FOZ – Guadiana Digital

Categoria: Antigas

Notícias de tempos anteriores

  • Represar a ribeira da Foupana é desejo no Baixo-Guadiana

    Represar a ribeira da Foupana é desejo no Baixo-Guadiana

    Numa publicação própria no Facebook o autarca manifesta esperança no novo ministro do anunciado Governo. «Pode ser que o novo ministro do Ambiente pense de maneira diferente do anterior e construa a barragem da Foupana. Pode ser… »

    «Há muito que está planeado para a Foupana um açude móvel, pelos menos é isso que surge no plano nacional, e além disso, também acho que estará quase a sair o concurso para a tomada de água no Pomarão… mas nunca nada se sabe de certeza. Espero que avancem os dois», observou-lhe Rosa Dias, num dos comentários.

    Segundo apurámos de há muito que existe a ideia de complementar o Sistema Beliche-Odeleite, sendo que uma das ideias principais que circulam é a da construção de um açude que transvase parte do caudal da Foupana.

    As fotografias e o vídeo de Francisco Amaral e de outros habitantes que têm documentado o aumento substancial dos caudais de córregos e ribeiras, demonstram que, apesar da escassez de água, poucos dias de chuva intensa sobre a bacia hidrográfica local bastam para reforçar substancialmente os níveis das barragens do sistema.

  • Poupança de água pode chegar a 80%

    Poupança de água pode chegar a 80%

    No Seminário sobre Eficiência Hídrica no Algarve – Setor Urbano, promovido pela Agência Portuguesa do Ambiente e pela Administração de Região Hidrográfica do Algarve, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Água, a câmara municipal de Vila Real de Santo António, representada pelo vereador com o pelouro do Ambiente, Álvaro Leal, apresentou os resultados do Sistema de Rega Urbana Inteligente, no ano de 2021.

    O projeto, financiado pelo Fundo Ambiental no valor de 49.999 euros foi, na cidade, aplicado nos espaços públicos ajardinados situados na Av. da República, na Av. dos Bombeiros Portugueses, na Av. Ministro Duarte Pacheco e no Complexo Desportivo e em Monte Gordo na Av. Infante Dom Henrique.

    Com o novo dispositivo, afirma a autarquia, «torna-se possível uma gestão imediata dos controladores de rega à distância, assim como a interrupção automática da rega em situações de elevada pluviometria (chuva) e, por outro lado, permite uma efetiva monitorização dos consumos de água em cada espaço, identificando-se rapidamente fugas ou perdas de água».

    Com a implementação do sistema «foi ainda possível efetuar-se um plano de rega tendo em consideração as necessidade hídricas das plantas, permitindo libertar os colaboradores anteriormente afetos ao serviço de rega manual dos espaços para outros serviços».

  • Pescadores fecham fronteira algarvia durante uma hora entre Espanha e Portugal‎

    Pescadores fecham fronteira algarvia durante uma hora entre Espanha e Portugal‎

    Utilizaram pneus incendiados, levantando uma nuvem de fumo inultrapassável ‎‎e retirando a visibilidade, impedindo a passagem de veículos. Durante cerca de uma hora foi impossível transitar entre Espanha e Portugal.‎ ‎O trânsito foi depois restabelecido pela Guarda Civil que está a levantar processos de ‎identificação e sanções‎‎ em relação aos autores.

    As associações de armadores e irmandades ligadas ao setor das pescas da costa oeste de Huelva ‎‎negaram qualquer tipo de vínculo. ‎Ao que apurámos os eventos estão relacionados com os altos preços dos combustíveis que impedem a viabilidade da pesca e provocam a escassez de peixe no mercado. O peixe disponível para o abastecimento é proveniente das lotas de Portugal.

    «Atitudes coercitivas, ameaçadoras e violentas, não serão permitidas de forma alguma»,‎‎ disse o subdelegado do Governo de Huelva ao jornal Huelva Información.

  • É mais uma aposta no turismo

    É mais uma aposta no turismo

    «O alargamento do Porto de Recreio de Olhão, com a criação de 102 novas amarrações para embarcações de Recreio frente à Zona Ribeirinha, confirma no essencial a aposta dos executivos da CM Olhão no turismo, no desenvolvimento de sentido único para a cidade e aponta para uma cada vez maior descaracterização da cidade», afirma a CDU em comunicado.

