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Categoria: Ambiente

  • Viveiro Florestal de Monte Gordo vai ser requalificado

    Viveiro Florestal de Monte Gordo vai ser requalificado

    A história desses serviços remonta a 24 de julho de 1824, quando foram criados como a Administração Geral das Matas do Reino. Para marcar essa efeméride, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) realizou uma sessão inaugural no Viveiro Florestal de Monte Gordo, no dia 24 de julho.

    O vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, Ricardo Cipriano, destacou o esforço conjunto do município, do ICNF e das escolas locais na reflorestação da Mata Nacional das Dunas Litorais.

    Mencionou que a Universidade de Évora está a estudar a resistência e sustentabilidade do zimbro nessa área. Além disso, enfatizou a importância de combater o abandono de áreas rurais e os riscos de incêndios, pragas e doenças.

    A celebração também incluiu uma visita ao Perímetro Florestal de Conceição de Tavira, com declarações do presidente do Conselho Diretivo do ICNF, Nuno Banza, e da presidente da Câmara Municipal de Tavira, Ana Paula Martins.

    Essas comemorações marcam os 200 anos dos Serviços Florestais em Portugal, com a floresta representando 36% do uso do solo no país (correspondendo a 3.305.000 hectares) e os espaços silvestres abrangendo cerca de 70% do território, totalizando 6.515.600 hectares12. ????????

  • Lince ibérico já não está em extinção

    Lince ibérico já não está em extinção

    O lince-ibérico deixou de ser considerado um animal ameaçado de extinção e passa a ser classificado uma espécie “vulnerável” na Lista Vermelha elaborada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

    Esta catalogação obedece ao esforço que tem sido feito para a sua conservação.
    A organização internacional vai atualizar a sua lista a 27 de junho, mas já anunciou esta que uma das grandes novidades será a melhoria do estatuto deste mamífero endémico da Península Ibérica, que se tornou a espécie felina mais ameaçada do planeta nas décadas anteriores.

    A razão para isso é que o número de linces ibéricos adultos se multiplicou por dez até agora este século, como detalhou a UCIN em comunicado, no qual afirma que “os esforços de conservação conseguiram recuperar esta espécie depois de estar perto da extinção, com um aumento exponencial da sua população de 62 espécimes adultos em 2001 para 648 em 2022”.

    A população total do lince-ibérico (lince pardinus), incluindo espécimes jovens e maduros, está estimada em mais de 2.000, segundo o último relatório de 2023 elaborado pelo grupo de trabalho coordenado pelo Ministério da Transição Ecológica e do Desafio Demográfico (Miteco). Dos 2.021 exemplares de lince, 1.730 estão localizados na Espanha e, destes, 130 estão em Doñana, o segundo centro populacional do país, atrás de Sierra Morena (545). Os restantes 291 linces estão, de acordo com o referido censo, em Portugal.

    Em Portugal, que trabalha na sua recuperação desde 2007, o lince habitou historicamente o Algarve e atualmente, com 291 indivíduos registados em 2023, as autoridades portuguesas já falam em ter “salvo este felino da extinção”.


    Considerado um animal endémico da Península Ibérica (Espanha e Portugal), o lince-ibérico é protegido em Espanha desde 1966 e declarado na categoria “em perigo” desde 1990. Pesa entre 8 e 12 quilos e, embora se assemelhe a um gato nas suas características, o seu pelo com manchas e orelhas, terminando em pincéis pretos, fazem dele um mamífero exclusivo e o melhor representante da biodiversidade ibérica.

    Para sua reprodução e sobrevivência, as condições básicas em seu ambiente, de montanhas e arbustos mediterrâneos, e sua dieta, baseada principalmente no coelho-bravo, são determinantes. Mesmo assim, a vulnerabilidade do lince está intimamente ligada à ação do homem. Incêndios, caça, atropelamentos e o declínio gradual das populações de coelhos, devido a doenças como mixomatose e pneumonia hemorrágica, têm contribuído para a extinção desta espécie.

