FOZ – Guadiana Digital

Categoria: Cultura

  • Ciclo «Arquivo entre Histórias» e regresso do Prémio Nacional António Rosa Mendes

    Ciclo «Arquivo entre Histórias» e regresso do Prémio Nacional António Rosa Mendes

    Neto Gomes dirigiu a roda de amigos, intelectuais algarvios, professores, estudantes e estudantes já professores, jornalistas que falaram durante quase duas horas sobre o professor universitário e político, recordando-o com as intervenções e a saudade, a fazer sentir a nostalgia da sua ausência.

    A viúva, Lurdes Rosa Mendes, esteve presente, bem como Luísa Travassos, diretora do Jornal do Algarve, do qual o homenageado era colaborador.

    O vereador que detêm a responsabilidade do «Património Material e Imaterial» na câmara municipal de Vila Real de Santo António Fernando Horta, revelou que o município decidiu trazer de volta o Prémio Nacional António Rosa Mendes, interrompido devido ao facto da autarquia não ter condições para continuar com a iniciativa, segundo afirmou.

    Intervieram nan homenagem Fernando Cabrita, Marco Sousa Santos, Amélia Cunha, Andreia Fidalgo, Luísa Travassos, José Cruz, Fernando Pessanha, Mário Sousa, Neto Gomes e Lourdes Rosa Mendes que agradeceu sentidamente a homenagem prestada e o reconhecimento assinalado pelo contributo e a dedicação de uma vida ao ensino, à investigação, à cultura e ao Algarve.

    Quem foi António Rosa Mendes

    Professor na Faculdade de Ciências Humanas e Sociais na Universidade do Algarve, lecionou disciplinas de História da Cultura, História do Algarve e Direito do Património Cultural. Foi diretor da Biblioteca da UALG e coordenou o curso de mestrado em História do Algarve, além de ter sido responsável pelo Centro de Estudos de Património e História do Algarve.

    Natural de Vila Nova de Cacela, estudou em Faro e licenciou-se em História e em Direito. Mestre e Doutor em História, António Rosa Mendes, em 2005 foi presidente de «Faro, Capital Nacional da Cultura».

  • Nadir Afonso com exposição em Reguengos

    Nadir Afonso com exposição em Reguengos

    Esta mostra foi possível através da colaboração da autarquia com a Fundação Nadir Afonso e poderá ser visitada de segunda-feira a sábado das 9h às 12h30 e entre as 14:00 e as 17:30 horas.

    A exposição “Civilização” apresenta 22 serigrafias editadas durante quase quatro décadas e três tapeçarias realizadas pela Manufatura de Tapeçarias de Portalegre. Os temas dominantes desta mostra são as cidades e as civilizações e integra obras como “Évora Surrealista”, “Procissão em Veneza”, “Copacabana”, “Idade Média”, “Dusseldorf”, “Babilónia”, “Sevilha”, “Pequim”, “Os Portugueses”, “Parque de São Paulo” e “Pontes sobre o Reno”.

    Os traçados geométricos evocam “pontes, jardins, catedrais, construções que contrastam com os horizontes e as águas onde as formas se espraiam, como que absorvidas pela imensidão dos céus ou dos oceanos, numa grande variação cromática. O artista considerava que a combinação das formas desencadeia entre elas relações e espaços intermédios cujas proporções devem ser igualmente harmoniosas, pois para realizar a obra de arte é necessário que as formas complementares mantenham as leis de proporções que a sensibilidade pressente nas formas elementares”.

    Nadir Afonso nasceu no dia 4 de dezembro de 1920 e faleceu no dia 11 de dezembro de 2013 e é considerado um dos artistas de maior relevo da arte do século XX e XXI, pioneiro na arte cinética em Portugal, corrente que explora efeitos visuais através de movimentos físicos ou de ilusão de ótica. Autor de uma obra singular e sustentada no contexto artístico internacional, o artista foi Doutor Honoris Causa pela Universidade Lusíada de Lisboa (2010) e pela Universidade do Porto (2012) e condecorado com os graus de Oficial (1984) e Grande-Oficial (2010) da Ordem Militar de Sant’lago da Espada.

    Durante a sua carreira teve vários períodos, nomeadamente primeira modernidade, surrealista, barroco, pré-geometrismo, egípcio, espacillimité, ogival, perspético, antropomórfico, organicismo, fractal e realismo geométrico. Nadir Afonso fez muitas vezes apelo ao rigor matemático, acreditando que o Homem antes de adquirir o sentido abstrato do equilíbrio moral possuía já o sentido concreto do equilíbrio e do rigor espacial dados pela Geometria, a sua primeira ciência, um dos seus primeiros cultos e uma das paixões do artista. As obras de Nadir Afonso têm sido exibidas em centenas de exposições e os seus trabalhos integram coleções públicas de importantes museus portugueses e estrangeiros, como o Museu Nacional de Soares dos Reis, Museu Nacional de Arte Contemporânea, Fundação Calouste Gulbenkian, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Brasil), CitiBank (Nova Iorque, Estados Unidos da América), Centre George Pompidou (Paris, França), Museum Im Kulturspeicher (Würzburg, Alemanha) e Szépmüvészeti Múzeum (Budapeste, Hungria).

