FOZ – Guadiana Digital

Categoria: Cultura

  • Encontro literário transfronteiriço em Ayamonte

    Encontro literário transfronteiriço em Ayamonte

    A iniciativa dará a conhecer e aproximar os autores e as suas obras e a realizar partilha de experiências e conta com a colaboração do departamento cultural do município fronteiriço a Vila Real de Santo António. Tem lugar na Plaza de La Laguna entre as 20:00 e a 23:00 em ambos dias, hora local, uma hora menos em Portugal.

    Nesta primeira edição de «‘Caminando entre libros», acompanham Vanessa os autores: Clemen Esteban Lorenzo, Mª Carmen Azaustre Lorenzo, Joaquina Vazquez Lagos, Antonio Cabrita, Augusto Thassio, Luis Ricardo Suarez y José Estêvão Cruz., que vão estar à disposição dos assistentes com as suas obras. Presente no encontro vai também participar com o seu violino o ayamontino Paco Barrera Azaustre.

  • Começou a intervenção arqueológica na Ermida da Mesquita – Mértola

    Começou a intervenção arqueológica na Ermida da Mesquita – Mértola

    Começam ontem, 23 de Agosto, os trabalhos arqueológicos na Mesquita, com três espaços abertos junto à Ermida de Nossa Senhora das Nieves e em Cerca das Alcarias. Dois na Zona 1.

    Este início de actividade juntou arqueólogos, estudantes e voluntários de Portugal e Espanha. Entre os presentes esteve o voluntário Paulo Cruz, os estudantes Román,e Noelia, ambos da Universidade de Granada, Manuel da Universidade de Sevilha, Kevin (Universidade Nova de Lisboa) e Daniela (U. de Évora), os técnicos Marta Dias (CAM) e Gil Vilarinho (Universidade de Porto) e José Filipe (CMM), o arqueólogo Virgilio Lopes (CAM) e os directores da intervenção e do projeto, Fátima Palma (CAM-UGR) e Bilal Sarr (UGR).

    Vai haver informação continuada sobre as principais descobertas do dia a dia da escavação. Esta intervenção faz parte do projecto IACAM concedido pelo Ministério da Cultura espanhol e conta com o apoio e colaboração da Câmara Municipal de Mértola, do Campo Arqueológico, do Museu de Mértola e da junta da Freguesía Espírito Santo.

  • Os versos de «Os Índios da Meia Praia» pelo punho de Zeca Afonso

    Os versos de «Os Índios da Meia Praia» pelo punho de Zeca Afonso

    Os versos que originaram a canção de Zeca Afonso

    Num café em Setúbal, José Afonso, em amena conversa com o arquiteto algarvio José Veloso, escreveu pelo próprio punho os 22 versos da canção «Aldeia da Meia Praia» revelados ontem por Miguel Veloso, na sua página do Facebook, em homenagem ao cantor e autor da canção madrugadora da liberdade «Grândola Vila Morena».

    A autenticidade do documento foi garantida ao «Foz – Guadiana Digital» por Miguel Veloso, filho do arquiteto José Veloso, que está na posse do original e do conhecimento das circunstâncias em que Zeca Afonso escreveu a letra desta canção.

    Faltam os versos 15, 16, 17 e 18 que se teriam perdido. A canção tem versos novos em relação a este documento e neste documento estão versos que não foram incluídos na canção.

  • Gaudeamus de António Vitorino de Almeida

    Gaudeamus de António Vitorino de Almeida

    Encontra-se em na página da câmara municipal de Elvas o vídeo da estreia absoluta do concerto da obra composta pelo maestro António Vitorino D’Almeida, GUADEAMUS, obra de enorme complexidade técnica e linguística, interpretada pelas soprano Ana Maria Pinto.

    A estreia ocorreu no Cine-Teatro de Elvas, na noite de 30 de julho e foi transmitido em direto no Facebook. Trata-se de um ciclo de canções para a Europa para soprano e Orquestra de Câmara, cantadas nas 28 línguas da União Europeia, sob o signo da ALEGRIA.

    A obra nasceu há 20 anos com Maria do Carmo Almeida. Ana Maria Pinto conseguiu uma coisa prodigiosa, nas palavras do maestro, cantar em 28 línguas, Vitorino de Almeida, com os seus 81 anos e uma alegria contagiante, recebeu a medalha de mérito da cidade de Elvas

  • Casula regressa e está exposta no Núcleo Museológico de Arte Sacra de Mértola

    Casula regressa e está exposta no Núcleo Museológico de Arte Sacra de Mértola

    As duas custódias do século XVII e um ex-voto ao Senhor do Calvário do século XIX, segundo informa a câmara municipal de Mértola, «foram de imediato integrados na exposição do núcleo de Arte Sacra tendo uma casula, que também integrava este lote, ficado em reserva porque necessitava de um expositor específico com condições adequadas à sua conservação».

