FOZ – Guadiana Digital

Categoria: Ambiente

  • Onda negra arrasta banhistas em Mazagão

    Onda negra arrasta banhistas em Mazagão

    Na tarde de quarta-feira, por volta das 16h30, um grande navio metaneiro de mais de 60.000 toneladas, ao sair do porto de Huelva e realizar uma manobra de saída para o mar, gerou uma onda lateral com sedimentos que atingiu a praia do Vigía, em Mazagón.

    O fenómeno arrastou vários banhistas para as rochas, provocando pelo menos oito feridos, incluindo crianças e membros da mesma família. Uma mulher de 28 anos foi hospitalizada com cortes profundos, mas já teve alta. Outros feridos foram assistidos no local, incluindo crianças que ficaram abaladas e com escoriações.

    Testemunhas e autoridades confirmaram que o navio navegava dentro dos limites de velocidade autorizados (11,5 nós), acompanhado por dois práticos experientes.

    Contudo, a combinação de maré vazante, correntes e o tamanho do navio provocou um efeito inesperado, resultando numa “onda negra” que surpreendeu os banhistas e levou a temores de tsunami.

    Após o incidente, o Porto de Huelva e a Capitania Marítima decidiram reduzir a velocidade dos navios na zona e instalar sensores para monitorizar as condições do mar em tempo real, visando prevenir novos episódios semelhantes.

    Citações:
    Perplexity
    [1] Watch: Monster wave leaves eight injured in Spain’s Andalucia after … https://www.thespanisheye.com/2025/07/03/watch-monster-wave-leaves-eight-injured-in-spains-andalucia-after-sparking-tsunami-fears/
    [2] Puerto de Huelva y Capitanía Marítima toman medidas para evitar olas peligrosas tras el incidente de Mazagón https://cadenaser.com/andalucia/2025/07/04/puerto-de-huelva-y-capitania-maritima-toman-medidas-para-evitar-olas-peligrosas-tras-el-incidente-de-mazagon-radio-huelva/
  • Brasil acolhe Conferência da Década dos Oceanos

    Brasil acolhe Conferência da Década dos Oceanos

    A cidade brasileira do Rio de Janeiro foi escolhida hoje como sede da Conferência da Década dos Oceanos de 2027, evento organizado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) para promover a ciência oceânica e o desenvolvimento sustentável.

    A escolha foi anunciada num comunicado divulgado pela prefeitura de câmara do Rio de Janeiro, que explicou que a Década das Nações Unidas de Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, também conhecida como Década do Oceano, foi declarada pelas Nações Unidas em 2017 e compreende o período de 2020 a 2030.

    O objetivo da cimeira que será organizada no Brasil é consciencilizar a população em todo o mundo sobre a importância dos oceanos e mobilizar atores públicos, privados e da sociedade civil organizada em ações que favoreçam a saúde e a sustentabilidade dos mares.

    A escolha do Rio de Janeiro, feita em Paris durante reunião da Comissão Oceanográfica Intergovernamental, refletiu, segundo a UNESCO, a liderança do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à conservação marinha e à ciência oceânica.

    A conferência reunirá chefes de Estado, cientistas, sociedade civil e o setor privado para definir estratégias para reverter a degradação dos oceanos e promover sua sustentabilidade além de 2030.

    O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, comemorou a eleição, destacando o histórico da cidade mais emblemática do Brasil em mudanças climáticas, que remonta à cimeira da Terra de 1992.

    “É uma honra representar o Brasil mais uma vez, mostrando ao mundo não só a beleza da nossa cidade, mas também a nossa capacidade de organizar grandes eventos internacionais com excelência”, disse Paes no comunicado.

    O Brasil, com mais de 10.000 quilómetros de litoral é líder em diversas iniciativas de proteção dos oceanos, incluindo uma iniciativa para transformar o Atlântico Sul em um santuário para baleias.

    Apesar dos esforços para promover a conservação marinha, o Governo brasileiro atualmente apoia a exploração de petróleo em uma área marinha na foz do rio Amazonas.

    Na semana passada, o país promoveu um polémico leilão de áreas de petróleo no qual ofereceu concessões perto da foz do Amazonas a empresas interessadas em operar na região sensível e pressiona autoridades ambientais para que concedam a respetiva licença.

    ./Com LUSA e CYR // RBFSã
  • Fenómeno Raro no Litoral Português: Nuvens de Rolo Surpreendem na Costa

    Fenómeno Raro no Litoral Português: Nuvens de Rolo Surpreendem na Costa

    Um fenómeno meteorológico invulgar e visualmente impressionante, conhecido como “nuvem de rolo”, foi observado hoje, 29 de junho de 2025, em diversos pontos da costa portuguesa, causando surpresa e admiração a banhistas e residentes. Há registos da sua ocorrência em locais como a Póvoa de Varzim, Figueira da Foz e na Praia do Furadouro, em Ovar.

    O Que São Nuvens de Rolo?

    As nuvens de rolo, cientificamente designadas como Volutus, são formações nebulosas baixas, horizontais e com um formato tubular, que parecem rolar lentamente sobre o seu eixo horizontal. Pertencem ao grupo das nuvens do tipo Arcus, mas distinguem-se das mais comuns nuvens de prateleira (shelf clouds) por estarem completamente destacadas da base de qualquer outra nuvem.

