FOZ – Guadiana Digital

Categoria: Cultura

  • Companhia de Teatro do Algarve agradece apoios

    Companhia de Teatro do Algarve agradece apoios


    A ACTA expressou publicamente o seu «sincero agradecimento, extensivo a entidades da região, do país e também do estrangeiro» pelas manifestações de apoio que lhe têm chegado face à «exclusão da ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve do financiamento Público no âmbito do Concurso da DGArtes de Apoio Quadrienal às Artes, 2023/26».

    Notam que tais manifestações têm vindo a assumir formas que ultrapassam o inicial momento expresso por via de palavras de incredibilidade e indignação: «são elas afirmativas no sentido da continuidade do trabalho da ACTA e dos desígnios que tem evidenciado ao longo de 25 anos de atividade, artísticos, culturais, sociais, pedagógicos…


    Entendem que «graças a tão expressivo apoio, estamos a encetar, reformuladamente, um conjunto de medidas em parceria com os municípios da região dos quais em tempo, daremos notícia – sendo que em alguns casos, por outras vias, terão já, de algumas, conhecimento».

    Dá conta de que, durante o mês de Fevereiro, submeteram a concurso dez candidaturas aos Apoios Pontuais da referida DGArtes e aguardam «expectantes o que irá acontecer», sendo que apenas em Maio próximo podem dar notícia.

  • Carlos Cano «Voces para una Biografia» em VRSA

    Carlos Cano «Voces para una Biografia» em VRSA

    A cerimónia aconteceu ontem à tarde, na Biblioteca Municipal Vicente Campinas. Na mesa, a acompanhar a filha do artista andaluz, estiveram as vereadoras da cultura de Vila Real de Santo António e Ayamonte, respetivamente Conceição Pires e Remedios Sánchez Rubiales e o editor Ángel Rio.

    Conceição Pires, traçou uma curta biografia do cantor, nas suas vivências como poeta, cantor, artista, nascido em Granada em 1946. Lembrou a participação de Carlos Cano, no período da transição espanhola da ditadura para a democracia e de homem de ideais de liberdade absolutamente vincados, e que a sua ação como compositor atravessou a fronteira espanhola, não apenas nossa direção, mas também a na da América Latina.

    A vereadora fez referência à icónica canção de Carlos Cano, onde a cidade de Vila Real de Santo António é miticamente recordada, pelos amores de Maria com um contrabandista espanhol, uma ficção imortalizada por Carlos Canos em 1986, sobre acontecimentos reais ocorridos no ano de 1985, quando Juan Flores, natural de Ayamonte, foi abatido nos esteiros do Sapal de Castro Marim, ao contrabandear duas caixas de camarões para pagar as bonecas que ia comprar, para oferecer às filhas como prenda do Dia de Reis.

    Angel del Rio relevou o facto do livro estar a ser apresentado pela primeira vez em Portugal na cidade de Vila Real de Santo António, «local emblemático na geografia de Carlos Cano». Relevou que o cantor tinha uma vinculação muito forte com Portugal, a sua música e artistas e disse ter ele bebido e se alimentado da música portuguesa, dos nossos poetas, e que o julgava devedor à música de José Afonso e de Amália Rodrigues. Disse que Amália era muito amiga da irmã, Pilar del Rio e de José Saramago. Revelou ter descoberto que existiu um projeto de produzir um álbum discográfico com a participação de Carlos Cano e Carlos do Carmo. «Teria sido fabuloso, mas desgraçadamente já se foram», lamentou.

    «Maria la Portuguesa está no Olimpo das grandes coplas sentimentais que fazem parte do imaginário de muitas gerações de espanhóis e até de outras nacionalidades, ao nível de «Ojos Verdes» ou «La bien pagá). Assim, Vila Real de Santo António e Ayamonte fazem parte de uma rota sentimental das gentes que por aqui vão vir em demanda dessa pegada de «Maria la Portuguesa, que, ainda que sendo uma ficção, é uma canção de amor brutal e, ao mesmo tempo, um abraço da Andaluzia com o Algarve e de Espanha com Portugal», destacou.

    Ángel del Rio acredita que terá sido essa a intenção de Carlos Cano, quando escreveu a canção e até entende que, com um bom guião se poderia fazer um filme com o argumento servido pelas paisagem tão bonitas e cheias de luz desta região.