    Trata-se de uma casula do século XVI, executada em veludo bordeaux com a aplicação de um bordado. Os motivos decorativos sob a base de linho, bordado a ouro, são executados em seda recortada contornada por um fino fio de cor azul representando, para além de elementos vegetalistas, centauros, um unicórnio e outros animais como aves e coelhos. Para esta casula foi executado um expositor que responde aos requisitos da conservação, mas também da segurança e do destaque que esta peça merece.

    A Câmara Municipal de Mértola e o Museu de Mértola mostram-se reconhecidos à Diocese de Beja, à Fábrica da Igreja Paroquial da Freguesia de Mértola e ao Sr. Padre António Marques de Sousa, a devolução destes objetos ao seu local de origem e convida a população do concelho de Mértola para (re)visitarem o núcleo de Arte Sacra e desfrutarem deste Património que considera ser de todos.

  • Maria Hervaz fala da série «A cozinheira de Castamar»

    Maria Hervaz fala da série «A cozinheira de Castamar»

    Maria Hervaz, 34 anos, atriz que desempenha o papel de Amélia em «A cozinheira de Castamar», a série espanhola mais vista do ano e que passa na Netflix, declarou em entrevista a Paula M. Gonzálvez do HffPost que se levanta na maior parte dos dias a pensar que não quer ser atriz.

    «Quando chego a casa chego como se viesse da guerra, como se me tivessem extraído cada gota de energia vital. Isso origina muita infelicidade porque sinto que estou demasiado frágil para este trabalho».

    A atriz considera a série, ambientada no século XVIII e que está também a atrair gente jovem de inquestionável qualidade no detalhe, no realizado pela equipa de vestuário, o mimo, o cuidado, na qualidade da fotografia e nas cenas iluminadas à luz da vela.

    Veja a notícia original, em espanhol

  • Escavações promissoras em Mesquita – Mértola

    Escavações promissoras em Mesquita – Mértola

    Estiveram presentes vários participantes do Campo Arqueológico de Mértola, Marco Fernandes, arqueólogo e José Nogueira, ajudante, a equipa do Departamento de Física da Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Évora e Instituto de Ciências da Terra, liderada por Bento Caldeira, José Borges, Rui Oliveira e os diretores da intervenção e do projeto IACAM, Mª de Fátima Palma e Bilal Sarr.

    A prospeção geofísica tem-se centrado no setor 1, ao pé da Ermida de Nossa Senhora das Neves e no seu interior. As primeiras impressões têm sido muito promissoras, até elevando as expectativas dos resultados da investigação que já se projetava no setor.

    Além disso, algumas áreas foram limpas, removendo pedras colapsadas para facilitar os levantamentos GPR nos sectores 2, 3 e 4. O material recuperado tem sido abundante, sendo as mais importantes as peças meladas e manganês e de vidrado verde que ligam Mesquita à rede de troca de al-Andalus.

    Interior da Ermida da Aldeia da Mesquita
  • Caminhada noturna na Mesquita com histórias de Medos

    Caminhada noturna na Mesquita com histórias de Medos

    No próximo sábado, dia 24 de julho, a partir das 21h30, na aldeia da Mesquita, concelho de Mértola realiza-se uma pequena caminhada noturna com histórias de “medos” dinamizada por Pedro Bravo e Rita Sales, seguida de uma sessão de observação de lua conduzida pela Dark Sky® Alqueva. A iniciativa integra a programação do projeto FUTURAMA – iniciativa Constelações e articula-se com a divulgação da oferta turística associada ao produto Dark Sky® no território de Mértola.

    O limite é de 20 participantes que devem ir munidos de lanterna e preparados para respeitar as normas de segurança DGS.

    Cartaz da iniciativa

  • Festival do Território Hospitalário na raia de Serpa em Agosto

    Festival do Território Hospitalário na raia de Serpa em Agosto

    Ontem foi a presentação oficial do projeto, que com a presença da vereadora Odete Borralho, em representação da câmara municipal de Serpa, na localidade espanhola de Aroche.

