Exibe agora um novo símbolo, representante das serras, do rio Guadiana e do “M” de Museu. Esta imagem é utilizada como promocional nas redes sociais da Câmara Municipal, e no sítio WEB. Este novo sítio na Internet permite conhecer a sua história, núcleos, estrutura, equipa, atividade, espaços e coleções e obter indicações sobre localização, horários, preços, visitas e novas ações.
A apresentação ocorreu no dia 18 de maio, o Dia Internacional dos Museus. A comemoração deste dia, criado pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM), com o objetivo de promover junto da sociedade uma reflexão sobre o papel dos museus no seu desenvolvimento faz-se desde 1977.
As mudanças sociais impulsionadas pela pandemia COVID-19 e a missão social dos museus influenciou a escolha do tema «O futuro dos museus: recuperar e re-imaginar» pelo ICOM Internacional para as comemorações em 2021, desafiando «os museus e os seus profissionais e as comunidades a criar, imaginar e compartilhar novas práticas de (co)criação de valor, novos modelos de negócio para as instituições culturais e soluções inovadoras para os desafios sociais, económicos e ambientais do presente».
Contribui para uma melhor compreensão do vírus com que estamos a lidar. Diz o Covid-19:
«Como “pequenino é engraçado”, não temos os constrangimentos de organismos complexos como você; podemos mudar constantemente. Perguntamo-nos se fazemos a ponte entre os vivos e os não vivos, os inorgânicos e os orgânicos, as categorias pelas quais dividimos injustamente Gaia. Através de mim, Gaia está a enviar-lhe uma mensagem poderosa para consertar os seus caminhos, mas duvido que o faça, porque é um animal mobilizado: primeiro age, depois procura o significado das suas ações.
Ao longo do tempo aprendeu que o poder é extremamente dinâmico; é como a água de que somos feitos e que cobre 71% da superfície da Terra. Sabe bem que, como líquido, pode fluir, e como gás, pode girar. Mas a água, como a energia, também pode ser congelada.
Entre os dias 5 e 19 de Junho próximo, o concelho de Mértola vai celebrar o Arte Non Stop, evento que comemora o 18.º aniversário da Casa das Artes Mário Elias, através de várias iniciativas centradas na mediação cultural.
Além da diversificada programação cultural, que abarca várias disciplinas e linguagens artísticas contemporâneas do espetro das artes visuais e performativas, como o teatro, a dança e o circo contemporâneo, o programa conta ainda com uma diversidade de ações de mediação entre artistas convidados, organizações, personalidades locais e público.
A edição de 2021 vai ser marcada por conversas, encontros, workshops e conferências, que pretendem interligar a comunidade local com a comunidade de artistas que visitará a vila aquando do evento.
Participam da Companhia Nacional de Bailado, Teatro Nacional D. Maria II / Tiago Rodrigues, Vera Mantero, Noiserv, Raquel Castro e Erva Daninha / Daniel Seabra, Cláudia Gaiolas / Aldara Bizarro, Ana Isabel Castro & Deeogo Oliveira, Daniel Cardeira e Sofia Beça são as companhias e artistas que, durante os quinze dias do festival, apresentarão os seus espetáculos, concertos e exposições.
Na sua organização, o Arte Non Stop “concretiza ainda os princípios de uma «governança colaborativa» que a autarquias defende para a cultura, assim como a valorização da mesma como fator de coesão social e territorial, sublinha a Câmara de Mértola.
Promovida pela câmara municipal de Moura, a EDIA e o Museu da Luz, engloba, segundo a autarquia local, os achados provenientes das mais de duas mil intervenções arqueológicas, realizadas durante a implementação do projeto Alqueva, com especial incidência em materiais oriundos do concelho de Moura.
O investimento da EDIA em património cultural permitiu trazer à luz do dia inúmeros vestígios arqueológicos preservados no subsolo e, grande parte deles, desconhecidos da comunidade científica, identificados no âmbito dos processos de «Avaliação de Impacte Ambiental», principalmente durante os trabalhos de mobilização de terras, em contexto de obra.
A exposição Alqueva: Arqueologia nos Novos Caminhos da Água ficará patente no Museu Municipal até ao dia 25 de julho de 2021 onde também pode ser visitada a exposição «Moura Arqueológica: Tesouros por Descobrir».
Em conjunto, apresentam um programa com obras de Works by Claude-Archille Debussy, Dois Prelúdios Espanhóis (arr. Bochmann), Suite de Personagens, sobre Prelúdios de Debussy (arr. Bochmann) e Petite Suite (arr. Brakkee).