    Amaranta Cano lembrou o pai como homem de uma timidez galopante. Disse estar emocionada com o fato de estar em Vila Real de Santo António depois de no dia anterior ter estado em Ayamonte. «Maria la Portuguesa», para mim, significa Amália Rodrigues, porque a via lá por casa quando me levantava pela manhã a ouvir Amália na minha casa, ouvir discos, ver fotografias, capas de albuns,

    carlos cano apresentação 2
    carlos cano apresentação 2

    Intervenção de Amaranta Cano na Biblioteca Municipal de Vila Real de Santo António na apresentação de «Voces para una Biografia»

  • Romaria a Cacela Velha para lembrar Manuel Cabanas

    Romaria a Cacela Velha para lembrar Manuel Cabanas

    O Mestre Manuel Cabanas, natural de Vila Nova de Cacela, foi um homem de lutas que se destacou pela sua intensa atividade artística no campo do desenho e da gravura em madeira.

    Foi político da oposição à ditadura do Estado Novo, deputado na Assembleia da Repúblicas e sempre exerceu a sua cidadania em prol das liberdades e da dignidade humana, tendo sido considerado uma das grandes referências nacionais da Democracia e da Liberdade.

    campa de manuel cabanas em cacela velha
    campa de manuel cabanas em cacela velha
  • Memória exposta em Alvito

    Memória exposta em Alvito

    A Exposição tem como Curador o Professor Florival Baiôa Monteiro, é promovida pela CIMBAL – Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo com o apoio da Rede de Arquivos Municipais da CIMBAL e cofinanciada pelo Alentejo2020 e Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

    Tem como principal objetivo dar a conhecer o espólio que cada arquivo da região tem à sua guarda, divulgando a sua existência com uma mostra dos documentos mais relevantes do seu acervo arquivístico, enquanto testemunhos de acontecimentos marcantes da história e da vida de cada comunidade.

    Os organizadores anunciam, que algumas das razões que levaram a CIMBAL e a Rede de Arquivos Municipais a promover esta iniciativa. sustentam-se no facto de que os arquivos constituem a memória viva de uma comunidade, de uma região e de um país! São fontes de informação fidedignas, evidências da História e permitem-nos viajar no tempo. Percebermos o que fomos, como e porque somos assim, e através da nossa identidade podermos afirmarmo-nos seguros na construção do futuro.

  • Susana Travassos na República 14 em Olhão

    Susana Travassos na República 14 em Olhão

    Susana Travassos e Simon Seidl apresentam-se em Olhão “Meu Pai é um Pássaro”

    Susana Travassos apresenta-se no próximo dia 4 de Fevereiro em sessão dupla na Associação Cultural Recreativa República 14 em Olhão, ao lado do pianista alemão Simon Seidl.

    O concerto “Meu pai é um pássaro” será uma homenagem ao pai da Susana, o jornalista Fernando Reis que nos deixou há um ano. Na véspera do aniversário de nascimento do seu progenitor, será uma noite comovente com um repertório muito especial que reúne as melhores peças do repertório da Susana e outras escolhidas para a ocasião. Contará também com a participação especial do guitarrista André Ramos.

    Este projeto já viajou por diferentes países, tais como: Colômbia, Argentina, Brasil, Espanha, Canárias e Coreia do Sul. Susana Travassos foi finalista do Festival da Canção onde defendeu uma canção da Aline Frazão em 2018.

    Simon Seidl é um pianista alemão que nasceu em Ingolstadt. Estudou piano jazz com Hubert Nuss na Cologne University of Music. Em 2007 foi premiado com o “Ingolstädter Jazz Prize” e de 2007 a 2008 foi um jovem estudante no Conservatório de Munique. De 2004 a 2007, foi vencedor de vários prémios no “Jugend jazzt” e membro da Bavarian State Youth Jazz Orchestra. Além do seu trio com Robert Landfermann e Fabian Arends, actua como sideman em diversos conjuntos. Em 2012, ganhou o primeiro lugar no Steinway Jazz Prize para estudantes de piano da Renânia do Norte-Vestfália. Entre 2016 e 2019 actuou como pianista em diversas produções da WDR Big Band e esteve envolvido em vários lançamentos de CD, por ex. de Hendrika Entzian, Fabian Arends, WDR Big Band.

    A Associação localiza-se na Avenida da República 14, o concerto realiza-se em duas sessões, uma às 19h00 e outra às 21h30. As reservas podem ser feitas através do mail reservas@re-creativarepublica14.pt.

    Susana Travassos é uma cantora natural de Vila Real de Santo António que, nos últimos anos, conquistou um lugar de prestígio internacional. Com uma interpretação única e uma voz precisa, Susana apresentou-se ao lado de artistas como Yamandu Costa, Luísa Sobral, Toninho Horta, Chico Pinheiro, Chico Cesar, Zeca Baleiro, Pierre Aderne, Carlos Aguirre, Luis Felipe Gama, Quique Sinesi, entre outros.