    O Festival terá início em Aracena, com a «Muestra de Música Antigua Castillo de Aracena», de 4 a 8 de agosto, seguindo-se a «Noche de las Velas de Aroche», a 14 de agosto, e terminando no dia 21, em Serpa, com a iniciativa «Hospitalários em Serpa», que incidirá na realização de visitas teatralizadas baseadas na história da presença da Ordem do Hospital em Serpa.

    É uma iniciativa da Câmara Municipal de Serpa em parceria com os municípios espanhóis de Aracena e Aroche, e integra o projeto de turismo cultural “A Raia: Festival do Território Hospitalário”, no seguimento de nova candidatura no âmbito do fomento da cooperação transfronteiriça na Euroregião Andaluzia – Alentejo – Algarve, aprovada pela Junta da Andaluzia.

    A ação surge na continuidade do projeto iniciado em 2019, sob o título “Território Hospitalário: História Medieval da Raia”, que em 2020 deu origem à 1.ª edição do Festival Território Hospitalário, com o intuito de promover culturalmente esta região, através da sua história comum durante o período medieval, pretendendo consolidar a dinâmica de cooperação e a afirmação de uma agenda cultural comum.

  • Festa da Ilha da Culatra é já Património Cultural Imaterial

    Festa da Ilha da Culatra é já Património Cultural Imaterial

    A inclusão na lista de Património Cultural Imaterial desta festa, caracterizada por uma procissão embarcada que faz o percurso entre a Culatra e Olhão, nasceu de uma proposta do ano de 2019 elaborada pela Associação de Moradores da Ilha da Culatra, um dos núcleos habitacionais das ilhas barreira da Ria Formosa, passou por um período de consulta pública de trinta dias.

    O anúncio da classificação da Festa em Honra de Nossa Senhora dos Navegantes da Ilha da Culatra no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial destaca a importância de que se reveste «esta manifestação do património cultural imaterial enquanto reflexo da identidade da comunidade envolvente», assim como a «sua profundidade histórica e evidente relação com outras práticas inerentes à comunidade».

    A festa em honra de Nossa Senhora dos Navegantes é realizada com uma procissão no primeiro domingo de cada mês de agosto, que começa com a retirada da imagem da padroeira da comunidade piscatória da Culatra da capela local para ser levada a bordo de uma embarcação de pesca, pela Ria Formosa, até Olhão. No cais de Olhão, a procissão marítima recolhe a imagem de Nossa Senhora do Rosário, a padroeira da cidade, e inicia o regresso à Culatra, onde se realiza depois uma procissão pelas ruas do núcleo piscatório e uma missa.

    Apesar da festa celebrar a Senhora dos Navegantes não se considera meramente religiosa, mas toda uma manifestação cultural em si, – a Festa da Ilha.

    JEC/FOZ – Foto cortesia do Jornal do Algarve

  • Concertos de Mértola transferidos para o Cais do Guadiana

    Concertos de Mértola transferidos para o Cais do Guadiana

    Na sequência do rápido esgotamento dos bilhetes disponíveis para os concertos de S. João, agendados para 23 e 27 de junho no Pavilhão Multiusos de Mértola, os concertos foram transferidos para o espaço do Cais do Guadiana por forma a serem disponibilizados mais alguns bilhetes, informou o município.

    Tendo em atenção a pandemia e as normas em vigor na regulamentação de espetáculos e eventos, a capacidade de ocupação dos espaços está limitada e sujeita a vários condicionalismos, desde logo: a obrigatoriedade da reserva, dos lugares sentados, da distância entre lugares, do uso de máscara, da delimitação dos recintos, do controle de entradas e saídas, entre outras.

    Por esta razão, apesar da mudança de local, «a capacidade de ocupação do Cais continuará a ser limitada, ajustada ao cumprimento das distâncias exigidas e concertada pela validação da Autoridade de Saúde Local, por forma a evitar ajuntamentos que possam colocar em risco a saúde pública».

    Na sequência serão disponibilizados mais 130 bilhetes por espetáculo, que estarão disponíveis no Atendimento da Câmara Municipal, sito na Casa Vargas em Mértola, para levantamento presencial sem pré-reserva, com o limite de 4 bilhetes/ pessoa, por forma a garantir uma distribuição o mais equitativa possível.