    Em relação à Lista Vermelha da IUCN, criada em 1964, deve-se notar que ela classifica as espécies em três níveis (“baixo risco”, “ameaçadas” e “extintas”), com vários subníveis em cada um desses grupos. Dentro da classificação das espécies ameaçadas existem três subníveis, que do menos ao mais grave são “vulneráveis” (aquele que o lince-ibérico terá agora), “em perigo” e “criticamente em perigo”.
    Uma espécie vulnerável corre menor risco de extinção do que uma ameaçada de extinção, mas esta última ainda está presente devido a problemas como a perda de habitat, por isso a IUCN recomenda que seus animais continuem sendo supervisionados até que sua capacidade reprodutiva e capacidade de sobrevivência melhorem.

    Nesse sentido, a IUCN alerta que a população do lince-ibérico, nativo de zonas florestais mediterrânicas, mas também na zona do Parque Doñana, ao nível do mar, ainda está ameaçada por fatores como a alteração do seu habitat em resultado das alterações climáticas, atropelamentos ou caça furtiva.

    A organização alerta ainda para doenças que podem ser transmitidas a este animal pelos gatos domésticos, ou as flutuações que outras epidemias podem causar na população de coelhos, o seu alimento básico.

    A Lista Vermelha da IUCN inclui 44.000 espécies animais e vegetais, 28% do total, e no caso dos mamíferos, mais de um quarto delas está mais ou menos em perigo de extinção. Entre os mamíferos declarados mais ameaçados estão o camelo selvagem (camelus ferus), o vison europeu (Mustela lutreola), o gorila em suas subespécies oriental e ocidental (Gorilla beringei e Gorilla gorilla), o rinoceronte-de-java (rhinoceros sondaicus) ou o orangotango-de-sumatra (pongo abelil).

  • Controlo de rebanhos por geolocalização

    Controlo de rebanhos por geolocalização

    No programa constam, pela manhã, às 10:00 horas, em Algoz (Silves), com encontro na Junta de Freguesia de Algoz, uma ação numa exploração pecuária, com um criador da raça ovina churra Algarvia.

    À tarde, pelas 15:00 horas, em Conceição de Tavira (Tavira), numa exploração frutícola (Quinta do Cabeço), que utiliza um rebanho de ovinos no controlo de infestantes, diminuindo a utilização de equipamentos e agroquímicos neste controlo, e contribuindo para o enriquecimento do solo em matéria orgânica.

    A utilização e divulgação desta tecnologia, baseada em sistemas de informação georreferenciados (SIG), é uma das componentes previstas na Linha de Ação Conhecimento do REVITALGARVE, projeto que pretende contribuir para a revitalização das zonas rurais do Algarve.

    Este projeto piloto incide em cinco rebanhos (quatro de ovinos e um de caprinos). Serão colocadas duas coleiras eletrónicas / rebanho, com o objetivo de acompanhar e monitorizar o comportamento dos animais durante a execução do projeto.

    A introdução desta tecnologia não irá apenas facilitar o trabalho dos pastores, pois será possível através do telemóvel conhecer a localização exata do seu rebanho, mas também possibilitar a obtenção de outros parâmetros produtivos.

    Vai, segundo os promotores, promover uma melhor gestão da pastagem e do território, especialmente na manutenção de áreas mais limpas e resilientes aos incêndios rurais.

    O REVITALGARVE é um projeto financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), assente numa rede de doze parceiros públicos e privados, entre os quais a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, I.P. – Agricultura e Pescas, que pretende criar um modelo de organização do Sistema Alimentar do Algarve, baseado numa Rede de Produtores Locais do Algarve (RPLA) e no consumo local dos produtos com origem na RPLA

  • Hoje é o Dia do Panda

    Hoje é o Dia do Panda

    Os Pandas são conhecidos por possuírem pelagem distinta, preta e branca, e pela dieta, quase exclusiva de bambu. Eles são um símbolo de conservação ambiental e têm um papel crucial nos ecossistemas onde vivem.

    Os pandas gigantes são nativos das regiões montanhosas da China, onde o bambu cresce em abundância. No entanto, devido à perda de habitat e à baixa taxa de natalidade, foram classificados como uma espécie vulnerável. Estima-se que existam menos de 2.000 pandas gigantes a viver no seu habitat natural.

    A conservação dos pandas envolve esforços globais e locais para proteger seu ambiente natural e aumentar a conscientização sobre as ameaças que enfrentam. Projetos de reprodução em cativeiro também têm sido fundamentais para aumentar a população de pandas.