    O seu primeiro álbum “Oi Elis”(2008) foi um tributo a cantora brasileira Elis Regina. “Tejo- Tietê” (2013), uma colaboração com o guitarrista brasileiro Chico Saraiva. Pássaro Palavra (2019) é o seu primeiro projeto de originais, gravado em Buenos Aires, em que Susana afirma-se como compositora. O Álbum tem uma identidade própria que une o fado, a música latino-americana e o tango e traduz para a linguagem universal do jazz.

  • O arquivo da Internet

    O arquivo da Internet

    O Internet Archive, uma arquivo comunitário que recolhe o que se publica na Internet em todo o mundo, chegou a 2022, apesar de ter tido o apoio de vários patronos, incluindo individuais. Afirmam que não podiam ter feito o que fizeram sem o apoio das pessoas que carregaram os conteúdos, partilharam recursos, voluntariaram o seu tempo e divulgaram a missão, Os promotores manifestam-se gratos a todos quanto o suportaram financeiramente. Desejam a todos e às suas pessoas amadas um feliz e próspero 2023 e esperam que continue a provar a sua utilidade para todos.

    The Internet Archive community includes millions of patrons and partners from around the world—and as 2022 comes to an end, we want to thank you for your support. We couldn’t do the work we do without the people who upload content, share our resources, volunteer their time, and spread the word about our mission. We’re especially grateful for those who support us financially.

    We wish you and your loved ones a joyful and prosperous 2023, and hope that our library will continue to prove useful to you. Have a happy new year, and enjoy the archive!

    The Internet Archive Team
  • “Rota Literária do Algarve” apresenta-se em S. Brás de Alportel

    “Rota Literária do Algarve” apresenta-se em S. Brás de Alportel

    A Rota foi desenvolvida pela Universidade do Algarve, com a coordenação das professoras Rita Baleiro e Sílvia Quinteiro, e é a Direção Regional de Cultura do Algarve (DRC Algarve), quem a apresenta hoje, dia 17 de dezembro, às 15:00 horas, no edifício da câmara municipal.

    Esta Rota «pretende oferecer um olhar diferenciado sobre a região, já que a grande maioria destes itinerários sugere localidades do interior algarvio, ao mesmo tempo que pretende combater a sazonalidade do turismo na região, ao mesmo tempo que promove a literatura portuguesa».

    Tem como ponto de partida textos literários de autores algarvios e de outros que referiram o Algarve e são narrativas sobre um determinado local, que resultam da interseção da seleção de textos literários e da interpretação da paisagem, complementada com outra informação pertinente que o acompanharão numa experiência única e enriquecedora.

    Estes passeios têm ainda o potencial em contexto escolar, na ocupação dos mais idosos, na formação de guias locais e na promoção dos autores algarvios junto de um público internacional, no âmbito do Turismo Literário.

  • Na Casa do Sal um presépio sobre o sal

    Na Casa do Sal um presépio sobre o sal

    A iniciativa é do Município e Junta de Freguesia de Castro Marim, na expetativa que o Presépio de Sal «continue o seu trabalho na promoção e reforço do grande motor económico, social e cultural de Castro Marim, que é o sal».

    Na construção estão utilizadas cerca de 6 toneladas de ouro branco. No dia da abertura, os visitantes foram ainda conhecer o Presépio em Croché, patente no Mercado Local de Castro Marim, tricotado pelas mãos de Maria do Carmo Pires, iniciado há 4 anos e com mais de 200 figuras, este também aberto até 8 de Janeiro do próximo ano.

    Cartaz Sal

  • Entropia evoca a Mina de S.Domingos

    Entropia evoca a Mina de S.Domingos

    É uma nova criação de dança, criada e dirigida pelos coreógrafos e bailarinos Marina Nabais e Ricardo Machado, com interpretação de elementos da comunidade.

    O espectáculo ENTROPIA integra o projecto MALACATE, de intervenção artística na Mina de S. Domingos, entre Janeiro de 2022 e Junho de 2023, e convida a população da localidade a juntar-se a artistas portugueses e estrangeiros a criar diversas obras de arte. Da Dança à Arte Pública, do Teatro às Artes Plásticas.

    Os artistas foram desafiados a imaginar e criar obras de arte que se relacionassem com a Mina de S. Domingos e com quem a habita. Um local com marcante passado de exploração mineira, de que é prova o edificado industrial de impressivo valor estético que ainda subsiste.

    O que é a entropia

    Entropia é a medida da quantidade de energia cinética que não é convertida em trabalho, que dita a desordem de um sistema, bem como a sua imprevisibilidade. Aumentar a desordem, ou seja, a entropia de um sistema termodinâmico significa, de forma similar, dar-lhe condições para que haja um maior número de microestados acessíveis às partículas que o compõem.