    Essencialmente, uma nuvem de rolo é uma onda solitária, ou um soliton, que se propaga pela atmosfera. A sua formação está tipicamente associada ao avanço de uma frente fria ou de uma brisa marítima intensa sobre uma massa de ar mais quente e húmida. O ar frio, mais denso, força a subida do ar quente e húmido. Este, ao subir, arrefece e o vapor de água condensa, formando a nuvem. A interação entre as correntes de ar descendentes da frente fria e as ascendentes do ar quente cria a característica forma de rolo.

    Apesar da sua aparência por vezes imponente, as nuvens de rolo não são, por si só, perigosas e não indicam necessariamente a ocorrência de uma tempestade severa no local exato onde são observadas. No entanto, são um claro indicador de instabilidade atmosférica e da presença de fortes movimentos de ar.

    Ocorrências de Hoje na Costa Portuguesa

    As aparições de nuvens de rolo na costa portuguesa durante o dia de hoje foram potenciadas por uma combinação de fatores meteorológicos. Portugal continental encontra-se sob a influência de uma onda de calor, com temperaturas muito elevadas no interior. Esta situação gera um acentuado contraste térmico entre o ar quente sobre a terra e a massa de ar mais fresca sobre o oceano.

    Este diferencial de temperatura intensificou a brisa marítima ao longo da costa ocidental. A previsão do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) para hoje já apontava para “vento em geral fraco predominando do quadrante norte, soprando por vezes moderado (até 30 km/h) na faixa costeira ocidental”. Foi esta brisa marítima mais intensa, atuando como uma mini frente fria, que, ao encontrar o ar quente e húmido sobre a linha da costa, deu origem à formação das espetaculares nuvens de rolo observadas. O fenómeno foi acompanhado por um aumento temporário da intensidade do vento nos locais onde a nuvem passou.

    Probabilidade de Repetição

    A ocorrência de nuvens de rolo é considerada um fenómeno raro em Portugal. A sua formação depende de um equilíbrio muito específico de condições atmosféricas, nomeadamente a presença de uma massa de ar quente e húmida, e a chegada de uma frente de ar mais frio e seco com a intensidade certa para gerar a ondulação atmosférica necessária.

    As previsões meteorológicas para os próximos dias indicam a continuação do tempo quente em Portugal continental. O IPMA mantém avisos de tempo quente para vários distritos. Esta persistência de temperaturas elevadas manterá o forte contraste térmico entre o continente e o oceano, o que sugere que as brisas marítimas continuarão a ser um fenómeno relevante nos próximos dias.

    No entanto, a formação da nuvem de rolo requer um nível de instabilidade atmosférica e uma configuração de vento muito particulares, que não são garantidos apenas pela diferença de temperatura. A previsão para os próximos dias aponta para uma manutenção de um regime de vento de norte/noroeste, mas a intensidade e a interação com a massa de ar quente podem não ser idênticas às que se verificaram hoje.

    Concluindo, embora as condições de base (contraste térmico terra-mar) se mantenham, a probabilidade de se repetirem as condições exatas para a formação de novas nuvens de rolo nos próximos dias é baixa. Fenómenos como este são, pela sua natureza, esporádicos e de difícil previsão com grande antecedência. Ainda assim, não é de excluir a possibilidade de ocorrências localizadas, caso se verifique uma intensificação particular da brisa marítima em conjunto com a instabilidade atmosférica presente.

    ./com GEM-DIGI

  • Ao encontro da Plataforma Água Sustentável Governo cancela projetos

    Ao encontro da Plataforma Água Sustentável Governo cancela projetos

    O governo anunciou o cancelamento do financiamento, através de verbas do PRR, de vários projetos, entre eles a ́Estação de Dessalinização de Água do Mar do Algarve e a Tomada de Água do Pomarão.

    A Plataforma Água Sustentável reforça assim a sua posição contra estes Projetos e manifesta satisfação com o anúncio do Governo relativo à proposta de exclusão dos projetos do financiamento através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

    Ela vai ao encontro das preocupações que a PAS tem vindo a manifestar relativamente aos impactos ambientais e à eficácia destas infraestruturas, mas ainda preocupa porque o Governo pretende procurar fontes alternativas de financiamento.

    Oposição aos projetos

    A PAS continua a entender que as propostas podem acarretar consequências negativas para os ecossistemas locais e criando novos problemas; considera que os projetos não abordam de forma eficaz o problema da escassez de água, podendo mesmo agravar problemas existentes.

    A PAS já anunciou que manterá a mesma atenção e nível de intervenção, enquanto as medidas que podem concorrer para a diminuição da escassez hídrica não forem implementadas e institucionalmente consideradas como prioritárias para uma gestão sustentável dos recursos hídricos.

  • Altri em projeto de recolha de resíduos florestais e agrícolas

    Altri em projeto de recolha de resíduos florestais e agrícolas

    O Grupo Altri associou-se à CIM-Região de Coimbra para implementar um projeto-piloto que visa a instalação de parques de biomassa e contentores florestais para recolha de sobrantes agrícolas e florestais.

    A iniciativa, enquadrada na Agenda transForm do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), tem como objetivo promover uma gestão mais sustentável e eficiente dos resíduos florestais, reduzindo a dependência de queimas a céu aberto e contribuindo para a descarbonização e prevenção de incêndios.

    Os parques de biomassa e contentores florestais vão permitir a recolha de resíduos provenientes de atividades de exploração e manutenção florestal, que seriam normalmente deixados no terreno ou queimados.

    Esses resíduos serão encaminhados para as centrais da Greenvolt, onde serão transformados em energia renovável e outros recursos sustentáveis.

    Além de reduzir os riscos ambientais e para a saúde pública, a iniciativa promove a economia circular e a colaboração entre proprietários florestais, empresas e autoridades locais.

