/quais-sao-as-regras-para-dar-gorjeta-em-portugal/98831
    11. https://hoteltechreport.com/pt/hr-staffing/digital-tipping
    12. https://saipos.com/sistema/restaurante/lei-da-gorjeta
    13. https://www.occ.pt/pt-pt/noticias/gorjetas-na-hotelaria-e-na-restauracao
    14. https://www.empreendedor.com/startup-portuguesa-lanca-servico-de-gorjetas-digitais/
    15. https://pt.wikipedia.org/wiki/Gorjeta
    16. https://magg.sapo.pt/atualidade/atualidade-nacional/artigos/gorjeta-sabe-quando-deve-dar-e-em-que-situacoes-um-especialista-em-etiqueta-explica
    17. https://pt.linkedin.com/pulse/quem-dar-gorjeta-em-um-hotel-sebastiao-p-nunes

  • Tragédia no Texas com transbordo do Rio Guadalupe

    Tragédia no Texas com transbordo do Rio Guadalupe

    Enchentes Devastadoras e dezenas de mortos e desaparecidos


    O estado do Texas, nos Estados Unidos, foi atingido por inundações repentinas catastróficas no último fim de semana do Dia da Independência (4 de julho), resultando em um número trágico de mortos e desaparecidos, especialmente na região de Central Texas, ao longo do rio Guadalupe. As chuvas torrenciais transformaram rios e riachos em torrentes mortais, apanhando muitos de surpresa.

    O Balanço da Tragédia

    Até o momento, mais de 80 pessoas foram confirmadas mortas, e as autoridades continuam as operações de busca por dezenas de desaparecidos. A maioria das vítimas e dos que continuam desaparecidos são da área de Kerr County, onde um acampamento de verão para meninas, Camp Mystic, foi severamente atingido. Várias crianças e monitores do acampamento estão entre as vítimas e os desaparecidos, com pelo menos 10 crianças ainda desaparecidas do Camp Mystic.

    As inundações ocorreram nas primeiras horas da manhã de sexta-feira, 4 de julho, pegando residentes e campistas desprevenidos. O rio Guadalupe subiu cerca de 8 metros em apenas 45 minutos, arrastando casas, veículos e infraestruturas.

    Causas e Contexto

    A devastação foi intensificada por uma combinação de fatores:

    • Chuvas Extremas: Uma quantidade massiva de chuva, excedendo em muito as previsões (com alguns locais registando mais de 30 centímetros), caiu em poucas horas.
    • Geografia da “Flash Flood Alley”: A região de Texas Hill Country é conhecida como “flash flood alley” (corredor de inundações repentinas) devido ao seu terreno íngreme, solo rochoso e pouca vegetação, que impedem a absorção rápida da água, fazendo-a escoar rapidamente para os rios.
    • Remanescentes de Tempestade Tropical: A humidade significativa trazida pelos remanescentes da Tempestade Tropical Barry, que tocou terra no México, combinada com outros sistemas meteorológicos, “alimentou” a tempestade sobre o Texas.
    • Falta de Alertas Efetivos: Sobreviventes relataram não ter recebido avisos de emergência suficientes ou em tempo hábil. Embora o Serviço Nacional de Meteorologia tenha emitido alertas, há questões sobre a eficácia dos sistemas de alerta locais em alcançar as comunidades mais vulneráveis e os acampamentos ao longo do rio.

    Desafios e Próximos Passos

    As equipas de resgate enfrentam desafios contínuos devido aos detritos, ao calor intenso e à possibilidade de mais chuvas, complicando as buscas pelos desaparecidos. A comunidade está em luto e o Texas está a começar um longo processo de recuperação.

    Este evento trágico sublinha a importância crítica de sistemas de alerta eficazes, preparação para desastres e ordenamento do território, especialmente em áreas propensas a inundações repentinas. As autoridades estão sob escrutínio para avaliar como podem melhorar a resposta a futuros eventos climáticos extremos.