    Referindo-se às garantias do executivo municipal de que em nada será afetada a paisagem da frente ribeirinha, em particular frente aos Mercados, «não nos deixa indiferente o caminho que foi acarinhado e estimulado em relação ao projeto para a cidade. Caminho que tem afastado trabalhadores da Ria, os pequenos negócios da baixa e os moradores locais do centro da cidade».

    Registando a importância que a Náutica de Recreio tem para o concelho de Olhão, o PCP afirma que não pode «deixar de transmitir a preocupação de que este desenvolvimento está a ser feito às custas das atividades económicas historicamente importantes para o concelho, que têm sido alvo de fortes restrições nos últimos anos, como é o caso das interdições da apanha de moluscos bivalves, na Zona OLH3, há mais de 8 anos, onde existem mais de uma centena de viveiros de amêijoa Boa cujos concessionários estão proibidos de exercer a sua atividade profissional».

    Observa ter identificado para esta interdição, em particular o aumento da poluição e as descargas para a ria, que «não têm a devida resposta por parte das entidades competentes! Chegando a admitir não tomar qualquer medida de proteção ambiental para diminuir o impacto ambiental da construção do Porto de Recreio e o aumento de 102 embarcações nesta zona».

    Neste sentido, a Comissão Coordenadora da CDU Olhão coloca algumas questões em relação a estes problemas e interroga sobre que medidas estão a ser tomadas pelas entidades competentes para garantir a recuperação da Ria para permitir o regresso ao trabalho de mais de uma centena de concessionários que ali detêm viveiros e que soluções são apresentadas para o amplamente conhecido problema das descargas para a ria.

  • Municípios vinícolas do Algarve candidatos a relevo europeu

    Municípios vinícolas do Algarve candidatos a relevo europeu

    Este concurso é promovido pela RECEVIN Rede Europeia das Cidades do Vinho, através da Associação de Municípios Portugueses do Vinho.

    Os presidentes de Câmara de Albufeira, José Carlos Rolo, de Lagoa, Luís Encarnação, e de Silves, Rosa Palma, presentes na iniciativa divulgaram um vídeo promocional da candidatura, que conta com os testemunhos de apoio por parte do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, José Apolinário, da Presidente da comissão Vitivinícola do Algarve, Sara Silva, do diretor Regional de Agricultura e Pescas do Algarve, Pedro Valadas Monteiro e do presidente da Região de Turismo do Algarve, João Fernandes.

    Se for atribuído o título de Cidade Europeia do Vinho 2023 a esta candidatura, tal conferirá especial estatuto à região, bem conhecida pelas suas praias de areia dourada e água azul, com um território que se estende da serra ao mar, rico em história, cultura, gastronomia e com fortes tradições vitivinícolas, conduzindo não só à realização de diversos eventos para afirmar a qualidade e autenticidade dos vinhos aqui produzidos como também à projeção nacional e internacional das potencialidades da produção vitivinícola da região que nos últimos anos tem conquistado cada vez mais admiradores, prémios e distinções honoríficas.

  • Gastão Cruz é perda que Faro lamenta

    Gastão Cruz é perda que Faro lamenta

    O Município de Faro lamentou «profundamente» o falecimento de Gastão Cruz, poeta, tradutor, ensaísta, crítico literário e encenador natural de Faro e uma das «figuras incontornáveis da poesia portuguesa contemporânea».

    Nascido no ano de 1941 em Faro, cidade com que manteve sempre uma forte ligação, Gastão Cruz formou-se em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e começou desde muito novo o seu percurso pela poesia, colaborando com vários jornais e revistas.

    Como poeta, colaborou, entre outras publicações, com os “Cadernos do Meio-Dia” (1958-1960), emblemática publicação de poesia, crítica e ensaio dirigida pelo também farense António Ramos Rosa e pelo algarvio Casimiro de Brito, que anteciparam tendências que marcaram a poesia.

    O seu nome aparece igualmente ligado à publicação coletiva Poesia 61, outra das principais contribuições para a renovação da linguagem poética portuguesa na década de 60.

    Como crítico literário, coordenou a revista Outubro e colaborou em vários jornais e revistas ao longo dos anos sessenta. Essa colaboração foi reunida em volume, com o título “A Poesia Portuguesa Hoje” (1973), livro que permanece hoje como uma referência para o estudo da poesia portuguesa das décadas de 60 e 70.