Olhando para a Sinopse, lê-se que «Na obra de Debussy, a música libertou-se dos cânones tradicionais, das repetições e das cadências rítmicas. Desobedecendo às normas da harmonia clássica, ele deu excecional importância aos acordes isolados, aos timbres, às pausas e ao contraste entre registros».
Todas essas características configuram uma nova conceção de construção musical executada por Claude Debussy, que lhe concedem um certo exotismo que será evidenciado neste concerto.
Os ingresso são pagos e há vinte por cento de desconto para quem possui o passaporte cultural e cartão Lagoa Social. Também podem ser adquiridos, preferencialmente, online . Oa lugares são limitados, considerando as normas da DGS em vigor.
O lançamento do livro de Célia Segura «Tu que me fizeste escrever poesia», foi apresentado no espaço do Revelim de Santo António, em Castro Marim, durante as comemorações no Dia da Europa, realizadas naquele concelho.
A iniciativa foi do município de Castro Marim, em colaboração com os projetos “Artistas de Cá – Artistas & Artes do Baixo Guadiana” e “Poesia Fã Clube”.
Contou com a presença de vários artistas, cantores, bailarinos e amantes da poesia, reunidos neste espaço de encontro de artistas locais, com ligação à programação cultural de Castro Marim .
Célia Segura declara-se de «coração cheio pelo lançamento» pelo facto de ter conseguido juntar tudo aquilo pelo qual sente verdadeira paixão, a poesia, os amigos , a dança e a música.
Dedicou o livro ao pai. Diz ter a certeza que onde quer que ele esteja estará orgulhoso e agradeceu a Clara Lourenço «a preciosa e fantástica ajuda em todo este processo e por além de ter escrito o prefácio do seu livro».
É o repto do projeto Castro Marim (COM) Vida quelançou a iniciativa «A Música bate à porta», atividade com o duplo sentido de, por um lado, dar um pezinho de dança para quebrar o isolamento social, e por outro, apoiar a cultura e os artistas locais.
Também, pretende «quebrar a inibição e o isolamento social dos idosos, agravado pela pandemia, relembrando que a população se encontrava privada de eventos sociais há mais de um ano».
Todas as segundas-feiras, às 14:00 horas, promete percorrer as localidades mais distantes e menos povoadas do concelho castromarinense. A atuação, seja ela de música, poesia, canto ou instrumental, tem uma duração máxima de 30 minutos em cada monte, levando a cultura e animação às localidades mais isoladas.
Com regras muito restritas naquilo que é o contacto interpessoal no contexto pandémico, é permitido que se juntem as pessoas do mesmo agregado familiar.
«A Música bate à porta» é uma atividade dinamizada pela Equipa Técnica do Castro Marim (COM) e resulta de um desafio claro e resposta prioritária ao isolamento dos idosos provocado pela Covid-19 e foi integrado nas comemorações do 25 de abril do Município de Castro Marim.
Esta é uma iniciativa que se enquadra na atividade 7 «Sénior Informado e em Segurança», do projeto CLDS 4G «Castro Marim (COM)Vida», promovido pelo Município de Castro Marim e coordenado pela associação Odiana, cofinanciado pelo CRESC Algarve 2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do Fundo Social Europeu.
Na próxima quarta-feira, dia 12 de Maio de 2021, às 18 horas, na Biblioteca Municipal Vicente Campinas, em Vila Real de Santo António, vai ser apresentado o novo romance de José Estevão Cruz, «A FRONTEIRA DAS ÁGUAS POROSAS», último livro da trilogia “Fronteira de Bloqueios”.
Este é o sexto romance do autor, nascido em Vila Real de Santo António em 20 de Julho de 1947 e faz parte da trilogia que conta a história de Mariana e de Brandão, dois banidos pela Inquisição que chegam ao degredo em Castro Marim, no dia do Terramoto de 1755, ocasião na qual a atividade das pescas ganha grande importância no antigo Reino do Algarve.
Iludem a sua condição, acobertados pela perda dos registos, e utilizam as competências próprias e uma aliança com os catalães presentes na área de Ayamonte. Fundam salinas em Castro Marim, um estaleiro no Guadiana e uma companhia de pescas nas praias de Monte Gordo.
Mariana assiste ao erguer da nova Vila Real de Santo António e convive com as principais personagens que participam na edificação da vila-fábrica e na instalação das companhias tituladas por armadores de Portugal. Apaixona-se pela filosofia iluminista e sofrerá as consequências dessa opção, após a morte de D. José I.
