FOZ – Guadiana Digital

Categoria: Breves-Fora

  • Revolução na Carta de Condução

    Revolução na Carta de Condução

    As Novas Normas Europeias que Vão Mudar a Vida dos Condutores Portugueses

    A União Europeia está a preparar uma profunda revisão das regras relativas à carta de condução, um movimento que visa aumentar a segurança rodoviária e harmonizar os requisitos de circulação em todos os Estados-membros.

    Estas novas normas, resultantes da proposta para a 4.ª Diretiva Comunitária sobre Cartas de Condução, terão um impacto direto em Portugal. A principal questão que se coloca aos condutores nacionais é: quando é que estas alterações entrarão em vigor e o que se espera que mude no seu dia a dia?

    As novas regras pretendem modernizar o sistema de licenciamento, preparando-o para a era digital e respondendo aos desafios demográficos e ambientais atuais.

    Embora o processo legislativo esteja em curso, as linhas orientadoras já desenham um futuro com mais controlos, maior digitalização e requisitos específicos para determinadas faixas etárias e tipos de veículos.

    A digitalização é um dos pilares centrais desta reforma. Está previsto o lançamento de uma carta de condução digital válida em toda a UE, acessível através de uma aplicação móvel.

    Isto não só simplificará a fiscalização pelas autoridades, como também facilitará o processo de renovação ou substituição de documentos, permitindo aos condutores portugueses comprovar a sua elegibilidade em qualquer país da União sem necessitar do documento físico.

    Outra proposta que tem gerado debate intenso é a necessidade de exames médicos mais frequentes para condutores idosos. O objetivo é garantir que as capacidades psicomotoras se mantêm adequadas à condução, reduzindo o risco de acidentes.

    Embora a frequência exata ainda esteja a ser negociada, a tendência aponta para que os condutores com mais de 70 anos em Portugal possam ter de passar por avaliações médicas e psicológicas mais rigorosas e regulares para manter a validade da sua licença.

    Para os novos condutores, as regras também serão reforçadas. A Diretiva propõe a implementação de um período de experiência de pelo menos dois anos, que poderá incluir uma tolerância zero para o consumo de álcool e regras mais apertadas sobre limites de velocidade. Esta medida procura reduzir a sinistralidade entre os condutores mais jovens e inexperientes.

    Relativamente ao cronograma, é crucial entender que estas são propostas. Após aprovação final no Parlamento Europeu e no Conselho, os Estados-membros terão um período de transposição.

    O cenário mais provável aponta para que as propostas sejam finalizadas entre 2024 e 2025, com a obrigatoriedade de implementação em Portugal a ocorrer, gradualmente, nos anos seguintes – potencialmente entre 2027 e 2029. As datas específicas dependerão da velocidade com que o Governo Português transpuser a Diretiva para a lei nacional.

    Os condutores portugueses devem, assim, estar atentos. As mudanças não exigirão uma alteração imediata das cartas existentes (que continuarão válidas até à sua data de expiração), mas introduzirão novos requisitos para renovações e para o acesso às futuras cartas digitais, tornando a segurança rodoviária uma prioridade cada vez mais central na legislação europeia.

  • Ariane Volta a Brilhar: Europa Consolida Acesso Independente ao Espaço com Lançamento de Sucesso

    A Europa reafirmou a sua mestria no acesso independente ao espaço com o mais recente lançamento bem-sucedido do seu icónico veículo, o foguetão Ariane.

    A missão, que decorreu a partir do Centro Espacial Europeu de Kourou, na Guiana Francesa, colocou em órbita com precisão um conjunto de satélites cruciais, destinados a reforçar as infraestruturas de comunicação e observação terrestre do continente.

    Este lançamento não é apenas uma vitória técnica; é uma declaração de fiabilidade e resiliência da engenharia espacial europeia. O poderoso lançador Ariane demonstrou, uma vez mais, a sua capacidade de colocar cargas úteis complexas e de elevado valor nas suas órbitas planeadas, um processo monitorizado meticulosamente por equipas da Agência Espacial Europeia (ESA) e da Arianespace.

    Os satélites agora em órbita irão desempenhar funções vitais, desde a melhoria das telecomunicações globais e serviços de banda larga, até ao fornecimento de dados essenciais para a monitorização climática, a gestão de desastres e a segurança.

    Estes ativos espaciais são a espinha dorsal de muitas aplicações terrestres, realçando a importância da continuidade e da capacidade de lançamento autónomo que o programa Ariane oferece.