  • VI Edição do Concurso de Leitura da Rede de Bibliotecas do Baixo Guadiana

    VI Edição do Concurso de Leitura da Rede de Bibliotecas do Baixo Guadiana

    Decorreu ontem, 22 de junho de 2021, por videoconferência, a VI edição do Concurso de Leitura da Rede de Bibliotecas do Baixo Guadiana, que integra as bibliotecas municipais e escolares dos concelhos de Alcoutim, Castro Marim e Vila Real de Santo António.
    Este ano a atribuição dos prémios esteve a cargo do município de Castro Marim.

    Em 3 provas – Kahoot com questões sobre a obra de José Eduardo Agualusa “A Substância do Amor e Outras Crónicas“, leitura em voz alta de uma das crónicas e prova de argumentação sobre a crónica preferida, os alunos participantes tiveram a oportunidade de partilhar o seu gosto pelos livros e pela leitura.

    Os vencedores desta VI edição foram (por ordem alfabética), Catarina Gonçalves (Escola EB 2+3 de Alcoutim), David Gonçalves, Escola EB 2+3 de Castro Marim e Henrique Palma (Escola EB 2+3 de Alcoutim)

  • Arrancam hoje as comemorações em Moura

    Arrancam hoje as comemorações em Moura

    Com o tema “Moura, Terra Mãe”, as comemorações incluem atividades de música, astronomia, gastronomia, desporto, património, teatro e literatura. Naturalmente enquadradas pela situação pandémica atual as iniciativas têm duas vertentes, a presencial e a digital. Aquelas com formato presencial estão sujeitas a inscrição prévia e às regras impostas pela Direção-Geral da Saúde.

    A 40.ª Feira do Livro tem atividades como apresentação de livros, dramatização de um conto nas escolas do concelho, teatro de sombras, debates, e a comemoração do 53.º aniversário da Biblioteca Municipal Urbano Tavares Rodrigues.

    A Semana Gastronómica é assinalada, pelos restaurantes aderentes do concelho, com a confeção de pratos que têm o azeite como ingrediente principal.

    Nesta semana de comemorações do Feriado Municipal, a autasrquia destacar ainda atividades como as visitas guiadas à exposição “Torgas Vivas”, às “Janelas Floridas” e à exposição “Arqueologia – Nos novos caminhos da água”; a caminhada “Do Castelo até Pisões”; o desfile de grupos musicais pelas ruas de Moura; a observação do céu noturno no Castelo de Moura; e mensagens do Presidente da Câmara Municipal de Moura, Álvaro Azedo, e dos Vereadores Manuel Bio e Lurdes Balola.

    O programa completo das comemorações do Feriado Municipal pode ser consultado nas plataformas digitais da Câmara de Moura (Facebook, site, app mouramobile.)

  • Património religioso de Mértola com apoio municipal

    Património religioso de Mértola com apoio municipal

    A câmara municipal de Mértola está a comparticipar com o montante de dezoito mil euros para, na primeira fase, serem executadas pinturas exteriores e interiores, pequenos arranjos e rebocos, e iluminação nos edifícios das igrejas de Alcaria Ruiva, Algodôr, Corte Gafo de Cima, Santana de Cambas, Vale de Açor de Cima e Capela da Nª Srª das Neves, em Mesquita.

    Concluídas estão já as intervenções nas igrejas de Alcaria Ruiva, Algodôr, Corte Gafo de Cima e vale de Açor de Cima.

    A autarquia salienta que, é de todo o interesse renovar o protocolo de colaboração, tendo em conta a necessidade de intervenções em outros edifícios religiosos do concelho e está a ser realizado um levantamento em todas as igrejas, de forma a intervencionar, no próximo ano as prioritárias.

  • Plano Nacional das Artes apresentado no Lethes em Faro

    Plano Nacional das Artes apresentado no Lethes em Faro

    A estratégia do Plano Nacional das Artes foi revelada hoje, dia 14 de junho, no Teatro Lethes, em Faro, com a comunicação dos princípios e valores que orientam as medidas do seu plano estratégico, e a importância do envolvimento de todos os cidadãos neste processo.

    Na sessão estiveram presentes cerca de 50 participantes, entre representantes de municípios, agentes e instituições culturais, agrupamentos de escolas e outras entidades da área da cultura e da educação.

    Ao final desta tarde, será assinado o compromisso “Cultura para tod@s” entre as escolas e os agentes e instituições culturais do concelho, momento promovido pela Câmara Municipal de Faro em parceria com o Plano Nacional das Artes.

  • Algarve terá em MOMI um novo Festival de Teatro

    Algarve terá em MOMI um novo Festival de Teatro

    Trata-se de uma iniciativa que procura albergar espetáculos, performances, workshops, residências e encontros, com artistas e companhias nacionais e internacionais, esperados em diversos palcos e espaços da cidade.