No seu blog , o professor Fernando Martins faz a sua análise crítica a este romance, da qual extraímos o seguinte trecho: «Em A Fronteira das Águas Porosas, estamos, assim, mais uma vez, no domínio da ficção histórica. Quanto a estas componentes – história nacional e ficção –, o que ficou dito é um pálido apontamento da intriga e da vastidão informativa coligida pelo autor. Se a informação histórica e os episódios da intriga são o principal atractivo da narrativa e fazem as delícias de leitores eruditos e menos eruditos, são, todavia, os aspectos relacionados com a expressão literária e a técnica de composição que mais importam a este leitor não erudito que nutre especial apetência pela sujeição da escrita ao crivo fino da coerência narrativa e da sugestividade linguística.»,
A forte ligação às raízes maternas perpetua-se no seu nome artístico e Francisco Gustavo Sánchez Gomes torna-se Paco de Lucía. Com o mesmo intuito de homenagear o semblante lusitano que sempre o orgulhou, lança os álbuns Castro Marín” (1981) e “Luzia” (1998).
Também Castro Marim vivia esta vontade de promover o «mestre absoluto do flamenco», ampliando a relação umbilical que Paco de Lucía transportava na sua música. Assim nasceu, em 2017, o Festival de Lucía, uma homenagem a Paco de Lucía, mas também às mulheres, resgatando e reconhecendo a memória da mãe de Paco e dando-lhe uma nova e viva voz, trazida pela nossa fadista Mariza, madrinha e embaixadora da iniciativa.
Esta merecida homenagem às mulheres e às mães, cujos legados nos guiam e inspiram, ganha agora uma nova expressão no livro infantil “Luzia”, uma obra inspirada na mãe de Paco de Lucía, construída pelo escritor Pedro Seromenho e ilustrada por Elias Gato. A apresentação decorre hoje, dia 2 de maio, Dia da Mãe, pelas 17:00 horas, no Memorial Paco de Lucía, em Monte Francisco (Largo Manuel Gomes).
Produzido como recurso pedagógico de um projeto cultural e recreativo, “Luzía” será depois levado aos agentes educativos e aos alunos, procurando levar as heranças e enlaces culturais que Paco de Lucía imprimiu na sua musicalidade, mas também criando um lugar de reflexão sobre o plano da igualdade de género e a importância e o lugar da maternidade na nossa sociedade.
O livro “Luzia” é uma iniciativa enquadrada no Plano de Ação de Desenvolvimento de Recursos Endógenos (PADRE), aprovado no âmbito do PO CRESC ALGARVE 2020, sendo apoiado por Portugal e União Europeia e cofinanciado a 70% pelo FEDER.
Neste mesmo local, após a apresentação do livro, decorre outro tributo a Paco de Lucía, desta feita à obra, com o concerto de Pedro Jóia Trio, uma homenagem que cruza a guitarra de Pedro Jóia, ele próprio um discípulo de Paco, o acordeão de João Frade e Norton Daiello no contrabaixo. Devido à atual situação pandémica, este concerto será acessível ao público apenas online, através da transmissão em direto no facebook do Município de Castro Marim (www.facebook.com/municipio.castromarim) e no facebook do programa cultural Bezaranha (https://www.facebook.com/bezaranha).
O Bezaranha – Há Ventos que vem por bem! é promovido pelos dezasseis municípios do Algarve em parceria com a Direção Regional da Cultura e resulta de uma candidatura da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) ao Programa Operacional Regional do Algarve (CRESC Algarve 2020). Abrangendo um conjunto de iniciativas e eventos culturais em todo o Algarve, o projeto tem a missão de apoiar os artistas locais de cada município, realizando também itinerâncias entre concelhos. Para além disso, tem como objetivo a valorização do território, nomeadamente com a promoção de eventos ao ar livre, o que permite adaptar os eventos às condicionantes da pandemia e ainda programar a atividade cultural em locais não convencionais, como
Está fechado o cartaz do festival “Algarve é União”para os dias 8 e 9 de maio, em formato live streaming, no canal de youtube e nas plataformas de comunicação da União Audiovisual, que organiza com o apoio da Câmara Municipal de Faro, Associação Recreativa e Cultural de Músicos, Direção Regional de Cultura do Algarve, entre outros.
Prevêem-se dois dias, em que várias artes se unem em prol de uma causa solidária, com o objetivo de apoiar os profissionais da cultura, através da angariação de fundos, de bens de primeira necessidade e de bens alimentares não perecíveis, ao mesmo tempo que lhes “dá palco” novamente.
No sábado, dia 8 de maio sobem ao palco do festival as Academia de Dança do Algarve; Urban Xpression; As Histórias da Rosa Curiosa; VATe; Mákina de Cena; Plasticine; The Black Teddys; Fuza Flowz; Daniel Kemish; Dj Deelight e Bubba Brothers. Domingo, 9 de maio, a programação está a cargo de: Leon Baldesberger; Gaveta da Pedra; Kilavra; Macadamia Acoustic experience; Nanook; Stone Breaker; 8000 Comedy Show; LUM; Teresa Aleixo.
