FOZ – Guadiana Digital

Categoria: Cultura

  • Lagos em casa com…

    Lagos em casa com…

    Em 2021 o município de Lagos apresenta uma novidade especial na forma da sua iniciativa iniciativa “O palco em casa”. Agora, o emblemático palco do Centro Cultural de Lagos entra nas casas das pessoas com «os melhores espetáculos de música, dança e teatro».

    O veículo de transmissão é a página de Facebook do município e os protagonistas são artistas, bandas e associações culturais locais. Naturalmente que a plataforma utilizada alarga este espetáculo a uma escala não possível num teatro local.

    No caso do “Lagos em casa com…”, serão partilhados dois vídeos a cada quarta-feira e a cada domingo (19:00 e 21:00 horas) e tem início no dia 3 de março. Quanto ao “O palco em casa” terá lugar às sextas e sábados a partir das 21:00 horas, sendo o primeiro espetáculo transmitido no no dia cinco de março.

    Dado o período delicado de crise pandémica em que a cultura foi fortemente afetada, o município de Lagos diz que pretende «reforçar o seu contributo para este setor, apoiando e promovendo a criação artística e cultural lacobrigense, mas também oferecendo à comunidade a oportunidade de se entreter com os seus artistas favoritos».

    Com cerca de 52 vídeos partilhados e mais de 340 mil visualizações em 2020, teve a iniciativa “Lagos em casa com…” que a autarquia classifica como um enorme sucesso.

  • A recuperação do Aqueduto da Amoreira  em Elvas

    A recuperação do Aqueduto da Amoreira em Elvas

    Trata-se de um investimento da câmara municipal de Elvas no valor de 1,9 milhões de euros com trabalhos a executar, numa extensão de 300 metros na zona do Rossio de São Francisco.

    A obra consta de trabalhos de consolidação estrutural, remoção de ferragens dissonantes, limpeza de paramentos, picagem de rebocos degradados, desobstrução do canal de água, reparação da cobertura desse canal, reparação do guarda corpos, execução de rebocos, limpeza e restauro do painel de azulejo, limpeza e restauro de cantarias.

    Aqueduto da Amoreira

  • Violência no namoro em debate com Jimmy P

    Violência no namoro em debate com Jimmy P

    O objectivo é alertar comunidade juvenil para esta realidade abusiva vivida por muitos jovens, fazendo algumas perguntas sobre como prevenir, onde começa, como agir e procurando avancar uma resposta que alerte os jovens para os sinais de perigo no namoro!

    «Porque a violência no namoro começa desde cedo, na forma de pequenos sinais que muitas vezes passam despercebidos, é necessário alertar para esta problemática. “Amar-te e Respeitar-te”, é um projeto pedagógico de Jimmy P e a empresa Betweien que visa capacitar e dotar os e as jovens com ferramentas de diagnóstico e de prevenção de comportamentos agressivos nas relações de namoro, dos próprios e/ou dos seus pares», opina a estrutura das CPCJ.

    O projeto, para além do livro, compreende temas originais, musicados pelo Jimmy P, e uma peça de teatro, que é a adaptação das histórias do livro ao teatro. É direcionado aos alunos e às alunas do 3.º ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário e pode ser apresentado pelas mais diversas organizações educativas, que trabalhem com este público, em diferentes modelos de apresentação.
     
    Este projeto beneficia ainda de uma parceria estratégica com a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), que possibilitou, entre outros aspetos, a disponibilização da Linha de Apoio da APAV no site do projeto, com o intuito de ser mais uma via de contacto e de pedido de ajuda.
     

  • Prémio de Nacional de Poesia António Ramos Rosa

    Prémio de Nacional de Poesia António Ramos Rosa

    O prémio foi instituído em 1999, para homenagear o Poeta nascido em Faro, que se sagrou com vulto maior do panorama poético nacional e internacional e é patrono da Biblioteca Municipal.

    A entrega das obras concorrentes terá de ser efetuada entre 7 de janeiro e 31 de março. São admitidas obras poéticas, em primeira edição, publicadas em 2019 e 2020. O júri vai ser composto pelo Nuno Júdice, Carina Infante do Carmo e Isabel Lucas.

    Já se realizaram sete edições, em 1999, 2001, 2007, 2009, 2015, 2017 e 2019, com o objetivo de promover o surgimento de novos poetas ou reconhecer o labor dos já consagrados.