    Os organizadores preparam o evento para a coexistência de fórmulas e linguagens estéticas distintas, de companhias consagradas e de projetos inovadores em ascensão, conectando público, artistas e cidade. O JAT, depois deste período conturbado para a cultura e para a sociedade portuguesa, assume-se consciente da sua responsabilidade enquanto agente cultural algarvio e pretende estimular,

    O MOMI será um evento inspirador e transformador, apresentando «uma oferta cultural de vanguarda, que combina linguagens inovadoras no panorama artístico contemporâneo e promove trabalhos e visões de fusão entre as artes performativas num ambiente único. Podermos abrir novos caminhos, redes, diálogos e intercâmbio entre artistas, entidades culturais e público, e proporcionar às gentes da nossa cidade e da nossa região a possibilidade de ver e apreciar o trabalho de muitos artistas e companhias de nível mundial, dar visibilidade às suas criações e aos seus trabalhos, bem como colocar Faro e o Algarve numa posição de relevo no panorama cultural internacional, é para nós um objetivo e um privilégio».

    OEstá aberta uma Open Call, que termina a 30 de Junho, para companhias nacionais e internacionais, que queiram apresentar-se no MOMI – Festival Internacional de Teatro Físico – Algarve, cujo formulário e regulamento podem ser consultados  através das redes sociais e da página web do JAT: http://www.colectivojat.com

    O MOMI conta com a direção artística da dupla Diana Bernedo e Miguel Martins Pessoa e terá lugar em vários espaços da cidade, como o Teatro das Figuras, o Teatro Lethes, a Casa das Virtudes, o Gimnásio Clube de Faro, a Universidade do Algarve, o IPDJ, entre outros, e conta com o apoio da Direção-Geral das Artes, Município de Faro, Iberescena, Direção Regional de Cultura do Algarve, Acción Cultural Española e Região de Turismo do Algarve.

    Sobre o JAT – Janela Aberta Teatro

    Sediado em Faro, Portugal, o JAT – Janela Aberta Teatro é uma companhia especializada em Teatro Físico dirigida por Diana Bernedo e Miguel Martins Pessoa, que assinam mais de uma dezena de produções teatrais e projetos audiovisuais no Algarve.

    Desenvolve também um projeto de Formação Teatral, onde se aprofundam disciplinas variadas do Teatro em geral, e do Teatro Físico em particular, formando novos atores e novos públicos, em Portugal e no estrangeiro.

    Os projetos de Teatro Comunitário são também uma das áreas de intervenção artística do JAT, com o Grupo de Teatro Comunitário – Quarteira Fora da Caixa, e com o Teatro de Vizinhos – Faro, que são espaços de diálogo, criação e participação comunitária, de jogo e expressão artística, onde a comunidade é a protagonista das suas histórias.

    O JAT colabora com estruturas e companhias nacionais e internacionais de países como Espanha, Inglaterra, Argentina, Brasil, Hungria, Grécia, França, Itália ou Indonésia.

  • Hoje é o Dia Internacional dos Arquivos

    Hoje é o Dia Internacional dos Arquivos

    Está em curso a «Semana Internacional dos Arquivos» de 7 a 11 de junho. Tem como tema capacitar os arquivos e pretende sublinhar a relevância dos mesmos, bem como a importância do tratamento e da preservação dos registos da atividade das instituições, atividades essenciais para garantir a transparência e a democracia.

    Hoje é o dia que pretende alertar para o poder dos arquivos e para a importância de se investir nos mesmos. O objetivo pode ser potenciado ​através do estabelecimento de redes de colaboração entre todos, capazes de promoverem a diversidade e a inclusão de novos arquivos. 

    Neste âmbito, a ICA convida à participação nas atividades realizadas durante esta semana, e apela à inscrição das empresas ou organizações que queiram partilhar as suas experiências nesta matéria.

    ​O Dia Internacional dos Arquivos foi instituído pela Assembleia Geral do ICA – International Council of Archives, em novembro de 2007.  A data de hoje foi escolhida por ter sido a 9 de junho de 1948 que a UNESCO criou este Conselho.

  • Conversa em Torno do Cante na «Futurama Oralidades»

    Conversa em Torno do Cante na «Futurama Oralidades»

    A iniciativa apelidada de «Constelações da Oralidade» é uma uma atividade mensal que junta práticas tradicionais do Baixo Alentejo com artistas contemporâneos.