    Miguel Silveira, administrador da Altri para a área Florestal, destacou que o projeto reflete a visão do grupo de aliar desenvolvimento económico à proteção ambiental. «Com os parques de biomassa, estamos a criar uma cadeia de valor que beneficia a comunidade local, a indústria e o ecossistema», afirmou.

    O projeto, que já conta com um contentor instalado no município de Mortágua, é coordenado pelo CoLAB ForestWISE e integra 56 parceiros, com uma taxa de execução física e financeira de 30% até ao momento.

    A iniciativa reforça o compromisso da Altri com a sustentabilidade e a gestão responsável dos recursos florestais, contribuindo para a transformação estrutural do setor florestal em Portugal.

  • Caderno Pedagógico em defesa do camaleão

    Caderno Pedagógico em defesa do camaleão

    AMAL e ICNF apresentam o caderno pedagógico «O Camaleão Que Não Mudava de Cor», destinado a alunos do 2º ciclo.

    Trata-se de um livro editado pela Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) e pela Direção Regional do Algarve do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), e foi apresentado no Centro de Educação Ambiental de Marim, em Olhão.

    O caderno tem duas partes distintas: a primeira, é um conto para colorir, da autoria de Ana Xavier e ilustrações de João Pinto, que aborda temas como a amizade, a autoestima, a exclusão e as migrações.

    Revela a morfologia e o comportamento do camaleão-comum, a única espécie de camaleão que ocorre em Portugal (e na Europa).

    Tem uma segunda parte, de carácter informativo, sobre as características e comportamento do camaleão-comum, com fotografias de Teresa Patrício, do RIAS e da Associação A ROCHA. No final, tem ainda jogos e desafios propostos pela técnica da AMAL, Susana Marreiros.

    Este projeto está direcionado para alunos do 2º ciclo e assenta no princípio de que «Só se ama aquilo que se conhece», tendo por objetivo dar a conhecer o camaleão-comum e o seu habitat, cuja preservação é urgente.

    Trata-se de uma iniciativa desenvolvida no âmbito da cogestão do Parque Natural da Ria Formosa e financiada pelo Fundo Ambiental.

    Na sessão de apresentação do caderno, estiveram presentes várias turmas da área do Parque Natural da Ria Formosa (Olhão, Faro e Tavira), tendo o conto sido lido por alunos da Escola E. B. 2 3 João da Rosa, a que se seguiu a distribuição dos cadernos pelos alunos e uma apresentação interativa pelo ilustrador João Pinto.

    Tanto o Primeiro Secretário da AMAL, Joaquim Brandão Pires, como o Diretor Regional do ICNF, Castelão Rodrigues, aproveitaram a ocasião para alertar e sensibilizar os mais novos para a importância da preservação não só desta espécie, mas da natureza, como um todo, porque «só assim poderemos ter uma sociedade mais sustentável».

  • Produção nacional de fontes renováveis

    Produção nacional de fontes renováveis

    A produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis foi de 44 816 GWh e corresponde a 78,1% do total da produção bruta, mais saldo importador de eletricidade.

    É o que se afere do documento das estatísticas rápidas das renováveis, publicado pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), no ano-móvel (últimos 12 meses) de dezembro de 2023 a novembro de 2024,

    De acordo com a metodologia da Diretiva UE 2018/2001, que estabeleceu os objectivos a atingir em 2030, estima-se que essa percentagem se situe em 66,1%.

    Neste mesmo período, 76,1% da produção de eletricidade de origem renovável foi obtida através das tecnologias eólica e hídrica.

    No final de novembro de 2024, a potência instalada em unidades de produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis foi de 20 361 MW, dos quais 2 459 MW são referentes a instalações de produção descentralizada.

    A capacidade instalada na produção descentralizada representa 12,1% da potência instalada renovável.

    As tecnologias hídrica e eólica representam 70% da capacidade instalada. A potência instalada da fotovoltaica foi atualizada de 2015 a 2021. No mesmo período, verificouse uma redistribuição geográfica da potência instalada da produção descentralizada. Os dados 2023 e 2024 são provisórios.

    A publicação abrange o Continente e as Regiões Autónomas dos Açores e Madeira e pretende acompanhar a utilização da energia proveniente de fontes renováveis.

    Fonte: Portal Ambiente Online
  • Vitórias e derrotas na luta pela vida selvagem

    Vitórias e derrotas na luta pela vida selvagem

    Para quem participa na WWF, o ano de 2024 foi de contrastes para a natureza, com a celebração de vitórias que os encheram de esperança, mas também de assistir a decisões políticas que desafiaram o progresso já alcançado.

    Nas vitórias vem o facto da população de linces-ibéricos ter crescido e o seu nível de ameaça baixado, a aprovação da Lei Europeia do Restauro Ecológico, considerada como um marco histórico; a criação no Algarve de um Comité de Cogestão para a pesca do polvo, a remoção de mais uma barreira fluvial obsoleta para proteger os rios.

    Já no plano negativo assinalam a redução da proteção do lobo ibérico na União Europeia, a construção de mais barragens prejudiciais que podem destruir inúmeros habitats, o facto de o  Governo continuar sem fechar portas à mineração em mar profundo.

    Assina-se também como negativo o corte de 44% de fundos para cuidar das florestas.

    Para 2025 a WWF continua a analisar que estas incongruências lembram que o caminho pela natureza não é linear “mas isso não nos impede de avançar”.