    Será a entropia vista só como perda e caos? Ou poderemos encontrar um espaço de resiliência e da possibilidade de gerar microestados de imprevisibilidade que voltem a gerar vida?
    Este é o ponto de partida para a dupla de bailarinos e coreógrafos Marina Nabais e Ricardo Machado, uma nova criação de dança, a ser interpretada juntamente com elementos da comunidade do concelho de Mértola, numa ampla janela de tempo e onde a sensação de pertença e orgulho se alie à exploração de novas formas de expressão corporal.

  • Normalizar uma vida jovem

    Normalizar uma vida jovem

    Eduardo Chantre, aluno da Escola Técnica João Varela, em Porto Novo, Santo Antão, recebeu da ADPM, Mértola, esta em parceria com a empresa Proxsys, um computador portátil.

    Eduardo sofre de paralisia cerebral, mas é um rapaz que tem demonstrado um grande desenvolvimento através do uso do computador, sendo um dos melhores alunos da sua turma.

    A ADPM acompanha a situação de Eduardo há alguns anos e já lhe tinha entregado um computador no ano de 2015, que ficou obsoleto.

    Com este novo computador, Eduardo poderá continuar a trabalhar e comunicar ao mesmo ritmo dos outros alunos, um contributo importante para o seu desenvolvimento.

    Agradecendo à empresa Proxsys o donativo, a ADPM deu um «muito obrigado» à Escola Técnica João Varela e a todos professores.

  • José Saramago no Clube de Leitura da BM Vicente Campinas

    José Saramago no Clube de Leitura da BM Vicente Campinas

    O município de Vila Real de Santo António associou-se às comemorações do Centenário do Nascimento de José Saramago com um vasto programa que inclui tertúlias, conversas, projeção de filmes, demonstrações artísticas e performances.

    As atividades decorreram nas escolas do concelho e na Biblioteca Municipal Vicente Campinas, entre os dias 14 de novembro e 16 de dezembro.

    Na programação exibiu a exposição «Voltar aos Passos que Foram Dados», que estará em itinerância nas bibliotecas escolares até ao dia 9 de dezembro. A mostra, organizada pela Fundação José Saramago, integra uma seleção e composição de textos de Carlos Reis e Fernanda Costa e design de André Letria e faz uma ‘viagem’ pela biografia literária de José Saramago e pelas obras e legado cultural e cívico do escritor.

    O destaque da programação vai para a iniciativa «Passarola em viagem… nas escolas do concelho» que, ao longo dos meses de novembro e dezembro, irá evocar a Passarola Voadora de Bartolomeu de Gusmão – reconstruída para o efeito pelos serviços municipais – numa alusão à obra Memorial do Convento, de José Saramago.

    A construção da passarola e o seu voo só foi possível com a união entre Bartolomeu Lourenço, Baltasar e Blimunda, personagens do romance, que conjugaram os seus saberes: a ciência, o trabalho artesanal e a magia, associada à música. Por isso, a passarola simboliza a fraternidade, a solidariedade a e igualdade capaz de unir toda a humanidade em prol do bem comum, da sua evolução e da conquista do progresso de modo sustentado, o que mostra a eterna luta do homem de se querer ultrapassar a si mesmo e atingir uma dimensão divina ou quase divina.

    Também a partir de hoje e até ao dia 24 de novembro, a Escola Secundária de VRSA irá projetar o filme «Ensaio sobre a Cegueira», enquanto no dia 22, às 14h30, a sala de grandes grupos deste estabelecimento de ensino irá receber a iniciativa «Conversas com…», destinada ao debate e troca de ideias sobre o legado saramaguiano.

    A 25 de novembro, às 21h30, o projeto «Arte com…» chega à Escola Secundária de VRSA com declamação de textos de Saramago acompanhados por música clássica tocada e dançada pelas associações locais. No dia seguinte, a 26 de novembro, a Associação ¼ Escuro inaugura, na Biblioteca Municipal Vicente Campinas, a exposição fotográfica «Viagem fotográfica ao Algarve». A mostra é inspirada nos textos da obra «Viagem a Portugal», de José Saramago, selecionados por Diego Mesa, e tem o apoio da Direção Regional de Cultura do Algarve.

    No mesmo dia e local, às 16h00, será apresentada a «Rota Saramago», criada a partir da obra «Viagem a Portugal». Nesta primeira fase, serão apresentadas as Rotas dos concelhos do Baixo Guadiana (Alcoutim, Castro Marim e Vila Real de Santo António), as quais ficarão acessíveis – em formato digital – e poderão ser percorridas, de forma autónoma, por todos. O evento contará com a presença da Diretora Regional de Cultura do Algarve.

    O programa de comemorações do Centenário do Nascimento de José Saramago é organizado pelo município de Vila Real de Santo António, em parceria com o Agrupamento de Escolas de VRSA, o Agrupamento de Escolas D. José I e as coletividades e associações locais.