    Em todas as edições mais de 50 obras foram submetidas a concurso, tendo sido atribuído a poetas de reconhecida excelência literária como Fernando Echevarria, Fernando Guimarães, Nuno Júdice, João Rui de Sousa, Luís Quintais, João Luís Barreto Guimarães e Gastão Cruz. É patrocinado pela Fundação Milénio BCP.

    A cerimónia de entrega do Prémio está prevista para setembro de 2021, no âmbito das comemorações do Dia da Cidade, em data a definir.

  • Vicente Campinas 110 anos do nascimento

    Vicente Campinas 110 anos do nascimento

    António Vicente Campinas, patrono da Biblioteca Municipal de Vila Real de Santo António, nasceu a 28 de Dezembro de 1910 em Vila Nova de Cacela, concelho de Vila Real de Santo António mas, devido a aspetos burocráticos da época, apenas foi registado em 8 de Janeiro de 1911.

    Com pouco mais de um ano a família, António Francisco Campinas e Maria Rosa fixou-se em Vila Real de Santo António. Teve o primeiro emprego na Tipografia Socorro, trabalhou como guarda-livros das firmas José Joaquim Capa, Raul Folque Flores e José António Rita. No Cine Parque de S. José foi violinista em bailes populares. A escrita e a Literatura foram sempre a sua grande paixão. Foi livreiro na Rua Teófilo Braga e em Faro. Em 1935, fundou e dirigiu o periódico Foz do Guadiana, em Vila Real de Santo António, colaborando de forma regular no importante semanário de crítica literária e artística “O Diabo”, desde a sua criação em 1934, até ao seu encerramento pela polícia fascista em 1940. Aos 10 anos, foi colaborador do Pim-Pam-Pum, suplemento juvenil do jornal O Século, já extinto.

    Como jovem escuteiro, organiza a angariação de mais de mil livros e funda a primeira biblioteca pública de Vila Real de Santo António, instalada na sede do Grupo de Escoteiros e, com o amigo António Bandeira Cabrita, nascido seis meses antes, aos 18 anos unificam os diversos sindicatos e fundam o Sindicato dos Trabalhadores da Terra e do Mar. Aos 19 anos transfere da Figueira da Foz, em conjunto com outros jovens vilarealenses, o quinzenário Jornal de Cinema do qual foi diretor. Em 21 de Janeiro de 1935, funda edita e dirige o jornal FOZ DO GUADIANA.

    Vicente Campinas primeiro e Nataniel Campinas, depois, autorizaram que este título pudesse ter alguma continuidade e FOZ -Guadiana Digital, sendo um projeto digital diferente, honra a memória deste vilarealense.

    Vicente Campinas acompanhou escritores com Alves Redol, Manuel da Fonseca e Fernando Namoras. Sofreu perseguições políticas, foi preso e esteve exilado em França, como trabalhando como terrasier , operário na cadeia de montagem da Panhard , valet de chambre, voltando mais tarde a guarda-livros. Se fosse hoje, Campinas entraria no rol daqueles que editam os seus livros e andam com eles debaixo do braço a fazer a distribuição, pois muitos saíram em edições do próprio autor, alguns sob pseudónimo. Quando exilado, começou por trabalhar como operário da construção civil e contabilista, até contactar o editor Arsénio Mota que o ajudou na carreira literária.

    Figura cimeira da corrente literária do neo-realismo português, foi autor de vastíssima obra, abrangendo vários géneros literários, da poesia ao romance, mas também novela e crónica. Alguns dos seus livros foram traduzidos em várias línguas. Autodidata de grande talento, tornou-se um escritor muito apreciado, vindo a ser citado em estudos universitários.

    A nota Biográfica de Vicente Campinas encontra-se amplamente desenvolvida pelo autor da antologia «Guardador de Estrelas», Gil Furtado, editado em 1994, pela câmara municipal de Vila Real de Santo António, presidida por António José Martins. A obra contou com o prefácio de Urbano Tavares Rodrigues.