    Num contexto de intensa competição geopolítica no setor espacial, garantir que a Europa consegue lançar missões próprias, sem depender de operadores ou nações terceiras, é um imperativo estratégico. O sucesso continuado do programa Ariane garante não só este acesso vital, mas também estimula a inovação e o investimento na base industrial tecnológica europeia.

    Enquanto a comunidade espacial europeia se prepara ativamente para a próxima era, marcada pela introdução do muito antecipado Ariane 6, este último feito do seu antecessor serve como um poderoso testemunho da excelência operacional alcançada.

    O futuro da exploração espacial europeia, e o seu lugar na vanguarda da tecnologia global, continua firmemente assegurado.

  • Anthropic aumenta financiamento

    A Anthropic anunciou na quinta-feira que concluiu uma ronda de financiamento Série G de US$ 30 bilhões liderada pelo fundo soberano de Singapura GIC e pela Coatue Management, mais que dobrando a avaliação da empresa de IA para US$ 380 bilhões.

    O financiamento representa a maior operação de capital de risco de 2026 e a segunda maior já registrada, ficando atrás apenas da rodada de US$ 40 bilhões da rival OpenAI em 2025. Está de candeias às avessas com o Pentágono por não autorizar jogos de guerra.

  • Irlanda tem nova presidente

    Catherine Connolly, 68 anos, é uma política independente irlandesa, natural de Galway, advogada e psicóloga, fluente em irlandês. Foi deputada (Teachta Dála) pelo círculo de Galway West desde 2016, tendo servido também como vice-presidente do Parlamento (Leas-Cheann Comhairle, de 2020 a 2024).

    Tornou-se conhecida por posições de esquerda e pacifistas, sendo defensora da neutralidade irlandesa, justiça social, transparência política e causas progressistas como o casamento igualitário e legalização do aborto.

    É uma das principais vozes pró-Palestina no parlamento irlandês e crítica do rearmamento europeu. Reuniu apoio de partidos como Sinn Féin, Socialistas, Trabalhistas, Verdes e outros independentes. Foi eleita Presidente da Irlanda com 63% dos votos — um recorde histórico de preferências.

    Catherine Connolly é a terceira mulher presidente da Irlanda. Antes dela, Mary Robinson (1990–1997) e Mary McAleese (1997–2011) já ocuparam o cargo.

    Fontes consultadas: Wikipedia, Edublin, Perplexity
  • Mil milhões de euros do PRR para Portugal

    A Comissão Europeia aprovou o sétimo pagamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) a Portugal, no valor de 1,06 mil milhões de euros.

    Este desembolso eleva para 47% a taxa de execução global do programa, evidenciando o cumprimento de todos os 27 marcos e metas estabelecidos nesta fase.

    Os fundos destinam-se a investimentos estratégicos, como aquisição de equipamentos médicos, apoio a pessoas em risco de exclusão social, renovação de centrais hidroelétricas na Madeira, compra de veículos para bombeiros e forças de segurança, financiamento de alojamentos de emergência, promoção da igualdade salarial e instalação de estações de carregamento de veículos elétricos.

    Portugal já recebeu um total de 13,8 mil milhões de euros do fundo europeu e foi o segundo país a apresentar o sétimo pedido de pagamento, reforçando a confiança da Comissão Europeia na execução do PRR nacional.​

  • Meteorito em Badajoz

    𝐁𝐨𝐥𝐚 𝐝𝐞 𝐟𝐨𝐠𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐚𝐭𝐫𝐚𝐯𝐞𝐬𝐬𝐨𝐮 𝐨 𝐜𝐞́𝐮 𝐝𝐞 𝐁𝐚𝐝𝐚𝐣𝐨𝐳 𝐞𝐫𝐚 𝐮𝐦𝐚 𝐫𝐨𝐜𝐡𝐚 𝐚 𝟏𝟐𝟕 𝐦𝐢𝐥 𝐪𝐮𝐢𝐥𝐨́𝐦𝐞𝐭𝐫𝐨𝐬 𝐩𝐨𝐫 𝐡𝐨𝐫𝐚

    Uma enorme bola de fogo foi detetada na madrugada desta segunda-feira a cerca de 104 quilómetros de altitude, sobre Fuenlabrada de los Montes (Badajoz). O fenómeno luminoso avançou em direção a Ciudad Real, até se extinguir a 29 quilómetros de altura sobre El Guijo, na província de Córdoba.