    Opinião do PCP na data do nacimento do escritor

    Assinala-se hoje o centenário do nascimento de José Saramago, um dos maiores escritores de língua portuguesa, um dos mais destacados intelectuais do Portugal de Abril, militante comunista.

    Ao assinalar o centenário de José Saramago, o PCP celebra o escritor que nasceu na Azinhaga (Golegã) a 16 de Novembro de 1922, de uma família de gente pobre e que com tenra idade veio para Lisboa e que, antes de ser editor, tradutor e jornalista, foi metalúrgico, desenhador e administrativo. Celebra o intelectual de Abril que muito cedo iniciou a sua actividade política, participando na actividade de resistência à ditadura fascista; o intelectual que deu um inestimável contributo para a afirmação da literatura portuguesa no mundo e para o reconhecimento do português como língua de referência na cultura mundial e que percorreu o planeta, levando a outros povos e outras gentes a sua reflexão sobre a situação no mundo; o escritor cuja obra é ela própria uma conquista de Abril,  que participou em importantes e diversificadas acções no movimento operário e popular no processo revolucionário, em defesa da Revolução e dos seus valores e conquistas. Celebra o militante comunista que no seu Partido, o Partido Comunista Português, a par da sua intensa actividade de criação literária, travou importantes combates políticos e eleitorais.

    Celebramos a  inteligência criadora de José Saramago, expressa na sua vasta e singular obra. Mais do que um estilo, inventou um inovador ritmo oral na escrita, que não se limitou a narrar para os que liam, mas para participar activamente na narração, desenvolvendo e devolvendo a história a todos aqueles que, fazendo-a, não a escrevem. 

    Evocamos também a atribuição do Prémio Nobel da Literatura a José Saramago, um Prémio outorgado a um autor que abriu novas portas à projecção da literatura portuguesa no plano internacional. Um Prémio que transformou José Saramago num embaixador da cultura e da nossa Língua, que as projectou nos mais diversos cantos do mundo, numa intensa actividade, promovendo a reflexão não apenas acerca da sua própria obra, mas da literatura portuguesa, empenhado em mostrar a sua riqueza. Um Prémio, uma obra e uma intensa actividade que serviram o nosso País, projectou e prestigiou a cultura portuguesa além-fronteiras, contribuindo para tornar a nossa Literatura uma referência respeitada e permanente, no contexto da cultura literária universal. 

    José Saramago foi um escritor que veio do povo trabalhador, a quem amou e foi fiel. Esse homem que, amando o seu povo, amou Abril, com tudo o que comportou de sonho, de transformação e de avanço progressista.

    Mas no que respeita a José Saramago, a sua condição de comunista e a grandeza da sua obra literária não são facilmente dissociáveis: sem essa condição, a massa humana, o herói colectivo que percorre os seus livros, não se moveria com o mesmo fulgor e não se sentiria em muitos deles o penoso, trágico, exaltante, contraditório, luminoso, sombrio, incessante movimento da história. 

    O PCP decidiu comemorar o Centenário de José Saramago com um programa próprio, apresentado numa sessão cultural em Outubro de 2021, em Lisboa, materializado num vasto conjunto de iniciativas de que se destaca a publicação da obra «José Saramago, um escritor com o seu povo», o programa da Festa do Avante!, em particular, o concerto sinfónico «Música na Palavra de  Saramago» e a Conferência «Uma visão universal e progressista da história – a actualidade da obra de José Saramago», realizada a 22 de Outubro de 2022, com o objectivo de contribuir para o conhecimento, a divulgação e para o debate em torno da sua obra, para a democratização da cultura, com especial preocupação com as novas gerações, bem como para o conhecimento do seu papel na luta contra o fascismo, pelas conquistas de Abril, como militante comunista. 

    Pode dizer-se que as obras dos grandes artistas são imortais. E são. Sobretudo obras como as de José Saramago, onde estão presentes valores universais como a liberdade, a democracia, a emancipação social, a solidariedade, a soberania, a paz, a cooperação e a amizade entre os povos, o respeito pela Natureza, a esperança e a confiança nos povos, nos trabalhadores, na sua luta. 

    Nestas comemorações, deu-se evidência a estes valores. Valorizou-se o papel da cultura como elemento de liberdade e de progresso social, na emancipação da humanidade; realçou-se esse homem comprometido com os explorados, injustiçados e humilhados da terra, que assumiu valores éticos e um ideal político do qual não abdicou até ao fim da sua vida; deu-se  expressão ao que o PCP entende por democracia cultural, indissociável das dimensões política, económica e social do seu projecto de uma Democracia Avançada para Portugal.

    Nestas comemorações, o PCP reafirmou a importância da defesa da cultura enquanto factor de realização e emancipação humana. 