     

    Fonte ANP/WWF

    ambiente
  • Portugal e o Desafio dos Pneus Usados

    Portugal e o Desafio dos Pneus Usados

    Portugal, como muitos outros países, enfrenta o desafio crescente da gestão de pneus usados. O abandono inadequado destes materiais representa uma séria ameaça ambiental, contaminando solos e água, propagando doenças e contribuindo para a proliferação de incêndios. No entanto, o país tem feito progressos significativos no aproveitamento destes resíduos, transformando um problema ambiental numa oportunidade económica e ecológica.

    Os pneus usados, quando abandonados em aterros ou na natureza, libertam substâncias tóxicas que contaminam o solo e os lençóis freáticos. A sua composição, rica em borracha e outros materiais sintéticos, torna a sua decomposição extremamente lenta, persistindo no ambiente durante séculos. Além disso, os pneus descartados incorretamente podem acumular água, tornando-se criadouros de mosquitos transmissores de doenças como a dengue e a zika.

    Outro problema grave é o risco de incêndios. Os pneus são altamente inflamáveis e, uma vez incendiados, libertam gases tóxicos e fuligem que prejudicam a qualidade do ar e a saúde pública.

    Portugal e a Valorização de Pneus Usados

    Felizmente, Portugal tem vindo a implementar medidas para minimizar o impacto ambiental dos pneus usados. A legislação nacional promove a recolha e a valorização destes resíduos, incentivando a sua reciclagem e a sua utilização em diversas aplicações.

    A Valorpneu, entidade gestora do Sistema Integrado de Gestão de Pneus Usados, desempenha um papel fundamental neste processo. Através de uma rede de pontos de recolha, a Valorpneu garante que os pneus usados são encaminhados para reciclagem ou valorização energética.

    Aplicações Inovadoras para Pneus Usados

    A reciclagem de pneus usados permite obter diferentes materiais, como granulado de borracha, aço e fibra têxtil. Estes materiais podem ser utilizados em diversas aplicações.

    Em pavimentos desportivos, o granulado de borracha é utilizado na construção de campos de futebol, pistas de atletismo e parques infantis, proporcionando superfícies seguras e confortáveis.

    Nas obras de engenharia civi, a borracha dos pneus pode ser incorporada em misturas betuminosas, aumentando a durabilidade e a segurança das estradas e no Isolamento acústico e térmico os pneus reciclados podem ser utilizados em materiais de construção para melhorar o isolamento acústico e térmico de edifícios.

    Apesar dos avanços, Portugal ainda enfrenta desafios na gestão de pneus usados. É crucial aumentar a consciencialização ambiental da população e garantir que todos os pneus usados são encaminhados para os pontos de recolha adequados.

    A investigação e a inovação tecnológica são igualmente importantes para desenvolver novas aplicações para os pneus reciclados, promovendo a economia circular e contribuindo para um futuro mais sustentável.

    Portugal tem trilhado um caminho positivo na gestão de pneus usados, mas é fundamental manter o compromisso com a sustentabilidade e continuar a investir em soluções inovadoras para este desafio ambiental.

    Com Google

  • Jacinto-de-água é praga no Guadiana em Espanha

    Jacinto-de-água é praga no Guadiana em Espanha

    De acordo com uma informação da EDIA, a existência de sete barreiras flutuantes de contenção, entre a fronteira do Caia e a Ponte da Ajuda, em Elvas, no distrito de Portalegre salva o rio Guadiana da proliferação do jacinto-de-água.

    Segundo a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva esta é uma das medidas implementadas do lado nacional do Guadiana, após a invasão massiva por esta espécie da zona de Badajoz, na Estremadura espanhola e junto à fronteira, em 2015.

    Porém, do outro lado do rio, a planta traz o Guadiana doente, constituindo um problema no troço espanhol. Nas últimas duas décadas, não proliferou no troço português,

    O jacinto de água, é uma espécie exótica invasora (EEI), originária da bacia do Amazonas e prolifera rapidamente, tapando a entrada de luz e impedindo a fotossíntese de outras plantas, obrigando a uma atenção e luta constante contra a sua proliferação.

  • Conservação do Carvalho-de-Monchique

    Conservação do Carvalho-de-Monchique

    O relançamento do «Renature Monchique», tem como principal objetivo reflorestar as áreas devastadas pelo incêndio de 2018, estando prevista a realização de uma conferência de imprensa no próximo dia 7 de novembro, às 11h00, no emblemático pico da Fóia, o ponto mais alto da serra de Monchique.

    Participam os parceiros do projeto, para apresentar os progressos alcançados e as metas para a nova fase, a qual inclui a plantação de mais 125 mil árvores autóctones na serra algarvia.

    No terreno desde 2019, o projeto Renature Monchique procura contribuir para a conservação do carvalho-de-monchique, uma espécie «criticamente em perigo» segundo a Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental.

    Este ano, o projeto entra no seu sexto ano de atividade com um novo impulso financeiro de 400 mil euros, assegurado pela companhia aérea Ryanair.

    A parceria estratégica está formada entre a Ryanair, o Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA), o Turismo do Algarve, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a Câmara Municipal de Monchique.

    PROGRAMA

    11:00 horas – Boas-vindas por Paulo Alves (Município de Monchique)

               Intervenção Rogério Ivan Rodrigues (GEOTA)

    Intervenção Elena Cabrera (Ryanair)

    Intervenção André Gomes (Turismo do Algarve)

    Intervenção Castelão Rodrigues (ICNF)
  • A água é tema na Cimeira Luso-Espanhola

    A água é tema na Cimeira Luso-Espanhola

    No próximo dia 23 de outubro, realiza-se na cidade de Faro, no Palácio Fialho, uma nova Cimeira entre os governos de Portugal e de Espanha, tendo como tema central «Água um bem comum».