    A obra

    Entre os seus trabalhos, contam-se:

    • Aguarelas (poesia), 1938
    • Recantos farenses (Livraria Campina), 1956
    • Lisboa, Outono (Livraria Ibérica), 1959
    • Preia-mar, poesias (Ed.do Autor), 1969
    • Reencontro, 1971
    • Escrita e combate – textos de escritos comunistas, 1976
    • Natais de exílio, 1978
    • Homens e cães (contos), 1979
    • Três dias de inferno, (Jornal do Algarve), 1980
    • Vigilância, camaradas (Jornal do Algarve), 1981
    • Gritos da fortaleza, (Jornal do Algarve), 1981
    • Putos ao deus-dará, 1982
    • Rio Esperança, Guadiana, meu amigo (Jornal do Algarve), 1983
    • Fronteira azul carregada de futuro (Ed.do Autor), 1984
    • O dia da árvore marcada (Nova Realidade), 1985
    • Fronteiriços (Nova Realidade), 1986
    • Ciladas de amor e raiva (Ed. do Autor), 1987
    • Segredo do meio do mar (Ed. do Autor), 1988
    • Mais putos ao deus-dará (Orion), 1988
    • O azul do sul é cor de sonho, narrativas, 1990
    • A dívida, os corvos e outros contos (em colaboração com Manuel da Conceição) 1992
    • Guardador de Estrelas, antologia, 1994

    Para além destes livros da sua lavra, participou em várias antologias de poesia, conto e prosa.

    Homenagens

    Em 1994, quando já se encontrava imobilizado e muito doente, a autarquia vila-realense prestou-lhe uma digna homenagem pública e o seu nome foi dado a uma artéria da cidade. Fez parte dessa homenagem a edição de uma antologia das suas obras, com o título «Guardador de Estrelas», com prefácio de Urbano Tavares Rodrigues

    Em 2011, voltou a ser homenageado em Vila Real de Santo António, presidida por Luís Gomes, por ocasião do centenário do seu nascimento. A vida e obra do escritor foram evocadas numa cerimónia promovida pela Câmara Municipal, que decorreu na Biblioteca com o seu nome. As comemorações do nascimento de António Vicente Campinas começaram em 2010 com a inauguração de duas exposições na Biblioteca Municipal, mas prolongaram-se por todo o ano de 2011.

    A Biblioteca Municipal de Vila Real de Santo António teve patente duas exposições integradas nas comemorações do centenário do nascimento do escritor: uma mostra filatélica organizada pela Secção de Colecionismo dos Bombeiros Voluntários, bem como a exposição “Vicente Campinas – O Homem e o Escritor – 100 Anos”, organizada pela própria biblioteca e composta por documentos do escritor, notas manuscritas e diversos painéis explicativos. Foi também lançado um selo e um postal comemorativos do centenário do nascimento do escritor. E, por ocasião do 109ª aniversário do nascimento de Manuel Cabanas, a Liga dos Amigos da Galeria Manuel Cabanas levou a cabo um programa de comemorações que incluía Vicente Campinas, conterrâneo e amigo daquele outro ilustre vila-realense: “Manuel Cabanas e Vicente Campinas – Uma Relação de Amizade”. Em Abril, na Biblioteca Municipal, realizou-se uma palestra com Teresa Rita Lopes e Rui Moura (que musicou poemas de Vicente Campinas); e, por fim, em Setembro, teve lugar, também na biblioteca, uma tertúlia com familiares, amigos e conhecidos de Vicente Campinas.

    O historiador António Rosa Mendes 1954 – 2013, patrono do Arquivo Histórico Municipal de Vila Real de Santo António tinha uma grande admiração pela obra de António Vicente Campinas e pela atenção ao pormenor de refletir as gentes que viviam e labutavam no ambiente de trabalho marítimo das fábricas e das pescas.

    Rosa Mendes ainda participou na homenagem prestada a Vicente Campinas, faz hoje precisamente dez anos, no auditório da Biblioteca Municipal que porta o seu nome. Tiveram um dos pontos altos no dia 8 de Janeiro de 2011, quando dezenas de pessoas encheram a sala de sessões da Biblioteca Municipal, para ouvirem o vereador José Carlos Barros e o historiador António Rosa Mendes falar sobre a vida e a obra do escritor vila-realense.

  • «ARTE NUMA PERSPETIVA DIFERENTE» – 19ª Edição

    «ARTE NUMA PERSPETIVA DIFERENTE» – 19ª Edição

    Foi ontem, dia 3 de dezembro, Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, inaugurada a 19ª edição
    da exposição “ARTE NUMA PERSPETIVA DIFERENTE”, dos utentes do Centro de Atividades
    Ocupacionais do CPCB – Centro de Paralisia Cerebral de Beja.