    José Saramago – o escritor de uma vasta e singular obra de valor universal, onde está presente um olhar sensível e profundamente humano – deu um contributo inestimável a esse objectivo, a essa luta. Uma luta que continua por um mundo melhor, por um Portugal com futuro.

  • Filme sobre Vila do Bispo com prémio de relevo

    Filme sobre Vila do Bispo com prémio de relevo

    “A Voz do Mar”, um filme promocional com a participação da bodyboarder do concelho de Vila do Bispo, Joana Schenker, lançado em agosto do ano passado, arrecador o 2º prémio na categoria de «Experiências Memoráveis», na competição nacional ART&TUR – Festival Internacional de Cinema e Turismo.

    O filme mostra o concelho de Vila do Bispo «como um território que claramente diferenciador pela tranquilidade de quem o vive e de quem o visita, pelos cenários da paisagem de beleza ímpar que resulta de manifestações sensoriais que despertam todos os sentidos».

    Na cerimónia de entrega de prémios que decorreu na passada sexta-feira, 28 de outubro, em Ourém, Rute Silva, presidente da câmara municipal daquele concelho do Barlavento algarvio, bem como a equipa da Slideshow, empresa produtora.

    O festival ART&TUR – Festival Internacional de Cinema de Turismo é organizado pela Centro de Portugal Film Commission e está integrado no CIFFT – Comité Internacional dos Festivais de Filmes de Turismo, que elege anualmente o melhor filme de turismo a nível mundial, entre todos os filmes que percorrem o circuito internacional de 14 festivais.

    A edição deste ano, que decorreu de 25 a 28 de outubro, englobou a exibição de 84 filmes, integrados em 13 sessões temáticas, que foram selecionados entre os 281 filmes promocionais e documentários, de 32 países, que se inscreveram na competição e que foram avaliados por um júri internacional constituído por 35 peritos de cinema de 19 países. No decorrer do evento realizaram-se também mesas-redondas, uma entrevista e ainda uma masterclass, onde especialistas convidados refletiram sobre temas atuais abordados nos filmes exibidos.

    O filme pode ser visto em https://tinyurl.com/79x5dhv9

  • CCDR Algarve expõe Rosinda Vargues

    CCDR Algarve expõe Rosinda Vargues

    A inauguração decorreu na segunda-feira, dia 5 de setembro. «Diálogos Cromáticos» é o tema central da exposição de pintura, em acrílico sobre tela. A natureza e a sua preservação, bem como a sua visão sobre o mundo real, ligado às suas memórias, sentimentos e inquietações, são a fonte de inspiração da pintora.

    «A artista pretende sensibilizar a comunidade para um maior envolvimento e consciência em relação ao meio natural, como são exemplo as variações ambientais provocadas pelas Alterações Climáticas. O mar e a Ria Formosa ocupam um lugar de destaque na sua obra», anota a entidade promotora.

    Quem é Rosinda Vargues

    Artista plástica nascida em Olhão (Pechão) e residente em Faro há mais de duas décadas, Rosinda Vargues é licenciada em Artes Plásticas pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Seguiu a carreira profissional de Professora de Educação Visual em Lisboa, tendo regressado ao Algarve passados alguns anos. Exerceu em várias escolas e na Escola EB 2/3 Dr. Joaquim Magalhães, em Faro. Como artista plástica tem vindo a realizar várias exposições individuais e coletivas de pintura e de fotografia.

    A exposição «Diálogos Cromáticos» tem entrada livre e está aberta ao público na CCDR Algarve, na Praça da Liberdade, nº 2, todos os dias úteis entre as 10 e as 17 horas.

  • “A Essência da Cor” de Manuel Cargaleiro em Reguengos de Monsaraz

    “A Essência da Cor” de Manuel Cargaleiro em Reguengos de Monsaraz

    A mostra fica patente até 30 de setembro na Biblioteca Municipal e poderá ser visitada de segunda a sexta-feira entre as 10:00 e as 12:30 e entre as 14:00 e as 17:30 horas.

    «A mostra evidencia a enorme versatilidade do mestre Cargaleiro perante os materiais, as diferentes linguagens artísticas e as técnicas utilizadas. Um trabalho apurado de pesquisa e de estudo constante, onde a exploração da cor serve, antes de tudo, para definir formas, revelar sentimentos ou criar múltiplos espaços, tudo em perfeita comunhão com a natureza e com o mundo que o rodeia», assinala a autarquia.