    A Atuação das Autoridades e os Desafios na Resposta às Inundações no Texas


    Diante da escala da tragédia das inundações no Texas, a atuação das autoridades tem sido marcada por uma intensa mobilização de recursos para busca e resgate, mas também por um crescente debate sobre a eficácia dos sistemas de alerta e a preparação para desastres dessa magnitude.

    Operações de Busca e Resgate: Uma Corrida Contra o Tempo
    Desde o primeiro momento, as equipes de emergência do Texas, apoiadas por agências federais, têm trabalhado incansavelmente em operações massivas de busca e resgate. Centenas de profissionais, incluindo socorristas da Guarda Costeira dos EUA, equipes de resgate em águas rápidas (Swiftwater Rescue Boat Squads da Texas A&M Task Force 1 e 3), guardas de caça (Game Wardens) e helicópteros com capacidade de içamento, foram mobilizados. Mais de 1.700 pessoas estão envolvidas nas operações.

    Os esforços se concentram nas áreas mais devastadas, como Kerr County e ao longo do rio Guadalupe, onde casas e acampamentos foram arrastados pela força da água. As equipes utilizam helicópteros, barcos, drones e maquinário pesado para remover detritos e vasculhar as margens dos rios. Voluntários também foram direcionados para auxiliar nas buscas.

    Até o momento, mais de 850 pessoas foram resgatadas, muitas delas encontradas agarradas a árvores ou em estruturas isoladas. Contudo, as condições são extremamente desafiadoras: o terreno está coberto por lama e destroços, há presença de cobras e o calor intenso, somado à previsão de mais chuvas, complica ainda mais as operações. A extensão dos danos e o volume de detritos tornam a busca por desaparecidos uma tarefa árdua e demorada.

    Desafios e Críticas à Gestão de Emergências
    Apesar da dedicação das equipes de resgate, a tragédia levantou questões sérias sobre a preparação e a resposta das autoridades, gerando um intenso debate público e político.

    Um dos pontos mais críticos é a eficácia dos avisos e alertas meteorológicos. O Serviço Nacional de Meteorologia (NWS) emitiu alertas de inundação potencial com antecedência e, nas primeiras horas da sexta-feira, 4 de julho, emitiu alertas de inundação repentina e até mesmo “emergências de inundação repentina” – um aviso raro que sinaliza perigo iminente. No entanto, muitas vítimas e moradores afirmam não ter recebido alertas adequados ou em tempo hábil.

    Problemas de Comunicação: O gerente municipal de Kerrville, Dalton Rice, apontou que muitas áreas rurais e acampamentos têm pouca ou nenhuma cobertura de telefonia celular, dificultando a entrega de alertas diretos aos telefones. Há também questionamentos sobre se os alertas federais foram devidamente retransmitidos pelas autoridades locais e estaduais de maneira eficaz para o público.

    Falta de Evacuação: A investigação futura focará em por que alguns acampamentos e residências não evacuaram ou se moveram para terrenos mais elevados, apesar da vulnerabilidade da área a inundações repentinas (“flash flood alley”). Enquanto alguns acampamentos agiram rapidamente para realocar pessoas, outros não o fizeram, resultando em perdas trágicas, como no Camp Mystic.

    Controvérsia Política: A tragédia também se tornou um ponto de disputa política. Alegações de que cortes orçamentários na National Weather Service (NWS) e na Federal Emergency Management Agency (FEMA) poderiam ter comprometido a capacidade de previsão e alerta têm sido levantadas, embora autoridades como o senador Ted Cruz neguem que tais cortes tenham impactado os avisos. O Presidente Donald Trump, que visitará o estado, também se pronunciou, defendendo que o evento foi “inesperado”.

    As autoridades afirmaram que, uma vez concluídas as operações de busca e resgate, haverá uma investigação aprofundada para analisar a cadeia de alertas, as comunicações e os protocolos de emergência, buscando identificar o que poderia ter sido feito de forma diferente para mitigar o impacto de eventos futuros. A tragédia do Texas reforça a importância de uma coordenação robusta entre todos os níveis de governo e de sistemas de alerta e comunicação de emergência mais resilientes e acessíveis para proteger as comunidades em áreas de alto risco.


    Podemos aprofundar a discussão sobre os esforços de resgate ou as medidas de prevenção no Texas, se desejar.