  • Em Tavira há uma viagem harmónica pelo acordeão

    Em Tavira há uma viagem harmónica pelo acordeão

    A igreja do Espírito Santo, é um templo rico em história e beleza arquitetónica, proporcionará o cenário perfeito para um concerto que promete explorar a vasta gama de repertório em acordeão, bandonéon e accordina, desde o período Barroco até ao Contemporâneo.

    Nascido, em Faro, em 1979, Gonçalo Pescada é doutorado em Música e Musicologia pela Universidade de Évora e tem uma carreira internacional, apresentando-se como solista em orquestras de vários países e sob a direção de grandes maestros. Atualmente, é Professor Auxiliar no Departamento de Música da Universidade de Évora.

    A câmara municipal de Tavira apela ao desfrutar de uma viagem harmónica, num espaço de grande valor patrimonial!

  • Fernando Pessanha doutorado pela Universidade de Huelva

    Fernando Pessanha doutorado pela Universidade de Huelva

    Com o título «Nuno Fernandes de Ataíde, o “nunca esta quieto” – A acção do capitão de Safim no apogeu da presença militar portuguesa em Marrocos», esta tese orientada por António Sánchez González, da Universidade de Huelva, y Vítor Gaspar Rodrigues, da Universidade de Lisboa, aborda ação militar do alcaide-mor de Alvor e capitão de Safí, nos Algarves e além-mar, em Marruecos.

    Conhecido pelos seus contemporâneos como o «nunca parado», Nuno Fernandes foi um dos capitães da Expansão Portuguesa no Norte de África. Através da sua ação militar, este comandante liderou uma série de campanhas vitoriosas que chegaram às portas de Marraquexe e do Grande Atlas. Foi o precursor do primeiro protetorado europeu em Marrocos, 400 anos antes da instituição dos protetorados contemporâneos espanhol e francês.

    Segundo o historiador português, apesar de Nuno Fernandes de Ataíde ter sido o grande paladino do projecto imperial do rei D. Manuel de Portugal, no Norte de África, (com uma operação militar que só se compara à ação de Afonso de Albuquerque no Oriente), ainda não existia nenhuma tese académica dedicada à sua ação estratégica e militar. Esta tese permite-nos finalmente colmatar esta lacuna na historiografia da Expansão Ibérica no início do século XX. XVI.

    O tribunal, integrado por David González Cruz, professor de História Moderna da Universidade de Huelva; María Augusta Lima Cruz, professora da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade do Minho; e Manuel Fernández Chaves, professor da Universidade de Sevilha, decidiram atribuir a classificação «excelente por unanimidade» à investigação do agora Doutor Fernando Pessanha.

    Texto de Adela M. Sevilla
  • Imprimir plantas com a luz do Sol

    Imprimir plantas com a luz do Sol

    «A Cianotipia é uma técnica manual da fotografia para imprimir em negativo monocromático, com a utilização de uma emulsão que revela as imagens a partir da luz UV em diferentes tonalidades de azul», diz-nos o CIIP/Cacela.

    A oficina será orientada por Catarina Candeias, natural de Lagos, Portugal (1990), formada em Artes Visuais pela Universidade do Algarve (2011) e realiza-se na Antiga Escola Primária de Santa Rita.

    Os promotores apresentam Catarina como «uma apaixonada pela Natureza, arte e terapia. A natureza faz parte do seu processo criativo e levanta questões sobre o papel da arte, a relação do ser humano com a Natureza e a sociedade. Actualmente, trabalha como terapeuta, de forma a encontrar o equilíbrio do corpo, relembrando que nós também somos Natureza. Utiliza o desenho, a fotografia, a cerâmica, entre outros médiuns, recorrendo a materiais e ingredientes naturais, elementos que a inspiram, característicos do lugar onde trabalha e a região onde habita – o Algarve».

  • António Horta Correia com sexto livro de «Memória & Documentos”

    António Horta Correia com sexto livro de «Memória & Documentos”

    O sexto volume, dado à estampa pela editora algarvia, Arandis tem por título «Notícias de Vila Real de Santo António», e recolhe informação sobre Vila Real de Santo António, nos anos de 1922 e 1923, aquando do despertar do turismo em Monte Gordo. O autor enriqueceu as notícias compiladas com notas próprias, em rodapé, onde biografa personalidades e contextualiza a notícia na realidade económica e social da época.

    O autor, António Horta Correia, nasceu em Vila Real de Santo António em 1932, é licenciado em Finanças e exerceu a sua atividade profissional em empresas do setor das conservas de peixe. Foi professor, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vila Real de Santo António, vereador e o presidente da Câmara Municipal. Tem dedicado os últimos anos à investigação histórica local e à genealogia, tendo produzido um vasto conjunto de obras, que já constituem bibliografia obrigatória para quem se dedica à história do concelho e de todo o Algarve.