    Espera-se que os trabalhos arranquem pelas 09:30, terminando com com um almoço entre as duas delegações.

    Está prevista a assinatura de acordos no âmbito da Convenção de Albufeira, um instrumento de cooperação bilateral que regula desde 2000 a proteção das águas das bacias hidrográficas partilhadas entre Espanha e Portugal, bem como a utilização sustentável e coordenada das águas, nos rios Minho, Lima, Douro, Tejo e Guadiana,

  • Prevenção reforçada em VRSA

    Prevenção reforçada em VRSA

    O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê precipitação forte, vento com rajadas até 80 km/h e possibilidade de trovoadas.

    Para proteger a população e mitigar os impactos das chuvas intensas, através do Serviço Municipal de Proteção Civil, e em colaboração com os Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim, esta a aplicar várias medidas de prevenção no terreno, designadamente a limpeza intensiva de sarjetas e sumidouros; a inspeção das estações elevatórias e os cursos de água mais vulneráveis.

    Todas as forças de segurança e equipas de emergência estão em prontidão máxima, preparadas para intervir e mobilizar recursos em caso de necessidade.

    No âmbito da coordenação municipal ativa foi instalado um posto de coordenação municipal no Quartel dos Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim, que está em contacto permanente com todas as entidades envolvidas, para responder de forma eficaz a qualquer situação que possa surgir.

    Na tarefa participam as Juntas de Freguesia do concelho.

  • O Saramugo como estará

    O Saramugo como estará

    As ribeiras da Foupana e Odeleite, em Portugal, abrigam uma espécie de peixe endógena em vias de extinção chamada saramugo (Anaecypris hispanica). As recentes chuvas podem ter dado um pouco mais de esperança à sua existência, dentro da bio-diversidade.

    Este pequeno peixe, que atinge cerca de 7 centímetros em idade adulta, é exclusivo da bacia hidrográfica do rio Guadiana, na Península Ibérica, e encontra-se criticamente ameaçado devido a vários fatores, como:

    A perda de habitat pela construção de barragens, uma vez que a extração de água para a agricultura e o desenvolvimento urbano têm reduzido e fragmentado o habitat natural do Saramugo.

    A poluição da água proveniente da agricultura, indústria e esgotos domésticos afeta a qualidade da água e a saúde dos saramugos.

    A introdução de espécies exóticas como o achigã e o lagostim-vermelho-da-luisiana, que competem com o saramugo por alimento e habitat, e podem predá-lo.

    As alterações climáticas, com o aumento da temperatura da água e a diminuição da precipitação, podem afetar a reprodução e a sobrevivência do Saramugo.

    Para proteger esta espécie única, têm sido implementadas várias medidas de conservação, como monitorização da população: monitorização regular da população de saramugos para avaliar o seu estado de conservação.

    A recuperação de troços de rios e ribeiras degradados, através da remoção de obstáculos, plantação de vegetação ripícola e controlo da erosão.

    A reprodução em cativeiro do saramugo no Parque Natural do Vale do Guadiana, com vista à sua posterior libertação em habitats adequados.

    O controlo de espécies exóticas invasoras que ameaçam o saramugo. Dentro da educação ambiental, a sensibilização do público para a importância da conservação do saramugo e do seu habitat.

    A conservação do saramugo é considerada como crucial para preservar a biodiversidade da região e garantir a saúde dos ecossistemas aquáticos. É um desafio que requer a colaboração de todos, desde as autoridades às comunidades locais, para garantir a sobrevivência desta espécie emblemática.

  • Zimbrais dunares da Mata litoral

    Zimbrais dunares da Mata litoral

    O projeto Zimbral for LIFE, financiado pelo Programa LIFE da União Europeia, tem como principal objetivo melhorar o estado de conservação dos zimbrais, um habitat prioritário para a biodiversidade em Portugal.

    A sessão contou com a participação de Celeste Sousa, diretora do CFAE Levante Algarvio, Álvaro Araújo, presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, representantes do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), além de Carlos Pinto Gomes, da Universidade de Évora.

    Os zimbrais são fundamentais para a proteção das dunas costeiras e para a fauna local. Porém, encontram-se ameaçados pela urbanização e espécies invasoras.

    Como parte da iniciativa, foi realizada uma visita de campo à Mata Nacional das Dunas Litorais de Vila Real de Santo António, onde os participantes puderam observar diretamente o habitat dos zimbrais.

    A visita foi guiada por especialistas da Universidade de Évora e do ICNF, tendo permitido uma experiência educativa única sobre a importância ecológica dos zimbrais e a respetiva preservação.

    O evento destacou a necessidade urgente de sensibilizar a comunidade, especialmente as gerações mais jovens, sobre a importância da conservação ambiental e da proteção dos habitats naturais.

    As entidades promotoras desta ação foram o CFAE Levante Algarvio e a Universidade de Évora, através do projeto Zimbral for LIFE. O público-alvo incluiu professores do ensino básico e secundário, educadores de infância, assim como técnicos de entidades ligadas ao ambiente​.

    Sessão sobre o zimbral
    A importância do Zimbral nas dunas costeiras

    O zimbral, composto principalmente por espécies como o zimbro (Juniperus spp.), desempenha um papel crucial na fixação das dunas litorais. Esta vegetação lenhosa ajuda a estabilizar as dunas, prevenindo a erosão causada pelo vento e pelas marésAlém disso, os zimbrais fornecem um habitat vital para diversas espécies de fauna e flora, contribuindo para a biodiversidade local.