    No âmbito da atividade teatral, Gastão Cruz foi um dos fundadores do Grupo de Teatro de Letras, em 1965 e do Grupo de Teatro Hoje, entre os anos 76 e 77.

    Dedicou-se também à tradução de livros para português, facto que lhe concedeu um mérito singular na época, uma vez que traduziu nomes como William Blake, Jean Cocteau, Jude Stéfan e Shakespeare.

    A sua obra poética valeu-lhe reconhecimento e admiração públicos, bem como inúmeros prémios e galardões, nomeadamente o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, em 2004, o Prémio “Correntes d’Escritas”, em 2009, o Grande Prémio de Poesia “Maria Amália Vaz de Carvalho”, ou a sétima edição do Prémio Nacional de Poesia “António Ramos Rosa”, em 2019.

    O poeta foi ainda distinguido com a medalha de mérito grau ouro do Município de Faro, em 1999, com a medalha de mérito cultural atribuída pelo Ministério da Cultura, em 2018, e com a medalha de ouro da cidade pelo Município de Faro, em 2019.

    A literatura e a cidade de Faro ficam assim mais pobres, com a perda de um dos seus maiores autores e figuras incontornáveis, mas cujo legado ficará expresso na nossa cultura comum.

    Aos seus familiares, amigos e leitores, o Município de Faro endereça as mais sentidas condolências.

  • Espaço 360º Algarve premiado

    Espaço 360º Algarve premiado

    O Espaço 360º Algarve, projeto de inovação social na saúde da Plataforma Saúde em Diálogo, foi distinguido com o 3º lugar do Prémio de Boas Práticas 2022 Algarve Active Ageing, na categoria Coesão e Participação Social, pelo trabalho desenvolvido na capacitação dos idosos mais vulneráveis da região na área em saúde.

    O projeto foi reconhecido pelo seu contributo na promoção da literacia em saúde junto da comunidade idosa através da dinamização de um conjunto de atividades na área da promoção da saúde e prevenção da doença, navegação no sistema/capacitação digital e gestão da doença crónica.

    Está assente em 42 parcerias e ou colaborações locais e envolve atualmente cerca de 320 idosos, sendo que o objetivo é conseguir prestar apoio a 500 idosos, através do alargamento do projeto a vários concelhos e freguesias do interior algarvio, de forma a impulsionar a coesão social e territorial e a promover a qualidade de vida da população sénior, que se viu ainda mais isolada devido à pandemia, especialmente fora dos grandes centros urbanos.

    «Esta distinção é para nós duplamente importante. Por um lado, porque reflete o reconhecimento do trabalho desenvolvido até agora e o impacto positivo que temos na população sénior mais vulnerável da região algarvia. Por outro, porque sendo o projeto considerado um exemplo de boas práticas, permite-nos aumentar a rede de parcerias com os diversos agentes da região, no sentido de todos contribuirmos ativamente para uma adaptação da sociedade ao desafio que o envelhecimento social nos impõe, e até pensarmos num alargamento do próprio projeto a outras zonas do país», esclarece Ricardo Santos, gestor do Projeto.

    O prémio Algarve Active Ageing tem como principal objetivo «identificar, promover e divulgar projetos e iniciativas que visam potenciar estilos de vida saudáveis entre a população mais velha, contribuindo para a partilha de conhecimento e promoção de boas práticas. Surge de um consórcio criado entre a Universidade do Algarve, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, sendo dinamizado pelo ABC-Algarve Biomedical Center».

    As alterações sociodemográficas dos últimos anos têm permitido o aumento da esperança média de vida, o que exige a toda a sociedade uma capacidade de adaptação e procura de respostas. A região do Algarve apresenta várias vulnerabilidades, associadas ao despovoamento e envelhecimento da sua população. Dados recentes (Instituto Nacional de Estatística 2021) indicam que o índice de envelhecimento no Algarve é elevado (177 idosos por cada 100 jovens), sendo que os cidadãos com mais de 65 anos representam 23,7% da população. 