    A exposição é uma viagem ao percurso artístico de Manuel Cargaleiro, composto por muitas décadas de inesgotável vontade criativa, intensa e sempre rica nas suas propostas e aberta a novos caminhos. “A Essência da Cor” integra um conjunto muito significativo de serigrafias elaboradas entre 1973 e 2010

    Desenhador, pintor e ceramista, Manuel Cargaleiro é natural de Vila Velha de Ródão, onde nasceu a 16 de março de 1927. Desde 1950, quando realizou a sua primeira exposição individual de cerâmica, o artista tem apresentado as suas obras em inúmeras mostras em Portugal, França, Suíça, Itália, Bélgica, Alemanha, Espanha, Brasil, Japão, entre muitos outros países.

    Mestre Manuel Cargaleiro foi agraciado em 1984 com o Grau de Officier des Arts et des Lettres pelo governo francês e em 2017 foi condecorado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique. A Fundação Manuel Cargaleiro, criada em 1990, gere o Museu Cargaleiro que recebeu todo o espólio do artista e é herdeira e detentora de um significativo património com grande valor artístico, histórico e cultural.

  • Mike Ghost expõe em Quarteira

    Mike Ghost expõe em Quarteira

    Mike Ghost é natural de Quarteira e apresenta esta exposição fotográfica, um ensaio sobre Quarteira contemporânea. O fotógrafo e músico tem uma forma peculiar e realista de abordar os temas, convidando a conhecer um estilo de vida que «se vive na cidade desde sempre, que evolui ao longo dos tempos, mas que não perde a sua verdadeira essência».

    “Esplanada” procura afastar-nos do ambiente de estúdio do fotógrafo, transportando-nos imediatamente para «um ambiente exterior, um terreno descoberto, um lugar povoado por mesas, cadeiras, bebidas e pessoas junto à praia, transporta-nos para um ambiente de verão, quando a população de Quarteira duplica e nas esplanadas encontramos os habituais conhecidos e os habituais desconhecidos».

    Nesta altura do ano, nestes lugares comuns, a cidade que tão bem sabe receber, expande os seus horizontes. O som e a imagem são indissociáveis no seu processo criativo de Mike Ghost. Imagens e sonoridades acontecem sempre em simultâneo, sem hierarquia. Mike pertence a uma talentosa geração de criativos de Quarteira que hoje é reconhecida internacionalmente.

    Recebe influências que podem ser reconhecidas no seu trabalho vindas de artistas de gerações precedentes, tais como Martin Parr ou Jurgen Teller, fotógrafos que trabalharam sobretudo o retrato.

    A exposição vai estar patente ao público até 29 de outubro, no seguinte horário: de terça-feira a sábado, das 15:00 horas às 20:00 horas e das 21:00 horas às 23:00 horas, até final de agosto; de terça-feira a sábado, das 10:00 às 13:00 horas e das 14:00 às 18h00 horas, partir do início de setembro.

  • Banho Santo regressa à Manta Rota

    Banho Santo regressa à Manta Rota

    A Manta procura recuperar antigas tradições e este era o dia em que as pessoas que viviam na serra algarvia vinham até à praia, acompanhadas dos seus animais, para tomar um banho de mar, que se acreditava ser capaz de curar todas as maleitas.

    Após o banho havia tempo para um pic-nic, cantar e dançar ao som do acordeão.

    A associação está a convidar para, todos os interessados, em participar na celebração da efeméride, a comparecerem devidamente trajados, no início da zona pedonal da Manta Rota, junto à papelaria Marta, no dia 29 de agosto, pelas 10:00 horas, a fim de integrar o cortejo e o Banho Santo, com paragem no Largo S. João da Degola.

  • Arte pelas ruas de Ayamonte encerra hoje

    Arte pelas ruas de Ayamonte encerra hoje

    É um total de 130 artistas ligados, com mais de mil obras, numa exposição ao ar livre, pelas ruas da cidade fronteiriça a Vila Real de Santo António, a magia da Caminhada pela Arte, ausente durante os dois anos, por causa da pandemia da Covid-19.

    Regressaram as grinaldas de lâmpadas às suas estreitas do centro de Ayamonte. Cor, luz, a arte e cultura neste município que leva a arte nas suas idiossincrasia e é berço do grande artistas da pintura e da escultura,

    Lola Martín, irmãos González Sáenz, Rafael e Joaquín, José Vázquez, o ilustrador Prudencio Navarro Pallares ou do escultor que criou o seu próprio estilo no imaginário andaluno do Século XX, Antonio León Ortega.

    Esta nona edição e é organizada pelo workshop de arte La Escalera e pela câmara municipal da cidade fronteiriça, que nutre uma imensa admiração por Joaquín Sorolla, pintor que capturou como nenhum outro a luz do Sul, da Andaluzia.

    A Caminhada pela Arte foi inaugurada na sexta-feira à noite no centro cultural da Casa Grande pela presidente da câmara, Natalia Santos, que, para além dos aspetos relacionados com a atividade artística, destacou o impacto económico deste evento cultural.