    Publicado pelo Arandis Editora, a obra poderá ser adquirida aqui. Já está em fase de conclusão o VII volume da coleção.

  • Novo livro de poemas de Marinel Oxiela

    Novo livro de poemas de Marinel Oxiela

    Os títulos dos seus livros têm em comum terminarem com reticências, curiosidade que se assinala. A autora declamou alguns dos seus poemas, com uma voz suave e apelativa, própria da poesia simples e lírica, onde abundam os temas mais profundos da vida humana e uma grande preocupação pelos mais frágeis, sob o silêncio atento do público presente, maioritariamente feminino.

    Essa mesma característica é assinalada pelo conterrâneo Rui Domingos Mateus, no prefácio «creio ser de destacar, antes de mais, a grande simplicidade dos seus versos e a rara beleza que, deles, e face a essa mesma simplicidade, genuinamente decorre»

    O prefácio foi lido aos presentes por Assunção Constantino, a bibliotecária que apresentou a sessão, uma vez que a autora prescindiu de qualquer outro apresentador, habituada que está, como disse, a encarar a vida de frente com o seu esforço individual.

    Mrinel Oxinela é o pseudónimo de Maria Manuela Aleixo, a quem os portugueses já viram em vários programas televisivos. Nasceu em Vila Real de Santo António em 3 de Fevereiro de 1942 e, aos 8 anos, foi viver para Lisboa, que considera a sua terra de adoção.

    Licenciada em Ciências Matemáticas, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, foi professora de Matemática do Ensino Secundário Oficial, tendo leccionado no Liceu de Camões e na Escola Secundária de Camões, e aposentado no ano de 2003.

    A poesia rigorosamente ritmada de Marinel Oxinela, terá beneficiado da aptidão para o ordenamento numérico matemático.

    Deixamos o poema do Abraço, que bem identifica as caraterísticas da autora:

    O ABRAÇO

    [su_note]O abraço é como o beijo,
    Ele dá-se, não se vende,
    Seja qual for o ensejo,
    É um laço que nos prende.

    Dá-se para felicitar
    Ou para animar alguém,
    Ao partir e ao chegar
    E sempre que isso convém.

    Este gesto tão singelo,
    Mas pleno de emoções,
    É simples, mas é tão belo,
    Encosta dois corações.[/su_note]

  • José Saramago na Biblioteca Municipal Carlos Brito

    José Saramago na Biblioteca Municipal Carlos Brito

    No mesmo dia, será inaugurada em Alcoutim, a exposição «Viagem Fotográfica ao Algarve», um projeto da associação 1/4 Escuro, Associação de Fotógrafos Amadores de Vila Real de Santo António (VRSA), apoiado pela DRCAlg, e realizado em colaboração com a Fundação José Saramago e a Região de Turismo do Algarve.

    Estas iniciativas integram as comemorações das festas do Município de Alcoutim, sendo que a exposição “Viagem Fotográfica ao Algarve” já passou por Vila Real de Santo António, Castro Marim, Lepe (Huelva – Espanha), Olhão e Tavira, e vai ainda percorrer a totalidade dos concelhos que integram a “Rota Literária Saramago no Algarve”

    Segundo a opinião da DRCAlg, «estes projetos constituem uma oportunidade para dar a conhecer um território que inspirou vários escritores, nomeadamente os lugares, os monumentos, as paisagens, os sabores e as gentes, mas também promover o Algarve como destino de turismo literário».

    O mote para a criação dos itinerários, da «Rota Literária Saramago no Algarve», promovido pela DRCAlg, foi a vontade de refletir sobre o território: se aquele foi o Algarve visto, em 1980, por José Saramago, como será o Algarve de agora?

    Os fotógrafos participantes no projeto, realizaram uma visita aos concelhos referidos e inspiraram-se nos textos escritos por José Saramago aquando da sua passagem pelo Algarve. O fotógrafo algarvio, André Boto, distinguido, pela FEP – Federation of Professional European Photographers, como «Fotógrafo Europeu do Ano», em 2023, participa no projeto com a fotografia de Silves e com a edição das restantes fotografias selecionadas para a exposição, refere nota do mesmo organismo.

  • Vem aí o banho de S. João da Degola

    Vem aí o banho de S. João da Degola

    As festas populares em honra de São João de Degola celebram-se na Manta Rota, concelho de Vila Real de Santo António, até ao dia 31 de agosto, incluindo o tradicional Banho Santo, anunciou a autarquia, tendo os festejos início no próximo dia 27 , às 09:30 horas, precisamente no Largo São João da Degola, com a Corrida e Marcha Passeio, com um percurso de 10 quilómetros de corrida e sete quilómetros de caminhada.