    No Dia do Panda, é essencial que os nossos leitores estejam atentos à necessidade de proteger esses animais únicos e os esforços contínuos para garantir sua sobrevivência.

    Cada indivíduo pode contribuir para esta causa apoiando organizações de conservação e educando-se sobre as questões ambientais que afetam os pandas e outros animais selvagens.

    Com Copilot

  • O que as pessoas entregam para reciclar

    O que as pessoas entregam para reciclar

    No ano de 2023 a associação Electrão recolheu e vinte e sete mil toneladas de equipamentos elétricos, o que representa mais 16% que no ano anterior, mas avalia que os números ficaram longe das 100 mil toneladas anuais por reciclar.

    Esta associação de gestão de resíduos, ´é responsável por três dos principais sistemas de recolha e reciclagem, embalagens, pilhas e equipamentos elétricos usados e afirma que os bons resultados se devem ao empenho dos parceiros e ao alargamento dos locais de recolha e dos serviços ao cidadão, havendo já 11.500 pontos de recolha no país.

    Portugal, está, contudo abaixo do cumprimento das metas europeias, baseando o cálculo no que se etima vender am Portugal todos os anos. São 245 mil toneladas de equipamentos elétricos, com 60% deles a ser para substituir outros, que vão originar resíduos. «O que significa que se produzem anualmente 147 toneladas de resíduos. Se no ano passado só foram recolhidas 46 mil toneladas (destas, 27 mil pela Electrão), faltam cerca de 100 mil».

    Noutras contas, a produção de resíduos elétricos e eletrónicos ronda os 14,5 quilogramas per capita mas só foram recolhidos 4,5 quilos, pelo que cada português, em média, tem 10 quilos de resíduos, que deviam estar a ser recolhidos e tratados.

    A associação diz que «muitos equipamentos estarão esquecidos nas gavetas e acumulados em garagens, sótãos e arrecadações. E cita um estudo segundo o qual existem, em média, 74 equipamentos elétricos nas casas europeias».

    Segundo afirma o diretor-geral da associação, Ricardo Furtado, faz com que o problema essencial resida «nos milhares de toneladas que são desviadas, todos os anos, do circuito formal da reciclagem para o mercado paralelo. Esta prática implica graves prejuízos para a saúde pública e para o ambiente, já que estes aparelhos são tratados sem que seja acautelada a sua descontaminação”.

    A associação Electrão recorda que oferece na região de Lisboa um serviço de recolha porta-a-porta para grandes eletrodomésticos, que facilita a vida ao cidadão e ajuda a combater o mercado paralelo. E ainda sobre o balanço do ano passado diz que entre os equipamentos elétricos mais reciclados estão os grandes eletrodomésticos, como máquinas de lavar e secar roupa.

    Em segundo lugar os equipamentos de regulação de temperatura, como frigoríficos, arcas congeladoras e radiadores, e depois os pequenos aparelhos elétricos, como torradeiras e ferros de engomar, e ainda os equipamentos de informática e telecomunicações. Monitores e televisores, tal como as lâmpadas, representam uma minoria.

    A associação tem como principal missão assegurar a reciclagem dos resíduos recolhidos, contribuindo para a minimização do impacto ambiental e para um reaproveitamento dos materiais que os constituem, promovendo a economia circular.

  • Mértola já tem contentores de biorresíduos

    Mértola já tem contentores de biorresíduos

    A Junta de Freguesia de Mértola está a disponibilizar gratuitamente contentore e sacos laranja, destinados à recolha seletiva de biorresíduos, a qual se enconta em vigor desde o passado mês de dezembro e solicita à população que se junte «a este esforço coletivo de reduzir o lixo que segue para aterro», considerando que é uma ajuda no processo de valorização e transformação dos restos de alimentos em fertilizante natural.

    A junta informou que, para aderir basta dirigir-se a um destes serviços para solicitar o seu contentor e conjunto de sacos laranja no Posto de Turismo de Mértola, para residentes no Centro Histórico, atendimento da Câmara Municipal de Mertola e Junta de Freguesia da sua área de residência.