    A presença do zimbral nas dunas também ajuda a manter a integridade do ecossistema costeiro, protegendo as áreas interiores contra a invasão de areia e promovendo a retenção de nutrientes no soloProjetos como o “Zimbral for Life” estão focados na preservação e restauração desses habitats, destacando sua importância ecológica e a necessidade de conservação2.

    Consultar:

  • A tragédia dos incêndios e a natureza da floresta

    A tragédia dos incêndios e a natureza da floresta

    O eucalipto, que alimenta as grandes indústrias de celulose no centro do país, é frequentemente citado como a principal causa dos incêndios em Portugal, sendo incompatível com o clima local.

    Tem sido inúmeros os alertas sobre os perigos da proliferação dos eucaliptos, pouco tem sido feito para mitigar o risco. O maior incêndio do ano, antes destes, ocorreu na Madeira, onde centenas de hectares de eucaliptos foram consumidos pelas chamas.

    Nos últimos anos, os incêndios florestais em Portugal têm apresentado um aumento significativo em frequência e intensidade, o que levanta preocupações sobre a gestão do território e as condições climáticas na região. De acordo com dados do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), nos últimos cinco anos, houve um registro alarmante de incidentes, com cerca de 13.000 hectares queimados apenas em 2022. Esta situação tem gerado sérios danos ao meio ambiente, à biodiversidade e à economia local, especialmente em áreas do interior do país, onde a vegetação é mais densa e suscetível ao fogo.

    Os fatores que contribuem para a incidência de incêndios florestais em Portugal são variados. A mudança climática tem intensificado as temperaturas extremas e reduzido a umidade do ar, criando um ambiente propício para o alastramento das chamas. Além disso, a gestão inadequada do território, marcada pelo abandono de terrenos agrícolas e florestais, resulta no acúmulo de biomassa, que serve como combustível para os incêndios. Regiões como a Beira Alta e o Minho têm sido particularmente afetadas, com suas florestas densas e uma biodiversidade rica, mas vulnerável a esses eventos devastadores.

    Estudos recentes também indicam que a falta de investimento em infraestrutura e na prevenção de incêndios tem exacerbado a situação. A escassez de recursos para a manutenção de caminhos e acessos nas áreas florestais dificulta o combate aos incêndios, além de aumentar o risco de grandes incêndios devido à dificuldade em controlar o fogo rapidamente. As florestas de pinheiro e eucalipto, predominantemente presentes no interior de Portugal, são espécies altamente inflamáveis e, quando combinadas com as condições climáticas adversas, criam um cenário alarmante para os ecossistemas e as comunidades locais.

    Estratégias de prevenção e preparação

    O combate aos incêndios no interior de Portugal tem se beneficiado de um conjunto diversificado de estratégias de prevenção e preparação. Uma das abordagens mais eficazes envolve a implementação de programas de sensibilização que buscam informar a população sobre a importância das práticas adequadas de manejo de florestas e da minimização de riscos. Esses programas frequentemente oferecem workshops e materiais informativos, permitindo que os cidadãos compreendam melhor como atuar proativamente em caso de incêndios e a relevância das práticas preventivas.

    A limpeza regular das florestas é outra estratégia fundamental na mitigação do risco de incêndios. A acumulação de material combustível, como folhas secas e galhos, cria um cenário propenso para o início e a rápida propagação de incêndios. Portanto, ações como o desbaste e a remoção de resíduos florestais são promovidas em várias comunidades. Além disso, a prática de queimadas controladas se apresenta como uma técnica eficaz, quando realizada sob condições adequadas e com monitoramento, ajudando a reduzir a carga de combustível nas florestas e, consequentemente, o potencial de incêndios descontrolados.

    Outro aspecto crucial da prevenção é a colaboração entre diferentes entidades. Associações de bombeiros, Organizações Não Governamentais (ONGs) e a comunidade local desempenham papéis vitais nesse esforço. A troca de informações e recursos entre essas partes garante uma resposta coordenada e eficiente em caso de emergência. Finalmente, a formação e capacitação de voluntários são indispensáveis, fornecendo a esses indivíduos as habilidades necessárias para atuar em situações de incêndio. Essa preparação não apenas fortalece a rede de apoio durante emergências, mas também estimula a resiliência da comunidade frente aos desafios que os incêndios florestais podem trazer.

    Tecnologia e inovação no combate aos incêndios

    A crescente ameaça de incêndios florestais em Portugal tem impulsionado o investimento em tecnologias inovadoras que visam aprimorar as estratégias de combate e prevenção. Uma das ferramentas mais promissoras é o uso de drones, que oferecem uma visão aérea detalhada das áreas afetadas. Equipados com câmeras de alta resolução e sensores térmicos, esses dispositivos permitem a detecção precoce de focos de incêndio, possibilitando uma resposta mais rápida por parte das equipes de emergência.

    Além dos drones, imagens de satélite desempenham um papel crucial no monitoramento das condições climáticas e na identificação de áreas propensas a incêndios. Essas imagens são utilizadas para analisar a vegetação, a umidade do solo e outros fatores que podem influenciar o surgimento de focos. Essa abordagem baseada em dados permite que as autoridades planejem ações preventivas, otimizando o uso de recursos e minimizando riscos.