    Durante o mês de maio juntou, além de Maria Reis, Conan Osiris e Filipe Ferreira Sambado a artistas e cantadores e cantadeiras locais de Beja, Serpa, Castro Verde e Mértola. Por Mértola, entre conversas, modas e cantigas de roda, ficou o compromisso da cantora Maria Reis se deslocar Tacões, Mértola, para cantar e tocar viola campaniça com o grupo de cante de São João dos Caldeireiros.

    A próxima Constelação a realizar em Mértola no final de Junho será dedicada à Fisicalidade vai contar com a presença da coreógrafa Olga Roriz.

  • Morreu o poeta farense Ferradeira de Brito

    Morreu o poeta farense Ferradeira de Brito

    Não existindo na cidade de Faro, capital do Algarve, qualquer órgão de informação local, têm sido as redes sociais, a colmatar essa brecha. Foi desse modo que tivemos conhecimento da morte do poeta Abílio Ferradeira de Brito, um cidadão quase anónimo, como são todos os que se escondem por detrás da sua natural humildade.

    Não nasceu pobre nem experimentou dificuldades, porém a sua educação pouco avançou para além dos bancos da escola elementar. Também não foi um iletrado, porque fez a sua instrução de forma livre, lendo e aprendendo como um autodidacta.

    As suas convicções de ordem social, advinham-lhe das ideias políticas que granjeou no convívio da leitura solitária. Não precisava, dizia ele, de saber filosofia para entender as razões que dividiam os homens ou de perceber os interesses que impediam a paz no mundo. Usava os sentidos e, sobretudo, aquilo a que chamava a «razão reflectida», para descobrir onde estava a verdade, a justiça e a lealdade.

    Tinha uma alma sensível e um coração emotivo, profundamente sentimental. Eram, aliás, essas as qualidades que transpareciam de forma cristalina na sua poesia, especialmente nos sonetos em que retratou a miséria humana escondida nos guetos da periferia, nas dependências das drogas que escravizam os jovens, na exploração dos emigrantes, na servidão dos camponeses, nos desempregados sem esperança nem futuro, nas crianças abandonadas na rua e nos velhos enjeitados nos lares.


    Poeta e sentimento na voz do povo
    Nunca considerei o Ferradeira de Brito como um poeta popular, mas, na sua ingénua simplicidade, era dessa maneira que ele próprio se sentia. Face às suas origens e parca instrução, sentia-se próximo do povo. E, por isso, dizia que a sua poesia era a expressão natural da voz povo, desse clamor que ninguém escuta e a que ninguém liga, por ser precisamente a expressão de quem sofre, de quem se desvaloriza e se despreza.

    Devo esclarecer que o Ferradeira de Brito, embora se sentisse um homem do povo, nunca foi pobre, nem passou por dificuldades económicas. Como casou jovem, cedo teve de angariar o sustento, montando o seu negócio no mercado público de Faro, onde granjeou prestígio pela dedicação ao trabalho e pela honestidade. Nessa altura, sentiu o rebate das novas ideias e depressa percebeu que a falta de liberdade era a origem de todas as carências e desigualdades. Com o advento do novo regime apoiou as ideias reformistas, e aderiu ao ideário socialista.

    Na sua maneira de entender, face à realidade e às circunstâncias do tempo, achou que o socialismo era uma proposta viável para alcançar a justiça social, pela qual tanto clamava na sua poesia e nas ideias que expendia entre os amigos. Até ao fim da vida não se desviou desses princípios, embora sentisse algumas desilusões, suscitadas pelos novos desafios europeus e pelas incongruências dos políticos.

    Apesar de possuir um enorme talento literário, com obra publicada, avaliada e respeitada pelos seus pares, nunca o meu amigo Ferradeira de Brito consentiu que o tratassem por poeta, contista ou dramaturgo, embora fosse assim designado por aqueles que lhe conheciam a obra. A sua postura serena e tranquila, o seu ar seráfico de sorriso esfíngico, evidenciavam a sua bonomia, franca e leal, a que se acrescentava uma aparente placidez espiritual, muito peculiar nos poetas.
    Mesmo no convívio, que ao longo dos anos foi mantendo no seio da «Tertúlia Hélice», não gostava de dar a sua opinião crítica sobre a obra alheia, nem de se erguer acima dos outros, porque a ninguém se achava superior. Era, em todos os aspectos, um humilde cidadão, que irradiava entre os amigos a serenidade própria de quem havia feito as pazes com a vida.