    Sobre a Plataforma Saúde em Diálogo

    Fundada em 1998, a Plataforma Saúde em Diálogo – Associação para a Promoção da Saúde e Proteção da Doença, é uma Instituição Particular de Solidariedade Social que tem por missão fazer ouvir a voz dos doentes e utentes de saúde, contribuindo para a evolução de um sistema de saúde cada vez mais centrado nas pessoas. Conta atualmente com 57 associadas, entre as quais associações de doentes, promotores de saúde, profissionais de saúde e consumidores. 

    Sobre o Espaço Saúde 360º Algarve

    O Espaço Saúde 360º Algarve é um projeto promovido pela Plataforma Saúde em Diálogo e financiado pelo Programa Operacional Regional – CRESC Algarve 2020 e pela Portugal Inovação Social através de Fundos da União Europeia, que decorre até dezembro de 2022.

    Esta iniciativa, inspirada pelas diretrizes e objetivos definidos no Plano de Ação para a Literacia em Saúde 2019-2021 da Direção Geral da Saúde, está alinhada com os princípios da coesão social e territorial e pretende promover a literacia em saúde em cidadãos com mais de 65 anos, baixa escolaridade e baixos rendimentos e em maior risco de isolamento de várias freguesias algarvias.

    Este projeto tem como objetivo favorecer os determinantes comportamentais inerentes a um estilo de vida saudável, com avaliação final do impacto da intervenção na qualidade de vida e bem-estar de cada utente, através de uma abordagem integrada e centrada no cidadão e assente em parcerias e colaborações locais, tais como: municípios, freguesias, unidades de saúde, IPSS, associações de doentes, e outras entidades públicas e privadas na área social e da saúde.

  • Em busca de abastecimento de água mais seguro

    Em busca de abastecimento de água mais seguro

    No próximo dia 25 de março, às 14h30, realiza-se, online, o Seminário de Divulgação dos resultados do projeto de Investigação IMiST – Melhorar a mistura em reservatórios para o abastecimento de água mais seguro, financiado pela FCT e que contou com a participação do Instituto Superior Técnico, da Águas do Algarve e dos Serviços Intermunicipalizados de Água e Saneamento de Oeiras e Amadora.

    O objetivo do projeto foi o de estudar a dinâmica do escoamento nos reservatórios de água para consumo humano (velocidades, percursos da água, distribuição dos tempos de residência, grau de mistura, estratificação de temperatura e decaimento do cloro, entre outros), de modo a obter as linhas de orientação para o projeto, operação e a sua reabilitação.

    O projeto está em curso desde outubro de 2018. Em 2019 foi efetuada uma visita de campo da equipa do IST à Águas do Algarve para verificar aplicação do Caso de Estudo da empresa no caso do Reservatório Inicial Oriental do Algoz.

    No ano 2020 não se desenvolveram atividades com a Aguas do Algarve associadas ao projeto devido à Pandemia Covid-19, contudo já em 2021 foi realizada a campanha de campo do caso de estudo, nomeadamente em Maio, com medições no local pela equipa do IST, nomeadamente a variação da qualidade da água no reservatório inicial Oriental em Algoz, por alteração da proporção da % de água subterrânea tratada que permitiu verificar em tempo real, a forma como o escoamento da água ocorre no reservatório desde a entrada até à sua saída e verificar eventuais pontos de maior residência da água. Os resultados do projeto foram apresentados em tese de dissertação em janeiro de 2022.

  • MAR Shopping Algarve com manutenção automóvel MIDAS

    MAR Shopping Algarve com manutenção automóvel MIDAS

    A Midas, rede de oficinas automóvel, selecionou o MAR Shopping Algarve para instalar a sua nova loja. Trata-se da primeira em todo o Algarve e a 12ª em Portugal da marca líder mundial de serviço automóvel multimarca.

    Com uma área de 186,90m2, a nova loja passa a disponibilizar todos os serviços de manutenção automóvel, tais como diagnósticos eletrónicos, pneus, baterias, travões, ar condicionado, correia de distribuição, embraiagem, entre outros.

    Em Portugal, desde 2000, a Midas iniciou um novo ciclo em outubro de 2021, em parceria com o Grupo Salvador Caetano, que ficou responsável pela sua gestão exclusiva em território nacional. Internacionalmente a marca é líder de reparação rápida de automóveis multimarca, com uma presença nos cinco continentes e com mais de 2.200 oficinas em todo o mundo.