    Esta 19ª edição reúne um conjunto de 20 trabalhos que nos transportam para visão
    descomprometida e não formatada do mundo. Os traços fluem livres e despidos de estereótipos,
    resultando em trabalhos com títulos como “A Boneca ao Sol”, “A Menina das Pulseiras” ou o
    “Toscano Barrigudo”.

    A exposição foi resulta de uma parceria entre a EDIA e o Centro de Paralisia Cerebral de Beja, existe desde 2002, sendo,
    atualmente, um dos estímulos ao desenvolvimento intelectual dos utentes do Centro, reforçando a sua integração e inclusão social e aumentando a sua autoestima, segundo os promotores
    Devido ao atual contexto de pandemia, a exposição é, excecionalmente, realizada online, com divulgação conjunta da EDIA e CPCB.
    A receita proveniente da venda dos trabalhos reverte integralmente para o Centro de Paralisia Cerebral de Beja.

    Visite a exposição “ARTE NUMA PERSPETIVA DIFERENTE” – 19ª Edição, em:


  • A ORIGEM DO MAGUSTO


    A origem da palavra magusto vem do latim magnus ustus que significa grande fogueira, que hoje designa tão-só as castanhas assadas, mas que antigamente definia a própria fogueira onde as ditas eram assadas.

    No início do século XIX, em algumas regiões do Norte, o magusto realizava-se no dia de S. Simão e S. Judas
    Tadeu, a 28 de Outubro, prolongando-se até ao S. Martinho, enquanto nalgumas regiões de Trás-os-Montes
    se aproveitava o Dia de Todos os Santos, o dia 1 de Novembro para festejar o “Magusto dos Santos”.

    Segundo alguns etnólogos, como Leite de Vasconcelos, o Magusto dos Santos é uma reminiscência de
    antiquíssimos rituais fúnebres pagãos, festivais que comemoravam o início do Inverno, segundo a tradição
    celta, durante os quais se faziam oferendas em géneros alimentares às almas dos mortos. Em Barqueiros, no
    Minho, era tradição à meia-noite, pôr uma mesa com castanhas para os mortos da família irem comer;
    ninguém mais tocava nas castanhas porque se dizia que estavam “babadas dos defuntos”.

    A celebração do magusto também está associada a uma lenda, que remonta ao século IV, a qual dizia que
    um soldado romano de nome Martinho de Tours (mais tarde conhecido como São Martinho), ao passar
    a cavalo por um mendigo quase nu, como não tinha nada para lhe dar, cortou a sua capa ao meio com a sua
    espada; estava um dia chuvoso e diz-se que, neste preciso momento, parou de chover, derivando daí a
    expressão: “Verão de São Martinho“.

    Assim, nesta altura do ano, o tempo frio e chuvoso, típico da estação, dá lugar a um dia de sol para desfrutar
    de um grande magusto com castanhas assadas, água-pé e jeropiga.

    Origem: [LUGAR AO SUL] – Neewsletter

  • Ciclo de concertos em Cacela

    Ciclo de concertos em Cacela

    A 9ª edição não vai ter lugar em Cacela Velha, ficando a mudança excecional a dever-se ao facto de a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António ter decretado o cancelamento de todos os eventos culturais e desportivos, devido ao aumento súbito de novos casos de Covid-19 no município.

    O pianista internacional Vasco Dantas, conta com mais de 50 prémios e uma estreia no Carnegie Hall, Nova Iorque, em Novembro de 2019.

    Neste recital recital apresentará o seu novo CD “Poetic Scenes”. O tema deste programa é o ‘Belcanto’, num instrumento percutido (de cordas percutidas – o piano), e o conteúdo recai sobre obras para piano com inspiração vocal, especificamente fados para piano de três compositores portugueses (Alexandre Rey Colaço, Óscar da Silva e Eduardo Burnay), e Lieder (canções) de R. Schumann, transcritas para piano solo pelo compositor alemão, Carl Reinecke, as quais nunca foram publicadas e são praticamente desconhecidas do mundo musical.

    A edição do Clássica em Cacela conta com o apoio da Direcção Regional de Cultura do Algarve e da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António. A direcção artística deste ciclo é da competência de Teresa Matias, embora, a edição deste ano está, a título excecional, a cargo da violoncelista Isabel Vaz.

  • Fernando Pessanha investiga o passado da pirataria

    Fernando Pessanha investiga o passado da pirataria

    No seu mais recente trabalho, o historiador Fernando Pessanha aborda A pirataria no extremo sudeste algarvio, nos alvores da Idade Moderna.