    O saco laranja destina-se a colocar os restos de alimentos sólidos, restos de legumes, cascas, carne, peixe, cascas de ovos, restos de pão, bolos, borras de café, saquetas de chá, e quando o saco estiver cheio, colocar o saco bem fechado no contentor do lixo indiferenciado.

    O saco será depois encaminhado para os serviços da Resialentejo, E.I.M., que conduz os biorresíduos para compostagem, para a produção de produção de fertilizante natural.

  • Exposição Imersiva permanente da Reserva do Sapal

    Exposição Imersiva permanente da Reserva do Sapal

    Com esta exposição, a reserva pretende proporcionar aos visitantes uma compreensão profunda da dinâmica do seu ecossistema e da forma de organização do espaço natural, cultural e patrimonial do território.

    A ação integra um conjunto de iniciativas financiadas pelo Fundo Ambiental, no âmbito do Plano de Recuperação de Resiliência (PRR). Passam a existir duas novas portas de entrada nos postos de turismo de Castro Marim e de Vila Real de Santo António;

    O projeto tem como principais públicos-alvo, não apenas os turistas que visitam a região, como a comunidade escolar dos concelhos da Reserva e dos concelhos limítrofes, com grande ênfase na educação ambiental e na sensibilização da população local para o património natural.

    A Comissão de Cogestão da RNSCMVRSA é composta pelo ICNF, pela Associação Odiana, e pelos Municípios de Castro Marim e Vila Real de Santo António.

    O Programa inicia-se às 15:30 horas com uma sessão solene no no auditório da sede da Reserva Natural, onde as boas vindas serão dadas diretor Regional da Conservação da Natureza e Florestas do Algarve, Castelão Rodrigues, seguindo-se umas palestra pelo presidente da Comissão de Cogestão, Francisco Amaral, sob a Reserva e outra «Contributo da Cogestão na Valorização das Áreas Protegidas», pelo secretário de Estado da Conservação da Natureza e das Florestas, João Paulo Catarino.

    Segue-se a inauguração da Exposição do Centro de Interpretação da Reserva Natural, com visita guiada/acompanhada por Rosa Madeira à exposição.

  • Previsão do tempo em Portugal e Espanha

    Previsão do tempo em Portugal e Espanha

    Em Portugal prevê-se uma alteração significativa das condições meteorológicas. O tempo frio e seco deverá regressar a Portugal continental na quarta-feira, com uma descida acentuada das temperaturas. As temperaturas mínimas deverão cair entre 5 e 8 graus Celsius, com temperaturas máximas entre 3 e 6 graus.

    Esta descida da temperatura é atribuída a um anticiclone localizado a norte da Península Ibérica. Os meteorologistas preveem um aumento na intensidade do vento, contribuindo para o desconforto térmico.

    Também existe a possibilidade de queda de neve acima de 1.200 e 1.400 metros na quarta-feira. A maior parte da precipitação ocorrerá no norte e centro de Portugal, transformando-se em aguaceiros à medida que avança para sul.

    Este calor invulgar, considerado uma das massas de ar mais quentes que já passou por Espanha em dezembro, está a causar atrasos na temporada de esqui e a afetar os desportos de inverno.

    Cidades como Valência registaram temperaturas em torno dos 27ºC, superando os recordes anteriores de dezembro. Espera-se que este calor excepcional termine depois de quarta-feira, quando o ar mais frio das latitudes mais altas reduzirá as temperaturas para valores mais típicos para esta época do ano.

    Em resumo, Espanha regista temperaturas invulgarmente elevadas em dezembro, que em breve darão lugar a um clima mais fresco, enquanto Portugal se prepara para uma queda de temperatura com possível queda de neve em regiões mais altas e aumento da intensidade do vento.

    . /FOZ – Guadiana Digital

  • Reflorestação da Eira da Zorra

    Reflorestação da Eira da Zorra

    O propósito é assegurar a recuperação e a sobrevivência das espécies arbóreas que resistiram ao incêndio de 2021, bem como aquelas que foram plantadas nas ações de reflorestação deste projeto.

    A autarquia nota que, muito embora sejam as espécies autóctones, resilientes e tolerantes a ambientes secos, como é o caso da alfarrobeira, do medronheiro, do sobreiro e da azinheira, existe outro flagelo que condiciona a revitalização destes 34 hectares da serra de Odeleite, a seca.