    Para assinalar a abertura, a Midas do MAR Shopping Algarve está a oferecer um diagnóstico em 80 pontos, e 20% de desconto em peças, revisão e Midas GO. A campanha termina no dia 31 de março.

  • Verbas reforçadas nos transportes pede a AMAL ao novo Governo

    Verbas reforçadas nos transportes pede a AMAL ao novo Governo

    O apoio financeiro dado pelos municípios está a rondar os 50% e é incomportável para os cofres das autarquias, observa a AMAL,Comunidade Intermunicipal do Algarve, e os 16 municípios que a constituem, deixam já um pedido, em jeito de alerta, ao novo governo.

    Assim, ao assumir funções, Antonio Costa estara confrontado com a urgência de ter de reforçar as verbas do PART, Programa de Apoio à Redução Tarifária dos Transportes Públicos, unica solucao considerada pela Comunidade Intermunicipal algarvia para garantir que esta será a única solução para manter a região algarvia neste projeto, «já que as autarquias não terão capacidade para suportar por muito mais tempo os encargos que estão a ter com o programa».  

    E, explicam os autarcas ba sua nota, «das verbas recebidas anualmente para o PART, a maior fatia provém do governo, 80%, através d o Fundo Ambiental e os restantes 20% são assegurados pelos municípios, no entanto, no Algarve, esta equação alterou-se nos últimos meses. Com o fim da pandemia, a procura pelo transporte público e pela compra de passes aumentou substancialmente e os apoios do governo revelaram-se insuficientes. As autarquias da região aumentaram a comparticipação, chegando aos cerca de 50%, ou seja, metade do valor global previsto para o Algarve, o que se torna incomportável para os cofres camarários». 

    Atualmente a verba do PART na região ronda os 2 milhões de euros e cerca de 1 milhão está a ser assegurado pelos municípios. As autarquias decidiram garantir esse apoio por um período de 6 meses, de janeiro a junho, mas alertam, desde já, que não poderão manter esse nível de financiamento ao programa para além deste período. Para que seja possível a manutenção do projeto no Algarve, pedem que o governo que em breve vai assumir funções reforce a verba do PART, cumprindo, de resto, o que está acordado.  

    O Governo anunciou no final de janeiro um reforço da verba do PART em 15 milhões de euros, a distribuir por várias Comunidades Intermunicipais e pelas Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, enquanto Autoridades Regionais de Transportes. A decisão surgiu depois de se ter verificado que durante a pandemia houve uma expectável diminuição do número de passageiros e para fazer face aos problemas resultantes do subfinanciamento do sistema de transportes públicos o governo anunciou esse adicional de verbas. A AMAL não foi contemplada nesse reforço, mas está agora confrontada com uma situação que torna difícil a manutenção do programa na região. 

    Na qualidade de Autoridade Regional de Transportes, assevera a AMAL ter desenvolvido um vasto trabalho com vista à melhoria dos serviços prestados, procurando garantir, por outro lado, coesão territorial, também nesta área da mobilidade e lembra ter sidi a primeira Comunidade Intermunicipal do País a avançar com a concessão do serviço público de transporte rodoviário de passageiros, por um período de 5 anos, e estar a preparar a introdução, no Algarve, do passe intermodal (algo que neste momento só existe nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto). Está igualmente a colocar em prática o PIACC-Plano de Adaptação às Alterações Climáticas e sendo estas as duas áreas que fundamentam a existência do PART, uma saída do Algarve do programa, representaria um pesado revés para o futuro da região. 

    O PART foi criado em 2019 e garante apoios financeiros às Autoridades Regionais de Transporte, como é o caso da AMAL, na implementação de medidas para a redução tarifária. Pretende-se, por um lado, atrair passageiros para os transportes coletivos (que beneficiam de um desconto de 50% no valor dos passes), reduzir a despesa das famílias com deslocações e, por outro lado, dar um passo significativo em termos ambientais, reduzindo a utilização dos automóveis e os níveis de poluição atmosférica.

  • Motorista morre em Mértola em aluimento de ravina

    Motorista morre em Mértola em aluimento de ravina

    Pouco depois das nove horas da manhã desta terça-feira e na sequência do abatimento do piso da Estrada da Ribeira, que circunda o sul de Mértola, junto à ribeira de Oeiras e que faz a ligação da parte antiga da vila ao acesso à Estrada Nacional 122 e ao centro da localidade, um acidente tirou a vida ao condutor de uma viatura pesada de mercadorias da Câmara Municipal de Mértola.