  • Alcoutim e San Lúcar de Guadiana celebram avanços no processo da Ponte

    Alcoutim e San Lúcar de Guadiana celebram avanços no processo da Ponte

    A construção de uma nova ponte internacional sobre o rio Guadiana, ligando Alcoutim, em Portugal, a Sanlúcar de Guadiana, em Espanha, deu um passo significativo em frente, com a aprovação formal do projeto por parte de ambos os governos. Esta infraestrutura, aguardada há décadas, é vista como um marco crucial para o desenvolvimento transfronteiriço, esperando-se que dinamize o turismo, o comércio e a mobilidade entre as duas comunidades.

    Atualmente, a ligação é feita exclusivamente por pequenas embarcações fluviais, o que limita consideravelmente o intercâmbio entre as duas margens. A nova ponte irá resolver este constrangimento, fortalecendo os laços culturais e económicos entre Portugal e Espanha nesta região.


    Próximos Passos e Previsões

    O acordo para a construção da ponte foi assinado na Cimeira Luso-Ibérica em Faro, a 23 de outubro de 2024, e entrou em vigor a 26 de junho de 2025, após a conclusão das formalidades constitucionais em ambos os países. O projeto de execução da ponte está concluído desde agosto de 2024, e o Município de Alcoutim, enquanto dono da obra, afirma ter cumprido todas as etapas sob a sua responsabilidade para o avanço do projeto.

    Para que a obra possa, de facto, arrancar, é essencial a aprovação formal do projeto de execução pelos governos de Portugal e Espanha, após um parecer favorável da Comissão Técnica Mista. Os autarcas de Alcoutim, Paulo Paulino, e de Sanlúcar de Guadiana, José María Pérez Díaz, apelam a que a reunião desta comissão ocorra “o mais brevemente possível”, e que as autoridades nacionais de ambos os países se comprometam com o financiamento e um prazo exequível para a realização da obra.

    Embora ainda não exista uma data exata para o início da construção, a conclusão do projeto de execução e a entrada em vigor do acordo são sinais claros do compromisso em concretizar esta obra. A expectativa é que o financiamento se enquadre nos prazos previstos pelo Plano de Recuperação e Resiliência e pelos contratos de financiamento, dado o caráter estruturante e a longa espera por esta ligação.

    Os próximos meses serão cruciais para a agilização da burocracia final, nomeadamente a reunião da Comissão Técnica Mista e a formalização dos compromissos de financiamento, que permitirão finalmente lançar o concurso para a construção da ponte e dar início às obras no terreno.

    Com GEM-Digi

  • Castro Marim reforça combate a incêndios florestais com equipa de intervenção

    Castro Marim reforça combate a incêndios florestais com equipa de intervenção

    O Município de Castro Marim ativou a sua Equipa Municipal de Intervenção Florestal (EMIF) para garantir a vigilância diária e a primeira intervenção contra incêndios rurais durante o período de junho a setembro, com possibilidade de extensão consoante as condições meteorológicas.

    A EMIF, composta por seis operacionais e equipada com uma viatura de primeira intervenção, irá percorrer mais de 16 mil quilómetros em 122 dias, cobrindo todo o território concelhio. A iniciativa, coordenada pelo SEPNA/GNR no âmbito do DECIR, integra o esforço nacional de prevenção de incêndios florestais.

    O dispositivo conta com o apoio de diversas entidades, incluindo Sapadores Florestais, Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim, SEPNA, vigilantes da natureza do ICNF e associações de caçadores.

    O município alerta para o elevado risco de incêndio devido ao acúmulo de pasto resultante das chuvas da primavera e apela à população para a adoção de comportamentos responsáveis e redobrados cuidados no uso do fogo durante o verão.

  • Tavira transforma-se em palco a céu aberto com o Festival Cenas na Rua

    Tavira transforma-se em palco a céu aberto com o Festival Cenas na Rua

    O XIX Festival Internacional de Teatro e Artes na Rua de Tavira – Cenas na Rua, arrancou a 5 de julho e prolonga-se até dia 12, transformando a cidade num palco vibrante com mais de 10 apresentações de companhias de França, Espanha, Itália e Portugal. O evento marca o início do programa cultural “Verão em Tavira” e consolida a posição da cidade como referência no panorama nacional e internacional das artes de rua.