    A recriação histórica no areal da praia da Manta Rota procura recordar o dia em que as gentes da serra algarvia se deslocavam até à praia, acompanhadas pelos animais de carga, para tomar um banho que se acreditava ser santo e capaz de curar todos os males. No final do ritual, a celebração era rematada com um piquenique.

    Às18:30 vai decorrer uma missa na capela em memória do martírio de São João Batista, seguida de uma procissão pelas 19:30 horas.

    Às 22:30 horas, a cantora Micaela sobe ao palco, terminando a sua atuação com um espetáculo de fogo de artifício, pelas 00:00 horas, no Largo São João da Degola.

  • XXIV Dias Medievais começam amanhã em Castro Marim

    XXIV Dias Medievais começam amanhã em Castro Marim

    Rainha, o Bobo da Corte, o Frade e o Cavaleiro têm nesta edição a companhia de um especial convidado, o Falcoeiro, sendo estas as personagens que recebem todos quanto visitarem a vila histórica do Algarve, ne margem direita do rio Guadiana, para penetrarem nos mistérios da história medieval.

    Como já o dissemos em artigo anterior, a ilustração dos XXIV Dias Medievais em Castro Marim é de Elias Gato, ilustrador, impressor gráfico, professor, mediador cultural e editor independente, licenciado em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa e mestre em Via Ensino de Artes Visuais pelo Instituto de Educação.

    Elias Gato, 34 anos, nasceu na localidade suíça de Vevey, mas tem alma castromarinense, onde cresceu e estudou e onde atualmente reside. Entre as suas várias talhas profissionais, é de destavar a conquista do prémio de 2016 de Literatura Infantil do Pingo Doce (ilustração) e a dinamização do projeto Estação das Artes, a funcionar em São Bartolomeu, um espaço de criação e de criatividade em que promove workshop’s e recuperação de técnicas de reprodução e pintura.

    A Câmara Municipal de Castro Marim é a organizadora e promotora do evento.

  • Angústia sobre o futuro no Teatro Lethes

    Angústia sobre o futuro no Teatro Lethes

    Metade dos trabalhadores da Companhia de Teatro do Algarve , ACTA , seis, já foram para o desemprego desde o início do ano e um outro deverá seguir o mesmo caminho ainda este mês. o que deixa a direção angustiada, segundo Luís Vicente.

    O motivo é atribuído à falta do apoio do Estado, e a ACTA decidiu adiar a estreia da peça “O Marinheiro”, de Fernando Pessoa, prevista para o próximo dia 28 de julho, devido à falta de verbas para apoios pontuais para a Criação-Teatro da Direção-Geral das Artes, embora existam esperanças de estreia estreia a 3 de Novembro próximo, no caso chegue o apoio.

    A ACTA , excluída em 2022 do Programa de Apoio Sustentado, na modalidade de Teatro, para quatro anos, está agora a aguardar os resultados do Concurso Pontual de Apoio à Criação-Teatro da Direção-Geral das Artes, inicialmente previstos para final de maio, e já com anúncio para julho.

    Luís Vicente queixa-se do sistema que «permitiu uma companhia da Amadora, o Teatro do Elétrico, ter ficado com as verbas previstas para o Algarve do Programa de Apoio Sustentado para o quatriénio», fazendo com que Lisboa tenha Teatro com as verbas do Algarve-

    “Em Lisboa está a acontecer teatro com verbas do Algarve. Não é normal”, desabafou Luís Vicente, acrescentando que também não acharia normal “se o ACTA concorresse a apoios de outros distritos do país”.

  • Lídia Jorge vence prémio APE de romance e novela

    Lídia Jorge vence prémio APE de romance e novela

    Esta é a segunda vez que Lídia Jorge conquista o Grande Prémio da APE. Em 2002 foi distinguida pelo romance de 2002, «O vento assobiando nas gruas».

    O romance «Misericórdia», editado pela D. Quixote, foi considerado pelo júri, como «um hino à leitura, à literatura e ao poder transformador de ambas na vida do humano, mas também ao poder da literatura para levantar do chão os desvalidos do tempo e do imaginário social comum».

    Na ata da fundamentação da escolha, o júri considera tratar-se de um romance de uma rara maturidade discursiva, que não deixa de «surpreender pela sua aparente simplicidade, a qual exige do leitor um certo modo de afinação ou adestramento capaz de lhe permitir captá-lo na malha da sua discreta complexidade».

    O Grande Prémio de Romance e Novela 2022, da Associação Portuguesa de Escritores, instituído em 1982, conta com o apoio da Direção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas, e tem um valor pecuniário de 15.000 euros.

    A atual edição do prémio contou ainda com os apoios da Câmara Municipal de Grândola, da Fundação Calouste Gulbenkian e do Instituto Camões.

    O júri desta 41.ª edição foi composto por José Manuel de Vasconcelos, Isabel Cristina Rodrigues, Maria de Lurdes Sampaio, Mário Avelar, Paula Mendes Coelho e Salvato Teles de Menezes.