    Escorço biográfico do poeta
    Abílio Ferradeira de Brito, nasceu a 24 de Fevereiro de 1942, no lugar das Pontes de Marchil, então integrado na freguesia de S. Pedro, hoje pertencente à recém-criada freguesia do Montenegro, no concelho de Faro.

    Quando jovem sentia a timidez da sua escassa convivência social, razão pela qual se considerava um rapaz de poucas falas, ensimesmado nos seus pensamentos, reservado e pouco expressivo. Mas, sentia uma profunda sensibilidade interior para assimilar a realidade espiritual das coisas, deixando-se enlevar pela paixão da vida. Cedo amou e foi amado, experimentando na linguagem dos poetas a paixão que verdadeiramente sentia. O rebate da poesia estava-lhe na alma, a tal ponto que ainda nos bancos da escola começaria a compor versos e canções de amor. A sua estreia literária ocorreu em 1953, nas colunas de «O Pintassilgo», órgão das escolas de aplicação anexas ao Magistério Primário de Faro, cujos alunos asseguravam a redacção e edição daquele simpático jornal escolar, que se manteve em publicação até Junho de 1960.

    A partir de então, e a pesar da sua tenra idade, não mais parou de escrever. Fazia-o com a fervorosa paixão de um amante das letras, num incontrolável impulso criativo, sem critério nem objectivo. Escrevia, corrigia e rasgava, até aperfeiçoar a mão. Começou a guardar, sobretudo poemas e quadras, que foi arquivando com desvelo, na esperança de um dia os revelar à estampa.

    Na década de setenta, desenvolveu o gosto pelo teatro, promovendo nesse âmbito várias iniciativas, como encenador e director artístico, daí resultando a fundação do Grupo Cénico do Montenegro, do Grupo de Teatro Experimental do Patacão, e do Grupo de Teatro de Mar-e-Guerra, todos a operar em Faro. Para manter essa actividade cultural chegou mesmo a escrever em verso a peça «O Auto dos Lobos», inspirada no teatro vicentino, que levou à cena por todo o país. O sucesso e originalidade da peça mereceu a aprovação oficial do governo, sendo publicada, em 1976, pelo então designado Ministério da Educação e Investigação Científica.
    Em face do seu prestável espírito de dedicação à causa pública, viria a ser escolhido para presidir à Comissão Administrativa da Junta de Freguesia de S. Pedro, de Faro, desempenhando essas funções de forma honesta, responsável e competente. No âmbito associativo, fez parte durante vários anos dos corpos directivos do Clube Desportivo do Montenegro.

    Curiosamente houve um tempo em que o Ferradeira de Brito, juntamente com o poeta Telmo Silva (Telmoro) e os músicos Alberto Carlos e Manuel Cardoso, cultivou o gosto pela música ligeira, tendo composto e até interpretado algumas canções, que seriam mais tarde editadas em CD, mas já na voz de outros intérpretes.

    A recordação de uma amizade
    Conheci já tarde o poeta Abílio Ferradeira de Brito. Estávamos nos finais de 1998. Mas depressa me apercebi da sua sensibilidade cultural, pela forma como vibrava e se empolgava na realização de iniciativas que pudessem contribuir para o engrandecimento da sua cidade natal. Mas, apercebi-me também do seu coração sofredor, macerado pelo desgosto de ter perdido um filho na flor da idade, sentindo-se a partir daí como um naufrago, solitário e triste, sem esperança de sobreviver incólume às tempestades da vida. Verifiquei depois que a poesia, emergente da dor que lhe corroía a alma, despontava-lhe espontânea, sincera, dolente e profunda, como uma âncora a que o naufrago de outrora se agarrava agora para escapar aos negrumes da tristeza que lhe devorava o espírito. Apoiado e incentivado pelo poeta Tito Olívio – a quem os mais próximos chamam Mestre, na mais fiel tradição humanista – acolheu-se ao convívio da Tertúlia Hélice, onde pontificou não só pela sua assiduidade, como também pela sua produtiva contribuição poética.

    Três figuras da cultura e da poesia algarvia – Tito Olívio, Quina Faleiro e Ferradeira de Brito – presentes numa exposição de pintura, realizada em Faro, nos primeiros anos deste milénio. O Ferradeira com a sua cabeleira de prata era uma presença inconfundível nos eventos culturais promovidos pela AJEA.