    O fenómeno foi registado pelos detetores do projeto Smart, do Instituto de Astrofísica da Andaluzia (IAA-CSIC). Segundo o astrofísico José María Madiedo, a rocha tinha origem num cometa e entrou na atmosfera terrestre a uma velocidade impressionante — 127 mil quilómetros por hora.

    O impacto com o ar fez com que a superfície do meteoroide atingisse temperaturas de vários milhares de graus, gerando a intensa luminosidade que pôde ser observada em grande parte do país.

    A passagem foi captada pelos observatórios astronómicos de Huelva, La Hita (Toledo), Calar Alto (Almería), Sierra Nevada, La Sagra (Granada) e Sevilha, às 02h44, e apresentava um brilho comparável ao da Lua cheia, tornando-a visível em toda a Península Ibérica.
  • Mel egípcio de 3 mil anos desafia o Tempo

    Arqueólogos descobriram potes de mel com mais de 3 mil anos em tumbas do Egito Antigo, encontrando-os surpreendentemente bem preservados e comestíveis. A descoberta ressalta as propriedades únicas do mel como conservante natural, capaz de resistir ao tempo e manter suas características originais por milênios.

    A excepcional preservação do mel egípcio antigo é atribuída à sua composição química. A alta densidade do mel, com baixíssimo teor de água, dificulta o desenvolvimento de bactérias e fungos, micro-organismos responsáveis pela deterioração de alimentos. Adicionalmente, a acidez natural do mel cria um ambiente inóspito para esses micro-organismos.

    Outro fator importante é a enzima invertase, adicionada pelas abelhas durante o processo de produção do mel. A invertase quebra açúcares complexos, conferindo ao mel seu sabor característico e contribuindo para a sua capacidade de auto-conservação.

    Esse processo natural de «embalsamento» pelas abelhas permite que o mel se mantenha intacto por longos períodos, resistindo a fatores externos e garantindo sua qualidade ao longo de eras.

    A descoberta reforça a importância do mel não apenas como alimento, mas também como um conservante natural milenar. Sua capacidade de resistir ao tempo, às guerras e às mudanças de civilizações o torna um produto único e fascinante, capaz de preservar seu sabor e qualidade por milhares de anos.

  • 2025-02-09 – Mundo

    Um novo sismo (5,2 Richter) atingiu o leste do Afeganistão, que já tinha sido abalado no domingo, causando mais de 1.400 mortos e cerca de 3.100 feridos.

    Pelo menos 30 palestinianos morreram num ataque aéreo israelita sobre Gaza; Telavive prepara uma ofensiva em larga escala sobre a cidade.

    O presidente russo, Putin, afirmou não se opor à adesão da Ucrânia à União Europeia, mas reiterou sua posição sobre a NATO.

    Xi Jinping propõe uma nova ordem mundial com a Rússia e Índia, desafiando o controlo dos EUA.

    O PIB brasileiro cresceu 0,4% no segundo trimestre, mostrando desaceleração da economia.

    França regista feridos após ataque com faca em Marselha.

  • Tragédia no Texas com transbordo do Rio Guadalupe

    Tragédia no Texas com transbordo do Rio Guadalupe

    Enchentes Devastadoras e dezenas de mortos e desaparecidos


    O estado do Texas, nos Estados Unidos, foi atingido por inundações repentinas catastróficas no último fim de semana do Dia da Independência (4 de julho), resultando em um número trágico de mortos e desaparecidos, especialmente na região de Central Texas, ao longo do rio Guadalupe. As chuvas torrenciais transformaram rios e riachos em torrentes mortais, apanhando muitos de surpresa.

    O Balanço da Tragédia

    Até o momento, mais de 80 pessoas foram confirmadas mortas, e as autoridades continuam as operações de busca por dezenas de desaparecidos. A maioria das vítimas e dos que continuam desaparecidos são da área de Kerr County, onde um acampamento de verão para meninas, Camp Mystic, foi severamente atingido. Várias crianças e monitores do acampamento estão entre as vítimas e os desaparecidos, com pelo menos 10 crianças ainda desaparecidas do Camp Mystic.

    As inundações ocorreram nas primeiras horas da manhã de sexta-feira, 4 de julho, pegando residentes e campistas desprevenidos. O rio Guadalupe subiu cerca de 8 metros em apenas 45 minutos, arrastando casas, veículos e infraestruturas.