    A viatura caiu para uma ribanceira de uma altura de 10 metros. O condutor, que ainda terá conseguido saltar da viatura. Era trabalhador da autarquia, de 58 anos. Ainda foi transportado para o helicóptero do INEM, estacionado no relvado sintético do Estádio Municipal de Mértola, mas não resistiu aos graves ferimentos, tendo falecido no local.

    O óbito foi confirmado pela equipa médica do meio aéreo. O pesado ficou preso numas piteiras bravas, que serviram de retentor da queda de uma altura superior a 30 metros para a ribeira.

    No local do acidente estiveram 17 operacionais dos Bombeiros Voluntários de Mértola, viatura de suporte imediato de vida (SIV) de Castro Verde, GNR e o helicóptero do INEM.

  • Os 134 anos dos Bombeiros de Tavira

    Os 134 anos dos Bombeiros de Tavira

    Este ano, as celebrações trouxeram o reforço às fileiras da corporação de nove Bombeiros Recrutas que transitaram para a categoria de sapador após a formação e o estágio profissional.

    Os novos sapadores fizeram o seu juramento de Honra e receberam as insígnias impostas por representantes dos órgãos do município e familiares. Foram ainda agraciados com medalhas de assiduidade 5-10-20 e 30 anos alguns bombeiros. O Subchefe Principal João Palhinha foi condecorado com o Crachá de Ouro da Liga dos Bombeiros Portugueses.

    A cerimonia foi presidida pela presidente da Câmara de Tavira, Ana Paula Martins e teve a mesa de honra composta pelo comandante interino da Corporação o 2ºcomandante João Ferreira, o CODIS Richard Marques, o Presidente da Assembleia Municipal de Tavira e um representante da Liga dos Bombeiros Portugueses.

    Agregada de João Horta – FIRESHELTER52
  • Arqueologia subaquática no Arade

    Arqueologia subaquática no Arade

    O projeto Water World integra a Campanha Arqueológica Subaquática e o sítio «Arade 23» situa-se no estuário do Arade, junto à foz e frente à Praia Grande, na freguesia de Ferragudo, Lagoa. A sessão de apresentação terá debate no final.

    O financiamento é do Programa Cultura do Mecanismo Financeiro EEA Grants, operacionalizado em Portugal pelo Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática (CNANS) da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC). O projeto Water World desenvolve trabalhos de arqueologia, conservação e divulgação do Património Arqueológico Náutico e Subaquático nacional, visando a capacitação do CNANS através do desenvolvimento de metodologias de registo úteis para a monitorização e disseminação do património cultural subaquático, tendo como base experiências acumuladas.

    Este projeto está orçado em 995 mil euros provenientes do EEA Grants, tem a duração de quatro anos e conta com a participação do Museu Marítimo da Noruega (ou Norsk Maritimt Museum), entidade parceira do Estado Doador (Noruega).

    No Arade 23, os técnicos do CNANS e do museu norueguês estão a aplicar, desde 14 de março, a fotogrametria subaquática georreferenciada, metodologia que permite obter um registo rigoroso da jazida arqueológica correspondente a um naufrágio datável do século XIX.

  • Água a mais sobre o Guadiana

    Água a mais sobre o Guadiana

    A semana e a Primavera entraram com chuva forte sobre o Vale do Guadiana, onde se temiam os mais variados cenários à mingua de água nos aquíferos, ribeiras e barragens, mas a população sentiu a carga súbita e repentina e os efeitos expressos no aforismo popular «o que é demais não presta».

    Em qualquer dos casos, a chuva abundante de domingo que inundou ruas e praças, espera-se que vá ter continuidade durante a semana, desejando-se que passe a moderada e reponha as reservas que permitam enfrentar as necessidades da agricultura e o normal funcionamento da atividade turística.

    Cá estaremos para acompanhar o desenvolvimento da situação.

    Vídeo de Ayamonte Interesa – Costa de La Luz

    Precisamente no dia em que havia visita à nau Santa Maria. Chuvada sobre Ayamonte cai este inusitado aguaceiro.

    Reportagem da Arenilha TV, televisão local em Vila Real de Santo António.