O encerramento do festival é feito por Wilson Honrado, numa atuação marcada para as 22:00 horas, acompanhada pela performance visual de Vj Draft, que também marca presença nos sets de Dj Deelight e de Bubba Brothers.
Nos dois dias do “Algarve é União”, os espetáculos têm início às 14:00 horas. O acesso ao festival é gratuito, sendo possível contribuir para o mesmo (mínimo 1€), nos dias em que decorre.Também é possível realizar donativos para esta causa, sempre que o leitor deseje, na página da União Audiovisual.
O cartaz é considerado pela organização como bastante eclético e o festival conta também com o apoio de nomes bem conhecidos do setor cultural, que se assumem como «embaixadores» desta causa: Viviane, Luís Vicente, Eliseu Correia, SEN, Moçê dum Cabréste, Tim, Fernando Júdice, Wilson Honrado, entre muitos outros.
Para além dos artistas que sobem ao palco, são muitos os técnicos que marcam presença neste “Algarve é União”, um evento que é realizado também para estes profissionais, mas que, acima de tudo, só é possível, pelo trabalho único que realizam.
Para Inês Sales, da União Audiovisual, “Quando as forças se unem… nada é obstáculo! E assim nasceu mais um projecto… Algarve é União!”.
A responsável pela comunicação da associação, reforçou também a ideia de que “é com muita vontade em apoiar os profissionais do sector cultural e em dar-lhes voz, que mais uma vez a União Audiovisual se organizou e produziu, um evento cultural dando visibilidade a artistas algarvios de diversas áreas artísticas como o teatro, a dança, a poesia, a música e o stand up comedy”. Segundo Inês Sales “o maior apoio que poderemos dar a estes artistas e técnicos, para além dos alimentos e dos bens de 1ª necessidade, são as palmas, é a presença e os sorrisos de os recebermos de braços abertos, onde eles mais amam estar… num palco!”. E termina com um apelo, “apoiem esta iniciativa com a vossa presença, seja física ou virtual!”.
E fazendo jus ao lema “Ninguém Fica para Trás”, nos dias em que acontece o festival, também vai ser possível contribuir para o sucesso desta causa, com a entrega de bens alimentares não perecíveis e bens de primeira necessidade, sendo que tudo o que for angariado reverte inteiramente a favor da União Audiovisual.
Durante os dois dias do festival e na semana em que acontece, vão ser vários os pontos de recolha, estando os mesmos a funcionar nos seguintes locais:
– Associação Recreativa e Cultural de Músicos – Faro: dia 5 de maio, entre as 10h00 e as 19h00; dias 8 e 9 entre as 9h00 e as 18h00 (inclusive bens alimentares perecíveis)
– Associação Cultural Re-Criativa República 14 – Olhão: dia 5 de maio, entre as 10h00 e as 14h00; dia 7, entre as 17h30 e as 23h00; dias 8 e 9, entre as 10h00 e as 23h00
– ETIC_Algarve – Faro: dias 8 e 9 de maio, entre as 9h00 e as 18h00
– Postos de Turismo da Região de Turismo do Algarve – Faro, São Brás, Olhão e Loulé: de 3 a 9 de maio, entre as 9h00 e as 18h00
O festival “Algarve é União” conta ainda com os seguintes apoios:
General Sponsor: Associação Cultural Re-Criativa República 14; Escola de Tecnologias, Inovação e Criação do Algarve (ETIC); Hotel Eva; Ideias Frescas; PassMúsica; Região de Turismo do Algarve; União das Freguesias de Faro
Sponsor: Algarpalcos; Rise; Sala SIGA; Sons da Fortuna; Stage Team; Subsolo; Take5
Product Sponsor: Agrivabe; Círculopalino; Dedicated Store Lisboa; Doma; Madre Fruta; Mendes Gonçalves; Printhink; Super Bock
Media Sponsor: Barlavento; Cultugarve; Dirty Sock; Correio de Lagos; Litoralgarve; Rádio Foia; Rádio Gilão; Rádio Portimão; Rádio Solar; Região Sul; RUA FM; Sul Informação
Na certeza de que, com união ninguém fica para trás, a União Audiovisual esta a convidar todos a fazer parte deste “Algarve é União” e a apoiar os profissionais da cultura. «Porque a Cultura é segura!»