    Causas e Contexto

    A devastação foi intensificada por uma combinação de fatores:

    • Chuvas Extremas: Uma quantidade massiva de chuva, excedendo em muito as previsões (com alguns locais registando mais de 30 centímetros), caiu em poucas horas.
    • Geografia da “Flash Flood Alley”: A região de Texas Hill Country é conhecida como “flash flood alley” (corredor de inundações repentinas) devido ao seu terreno íngreme, solo rochoso e pouca vegetação, que impedem a absorção rápida da água, fazendo-a escoar rapidamente para os rios.
    • Remanescentes de Tempestade Tropical: A humidade significativa trazida pelos remanescentes da Tempestade Tropical Barry, que tocou terra no México, combinada com outros sistemas meteorológicos, “alimentou” a tempestade sobre o Texas.
    • Falta de Alertas Efetivos: Sobreviventes relataram não ter recebido avisos de emergência suficientes ou em tempo hábil. Embora o Serviço Nacional de Meteorologia tenha emitido alertas, há questões sobre a eficácia dos sistemas de alerta locais em alcançar as comunidades mais vulneráveis e os acampamentos ao longo do rio.

    Desafios e Próximos Passos

    As equipas de resgate enfrentam desafios contínuos devido aos detritos, ao calor intenso e à possibilidade de mais chuvas, complicando as buscas pelos desaparecidos. A comunidade está em luto e o Texas está a começar um longo processo de recuperação.

    Este evento trágico sublinha a importância crítica de sistemas de alerta eficazes, preparação para desastres e ordenamento do território, especialmente em áreas propensas a inundações repentinas. As autoridades estão sob escrutínio para avaliar como podem melhorar a resposta a futuros eventos climáticos extremos.

    A Atuação das Autoridades e os Desafios na Resposta às Inundações no Texas


    Diante da escala da tragédia das inundações no Texas, a atuação das autoridades tem sido marcada por uma intensa mobilização de recursos para busca e resgate, mas também por um crescente debate sobre a eficácia dos sistemas de alerta e a preparação para desastres dessa magnitude.

    Operações de Busca e Resgate: Uma Corrida Contra o Tempo
    Desde o primeiro momento, as equipes de emergência do Texas, apoiadas por agências federais, têm trabalhado incansavelmente em operações massivas de busca e resgate. Centenas de profissionais, incluindo socorristas da Guarda Costeira dos EUA, equipes de resgate em águas rápidas (Swiftwater Rescue Boat Squads da Texas A&M Task Force 1 e 3), guardas de caça (Game Wardens) e helicópteros com capacidade de içamento, foram mobilizados. Mais de 1.700 pessoas estão envolvidas nas operações.

    Os esforços se concentram nas áreas mais devastadas, como Kerr County e ao longo do rio Guadalupe, onde casas e acampamentos foram arrastados pela força da água. As equipes utilizam helicópteros, barcos, drones e maquinário pesado para remover detritos e vasculhar as margens dos rios. Voluntários também foram direcionados para auxiliar nas buscas.

    Até o momento, mais de 850 pessoas foram resgatadas, muitas delas encontradas agarradas a árvores ou em estruturas isoladas. Contudo, as condições são extremamente desafiadoras: o terreno está coberto por lama e destroços, há presença de cobras e o calor intenso, somado à previsão de mais chuvas, complica ainda mais as operações. A extensão dos danos e o volume de detritos tornam a busca por desaparecidos uma tarefa árdua e demorada.

    Desafios e Críticas à Gestão de Emergências
    Apesar da dedicação das equipes de resgate, a tragédia levantou questões sérias sobre a preparação e a resposta das autoridades, gerando um intenso debate público e político.

    Um dos pontos mais críticos é a eficácia dos avisos e alertas meteorológicos. O Serviço Nacional de Meteorologia (NWS) emitiu alertas de inundação potencial com antecedência e, nas primeiras horas da sexta-feira, 4 de julho, emitiu alertas de inundação repentina e até mesmo “emergências de inundação repentina” – um aviso raro que sinaliza perigo iminente. No entanto, muitas vítimas e moradores afirmam não ter recebido alertas adequados ou em tempo hábil.

    Problemas de Comunicação: O gerente municipal de Kerrville, Dalton Rice, apontou que muitas áreas rurais e acampamentos têm pouca ou nenhuma cobertura de telefonia celular, dificultando a entrega de alertas diretos aos telefones. Há também questionamentos sobre se os alertas federais foram devidamente retransmitidos pelas autoridades locais e estaduais de maneira eficaz para o público.