    ´«Com o impacto das alterações climáticas, com aumentos da temperatura, redução dos períodos de chuva, os solos não garantem a sobrevivência destas espécies, tradicionalmente de sequeiro», como vem sublinhado pela vice-presidente do município de Castro Marim, Filomena Sintra.

    A autarca salientou, ainda que «é necessária uma visão e ação mais hipostila, exigindo das entidades licenciadoras e financiadoras ajustamentos nas suas políticas». Para suportar a rede de rega, foi autorizada uma captação subterrânea para a área em questão com parecer favorável APA e do Município.

    A construção desta rede de rega, esclarece a autasrquia, representa investimento de cerca de 150.000 euros, sendo uma das várias intervenções previstas pelo PRADE para cumprir o seu maior desígnio, que é o combate à desertificação.

    O PRADE representa um investimento total de 896.036,13 € (investimento elegível de 810.941,41 €) sendo financiado pelo Programa COMPETE 2020, no âmbito do Aviso 13/REACT/2021, apoiado por Portugal e União Europeia, cofinanciado a 100% pelo FEDER.

    Sendo um projeto assente em várias parcerias, o PRADE representa um conjunto de abordagens multidisciplinares, que passam também pela beneficiação da rede de caminhos rurais, pelo Município de Castro Marim, ou pela realização de ensaios, monotorização de espécies e testes de germinação/sobrevivência, pela Universidade do Algarve.

  • Os grandes predadores são essenciais aos ecosistemas

    Os grandes predadores são essenciais aos ecosistemas

    Devido ao medo, o gado herbívoro e as criaturas marinhas que pastam nos fundos não se detêm no mesmo local e esta atitude é essencial para o equilíbrio dos eco sistemas.

    A crise dos grandes predadores tem a ver não apenas com fatores humanos como a pesca excessiva para abastecer as cadeias alimentares ou o abate contra os predadores que prejudicam o pastoreio ou a agricultura e a caça, mas também com o impacto das alterações climáticas que está a ameaçar cada ver mais a biodiversidade, fruto do aquecimento das águas marinhas, da morte e desaparecimento de indivíduos e espécies, da redução do oxigénio dissolvido, da poluição e do aumento da acidez.

    Na revista «Science», os investigadores explicaram que a transformação da composição das comunidades marinhas se deve à redução do tamanho de indivíduos da mesma espécie, bem como ao facto de as espécies maiores estarem a perder ‘terreno’ para as mais pequenas.

    Por enquanto, apesar de as comunidades de peixes poderem estar a ser dominadas por indivíduos mais pequenos, os cientistas dizem que a biomassa, isto é, a quantidade total de organismos numa dada área, permanece constante. Como tal, argumentam que isso corrobora a ideia de que os ecossistemas tendem a compensar as mudanças na composição das comunidades mantendo a mesma biomassa e, assim, a estabilidade dos habitats.

    Contudo têm a convicção que os impactos desta tendência de redução do tamanho dos peixes podem ser nefastos e afetar todo o planeta.

    Entretanto existem, por parte da Comissão Europeia, para para rever o estatuto de conservação do lobo na Europa, debate que dividiu o Parlamento Europeu, em Estrasburgo., já que os deputados do Partido Popular Europeu, centro-direita, afirmaram que a revisão do estatuto é necessária para proteger a subsistência dos agricultores das regiões montanhosas, cujo gado está a ser dizimado pelas matilhas de lobos.

    O eurodeputado italiano Herbert Dorfmann, porta-voz daquele partido para a área da agricultura, estima a existência de cerca de 20 mil lobos na União Europeia (UE) e afirma que população está a aumentar, tal como o conflito dos agricultores com o predador, porque, observa ele, o lobo está mais protegido.

    Porém, as organizações não-governamentais (ONG) tais como o Fundo Mundial para a Natureza e o Gabinete Europeu do Ambiente (EEB) manifestaram a sua preocupação com o classificam de informação enganosa por parte da Comissão Europeia sobre o perigo do lobo, assegurando que o seu regresso à Europa é uma vitória para a biodiversidade.