    Trata.se de identificar os principais comandantes e as origens dos grupos de piratas que assolavam o extremo sudeste algarvio, assim como os principais capitães, alcaides e comendadores incumbidos de proteger a foz do Guadiana dos ataques do corso e da pirataria.

    Esclareceu que tendo como balizagem cronológica a primeira metade do século XVI, foi seguida uma metodologia de trabalho baseada no confronto de informação entre as fontes avulsas e as crónicas quinhentistas”.

    Novas investigações nesta estão prometidas para publicação em breve, segundo esclareceu Pessanha, técnico superior do Arquivo Histórico Municipal António Rosa Mendes, em Vila Real de Santo António, e doutorando da Universidade de Huelva.

    A investigação foi apresentada na Academia de Marinha no dia 18 de Junho de 2019, numa sessão onde estiveram presentes o Almirante Francisco Vidal Abreu, o professor doutor Vítor Gaspar Rodrigues e o vice-presidente da câmara municipal de Vila Real de Santo António, Luís Romão, e está já publicada pela mesma Academia na obra Memórias 2019.

  • «Jaguar», de António Carlos Cortez, vence Prémio Literário António Gedeão

    «Jaguar», de António Carlos Cortez, vence Prémio Literário António Gedeão

    António Carlos Cortez, com a obra Jaguar (D. Quixote 2019), venceu o Prémio de Poesia António Gedeão 2020, instituído pela Federação Nacional de Professores (Fenprof/CGTP-IN) com o apoio da SABSEG, e que, em 2018, tinha sido ganho por Daniel Jonas, com a obra Oblívio, em 2016, por Nuno Júdice, com A Convergência dos Ventos, em 2014, por Manuel Gusmão, com Pequeno Tratado das Figuras, e por Ana Luísa Amaral, em 2012, com Vozes.

    O júri, constituído por Paulo Sucena, José Manuel Mendes e Paula Mendes Coelho, destacou «a elevada qualidade da maioria das obras a concurso» e justificou a atribuição do prémio à obra Jaguar por «se tratar de uma obra inovadora».

    Source: «Jaguar», de António Carlos Cortez, vence Prémio Literário António Gedeão | AbrilAbril

  • XI Edição da Feira da Caça de Mértola a 23 e 25 de Outubro

    XI Edição da Feira da Caça de Mértola a 23 e 25 de Outubro


    A Câmara Municipal informou que a Feira da Caça irá realizar-se de 23 a 25 de outubro, no novo Pavilhão Multiusos em Mértola.

    Assim, este ano, apesar de todas as condicionantes, a Feira da Caça continuará a celebrar e promover o património cinegético do concelho e as suas potencialidades turísticas e económicas, diz a autarquia.

    Devido à pandemia a feira não irá ter espetáculos ao vivo nem a habitual secção de gastronomia que ficará ao encargo dos vários restaurantes do concelho, por forma a evitar grandes ajuntamentos. Estão, ainda, definidas regras especificas de higiene e segurança, entre elas o uso obrigatório de máscara em todo o recinto, o controle limitado das entradas e a existência de dispositivos de gel desinfetante em todo o pavilhão.

    A autarquia integra esta atividade na priorização da saúde pública, ao tentar, a pouco e pouco, retomar a normalidade possível, em prol da economia e dinâmica social da nossa comunidade.

  • Editora Livros Cotovia vai encerrar após três décadas de atividade

    Editora Livros Cotovia vai encerrar após três décadas de atividade

    “Caro Leitor, esta é a última presença da Cotovia na Feira do Livro de Lisboa. A editora fecha no final do ano”, lê-se na mensagem publicada pela editora, sobre uma imagem do seu pavilhão, no Parque Eduardo VII. “A partir de amanhã [terça-feira], disponibilizamos livros descatalogados no nosso pavilhão da Feira”, acrescenta a mensagem.

    ‘Crónicas 1974-2001’, de Nuno Brederode dos Santos, e ‘Bucólicas’, de Virgílio, estão entre as mais recentes e derradeiras edições dos Livros Cotovia, assim como textos dramáticos de Federico García Lorca, Giovanni Testori e Witold Gombrowicz, incluídos na coleção ‘Livrinhos do Teatro’, construída em parceria com a companhia Artistas Unidos.