    Falta de Evacuação: A investigação futura focará em por que alguns acampamentos e residências não evacuaram ou se moveram para terrenos mais elevados, apesar da vulnerabilidade da área a inundações repentinas (“flash flood alley”). Enquanto alguns acampamentos agiram rapidamente para realocar pessoas, outros não o fizeram, resultando em perdas trágicas, como no Camp Mystic.

    Controvérsia Política: A tragédia também se tornou um ponto de disputa política. Alegações de que cortes orçamentários na National Weather Service (NWS) e na Federal Emergency Management Agency (FEMA) poderiam ter comprometido a capacidade de previsão e alerta têm sido levantadas, embora autoridades como o senador Ted Cruz neguem que tais cortes tenham impactado os avisos. O Presidente Donald Trump, que visitará o estado, também se pronunciou, defendendo que o evento foi “inesperado”.

    As autoridades afirmaram que, uma vez concluídas as operações de busca e resgate, haverá uma investigação aprofundada para analisar a cadeia de alertas, as comunicações e os protocolos de emergência, buscando identificar o que poderia ter sido feito de forma diferente para mitigar o impacto de eventos futuros. A tragédia do Texas reforça a importância de uma coordenação robusta entre todos os níveis de governo e de sistemas de alerta e comunicação de emergência mais resilientes e acessíveis para proteger as comunidades em áreas de alto risco.


    Podemos aprofundar a discussão sobre os esforços de resgate ou as medidas de prevenção no Texas, se desejar.

  • Língua Portuguesa na Guiné-Bissau

    O primeiro Congresso Internacional do Ensino da Língua Portuguesa na Guiné-Bissau terminou com um apelo para a criação de bibliotecas no país africano, onde nem nas universidades existe esta oferta para estudo.

    Nas conclusões do congresso, que juntou durante três dias em Bissau académicos e especialistas de vários países lusófonos, ressalta a constatação de que a Guiné-Bissau não tem uma única biblioteca pública.

    «Os responsáveis máximos têm que pensar nisso», considerou Ibraima Djaló, diretor da Escola Superior de Educação- Unidade Tchico Té, a promotora e anfitriã do congresso. Para este professor, não é possível «falar num país desenvolvido sem a base da educação e tem que ter bibliotecas».

    A própria unidade Tchico Té, que ministra uma licenciatura e iniciará, em setembro em língua portuguesa, não tem biblioteca. Naquele estabelecimento existe apenas o espaço do Instituto Camões, inaugurado há mais de 20 anos, para os estudantes aproveitarem.

    «Mas e as outras especialidades? Não têm. É bom que seja encarado como um objetivo do país, se pensamos em desenvolvimento tem que se pensar naquilo que é base : a educação com materiais didáticos, bibliotecas em todas as escolas públicas», defendeu.

    Segundo disse, os poucos espaços que existem com esta designação não são bibliotecas, são «uma sala com livros». «Uma biblioteca pública faz falta no país», sublinhou, lançado o repto aos governantes para pensarem nisso.

    Os três dias de congresso da língua portuguesa serviram para interação e debate académico e salientaram as lacunas no ensino. De acordo com os dados que foram sendo divulgados, na Guiné-Bissau menos de 5% da população fala português, enquanto em outros países lusófonos a percentagem chegam aos 80% em Angola ou 48% em Moçambique.

    Na Guiné-Bissau, segundo Ibraima Djaló, «falta a base fundamental, materiais didáticos, os alunos apreendem com o esforço dos professores e isso não é suficiente». «É preciso material didático para todos os níveis de ensino. Como podemos desenvolver a língua portuguesa sem materiais», questionou.

    A situação (instabilidade) política do país gera isso, faz com que o sistema educativo seja frágil, com atrasos no início das aulas ou paragens devido às greves, como observou.

    Um passo em frente, como foi referido na sessão de encerramento do congresso, foi dado no ano letivo que está a terminar com a distribuição de manuais escolares aos alunos e de guias aos professores do ensino básico nas escolas públicas.

    O congresso contou com o apoio, entre outros parceiros, do Instituto Camões, que apoia a licenciatura em língua portuguesa, a formação contínua de professores e o mestrado que arranca no próximo ano letivo e será o primeiro deste nível de ensino na Guiné-Bissau.

    O diretor de serviços da língua do Instituto Camões, Rui Vaz, acompanhou o congresso e disse, à margem da sessão de encerramento, que continuará a apoiar no âmbito do próximo Plano Estratégico de Cooperação entre Portugal e a Guiné-Bissau.