    Acrescentam as ONG, numa carta aberta a von der Leyen, que as provas científicas demonstraram que os lobos não tratam os seres humanos como presas e que os encontros fatais são excecionais, afirmam .  Dizem também que os danos causados ao gado estão frequentemente relacionados com a falta de supervisão adequada e de proteção física.

  • Seis garrafas de litro com beatas

    Seis garrafas de litro com beatas

    As 112 famílias voluntárias que aderiram à eco ação «Caça à Beata» que decorreu, em quatro praias galardoadas com bandeira azul, no concelho de Tavira, Cabanas, Ilha de Tavira, Terra Estreita e Barril, recolheram seis garrafas de litro com beatas de cigarro, atiradas para a areia pelos utentes.

    A iniciativa teve cariz lúdico-ambiental e pretendeu sensibilizar os banhistas para o não abandono de pequenos resíduos em espaço público, nomeadamente, beatas, bem como premiar quem colabora na prevenção e defesa do meio ambiente.

    A ação surgiu no âmbito dos compromissos assumidos com a ABAE – Associação Bandeira Azul da Europa em termos de educação e sensibilização ambiental e contou com a colaboração da empresa municipal TaviraVerde. Teve também o apoio dos concessionários, das empresas de transporte marítimo-turístico, fluvial e do transporte turístico facultado pelo Aldeamento Pedras d’ El Rei.

    Fonte: Município de Tavira
  • Como ajudar a combater as espécies invasoras

    Como ajudar a combater as espécies invasoras

    Neste caso, explica-nos a página do Facebook dedicada a estas espécies, que demorou três minutos e não foi preciso nenhuma ferramenta: bastou puxar, com cuidado para prevenir os cortes, muito fáceis. Nesta altura do ano, nas situações em que não é fácil ou possível remover as plantas, arrancar pela raiz, remover as plumas é um importante contributo para conter a dispersão da espécie.

    «Se todos dermos um contributo, nos locais onde tivermos legitimidade para o fazer, e sempre protegidos para evitar cortes, podemos travar a expansão desta espécie, pelo menos em alguns locais», diz-nos o Espécies Invasoras.

  • Não vai haver fotovoltaica em Estoi

    Não vai haver fotovoltaica em Estoi

    Para a APA, o projeto de Estoi induz impactes negativos diretos e indiretos, «muito significativos, irreversíveis, não minimizáveis nem passíveis de compensação”, segundo o jornal Expresso.

    Este parecer negativo corta uma parte da capacidade de quase 700 megawatts (MW) que o Governo tinha adjudicado no leilão de 2020. O projeto da Iberdrola teria 87 MW de capacidade, e inviabiliza um empreendimento com uma componente inovadora de armazenamento, já que previa um parque de baterias de 14 MW.

    O projeto da Iberdrola esteve em consulta pública entre 19 de maio e 20 de julho e foi um dos mais participados de sempre no que respeita ao desenvolvimento de centrais solares de larga escala. Segundo o portal participa, recebeu mais de 800 contributos.

  • MOSANA não quer a mineração na Serra Algarvia

    MOSANA não quer a mineração na Serra Algarvia

    Inclusivamente, já criaram uma petição, que em breve vai ser disponibilizada online e em formato físico, onde expressam «grande preocupação e forte oposição às atividades de mineração propostas no projeto designado por FERRARIAS».

    É que a empresa Emisurmin Unipessoal Lda, requereu os direitos de prospecção e pesquisa de «depósitos minerais de ouro, prata, cobre, chumbo, zinco e minérios associados» nos concelhos de Alcoutim e Castro Marim numa área de 494 quilómetros quadrados, nas Freguesias de Alcoutim e Pereiro, de Martim Longo e de Vaqueiros (Alcoutim) e de Azinhal e Odeleite (Castro Marim).

    Para o MOSANA, Movimento de Salvaguarda do Nordeste Algarvio, a exploração e extração de minério representa ameaças ambientais, sociais e culturais significativas que superam em muito quaisquer benefícios económicos daí decorrentes.

    E está convicto que um contrato de pesquisa e prospecção mineira, pela possibilidade de acesso automático à fase de exploração, de acordo com a lei em vigor, constitui de igual modo uma ameaça à integridade da região.