    Este ano incorporaram também as atuações da Pulse and Pick Orchestra da Polymnia Association of Ayamonte, e um quarteto de cordas de Huelva, que colocou a nota musical nas duas noites de arte.

    A última edição presencial do Paseo por el Arte contou com obras de cerca de 120 artistas, bem como a presença, segundo o Consistório Ayamontino, de mais de 28.000 visitantes.

    A iniciativa surgiu do entusiasmo dos artistas que compõem o workshop de arte La Escalera, que sempre se convenceram de que é possível reunir profissionais e amadores de arte no mesmo espaço, e que Ao mesmo tempo, também quiseram reconhecer o trabalho de artistas desaparecidos. Outro dos seus objetivos sempre foi apoiar a cultura da sua cidade.

  • História de Silves evocada na Feira Medieval

    História de Silves evocada na Feira Medieval

    Para Rosa Palma, presidente da câmara municipal, recriar o quotidiano numa das sexta-feiras do ano de 1147 é o mote da edição atual, pelo que a autarquia convida os visitantes para possam experienciar «Um dia na História». Silves recua ao quotidiano da Xilb islâmica, numa das sextas-feiras do ano de 1147 que enche a madinat Xilb de momentos e sons já tão conhecidos, como as boas vindas dadas pelo Vizir, o chamamento à oração pelo Al-Muezzin, o burburinho dos vendedores e o som da música e alegria contagiante destes dias.

    Muita animação, caso de dois torneios diários, um espetáculo no Castelo, uma dezena de pontos de animação fixos, animação itinerante, seis praças de tascas medievais, dois roupeiros, um espaço educativo e lúdico dirigido aos mais novos (Xilb dos Pequenos), mais de duas dezenas de grupos de animação.

    Através da recriação histórica também se pode apreciar um acampamento berbere com mercadores de produtos exóticos, ferreiros, carpinteiros e oleiros a trabalhar nos seus ofícios e as habituais experiências medievais são alguns dos atrativos desta Feira Medieval de Silves, que regressa após dois anos devido à pandemia, onde também marcam presença mais de uma centena de expositores, entre artesãos, mesteirais, doçaria, místicos, mercadores e mouraria.

  • Senhora dos Mártires é festa de Castro Marim

    Senhora dos Mártires é festa de Castro Marim

    O primeiro dia foi dedicado à juventude com a «Glow Run Party» e atuações de Blac P, Possessivo e Gustavo Vera, no Revelim de Santo António. Ontem aconteceu no mesmo local teatro de revista com a peça «É disto qu’a minha Maria gosta», seguida de uma atuação da bailarinas da Arutla.

    Hoje, dia de 14 de agosto o ponto alto dos festejos, será com a transmissão do programa da TVI «Somos Portugal» e a realização da feira de artesanato e etnografia na Praça 1.º de Maio, com animação a cargo de vários artistas e apresentação de Mónica Jardim, Fanny, Santiago Lagoá, Ben e o reporter João Valentim, natural de Castro Marim, entre as 14:00 e as 20:00 horas.

    À noite sobem ao palco o Grupo +2, pelas 21:30 e os Mini-Break uma hora depois.

    O dia principal dos festejos, é amanhã, 15 de agosto, logo a partir das 09:00 horascom o hastear da bandeira nos Paços do Concelho, na presença das autoridades locias.

    Seegue-se a quarta edição do torneio de futsal em honra de Nelson Solá e, por volta do meio-dia decorrerá uma missa solene e às 19:00 horas e recitação do terço, com a procissão a sair para a rua uma hora depois. À noite, pelas 21:30 horas , está agendado um baile com o Duo Reflexo e um concerto da fadista Sara Correia, pelas 22:30.

  • Ao domingo há Jazz na margem do Guadiana

    Ao domingo há Jazz na margem do Guadiana

    O rio é cenário principal, o ambiente quer-se de descontração para ver e ouvir o Nebuchadnezzar Group, a 14 de agosto, João Frade Jazz Trio, a 21, e Papa Dragon a 28, sempre a partir das 19:00, com entrada gratuita.

    O Nebuchadnezzar Group formou-se em 2014 e é composto por Cláudio Alves, João Ferreira, Hugo Santos e Maximiliano Llanos, que dará um concerto que também tem incursões em géneros como rock e drum and bass.

    João Frade é um músico algarvio que acompanha Mariza nas suas digressões e tem no seu currículo o prémio de campeão mundial de acordeão. Já o projeto Papa Dragon é composto por José Vieira na guitarra, João Melro na bateria e Luís Henrique no baixo, que apresentará cinco temas originais gravados durante o confinamento da pandemia de covid-19.

    A uma iniciativa desenvolvida pela Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, em parceria com as associações e coletividades locais.

    Hugo Santos
    Hugo Santos