    O plano para os próximo anos está a ser preparado e o Camões está a fazer, juntamente com as autoridades guineenses e um grupo de investigação, que foi contratado para esse efeito, um documento estratégico para a língua portuguesa na Guiné-Bissau.

    Segundo disse, aguardam o resultado dessa análise com pistas para «fazer mais e melhor» no próximo ciclo de projetos.

    Os promotores do primeiro Congresso Internacional de Ensino da Língua Portuguesa na Guiné-Bissau encerraram os trabalhos com a perspetiva de que para o ano haverá “certamente o segundo congresso”.

    ./com Lusa
  • Crise nos EUA: Escassez de ovos e alta de preços devido a surto de gripe aviária

    Os Estados Unidos enfrentam uma grave escassez de ovos e elevação recorde nos preços de aves, provocada por um surto de gripe aviária (H5N1).

    Desde o final de 2024, mais de 136 milhões de frangos, incluindo 40 milhões de galinhas poedeiras, foram sacrificados para conter o avanço do vírus. A medida, embora drástica, segue protocolos sanitários internacionais para evitar bloqueios comerciais, já que o país exporta US$ 5,5 bilhões anuais em carne avícola.

    A influenza aviária, altamente contagiosa entre aves, levou ao esvaziamento de prateleiras em supermercados de vários estados. O preço da dúzia de ovos, que custava US$ 2 antes do Ação de Graças, quadruplicou, chegando a US$ 8 em janeiro. A carne de frango também registra alta significativa, impactando consumidores e setores alimentícios.

    Autoridades sanitárias, como o CDC, defendem o sacrifício em massa como única forma eficaz de conter epidemias, estabelecendo zonas de exclusão de até 10 km ao redor de focos detectados. Um veterinário espanhol, com experiência em crises similares, ressaltou em vídeo que, apesar do alarmismo, não há registros de transmissão do H5N1 para humanos. Estudos recentes, como o publicado na Science Immunology, indicam que neutrófilos humanos podem neutralizar o vírus.

    Enquanto isso, países como a Espanha adotaram medidas preventivas, como a proibição de criação de galinhas ao ar livre. O especialista ainda criticou a politização da crise, destacando que as ações são técnicas, sem relação com governos anteriores ou a atual administração. Apesar do impacto económico, a prioridade é evitar danos maiores à cadeia produtiva e ao comércio global.

    A situação expõe a vulnerabilidade de setores essenciais a crises sanitárias, reforçando a necessidade de protocolos rígidos e investimento em pesquisa para vacinas aviárias, ainda inexistentes. Enquanto isso, recomenda-se cautela frente a notícias sensacionalistas sobre riscos à saúde humana.

  • Donal Trump falou com Putin sobre a guerra na Ucrânia

    Uma das principais notícias desde início do ano sobre que vai acontecer com a guerra na Ucrânia.

    Donald já teria falado com Vladimir Putin, conforme disse em uma conferência conversa que tiveram Air Force One na última sexta-feira.

    A conversa teria ocorrido entre um jornalista do New Post e Donald Trump, onde Trump apontou que houve uma conversa sobre como fazer progresso para com a guerra Ucrânia.

    Embora Trump náo tenha especificado quantas vezes falou com Putin, já houve uma conversa sobre assunto.Trump teria apontado Putin também a que a guerra termine e que as pessoas parem de morrer na Ucrânia.

    Trump diz que deseja que o conflito termine o mais rápido possível. Há outro detalhe importante ele mencionou: assim que ao paz for alcançada, haverá um acordo de 500 milhões de dólares para as terrasas da Ucrânia, ricas em urânio e titânio.

    Esse acordo ajudaria no desenvolvimento da nova era da energia nuclear. Os 500 milhões de dólares seriam garantia de segurança bilateral em troca da das terras raras pela Ucrânia

    No entanto, Peskov disse que Rússia ainda não aceitou essa proposta e não confirma nem nega as informações do New York sobre a conversa no Air Force One.

    – YouTube
    https://www.youtube.com/watch?v=UV58WaVl9N0

  • Donald Trump 47º presidente dos EUA

    Donald Trump tomou posse como 47.º presidente dos Estados Unidos, após ter vencido as eleições de 5 de novembro. A cerimónia realizou-se em Washington D.C. e contou com a presença de políticos internacionais populistas e de extrema-direita.

    Da União Europeia (UE), nenhum dos altos representantes das instituições recebeu convite para a cerimónia, incluindo os presidentes do Conselho Europeu, António Costa, da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do Parlamento Europeu, Roberta Metsola.