  • Apelo à paz do CPPC no Algarve

    Apelo à paz do CPPC no Algarve

    Esta iniciativa contou com um momento cultural proporcionado por Luís Galrito e António Hilário. A apresentação foi realizada por dois jovens, Anne Farias e Guilherme Vaz, e as intervenções estiveram a cargo de Tiago Jacinto, membro da Executiva da União dos Sindicatos do Algarve e membro do Conselho Nacional da CGTP-in, e de Sofia Costa da direção do Conselho Português para a Paz e Cooperação.

  • Estação Salva-vidas do Algarve para Sines

    Estação Salva-vidas do Algarve para Sines

    A embarcação esteve no Algarve para uma revisão geral à instalação propulsora, linha de veios, hélices e lemes, bem com a reparação e manutenção do casco e das superestruturas.

    A «Nossa Senhora da Conceição», é da classe “Rainha Dona Amélia” e estará ao serviço da Estação Salva-vidas de Sines para garantir a segurança daqueles que usufruem do mar e das zonas costeiras, trabalho que realiza na Autoridade Marítima Nacional desde 1997.

    Fonte: AMN
  • Mourão divulga vídeo da Aldeia da Luz a vista de pássaro

    Mourão divulga vídeo da Aldeia da Luz a vista de pássaro

    20 anos passaram sobre o fecho das comportas de Alqueva. A nova Aldeia da Luz ergueu-se, e hoje é uma aldeia que chama muitos turistas para a visitar, quer pela sua história como pelas gentes que nela habitam! A autarquia convida a assistir ao vídeo desta magnífica aldeia que tanto tem para visitar!

  • Lancha supostamente abandonada na Culatra

    Lancha supostamente abandonada na Culatra

    Após ter sido alertado o piquete do Comando-local da Polícia Marítima de Olhão, por volta das 06:30 horas a informar da presença de uma embarcação encalhada na ilha da Culatra, foram ativados para o local elementos da Polícia Marítima e da Capitania do Porto de Olhão.

    À chegada ao local, os elementos da Polícia Marítima constataram que se tratava de uma embarcação de alta velocidade, supostamente abandonada e com diverso material no seu interior, não tendo sido possível remover a embarcação do local devido às condições meteorológicas que se faziam sentir.

    Os elementos da Polícia Marítima estão a monitorizar a situação e acompanhar a evolução das condições meteorológicas até que seja possível remover a embarcação do local em segurança. Entretanto, foi contactada a Polícia Judiciária..

  • Belas e silenciosas as plantas invasoras

    Belas e silenciosas as plantas invasoras

    O evento de inauguração contou com a presença da artista, da vereadora da cultura da autarquia local e do amigo, colega e arquiteto paisagista José Carlos Barros, prémio Leya da Literatura de 2021.

    A pintora

    Manuela Santos veio para Portugal atender os pais, ainda muito jovem, frequentou a Universidade Évora e estudou arquitetura paisagista. Na vida universitária não seguiu o caminho das artes, mas sim ciências naturais. Conjuga agora natureza e arte, interessada por diversas técnicas artísticas, nomeadamente a aguarela.

    «A sua pintura é criativa, colorida e vibrante», notou a bibliotecária Assunção Constantino. Trabalha principalmente em aguarela e acrílico, mas usa também diferentes suportes, incluindo o papelão e papel. «As suas composições são poéticas, cheias de música, como forma de sensibilizar, alertar e gerar reflexos». «A Manuela já têm realizado diversas exposições, quer individuais, quer coletivas e participado nos últimos tempos, por aquilo que eu tenho acompanhado, exposições em parceria com pintores de aqui e de Espanha», concluiu.

    Manuela Santos manifestou-se grata pelo convite de ali expor «as minhas Belas», como definiu os seus quadros. E esclareceu que o objetivo maior das obras foi, «de uma forma lúdica, tentar despertar em vós um bocado da curiosidade do que é isto das plantas invasoras. Por um lado, dar a conhecer algumas delas de uma forma única, depois, porque eu entendo que realmente só conhecendo é que nós conseguimos agir e, de facto. Começarmos a agir um pouco e para para minimizar todas as consequências que estas plantas têm no nosso território». – Os assistentes tinham â disposição uma brochura com muita informação. «É um conjunto de 30 pinturas de cada uma dessas invasoras».