A procura perpetuar memórias, tradições, saberes e vivências e foi dada a conhecer ao público, numa cerimónia que contou com várias personalidades ligadas às letras e à vida cultural louletana, entre as quais a escritora Lídia Jorge e Guilherme D’Oliveira Martins. A Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, testemunhou aqui mais um dos valores ativos do aspirante Geoparque Algarvensis Loulé-Silves-Albufeira.
“O Cancioneiro Popular do Concelho de Loulé” reúne o trabalho de 65 poetas das 9 freguesias do município, em cinco volumes, num total de mais de duas mil páginas. Foi elaborado no âmbito de uma parceria entre autarquia e a Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve, parceira esta que teve início antes da pandemia, o que não inviabilizou o processo, como explicou João Minho Marques, o docente que coordenou a obra.
Sinal tanto de “resistência” como de “inspiração”, esta recolha antológica visa “preservar a memória do povo louletano”, num concelho onde o “cancioneiro faz sentido e é atual”, de acordo com as palavras do administrador executivo da Fundação Calouste Gulbenkian, Guilherme D’Oliveira Martins, numa referência desde logo a António Aleixo, o maior poeta popular português, Casimiro de Brito, Lídia Jorge e ainda ao papel de Maria Aliete Galhoz na preservação do património oral.
“Este cancioneiro é também Geoparque porque é a valorização das pessoas e do nosso património cultural e humano”, explicou Vítor Aleixo, no dia em o território Algarvensis Loulé-Silves-Albufeira que quer obter a chancela de Geoparque Mundial da UNESCO esteve em destaque.
O autarca, que expressou o sentimento de dever cumprido com o lançamento desta obra, notou que “Faltava honrar esta tradição cultural tão viva e mantida ao longo dos anos pelo povo genuíno. Traduz a obra do povo, os seus saberes ancestrais, enriquece-nos com sensibilidades, atravessa os séculos e é tão importante”,
Estes três concelhos fazem parte da Eurocidade do Guadiana e são os mais representativos da poesia que se faz nas terras do Baixo-Guadiana.
É um livro que evidencia o bem sucedido trabalho que os poetas do Baixo Guadiana realizam há anos, unindo as terras de um e outro lado do rio. Tem prólogo de Pedro Ojeda e comentário da poética na Foz do Guadiana de Pedro Jubilot, Fernando Cabrita e José Juan Diaz Trillo.
Os poemas, de 20 autores, fazem com que este poemário «Poética na Eurocidad do Guadiana» seja uma nova obra de colecionador. A tiragem é curta, a viagem longa, dizem os prefaciadores. A edição é de José Luís Rúa, residente em Ayamonte, um dos mais ativos divulgadores dos poetas do Guadiana.
É ja’ no próximo dia 23 de abril, pelas 19:00 horas , que sobe ao palco do Auditório Carlos do Carmo a Orquestra de Jazz do Algarve, para apresentar o concerto “Liberdades”. O espetáculo conta ainda com as participações das cantoras Ana Laíns e Ana “Cherry” Caldeira.
O concerto é pago e os detentores do passaporte cultural, cartão Lagoa Social ou Rota do Petisco vão ter vinte por cento de desconto.
O programa Liberdades é um programa que «salta de um desafio, num momento temporal onde muitos de nós se esquecem daquilo que é a Liberdade e dos seus limites, do que isso implica afinal em todas as nossas vidas e momentos. O 25 de Abril de 1974 é a data mais recente da História de Portugal, da mais recente Liberdade do nosso País, mas, porque o conceito é muito mais lato, decidimos assim fazer uma ponte e uma fusão a vários níveis. Se por um lado temos os incontornáveis “E Depois do Adeus”, ou “Pedra Filosofal”, também pelo Mundo teremos um “Bella Ciao”, ou um “Blowing In The Wind”. Fundimos assim vários autores, de Zeca Afonso a Paulo de Carvalho, Manuel Freire, Bob Dylan, John Lennon ou Bob Marley, entre outros. Todos aqui reunidos nas suas visões sobre Liberdade, ou das várias Liberdades». lê-se na sinopse.
Vários orquestradores foram selecionados, no Reino Unido, Itália, Estados Unidos da América, Alemanha ou Islândia.
«Mantendo o Jazz como linguagem Universal e de fundo, vamos poder escutar a leitura de cada um deles sobre os temas musicais selecionados, não deixando de respeitar aquilo que são. Um desafio enorme, mantendo todas as Liberdades artísticas», promete a organização.
Duas vozes nacionais: Ana Laíns e Ana “Cherry” Caldeira emprestam a sua voz aos temas internacionais.