    Estão a apelar ao Governo e autoridades competentes para darem prioridade à preservação do património natural, garantindo um futuro sustentável para a atual e próximas gerações.

    Leia a Carta Aberta em no site MUROS, de Susana de Sousa

  • Formas naturais de limpar águas residuais na Índia

    Formas naturais de limpar águas residuais na Índia


    Serpenteando pelas montanhas e planícies do norte da Índia, o rio Ganges é sagrado para a religião hindu. Mais prosaicamente, sua água e nutrientes são vitais para as terras agrícolas da região, centenas de milhões de habitantes e a economia da Índia.
    O Ganges é personificado como Ganga, a deusa hindu da purificação e do perdão. Mas, como muitos rios ao redor do mundo, o Ganges está severamente poluído, ameaçando a saúde das pessoas que vivem nas proximidades e as culturas que cultivam.


    Grande potencial

    Dois projetos financiados conjuntamente pela UE e pela Índia estão a melhorar a recolha, a sanitização e a reutilização das águas residuais – um desafio cada vez mais urgente, uma vez que as alterações climáticas exercem uma maior pressão sobre o abastecimento de água. Denominadas PAVITR e PAVITRA GANGA, as duas iniciativas fazem parte de uma Parceria UE-Índia para a Água.

    PAVITR está a utilizar o poder de filtragem natural das árvores para transformar o esgoto em um recurso. O objetivo insere-se no esforço da UE no sentido de uma economia circular, em que os recursos são reutilizados em vez de descartados.
    «Com o foco na economia circular, a Índia tem um enorme potencial», afirmou Mirko Hänel, coordenador europeu do PAVITR.

    O PAVITR, que começou em 2019 e vai até janeiro de 2024, é também um exemplo de solução baseada na natureza. A utilização de plantações de árvores pelo projeto para tratar águas residuais não só é inspirada e apoiada pela natureza, como também proporcionará benefícios ambientais, sociais e económicos locais.

    A equipa represou águas residuais municipais num hectare de terra para cultivar uma cultura densa de bambus, salgueiros e choupos. O sistema funciona em perfeita harmonia: os nutrientes como o azoto e o fósforo presentes nas águas residuais ajudam as árvores a crescer, enquanto as bactérias das raízes limpam naturalmente a água. A análise mostra que este tratamento natural faz com que as águas residuais cumpram os regulamentos necessários, de acordo com Hänel.

    Devoluções de boas-vindas

    O sistema é barato de instalar e operar em comparação com os altos custos de funcionamento em produtos químicos e eletricidade de uma estação de tratamento de águas residuais padrão – e as árvores, além de limpar a água, atrairão pássaros, insetos e outros animais selvagens.

    A Universidade Muçulmana de Aligarh, um dos parceiros do projeto na Índia, decidiu catalogar as espécies no local. As árvores e o bambu podem ser colhidos a cada dois ou três anos, proporcionando uma cultura de madeira sustentável para ser vendida à Europa dependente de importações e um fluxo de renda para os agricultores na Índia. Poderia também, idealmente, substituir materiais de construção e fabrico menos sustentáveis derivados de combustíveis fósseis.

    Não é necessária fertilização ou irrigação adicional, uma vez que as águas residuais fornecem tudo. Os fertilizantes químicos, outro recurso cada vez mais escasso e caro, não são necessários. O sistema radicular permanece no lugar, pronto para crescer novamente e continuar tratando a água.

    Olhando além do PAVITR, Hänel diz que os esforços precisarão se concentrar em ideias de negócios para mover o sistema da pesquisa exploratória para o mercado comercial e para mais áreas ao longo do Ganges, bem como outros rios.

    Limpeza de produtos químicos

    Enquanto PAVITR tem se concentrado em águas residuais municipais padrão, PAVITRA GANGA tem lidado com o tipo contaminado por produtos químicos industriais.

    Também uma iniciativa de cinco anos que decorre até janeiro de 2024, PAVITRA GANGA está a estudar formas de remover compostos perigosos de águas residuais insuficientemente tratadas. O projeto centra-se nas águas residuais em zonas urbanas e circundantes – periurbanas –, procurando garantir que possam ser reutilizadas com segurança para ajudar a cultivar culturas.
    Na cidade industrial de Kanpur, que tem mais de 400 fábricas de curtumes, as estações de tratamento de esgotos são incapazes de lidar com os grandes volumes e com o despejo ilegal de resíduos industriais nos esgotos municipais.