    Manuela Santos entregou a cada espécie invasora uma imagem feminina com burca. «Eu penso que ambas são belas e silenciosas. Vão trilhando o seu caminho e encontrando o seu lugar. Portanto, é um pouco o entendimento que eu tenho e daí a composição. Ela também serve para falar da mãe e da mulher, que aparece como um símbolo de vida»

    Foi isso e o ter-se lembrado de associar um poema a cada uma dessas pinturas, sendo esses poemas feitos reais «por uma mulher que conhecia muito bem, a sua própria mãe», e homenageá-la ao mesmo tempo, e a todas as mulheres do Mundo com uma pequena leitura de alguns poemas por familiares e amigos que se encontravam na sala.

    José Carlos Barros foi colega da pintora

    «Vou falar um pouco sobre isto das invasoras sem grande profundidade. Não estamos aqui a dar nenhuma aula. Mas, enfim, queria dizer que nós estamos a falar de plantas invasoras e, portanto, de um problema ambiental»

    Lembrou a sua passagem pelo Parque Natural da Ria Formosa, e assinala como mudou, apesar de tudo. E como mudou a visão que temos hoje em dia do das questões ambientais, em relação à tínhamos já há 20 e 30 anos. «Quer dizer, é impressionante. Eu lembro-me que trabalhava nessa altura, eram os bandidos que andavam aqui ver se conseguiam parar a economia e agora, curiosamente, a conversa, exatamente ao contrário que nós temos, é que ter cuidado com as questões ambientais».

    Considerou como importante que tal seja assinalado, essa alteração de mentalidades, porque «eu lembro-me que antigamente, quando se quando alguém falava em causas ambientais que se diziam – lá vem estes com a conversa de defender os passarinhos. De facto era difícil! Naquela altura, explicar que falar de questões ambientais e não em atender aos passarinhos é defendermo-nos a nós e, às vezes, mais do que isso, é defendermo-nos de nós próprios»

    José Carlos Barros manifestou-se desagradado com alguns deles «que me incomodam muito com uma certa ecologia urbana, porque também passamos, em alguns casos, a uma espécie de ecologia enquanto religião, e que há uma ciência e não é propriamente uma religião».

    Referindo-se à exposição em si própria, anota que «aqui é a ideia do perigo e da ameaça e é uma ligação que não deixa de ser interessante. Curiosa e até muito literária, esta ligação da beleza aos perigos, muito porque, de facto, as belezas sempre estiveram associadas dos perigos. Ainda assim, cinzento demais. As flores mais bonitas como a rosa, que quando se pega, num descuido somos picados. Esta exposição começa com três ou quatro quadros sobre as mimosas, uma variedades de mimosas. É impressionante porque é das invasoras mais preocupantes que provavelmente nós temos nosso território e é simultaneamente uma árvore, particularmente bela e cheia de significados. Quer dizer, aquele amarelo quase incandescente, aquele amarelo vivo que nos aparece no fim do Inverno é quase uma espécie de anúncio da Primavera».

  • Fernando Pessoa(s) no Dia Mundial da Poesia em Castro Marim

    Fernando Pessoa(s) no Dia Mundial da Poesia em Castro Marim

    A partir da “Mensagem” e outros textos de Fernando Pessoa, o espetáculo-leitura procura, segundo os promotores, «levar o público para uma reflexão sobre o nosso passado e presente, tentando encontrar um sentido para o glorioso passado de Portugal e a nação decadente do tempo de Pessoa, que no fundo faz a ponte para os nossos dias».

    A inquietação, o inconformismo, o sonho e a realidade, o amor, a busca e a mudança, temas tão próprios da condição humana e tão presentes na obra de Pessoa vão também ser trazidos a palco numa criação artística que reúne poesia, dramaturgia e encenação.

    O espaço cénico e o ambiente sonoro são construídos a partir da reutilização de objetos de uso quotidiano, que adquirem novas funções e as novas tecnologias são colocadas ao serviço da criação artística, valorizando as suas potencialidades criativas.

    O Dia Mundial da Poesia, celebrado a 21 de março, foi criado na XXX Conferência Geral da UNESCO em 16 de Novembro de 1999, com o propósito de promover a leitura, escrita, publicação e ensino da poesia através do mundo.

    A data promove uma reflexão sobre o poder da linguagem e do desenvolvimento das habilidades criativas de cada pessoa.