    O festival teve início com o espetáculo itinerante “Lampadophores” da Cia Picto Facto (FR), uma performance de luzes de grande formato com música ao vivo, que partiu do Jardim da Alagoa em direção à Praça da República.

    Ao longo dos próximos dias, o festival apresentará uma programação diversificada em vários locais do centro histórico de Tavira:

    • 6 de julho, 22h00, Praça da República: “Libertenano- Enano” (PT), um espetáculo de clown que aborda a liberdade individual com humor e poesia.
    • 7 de julho, 22h00, Largo Abu-Otmane: “Concorda” (PT), uma performance multidisciplinar que cruza dança, teatro físico e manipulação de objetos, premiada no Mais Imaginarius 2024 e na Mostra Nacional de Jovens Criadores.
    • 8 de julho, 22h00, Praça da República: “Fly me to the moon” (ES), um espetáculo de circo contemporâneo e clown sobre a viagem de dois palhaços até à lua.
    • 9 de julho, 22h00, Praça da República: “Carena” (FR), um espetáculo de funambulismo a 5 metros de altura que explora a força e a vulnerabilidade.
    • 10 de julho, 22h00, Praça da República: “Doppio Zero” (IT), um espetáculo de circo contemporâneo que celebra a alegria de viver com números circenses e música dos anos 50.
    • 11 de julho, 22h00, Alto de São Brás: “Sorriso” (PT), uma peça de teatro de objetos sobre a solidão e a memória de um casal de idosos.
    • 12 de julho, 22h00, Jardim de São Francisco: “Vozes Perdidas” (PT), uma performance poética intimista com música ao vivo, que celebra a poesia de autores locais e internacionais.

    Com quase 20 anos de história, o Cenas na Rua procura promover o acesso à cultura, divulgar diversas disciplinas artísticas e proporcionar novas perspetivas sobre a cidade de Tavira. A entrada é gratuita.

    O Município de Tavira reafirma o seu compromisso com uma programação cultural de excelência, que aproxima artistas e público, e consolida a posição da cidade como um centro cultural dinâmico e inclusivo.

    Foto e Fonte: Município de Tavira

  • Transporte por ambulância é mais adequado quando resposta aérea é demorada

    Transporte por ambulância é mais adequado quando resposta aérea é demorada

    A Sociedade Portuguesa de Emergência Pré-Hospitalar (SPEPH) alertou hoje que é “clinicamente mais adequado” um paciente ser transportado por ambulância quando a resposta aérea ultrapassa o tempo estimado de transporte terrestre.

    Quando o tempo total da resposta aérea ultrapassa o tempo estimado de transporte terrestre, é considerado clinicamente mais adequado e seguro que o paciente seja transportado por via terrestre, a fim de garantir uma assistência eficaz e tempestiva”, afirmou a SPEPH em comunicado.

    O organismo comentou assim o caso de um doente de 49 anos com um traumatismo craniano que foi transportado por um helicóptero da Força Aérea, num processo que demorou mais de cinco horas para a transferência do Hospital da Covilhã para os Hospitais da Universidade de Coimbra.

    De acordo com SPEPH, a decisão entre meios aéreos e terrestres deve ser técnica e segura. “A prioridade deve ser sempre a rápida estabilização e o encaminhamento seguro do paciente à unidade hospitalar mais adequada (cuidados definitivos), respeitando critérios técnicos que visam a maximização das hipóteses de sobrevivência e recuperação”, salientou a SPEPH, recordando que a medicina pré-hospitalar “segue princípios bem definidos no que diz respeito à escolha do meio de transporte mais adequado para pacientes vítimas de trauma grave, tendo em conta várias variáveis essenciais”.

    Entre os principais fatores a serem avaliados estão as condições meteorológicas, o tempo estimado para a chegada do helicóptero ao local do pedido de ajuda, o tempo necessário para preparação da aeronave e da equipa médica, e ainda a duração do voo até ao local do pedido de ajuda”, vincou.