    A análise das águas residuais revelou concentrações elevadas de substâncias, como o crómio, que podem causar cancro.
    Se não for tratada adequadamente, essa poluição pode contaminar os solos, prejudicar a saúde dos agricultores e reduzir a produtividade das culturas se usada para irrigar terras agrícolas, de acordo com Paul Campling, coordenador do projeto. Ele também é gerente de desenvolvimento de negócios internacionais em uma organização belga de pesquisa de tecnologia limpa chamada VITO.

    PAVITRA GANGA tem como objetivo encontrar as melhores tecnologias para remover compostos nocivos das águas residuais para que possam ser reutilizadas com segurança para irrigação de culturas.

    A equipe também usa sensores e tecnologias de modelagem para monitorar e prever a qualidade dos corpos hídricos regionais afetados por águas residuais descarregadas e ajuda os governos locais a planejar medidas mais seguras para lidar com a água natural não tratada em rios, lagos e águas subterrâneas.

    Local e global

    Em Kanpur, a equipe está testando um sistema de tratamento de filtração secundária, bem como tecnologias de “polimento” para remover contaminantes, incluindo cromo. Primeiro, um tipo específico de membrana filtra o esgoto, separando-o em permeado, que é a água que será reutilizada, e retentado, que é a matéria orgânica restante.

    Zonas húmidas construídas “mais” depois limpam ainda mais o permeado. Estes vão um passo além das zonas húmidas construídas – um sistema de tratamento de água que utiliza estações para limpar águas residuais – ao incluir uma combinação de substâncias sorventes especificamente concebidas para remover poluentes, conhecidas como tecnologias de polimento.

    Mesmo os compostos, como o crómio, podem ser devolvidos ao sistema de economia circular se forem recolhidos em quantidades suficientes. Os parceiros da indústria local do projeto têm um grande papel a desempenhar, trabalhando com um instituto de conhecimento chamado IIT Kanpur.

    «Estão testando os sistemas de tratamento em Kanpur e poderiam facilmente ampliá-los se virem os benefícios», disse Campling. «Queremos chegar ao ponto em que as empresas locais possam levar as tecnologias mais longe quando o projeto terminar

    A esperança é que as abordagens sejam incorporadas na tomada de decisões do setor e reconhecidas pelas autoridades locais.
    As atividades poderiam, em última análise, produzir benefícios muito além de Kanpur e da Índia, que esta semana ultrapassou a China como o país mais populoso do mundo.

    «Se funcionar bem na Índia, provavelmente funcionará bem na África e na América do Sul também», disse Campling.

    Este artigo teve publicação original em Horizon, the EU Research and Innovation magazine. A investigação contida neste artigo foi financiada pela UE. Se você gostou deste artigo, considere compartilhá-lo nas redes sociais.

  • Plantas podem emitir sons audíveis pelos animais

    Plantas podem emitir sons audíveis pelos animais

    Esses sons foram ajustados eletronicamente para poderem ser audíveis aos humanos. Oferecemos aqui aos nossos leitores, trechos da tradução do artigo que pode ser consultado em https://www.vice.com/en/article/3aknn3/plants-make-sounds-when-hurt-scientists-confirm-and-now-you-can-hear-it.

    A articulista conta assim: «A sua tomateira pode estar a pedir para que você a regue, mas embora outros animais e plantas possam ouvi-la, os seus ouvidos humanos são surdos ao som dos seus lamentos. Essa é a descoberta de uma nova pesquisa que capturou os estalos e cliques de plantas com stress, que foram sintonizadas na faixa de audição humana.»

    Segundo a articulista, a nova experiência revelou que «as plantas expostas a pressões nocivas, como lesões e desidratação, produzem ruídos ultrassônicos que podem ser audíveis para animais e plantas até 16 metros de distância».
    Desta forma, as plantas podem usar o som para se comunicar com seus ecossistemas mais amplos, uma descoberta que lança luz sobre seus misteriosos mundos internos e pode ajudar a mitigar os desafios agrícolas apresentados pelas mudanças climáticas.

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