    Começou por escrever quadras, no mais genuíno sentimento popular, como uma espécie de humilde tentame de quem não se sente com a eloquência necessária para professar o culto de Orfeu. Mas fê-lo com tão surpreendente qualidade filosófica, talvez por inspiração aleixiana, que logo o “Mestre” o aconselhou a publicá-las em livro. Foi assim que no ano 2000 surgiu o seu primeiro livro, sugestivamente intitulado «Minha Voz… a voz do povo». Tive nessa altura, a honra de apresentar a obra na antiga Livraria Odisseia, fundada pelo saudoso Luís Guerreiro, perante um numeroso auditório.

    Importa dizer que este livro é uma abundante compilação de quadras, de apurado recorte filosófico que, em certo sentido, parecem inspirar-se no estilo aleixiano. Na verdade, a quadra é a expressão sentenciosa mais peculiar do nosso povo, sendo exemplo disso as quadras que nos Santos Populares adornam os vasos de manjerico, que os alfacinhas colocam na soleira das suas janelas. O imortal poeta Fernando Pessoa realçou o gesto, ao afirmar que “a quadra é o vaso de flores que o Povo põe à janela da sua alma”.
    Os escolhos da vida impediram Ferradeira de Brito de continuar a publicar, de uma forma mais constante, a sua vasta e relevante obra poética. Acompanhei esses anos a par e passo, comungando não só das ilusões como também dos frustrantes desapontamentos, suscitados pelo alheamento a que as instituições responsáveis pela cultura votavam os autores locais, dando todo o apoio, financeiro e logístico, aos que de Lisboa, com o ar superior da sua emproada soberba, nos vêm tratar como inferiores e provincianos. Quantas vezes lhe ouvi os queixumes de natural repúdio, contra essa espécie de colonialismo cultural a que temos estado sujeitos. Vivemos ainda hoje debaixo do centralismo, ditatorial e castrador, que caracterizou o regime anterior, cujos defeitos estranhamente continuamos a imitar. Tarda em surgir no horizonte político o verdadeiro libertador desta opressão alisbonada a que se tem submetido a cultura algarvia.

    Apesar de tudo isso, e remando sempre contra a maré, Ferradeira de Brito foi dando a público, nos órgãos regionais, algumas das suas produções líricas, principalmente no «Jornal Escrito» e no «Nó Vital», órgãos de informação e cultura, fundados pela AJEA – Associação dos Jornalistas e Escritores do Algarve, para dar espaço e repercussão aos escritores algarvios. As suas produções poéticas e os seus textos dramatúrgicos foram-se acumulando até que, em 2009, puderam ver a luz da estampa, numa torrente editorial de vinte títulos lançados ao público de uma só vez.
    Também nesse dia, verdadeiro jubileu da poesia e da prosa algarvia, tive a honra de estar presente, para fazer a apresentação do poeta e meu amigo pessoal, Abílio Ferradeira de Brito, que ontem, 1 de Junho de 2021, faleceu de forma tão repentina quanto inesperada, deixando em todos os seus familiares e amigos uma mágoa de eterna saudade. Morreu aos 79 anos de idade, legando-nos uma obra digna do maior respeito e veneração.

    Termino evocando a sua obra através da leitura de um dos seus humildes sonetos, singelamente intitulado “Tarde”, no qual o poeta alude à tristeza que lhe ensombrou a tarde da vida, numa árdua caminhada cujo desfecho todos desejamos retardar, o mais tarde que for possível:

    A tarde, que na tarde vai morrendo,
    nasce para morrer no mesmo dia;
    nos restos desta tarde vai finando
    o pouco que em mim resta de alegria.
    No definhar suave vou vivendo,
    mas sempre a cogitar a nostalgia
    que dentro do meu peito vai roendo
    amarguras de um rol que eu não queria.
    Vai a tarde no tempo a caminhar
    até que a noite chega e vai ficar
    esperando o nascer de outra alvorada.
    E nós com ela vamos mais além,
    o tempo é de todos, mas ninguém
    consegue retardar a caminhada.

  • CIIP Cacela retoma as oficinas mensais

    CIIP Cacela retoma as oficinas mensais

    Num primeiro momento os participantes criaram as suas próprias aguarelas naturais a partir de elementos da natureza como legumes, frutos, flores, algas e especiarias, para depois as aplicarem na pintura de flores que dão cor à Primavera.

    Desta forma bem entusiasmada, muito criativa e com muita cor, o CIIP , depois de todas as restrições associadas à pandemia, retoma âs oficinas mensais para o público em geral, na área das artes e dos saberes fazeres-tradicionais.