  • Um tavirense que nunca existiu conta as suas memórias

    Um tavirense que nunca existiu conta as suas memórias

    Na mesa, estavam presentes o Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Tavira, Pedro Nascimento, Ana Cristina Matias, professora, Mariana Batista Machado, encarregada da Biblioteca da Misericórdia e o autor, Ofir Chagas.

    A cerimónia foi precedida de um momento musical acústico, proporcionado por dois amigos do autor, em Vila Real de Santo António, Mírian Rodrigues e José Cruz, seguindo-se, no final da cerimónia, uma visita guiada à Biblioteca onde ficam disponíveis para consulta as obras que conformaram a biblioteca do autor.

    Na análise da professora, Ana Cristina Matias, o ritmo narrativo é rápido, predomina a narração. O discurso direto é raro e a normalmente é muito bem escolhido, no sentido de ser uma afirmação de uma personagem que nos cativa. A quantidade das discrições, posso dizer que elas são são parcas, mas necessárias. Há, por exemplo, as várzeas da serra algarvia. A linguagem é clara. Há o narrar de factos históricos ou políticos relevantes para a cidade.

    A solicitação de Ofir Chagas, a Igreja foi entoada com uma salva de palmas em memória de Arnaldo Casimiro Anica, tavirense a quem muito se ficou a dever, pelo seu empenhamento cultural, numa simples homenagem «a esse conceituado historiador».

    Ofir Chagas fez alguns agradecimentos a pessoas que foram a base do lançamento do seu livro e afirmou que seria mesmo o último a ser publicado. Referenciou a atitude de Pedro Nascimento, Provedor da Santa Casa da Misericórdia pelo acolhimento da sua «singela biblioteca, com a consciência de que quando eu próprio desaparecer encontra uma longa existência e a utilidade que possa servir os tavirenses». Igualmente «por ter autorizado o lançamento deste livro neste histórico».

    Ausente fisicamente, mas presente na obra esteve o tavirense que nunca existiu Benvindo dos Reis Correia.

    A imagem é de Vitor Cardeira, que captou um momento extraordinário, na apresentação de um livro. Testemunhamos que a gata estava ali de livre vontade.
  • Fotografia de João Taborda exposta em Reguengos de Monsaraz

    Fotografia de João Taborda exposta em Reguengos de Monsaraz

    A mostra integra 27 fotografias e expõe as fotos de João Taborda, (1950-2020) estando aberta ao público de segunda-feira a sábado das 10:00 às 12:30 horas e entre as 14:00 e as 17:30 horas.

    João Taborda, conceituado pneumologista com talento para a fotografia, realizou mais de 40 exposições em Portugal e no estrangeiro. O gosto pela fotografia surgiu-lhe na adolescência com o pai e o avô e quando tinha tempo para fotografar procurava sempre tirar fotografias humanizadas.

    joao taborda expo 2
    João Taborda

    Durante a sua carreira recebeu mais de 800 distinções na área da fotografia nos cinco continentes, entre as quais mais de 300 medalhas de ouro, como a medalha de ouro da Sociedade Americana de Fotografia que lhe foi atribuída mais de 40 vezes, mas também 30 medalhas de ouro da Federação Internacional de Arte Fotográfica e 12 medalhas de ouro da União Global de Fotógrafos.

    João Taborda alcançou o primeiro lugar na categoria Rostos e Personagens dos Prémios Internacionais de Fotografia de Siena em 2017 e recebeu em 2019 o título de Master da Sociedade Americana de Fotografia. Em 2021 foi lançado o livro «João Taborda – Um Fotógrafo Humanista».

  • Programação de Verão em VRSA

    Programação de Verão em VRSA

    Todas as freguesias do concelho de Vila Real de Santo António vão contar com experiências acessíveis a todos os residentes e visitantes, que pretendem refletir dinamismo e a diversidade cultural e desportiva do município.

    A programação arrancou ontem com o espetáculo de rua «Mutabilia», que junta circo contemporâneo e teatro físico, na Avenida da República, frente à capitania em Vila Real de Santo António.

    Programa

  • Mística moura regressa a Cacela Velha

    Mística moura regressa a Cacela Velha

    Haverá dança oriental e tribal com fogo, Helena Madeira – Melodias de Al-AndalusSufi, SoulTeatro de Rua_O triângulo do Al-Gharb. Sons, cheiros, cores e tradições do Mediterrâneo estão de volta a Cacela Velha, durante esses três dias, a ocupar os múltiplos recantos da histórica localidade e a transportar os visitantes para o fascinante universo das «Mil e Uma Noites», com experiência cultural única num cenário deslumbrante.

    A Ria Formosa é o pano de fundo e  o evento revisitará os tempos em que a população moura tinha um importante peso no sul do território, cujas marcas ainda hoje estão presentes nos hábitos, nos costumes e nas paisagens.

    A programação diária das «Noites da Moura Encantada» oferecerá uma variedade de atividades e espetáculos que prometem encantar o público de todas as idades. Diariamente, as portas do recinto abrem às 18h00, onde os visitantes poderão começar por explorar o souk, mercado de artesãos, onde será possível descobrir produtos únicos e tradicionais. A entrada em todo o recinto é gratuita.