    A Livros Cotovia foi fundada em 1988, por André Fernandes Jorge (1945-2016), com seu irmão, o poeta João Miguel Fernandes Jorge, que abandonou o projeto editorial pouco tempo depois.

    Ao longo de mais de 30 anos, a editora ultrapassou os 700 títulos, de 350 autores, “todos eles relevantes”, para “um público leitor que sabe o que quer”, como escreve no seu ‘site’, e todos eles detentores de uma identidade própria, marcada, na sua maioria, pela imagem gráfica original, desenhada pelo cineasta João Botelho.

    Os portugueses A.M. Pires Cabral, Teresa Veiga, Daniel Jonas, Luís Quintais, Paulo José Miranda, Jacinto Lucas Pires, Eduarda Dionísio, Luísa Costa Gomes, constam do catálogo da Cotovia, assim como o angolano Ruy Duarte de Carvalho e os brasileiros André Sant’Anna, Bernardo Carvalho, Carlito Azevedo e Marcelo Mirisola, entre muitos outros autores de língua portuguesa dos dois lados do Atlântico.

    Martin Amis, Virginia Wolf, Roberto Calasso, Doris Lessing e Natalia Ginzburg estão entre os autores traduzidos ao longo dos anos pela Cotovia, assim como John Milton, Robert Louis Stevenson e Arthur Schnitzler.

    “Responsável pela edição, pela primeira vez em língua portuguesa, de vários autores de renome internacional, e também pela descoberta e promoção de alguns autores rapidamente reconhecidos como os ‘novos’ da literatura portuguesa, a Cotovia é ainda uma das raras editoras que em Portugal publica regularmente textos dramáticos (portugueses e em tradução)”, descreve, na apresentação que a Cotovia mantém no seu ‘site’.

    Nas coleções de Ensaio, Ficção, Poesia encontram-se autores como Paul Celan, Iosif Brodskii, Luis Cernuda, Doris Lessing, Eric Rohmer, Reiner Werner Fassbinder, Thomas Bernhard, Christa Wolf, José Ortega y Gasset, Simone Weill, Victor Aguiar e Silva, João Barrento e Jorge de Sena.

    Na coleção de clássicos gregos e latinos, a Cotovia publicou Homero, Virgílio, Ovídio, Apuleio, Petrónio, Horácio, entre muitos outros, fazendo com que os seus títulos chegassem ao público em geral, acompanhando-os ainda de estudos e ensaios.

    Após a morte do fundador, em 2016, a direção editorial dos Livros Cotovia ficou entregue a Fernanda Mira Barros, que fazia parte da equipa há mais de 20 anos. Licenciada em Línguas e Literaturas Inglesa e Alemã, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Mira Barros fora responsável pela criação do ‘blog‘ da Cotovia, em 2011.

    No passado mês de fevereiro, a Cotovia anunciou o encerramento da sua loja, na rua Nova da Trindade, em Lisboa, situada no edifício projetado por Raul Lino, que acolhera a histórica Livraria Opinião, na década de 1970, e que se apresenta vazio à espera de licenciamento de obras.

    O encerramento da loja foi então marcado para 13 de março, poucos dias antes da declaração do estado de emergência, por causa da pandemia. Na altura, a editora transferiu a venda de livros para o seu ‘site’.

    Quanto à Feira do Livro de Lisboa, lê-se na mensagem da Livros Cotovia: “Estamos (péssima localização, mas não dependeu de nós) a abrir o corredor mais perto do relvado central, quando se desce o Parque pela ala direita”.

    A mensagem acrescenta que a Livraria Flâneur representa a editora, no Porto. E conclui: “Obrigada a todos os nossos leitores”.

    Ao longo dos meses de confinamento, o setor livreiro foi um dos mais afetados pelas medidas de contenção destinadas a travar a propagação do novo coronavírus, com o encerramento de livrarias por todo o país, e a paralisação do mercado editorial.

    As perdas financeiras chegaram a atingir os 45,9%, ou 1,07 milhões de euros, segundo o painel de vendas Gfk, para a semana 4 e 10 de maio, a primeira após a possibilidade de reabertura, prevista no plano de desconfinamento, iniciado em 1 de maio.