O espetáculo, realizar-se-á cumprindo com todas as normas da Direção Geral de Saúde (DGS), nomeadamente a lotação de apenas 50% da sala (com lugares intercalados), dispensadores de gel desinfetante, sinalização de espaços interiores e exteriores, indicação das regras de higiene, uso obrigatório de máscara, distanciamento social, entre outras normas exigidas por lei.
Os núcleos museológicos do Museu de Mértola reabrem ao público no dia 6 de abril de 2021 em primeira fase, de 6 a 30 de abril, com os horários das 9h15 às 12h30 e das 14h00 às 17h15 horas e encerramento ao domingo e segunda-feira.
Será possível visitar o Castelo, a Alcáçova, a Igreja Matriz, a Oficina de Tecelagem, a Basílica Paleocristã, a Casa Romana e a Arte Sacra, nesta fase com limitações relativamente à lotação do espaço.
Mértola garante estarem asseguradas todas as condições para receber os visitantes em segurança.
O início da Primavera de 2021 encontra os humanos confinados, mas a Natureza prossegue a tarefa de continuar a vida de outras espécies de habitantes do Planeta. O Sol brilha como sempre brilhou, os pássaros cantam nos ramos e toda a vida animal se compraz. Aqui ficam algumas das canções significativas publicadas por Álvaro Ferreira no seu «Lugar ao Sul».
Capa do CD “Primavera 2: Música para Guitarra de Coimbra”, de Francisco Filipe Martins (Philips/Poygram, 1998)
Os polos da Biblioteca Municipal Urbano Tavares Rodrigues, em Moura vai também reabrir na próxima segunda-feira, 22 de março, acompanhando uma semana depois a reabertura da Biblioteca Municipal ocorrida no passado dia 15 de março.
Os polos vão funcionar de forma condicionada, estando disponível o empréstimo e devolução de livros ao balcão e em regime de take away, ou de entrega ao domicílio, mediante marcação prévia.
Os horários de funcionamento são entre as 09:30 as 18:00 horas, com intervalo entre as 12:30 e as 14:00 horas em Santo Aleixo da Restauração, Sobral da Adiça e Amareleja e das 14:00 às 18:00 horas em Santo Amador e Safara.
Os projetos attega, ANULACompany e Mariana Soares desfilam na Segunda-Feira, dia 22 de março às 18.00 no Conjunto Arqueológico de Itálica, Santiponce, Sevilha.
Para esta edição, a fundação Três Culturas através do projeto europeu INTREPIDA Plus que lidera, selecionou as designers ANULA Company de Córdova, Attega de Sevilha e Mariana Soares de Lisboa.
Num ano particularmente difícil para setores como o da moda, a Fundação Três Culturas promove mais um ano, a presença de Portugal junto a marcas andaluzas, na XV Semana da Moda de Sevilha, CODE 41, graças ao projeto INTREPIDA plus, uma iniciativa de cooperação transfronteiriça entre Espanha e Portugal dedicada à internacionalização de empresas geridas por mulheres em ambos países.
Nesta edição, segundo foi informado na conferência de Imprensa, a CODE 41 converte-se na Semana da Moda de Andaluzia, um novo formato de evento em que, para além da própria moda, terá especial protagonismo o valor patrimonial de Andaluzia, apostando assim em lugares históricos das quatro províncias andaluzas que irão participar: Sevilha, Málaga, Córdova e Cádis.
A CODE 41 é o primeiro evento de moda presencial de 2021 na Europa. A organização escolheu espaços emblemáticos ao ar livre para assegurar o cumprimento das medidas de segurança sanitárias.
Em Sevilha, os desfiles serão celebrados no Conjunto Arqueológico de Itálica, situado em Santiponce, Sevilha, espaço monumental que acolherá, de 21 a 27 deste mês, uma programação que inclui três desfiles organizados pela Fundação Três Culturas, previstos para a Segunda-Feira, dia 22 de março, às 18.00 horas locias.
As Marcas
attega, projeto pessoal de Gabriela Flores (Sevilha, 1997), estudante de Administração e Gestão de Empresas na Universidade de Sevilha. Apaixonada pela moda, começou a desenhar malas reversíveis prêt-à-porter que tiveram ampla aceitação no mercado. Paralelamente ao design e fabricação das malas, passou a criar peças inspiradas na moda vintage, na natureza e em geral na beleza que reside na simplicidade. Os seus acessórios têm um ar retrô, assim como as suas camisas com gola ‘bobo’, minivestidos e macacões que convidam a desfrutar do simples e do agradável. Um universo colorido que já conquistou prescritores de estilo como María Valdés, Elisa Serrano ou Carlota Weber.