    Sistemas de monitoramento em tempo real também têm se mostrado essenciais no combate aos incêndios. Com o uso de sensores e redes de comunicação, é possível acompanhar a evolução das chamas e as condições meteorológicas, garantindo uma coordenação mais eficaz das operações de combate. Essas inovações possibilitam um uso mais direcionado de recursos, como equipes de combate e equipamentos, aumentando a eficácia no controle das chamas.

    As novas técnicas de combate, como o uso de retardantes e outros produtos químicos, apresentam vantagens adicionais em relação aos métodos tradicionais. Os retardantes criam uma barreira que impede a propagação do fogo, sendo utilizados para proteger áreas vulneráveis. A aplicação dessas tecnologias e metodologias inovadoras não apenas melhora a capacidade de resposta, mas também redefine as práticas de combate, contribuindo para um futuro mais seguro em relação aos incêndios florestais em Portugal.

    Desafios e oportunidades futuras

    O combate aos incêndios no interior de Portugal ainda enfrenta uma série de desafios significativos. Entre esses, destacam-se as limitações financeiras que impactam diretamente a capacidade de resposta e a implementação de medidas preventivas. Muitas vezes, os investimentos em tecnologias de monitoramento e em formação especializada para equipes de combate são insuficientes, resultando em uma resposta que pode ser lenta e ineficaz. Além disso, a falta de infraestrutura adequada em áreas rurais e de difícil acesso torna o combate aos incêndios mais complicado, exacerbando as consequências de um evento já devastador.

    Com relação às oportunidades futuras, é imperativo considerar a implementação de políticas públicas que incentivem investimentos em um sistema de gestão de incêndios mais resiliente. Uma abordagem integrada, que envolva as comunidades locais, instituições de ensino e órgãos governamentais, pode promover uma maior conscientização sobre o cuidado com as florestas e a utilização de práticas de manejo sustentável. Por exemplo, programas de reabilitação de áreas afetadas por incêndios e a criação de corredores ecológicos podem contribuir para a mitigação dos riscos.

    Além disso, a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias, como drones para monitoramento aéreo e sistemas de alerta precoce, podem ser oportunidades valiosas para fortalecer a resposta a eventos de incêndios. A promoção de parcerias público-privadas também se revela uma estratégia eficaz, pois pode unir esforços e recursos de diferentes setores na luta contra este problema. Essas iniciativas são cruciais para que o sistema de gestão de incêndios se torne não apenas mais eficaz, mas também mais sustentável no longo prazo.

    incêndios
  • Mais pilhas recicladas este ano em Portugal

    Mais pilhas recicladas este ano em Portugal

    Segundo a Greensavers, a quantidade de pilhas e baterias enviadas para reciclagem aumentou oito vezes, no primeiro semestre do ano, anunciou ontem a associação Eletrão, que recolheu mais de 963 toneladas de material entre janeiro e junho.

    No mesmo período do ano passado, foram recolhidas 116 toneladas. O número alcançado em seis meses é superior ao da recolha anual registada entre 2010 e 2022, segundo a mesma fonte.

    No Dia Europeu da Reciclagem de Pilhas, o Eletrão destacou que o resultado representa um «salto exponencial» nas pilhas e baterias industriais, maioritariamente provenientes de atividades empresariais e industriais, que passaram de 18 toneladas para 859 toneladas.

    “O crescimento da recolha e reciclagem de pilhas e baterias portáveis, que normalmente são encontradas em comandos, brinquedos, telemóveis e computadores, ascende a 6%”, revelou a associação, em comunicado.

    Para a recolha, contribuíram municípios, comerciantes, empresas, instituições e operadores de gestão de resíduos e o aumento do número de pontos de recolha para mais de 9.000.

    Os números continuam, porém, aquém do desejado, sobretudo nas pilhas e baterias portáteis, de acordo com o diretor geral de elétricos e pilhas, Ricardo Furtado, citado no comunicado.

    «A cada dia que passa, as entidades gestoras que integram a Eucobat reciclam mais de 10 milhões de baterias, o que corresponde a 2,5 mil milhões de baterias por ano. Esta quantidade poderia estender-se ao longo de 116 mil quilómetros, o que permitiria dar três voltas ao mundo», afirmam.

    «As pilhas e baterias têm substâncias «altamente nocivas», que poluem o solo e a água. Contêm igualmente materiais valiosos que podem ser reciclados, como o lítio, o zinco, cobalto e terras raras, elementos que integram a lista das matérias-primas identificadas pela Comissão Europeia como críticas para assegurar a transição ecológica e digital.

  • A quinta extinção das espécies

    A quinta extinção das espécies

    Tivemos oportunidade de ouvir uma conversa, em rúbrica de João Figueiras e convidados, na Alvor FM, cujo interesse entendemos relevante e, com a devida vénia partilhamos com os nossos leitores.

    O professor Aragão explicou o que se entende por sexta extinção das espécies e como foram as cinco que lhe ficaram para trás. Em seu entender esta sexta extinção está já a ser vivida.

    É assim porque já houve grandes extinções, cinco grandes extinções da vida, no planeta Terra. O facto é verdade, explicou à Alvor FM.

    Chama-se extinção quando pelo menos 75% das espécies viventes desaparecem num dado período de tempo, até agora milhões de anos. E de uma forma homogénea por todo o planeta, não é só no Amazonas, mas no planeta inteiro, desaparecem as espécies.

    A primeira extinção aconteceu há 440 milhões de anos, quando do aparecimento dos peixes e das primeiras plantas terrestres, aí passo o termo, desapareceram 85% das espécies.