    Esta tomada de posição reporta-se ao caso de, no sábado, um doente, de 49 anos, com traumatismo craniano, ter demoroado mais de cinco horas para ser atendido desde que foi tomada a decisão de transferência do Hospital da Covilhã para os Hospitais da Universidade de Coimbra.

    Em resposta à agência Lusa, o Ministério da Saúde disse hoje que remeteu para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) quaisquer esclarecimentos sobre o caso. Também o diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Álvaro Almeida, remeteu para o INEM a responsabilidade do transporte de doentes, sublinhando que “a transferência hospitalar não é da competência da direção executiva”.

    No mesmo sentido, o presidente do sindicato dos técnicos de emergência pré-hospitalar, Rui Lázaro, defendeu que “os responsáveis têm um rosto: é o Governo e o INEM“, sendo que “o INEM não acautelou atempadamente o tempo do concurso” para a contratação do serviço aéreo de emergência médica.
    O concurso público para a contratação deste serviço foi adjudicado à empresa Gulf Med Aviation Services Limited apenas no final de março.

    A empresa teve pouco mais de um mês. O Governo e o INEM deveriam ter iniciado este concurso um pouco mais cedo ou um pouco mais tarde“, acusou Rui Lazaro, reiterando que os helicópteros da Força Aérea deveriam ser deslocalizados para o interior do país, onde entende fazerem mais falta.

    Desde o passado dia 01 que a Força Aérea assegura o transporte de emergência médica com quatro helicópteros que deveria funcionar 24 horas por dia, mas apenas um está atualmente apto para voar à noite, numa operação transitória até que a empresa que ganhou o concurso tenha os meios suficientes.
    Além destas quatro aeronaves da Força Aérea, a Gulf Med assegura, através de um ajuste direto até o contrato entrar em vigor, dois helicópteros Airbus, que ficam nas bases de Macedo de Cavaleiros e de Loulé, mas que apenas operarão no período durante o dia.

    Segundo o ministro da Defesa, Nuno Melo, a Força Aérea tem ao serviço do INEM helicópteros com base em Beja, Montijo e Ovar.

    ./Com Lusa

  • Patrulhas do Exército reforçam segurança na serra de São Brás de Alportel

    Patrulhas do Exército reforçam segurança na serra de São Brás de Alportel

    Este verão, a serra são-brasense volta a contar com um reforço de peso na missão de proteger a floresta e as comunidades locais: as patrulhas do Exército Português.

    Fruto de uma parceria que já soma 13 anos, o Município de São Brás de Alportel e o Exército renovaram o protocolo que garante ações de vigilância e prevenção de incêndios rurais desde 1 de julho até 30 de setembro.

    Com dois terços do concelho integrados na área serrana, esta colaboração é uma peça-chave na Estratégia Municipal de Prevenção de Incêndios Rurais. As patrulhas militares garantem presença no terreno em zonas remotas e de difícil acesso, contribuindo para prevenir comportamentos de risco e identificar situações de perigo antes que se tornem incêndios.

    “Este trabalho conjunto tem sido essencial para manter a nossa serra mais segura. A presença do Exército no terreno, aliada ao esforço incansável dos nossos bombeiros, sapadores e da comunidade, reflete a nossa aposta firme na prevenção como melhor arma contra os incêndios”, reagiu o Presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, afirma Vitor Guerreiro.

    Exército vigia em S. Brás de Alporte - Protocolo

    Além do apoio do Exército, o Município conta com três Equipas de Intervenção Permanente dos Bombeiros Voluntários de São Brás de Alportel, reforçadas no período crítico de verão com mais uma equipa dedicada ao Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR). Esta equipa adicional é destacada estrategicamente para a serra em dias de risco muito elevado, garantindo uma resposta mais rápida e eficaz.

    Esta estratégia de proximidade e vigilância ativa é parte integrante do compromisso assumido pela autarquia com a proteção do território, a segurança das populações e a valorização de um património natural que é, também, fonte de identidade e riqueza para o concelho.

    Fonte: Cm S Brás