    A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, foi a única líder dos 27 Estados-membros da UE presente.

    À semelhança de vários países europeus e como é habitual nas cerimónias de inauguração norte-americanas, Portugal esteve representado ao nível do embaixador, Francisco Duarte Lopes.

  • Juros a descer e Euribor a subir

    As taxas Euribor, que servem de referência para muitos créditos à habitação em Portugal, têm registado variações recentes, mesmo num contexto de descida das taxas de juro diretoras pelo Banco Central Europeu (BCE).

    Em 12 de dezembro de 2024, o BCE reduziu as suas taxas em 25 pontos base, marcando a terceira descida consecutiva este ano, situando a taxa de refinanciamento principal em 3,25%
    Notícias ao Minuto.

    Apesar desta tendência de descida nas taxas diretoras, as Euribor apresentaram comportamentos distintos. Por exemplo, em 11 de dezembro de 2024, a Euribor a três meses subiu para 2,888%, enquanto as taxas a seis e a 12 meses desceram para 2,654% e 2,429%, respetivamente
    Notícias ao Minuto.

    A presidente do BCE, Christine Lagarde, expressou confiança de que as taxas Euribor continuarão a descer à medida que as taxas de juro diretoras forem reduzidas nos próximos meses.

    No entanto, as variações nas Euribor podem ser influenciadas por diversos fatores, incluindo as expectativas dos mercados financeiros, a perceção sobre a evolução económica e a inflação, bem como a liquidez no mercado interbancário.

    É importante notar que as Euribor refletem as taxas às quais os bancos da zona euro estão dispostos a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

    Portanto, embora exista uma correlação com as taxas diretoras do BCE, as Euribor também são afetadas por outros elementos, como a confiança entre as instituições financeiras e as condições económicas gerais.

    Em resumo, mesmo num cenário de descida das taxas de juro pelo BCE, as taxas Euribor podem apresentar flutuações devido a múltiplos fatores que influenciam o mercado interbancário e as expectativas económicas.

    por Newsroom Insight

  • Blue-Origin leva seis tripulantes ao espaço

    Blue-Origin leva seis tripulantes ao espaço

    A Blue Origin lançou com sucesso sua missão NS-28, levando seis tripulantes ao espaço.

    A tripulação incluiu Emily Calandrelli, a “Space Gal”, conhecida por inspirar jovens, especialmente meninas, a se interessarem por STEM.

    Mark e Sharon Hagle voaram pela segunda vez na New Shepard, demonstrando a acessibilidade do voo espacial suborbital.

    Outros tripulantes incluíram Austin Litoral, que ganhou seu assento em um sorteio, Hank Wolfond, um piloto experiente, e JD Russell, um empresário e filantropo.

    A missão destacou o compromisso da Blue Origin em tornar o espaço acessível a uma gama diversificada de pessoas.

    Os astronautas expressaram profunda admiração pela vista da Terra do espaço e o impacto da experiência em suas perspectivas.

    Visto em Notícias RTVE

  • Argelia melhora relações com Espanha

    A Argélia recentemente começou a reverter as sanções comerciais impostas à Espanha, permitindo a retomada de algumas exportações e desbloqueando operações bancárias entre os dois países.

    Esse relaxamento nas restrições marca um desdobramento positivo nas relações bilaterais, tensas desde 2022 devido ao apoio da Espanha ao plano marroquino de autonomia para o Saara Ocidental, o que gerou discordâncias diplomáticas com Argel.

    Com as sanções levantadas, as empresas espanholas podem vislumbrar uma recuperação gradual nas exportações para o mercado argelino, especialmente em setores como avicultura e outros produtos agrícolas.

    Esta normalização abre caminho para a expansão de negócios nos setores de energia, infraestrutura e transportes, que já possuíam laços antes das restrições, além de possibilitar colaborações em áreas como fornecimento de gás, essencial para a Espanha e a União Europeia.

    A expectativa é de que o comércio entre os países volte a crescer, embora ainda haja cautela em relação a alguns produtos acabados.

    Argel pretende priorizar importações que fortaleçam sua própria indústria, o que sugere que exportadores espanhóis talvez precisem adaptar suas ofertas para atender à nova política econômica argelina.

    FOZ com Newsroom

  • A vitória de Trump

    Donald Trump foi declarado vencedor das eleições presidenciais dos EUA em 2024, derrotando a candidata democrata à vice-presidente Kamala Harris. Esta vitória, que marca o seu regresso ao cargo depois de perder em 2020, suscitou reações e preocupações generalizadas sobre o impacto na democracia americana, nas orientações políticas e nas liberdades civis.