    Durante toda a noite, haverá demonstrações de caligrafia árabe, trazendo a arte da escrita de uma forma que promete ser bela e fascinante. Além disso, serão realizadas oficinas de percussões árabes no Largo da Fortaleza, onde os participantes poderão aprender e envolver-se com os ritmos vibrantes da música árabe.

    Os visitantes também terão a oportunidade de se encantar com espetáculos de dança oriental, onde as habilidades e a graciosidade dos bailarinos serão exibidas junto à cisterna e no Largo da Fortaleza. A música ao vivo também será uma atração, com Helena Madeira a apresentar «Melodias de Al-Andalus» na igreja matriz de Cacela, transportando os ouvintes para uma viagem sonora pela história e cultura árabe.

    O teatro de rua «O triângulo do Al-Gharb» será apresentado no adro da igreja, envolvendo o público numa narrativa que retrata a convivência entre as diferentes culturas que coexistiam na Península Ibérica.

    Ao longo da noite, diversos artistas e músicos irão animar as ruas de Cacela Velha com performances cativantes. O grupo EL LAFF irá mesclar música e dança oriental, enquanto Rita Sales encantará o público com seus contos do Mediterrâneo. O espetáculo SUFI SOUL proporcionará quadros envolventes de música e dança oriental, mergulhando os espectadores numa atmosfera de encantamento e beleza.

    Para encerrar a noite, haverá espetáculo de dança oriental e tribal com manipulação de fogo será realizado no Largo da Fortaleza, criando um momento verdadeiramente memorável para todos os presentes.

    As «Noites da Moura Encantada» é um evento organizado pela Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, Ibérica – Eventos e espetáculos e ADRIP – Associação de Defesa do Património de Cacela. A entrada é gratuita.

    Contexto histórico das Noites da Moura Encantada

    O Mediterrâneo – e os territórios que em torno dele se organizam – teve sempre a capacidade de atrair gentes de diferentes culturas e credos e a localização geográfica do Algarve – o antigo Gharb – facilitou, desde a antiguidade, as trocas culturais e comerciais.

    Cacela, importante núcleo urbano durante este período, foi um relevante ancoradouro integrado nesta densa rede de ligações, cujos barcos que ali aportavam, vindos do Levante, traziam novas modas, produtos e costumes.

    Após a reconquista, ocorrida no século XIII, as marcas da presença da população moura no sul do território continuaram a refletir-se nos hábitos, costumes e paisagens, sendo ainda hoje possível observar marcas dessa época de esplendor

  • Contos de EnContros

    Contos de EnContros

    A Marca de Fronteira Alcoutim Sanlúcar de Guadiana, do município de Alcoutim promove, durante o mês de junho, o Ciclo de sessões de contos intitulado Contos de EnContros.

    As sessões são dinamizadas pelos contadores de histórias Rita Sales e Pedro Faria Bravo, que têm vindo a desenvolver projetos na região, em estreita colaboração com as populações e comunidades locais. Entre os projetos já realizados destacam-se De Boca em Boca – histórias a nutrir comunidades, Caminhos Contados – percursos pedestres performativos e Contos ao Largo.

    Com os Contos de EnContros, este casal de contadores de histórias quer valorizar a cultura, a arte, as histórias e o património imaterial, através da proximidade com as populações locais e a partilhar histórias de outras terras e incentivar a partilha de histórias locais através da iniciativa “agora contas tu”.

    É a forma como se pretende-se desinibir a comunidade local e torná-la participante ativa nas sessões. Os Contos de EnContros irão percorrer o território do concelho de Alcoutim, passando pelas povoações das Cortes Pereiras no dia 13, Vaqueiros, no dia 16, Pereiro, no dia 20, Balurcos , no dia 22, Martim Longo, no dia 23, Farelos, no dia 27 e Giões dia 29 do mês em curso.

    Estas sessões contam com o apoio das Juntas de Freguesia, associações e populações das localidades por onde irão passar. ,A ação está integrada no projeto 0779_FORTours_IB_5_F, Fortificações de Fronteira: Fomento do Turismo Cultural Transfronteiriço, aprovado no âmbito da 6ª Convocatória do Programa Operativo INTERREG V A ESPANHA PORTUGAL, (POCTEP 2014-2020)

  • Uma caixa de perguntas na Mina de S.Domingos

    Uma caixa de perguntas na Mina de S.Domingos

    A comunidade local participa activamente na sua criação, sendo o texto e encenação de Miguel Maia, sendo considerada a maior produção do projeto MALACATE, que tem mobilizado diversos habitantes da Mina de S. Domingos, nos últimos meses, nas diferentes fases de investigação, criação, construção de figurinos, cenários e ensaios.

    O Caixa de Perguntas é um espetáculo teatral que contará com a participação de muitos habitantes da Mina e do seu conhecido grupo coral, para além do elenco de atores profissionais convidados.