Gabriela Flores desfruta da escolha cuidadosa de todos os materiais e acompanha desde o princípio todo o processo de fabricação que é 100% realizado em Andaluzia, concretamente em Sevilha e Ubrique (Cádis). Revistas como a Vogue, entre outras, têm destacado a sua presença no mundo da moda, descrevendo-a como “A marca sevilhana que conquista a geração Z (nascidos entre 1995 e 2008)”.
ANULA Company é uma marca integrada por Paula Pérez (Córdova, 1987) e Andrea Pareja (Córdova, 1992), duas jovens empreendedoras que trabalham e vivem na cidade de Córdova.
Andrea é licenciada em Biologia e amante da moda desde pequena. Quando terminou os estudos decidiu dedicar-se totalmente ao mundo do design e da modelação, formando-se em dintintas escolas de Andaluzia.
Por outro lado, Paula estudou Jornalismo e posteriormente fez um mestrado em Empreendedores de Comunicação e Moda na Universidade de Sevilha. Elas ao coincidir no mesmo estúdio de moda, decidiram empreender juntas. A linha das suas criações está marcada por uma moda sustentável que utiliza tecidos orgânicos produzidos a partir da reciclagem de outros materiais como o plástico. Todas as suas coleções pertencem à filosofia de slow fashion que partilham com outras marcas como Royo Brand, Capitán Denim, Pitusas e Filigranaart. Nesta ocasião apresentarão a coleção Resilencia.
Mariana Soares (Lisboa, 1997) licenciada e mestre em Design de Moda pela Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa. A sua paixão pela moda surgiu a partir da ilustração de personagens de videojogos, ao ter em conta como a roupa e os acessórios ajudavam a moldar a personalidade dos mesmos.
Das colecções lançadas, destaca-se a que se intitula de Ikigai, uma palavra japonesa que se traduz como “razão para existir”. A partir dessa concepção começou a produzir peças de vestuário que respeitassem o meio ambiente e o planeta, ecofriendly e de desperdício mínimo.
O foco da coleção tem sido a criação de peças sem tamanho específico, com material made in Portugal. Destacam-se peças de tricô feitas à mão em colaboração com @ rosarios_4, empresa portuguesa especializada na fabricação e tingimento de fios ecofriendly. Entre os tecidos que utiliza destacam-se o linho, a fibra de baixa pegada ecológica, ou o deadstock das fábricas portuguesas.
Como designer, pensa em peças de gênero neutro e trans-sazonais. Tem como foco o conforto e o bem-estar físico e psicológico, sendo as suas coleções um reflexo disso. Nas suas peças predomina a sobreposição de vestes, um estilo oversize, os contrastes entre tons frios e quentes e as linhas irregulares, quase esculturais. A coleção Ikigai rendeu-lhe o terceiro prémio no concurso ModaPortugal.
A coleção que apresentará no CODE 41 intitula-se de Ataraxia. Depois de um ano particularmente difícil para todos, a designer propõe a procura da calma e da harmonia, que encontra em locais como o Oceanário de Lisboa.
Acompanhando as criações de Mariana Soares, colaboram no desfile as marcas Rosários4 e calçado Marita Moreno.
Rosários4
Empresa localizada em Mira de Aire, zona centro de Portugal. Trata-se de uma marca especializada na produção e tingimento de fios de crochê, de bordado e tricô. Desenvolve produtos inovadores, com especial interesse nas fibras naturais. Desde 2000, possui a certificação de qualidade ISO 9001. Esta garantia de qualidade estende-se a outros produtos, como os seus fios 100% lã, com qualidade Pure New Wool.
Sapatos da designer Marita Moreno
Marita Moreno é uma marca portuguesa de acessórios de moda criada com uma perspetiva única do ponto de vista ético, em que a história dos produtos é fundamental para a sua definição como marca de slow fashion. A transparência na produção, responsabilidade social e o compromisso ético são valores intrínsecos a esta marca. Desde o seu começo, tem procurado a sustentabilidade ambiental com a criação de edições limitadas, a utilização de matérias-primas nacionais, a fabricação total em Portugal e a integração dos têxteis tradicionais e artesanais nos seus produtos. A marca preocupa-se com o processo criativo e a fabricação de sapatos que durem e sejam igualmente apreciados. O seu design é atemporal, evitando tendências que saiam de moda rapidamente. Algo que aliado a uma grande qualidade no material permite desfrutar do calçado por muito tempo, prolongando a vida do artigo e evitando curtos círculos curtos de existência para os produtos.