    A segunda ocorreu há 370 milhões de anos, mais ou menos, quando do aparecimento dos vertebrados, terrestres e dos insetos. Aí desapareceram entre 70% a 80% das espécies ao longo de 20 milhões de anos.

    A terceira aconteceu há 250 milhões de anos, quando do aparecimento dos mamíferos, e nesta foram-se cerca de 95% das espécies.

    A quarta aconteceu há 200 milhões de anos, quando do aparecimento das aves, dos dinossauros, dos mamíferos e nas árvores, em particular as plantas tipo os pinheiros, chamadas himnospérdico, e aí desapareceram três quartos das espécies viventes na altura.

    A quinta, já mais perto, aconteceu há cerca de 65 milhões de anos, quando os dinossauros dominavam, e é mais conhecida justamente por essa razão. Foram-se cerca de 76% das espécies e 40% dos géneros, querendo com isto dizer, a espécie é o fim último da árvore, e o gênero é aquele que engloba várias espécies da imediatamente anterior.

    Portanto, espécies 76%, gêneros 40%. Terminando o reino dos animais, de que só sobrou uma linha, a linha das aves. E isto, esta extinção, já durou cerca de 1 milhão de anos. A primeira demorou 20 milhões, a última já demorou 1 milhão de anos.

    Para o professor, que falava aos microfones da Rádio Alvor, todas estas extinções tiveram origem em casos naturais, como, por exemplo, a separação dos continentes, como o africano e a Eurásia, os vulcões, quando se encheu o Mediterrâneo, meteoritos, gelos e degelos, a subida e descida das águas, a acidez das águas. Portanto, todas as alterações profundas foram paleoclimáticas e geológicas.

    E como se sabe? Pelos ácidos, das rochas vulcânicas vítreas, dos fósseis, e modernamente, pelos registros evolutivos do DNA encontrado desses animais muitíssimo mais antigos, onde se nota a alteração do que aconteceu naquela altura.

    Como digo, a mais atual, a mais moderna, demorou um milhão de anos, e a outra, 20 milhões de anos, o que é muito tempo em termos de vivência.

    Na atualidade, que é o que nos interessa, estudos mostram que a atual extinção de espécies está 100 vezes mais elevada que aquela que era estimada.

    Uma vez que as extinções se concretizam num período de milhões de anos, não seria de assustar, há contudo um dado novo muito preocupante. É que desta vez não são as causas naturais, mas sim a atividade antropogénica, ou seja, a atividade humana.

    Desde o surgimento dos hominídeos, que a taxa normal de extinção de espécies acelerou para 100 mil vezes mais rápida do que aquilo que acontecia nos pré-hominídeos.

    E então, desde a revolução industrial, tornou-se perfeitamente incontrolável aquilo que estamos a viver neste momento. Inclusive os dinossauros extinguiram-se-se num milhão de anos. Agora está 100 mil vezes mais rápida a extinção de espécies.

    Lembrou Steve Hawking, quem afirmou que a humanidade poderia estar extinta em 30 anos.

    Os agentes do processo são conhecidos, o crescimento populacional humano, o aumento do consumo de recursos, as alterações climáticas, por ação humana. A Humanidade parece ser o agente causador desta extinção.

    Contudo, planeta Terra continuará e novas espécies aparecerão, e o próprio homem, está convicto o professor, para quem ainda há uma janela de esperança e que o homo sapiens subsista, mas tem de aprende a viver com a diversidade da vida.

    Afinal, é a diversidade da vida que o mantém vivo. Ficamos com esta ideia, mas uma coisa é facto e é verdade, é que assistimos quase diariamente, às situações, alterações, mudanças, que nos surpreendem muito. E é lá que estamos nesta expedição, não sou eu a perguntá-lo, já são umas dezenas a afirmá-lo. Fica aí a pergunta.

    Fonte: Rádio Alvor FM

  • Lince ibérico morto e autor já identificado

    Lince ibérico morto e autor já identificado

    Assim, dos oito espécimes reintroduzidos nas Terras Altas de Lorca (dois deles no recinto) e um quinto em paradeiro desconhecido, quatro ainda estão livres

    A colaboração entre os agentes ambientais da Comunidade e agentes do SEPRONA da Guarda Civil esanhola permitiu identificar o alegado autor da morte do ‘Tejo’, um dos quatro linces ibéricos reintroduzidos no passado mês de março numa das duas vedações de aclimatação localizadas na zona das Terras Altas da Floresta Civil.

    Reportagem completa em espanhol em ONDA REGIONAL

  • Usar o «Modo seco» para poupar energia

    Usar o «Modo seco» para poupar energia

    Com as intensas ondas de calor do verão, os aparelhos de ar condicionado tornam-se essenciais para manter os ambientes frescos. Contudo, o alto custo da eletricidade pode fazer com que o uso contínuo desses aparelhos se torne um pesadelo financeiro. Por sorte, existe um truque simples que pode ajudar a diminuir esses gastos sem comprometer o conforto.

    Vários aparelhos de ar condicionado modernos têm uma função eficiente e pouco conhecida: o “Modo Humidade” ou “Modo Seco”. Indicado por um ícone de gota de água no controle, este modo não resfria o ambiente drasticamente, mas diminui a umidade do ar. Em climas úmidos, como os das regiões litorâneas, essa função pode ser uma solução econômica e eficaz contra o calor.

    Quando o Modo Humidade é ativado, o ar condicionado age como um desumidificador, estabilizando a temperatura do ambiente de forma confortável e constante, utilizando menos energia que o modo de resfriamento convencional. Isso resulta em economia na fatura de energia e aumenta o conforto nos dias úmidos.