    Tem uma fábula associada, com o seguinte argumento: “Em pleno séc. XXII, há uma aldeia onde mora um grande mecanismo chamado sem-fim, fonte de prosperidade e felicidade de um povo que habita sempre no presente. Neste grande centro tecnológico os dias são iguais mas nem por isso menos felizes – vive-se sempre agora. Mas num destes dias sempre iguais a aldeia recebe a visita de um estranho forasteiro que tem um simples pedido a fazer-lhes. A partir daí nada será como dantes. Ou aliás, como agora“.

    No cruzamento com o mito da caixa de Pandora e um reflexão sobre o que é a memória, num lugar tão fértil como a Mina, o projeto inclui uma forte componente audiovisual, consumando uma ideia de transdisciplinaridade e de confronto de linguagens que interessa explorar, para além de reforçar o caráter impressivo do espetáculo, enquadrado por uma das ruínas mais significativas do lugar – o cais do minério – um paredão de pedra de grandes dimensões, ocupado aqui e ali por aberturas, antigos postigos de desembarque do minério que logo ali ao lado via a luz do dia após a extração.

    “Caixa de Perguntas” é um espetáculo inserido no projeto MALACATE – um projeto de intervenção artística multidisciplinar criado especificamente para a Mina de São Domingos (Mértola): um local com marcante passado de exploração mineira, de que é prova o edificado industrial de impressivo valor estético que ainda subsiste.

    Fotos promocionais de Mário Jerónimo Negrão.
  • Hammam e Casa de Chá na Casa Cor de Rosa em Mértola

    Hammam e Casa de Chá na Casa Cor de Rosa em Mértola

    Apesar da inauguração oficial estar prevista para o próximo mês de outubro, a Casa de Chá estará em funcionamento, durante os dias 18 e 21 do festival, sendo, na ocasião, conhecido o espaço reabilitado, a Casa Cor-de-Rosa, e, ainda, desfrutar das várias iniciativas disponíveis como oficinas de cosmética natural, yoga facial, remédios e “mézinhas”, bem como uma experiência gastronómica pela chef Sahima Hajat, vencedora do Masterchef 2023.

    Nos dias 19, 20 e 21, será possível desfrutar de uma experiência gastronómica com a chef Sahima Hajat, que oferecerá um menu de degustação. Tanto as oficinas como a experiência gastronómica têm inscrições limitadas e estão sujeitas a marcação prévia.

    O Festival Islâmico de Mértola tem entrada livre e na passada edição contou com 50 mil visitantes. Este ano são esperadas 60 mil visitas, neste que é dos eventos mais relevantes do distrito, e que tem como objetivos, além da divulgação do conhecimento sobre a história e o património de Mértola, em particular da época islâmica, também promover o conhecimento, o diálogo, a tolerância e cidadania entre culturas; divulgar a cultura islâmica e produção contemporânea; fortalecer laços culturais, sociais e económicos com o Mediterrâneo e desenvolver a oferta turística muslim friendly.

    O que são os Hammam’s e as Casas de Chá são parte integrante da cultura islâmica.

    Hammam, é um espaço de banhos e rituais que se acreditam «purificantes tanto de corpo como de alma. Uma visita a este local é um ritual que está presente em vários momentos importantes da vida nesta cultura. Aqui o banhista irá limpar o seu corpo e mente da forma que se acredita mais profunda, passando por diversas salas com distintas temperaturas, bem como uma sauna húmida que o fará suar e abrir os poros para que possa libertar todas as impurezas acumuladas no seu interior, que posteriormente através da esfoliação intensa serão eliminadas em definitivo».

    Associado ao ritual de Hammam está sempre presente o chá, parte integrante do mesmo. No final dos banhos e terapias inerentes, o banhista terá de repor os seus líquidos perdidos durante o ritual, através dos chás.

    O consumo do chá pela população da região do Norte de África acredita-se centenária. Para os árabes, o Salão de Chá é um local de receber convidados, relaxar e socializar. A toma do chá envolve todo um ritual de preparação e consumo, sendo muito importante a forma como é servido. Também a louça é parte essencial no ritual, o chá deve ser preparado em bule metálico e, posteriormente, servido em copos devidamente decorados. É importante ter em conta que cada chá deve ter a sua louça, faz parte do ritual. Para os árabes, o chá é um símbolo de hospitalidade, boas-vindas e sociabilidade, devendo sempre causar boa impressão aos convidados e deve ser acompanhado de doces típicos.

    Para os islâmicos, a hospitalidade é muito importante e o dever de bem receber é habitualmente bastante respeitado. A qualquer convidado, familiar ou amigo que visite uma casa islâmica é-lhe oferecido comida e bebida para que aprecie e se sinta como em sua casa e são colocados na mesa pratos com muitas variedades para que os seus gostos sejam sempre agradados. Os momentos das refeições são nesta cultura verdadeiros rituais que representam comunicação, hospitalidade e encontro familiar. A variedade e a fartura são parte da rotina e a mesa cheia e devidamente decorada serve para homenagear os convidados.