A Fundação Três Culturas do Mediterrâneo é a principal beneficiária do projeto INTREPIDA plus, juntamente com os seguintes parceiros de Espanha e Portugal: Câmara Municipal de Huelva, Mancomunidad Desarrollo Condado de Huelva, Núcleo Empresarial da Região de Portalegre (NERPOR), Núcleo Empresarial da Região de Évora (NERE) e o Município de Faro. O projeto INTREPIDA plus conta com financiamento europeu do programa INTERREG V A Espanha-Portugal (POCTEP).
Mais informações sobre o projeto INTREPIDA plus em: www.tresculturas.org/intrepida
Mais informações sobre o CODE 41 em: www.code41.es
De 19 a 27 de março, Mértola lembra António Serrão Martins, primeiro autarca eleito em democracia, com um conjunto de iniciativas em formato digital.
Celina da Piedade participa no dia da abertura com um concerto comentado, transmitido em direto em streaming pelo Facebook desde do Cine Teatro Marques Duque, com a participação de Ana Santos, no violino.
Conversas, tertúlias, concertos, partilhas de poemas no dia mundial da poesia, programa de rádio, entre outros, são alguns dos conteúdos de uma programação que evoca a memória e a visão de Serrão Martins e o lugar de destaque que sempre atribuiu à Cultura e ao Património.
O Programa completo encontra-se nas redes sociais do Municipio de Mértola para aceder aos links de inscrição nas diferentes iniciativas do programa.
Em declarações prestadas à Rádio Portalegre, a mentora da iniciativa, Estrela da Paz, explicou que todas as semanas serão deixados livros na cabine telefónica, sendo que as pessoas podem levar para ler, se quiserem podem devolver ou trocar.
Estrela da Paz congratulou-se pelo facto de esta iniciativa estar a ter bastante adesão por parte da população de Santo António das Areias e também de outros concelhos vizinhos, como Castelo de Vide.
A mentora sublinha ainda que em tempos de pandemia, a leitura é muito importante, deixando o apelo a outras pessoas para que repliquem a ideia em outros locais. Em poucos dias, a iniciativa conseguiu angariar mais de uma centena de livros e mais de 50 revistas de culinária.
As atividades culturais das comemorações realizam-se com recurso a transmissão digital. A programação conta com iniciativas, participações e testemunhos à distância, «numa especial e intensa viagem ao universo de João de Deus, que ficará, para sempre conhecido, como uma das eminentes figuras do seu tempo e de toda a literatura e pedagogia portuguesas».
A iniciativa João de Deus para mim?, pela perspetiva de diversos munícipes, personalidades e instituições; conversas com Maria João Raminhos Duarte, José Alberto Quaresma e António Ponces de Carvalho; uma visita guiada à Casa-Museu João de Deus, pela presidente da câmara Municipal de Silves, Rosa Palma; leituras encenadas e o concerto «Fabricantes de Pegadas», pelo coletivo Poetas do Povo, são algumas dessas propostas que marcarão esta semana de homenagem a João de Deus.
O ponto alto destas comemorações está previsto para o dia 8 de março, a data em que se completam 191 anos sobre o nascimento de João de Deus.
Neste dia, a programação começará, pelas 10h30, com um momento evocativo, com deposição de flores, transmitido em direto do monumento escultórico dedicado a João de Deus, em SB Messines, com a intervenção, Rosa Palma, e da presidente da Junta de Freguesia de S. Bartolomeu Messines, Carla Benedito.
Na tarde, para além dos testemunhos da rúbrica “João de Deus para mim”, das15:00 às 19:00 horas, será apresentada, às 16:00 horas, a leitura encenada “João de Deus I Correspondência Intima & Prosa Dispersa”, pela voz de Pedro Freitas e José Anjos, que irão descortinar e dar a conhecer a correspondência que João de Deus trocou com a família, amigos e desconhecidos.
As comemorações culminarão com o concerto intimista “Fabricantes de Pegadas”, pelo coletivo Poetas do Povo, às 21:30 noras, num espetáculo de poesia e música que dará especial enfoque à poesia de João de Deus, unindo-a à voz e à palavra escrita de diversos poetas portugueses.
“O Município de Silves, apesar dos dias de confinamento estabelecidos, decidiu manter-se fiel ao espirito comemorativo desta efeméride e preparou um programa de índole cultural, integralmente online, com vista a manter vivo o legado de João de Deus, filho da terra, que marcou a história do ensino e da literatura nacionais. Um homem universal, ímpar, intemporal, que tanto nos orgulha e que, inquestionavelmente, nos deixou um legado que irá ser perpetuado para todo o sempre e que merece ser recordado”, refere Rosa Palma.
O Município de Silves convida, assim, todos os munícipes e admiradores de João de Deus a associarem-se a estas comemorações e a assistirem a todos estes momentos transmitidos nos canais digitais da autarquia.