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    Source: Editora Livros Cotovia vai encerrar após três décadas de atividade

  • Procissão do Imaculado Coração de Maria em Altura

    Procissão do Imaculado Coração de Maria em Altura

    Os alturenses receberam ontem, nas suas casas, a sua padroeira. Com as ruas, as janelas e pequenos altares decorados realizou-se uma procissão, levando uma mensagem de fé e traduzindo o sentimento da união, de pertença e de comunidade alturense.

    Pela primeira vez, devido ao contexto da Covid-19, decidiu a paróquia levar a Senhora padroeira a toda a freguesia, desde as ruas da frente mar, até ao Montinho da Aroeira, sempre na presença do pároco. A missa campal foi largamente participada num rigoroso contexto de medidas de higiene, tendo sido precedida por um momento musical na voz de Nádia Catarro, acompanhada à guitarra por André Ramos, com “Avé Maria”, de Fernando Pessoa.

    A procissão em Honra do Imaculado Coração de Maria foi uma organização da Paróquia de Altura, Irmandade do Coração de Maria e Junta de Freguesia de Altura, com a colaboração da Câmara Municipal de Castro Marim.

  • 7 Maravilhas da Cultura Popular

    7 Maravilhas da Cultura Popular

    No dia 8 de julho realiza-se, em Cuba, Alentejo, o programa televisivo onde se irá revelar quais os patrimónios do distrito de Beja que passam para a próxima fase do concurso Maravilhas da Cultura Popular.

    O programa será transmitido em direto na RTP, entre as 10.00 e as 13.00 horas e entre as 14.30 e as 17.30 horas, aproximadamente.

    Hugo Bentes, padrinho da candidatura de Serpa, e um representante do Município de Cuba vão estar presentes para falar de Cante, Património Cultural Imaterial da Unesco desde 2014 e agora candidato a Maravilha da Cultura Popular.

    A votação, que teve início a 28 de junho, termina neste dia, sendo revelado no decorrer do programa a tabela de posições dos sete patrimónios candidatos. Até ao próximo dia 8, é votar no Cante Alentejano, através do número de valor acrescentado disponível na página do município.

    Esta candidatura, promovida pela Casa do Cante de Serpa, na categoria Músicas e Danças, pretende evidenciar esta manifestação cultural enquanto afirmação distintiva do concelho, e conta com o apoio do Município de Serpa.

  • Nasceu a Imprensa da Universidade de Évora

    Nasceu a Imprensa da Universidade de Évora

    Em nota à comunicação social a Universidade de Évora anunciou o início da publicação de «obras originais de reconhecido mérito científico nas diferentes áreas do saber».

    É este o objetivo da recém-criada Imprensa da Universidade de Évora/Évora University Press. Todos os livros publicados pela Imprensa da UÉ passam por um processo de dupla revisão cega, por pares externos à Universidade, editados em formato digital e disponibilizados em regime de Acesso Aberto. 

    O diretor da Imprensa da Universidade de Évora, António Sáez Delgado, sublinha na nota «a importância deste projeto para a afirmação da academia “na política de transferência do saber a nível nacional e internacional», desenvolvendo a sua atividade nas vertentes científica, didático pedagógica e cultural, através da publicação em formato digital de livros originais.

    Cabe ao Conselho Editorial, órgão que integra um vasto número de professores da UÉ, estabelecer, entre outros, os critérios para a atribuição do ISBN (International Standard Book Number) da Universidade de Évora, passando estas obras a figurar nos registos bibliográficos como parte do catálogo editorial correspondente, encarado por aquele diretor como «um selo de qualidade». Aos restantes documentos será atribuído Depósito Legal, garantindo por essa via ´«acesso à informação e à preservação da memória coletiva».

    Privilegiando a língua portuguesa, a utilização de outras línguas será analisada e considerada pelo Conselho Editorial da Imprensa da UÉ composta por cinco coleções, a saber: Claustro (Obras individuais ou até 3 autores); Aula Aberta (Manuais e livros de natureza pedagógica); Azulejo (Obras coletivas); Atas (Atas de congressos realizados na UE); Plural (Livros institucionais). 

    António Sáez Delgado destaca ainda que a Imprensa da Universidade de Évora ´«contribuirá para a valorização do conhecimento produzido na Universidade de Évora», encontrando-se já a receber propostas de edição através do endereço eletrónico https://imprensa.uevora.pt/uevora.

  • 160 anos do nascimento de Manuel Teixeira Gomes

    160 anos do nascimento de Manuel Teixeira Gomes

    O Instituto de Cultura Ibero-Atlântica (ICIA) assinala hoje o 160º aniversário do nascimento do escritor, diplomata, viajante e antigo Presidente da Republica, Manuel Teixeira Gomes.