    De raízes milenares, a cozinha árabe ensina-nos técnicas e ensinamentos de como lidar com o produto com respeito, cada ingrediente, tempero e ou bebida. Desde a época mesopotâmica esta é uma culinária com forte personalidade que se reflete na atual gastronomia árabe.

    As suas especialidades vão desde a confeitaria aos pratos principais, sem esquecer o típico pão. Tal como a cozinha portuguesa, a cozinha árabe é mediterrânica, baseada em muitos dos ingredientes que por cá se utilizam, com bases bastante semelhantes, respeito pela sazonalidade dos produtos, uso de verduras e legumes frescos e qualidade das proteínas, apenas com a diferença no uso e manuseio de alguns dos ingredientes.

    O edifício Casa Cor de Rosa

    O edifício designado de «Casa Cor de Rosa» é um espaço cheio de história. Sendo uma das mais nobres edificações do centro histórico da vila, mostra-se um belo exemplar da arquitetura neoclássica. Ele faz parte da memória coletiva da vila, mandado construir por Manuel Francisco Gomes, no século XIX, comerciante e proprietário de barcos de transporte no Guadiana. O piso de baixo era utilizado como armazém para fins comerciais, já o piso de cima era exclusivo para a habitação.

    Mais tarde, este palacete passou para as mãos do seu filho, Doutor Gomes um reconhecido médico em toda a região, que para além de habitar a casa, aqui formou um pequeno consultório, devidamente equipado para a época, onde dava grande parte das suas consultas. Desde a cura de simples constipações até à valia de arrancar dentes, muitos são aqueles que guardam memórias da casa e das diligências do Dr. Gomes, conhecido por dominar várias especialidades médicas.

    O projeto

    O projeto de reabilitação desta edificação foi liderado pelo arquiteto José Alberto Alegria, revelando a «preocupação em manter o rigor e respeito pelo sítio e a sua envolvente. Este edifício viu recuperados muitos dos seus detalhes arquitetónicos e decorativos de outrora, nomeadamente madeiramentos, abóbadas, arcarias, gradeamentos e painéis decorativos bem como a sua grande chaminé. Grande parte estão interligados com novas estruturas de apoio de modo a reforçar a construção e a proporcionar uma maior segurança ao edifício. Sem esquecer as acessibilidades que foram contruídas para que seja possível o acesso a pessoas com mobilidade condicionada».

    A intervenção realizada apostou na valorização da ambiência mediterrânica, tanto na requalificação do edifício como na sua decoração. Os elementos decorativos respeitam uma discreta elegância e uma evidente interligação com o passado mouro desta vila.

    A sustentabilidade é também uma máxima adotada. Foi importante «implementar um sistema de gestão de água que faz uma utilização sábia e sustentável da mesma. Na cobertura, encontram-se canais que recolhem as águas pluviais que serão transportadas para um tanque de decantação e posteriormente encaminhadas e depositadas numa enorme cisterna, para que mais tarde possam ser utilizadas».

    Foi uma preocupação assegurar um equilíbrio estético com a moldura arquitetónica já presente neste edifício recuperado. Pormenores como o mobiliário, os utensílios, os tecidos, as molduras, iluminação, entre outros, foram «cuidadosamente pensados» para proporcionar uma experiência plena de Hammam & Casa de Chá.

    O Hammam e Casa de Chá no Festival Islâmico de Mértola
    Nos dias 19, 20 e 21, será possível desfrutar de uma experiência gastronómica com a chef Sahima Hajat, que oferecerá um menu de degustação. Tanto as oficinas como a experiência gastronómica têm inscrições limitadas e estão sujeitas a marcação prévia através do número 968689109.

    O Festival Islâmico de Mértola tem entrada livre e na passada edição contou com 50 mil visitantes. Este ano são esperadas 60 mil visitas, neste que é dos eventos mais relevantes do distrito, e que tem como objetivos, além da divulgação do conhecimento sobre a história e o património de Mértola, em particular da época islâmica, também promover o conhecimento, o diálogo, a tolerância e cidadania entre culturas; divulgar a cultura islâmica e produção contemporânea; fortalecer laços culturais, sociais e económicos com o Mediterrâneo e desenvolver a oferta turística muslim friendly.

  • Carlos Brito apresenta em Faro «Estar Presente»

    Carlos Brito apresenta em Faro «Estar Presente»

    Carlos Brito, 90 anos, natural de Moçambique, atualmente a residir em Alcoutim, não se remete a uma atitude contemplativa e persiste em estar presente e intervir, o que se reflete nos seus versos, críticos e apelativos.

    O texto poético que apresenta carrega-se de imagens, metáforas e alegorias, onde transparecem as angústias da idade: a doença, a solidão, a decrepitude, a morte. Mas são as palavras natureza, paz, amor e ir em frente, as mais marcantes neste seu sétimo livro de poesia.