    A campanha de Trump alavancou um forte apoio entre as bases conservadoras e mobilizou eficazmente os jovens eleitores do sexo masculino, com a ajuda de influenciadores e plataformas como o X de Elon Musk (antigo Twitter). Os principais temas da campanha centraram-se na insatisfação económica, na inflação, na reforma da imigração e nas políticas sociais conservadoras, repercutindo em muitos eleitores nas regiões rurais e industriais. Esta estratégia ajudou Trump a recuperar estados decisivos, garantindo em última análise uma vitória eleitoral decisiva. Seu companheiro de chapa, o senador J.D. Vance, também trouxe apoio de círculos conservadores, especialmente em torno de questões culturais que polarizaram o eleitorado.

    A nível internacional, a vitória de Trump é recebida com cautela, especialmente tendo em conta a posição da sua administração anterior em relação à NATO, ao comércio internacional e à política climática. Internamente, muitos antecipam que o seu regresso poderá levar a mudanças políticas significativas, especialmente com um Senado controlado pelo Partido Republicano, que deverá apoiar as suas nomeações judiciais e administrativas. Trump também sinalizou potenciais mudanças, como a reestruturação da força de trabalho federal e a revisão de alianças estrangeiras, que poderão ter efeitos duradouros na governação e nas relações internacionais dos EUA.

    A resposta geral nos EUA continua fortemente dividida, com os apoiantes a celebrar o regresso às políticas “América Primeiro”, enquanto os críticos se preocupam com as ameaças aos direitos civis e às normas democráticas. Com o poder legislativo agora inclinado a favor dos republicanos, as políticas de Trump deverão moldar a trajetória da nação numa vasta gama de questões, desde a imigração até à regulamentação ambiental.

    ./ Foz

  • CEPSA passa a ser MOEVE

    A empresa Cepsa, bem conhecida dos habitantes da área de fronteira com a Espanha, anunciou ontem, em Madrid, a mudança do seu nome para Moeve.

    Com este passo, a empresa procura tornar-se uma das referências na transição energética europeia, no âmbito da sua estratégia Positive Motion e como exemplo do seu compromisso com a «energia sustentável e a mobilidade».

    Maarten Wetselaar, CEO, disse aos seus funcionários. «Hoje é um dia histórico para a família de mais de 11.000 profissionais que compõem a empresa, mas também para nossos clientes, parceiros, fornecedores e demais stakeholders, a quem queremos causar um impacto positivo», relata o jornal Huelva Informatión.

    Chegou ao fim um período de 95 anos sob o nome de Cepsa, com origem da sigla da Companhia Petrolífera Espanhola, criada em 1929.

  • Primeira aeronave levanta do CEUS em Moguer

    A aeronave Tarsis UAS da Aertec tornou-se o centro das atenções por fazer a a primeira decolagem do CEUS em Huelva, para o desenvolvimento de uma missão específica e testes de reconhecimento, segundo a própria empresa especializada em tecnologia aeroespacial.

    Esta descolagem é considerada um marco importante para o setor aeronáutico espanhol, onde a província de Huelva é líder na nova era das operações aéreas, ao acolher um dos mais potentes centros de testes e certificação de drones para sistemas aéreos não tripulados da Europa e do mundo.

    A escolha de Huelva para acolher o CEUS, o centro de experimentação e certificação de aeronaves tripuladas de terra, é estratégica, devido à localização em Moguer que permite ter uma estrada de teste para decolagem e pouso, ter os sistemas optrónicos da Cedea em El Arenosillo, a proximidade de uma zona de exclusão aérea de um milhão de hectares e excelentes condições atmosféricas para voo.

    Para além destas características há ainda a presença de todo o ecossistema industrial aeronáutico espanhol do hub Sevilha-Baía de Cádis.

    Informação de Origem: Huelva Información
  • Sementes para a Amazónia

    O paraquedista Luigi Cani, levou 100 milhões de sementes para uma área remota desmatada da região amazônica. Foram transportadas numa caixa de madeira biodegradável, com mais de 1m³ e 300 kg.

    Recordista mundial do salto com menor paraquedas do Mundo em 2020, Luigi mergulhou a 300 km/h.

    As sementes coletadas para o projeto possuem índice germinativo superior a 95% e não necessitam de intervenção humana para germinar.