    Devido às medidas de distanciamento físico a que todos estão obrigados, em vez dos eventos de natureza social e festiva promovidos em anos anteriores, o Instituto de Cultura Ibero-Atlântica (ICIA) assinala a data com a criação de um Repositório Digital dedicado em exclusivo a Manuel Teixeira Gomes.

    O repositório digital tem como finalidade «armazenar, hiperligar e disponibilizar em acesso livre conteúdos digitais sob a forma de recursos multimédia, que podem ser pesquisados e utilizados pela comunidade em geral e, mais sobretudo, pela comunidade académica e científica».

    A conceção, produção e edição dom projeto foi atribuída ao vice-presidente do ICIA, Carlos Alberto Osório, e será coerente com uma das linhas programáticas daquela entidade.

    Trata-se de dar um contributo tecnológico para a divulgação da obra de Manuel Teixeira Gomes, agilizar o acesso à informação dispersa na rede, apoiar as pesquisas, com particular enfoque na comunidade escolar, e «impulsionar as instituições para o desenvolvimento de novas plataformas e aplicações digitais que possam ampliar, diversificar e democratizar o acesso ao conhecimento dos contextos histórico-literários do escritor e Presidente da República nascido em Portimão há 160 anos».

    Pode fazer a Consulta do Repositório

  • Nostalgia por Maria Velho da Costa

    Nostalgia por Maria Velho da Costa

    Já tinha dito/ escrito o grande POETA, qualquer coisa como quando  mais novo, altura em que, ainda, “fazia” anos, 《(…) ninguém tinha morrido》.

    ..Pois sinto, também, essa enorme espécie de insuspeita “nostalgia”, por ter tido o privilégio de ter conhecido Maria Velho da Costa, durante a organização de uma exposição da sua obra, com a sua intervenção e participação, na Faculdade de Letras de Lisboa.Relendo os meus “moleskines“, muitas das suas páginas, de há  uns anos a esta parte, registam despedidas de pessoas especiais.

    Contudo, naturalmente ficam as suas obras magníficas, como é o caso desta extraordinária escritora. E, acresce, invulgar cidadã, mulher, cuja luta cívica e intervenção social foi um exemplo de desassombrada coragem e brilhante inteligência .Recordar o exemplo de vida e de participação progressista na sociedade, é honrar a sua memória é tornar permanente a sua mensagem.

    Augusto Lourido 

  • A arte na Chávena

    A arte na Chávena

    Visto em LUGAR AO SUL, forum de cultura, partilhado por Manuel Maria Cordovil

  • Festival Elvas em Casa

    Festival Elvas em Casa

    A Câmara Municipal de Elvas promove a partir de hoje e até 16 de maio, o Festival Elvas em Casa, que leva até aos munícipes alguns dos artistas do concelho, que aceitaram o convite do município para a realização deste espetáculo.

    O Festival vai ser transmitido em direto no Instagram @municipioelvas e contará com a presença das bandas e artistas elvenses:

    • oversion no dia 13 (quarta-feira) às 22h00; 
    • Don Kapa e Double Mars no dia 14 (quinta-feira) às 22h00 e 22h45, respetivamente;
    • Rumo ao Sul e Chocko no dia 15 (sexta-feira), às 22h00 e 22h45, respetivamente; 
    • Origins e XP Covers, no dia 16 às 22h00 e 22h45, respetivamente.

    Cartaz Completo

  • Incursão “andalusí” pelo sul da Raia

    Incursão “andalusí” pelo sul da Raia

    José Antonio González Alcantud catedrático de antropologia social da Universidade de Granada e académico correspondiente da Real Academia de Ciencias Morales y Políticas de Espanha. Premio Giuseppe Cocchiara 2019 aos estudos antropológicos, fez uma viagem através da raia. Duas localidades permitem comprovar como se rompeu este malefício: Almonaster la Real, na serra de Aracena e Mértola, nas margens do Guadiana

    Dessa sua viagem que passou por Ayamonte, Vila Real de Santo António e das suas motivações dá nota no jornal «O Trapézio», onde fala do al-Gharb e Al-Andalus, de António Borges Coelho e Claúdio Torres.

    Deiamos aqui a ligação para o original, com a devida vénia à publicação El Trapezio: